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O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 4

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein:

Por que agora?

Por que é tão importante hoje decidir sobre esta lei estranha e difícil de digerir, para entender a natureza do antissemitismo? Para estar convencido de que Abraão descobriu a lei da natureza sem um microscópio eletrônico e sem um acelerador de partículas, ou talvez por simples curiosidade? Não. Tudo é muito mais complexo.

As profecias de Abraão começaram a ser realizadas desde o início da civilização. Elas eram baseadas nas leis da natureza e ele disse que mais cedo ou mais tarde a humanidade teria que se conectar, e hoje nós sentimos os resultados da conexão em todos os níveis, que são, por vezes, dolorosos.

Como a sabedoria da Cabalá e Abraão previram, hoje, no final do século XX nós já voltamos, mas já agora, por toda a Terra, nós temos entrado nesse estado da “pequena aldeia” e do “efeito borboleta”. A crise é global, desastres ecológicos são globais, as epidemias estão se espalhando, a rede da Internet é global, e dentro desta rede existem redes sociais que não são menos globais. Quanto mais avançamos, mais vemos o quanto o mundo se torna confuso dentro de problemas globais e integrais. Ao mesmo tempo, as ideias sobre a conexão voltam como um bumerangue de uma forma ou de outra e não dão descanso à humanidade. Isso já atingiu o absurdo em que os maiores capitalistas estão falando sobre identificação social e fraternidade.

E aqui estou eu, entrando no reino vago e mais problemático, o reino dos valores e da identificação social. Em toda sociedade deve haver valores comuns particulares. Os valores de mercado em si mesmos não são capazes de cumprir esse papel. Além disso, Abraão estabeleceu a nação de tal forma que de acordo com o programa ela deve primeiro mostrar um exemplo de novas relações sociais.

De acordo com o exemplo de Israel, certamente é possível ver como é imperativo a educação geral da população na área da conexão, e somente através disso será possível resolver todos os problemas da sociedade e mostrar ao mundo inteiro um exemplo desta maneira. Nós geralmente pensamos: talvez a gente vá seguir Abraão e organizar a nossa própria pesquisa? Essencialmente, cabe a nós encontrar as respostas a duas perguntas:

1.  Onde nós vemos as leis da conexão no mundo que nos rodeia?

2.  Como os judeus estão conectados à conexão de todo o mundo?

Nós estamos conscientes de que para este tipo de pesquisa é necessário um gênio como Abraão, e nós não somos gênios. No entanto, juntamente com isso, ao contrário de Abraão, nós temos a experiência que reunimos nos 3800 anos de desenvolvimento da civilização. Entretanto, não está claro como tudo isso vai acabar, mas sabe-se que até mesmo um resultado negativo também é um resultado.

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 3

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein.

O Paradoxo do Amor

E, apesar de tudo, o que Abraão quis dizer com as palavras, “ama o próximo como a ti mesmo”?

Nós queremos ser convencidos que não estamos fazendo um cavalo de batalha de algo tão simples. Pode ser que a pessoa não precise procurar por qualquer lei da natureza. Basta seguir esse princípio egoísta e todos serão felizes. Basta ser mais diligente e pronto.

O problema é que é fundamentalmente impossível manter a Mitzvah (preceito) de Abraão. Era impossível naquela época, quando ela apareceu, era impossível depois disso e mesmo agora é impossível. Você pode se convencer que é possível?

“…. Nós fomos comandados: “Ama o próximo como a ti mesmo”. As palavras “a ti mesmo” nos diz, ama o teu próximo na mesma medida que você se ama, nem um pouco menos. Em outras palavras, você deve constante e vigilantemente satisfazer as necessidades de cada pessoa na nação Israelita, não menos do que você está sempre vigilante para satisfazer suas próprias necessidades”. (Do livro, Matan Torá – A Entrega da Torá).

