Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

A Chave Para 99% Da Alma Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o papel atual dos grupos do Bnei Baruch ao redor do mundo em diferentes países?

Resposta: Os grupos ao redor do mundo têm um papel especial e importante, porque Israel não pode se corrigir se não estiver focado no mundo. GE não tem como se corrigir se estiver isolado dos outros.

O Criador quis dar a Torá primeiro às nações do mundo. Toda a Luz é oposta a esse desejo, oposta ao AHP, e não oposta à GE. De fato, o AHP compõe todo o vaso, 99% de todo o desejo. Portanto, a nação de Israel, GE, é a menor de todas as nações. Ela não tem o direito de existir, exceto para servir a todo este grande AHP.

O Criador quer preencher o AHP com Luz e Ele testa GE como a parte que serve ao Criador e a esses desejos de receber. Israel é escravo de sua missão, e as nações do mundo não são. Nós temos que realizar a nossa missão para com o Criador e toda a humanidade. Portanto, os dois lados vêm reclamando de nós, e suas queixas são justas, uma vez que nós temos que ser o elo, o adaptador, entre o Criador e o mundo, e entre o mundo e o Criador. Nós, porém, não cumprimos o nosso papel.

Para funcionar corretamente, nós precisamos de uma conexão com a força superior, com o Criador, que é realizada através do centro do grupo. Por outro lado, nós precisamos estar conectados a todos os nossos grupos e todos os amigos que pertencem às nações do mundo, uma vez que é assim que a conexão deles para conosco e deles para as com nações do mundo, nas quais eles vivem, é cumprida. Assim, todos se conectam abrindo caminho a partir de Malchut de Malchut, o maior desejo da criatura, até o desejo de Keter de Keter e todo o caminho para o Criador.

O grupo central deve tratar todos os grupos ao redor do mundo com amor, com grande preocupação e atenção, se conectar a eles tanto quanto possível, apesar das barreiras linguísticas e da distância geográfica, e aceitá-los tanto quanto possível. É através deles que nós podemos alcançar as outras pessoas, as outras nações, e transmitir-lhes o método de educação integral.

Nossos amigos de todo o mundo que vivem lá como “convertidos”, o que significa que eles também têm um ponto no coração, fazem parte de Israel e realizam a conexão entre o AHP e nós, GE. Nós não podemos estabelecer essa conexão por nós mesmos, e são os nossos amigos de outros países que fazem isso.

Acontece que eles pertencem à camada principal do desejo que está na fronteira entre GE e AHP. Sem esta conexão, GE e AHP não têm sentido. Por esta razão, nós temos que prestar muita atenção nos nossos amigos e apoiá-los de todas as formas possíveis, realizar Convenções, fornecer serviços de tradução em todas as línguas, ou seja, ajudá-los tanto quanto pudermos. É porque eles pertencem à camada do desejo que nos permite responder a pergunta: Para que nós existimos?

Nós existimos graças ao fato de que temos tal conexão com o AHP, graças aos nossos amigos em todo o mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, Escritos do Baal HaSulam

O Coração Ardente do Grupo

Rabash, “Deve-se sempre vender as Vigas de sua casa:” Preferivelmente, eu realmente quero o amor dos outros. É por isso que eu estava interessado em estabelecer esta sociedade, por isso gostaria de ver que cada um e todos estão envolvidos em amor pelos outros, para que, através dele, o pouco de força que eu tenho no amor pelos outros pudesse aumentar e eu teria a força para me envolver em amor pelos outros com mais força do que eu por mim mesmo. Mas agora eu vejo que eu nada ganhei, porque eu vejo que nem mesmo um está fazendo o bem. Assim, seria melhor se eu não estivesse com eles e não tivesse aprendido a partir de suas ações.

Para isso, há a resposta que se uma sociedade está estabelecida com determinadas pessoas , e quando elas se reuniram, deve ter havido alguém que desejava estabelecer especificamente este “grupo“. Assim, ele arrumou estas pessoas por ver que elas eram adequadas umas para as outras. Em outras palavras, cada uma delas tinha uma centelha de amor pelas outras, mas a centelha não podia acender a luz do amor a brilhar em cada uma, então elas concordaram que, unindo-se, as centelhas se tornariam uma grande chama.

