Textos com a Tag 'MUNDO ESPIRITUAL'

O Caminho Direto Para Se Alcançar A Doação, O Amor, E O Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanA instrução diz que primeiro a pessoa deve estudar a Torá, a Mishnah e o Talmude, e só então iniciar os estudos de Cabala. Isso é correto desde que a pessoa mereça estudar ao nível de Lishma, isto é, se ela corrigiu-se completamente.

No entanto, ela primeiro precisa alcançar a correção de sua alma. Nós existimos para este fim, e aqui reside todo o nosso trabalho. A Torá (a Luz da Correção) nos é dada especificamente para este fim, como é dito: “Eu criei o egoísmo e dei a Torá para a sua correção”.

A ordem da correção é a seguinte: em primeiro lugar, você precisa alcançar o nível de “Lishma“(alcançar a qualidade de doação e amor, entrar no mundo espiritual) no menor e mais eficaz dos níveis. Então, você está livre para estudar toda a Torá, pois a alma que você adquiriu ensinará a você mesmo. Ninguém será capaz de lhe dizer o que fazer. Você verá, compreenderá e alcançará tudo sozinho.

Da terceira parte da Lição Diária deCabala 31/05/10, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Educação No Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Como é que o Superior educa o inferior nos degraus da escada espiritual?

A Minha Resposta: O grau Superior transforma-se no seu estado inferior (Katnut) e desce até o inferior apresentando-se a si mesmo ao inferior como menor. Nós fazemos a mesma coisa quando brincamos com crianças. Nós queremos que as crianças tenham sucesso, então nós abaixamo-nos e deixamos-as ganhar o jogo. Nós abaixamo-nos para estabelecer uma conexão com elas.

É como um mentor, que age entre as crianças como se fosse como elas; então, gradualmente, ele começa a mudar, para modelar um comportamento mais desejável, para que as crianças o pudessem ver como um exemplo de uma criança corrigida. Primeiro, o mentor apresenta um exemplo como uma criança, não como um adulto, para que as crianças se possam relacionar a ele. Nós sabemos que as crianças aprendem mais prontamente de outras crianças que dos adultos.

Isto é porque o ambiente impacta as pessoas apenas se as pessoas nele estão como iguais. Amigos devem estar em termos iguais; assim, eles podem servir como exemplo um ao outro. Se eu sinto que um amigo é maior que eu, ele não é mais meu amigo. Eu aprendo do mesmo nível em que eu estou.

A mesma maneira acontece no mundo espiritual. O Superior desce ao inferior e torna-se idêntico ao inferior em tudo, e fazendo isso, ele une-se com o inferior. O inferior não se anula a si mesmo perante o superior, dado que eles são aparentemente iguais; logo, eles podem se unir em termos iguais. Depois disto, o Superior pode ascender e trazer o inferior para cima consigo.

De forma a ascender com o Superior, o inferior deve anular seus desejos de recepção (AHP), mas permanecer unido com o Superior como um igual, nos desejos doadores (Galgalta ve-Eynaim). Assim, quando o Superior desce até eu, eu não o perceberei como um superior, porque ele se tornou como eu. Se um adulto de dois metros brinca com uma criança enquanto combina as emoções da criança e os comportamentos, a criança não o perceberá como um adulto alto. A criança pensa que o adulto é tal como ela. Sem esta similaridade da perspectiva da criança, não haveria qualquer contacto entre eles!

A verdade é que eu não me posso unir com qualquer um se ele não estiver no mesmo degrau comigo, no mesmo nível, nas mesmas qualidades, nem mais, nem menos. Então pode haver uma conexão entre nós, mas não antes!

Isto é como em ondas de alta frequência: se você pisar ligeiramente além dos limites da frequência, a conexão desaparece. É o mesmo para a conexão espiritual: nós temos de alcançar totalmente a congruência exata, nem mais, nem menos, no mesmo nível. Caso contrário, não haverá qualquer contacto; a pessoa não penetrará a outro.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 25/05/10, “Prefácio ao Comentário Sulam”

Sete Bilhões De Habitantes Do Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Como eu faço para verificar se eu realmente ascendi na escada espiritual e não estou enganando a mim mesmo para agradar o meu egoísmo?