Isto não é suficiente? Bem, então vamos adicionar outra citação dessa fonte.

“… quando às vezes ele tem um travesseiro, se ele próprio repousa nele e não dá a seu escravo, ele não observa ‘porque ele está feliz contigo’, pois ele está descansando sobre um travesseiro e o escravo, no chão. E se ele não está nele e não dá ao escravo, igualmente, é regra Sodomita”.

Encontra-se que involuntariamente ele deve dar a seu escravo. E o próprio mestre descansa no chão.

É difícil de acreditar que poderia ser encontrada uma pessoa otimista, que iria começar a convencer alguém a estar pronto para realizar esta Mitzvá totalmente. Isto é especialmente assim quando se fala de todo um povo. Isso equivale a um paradoxo. Por um lado, não estamos prontos para manter a Mitzvá, “Amar o próximo como a ti mesmo”; enquanto que, por outro lado, de alguma forma isso foi bem sucedido para o povo judeu. Houve um tempo…

Conectem-se E Vocês Terão Êxito

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 144 “Há certo Povo”:  Hamã disse que, em sua opinião, nós teremos êxito em destruir os judeus porque eles estão separados uns dos outros; por isso, a nossa força contra eles certamente prevalecerá, uma vez que provoca a separação entre o homem e Deus. E o Criador não irá ajudá-los de forma alguma, uma vez que eles estão separados de Deus. É por isso que Mordecai foi corrigir essa falha, como é explicado no verso, “os judeus se reuniram”, etc., “para se reunir, e apoiar a sua vida”. Isso significa que eles mesmos haviam se salvado ao se unir.

Quando os judeus na Pérsia estavam sob a ameaça de destruição, eles não foram ao rei para reclamar de Hamã e não tentaram provar que ele estava errado. Os judeus não foram ao público, quer a fim de disseminar e provar-lhes que eles são justos.

Em vez disso, eles se uniram e, assim, se salvaram. Embora sua força física não fosse grande, o poder espiritual de sua conexão era imenso. Na verdade, é a unidade, tornar-se um, que leva à vitória, realiza a disseminação, e faz tudo o necessário.

Acontece que a nossa disseminação é necessária primeiro entre o povo judeu. “Coenctem-se”, disse rainha Ester para o seu povo “e assim vamos ter êxito”.

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 67:

Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a própria interioridade, que é o Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é, quando ela dedica a maior parte de seus esforços para melhorar e exaltar a própria interioridade, para beneficiar a sua alma, e se esforça menos, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo em si, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito (Avot , 1), “Torne a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, ao fazer isso, a pessoa faz com que os filhos de Israel subam na interioridade e também na exterioridade do mundo, e as nações do mundo, que são a exterioridade, reconhecem o valor dos filhos de Israel.

E se, Deus me livre, é o contrário, e um indivíduo de Israel aumenta e valoriza a própria exterioridade, que são as nações do mundo em si, mais do que o Israel interior nele, como está escrito (Deuteronômio 28), “O estrangeiro que está no meio de ti”, ou seja, a exterioridade nessa pessoa se eleva e sobe, e você mesmo, a interioridade, o Israel em você, cai. Com essas ações, a pessoa faz com que a exterioridade do mundo em geral – as nações do mundo – subam cada vez mais alto e superem Israel, degradando-os ao chão, e os filhos de Israel, a interioridade do mundo, a cair profundamente.

A forma como as forças são organizadas deriva da imagem da realidade, e por isso, nós devemos entender que tudo depende de nós. Primeiro nós temos que nos preocupar com a conexão e união entre o grupo mundial do Bnei Baruch como a parte interna de Israel. Depois nós temos que nos preocupar com o Israel externo e fazer tudo que está em nosso poder para unir o povo judeu.

Só então nós evocamos a correção do mundo, só se corrigirmos nossa unidade e não o mundo. É nisso que nós devemos participar e essa deve ser a nossa disseminação.