Um grupo não é apenas um conjunto de pessoas que se reúnem para estudar juntas, como em um determinado curso. Este encontro é chamado de um grupo Cabalístico no momento em que essas pessoas sentem uma necessidade real de uma conexão interna, a fim de descobrir o Criador no grupo e desta forma trazer contentamento para Ele. [Leia mais →]

Alívio Temporário Ou Recuperação Completa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu trabalho numa oficina artística onde ajudo pessoas com problemas mentais e emocionais, com depressão e todos os tipos de problemas sociais para sair de seu isolamento através da arte. Eu não entendo a diferença entre educação integral e trabalho social. Qual é a diferença entre eles?

Resposta: A diferença é que, no caso da educação integral, você transmite a Luz através de si para os outros. Você os organiza de forma que eles vão se transformar em um Kli (vaso) espiritual. Afinal, você tem um ponto no coração e, portanto, você trabalha com eles através de si mesmo. Você recebe seus desejos e problemas e os organiza como algo que é adicionado em você, e por este acréscimo você pode receber a Luz.

Este não é um trabalho social, mas um trabalho espiritual. Esta é a diferença entre eles.

Você trabalha a fim de atrair a Luz superior para organizar toda a humanidade num todo, num sistema unificado chamado “Adão”, de modo que neste sistema a Luz superior, o estado mais elevado, será revelado. Isto não é algum tipo de relaxamento no lugar de um comprimido. Pelo contrário, é especificamente a elevação da humanidade ao próximo nível de existência.

Nós não estamos envolvidos em relaxar as pessoas, embora possamos dizer isso a elas. Mas entendemos que é impossível fazer algo no nível em que elas estão, exceto elevá-las a um nível espiritual.

Todas as nossas tentativas de resolver alguns dos problemas deste mundo, a caridade ou a ajuda para vários estratos da população, são em vão. Nada é consertado com isso, e só fica pior. Há muitos investigadores deste assunto, e é completamente claro que todos os problemas são derivados apenas de não corrigirmos a nós mesmos e, ao contrário, de nos envolvermos nesse tipo de trabalho social.

Eu não estou dizendo que este trabalho não é necessário ou que seja prejudicial. Se for possível agora ajudar uma pessoa de alguma maneira concreta, é necessário ajudar. No entanto, junto com isso, a pessoa não deve esquecer que não conseguimos alcançar nada com isso. Portanto, é possível se envolver temporariamente com o trabalho social, enquanto nós ainda não começamos a ampla disseminação da educação integral.

Pergunta: Será que estes dois tipos de trabalho entram em conflito um com o outro, e é possível uni-los?

Resposta: É possível uni-los, mas apenas na medida em que você entende que, com isso, você está fornecendo apenas um alívio temporário para a condição de uma pessoa. Se suas ações estão conectadas à verdadeira correção, então isso é significativo.

Da Convenção Europeia na Alemanha 22/03/13, Lição  2

Progressão Incrível

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu incluir todas as almas 600.000 na minha qualidade, será que pessoas comuns sentiriam meu grande poder quando interagissem comigo? Eu as influenciria de certa maneira?

Resposta: 600.000 almas não são partes separadas umas das outras; é um nome Cabalístico convencional do nível ao qual temos que subir.

Isto significa que se agora eu sinto o mínimo de conexão com os outros, então, convencionalmente, isso é chamado de um. Quando eu começo a subir os degraus espirituais e, digamos, eu me incluo em Zeir Anpin, isso significa que eu incluo 10 almas dentro de mim; se me incluo em ISHSUT –  são 1000 almas; em Aba ve Ima – 10.000, etc. Além disso, isso é multiplicado por 60, porque Zeir Anpin é composto de seis partes. Quando eu subo a Arich Anpin verifica-se que eu me multiplico por 600.000. Isso significa que a minha realização atual aumenta 600.000 vezes.

No entanto, esta é apenas uma convenção, porque nós não compreendemos o que significa 600.000. É uma evolução incrível. Não é linear, mas sim exponencial no grau infinito.