Minha resposta: Do Mundo do Infinito até o nosso mundo e de volta para o Mundo do Infinito, existe uma escada com degraus espirituais que diferem na espessura ou grossura do desejo (desejo de receber) e sua tela, que o transforma em doação. Todas as diferenças estão apenas nas telas.

À medida que eu subo os degraus, a quantia da minha doação aumenta em equivalência com aquilo que existe no nível imediatamente superior, mas o meu caráter, os atributos originais, continua o mesmo. Portanto, cada um de nós ascende o mesmo degrau e doa de uma maneira diferente, com um estilo pessoal.

Em nosso mundo, que em comparação ao mundo espiritual parece apenas um degrau, existem sete bilhões de pessoas, e todas são diferentes. Da mesma forma, em qualquer um dos 125 degraus do mundo espiritual, existem sete bilhões, e todas são diferentes, mas existem de uma forma comum. No mundo espiritual tudo existe em prol da doação; mas cada degrau difere no tipo de doação.

Parece-nos que a única diferença está na quantidade: mais ou menos doação. No entanto, os 125 degraus não diferem na quantidade de doação, mas cada um deles é uma relação totalmente diferente com o Criador, outro tipo de conexão. É por isso que eles estão separados uns dos outros.

Da segunda parte da Lição Diária de Cabala 25/05/10, “Prefácio ao comentário do Sulam”

Adquirindo As Forças Que Me Faltam

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Como posso eu exprimir o meu amor pelos amigos se eu ainda não existo no mundo espiritual?

Minha Resposta: Você tem de mostrar a todos quão entusiasticamente você percepciona tudo, quão firme você é na sua aspiração para alcançar a espiritualidade, quão voluntariamente você participa no trabalho e na disseminação da Cabala, quão pronto você está para se unir com os amigos e os ama, isto é, quanto esforço você coloca nisso.

Você tem de dar o exemplo abertamente, e isto despertará os outros. É assim que nós nos comportamos com as nossas crianças neste mundo: nós damos constantemente um exemplo para elas, e isso promove-as a agir. Se nós queremos que uma criança sorria para nós, nós sorrimos para ela.

É assim que nós devemos agir em relação a um amigo também. Se eu faço algo por ele, no próximo momento eu fico inspirado pela sua reacção. Até se eu fingisse minha aspiração pela espiritualidade, isso o incendiaria, e ele despertaria. Entretanto, a sua inspiração na realidade desperta-me.

Eu comecei com uma fraude e através dela eu tornei-me verdadeiramente inspirado. Eu construo o ambiente para mim mesmo precisamente de forma a assumir seus desejos como uma lei para mim mesmo. Eu influencio o ambiente a toda a hora, demonstrando o meu amor pelos amigos, a importância do objectivo, e a prontidão em me anular. Em resposta, eu recebo deles todos os componentes que me ajudam a alcançar o Criador. Eu recebo tantas vezes mais destes componentes quanto existem pessoas no grupo. O grupo fornece-me as forças corrigidas que a mim mesmo me faltam.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 23/05/10, Artigo “Sobre o Amor dos Amigos”

Não Tenha Medo De Ficar Confuso

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Quanto mais você explica a estrutura dos mundos espirituais, mais confuso eu estou. Porque acontece isto?

Minha Resposta: Imagine que eu vou a um doutor e lhe digo sobre alguns dos meus sintomas externos. Ele pede-me para realizar exames médicos, verifica os resultados, e discute-os com outro doutor. Quando eles falam entre si, eu não compreendo nada, embora eles estejam a falar sobre mim, as minhas sensações, e minha saúde. Isto porque a discussão deles sobre mim ocorre num nível mais interno e complexo, sobre o que ocorre realmente dentro de mim.