Assim, nós podemos levar ao mundo inteiro a mensagem de conexão de acordo com o método da sabedoria da Cabalá, mas visto que ela também nos ajuda a conectar, com isso nós corrigimos o mundo. O mundo é corrigido pela nossa conexão. Nós disseminamos nossa mensagem ao público, somos incorporados na humanidade, e isso ajuda a conexão interna entre nós, a qual realmente corrige o mundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/14, Escritos do Baal HaSulam

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 2

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein.

Lei

Os judeus são culpados por todos os pecados mortais. Mas nós não falamos sobre isso. Isso é chato e inútil. É muito mais interessante falar de outra coisa. Sobre o “terrível” segredo judaico.

Esta é a coisa mais incrível, este segredo “terrível” não pode ser roubado, pois é de livre acesso a todos, para os judeus e não-judeus.

É possível compartilhá-lo com todos; e nada vai acontecer. Não há necessidade de controlá-lo, de ir ou viajar para qualquer lugar e não há necessidade de pagar nada. Não há necessidade de pedir permissão a ninguém. Ele é imperativo a todos, mas ninguém sabe disso. Ele não pesa nada, mas não podemos tomá-lo e ir embora. Ele é muito atraente, mas não queremos olhar para ele. É mais valioso do que qualquer outra coisa no mundo, mas não o queremos, mesmo de graça. Ele se encontra em frente de nós, mas não acreditamos. É impossível dar-lhe como um presente e é também impossível tomá-lo como um presente.

Então, de que tipo de segredo nós estamos falando? Você ainda não adivinhou? Trata-se de uma ideia formada por oito palavras: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

Como se sabe, o povo judeu foi fundado pelo patriarca Abraão. O ideal ou princípio ético, “e amarás o teu amigo como a ti mesmo”, foi espalhado com a ajuda do povo de Abraão em todo o planeta.

Amarás o teu amigo como a ti mesmo (a Regra de Ouro) é o princípio básico das religiões de Abraão, no confucionismo, na filosofia antiga, e numa série de outras religiões do mundo.

Só uma coisa não está clara: como Abraão chegou, se é que isso pode ser dito diretamente, a essa ideia “maluca”, “e amarás o teu amigo como a ti mesmo”? Baseado em quais observações, descobertas e experimentos?

Há aqueles que dizem que ele recebeu este conhecimento do Criador. Outros afirmam que ele descobriu isso por si mesmo. A ideia essencial não foi alterada. O resultado é o que importa. E o resultado é surpreendente; ultrapassa toda a imaginação. O princípio, que essencialmente não pode ser seguido, está na base de toda a nossa civilização!

Existe uma abordagem de que isto não é uma espécie de ideal ético, mas uma lei fundamental da natureza, segundo a qual toda a humanidade deve se comportar. …

É especificamente essa abordagem que queremos examinar neste livro. Se este é um princípio ético que foi descoberto por alguma pessoa, então isso é uma coisa. Mas se é uma lei, e, além disso, uma lei fundamental, então tudo é bem diferente. Nesse caso, nós, tanto quanto parece, podemos olhar de outro modo, não só para o nosso presente e o nosso passado, mas pode ser que, finalmente, nós descubramos como devemos construir o futuro.

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 1

Trechos do livro que será publicado em breve, O Segredo Essencial dos Judeus, por Michael Brushtein.

Perto de 4.000 anos atrás o povo judeu fez o que era absolutamente impossível. De forma incompreensível, eles decidiram de repente que deviam, e foram capazes de implementar a ideia: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

Por que nós estamos mencionando isso hoje, no século XXI? Porque a cada dia estamos mais convencidos de que sem boas relações mútuas entre pessoas simplesmente não vamos sobreviver.

O que devemos fazer quando os valores humanos se depreciam diante de nossos olhos e viram pó, quando o que era considerado tabu no passado tornou-se uma norma, quando alguém que era anteriormente um irmão tornou-se o inimigo mais cruel, quando ninguém pode ter certeza de nada?

