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Ao Lado Do Rabash

963.5Comentário: Você disse que quando viajava com o Rabash para Tiberíades, havia momentos em que você não entendia nada e se odiava.

Minha Resposta: Sim, claro que existem tais estados.

Durante as longas noites em Tiberíades, eu me sentava no terraço, fumava um maço de cigarros, pensava e não sabia o que fazer. Não conseguia imaginar a possibilidade de dar sequer um pequeno passo: “Como eu poderia? Vejam com quem estou! O único grande Cabalista do mundo! E eu estou ao lado dele, sozinho, neste exato momento! O que posso perguntar, sobre o que posso falar, o que posso absorver dele?”

Mas depois de tantas horas de questionamento, busca e autotormento, uma pergunta verdadeira, um desejo verdadeiro começou a despertar. Tudo isso é uma preparação necessária para cada um de nós e para todo o grupo.

Pergunta: Qual era o tema principal das suas conversas com o Rabash? Sobre o que vocês conversaram? Vocês não poderiam ter falado apenas sobre Partzufim e Sefirot o tempo todo.

Resposta: Conversamos sobre isso também. Fiz muitas perguntas sobre o desenvolvimento geral do sistema de criação, o que me interessou muito.

Eu queria formar uma estrutura interna clara para mim, mesmo que não fosse desenvolvida em detalhes minuciosos, porque há tantos detalhes e pouca energia interna para tudo. Francamente, pesquisas detalhadas não me interessavam muito, porque só fazem sentido quando você as sente com os sentidos.

Mas, no geral, a própria estrutura do universo me pareceu incrivelmente atraente: o início da criação, o fim da criação, todo o processo sequencial de causa e efeito, proposital, inevitável, passo a passo, as forças agindo em cada estágio, a necessidade de cada ação, e assim por diante.

Ou seja, a própria natureza, sua lei natural unificada passando dos mundos superiores, através do nosso mundo e retornando aos mundos superiores — como isso poderia não ser interessante?

Naquela época, descobri esse sistema por mim mesmo, como se o estivesse moldando dentro de mim. Ele me ajudou, primeiro, a entender muitos textos Cabalísticos e, segundo, a tudo o mais que revelei posteriormente.

A realização da realidade, as forças que operam em nosso nível entre ela e o mundo superior, a interação do homem com a natureza, o desenvolvimento das línguas, o desenvolvimento da história — tudo isso gradualmente se reuniu para mim em uma única imagem.

Foi precisamente com essa imagem, baseada no modelo espiritual do desenvolvimento dos mundos, que percorri toda a minha vida. Formei-a dentro de mim aos 35 anos e, depois, adicionei continuamente novos dados a partir do que li, ouvi e pesquisei.

Sempre quis ver a síntese de todas as ideias, qualidades e manifestações. A imagem da natureza é una, unificada, completa, eterna, em perfeita harmonia: por um lado, constante e imutável e, por outro, evoluindo diante de nossos olhos, dependendo do nível de percepção, dos mundos, dos graus.

É uma tapeçaria tão impressionante, multifacetada e com múltiplos estágios, que abrange muitas dimensões, que dá à pessoa a sensação de eternidade, perfeição e realização, e a preenche! É exatamente assim que eu sou.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Ao Lado do Rabash”, 14/08/10

O Benefício De Ler Artigos Juntos

165Pergunta: Como podemos aprender a absorver corretamente o anseio de espiritualidade dos nossos amigos?

Resposta: Tente se unir a eles para que as perguntas deles se tornem suas e seus desejos e aspirações se tornem seus. É como uma mãe que absorve os desejos do filho até que se tornem o foco central de sua vida: ela vive para ele.

Pergunta: Em princípio, esse tipo de absorção acontece até mesmo no nível corpóreo quando nos reunimos. Quando alguém compartilha algo com os outros, é como se estivesse respondendo a si mesmo. Isso funciona no nível do pensamento, em que uma pessoa processa suas ideias por meio de outra pessoa?

Resposta: Claro, com certeza. Isso acontece quando uma pessoa começa a explicar coisas para os outros ou até mesmo a escrevê-las para si mesma, sem se integrar com outra pessoa.