Da Convenção Europeia na Alemanha 22/03/13, Lição 1

Quando A Cortina Cai

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução a O Livro do Zohar,” Item 20: E o mesmo “corpo,” na sua má forma que nos é dada no presente, este também não estraga nossa essência pois este e todas as suas qualidades estão prestes a ser anuladas completamente juntamente com todo o sistema de impureza que é sua fonte, e tudo o que está prestes a ser queimado é como se já estivesse queimado e é considerado como se nunca tivesse existido.

A essência da alma (Nefesh), vestida no corpo, está meramente nesta fase de desejo, mas o desejo de doar é derivado de um sistema de quatro mundos de ABYAde santidade; ela existe eternamente, porque esta forma de desejo de doar está em equivalência de forma com a fonte da vida e é imutável.

Nós existimos na realidade de Ein Sof (Infinito) e todos os mundos (olamot), ou seja as ocultações (alamot), são somente filtros que ajustam a imagem de Ein Sof para nós; o grau de ocultação existe somente na nossa percepção e eles desaparecerão no momento em que sejamos capazes de anular o nosso corpo,” o desejo de receber para si mesmo.

Contudo, este desejo precisa ainda de ser revelado. Onde existe ele realmente? Na realidade, hoje todos os meus desejos estão na realidade a agir no nível animal. O verdadeiro desejo em prol de receber é revelado somente quando eu começo a trabalhar em prol de doar  e descubro que tudo é oposto ao desejo de doar. Opondo a linha direita, a linha esquerda é revelada, contra santidade, impureza é revelada.

Aqui em baixo, sob a linha da percepção espiritual, nós estamos no mundo imaginário onde nossos desejos, como é dito, “Todos parecem bestas.” Mas se eu trabalhar no grupo, disseminação, em conexão, para os amigos, para a humanidade e finalmente para o Criador, nós revelamos a nossa inclinação para o Alto, então revelamos o nosso “corpo” corrupto, ou seja o desejo de receber com a intenção de receber.

Em prol de corrigir este desejo, a intenção precisa de mudar para em prol de doar. O desejo de receber em si mesmo permanece e acima dele eu construo um desejo em prol de doar que é chamadoalma (Neshama). Sua essência está na minha doação a todos. Ao dar a todos, amando todos, eu desenvolvo a alma acima do meu “corpo.” E nesta forma, nós alcançamos a correcção.

Então este mundo desaparece e eu consigo ver todos os mundos até ao mundo do Infinito.

Agora também existimos no mundo do Infinito. E agora, também, tudo depende da minha intenção. Nada é imutável e constante, pois tudo está a ser retratado e acontece somente nas minhas qualidades.
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Da 4ª parte da Aula Diária de Cabala 3/13/13, “Introdução a O Livro do Zohar

 

Do Círculo Para O Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que uma combinação de pessoas no círculo integral forma uma nova força, integralidade; ou seja, a mente e os sentimentos das pessoas são combinados?

Resposta: Eles não são simplesmente combinados entre si, mas são mutuamente complementados. Assim, eles formam uma nova força física e integral. Esta não é apenas uma soma, mas a soma de esforços comuns para superar a si mesmo, a fim de se conectar com os outros, ou seja, é uma força espiritual.

Espiritual significa “para além do egoísmo”, pois todos devem se elevar para começar a se conectar com os outros.

Todos os nossos pequenos esforços se acumulam. Então, a partir da nossa conexão, nós começamos a sentir algo novo. É muito bom, caloroso, agradável e seguro.

Digamos que 10 pessoas se sentam no círculo. No entanto, durante a discussão, elas não formam apenas uma combinação de 10 pessoas, mas isso é multiplicado por um número infinito. Isto é porque, quando eu me anulo para me conectar um, com outro, e com um terceiro, e eles, por sua vez, fazem o mesmo, desta forma cada um de nós recebe o desejo integral. Depois, com este desejo integral, nós “entramos” novamente um no outro, numa só experiência, e, deste modo, formamos uma multiplicidade da multiplicação. É como se nós mesmos nos puxássemos pelo cabelo do nosso mundo para o mundo espiritual.

