Textos com a Tag 'Doação'

O Gosto Divino Da Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Não está claro por que a criação faz uma restrição e afasta o prazer? Por que ela não pode estar perto do Criador e receber Dele?

Resposta: Eu não afasto o prazer, mas sim a sensação desagradável. Naquele momento eu não sinto mais prazer. Se você me der algum tipo de prato requintado, mas isso me faz sentir vergonha, eu paro de sentir prazer daquele prato. Esta satisfação infinita não me faz sentir bem por mais tempo!

Depois eu terei que despertar o meu gosto por este prazer mais uma vez. Quando eu adquiro a qualidade de Bina e começo a agir em prol da doação, e começo a receber em prol da doação, eu devo despertar novamente o gosto pelos prazeres dentro de mim.

No entanto, estes não são mais os mesmos gostos que eu sentia antes, mas um tipo completamente diferente de prazer que eu ofereço ao Criador. Primeiro de tudo, eu pego o desejo Dele e o satisfaço. Eu verifico com que tipo de amor Ele me deu este pedaço de prazer e quero preencher o lugar vazio Nele. Ele está vazio porque eu não aceito esta satisfação Dele.

Eu penso no Seu prazer, sobre que tipo de prazer Ele receberá quando Ele me satisfazer. E como eu sinto que tipo de prazer eu dou a Ele, agora entendo que tipo de satsifação eu tenho que receber Dele e de que forma eu deveria dar prazer a Ele.

Quando eu começo a experimentar o prazer da doação, eu não sinto mais o antigo sabor dos prazeres dentro de mim, porque eu os encaro com uma nova intenção. Assim como a vergonha arruina todos os prazeres da recepção para mim, a intenção de doar revoga o gosto simples em mim. É por isso que este processo se chama aquisição de novos vasos ou desejos.

Tanto a doação quanto os desejos de receber em mim são completamente novos, o que é chamado de “613” vezes mais do que o que eu tinha antes. Esta multiplicação vem justamente da vergonha que nos permite aumentar nossos desejos e prazeres em 613 vezes.

Esta é a vergonha da diferença entre eu e o Criador, a diferença entre nossas situações. Isso não é apenas algum tipo de sensação, mas uma medida precisa do quanto Ele doa totalmente e está acima de mim, pois eu sou um receptor. É exatamente igual à altura dessa vergonha.

E a diferença não surge devido a qualquer recepção material, mas é uma diferença em nossas intenções. Portanto, se nós trabalharmos com esta vergonha, a fim de transformá-la em respeito e honra, vamos atingir este aumento de “613 vezes”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/11, Prefácio à Sabedoria da Cabalá

Vergonha Como Meio de Correção

Baal HaSulam,”MatanTorá (A Entrega da Torá),” Item 8: Este assunto é como um homem rico que levou um homem no mercado e alimentou-o e deu-lhe ouro e prata e todas as coisas desejáveis ​​a cada dia. E cada dia regou-o com mais presentes do que no dia anterior. Finalmente, o homem rico perguntou: “me diga, todos os seus desejos foram realizados?” E ele respondeu: “Nem todos os meus desejos foram satisfeitos, por quão bom e quão agradável seria se todos os bens e coisas preciosas viessem a mim através do meu próprio trabalho, como eles vêm a você, e eu não estaria recebendo a caridade de sua mão”. Então o homem rico lhe disse. “Neste caso, nunca haverá uma pessoa que poderá nascer para cumprir seus desejos.

“O Criador criou intencionalmente a criatura para que ela sinta desconforto e, como resultado, não pode receber qualquer realização em seu desejo. Este desconforto é destinado a promover a correção a criatura a tal ponto que não iria se acalmar até que ela doe ao Criador, tanto quanto o Criador doe a ela. A criatura não pode apenas receber mais, porque dessa maneira parece negligenciar o Doador, o Seu amor e doação.

O amor do Doador é absoluto. Sua doação é perfeita e destituída de qualquer intenção de causar vergonha na criatura. Nós sentimos que a vergonha é vinda de nós, do desejo de receber. Na nossa sensação, não atribuímos esse desejo ao Criador e, portanto, nós não “culpamos” a vergonha que desperta neste desejo do Criador.

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A Minha Silhueta Negra Contra O Fundo Branco Da Doação

Dr. Michael LaitmanEstar no estado de Lo Lishma (para si próprio) significa saber o que Lishma (doação) é. Não podemos fazer julgamentos sobre qualquer qualidade se não tivermos apreendido o seu oposto. É por isso que temos de sentir em certa medida o que Lo Lishma e Lishma são, de forma a perceber em que estado, relativamente a estes, estamos.

