Textos com a Tag 'Percepção'

O Mundo Ao Nosso Redor É Uma Grande Ilusão


Cada alma está conectada ao Mundo da Infinidade por uma corrente ou escada de degraus que gradualmente enfraquecem a Luz e os Kelim (vasos). Eu desperto esse sistema no momento que estabeleço uma conexão com a Infinidade. Na verdade, esse sistema inteiro está dentro de mim; só parece que é exterior mim.

Existem duas coisas no universo: o homem e o Criador. O homem tem que sentir que ele existe fora do Criador para entender o significado de “ser separado do Criador”. Ele tem que aprender quão oposto ele é a Ele o que é estar perto ou longe d’Ele, para então ser capaz de experimentar a adesão a Ele.

Por isso eu fui deliberadamente criado com a percepção da realidade que está dividida entre o que está dentro e o que está fora de mim. Isso faz com que seja mais fácil para mim entender o que é o Criador e o que sou eu mesmo, o que é a quebra e a adesão, o que é um estado de inconsciência (ocultação) como oposição a um estado de estar próximo a Ele e se fundir com Ele como uma só coisa.

O Criador joga fora tudo que eu sinto dentro de mim, e como resultado, minha percepção está dividida em duas partes: interna (que é tudo que recebo), e externa (tudo que eu dou, mas sem a intenção de corrigir).

O mundo externo são meus Kelim que são propositalmente retratados para mim como estranhos para que eu entenda o que significa doação. Se eu começo a me relacionar com eles como duas partes de mim, então eu entenderei quão distante eu estou da doação, e quão oposto e indesejável isso é para mim. Então, verei que amar o meu próximo como a mim mesmo não é tão simples; de fato, eu não posso fazer isso. E isso quer dizer que eu não posso doar ou chegar perto do Criador.

“Mas, espera aí”, você está pensando: “Eu quero estar perto do Criador!” Bem, se você deseja isso, então você precisa demonstrar, e a doação é o único meio para fazer isso.

Duas Formas de Percepção


Quando quer que comecemos a ler O Livro do Zohar, temos de nos sintonizar conosco mesmo de forma a fluirmos junto com o material preparado para nós pelos grandes autores deste livro. Eles nos dizem que a única coisa que foi criada é o desejo de desfrutar. Este desejo tem duas formas de perceber a realidade (ou o seu Criador). Uma é a percepção directa dentro do desejo, ao qual eles chamam “de cima para baixo”. Nesta forma o desejo pode apenas perceber o que sentimos neste momento “dentro de nós mesmos”. Tal percepção é chamada “este mundo”. A segunda forma de percepção ocorre acima do desejo, “fora” dele. É quando nós não nos satisfazemos a nós mesmos, mas os outros (ou, o que nos parecem ser os outros).

Nós não estamos acostumados ao segundo tipo de percepção, dado que não nascemos com ela. Parece-nos esquisita e estranha para nós, e ainda assim os autores de O Zohar dizem-nos que esta forma de percepção é a mais natural, pois deriva da natureza (o Criador). Em adição ao minúsculo mundo que sentimos dentro de nós mesmos, há vários outros mundos “fora” de nós.

O Zohar aponta-nos para que pudéssemos adquirir esta percepção adicional da realidade fora dos nossos corpos. Por esta razão, se queremos ver do que fala O Zohar, precisamos nos sintonizar para perceber a realidade que existe “fora” de nós, em vez de “dentro”.

Este livro descreve muitas coisas que soam como que fenômenos deste mundo, assim como criaturas mágicas, como anjos, espíritos ou câmaras. Todavia, independentemente do quão realistas ou sobrenaturais estas coisas nos possam parecer, O Zohar fala sempre da forma de percepção “dentro” de nós mesmos. Desta forma, se queremos compreender o que O Zohar nos quer dizer, ou pelo contrário, o que nos quer revelar dentro de nós, temos de nos sintonizar conosco mesmo na mesma direcção – em vez de aspirarmos por auto-satisfação, devemos aspirar sentir a realidade “fora” de nós mesmos.

As Cinco Limitações das Nossas Sensações Internas

Na Mídia (da Universidade da Columbia Britânica): “A Aferência Tátil Afeta Aquilo que Escutamos: estudo UBC. Os seres humanos usam todo o seu corpo, e não somente seus ouvidos, para entenderem a fala, de acordo com o departamento de pesquisa lingüística da Universidade da Columbia Britânica. Já se sabe que os seres humanos naturalmente processam expressões faciais junto com o que está sendo escutado, para entenderem tudo que está sendo comunicado. O estudo UBC é o primeiro a demonstrar que nós também processamos informações táteis para percebermos os sons da fala.

Na Mídia (da Scientific American): “Provando a Luz: Dispositivo Permite que Cegos ‘Vejam’ com Suas Línguas”. Um par de óculos de sol interligado a um pirulito “elétrico” ajuda os deficientes visuais a recuperar as sensações visuais óticas através de uma via diferente. Agora, um novo dispositivo se aproveita disso e visa restaurar parcialmente a experiência da visão para os cegos e deficientes visuais, contando com nos nervos sobre a superfície da língua para enviar sinais luminosos ao cérebro.

Meu Comentário: Isso tudo confirma o que a Cabalá ensina sobre a percepção da realidade – que o mundo inteiro existe dentro de nós; nossos sentidos não são mais do que a mostra dos cinco limites das nossas sensações internas.

O Criador é a Nossa Realização mais Íntima


O criador é a tua qualidade corrigida. Ele é revelado dentro do ser criado, e é por isso que em Hebraico é chamado de “Bo-re” (“Venha e veja”) Tu tem que chegar ao teu estado corrigido, teu “eu” corrigido, e tu verá tuas qualidades ajustadas e as chamará de “O Criador”. Tu revela o criador somente internamente, dentro dos teus klis (receptores) de percepção. Tu não sente nada fora de si.

Nós percebemos o todo da realidade, tudo que existe, dentro de nós, nas nossas sensações. É por isso que o livro do Zohar declara que todos os mundos e tudo que os preenche, incluindo o Criador, existe numa pessoa.  É que tudo isso é sentido por ela, internamente. Tudo parece existir no outro lado, fora de nós. Essa ilusão nos foi dada para propositalemente, então através do contraste da percepeção do “interior” e do “exterior”, nós vamos adquirir uma capacidade de ver o mundo, nós mesmos e o criador; externamente bem como internamente.  Poderemos então sentir a criação como ele sente: antes foi criado, no processo de sercriado, e nos futuros “estados elevados”.

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