De KabTV “Segredos Profissionais”, 10/02/13

Deslizar Sobre As Ondas Do Desejo

Dr. Michael LaitmanOlhando para a criação como um todo, em cada objeto e parte dela, nós podemos reconhecer uma medida do desejo: desejo de preservar a si mesmo, suas propriedades, seu estado. Isso vale para qualquer parte da natureza inanimada, animal, vegetal e humana. Cada uma se caracteriza por determinado grau de desejo, já que o desejo foi a única coisa criada. De nossa parte, nós só adicionamos a ele quando temos a chance de trabalhar acima dele.

Nos níveis inanimado, vegetal e animal, nós vivemos dentro do desejo e não entendemos como isso pode ser mudado em altura, tamanho e aplicação. Por outro lado, o nível humano numa pessoa adquire a capacidade de compreender isso, começar a querer mudar, e aplicar o desejo de uma forma diferente, e esta capacidade de modificar a aplicação e realização do desejo não nos deixa descansar.

Nós vemos como as pessoas vivem hoje: a sociedade dita o tamanho e a natureza do seu desejo. Como soldados, elas lutam para executar as ordens que recebem. Afinal de contas, elas recebem uma impressão que é para seu próprio bem. No entanto, aqueles que recebem uma necessidade adicional para agir acima da sua natureza, acima do seu desejo, que é, de fato, toda a matéria da natureza, são privados de descanso. Eles querem aprender, desejam saber como a matéria, a natureza, pode ser empregada, como se redirecionar e “implantar”, de modo a conseguir algo acima da natureza. Esta é uma abordagem totalmente diferente: não estar dentro da natureza, mas espcialmente acima dela.

Isto é o que a ciência da Cabalá ensina: a usar o desejo sem viver nele, mas acima dele, a fim de continuar buscando a realidade superior. “Superior” significa acima do desejo, acima da matéria da criação. Nós temos que aprender como governar o desejo, para permanecer acima dele sem descer até o fundo, mas, sim, ir com as ondas e usando o sopro do vento, o “espírito” soprando sobre o mar. Nós precisamos viver com algo que está acima dessas “profundezas”, soprar o ar, inflar as velas com o vento e usar a água apenas para deslizar sobre a sua superfície.

Isso é o que nós gradualmente aprendemos neste estudo. Nós aprendemos a usar a nossa natureza, a matéria do desejo, para controlá-lo de fora de nós mesmos, para restringir e transformá-lo na direção desejada, para verificar e modificá-lo, não como a nossa natureza dita, mas como nós escolhemos. Esta capacidade nós podemos obter com a ajuda da ciência da Cabalá, estudando os sistemas que temos que conhecer e, como um todo, o sistema dos mundos, os 125 degraus de mudanças, de calibração do desejo. Nós descobrimos como usá-lo a cada passo do caminho, a fim de conseguir algo acima dele.

Além disso, acima dele, nós alcançamos o grau da força superior que criou este desejo onde toda a humanidade vive. Nós usamos a matéria do desejo apenas para “subir” acima dele e formar para nós um espírito, equivalente à força superior. Este é o equivalente espiritual chamado de “Humano” (Adão).

Assim, nós temos que usar a própria matéria e a força que a criou; nós construímos a nós mesmos a partir de ambas. Esta é a forma como uma pessoa se torna independente da matéria (desejo) e da força (Criador) que criou este desejo, e fica em pé sozinha. Agora, ela é composta de matéria e espírito, mas na forma que encontrou por si mesma e escolheu livremente.

Isto é o que a nossa meta significa, e nós não descansaremos até alcançá-la. É assim que somos feitos. Alguns irão escolher este caminho por necessidade, como simples operários. No entanto, eles terão que entender sua tarefa, embora não em graus elevados, não no nível da raiz causal da criação. Eles vão nos seguir, enquanto que nós não descansaremos até alcançar a equivalência que devemos criar por conta própria, a imagem do Homem, livre tanto da criação como do Criador. Do Criador, nós só aprendemos a construir a nós mesmos à Sua semelhança, mas o Criador não nos obriga a isso. Pelo contrário, é a evolução independente que nos permite perceber que Sua forma é a mais correta, a melhor, mais desejável e profunda.