Todo os passos de Lo Lishma começam no momento em que a pessoa se imagina estar na Luz superior, em absoluta qualidade de doação, mas ela não sente esta qualidade porque as suas próprias qualidades não estão ainda corrigidas e ocultam dela a verdadeira percepção, ou seja, elas ocultam o Criador dela pessoalmente. Então a pessoa diz que está localizada em Lo Lishma, em egoísmo.

Ela pode dizer quais qualidades em particular estão ocultando o Criador dela a cada momento, em qualquer oportunidade. Ela é como uma criança que está a apreender a vida ao nível dos dois ou dez anos.

Por outras palavras, temos de imaginar o que é doar. No entanto, podemos não apreendê-la no seu verdadeiro significado, mas já sentimos que estamos localizados do lado oposto a esta qualidade, além da qual não há nada.

Contudo, na nossa percepção da realidade, vemos as nossas próprias qualidades negras, opostas à doação, que nos dão tal imagem, todo o tipo de formas contra o fundo branco da qualidade de Bina, a qualidade de doação. Esta imagem, o nível de ocultação de nós da qualidade de doar, chama-se este mundo. Por outro lado, este mundo “cobre” (compensa) as minhas imperfeições e oculta-as de mim, e eu sou capaz de existir atrás desta tela de ocultação.

O Criador revela-Se  e oculta-Se simultaneamente de nós, e nós precisamos de tomar este exemplo d’Ele e clarificar ambas as Suas qualidades: A Sua revelação a nós e a Sua ocultação. Isto é, existe sempre um tipo de revelação e ocultação chamado de “tela”, “cobertura”, que oculta e ao mesmo tempo adiciona e compensa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/6/11, Escritos do Rabash

Do Egoísmo Para A Doação Na Fé Acima Da Razão

Dr. Michael LaitmanLo Lishma significa que estou ciente do fato de que eu existo no egoísmo, em vez da doação. Eu me esforço para alcançar a doação (Lishma) com todas as minhas forças, mas ainda sou incapaz de fazê-lo e devo fazer um cálculo em meu próprio interesse. A diferença que percebo entre os meus estados reais e desejados é chamada de meu Lo Lishma.

Suponha que você me entregou um envelope, devolvendo um empréstimo de mil dólares. Se eu levar o envelope sem verificar o que está dentro, isso é chamado de “abaixo da razão”. Ou seja, eu acredito na sua palavra desde o início e não envolvo qualquer razão. Se eu verifico o envelope, vejo exatamente mil dólares e aceito o reembolso, isso é chamado de “dentro da razão”.

No entanto, se eu abro o envelope, conto o dinheiro, e vejo que falta certa quantia, mas mesmo assim aceito-o como reembolso total do empréstimo, em relação a quantia que falta eu trabalho na fé acima da razão.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/11, Escritos do Rabash

Uma Criança Esperta Brincando De Doação

Dr. Michael LaitmanA criação é apenas o desejo que surge “a partir da ausência” em virtude da Luz e que gradualmente atinge o seu estado. No início, ela simplesmente quer desfrutar, mas depois começa a entender que está completamente sob o domínio do desejo.

É assim que o desejo cresce gradualmente, até que percebe a sua total oposição à Luz. A primeira vez ocorre durante a 4ª fase da expansão da Luz Direta, no estado chamado de Malchut do mundo do Infinito.

A criatura não consegue manter esta condição e se restringe. Isso a força a estabelecer uma nova relação com o Criador. Ela se sente obrigada a ser como Ele e se esforça para fazer isso, até que todas as suas tentativas levam à penetração mútua de um no outro, o que é chamado de “quebra dos desejos”.

Parece-nos que a quebra é algo negativo. Mas, na realidade, é o contrário. Devido a ela, a criatura entende sua total incapacidade de ser como o Criador.

Para se tornar um doador e semelhante ao Criador no estado de quebra, falta-lhe apenas esforços. Mais tarde, ele será capaz de chegar à doação e à ascensão a partir de um estado muito pior. No entanto, em primeiro lugar, ele tem que experimentar a realização do mal, da oração, do trabalho, das boas ações, e até que tenha tudo isso, não será capaz de tornar-se igual ao Criador e ser como Ele.

Até que a criatura tenha obtido o vaso espiritual, ou seja, a compreensão, a sensação do próprio esforço, a realização do desejo, é impossível dizer que ela é semelhante ao Criador. A criança não pode ser uma doadora. Ela pode fazer algo pequeno, brincar com seus brinquedos. Mas se ela realmente quer se tornar como um adulto, deve desenvolver uma variedade de sensações em si mesma.