Pergunta: É por isso que você afirma que precisamos internalizar todos os artigos do seu professor Rabash?

Resposta: Isso é algo completamente diferente. Quando você internaliza os artigos do Rabash, você se conecta com o autor, ou seja, com um nível muito acima do seu.

Pergunta: O que acontece quando as pessoas leem e discutem esses artigos juntas?

Resposta: Ao estudar os artigos em conjunto, as pessoas também investem umas nas outras. Isso cria uma oportunidade tremenda, um amplo canal compartilhado no qual podem compreender o que o Rabash realmente disse. Afinal, suas pequenas mentes individuais se combinam e se amplificam muitas vezes.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Artigos do Rabash”, 17/08/10

Veja A Obra Do Criador Por Si Mesmo

232.031Comentário: Quando há tipos completamente diferentes de pessoas em um grupo, algumas podem repetir slogans, o que é inaceitável para outras.

Minha Resposta: Precisamos perdoar as pessoas. O que você pode fazer? Todos nós começamos a vida sujando fraldas. Aqui é a mesma coisa. As pessoas vêm; o que elas entendem, o que elas sabem? Todas estão se enchendo de orgulho, querendo expressar algo próprio e se colocar em uma determinada posição. Esses são impulsos naturais de uma pessoa pequena. Eu também os tinha, e cada um de nós também.

Lembro-me tão bem de como eu era completamente vazio, de toda aquela vaidade: por que, como, para quê? Afinal, eu não era mais jovem, não tinha mais de trinta anos, nem era burro, eu era um cientista. E ainda assim… Lembro-me de como o egoísmo me abalou, passei por fases de autoengrandecimento, vaidade, dominação, ciúme, enfim. Todo mundo passa por tudo isso.

Comentário: Acho ótimo estar ciente disso, não ficar aqui, mas passar por tudo.

Minha Resposta: Você está falando sobre perceber isso, ser capaz de corrigir e, supostamente, se manter acima disso. Ou seja, como é bom perceber que agora você está pressionando o egoísmo, o quanto você é bom, forte, etc…! Mas esta é uma forma ainda mais elevada de egoísmo.

Pergunta: O que está acima disso?

Resposta: Há mais acima.

Comentário: Mas ainda é melhor do que viver nele.

Minha Resposta: Sim, sem dúvida, tudo isso é muito melhor, tem mais propósito, está mais próximo do Criador, apesar de todas as armadilhas que o egoísmo nos prega. Claro, isso é melhor, porque a pessoa vê a obra do Criador em si mesma. O que o Criador criou? Que maldade, com que sofisticação em mim, que qualidades!

Comentário: O pior é quando você quer mudar alguma coisa e não consegue fazer nada.

Minha Resposta: Isso não é terrível; é maravilhoso quando você não consegue fazer nada e se sente completamente vazio, desanimado, impotente e incompreendido — simplesmente desligado.

É quando você começa a pensar que o Criador fez isso de propósito para que você se voltasse a Ele. Mas você não sente essa necessidade até chegar a esse ponto de desespero. Só então ela surgirá em você: você precisa voltar tudo somente para Ele; esta é a única opção, a única salvação.

Então você se volta a Ele. Se o seu apelo vem de um estado totalmente desiludido, desolado, sem futuro, sem nada, o Criador o ajuda porque você já tem um pedido completo, um desejo amadurecido.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Quando Não Há Desejo”, 12/08/10

A Enciclopédia Da Vergonha

259.02“Aquele que come o que não é seu tem medo de olhar para o seu rosto”. Isso significa que qualquer um que se alimenta do trabalho dos outros tem medo (vergonha) de olhar para sua própria forma, pois sua forma é desumana (Baal HaSulam, “O Amor de Deus e o Amor do Homem”).

Dentro de nós reside o atributo da vergonha; ela é profunda e penetrante. Temos um medo desesperado de expô-la, porque a vergonha anula o nosso eu, nos transforma em nada.

Se eu experimento a vergonha atingindo sua plenitude, anulo-me como resultado. Isso provém da raiz mais elevada: da minha oposição ao Criador, do desejo de receber que se opõe à luz.
Ao sentir o quanto a luz é oposta em qualidades e intensidade, o desejo vivencia essa diferença como vergonha.