No entanto, nós não aceitamos a importância dessa forma automaticamente, mas sim, trabalhamos por meio da “fé acima da razão”, nos desconectamos das condições de nossa matéria e da força superior, e nesta desconexão de tudo, atingimos o valor da propriedade de doação, que é o maior que existe.

Essas coisas vão se desdobrar em nós mais tarde, mas por agora elas já devem estar nos dando um pouco de importância e compreensão do trabalho que nos obriga a subir constantemente acima do mundano. Nós buscamos prazer, além de conhecimento, hábitos e todos os tipos de valores que foram plantados em nós. Nós nos esforçamos para subir tão alto quanto possível e desfrutar de mudanças, mesmo que isso não seja muito agradável para a nossa matéria.

Nós simplesmente precisamos nos ​​acostumar a isso. A espiritualidade, ou a nova forma, por meio de pequenas ações, frequentemente nos puxa cada vez mais alto, mais e mais. E a espiritualidade deve ser algo que nós desejamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, Shamati # 213

Perder O Seu Eu Material

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nos tornamos um Partzuf inferior que se anula diante do superior e pede para ser criado no mundo espiritual durante o Congresso?

Resposta: Nosso Partzuf superior é o grupo e somente lá o Criador se revela. Nós transformamos o grupo em Malchut, a Shechina, enquanto o superior para ela é Zeir Anpin, o Criador. Nós precisamos induzir o estado de que dentro da nossa conexão se revela a força superior.

Isso é bastante factível e muito provável de acontecer. A iluminação deste estado certamente será concedida a nós, e nós já a estamos recebendo, todos de acordo com seus graus. Mas quando nós realmente nos conectamos, em vez de uma iluminação pessoal, nós revelamos a Luz.

Ela também será revelada a cada pessoa no grau que ela alcançou a união e se esforçou.  Mas será uma parte bem definida da Luz e não alguma iluminação externa. Eu estou confiante de que não só no Congresso dos homens, mas também no das mulheres podemos sentir tal iluminação. A anulação do nosso grupo diante do superior significa que todos renunciam completamente com força máximo para o bem da união e da inclusão em todos os outros, e nós vamos perder o nosso eu material lá e existir unicamente sob a influência espiritual.

Nós estudamos no artigo “600.000 Almas” que há uma única alma. Todos alcançam somente ela, e se conectam na mesma alma. Na verdade, não há nenhuma divisão e somente a força da quebra nos causa dor agora, porque achamos que cada um de nós tem sua própria alma pessoal. Nós só podemos imaginar isso porque ainda não atingimos a completa realização e permanecemos na confusão, névoa e perda de consciência. Portanto, no Congresso, nós queremos nos conectar com esta alma única.

Da 3ª Parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/13, Talmud Eser Sefirot

Um Passo Para A Esquerda, Um Passo Para A Direita: Tentativas De Escapar Da Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando estudamos a natureza e a nós mesmos, nós descobrimos que todos nós dependemos totalmente dos nossos genes e do ambiente. Evidências convincentes sugerem que não há qualquer liberdade de escolha e que todos nós somos mortais. No entanto, não estamos dispostos a obedecer a esses fatos; nós ignoramos os resultados de nossa própria pesquisa e preferimos ficar nas ilusões que nos atraem. Como este conflito pode ser resolvido?

Resposta: Nós estudamos muitos fenômenos, mas não somos necessariamente guiados pelos resultados. Afinal, existem coisas como dúvidas, crenças, religiões, e o egoísmo. Mesmo se nós sabemos que estamos errados, ainda mantemos a nossa “opinião”, pois é isso que realmente queremos. Sabemos isso das crianças, mas os adultos muitas vezes fazem o mesmo.

Em suma, a nossa vida é difícil. Mas, de qualquer forma, os dados imparciais e racionais, comprovados por pesquisas científicas, devem ser aceitos como fatos. Caso contrário, no final, vamos machucar os outros e a nós mesmos.

Por outro lado, os conceitos que não foram validados ou provados pela ciência não podem ser mais aceitos.