Assim, depois de todo desenvolvimento histórico e espiritual, que nos foi dado como uma preparação pelo Alto, nós descobrimos que dois desejos co-existem dentro de nós: o nosso próprio e um desejo adicional. O ser humano dentro de nós começa com isso. O próprio desejo natural da pessoa a arrasta para os prazeres que ela vê a sua frente. O desejo adicional a arrasta a tipos especiais e espirituais de prazer; no entanto, ela não pode sentir nada além do prazer.

Nós vemos em uma pessoa do nosso mundo o seu corpo material, físico. Não se trata disso, mas do desejo arrastando-a em duas direções. Um deles é direcionado para o que é revelado à pessoa em seus cinco órgãos sensoriais. O outro é chamado “ponto no coração”, e ainda não está claro para a pessoa para onde esse desejo a arrasta e se vale a pena usá-lo.

A partir do momento em que estes dois desejos se manifestam na pessoa, ela é chamada de ser humano. Devido a estes dois estados, ela pode tornar-se semelhante ao Criador (Edome), ou seja, ser chamada de homem (Adão, da palavra “Domeh“ou similar). A pessoa só precisa saber os meios, para aprender a usar esses dois desejos despertados nela.

Um desejo é antigo e é chamado de “rei velho e insensato”; o outro é novo e crescente como uma “criança esperta (inteligente)” Se a pessoa quiser tratá-los corretamente, isto só é possível com a ajuda da força superior. Assim, ela não pode avançar por conta própria e precisa de um mentor.

Tudo é dada pelo Alto: as pessoas são levadas ao lugar certo para estudar; todas as condições necessárias são criadas para elas, de modo que possam aceitar esta orientação e usá-la. Tudo é dada pelo Alto, exceto o esforço que devemos adicionar a nós mesmos! Estes esforços constroem o ser humano.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/06/11, Shamati # 161

Qualquer Coisa é Possível na Convenção!

Pergunta: Quanto mais eu quero unir com os meus amigos, mais eu sou repelido por eles. Não tenho nada para dar aos amigos, a não ser emoções negativas. Estou sentindo um intenso sentimento de desarmonia. A convenção está se tornando um grande obstáculo para mim. O que eu faço?

Resposta: Muito bom! Isso é precisamente o tipo de pessoa de que precisamos! Porque a medida do seu desejo é expresso precisamente em seus esforços para estabelecer uma conexão com os outros, apesar desta repulsão. Graças à força deste esforço que você vai adquirir a força da qualidade de doação, que pode ajudá-lo a subir imediatamente para o primeiro nível.

Pergunta: Eu tenho este sentimento que todos à nossa volta estão prontos para nos ouvir, mas também estamos lutando para transmitir a Luz para todos. A convenção pode nos ajudar a mudar a partir deste ponto?

Resposta: Tudo é possível em uma convenção. Alguns podem agarrar-se à qualidade da unificação e da doação pela primeira vez. Outras pessoas podem participar ativamente na formação de uma qualidade coletiva de doação. Outras ainda, que já receberam esta qualidade de doação e existem nela, e percebem o mundo superior, podem ajudar os amigos no presente. Há todo um espectro de pessoas em uma convenção: as que querem espiritualidade, aquelas que não sabem o que querem e ainda aquelas que já estão na realização, conscientes daquilo que estão atingindo.

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Da Lição Virtual de 29/05/2011, Da Série Fundamentos da Cabala

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Eu Vou À Convenção!
União De Corações

O Ideal Poderoso E Elevado Da Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a “fé” que a Cabalá está falando?

Resposta: A fé é a Luz de Hassadim (Misericórdia), a força de doação ou Bina, a qualidade do Criador, da natureza. Se a qualidade da fé começa a assumir o controle do seu desejo de receber prazer, você começa a compreender o que realmente significa doar.

Para receber uma impressão da doação, você primeiro tem que começar a sentí-la e saber qual é o seu gosto. Assim, você saberá o que ela é. Essa unificação de opostos irreconciliáveis ​​pode parecer impossível, mas a intenção de doar começa a governar o seu desejo por prazer, e pretende acostumar-se a doar.

Essa qualidade é observada mesmo em um desejo egoísta que sente o outro como parte de si mesmo. Nesse caso, isso não pode ser uma doação autêntica. É como a mãe que é considerada como doadora, já que a natureza a força a sentir que o seu filho é uma parte vital de si mesma. É como se ele ainda estivesse dentro dela, e é por isso que ela doa a si mesma. Ela se preocupa mais com ele do que consigo mesma, já que o vê como a parte mais preciosa dela.

