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Cumpra A Lei Da Responsabilidade Mútua

282.01Agora, depois de todas as correções e de todo o dano que as almas sofreram em sua descida ao grau mais baixo, devemos cumprir a lei da responsabilidade mútua (Arvut). Por meio disso, mereceremos receber a Torá, a correção e a correção final.

De fato, o maior grau de Aviut (espessura) é revelado em nós agora, e se neste estado implementarmos esta lei, completaremos todo o trabalho que as almas foram destinadas a realizar enquanto vestidas em corpos.

Acontece que a responsabilidade mútua é a única correção que devemos implementar. Ela inclui todas as outras condições que devemos cumprir e todas as qualidades que devemos adquirir para nos tornarmos um único vaso para conter a luz superior.

Da Lição Diária de Cabalá de 04/05/2025, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

O Momento De Desespero Leva Ao Avanço

239A pessoa não deve cair em desespero no caminho. Por outro lado, o desespero é precisamente o estado que leva a pessoa a tomar a decisão certa.

É por isso que o desespero é um dos estados mais benéficos no caminho espiritual. A pessoa se desespera, toma uma decisão e segue em frente.

O momento de desespero é o ponto de contato com a força superior.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 05/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “Coisas que Vêm do Coração”

A Escuridão É A Luz Inversa Do Criador

212Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado (Torá, Deuteronômio 5:15).

Cada capítulo da Torá descreve a ascensão gradual de uma pessoa através dos graus dos mundos espirituais em direção ao nível chamado “a terra de Israel”. Embora as leis da Torá pareçam se repetir, cada vez elas falam de novos níveis espirituais e, portanto, são percebidas de forma totalmente diferente.

Todo trabalho espiritual é considerado em relação ao exílio que o povo de Israel vivenciou pela primeira vez quando saiu de um estado inconsciente para a consciência de onde realmente está em relação ao Criador, isto é, em relação ao desejo direcionado à conexão com Ele, à Sua revelação.

Este estado é chamado de Eretz Israel — a “terra de Israel”. “Eretz” significa desejo (Ratzon), e “Israel” significa Yashar-Kel — direto ao Criador. É o desejo que visa revelar o Criador, uma conexão viva com Ele, na qual se possa senti-Lo diretamente, assim como agora sentimos uns aos outros.

Na verdade, esse sentimento é muito mais vívido e intenso. Surge precisamente do sentimento oposto: de total desapego, incompreensão, ignorância e falta de desejo pela espiritualidade. Esse estado, conhecido como “escuridão do Egito” ou “exílio egípcio”, não é típico de uma pessoa comum em nosso mundo, pois a pessoa comum não sente que está longe de algo ou que há algo que precisa revelar.

O Egito é um estado onde o Criador brilha, mas com uma luz inversa. Em vez de evocar compreensão, iluminação, realização, amor e calor, Ele nos impacta do Seu lado oposto, trazendo escuridão, confusão, rejeição e uma sensação de inutilidade.

Portanto, a escuridão também é uma forma de influência do Criador vinda de cima, e para sentir e entender que você é o oposto do Criador, é necessário muito trabalho interno.

Por exemplo, minha mãe era ginecologista e, por muitos anos, conduziu pesquisas científicas na área da medicina. À noite, ela compartilhava seus estados com meu pai, e ardia naquela escuridão, naquela falta de compreensão, naquele desejo de encontrar o significado, o método, o mecanismo por trás de certas transformações no corpo humano. Eu tinha 12 ou 13 anos na época, mas, mesmo assim, eu conseguia entender como alguém pode ser consumido por tal busca.

É por isso que, para sentir verdadeiramente a escuridão, é preciso trabalhar profunda e persistentemente. Pessoas assim são caracterizadas por um vazio interior formado pela luz que brilha sobre elas de longe, mas ainda não as preenche. Ela apenas prepara o vaso no qual ela será revelada mais tarde. E assim, elas buscam.

De KabTV, “Segredos do Livro Eterno”, 16/03/16

A Cabalá É Uma Transmissão Sensorial De Informações

521A Cabalá é uma transmissão sensorial de informações. Os termos nela utilizados não são encontrados em nenhuma língua. Eles nem sequer são retirados do hebraico, mas sim da linguagem da sabedoria da Cabalá. Portanto, adotamos definições cabalísticas como Sefirot, Partzufim, Reshimot, etc., em qualquer língua.

Pergunta: Você está dizendo que isso não é hebraico?

Resposta: Claro que não é hebraico. Partzuf é “um rosto” em hebraico e, na Cabalá, é a estrutura de um objeto espiritual.

Comentário: Mas a palavra ainda é a mesma e é usada em hebraico.

Minha Resposta: Sim, mas tem um significado completamente diferente, até mesmo uma raiz diferente. Por exemplo, “Reshimot“. Em hebraico, é claro, existe a palavra “Roshem“, “Reshima” — “registro”, “lista”, mas na Cabalá, a palavra “Reshimo” significa informação.

Ou, por exemplo, uma tela, Masach: é claro, existe uma tela de computador, uma tela de TV, que é “Masach“, e existe Masach — na alma. Mas “Masach na alma” tem um significado completamente diferente — “agir”. Ou seja, a linguagem da Cabalá significa que ela está separada de todas as outras línguas e de todos nós.

Que diferença faz se você fala sua língua nativa, hebraico ou inglês? Se você é egoísta, você fala uma língua egoísta. E se você já adquiriu as qualidades de doação e amor, você fala uma língua altruísta, e esta é a língua da Cabalá. Ou seja, o significado é completamente diferente em cada palavra, em cada definição.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Linguagem Cabalística”, 25/08/10