Então, ele está pronto para se anular, para deixar de existir, simplesmente para não sentir mais esse abismo. É isso que o compele a realizar uma restrição, isto é, a se anular. Para me livrar da vergonha, estou disposto a retornar à não existência, ao nada de onde vim.

Às vezes, uma pequena partícula desse sentimento espiritual desperta dentro de nós.

Então, por que a vergonha é necessária? Ela nos ajuda a alcançar a adesão, a semelhança completa com o Criador. A vergonha surge da oposição revelada entre nós e Ele e ajuda a preencher essa lacuna.

Isto significa que se eu quiser progredir, devo intensificar constantemente o sentimento de vergonha, isto é, o abismo entre mim e o Criador, para que eu possa avançar sem errar.

Digamos que hoje eu esteja envergonhado como se tivesse roubado um dólar Dele. Amanhã serão dois dólares, depois de amanhã, três. Ao isolar e enfatizar minha oposição, eu a corrijo e avanço.

Assim, a vergonha é a sensação mais aguda que literalmente me “deixa em curto-circuito” com o Criador. Se eu realmente corrigir a vergonha por meio da doação e me elevar constantemente acima dela, alcançarei a adesão. É por isso que nosso estado final é definido precisamente como adesão.

A vergonha é uma criação separada. Dois desejos por si só — receber e doar — não bastam, porque então a realização direta bastaria: um dá, o outro recebe, sem problemas.

Mas o Criador deseja que o ser criado se assemelhe a Ele. Por isso, Ele incorporou nele esse sentimento único chamado vergonha, que constantemente nos incita e nos agita.

Quando você joga um osso para um cachorro, ele o rói alegremente, sem nenhuma vergonha. Mas um ser humano, a menos que seja reduzido a um estado bestial, é constantemente movido pela vergonha.

O que faz você morar naquela casa específica, usar aquelas roupas, ir trabalhar, constituir família, curtir um “entretenimento cultural” e assim por diante? A vergonha. Senão, o que as pessoas vão dizer?

Há uma vergonha que impede meu avanço: “O que os outros vão pensar?”

E há outro tipo, a vergonha diante do Criador.

Se eu reforçá-la, o constrangimento diante dos outros fica em segundo plano: “Deixe-os falar, deixe-os pensar o que quiserem”.

Estou pronto para sentir um constrangimento infantil diante dos outros, se isso me ajudar a sentir verdadeira vergonha diante do Criador e a mirar na direção certa.

A vergonha é o ponto do meu eu, seu indicador.

Em relacionamentos com os outros, meu ego pode ser ferido. Mas em relação ao Criador, trata-se da profunda e primordial oposição de atributos.

A vergonha é criada separadamente. Ela não existe nos níveis inanimado, vegetativo ou animado. Pertence exclusivamente à espécie humana e se diferencia dentro dela de acordo com os níveis de desejo.

A vergonha é a razão da primeira restrição, a causa de todo o desenvolvimento. No mundo do infinito, Malchut estava repleta de luz e em união com o Criador. Mas faltava-lhe apenas uma coisa: livrar-se da oposição a Ele.

Esse é o ponto da vergonha.

Você pensaria: que diferença faz? Diante de você está uma mesa repleta de iguarias reais, e o Anfitrião lhe dá todo o Seu palácio, todos os Seus tesouros: “Tudo o que Eu tenho é seu. O que mais você precisa? Não quer ser hóspede na Minha casa? Ótimo, Eu não sou mais o anfitrião.”

No entanto, o hóspede permanece insatisfeito: “Não fui eu quem preparou tudo isso, foi Você. Eu já tinha tudo pronto”.

“Então você quer se tornar como Eu — existência a partir da própria existência?”

Aqui tocamos num ponto muito sutil, tão elevado que não está claro para onde conduz, para açgum lugar além do décimo milênio, após a correção final.

Da Lição Diária de Cabalá de 31/10/11, Escritos do Baal HaSulam, “O Amor de Deus e o Amor do Homem”

A Energia Gerada Pelo Egoísmo

235Pergunta: Você diz que se uma pessoa tem força para fazer algo, isso é uma Klipa, ou seja, algo impuro?