Assim, mesmo que uma mãe doe ao filho, alguém fora de si mesma, não se considera que ela tenha atingido níveis espirituais e esteja agindo em prol da doação. Isso é apenas um instinto natural.

Para que o desejo de receber comece a trabalhar com a intenção de doar, ele tem que receber a Luz superior, a força especial. Nós apenas dizemos que ela vem de algum lugar lá fora. Na verdade, ela desperta na pessoa e cria nela o desejo de doar ao outro, o amor por ele.

O “outro” é a pessoa por quem eu já senti ódio, ressentimento e distância. Eu não a sinto em relação a mim, mas sim como um estranho, um intruso. Apesar de tudo, de repente eu sinto o desejo, a capacidade e a aspiração de doar e satisfazê-la. Eu quero vê-la como a mim mesmo, enquanto percebo que não preciso de nada em troca.

Se eu espero receber prazer em troca, é como se eu agisse egoisticamente. Isto é, a doação não deve me dar prazer. Pelo contrário, ela me faz sofrer, já que para doar ao outro, eu tenho que me privar. Então, o que pode me fazer querer dar?

Portanto, nós recebemos uma força específica chamada Luz que Corrige. Eu começo a sentir que, por um lado, estou lidando com um estranho, de quem desejo receber, tomar algo que ele tem. Por outro lado, eu recebo uma força externa que me permite doar a ele sem receber qualquer prazer ou benefício diretamente.

Se eu desfrutasse a doação de forma imediata e direta, isso seria egoísta. No entanto, eu não o sinto naturalmente como parte minha e não gosto de doar a ele. É o contrário. Eu supero o meu desejo egoísta, que não se satisfaz e se torna ainda mais vazio do que antes, e transferiro todos os meus esforços e satisfação para ele.

Se eu fosse perguntado por que eu estou fazendo isso, eu não teria uma resposta no meu desejo egoísta de receber. No entanto, há outra resposta,. O que eu sinto é a grandeza do Criador, a minha conexão com o superior; eu satisfaço o desejo Daquele que é maior do que eu. Eu estou motivado por um ideal muito mais elevado. No entanto, as palavras não podem explicar isso, já que o ego sempre vai deturpá-lo, de modo a obter alguma compensação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/11, Shamati # 40

Doação: Viver No Outro

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas explicam que temos que viver segundo a lei de doação, não em prol da sociedade ou de nós mesmos, mas em prol do Criador. O que isso significa? “Em prol do Criador” é uma fórmula, uma definição, o que significa que a doação deve ser absoluta.

Nós devemos doar não apenas em prol da sobrevivência, não só para viver a nossa vida de forma confortável e egoísta. Esta doação é por auto-interesse: “Nós não temos escolha, então vamos reeducar-nos para nos tornar bons, amáveis, compassivos e sensíveis”. Essa correção egoísta não é suficiente, pois decorre da necessidade de sobreviver.

“Em prol do Criador” significa que você vive de acordo com a doação, mesmo que a natureza não o obrigue a alcançar a harmonia e a cooperação com outros membros da sociedade em prol da sobrevivência. A natureza não pode exigir que você doe e receba nas condições consideradas como uma conexão completa com os outros, ou seja, receber as necessidades e dar ao máximo, que é chamado “a cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo suas necessidades”. Esse slogan não deve ser para a sobrevivência da sociedade, para a vitória do socialismo em todo o mundo, ou para qualquer partido. Ele deve ser “em prol do Criador”.

“Em prol do Criador” significa que a minha doação deve ser absoluta, não em prol de alguma coisa terrena. Eu tenho que chegar a um estado onde a qualidade de doação em mim substitua a qualidade de recepção, o meu egoísmo, completamente. Eu mudo para uma parte completamente diferente do mundo, para outra dimensão. Eu começo a pensar, sentir, perceber apenas em termos da qualidade de doação, em vez da recepção.

É possível comparar este estado com uma mãe que não sente que ela é fria ou quente, é clara ou escura; ela sente isso somente em relação a seu bebê. Ela existe nele, dentro: se ele está frio ou quente, no escuro ou na luz, com dor ou conforto, e assim por diante. Ela acha tudo dentro dele ao invés de dentro de si. Este amor “animal” está presente no nosso mundo como um exemplo: graças a ele, em particular, podemos realmente nos desenvolver e continuar a existir.

