Um Tempo Separado Para A Torá E Um Tempo Separado Para A Oração
Ao estudar a Torá, a pessoa encontra-se em plenitude, de acordo com a regra: “Onde a pessoa pensa, aí ela está”. A pessoa deve receber vitalidade desse momento para o resto do dia, pois este é o chamado “Tempo separado para a Torá e tempo separado para a oração” (Rabash, “Devemos sempre discernir entre a Torá e o trabalho”).
“Um tempo para a Torá” significa que eu estudo a Torá e devo estar em máxima sintonia com a luz para que ela me influencie.
A única lei que existe no mundo é a lei da equivalência de forma, e todas as outras leis são suas consequências. Portanto, se eu estudo o que se relaciona às luzes superiores e quero que algo do alto me influencie, devo estar o mais próximo possível da fonte em meus pensamentos, intenções, desejos, qualidades e impressões.
Em outras palavras, ao estudar a Torá, por um lado, devo sentir plenitude e eternidade, que nada me falta e que estou inteiramente nela. Por outro lado, devo compreender o que exijo do meu estudo. Afinal, não serei simplesmente como um anjo.
Portanto, diz-se: “Um tempo separado para a Torá”, ou seja, por um lado, eu me conecto através da Torá e, por outro, através do estudo, peço correção, o que se chama oração, “um tempo separado para a oração”. Ambos devem estar presentes em minha atitude em relação à força superior que busco receber.
Da Lição Diária de Cabalá de 21/03/2026, Rabash, “Devemos sempre discernir entre Torá e Trabalho”