Resposta: Se uma pessoa tem o desejo de fazer algo antes de atingir a espiritualidade, então esse desejo é egoísta.

Pergunta: Mas como alguém pode agir sem desejo? Digamos que algo precisa ser feito.

Resposta: Você não pode fazer nada sem desejo, ninguém pode. Para isso, você precisa estar em um grupo que lhe dê inspiração e peça força do alto. Você, pessoalmente, não tem desejos antiegoístas ou altruístas. Portanto, todos os seus desejos só podem ser egoístas. Ou seja, se você tem energia para fazer algo, significa que seu egoísmo está lhe dando isso.

Pergunta: Quando faço algo relacionado à minha profissão, não posso realizá-lo sem vontade, certo?

Resposta: Claro que não. Mas saiba que seu desejo é egoísta. Você quer se afirmar, ganhar reconhecimento, provar a si mesmo do que é capaz, e assim por diante.

Pergunta: Mas ainda assim, existe algum impulso interno que faz você fazer certas coisas?

Resposta: Claro. É o desejo de poder, fama, necessidade de autoafirmação: “Eu sou capaz, eu posso, vou provar isso a todos, e a mim mesmo também”.

Pergunta: Quero dizer, também é possível encontrar outras direções. Por que há tanta necessidade de transmitir conhecimento especificamente Cabalístico? Por exemplo, se eu descobri por mim mesmo que o mundo é construído dessa maneira, por que eu iria querer contar a todos sobre isso?

Resposta: Porque é importante para você e você quer que seja importante para os outros. O egoísmo humano simples é o desejo de impor algo a outro.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Criatividade na Cabalá”, 18/08/10

O Dever De Um Cabalista

963.4Comentário: Você, como um Cabalista em altos níveis espirituais, constantemente vai contra seu próprio desejo e chega às lições provavelmente em um estado difícil, não com a mesma alegria dos novatos.

Minha Resposta: E daí? Esse é o meu dever. Claro, é difícil para mim, mas sinto a maior obrigação. Não há nem dúvida sobre isso.

Como posso não participar da lição quando ela é um meio de disseminação, de conduzir a linhagem do Criador neste mundo?! Fui autorizado a fazê-lo.

Estou simplesmente cumprindo uma missão vinda de cima e sou grato pela oportunidade de realizá-la. E todos os dias é um milagre conseguir dar uma lição de três horas, explicar, escrever um blog, responder perguntas e aparecer em algum programa de televisão.

Vejo isso como uma dádiva, um grande favor que o Criador me fez. Que diferença faz se é difícil ou não? É tão importante, tão necessário! Pelo menos é assim que eu vejo. É isso que me dá força.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Quando Não Há Desejo”, 12/08/10

Quando Não Há Desejo

560Pergunta: É bom ou ruim quando uma pessoa se esforça para estudar sem vontade?

Resposta: É bom. Significa que o objetivo é maior do que o seu próprio desejo egoísta e mesquinho. Isso é bom; ela está se esforçando. E se ela estuda sem se esforçar, onde está o seu esforço pessoal? Pior ainda é quando ela o faz com desejo.

O melhor estado é quando não há desejo algum e a pessoa, como se estivesse morta, implora ao grupo que lhe dê alguma oportunidade, alguma consciência da importância do objetivo. Então, anulando-se diante dos amigos, ela está pronta para pagá-los, para fazer qualquer coisa, só para que lhe digam a importância do objetivo, e isso a inspire a comparecer à aula da manhã. Isso é o melhor.

Pergunta: Então, quando um aluno chega até você e diz: “O que eu faço? Não consigo fazer nada. Como posso continuar?” — qual é o melhor estado?

Resposta: Sim. Então eu lhe digo: “Parabéns! Você já tem alguma consciência da sua natureza. Você entende que não quer nada, que é apenas um animal e que tudo o que precisa é de um pouco de realização animal e nada mais”.

Pergunta: Então, estar em uma aula com desejo é apenas um estágio inicial, quando a pessoa ainda não conquistou nada?

Resposta: O que isso significa? Nada ainda. O mais importante é a conexão com o grupo, com os amigos, onde eles podem transmitir desejos adicionais a ela, e então ela pode ascender mais alto.

Pergunta: E quando uma pessoa cruza o Machsom, ou seja, sobe para o primeiro nível espiritual, sua falta de desejo se sente diferente ali?

Resposta: Quando ela cruza o Machsom, há forças e cálculos completamente diferentes que a influenciam.

Pergunta: Então significa que até a correção final sempre há uma espécie de luta contra a natureza de cada um?

Resposta: Sim, claro. De que outra forma você pode progredir se não revelar cada vez mais egoísmo dentro de si e superá-lo, corrigindo-o?

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Quando Não Há Desejo”, 12/08/10

Quando O Terceiro Templo Será Construído?

944Pergunta: Quando o Terceiro Templo será construído? Afinal, o primeiro e o segundo templos foram construídos. Houve um movimento em direção ao amor ao próximo. Então, por que o 9o dia de Av foi necessário e por que esses templos foram destruídos?

Resposta: Foi para que começássemos a corrigi-los. A construção veio de cima. Recebemos uma força que, de alguma forma, nos uniu.

Pergunta: Então os dois templos foram construídos de cima?

Resposta: Claro! A força vem de cima, não vem de nós.

Mas para o Terceiro Templo, precisamos tomar consciência do quanto precisamos dele e exigi-lo nós mesmos, de baixo.

Pergunta: O Terceiro Templo será construído pelo mundo inteiro?

Resposta: Ela será construída nos corações daqueles que se esforçam em direção ao Criador. Eles são chamados de povo de Israel. Não se trata mais de pessoas supostamente definidas por terem mãe e pai judeus, por nascimento ou por passaporte. Trata-se daqueles que anseiam pelo Criador. Então, esse processo será assumido por todo o mundo.

Comentário: Isso significa que “Israel” não são os judeus ou israelenses de hoje, aqueles que vivem em Israel ou judeus de nascimento, mas aqueles que se esforçam para alcançar o Criador?

Minha Resposta: Sim. Em essência, aqueles que se esforçam em direção ao Criador são chamados de “Israel” e têm a obrigação de alcançar a unidade e espalhá-la por todo o mundo.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 22/04/25

Anular-se Perante O Grupo

938.01Pergunta: Como um grupo pode influenciar uma pessoa se ela não se anula diante dele?

Resposta: Ele não pode influenciar uma pessoa positivamente.

Pergunta: Então, qual o sentido de uma pessoa estar nessa sociedade?

Resposta: Não faz sentido. Talvez com o tempo ela comece a entender que precisa se curvar diante do ambiente, pedir por isso e estudar para esse propósito.

Comentário: Mas somos apenas um monte de egoísmo. De qualquer forma, uma pessoa não consegue fazer o cálculo certo. É um processo muito difícil. E o tempo todo, você não sabe se está no caminho certo ou não.

Minha Resposta: Anule-se perante o grupo. Só isso.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Curve-se e Ascenda”, 15/08/10

Rabash Está Sempre Comigo

961.2Pergunta: Quando você estudava com o Rabash, você não sabia o que era um grupo?

Resposta: Eu tinha uma preparação diferente. O Rabash achava que haveria um grupo, ele acreditava que deveria fazê-lo. Eu trouxe alunos até ele. Podemos ver que tipo de artigos ele escreveu.

Mas o grupo não se formou como resultado desses artigos. Fui eu quem surgiu dele. Não, os outros também surgiram; não os estou de forma alguma diminuindo. São todos meus antigos amigos, e eu amo e valorizo ​​cada um deles porque também são alunos do meu professor. Mas o grupo não foi formado por nós.

Agora, cada um trabalha por conta própria. Eu não julgo ninguém. Cada um faz o máximo que pode e como pode. Eu sou igual, um deles. Mesmo assim, eu era o aluno mais próximo do Rabash, seu assistente. Ele passava muitas horas comigo, estudando, em tudo.

É por isso que desenvolvi uma conexão interna com ele, que me impulsiona para a frente. Sinto que ele está comigo. Tenho a sensação absolutamente sóbria e clara de que, em todos os meus esforços, ele me apoia, e estou realizando tudo ao realizar meu mestre em mim.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Você ou o Grupo”,  01/08/10