A Cabalá É A Linguagem Dos Sentimentos
Pergunta: Como devemos lidar com a relutância em estudar “O Prefácio à Sabedoria da Cabalá” (“Pticha”)?
Resposta: Assim como em nosso mundo existem cientistas e poetas, aqueles que defendem as humanidades ou a tecnologia, o mesmo se aplica à Cabalá. Algumas pessoas são emocionais por natureza.
Elas chegam à sabedoria da Cabalá e, para elas, a conexão com o Criador é expressa por meio de textos mais emocionais, expressões, possivelmente canções, danças e certas sensações.
E há pessoas que abordam o mundo tecnicamente. Elas precisam de um projeto: desenhe-o para elas, e elas entenderão. Ou querem que tudo seja estritamente estruturado e sistematizado, e assim por diante.
É por isso que é tão importante estudarmos ambos os aspectos. Com o tempo, uma pessoa naturalmente se inclinará para sua própria especialização. Em cada grupo, haverá aqueles que são mais emocionais e aqueles que são mais práticos, mas todos precisamos seguir um caminho comum.
O caminho comum é aquele que nos foi dado pelo ARI e pelo Baal HaSulam. Você olha os diagramas e vê não apenas uma representação gráfica, mas uma representação de sentimentos.
Eu posso esboçar um rabisco e, em vez de falar sobre ele por dez minutos, você apenas olha para ele e fica claro do que se trata, assim como transmitimos nossos sentimentos por meio de palavras.
Em essência, toda a Cabalá é uma linguagem de sentimentos porque o fundamento da criação é o desejo.
Da Lição de Cabalá de 04/04/19, Perguntas e Respostas com o Dr. Michael Laitman