Então eles dão-me um comprimido; o seu conteúdo é também desconhecido a mim. Eu tomo-o, simplesmente confiando que eles e o comprimido prescrito me irão ajudar. É claro, eles confundiram-me com a sua discussão técnica de medicina e eu nunca devia te-los escutado. Todavia, no nosso mundo o comprimido irá funcionar independentemente do seu entendimento do que o doutor diz.

Aqui durante o estudo, eu leio o que estes “médicos” Cabalistas escrevem sobre mim: um Cabalista escreve para outro descrevendo o que acontece internamente às almas no sistema onde as almas têm de se corrigir a si mesmas. É claro, eu não compreendo nada sobre isso! Contudo, como eu fico envolvido nesta história e quero compreender e senti-la, eu conecto-me a eles e fico mais perto de me tornar como eles.

Se eu me quero tornar um “médico” como eles, eu uso a minha conexão com eles e aprendo. Se eu me sinto confuso mas quero perceber a essência, se eu sinto que o livro explica a correcção da minha alma, eu não tenho escolha. Eu devo aprender sua linguagem (como o Latim usado no campo da medicina) e então eu compreendo sobre que estão eles a falar.

Os Cabalistas escreveram estes livros para os seus companheiros Cabalistas. Eles falam entre eles na linguagem que eles compreendem, porque esta linguagem explica mundos diferentes e conceitos espirituais. Neste ponto, eu não compreendo o que eles pretendem.

Porém, se eu aspiro a compreender o que eles me ensinam, e eu me esforço para o viver e sentir, então eu abro estes livros e tento entrar neles. O nível do meu entendimento não importa. O que importa é querer entrar no interior com meus sentimentos, em vez da minha tentativa de compreendê-lo com a minha mente externa. Eu tenho de pedir pela revelação.

Eu tenho de ver sobre o que eles escrevem. Eles descrevem o que eles vêem e sentem, e eu tenho de querer sentir isto também. É por isto que a minha falta de entendimento, visão, e sentimento me irão empurrar apenas para avançar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 02/04/10, Talmud Eser Sefirot

A Mascara Teatral do Mundo Superior


Uma pergunta que recebi: A perfeição emana sempre do Superior; o papel do inferior é de perceber descodificar a sua atitude para a perfeição. O Zohar diz: “Tudo o que ocorre Acima é perfeito. Tudo, seja isso um milagre ou um julgamento, é um todo e ocorre num lugar. Não é dividido em dois, em que uma metade é um milagre, e a outra, um julgamento”. Porque é assim?

Minha Resposta: Quando nós brincamos com uma criança, nós usamos várias imagens para que ela consiga discernir dentro dela mesma vários estados e relacionamentos, reagir correspondentemente, e então crescer.

Nós atravessamos mudanças a toda a hora. O nosso avanço é construído sobre a nossa percepção das propriedades Superiores que nem sempre são agradáveis. Particularmente ao desencadear dentro de nós sentimentos desagradáveis, o Superior compele-nos a crescer. Como o Baal HaSulam escreve na sua história sobre um servo, o Criador assume a forma de um rebelde, ladrão ou assassino.

Qual é o propósito do sistema dos mundos? Ele serve como nosso permanente educador. Ele é um sistema de filtros que esconde de nós a infinita, benevolente, e perfeita Luz. Ao passar pelos mundos (filtros), a Luz educa-nos.

Nós enfrentamos (contrariamos) constantemente este sistema; todavia, cada vez ele tem um impacto sobre nós da melhor maneira possível. Ele dá-nos exactamente o que nós precisamos em cada momento dado. Nosso trabalho é de descobrir dentro de nós mesmos a reacção correcta para ele. Se a nossa reacção é certa, o sistema encoraja-nos : “Bom para ti! Agora, tu receberás o próximo impacto!”. Se a nossa reacção é adequada, o sistema encoraja-nos novamente: “Maravilhoso! Agora tu receberás a próxima!”. É assim que nós avançamos.

Para nós parece que o Criador muda constantemente a Sua atitude como se ele quisesse que O víssemos de ângulos diferentes: por vezes Ele volta-se para nós com o seu lado benevolente e por vezes nós vemos o Seu lado “mau”. É similar às mascaras teatrais que consistem de uma face a rir e uma face a chorar.