Pergunta: Portanto, o ser humano é uma criatura egoísta irracional que acredita em contos de fadas se isso lhe satisfaz?

Resposta: Realmente! Como pode ser isso? Nós somos realmente motivados por sensações agradáveis, mesmo que elas sejam erradas? Digamos que eu goste de fumar, comer demais e fazer muitas outras coisas prejudiciais. Eu não me importo que isso me prejudique, desde que as aprecie. Eu quero fazer o que me agrada e se tiver que pagar por isso mais tarde, quem se importa.

Tal atitude é irracional. Logicamente, eu tenho que aceitar as leis da natureza e cumpri-las, segui-las tão precisamente quanto uma máquina. No entanto, o meu desejo “mima” tudo, e em vez disso, eu faço o que me agrada. Esta é a maneira como o ser humano é criado. Em contraste com a natureza inanimada, vegetal e animal, os seres humanos são mimados.

Se não fosse por nosso egoísmo, nós seríamos simplesmente animais que têm um rígido programa inserido neles; se fosse assim, não teríamos qualquer escolha. Os animais não enfrentam dilemas como: “Fazer ou não fazer algo? Devo fazê-lo desta maneira ou daquela maneira? Será que vai ser agradável ou não?”. Eles são regidos por comandos rígidos; é isso.

E aqui nós somos piores do que eles; somos o pior de todos! Afinal de contas, o nosso egoísmo fica no nosso caminho e nos impede de observar as leis da natureza; ele não nos permite agir como deveríamos, sem se desviar um centímetro para a direita ou para a esquerda, para apenas caminhar sobre o limite estreito da rota. As leis da natureza são imutáveis, invariáveis, e infinitamente precisas; no entanto, o egoísmo excedente destrói e oprime todos nós. Nós fazemos o que é bom para o nosso ego, e é sempre contra a razão.

É assim que o homem se transforma num “animal mimado”. Todas as nossas adições ao nível animal parecem extremamente boas: cultura, educação, etc. Essas coisas são particularmente baseadas em nossa corrupção. Literatura, música, e outras “elevações espirituais” resultam da deficiência do homem depois que ele deixou de ser um animal. As aves estão cantando não porque aspiram à beleza, mas o fazem. No entanto, nós somos diferentes…

No final, todos os adornos para o senso comum e para a ciência em sua forma pura são prejudiciais. Na verdade, tudo o que devemos promover é a ciência. No entanto, nós estamos fazendo uso de tudo o que podemos. O que podemos fazer sobre isso? Na verdade, até mesmo a educação, a formação e a cultura, tudo o que não é derivado dos instintos animais, é falho e são tentativas de compensá-los. Nós não percebemos quão fortemente nos desviamos do caminho que nos é dado pela natureza, nem entendemos que nós nos tornamos um elemento estranho, um “tumor cancerígeno”, que se desenvolveu em nosso corpo coletivo. No final, o tumor destrói a si mesmo e o ambiente onde vive. A ecologia é o melhor exemplo. As células cancerígenas devoram o corpo e morrem junto com ele. Elas não conseguem parar. Esta é a sua forma de existência. O egoísmo age da mesma forma em nós.

Portanto, nós temos que entender claramente onde se encontra o limite estreito, a fronteira, a divisão entre ciência e “ficção científica”, isto é, religiões, crenças, conceitos filosóficos, construções psicológicas, etc. Nós podemos usar as coisas dentro da esfera científica se fizermos com precisão, como animais seguindo os instintos, e sem cometer erros. Mesmo que descubramos todos os tipos de fenômenos e desenvolvamos vários métodos baseados em nossos resultados, essas coisas ainda existirão originalmente na natureza. Portanto, se seguirmos as leis da natureza, tudo vai bem. Está bem se as leis da natureza são reveladas na ciência.

No entanto, se nos referimos à esfera especulativa, às teorias e práticas artificiais, devemos ter em mente que todas são imaginárias e falsas. Você não pode aplicá-las na vida. Nesse caso, como nos relacionamos com a alma? Nós não encontramos seus métodos científicos e não a sentimos com nossos sensores. Portanto, ela realmente existe?

