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Existe Uma Saída!

423.02Até mesmo a vítima indefesa de uma situação desesperadora, enfrentando um destino que não pode mudar, pode se elevar acima de si mesma, pode crescer além de si mesma e, ao fazê-lo, transformar-se (Viktor E. Frankl, Em Busca de Sentido).

Quando uma pessoa se encontra diante do absoluto, diante da constatação de que nada pode mudar, ela compreende a necessidade de mudar a si mesma, que a única maneira possível de fazer algo, de continuar a ter uma existência correta no mundo, é mudar a si mesma, deste exato momento para o próximo, e para o próximo, e para o próximo. E assim, passo a passo, viva sua vida de tal forma que a cada instante você se transforme.

Pergunta: Então, você realmente gosta de becos sem saída?

Resposta: Claro! Como poderia ser diferente? Se uma pessoa não se sente num beco sem saída…

Pergunta: Então, uma situação sem esperança é a sua saída?

Resposta: Sim, é como um carrinho de brinquedo. Ele bate em alguma coisa e começa a girar. Bate de novo e gira de novo. E assim continua tentando até que, dentre todas as possibilidades, descobre que existe uma saída.

Pergunta: Então, uma pessoa que vai de um beco sem saída a outro acabará encontrando uma saída?

Resposta: Claro, tudo é programado.

Pergunta: Então, em princípio, como pessoa, eu deveria cantar uma espécie de hino ao beco sem saída?

Resposta: Certamente! Essa é a própria força da nossa formação.

Comentário: Mas eu sempre quero evitar becos sem saída. Todo mundo quer evitá-los.

Minha Resposta: É realmente possível tomar a decisão certa sem chegar a um beco sem saída?

Comentário: Não é provável.

Minha Resposta: De forma alguma.

Pergunta: Que decisão correta a humanidade deve tomar hoje? Esta é uma questão global essencial.

Resposta: A resposta é a mesma em todos os casos: anular a si mesmo.

Pergunta: O conceito de “anular a si mesmo” é compreensível para seus alunos?

Minha Resposta: Isso também precisa se tornar compreensível para todos os outros.

Pergunta: Então, o que você quer dizer com “anular a si mesmo”?

Resposta: Significa que eu não decido o que fazer, não defino o objetivo e não o imagino para depois tentar alcançá-lo. Só posso fazer uma coisa: anular-me perante os outros de forma que eles possam alcançar seus objetivos.

Se eu definir qualquer outro objetivo para mim que não seja ajudar os outros, significa que estou atrapalhando o caminho deles. Se eu me anular, eu os ajudo a avançar em direção ao seu objetivo. Como resultado, todos deveriam se ocupar exatamente dessa maneira: ajudar os outros a alcançarem seus objetivos.

Pergunta: O que acontece então com o meu “eu”?

Resposta: É quando esse “eu” se revela como um eu comum coletivo, dentro do qual se revela a força superior da natureza, a única força existente e orientadora.

De KabTV, Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 15/10/25

A Complexa Simplicidade Do Círculo

272As “Sefirot retas” (Yosher) e as “Sefirot redondas” (Igulim) obedecem à leis opostas: entre as Sefirot retas, a mais interna é a mais importante, enquanto entre as redondas, a mais externa é a mais importante. Essa oposição entre as propriedades das Sefirot redondas nos confunde bastante.

Entendemos recepção e doação quando a recepção é oposta à doação, como nas Sefirot retas. Mas as Sefirot redondas (ou circulares) não pertencem a esse cálculo de recepção e doação, pois não têm filtro (Masach); esses são desejos que existiam antes da restrição (Tzimtzum) e antes do filtro. É por isso que nos tornamos tão confusos neste mundo, onde somos influenciados por duas forças: uma dos círculos e a outra da linha reta.

Na linha reta, tudo é claro e simples: há uma para cima e uma para baixo. Abaixo está o mal , a recepção; acima está o bem, a doação.

De qualquer ponto da linha, posso medir quanta força tenho (quantos “quilogramas”, que tipo de tela), que tipo de luz (quantos “litros” ou “lúmens”). Portanto, na linha, não tenho dúvidas; subi a uma certa altura e a medi.

Aqui, a física espiritual simples opera: todos os cálculos estão em minhas mãos. Existe uma força, a tela (a cobertura), e um desejo que é preenchido através dela, e o quanto eu paguei é o quanto eu fui preenchido. Tudo é claro.