É assim que o Superior se relaciona constantemente com o inferior de forma a elevá-lo; é assim que o sistema dos mundos nos trata.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 7/3/10, O Zohar

 

 

 

 

Entrando No Mundo Espiritual


O Zohar nos fala sobre o sistema superior, que inclui todos nós. No entanto, não há necessidade de explicá-lo detalhadamente, porque nós simplesmente seguimos a história e esperamos que ela nos influencie. Em seguida, a imagem se torna mais clara, como se surgisse através da neblina. É como uma criança que gradualmente se torna familiarizada com o mundo, aprendendo sobre várias coisas ao seu redor, como elas estão conectadas, e como utilizá-las.

Da mesma forma, nós crescemos assim no novo mundo, de forma natural. Agora, nós estamos nos aproximando deste mundo, o qual está começando a se tornar mais claro para nós. Primeiro nós começaremos a “ouvir” algo, e depois começaremos a reconhecer esses sons. É assim que nós entramos nas sensações do mundo espiritual.

Portanto, não faz sentido explicar muito, visto que a espiritualidade deve ser revelada na sensação, dentro do desejo, e não dentro da mente. Em vez de estudarmos a espiritualidade e, teoricamente, estarmos satisfeito com isso, nós devemos entrar no mundo espiritual.

Os Espíritos Nos Mundos Superiores


O Zohar, Capitulo “Tazria (Quando Uma Mulher Dá à Luz) “, Item 117: Nós aprendemos que existem espíritos superiores, dentre os que foram feitos dos espíritos da esquerda de Adam HaRishon. Esses não se aderem abaixo neste mundo, mas estão suspensos no ar e escutam o que escutam de cima. Alguns deles conhecem outros espíritos abaixo neste mundo, e aparecem às pessoas nos seus sonhos e alertam-as.

Obviamente, isto não está a falar sobre pessoas que estão a ver isto nos seus sonhos. O Zohar não diz uma palavra sobre a nossa realidade mundana ou nosso mundo. Gradualmente, à medida que o lemos mais e mais, começamos a sentir que estamos dentro de um sistema que é operado por forças e desejos.

Quando uma pessoa vê que ela está conectada a estas forças e age através delas, ela sente que está revestida numa imagem, força, ou personagem especifico que está a ser referido pelo nome de um animal, pássaro ou planta. Estas palavras não se referem a animais, pássaros ou plantas que vemos no nosso mundo, mas à maneira que a pessoa sente as partes da realidade espiritual, ou as forças espirituais que a vivificam.

É por isso que O Zohar usa descrições desta maneira. Na realidade, esta é a forma mais próxima ao que iremos em breve começar a reconhecer quando começamos a sentir o mundo espiritual.

A Linguagem do Zohar Pode Fazer Qualquer Coisa

Está escrito que a linguagem da O Zohar pode fazer qualquer coisa. O que significa isso exatamente?

Nós existimos dentro de um sistema. Este sistema é composto de almas individuais que se separaram umas das outras após a quebra do Alto. No espaço entre nós, que está fora dos nossos pontos no coração, estamos construindo um Kli (vaso) para sentirmos o mundo espiritual. Este vaso é necessário para que o Criador seja revelado à criatura. Este é o objetivo da ciência Cabalística, assim como a meta de toda a nossa existência.

 

A nossa intenção deve ser destinada a tornar a conexão entre nós forte o suficiente para que este vaso torne-se similar à Luz, transformando-se num vaso de doação. No momento em que o vaso tornar-se similar à Luz no mais ínfimo dos níveis, a Luz será revelada em conformidade com a lei da equivalência de forma. Todas as nossas reuniões e congressos, e todo o nosso trabalho é destinado apenas que criemos este vaso comum de doação.

Na criação deste vaso comum ocorre um fenômeno muito interessante. Naturalmente, todos nós devemos pensar apenas sobre a conexão entre nós, sobre a parceria, a garantia mútua e a unificação “como um homem com um coração”. Esta é a condição para a criação deste vaso e o Criador revelando-se nele. Caso contrário, Ele não será revelado.

Ao mesmo tempo, não pode ser que eu trabalhe com grande esforço, enquanto outros ainda estejam impedindo a criação deste vaso comum. Ao não exercer o grau de esforço exigido para a sua revelação, os outros estão sufocando todo o processo. Eu posso trabalhar bastante e fazer com que o vaso alcance seu poder máximo, enquanto eu ainda não sinto este estado, nem os resultados dos meus esforços.

Afinal, neste vaso comum da alma, todos dependem uns dos outros. Isso se chama garantia mútua. Cada pessoa é responsável por todos os outros, para melhor ou para pior. Para melhor quando todos puderem apoiar, encorajar e ajudar uns aos outros no trabalho. Isso se chama garantia mútua positiva.

A garantia mútua negativa é quando todo mundo está conectado um ao outro quer queiram ou não. Isso ocorre porque o sistema já foi formado no primeiro estado (estado Aleph) do Infinito. No entanto, todos também afetam os outros de forma negativa se forem preguiçosos e descuidados. Isso faz com que os outros também sintam a falta do desejo de avançar e o objetivo se torna vago.

No entanto, como dizem os Cabalistas, a linguagem do O Zohar não pode fazer nada. Todo o nosso avanço está gravado, permanece e existe no sistema. Mesmo que não seja revelado, nenhum dos nossos esforços desaparecem no mundo espiritual. Pelo contrário, todos os nossos esforços continuam e estão salvos no sistema.

Assim que o nosso vaso comum esteja pronto para ser como a Luz (doação), no nível mais ínfimo, a Luz será revelada. Nós estamos falando tanto sobre a quantidade de amigos, como sobre a sua unidade como um todo, para formar um vaso comum para sentir o mundo espiritual.

Portanto, nós devemos abordar o estudo do Livro do Zohar com a intenção correta, com a sensação de que tudo é construído na conexão entre nós, e cada um deve cuidar de seu amigo.

Compreendendo O Zohar


O Zohar conta-nos o que acontece no mundo espiritual. Ele descreve as acções de doação da criatura. Todavia, como nós somos incapazes de tais acções por agora, somos incapazes de as compreender. Existimos no nosso desejo egoísta. Apenas sabemos sobre receber prazer e preenchimento, e as acções que nos levam até lá.

Desta forma, as acções descritas por O Zohar parecem-nos que estão escritas em certa língua estrangeira, como um código secreto. Ele parece-nos falar sobre algo totalmente surreal. Não importa o se ele está escrito na linguagem da Cabalá, com Sefirot, Partzufim, e mundos, ou em alegorias do gênero de contos de fadas, com o sol, a lua, montanhas, pessoas, animais e etc. Nós não compreendemos ou sentimos nada disso, porque não existimos na qualidade (isto é, natureza) de doação, mas na qualidade de recepção.

Se as nossas qualidades egoístas corpóreas fossem substituídas de Cima pelas qualidades espirituais de amor e doação, imediatamente compreenderíamos o que O Zohar nos está a contar. À medida que o lêssemos, iríamos revelar o Mundo Superior. Ele não seria apenas revelado na nossa imaginação como quando lemos um romance de aventura, mas na realidade.

Embora ainda não tenhamos estas qualidades espirituais e o texto permaneça surreal a nós, a nossa leitura de O Livro do Zohar é chamada Segula, um remédio especial. Mesmo que não o compreendamos, lemos-o e tentamos atrair para nós as forças que o outro mundo descreveu no livro. Ao desejar a mudança e sentir o texto, ele “brilha” sobre nós com a “Luz que Corrige,” (Ohr Makif – a Luz Circundante).

Esta força influencia-nos e revela novas qualidades de doação dentro de nós, que são descritas por O Zohar. Ele foi escrito na natureza de doação, não da recepção, e assim só pode ser compreendido ao manter a natureza de doação.