A hora finalmente chegou para examinar como e de onde este ideal absolutamente inatingível do povo judeu, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, apareceu. Então, talvez, tenhamos sucesso na compreensão de como parar a deterioração incessante de nossa civilização em toda parte. …

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 8

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein, “Princípios Fundamentais da Teoria Integral”

A humanidade não controla o auto-desenvolvimento.

Novos desejos que estão mudando o tempo todo é o que motiva o progresso humano.

Um programa oculto de desenvolvimento social gere a espécie humana.

Nosso desenvolvimento avança em etapas.

Quantidade ensina sobre a qualidade. Quanto mais fases existem, maior o resultado final.

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De Onde Vêm Os Judeus?

Pesquisa (do ScienceDaily): “Usando sofisticada análise genômica, cientistas têm sondado a ascendência de várias populações de judeus e não judeus e definido melhor o parentesco do povo judeu contemporâneo. A pesquisa pode lançar luz sobre a questão, levantada pela primeira vez mais de um século atrás, se os judeus são uma raça, um grupo religioso ou qualquer outra coisa.

“As tradições genéticas, culturais e religiosas do povo judeu contemporâneo se originaram no Oriente Médio há mais de três mil anos. Desde aquela época, as comunidades judaicas migraram do Oriente para a Europa, norte da África e para todo o mundo. A migração de judeus para novas localidades é conhecida como diáspora. Este estudo mostra que, embora o povo judeu tenha experimentado a mistura genética com populações do entorno, eles mantiveram uma coerência genética juntamente com a religiosa. …

“‘ Nós temos mostrado que a natureza judia pode ser identificada através da análise genética. Portanto, a noção de um povo judeu é plausível. Embora os genomas dos grupos da diáspora judaica tenham características distintas que são representativas da história genética de cada grupo”, diz o Dr. Ostrer.

“Dr. Ostrer observou, ‘O estudo apoia a ideia de um povo judeu ligado por um histórico genético compartilhado. Mas a miscigenação com povos europeus explica por que tantos europeus e judeus sírios têm olhos azuis e cabelo loiro'”.

Ser Um Modelo Para As Nações

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante o Holocausto, não só os ideólogos, mas também a nação inteira odiava os judeus ….

Resposta: Vamos colocar desta forma: A nação inteira estava disposta a aceitar as idéias do genocídio sem sentir vergonha e culpa. É uma guerra, uma guerra ideológica, na qual a vitória pode ser alcançada apenas de uma maneira: exterminar a nação que tem uma idéia oposta.

Atualmente, dezenas de povos podem tomar o mesmo rumo que os alemães tomaram. E todos sentirão imediatamente que, antes de mais nada, são os judeus os seus rivais e nemesis. Além disso, não importa com qual país vizinho a nação estará lutando: “Nós temos uma guerra acontecendo aqui, mas é tudo culpa dos judeus”.

Qualquer nação que escolhe o caminho do fascismo inevitavelmente ataca Israel com a ideologia. Isso está programado na natureza; não há nada que possamos fazer sobre isso.

Portanto, nossa responsabilidade é apenas acelerar a correção. Devemos nos corrigir e unir, tornar-nos um modelo e uma “luz para as nações”. Então, elas entenderão que este exemplo perfeito e correto que não apenas fornece uma solução no nível deste mundo, mas também eleva a pessoa ao nível espiritual, a vida eterna.

Tendo demonstrado tal modelo, nós seremos capazes de evitar a Terceira e Quarta Guerras Mundiais e todas as desgraças que podem seguir. Não há outra solução. Portanto, todos aqueles que entendem o perigo que ameaça toda a nação judaica e toda a humanidade deve participar da correção com todas as suas forças e coração.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá em 02/05/11, Dia  em Memória do Holocausto