Mas nos “círculos”, não sei o que fazer, nada mais é claro. Não há para cima nem para baixo, esquerda nem direita, nenhuma distinção pela qual eu costumava avaliar meu estado. As “esferas redondas” estão onde eu ainda não havia nascido; é antes de eu começar a entender qualquer coisa.

É como se eu estivesse no útero da minha mãe. É ali que opera a governança “circular”, e eu me anulo completamente. Tudo me é dado, todo o desperdício é descartado, eu não decido nada por conta própria. Mas quando a pressão começa a aumentar, exigindo que eu lute pela minha própria vida, a governança “linear” entra em ação.

E hoje, uma segunda forma de governança está sendo revelada no mundo, além da linear: a circular. Mas não sabemos o que fazer com ela.

O mundo subitamente se torna global, integral; todos estão conectados uns aos outros, e eu devo levar todos em consideração, e penso: “Por que deveria?!” Devo considerar todos como se estivessem incluídos no meu desejo, no meu vaso, que se torna redondo. Este é um tipo de governança completamente diferente e, portanto, nos deparamos com um problema. É o oposto de tudo o que aconteceu antes.

A questão central é que os “desejos circulares” estão sendo revelados, os desejos do mundo vindouro. É por isso que hoje somos incapazes de organizar nossas vidas neste mundo onde uma nova governança superior está sendo revelada.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 22/08/11, “O Estudo das Dez Sefirot

Com Que Direito A Cabeça Decide Pelo Corpo?

235O que há em Aba ve Ima, do mundo de Nekudim, que os torna a “cabeça” do mundo de Nekudim em relação ao corpo, ZON (Zeir Anpin e Nukva)? Eles contêm a iluminação do Partzuf superior, Keter, e essa luz é uma proteção contra os desejos egoístas, a luz de Chassadim, que os protege do desejo de receber prazer. Mesmo que tal desejo surja repentinamente, a luz de doação os protege da recepção egoísta. É por isso que Aba ve Ima podem ser considerados a cabeça.

Afinal, qual a diferença entre a cabeça e o corpo? No mundo corpóreo, são feitos de substâncias diferentes: cérebro e carne.

Qual a diferença entre a cabeça e o corpo espiritual (Rosh e Guf)? Como o pensamento difere do desejo? Afinal, não é o desejo a única coisa criada pelo Criador? O princípio da cabeça é a separação do desejo de desfrutar, permitindo-lhe realizar uma ação acima dele. É por isso que os desejos, vasos espirituais (Kelim), tornam-se uma “cabeça” que recebe iluminação de Chassadim, a luz de doação, que lhes permite se desconectarem do desejo interior e realizar um cálculo acima dele, como se observassem de fora, objetivamente, como um observador independente.

A parte onde se pode tomar uma decisão objetiva chama-se cabeça. Nisto reside a diferença entre um ser humano e um animal e, em geral, entre o homem e toda a natureza (inanimada, vegetal e animada).

No mundo espiritual, todas as distinções encontram-se no princípio essencial, e não na substância em si, como acontece no nosso mundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/10, “O Estudo das Dez Sefirot

Atraia Diversas Luzes

567Pergunta: Malchut sobe até Zeir Anpin, onde a luz refletida é atraída e ocorre um Zivug. A luz refletida não vem do Partzuf anterior, mas da luz circundante (Ohr Makif) que foi previamente rejeitada.

Qual a diferença entre a luz refletida de Chochma no nível anterior e a luz refletida de Chochma no estágio atual? Trata-se de uma nova porção da mesma luz ou existem diferenças na própria luz?

Resposta: Existe uma grande diferença entre essas luzes. No nível anterior era Partzuf Keter, e agora é Partzuf Chochma, e várias interações ocorrem entre elas.

Acredito que devemos memorizar mecanicamente o que Baal HaSulam escreve e, mais tarde, quando sentirmos isso em nós mesmos, ficará gradualmente claro como essas luzes entram, saem e se alternam umas com as outras.

Pergunta: Será que cada um de nós que se dedica à correção merece atrair uma nova luz?

Resposta: Sim, cada um de nós atrairá a luz que é atraída por sua alma, sua Malchut.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 28/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot