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Da Recepção Da Torá À Construção Do Templo

laitman_767.1Quando os filhos de Israel concordam em não usar seu grande e ardente ego, e através de ações realizadas no egoísmo para neutralizar seus obstáculos, eles começam a se unir e alcançar o estado de garantia mútua (Arvut), essa garantia vem depois das ações e é chamada de “faremos e ouviremos”.

É quando recebem uma força de conexão e preenchimento vinda do alto, chamada Torá . Com a ajuda dessa força, começam a corrigir gradualmente o próprio vaso com o grau Aviut um.

Isso é chamado de ir ao deserto do Sinai e elevar Malchut a Bina por 40 anos, corrigindo-a, até que 40 anos depois, eles chegam à terra de Israel, isto é, a Malchut unida a Bina.

Esta é a terra de Israel (Eretz Israel), o desejo direto ao Criador (Yashar El, Israel). É quando eles são recompensados com o estado onde constroem o Templo.

Isto significa que eles têm um Kli que pode verdadeiramente conter a luz superior dentro de si, isto é, um vaso onde o Criador é revelado.

Da Lição Diária de Cabalá 09/05/2025, Baal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Torne-se Igual Ao Criador

963.5O estado em que nos encontramos atualmente, o estado corrompido, parece assim apenas para nós. Na verdade, ainda estamos no mesmo estado corrigido. Nada mudou, como está escrito: “Eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6).

Os Cabalistas, que revelam graus espirituais avançados e ascendem de um nível a outro, dizem que nada muda. Tudo está oculto apenas em relação a nós, e somos nós que devemos revelá-lo.

Essa revelação só é possível através de nossos próprios esforços, quando realmente queremos retornar ao estado original.

Como Baal HaSulam explica em uma carta no livro Pri Chacham, Cartas, uma pessoa que ascende do início do caminho até sua correção final (Gmar Tikkun) somente atinge o mesmo estado no qual já estava aderida ao Criador como um ponto na raiz através de seu próprio esforço.

Com seus esforços, ela aumenta a consciência, expande sua percepção da realidade e a sente 613 vezes mais intensamente do que antes.

Porque antes ela era como uma gota de sêmen, um ponto aderido ao Criador. Mas quando retorna a esse estado através do seu próprio trabalho, ela atinge a plenitude desse nível de Dvekut (adesão) com o Criador. Ela se torna igual ao Criador.

Isto é o que significa “ZON do mundo de Atzilut estão em acoplamento constante (Zivug) no mesmo nível”.

Da Lição Diária de Cabalá 03/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Vem, Eu Criei Espaço Para Você Dentro de Mim

236.02Nosso trabalho espiritual não consiste simplesmente em adquirir conhecimento, como neste mundo, para reunir inteligência e alcançar sucesso com ele. Não ascendemos por meio disso; apenas desenvolvemos nossas ferramentas de percepção, e é aí que termina. Especialmente agora, em nossa época, quando estamos alcançando o resultado de todo o nosso desenvolvimento anterior. Os níveis inanimado, vegetativo e animal dentro de uma pessoa completaram seu desenvolvimento, e não há mais possibilidade de serem preenchidos egoisticamente. Esta é a principal característica da crise atual.

Agora, precisamos desenvolver nossos próprios desejos — não mais apenas de recepção, mas também de doação. Ou seja, o inferior deve se tornar um doador como o superior, tornar-se semelhante ao superior, tornar-se humano (Adão — da palavra “Adameh“, que significa “semelhante” ao superior). Agora, o nível humano começa a se desenvolver dentro de nós.

Equivalência de forma ao superior significa doação, que é a mesma qualidade que a Dele. Mas como o inferior pode fazer isso se não sabe como? Ele não tem possibilidade alguma, pois o superior se revelou apenas como uma fonte de sabedoria, conhecimento, intelecto e sensações que satisfizeram o inferior. Mas não desenvolveu os desejos do inferior na nova qualidade de doação em vez de, ou paralelamente, à recepção.

Para tornar isso possível, o superior se esconde e dá ao inferior a sensação de ocultação. É exatamente isso que estamos começando a sentir em nosso mundo agora, e essa sensação continuará a se intensificar. Uma pessoa que começa a estudar Cabalá, depois de algum tempo, começa a sentir um pouco de escuridão e desconforto. Isso não a atrai mais como antes, como se a fonte tivesse se fechado e tudo se tornado insípido.

Ao mesmo tempo, surge um sentimento de desamparo, uma falta de propósito, e a pessoa perde a vontade de viver, cai no desânimo e se arrasta pela vida como um corpo sem vida. Mas isso não vem para esmagar a pessoa, mas para lhe dar a oportunidade de acrescentar por si mesma o que o superior escondeu.

O superior ocultou uma pequena parte de Sua dádiva. Isso é chamado de ocultação de AHP do superior. É por isso que o inferior não sente mais que recebe luz do superior. Antes, ele sentia alguma radiância do superior, e agora ela se foi. Como resultado, um vazio se forma em GE do inferior, uma falta de sensação, compreensão, conexão, propósito, humor e confusão. Ele não entende nada, não ouve nada e se move com dificuldade.

Tudo isso é feito para que o inferior preencha o que não recebe mais do superior. O superior restringiu Seus vasos, e o inferior deve, por assim dizer, entrar neste espaço que se abriu no superior. O superior deliberadamente abriu espaço dentro de Si para ele e diz: “Venha a Mim!”

Mas chegar ao superior significa elevar-se ao grau em que você se torna um doador e não um receptor, trabalhar de uma forma oposta à que você fazia antes, tornar-se como o Criador, onde não importa mais o que você sente em seus desejos egoístas, ou quanto conhecimento, impressões, compreensão ou emoções você recebe.

Doação significa doação completa unicamente para o bem do outro. E graças a Deus, não faltam outros, você sempre pode doar a eles. O mundo inteiro, o grupo, o estudo estão todos diante de você.

Mas agora, você não pode doar porque o superior retirou a Sua luz de você. Então, nesse lugar, adicione a sua própria luz de doação, a luz da fé. Você não sabe como? Então peça ao superior que lhe dê essa sensação de doação, a capacidade de doar, para ajudá-lo a se elevar acima dos seus sentimentos e intelecto anteriores, acima da sensação de estar recebendo, compreendendo e avançando em direção a um objetivo na vida.

Deixe tudo isso de lado e eleve-se acima disso! Nada disso existe — era apenas um mundo imaginado. Eleve-se para um novo estado, que está além de todos os cálculos egoístas.

Este é o estado da nossa escolha. E se uma pessoa compreende e sente isso — e não apenas uma pessoa, mas o grupo — então alcançamos um desejo verdadeiro.

Da Lição Diária de Cabalá de 27/01/2012, Escritos do Rabash, Artigo 195

Sozinho Consigo Mesmo, Parte 1

741.02Pergunta: Sabe-se que pessoas que buscavam desenvolvimento espiritual se esforçavam para ficar sozinhas, para se distanciar de seus ambientes familiares, a fim de ficarem a sós com seus pensamentos e sua busca interior. A história apresenta uma longa lista de exemplos de solidão em busca do sentido da vida e da verdade: o Baal Shem Tov, o Profeta Elias, o Rabino Shimon bar Yochai, Buda e assim por diante. Por que a solidão está associada ao desenvolvimento espiritual?

Resposta: O desenvolvimento espiritual é um processo interno de imersão em si mesmo. Requer solidão para que os outros não interfiram e para que a pessoa possa mergulhar em si mesma, começar a se sentir e a falar consigo mesma.

Portanto, a solidão é praticada de muitas maneiras. Mesmo entre cientistas e escritores, é costume fazer um retiro criativo e isolar-se para escrever novos livros.

É óbvio que, se uma pessoa deseja se concentrar em algo, precisa estar sozinha consigo mesma e não sob a influência do mundo, que a distrai com todo tipo de objetivos sem sentido. É por isso que a solidão é tão útil e acompanha a pessoa em todos os seus empreendimentos importantes na vida — especialmente se ela deseja criar, construir ou descobrir algo. Isso se aplica não apenas à espiritualidade, mas também às buscas materiais.

O desenvolvimento espiritual, naturalmente, requer ainda maior solidão interior e concentração de forças internas. A pessoa deve sentir a si mesma, examinar, investigar: Quem sou eu? Por que fui criado? Com que propósito? Como sou governado? Quem me governa? Sou livre ou não? Como alguém pode se tornar independente?

Essas são questões eternas que surgiram muito antes da nossa geração. As pessoas se fazem essas perguntas há milhares de anos e buscam respostas. Existem muitos métodos além da ciência da Cabalá, cada um tentando responder a algumas dessas perguntas. Mas até agora nenhum resultado é evidente. Nenhum desses métodos foi capaz de oferecer à humanidade uma solução, uma resposta para a pergunta sobre o sentido e o propósito da vida.

Pergunta: O que significa o desenvolvimento espiritual que as pessoas buscam?

Resposta: Uma pessoa quer saber por que vive, quem a controla, se é possível mudar seu destino e se tem liberdade de escolha. Ela quer saber o que resultará de toda esta vida difícil neste mundo sobre o qual se diz: “Não por sua própria vontade nasceste, não por sua própria vontade vives, e não por sua própria vontade morres”.

Por que nos fizeram tais perguntas? Afinal, um animal não pergunta por que vive. Só um humano se atormenta com essas perguntas. Acontece que somos os mais miseráveis e insignificantes de todos os seres, pois vivemos sabendo que não há sentido nisso, e ainda assim continuamos a viver. Nossa situação é muito pior do que a de qualquer animal.

De KabTV, “Nova Vida – 925”, 28/11/17