É bem possível que a ciência em breve seja capaz de responder a essa pergunta. A ciência constantemente tira algo novo da clandestinidade, corrige as atuais deficiências, moderniza e melhora as coisas que já tinham sido descobertas anteriormente. No entanto, não podemos basear as coisas em adivinhação.

Por outro lado, como devemos nos referir aos livros dos Cabalistas que nos falam sobre a alma? Podemos contar com eles? Afinal, a fé não funciona, uma vez que não é científica.

Portanto, até alcançarmos essas coisas por nós mesmos, sem termos evidências provando sua existência, teremos dúvidas.

O que podemos fazer?

Nós devemos conciliar nosso progresso natural como uma “máquina biológica dirigida eletroquimicamente” e perceber claramente que não temos qualquer liberdade de escolha, exceto na escolha do nosso entorno e nos colocando no ambiente correto. Isso tem que ser feito de uma forma estritamente científica; nós devemos ver tudo ao nosso redor somente através das leis da natureza que podem ser reduzidas a duas partes, que chamamos de “o caminho da Torá” e o “caminho do sofrimento”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/12, “Corpo e Alma”

Correção Ao Combinar O Incompatível

Dr. Michael LaitmanA dualidade torna o nosso trabalho muito difícil. Eu tentei explicar ontem na Convenção “Uma Mulher Global” de que, por um lado, as mulheres precisam preparar um enorme desejo coletivo para passá-lo aos homens para o seus trabalhos. Elas devem ter certeza de que seu desejo governa o mundo, controla os homens e inicia o processo de correção.

Mas, por outro lado, a fim de fazê-lo com a atitude certa que visa à doação, elas também precisam saber que no momento em que alcançarem o desejo certo, elas vão sentir nele que tudo está corrigido e que os homens são justos completos, não necessitando qualquer correção.

Era difícil de explicar estes dois opostos aparentemente incompatíveis, mas eu ainda tentei torná-los claro e trazer essa idéia para o workshop.

Baal HaSulam escreve em sua carta (No.41): “A realização espiritual está baseada em duas formas opostas que são imediatamente reveladas no homem: uma é da parte do corpo e a outra é a parte da alma”, isto é, o desejo de receber e o desejo de doar. O desejo de receber é chamado de corpo, e o desejo de doar é chamado de alma, e é por isso que a pessoa experimenta essa dicotomia.

“Devido à sua natureza, o homem não é capaz de analisar simultaneamente o corpo e a alma como dois conceitos paralelos e tentar juntá-los num conceito. Portanto, é difícil para ele alcançar a espiritualidade como dois opostos que não podem ser combinados num objeto”.

Na verdade, às vezes nós sentimos que estamos apenas destroçados e não sabemos o que fazer com nós mesmos. O coração contradiz a mente, e a mente não concorda com o coração; tais conflitos de pensamentos e sentimentos nos dominam de modo que é impossível juntá-los em qualquer quadro estável.

“É como a história de Abraão, a quem foi dito que todos os seus descendentes viriam de Isaac, mas agora o Criador ordenou sacrificá-lo. Naturalmente, nada é alterado na realidade no lado do Criador, e estas contradições são formadas apenas no lado do receptor. É por isso que Abraão se alegrou…”.

Todos os nossos sofrimentos derivam do sentimento de duas coisas opostas que não podemos combinar. A base de qualquer desconforto é uma contradição insolúvel entre dois opostos incompatíveis. Você tem que aceitá-los desta forma conflitante e ser grato por poder superá-los e continuar até que eles se fundam. Na verdade, esta é toda a correção.

Na verdade, a pessoa pode-se perguntar: O que você precisa corrigir? “Existência a partir da existência” (Yesh Mi Yesh) e a “existência apartir da ausência” (Yesh Mi-Ain) ser capaz de juntá-las: O Criador e a criatura. Esta é a base da correção, de todo o nosso trabalho. É por isso que este trabalho consiste de pequenas porções, pouco a pouco, gradualmente acostumar-se a aceitar, compreender, sentir e ser feliz que realizamos este trabalho para conectar dois opostos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/01/13