Essa é uma condição necessária da vida na espiritualidade. Nós suportarmos nossa vida na Terra, limitados pelo tempo, espaço e movimento. A ilusão da vida no egoísmo só existe aqui. De fato, a verdadeira vida em seu fluxo eterno e perfeito existe na qualidade totalmente oposta: a da doação.

Da mesma forma, uma mãe vive em seu filho, sentindo e satisfazendo-o, em vez de si mesma. Todas as suas sensações estão nele, tudo é para ele, e ela mesma é somente para a satisfação dele. Essencialmente, este estado é chamado de “receber as necessidades e dar ao máximo”, mas não para si mesma, a fim de sobreviver assim, mas por causa dele, por causa do seu filho amado.

Da  Lição Virtual, Série “Fundamentos da Cabalá” 15/05/11

Os Alienígenas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você compara a nação Judaica a uma unidade de forças especiais que é enviada para uma missão especial. Para onde?

Resposta: Ela é enviada para conquistar a inclinação ao mal. “Israel” é uma centelha, o ponto no coração, a força estrangeira no “país hostil”, no egoísmo. Devemos esforçar-nos para derrotar este egoísmo e corrigi-lo. Temos de fortalecer-nos primeiro, e depois, tendo sido corrigidos, devemos dar aos egoístas a Luz e corrigir o mundo inteiro.

Afinal de contas, é verdade que não somos daqui, não da terra do egoísmo. As nossas raízes estão fora dela; infiltrámo-la através da quebra dos vasos, da alma integral. Aqui, dentro dela, estivemos quebrados no inicio, mas no fim, devemos corrigir-nos. Na medida da nossa correcção, corrigiremos o ego colectivo.

Pergunta: Quem é o comandante que enviou a unidade de forças especiais na missão?

Resposta: O Criador. Israel é uma parte Dele, os vasos de doação que repousam no egoísmo, nos vasos de recepção. O comandante enviou os soldados, tendo-lhes fornecido todos os equipamentos e munição necessários. Para os enviar para o terreno hostil, Ele “quebrou-os” intencionalmente para que se pareçam com todos os outros e não se destaquem da multidão.

Assim, podemos ser comparados a agentes secretos. Cada um de nós se parece exactamente com todos os nativos deste país egoísta. Imagine ser atirado na África, e você parece-se exactamente como eles: vocês têm o mesmo carácter, mentalidade, paladares, e gostos. Tudo é idêntico a eles, por dentro e por fora.

Por um tempo, o agente plantado não recebe instruções. Tem de se estabelecer no novo local, encontrar trabalho, e fazer uma família. Os anos passam antes dele embarcar na sua missão. Contudo, um dia, ele recebe um lembrete. Por esta altura, ele esqueceu-se de tudo acerca disso quando o telefone começa a tocar: “Fulano está falando…”. É como num filme.

Do mesmo modo nós recebemos uma chamada: é tempos de acordar e lembrar que temos uma missão especial aqui, que esta não é, de facto, a nossa casa, que viemos dum mundo totalmente diferente. Na verdade, somos de outro “planeta”, de outra dimensão. Recebemos um impulso e saímos da dormência. Todos os alienígenas deste planeta acordaram, juntam-se em grupos, e começam a preparar-se para conquistar o planeta Terra. É essa a nossa missão.

Pergunta: Como é que a ganharemos então?

Resposta: São-nos enviadas instruções, explicado gradualmente tudo o que precisamos saber, e pôr em prática. Então, ganhamos uma nova mente e uma nova sensação. O nosso planeta mãe envia-nos o poder da nossa natureza inicial, com a ajuda da qual conquistaremos cada cidadão da Terra.

Viemos aqui por uma razão: estabelecer a mesma ordem aqui tal como existe no nosso próprio mundo. Lá, tudo é o oposto. É governado pelo amor e doação.

Agora, devemos acabar com todos os horrores que são vistos como norma aqui. As pessoas andam a destruir-se a si mesmas, a vida no planeta, e entretanto viemos ajudar, a salvá-las e a dar-lhes uma vida totalmente diferente. Fomos acordados por um sinal especial de casa, numa onda especial, que significa que é tempo de agir.

Da 4ª Parte da Lição Diária De Cabalá 9/5/11, Sobre A Nação Israelita

Exercícios De Doação

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “O Propósito da Sociedade”: Para alcançar a doação ao Criador, é necessário primeiro doar ao homem, o que é chamado amor ao próximo.

Nossa natureza é completamente oposta ao amor ao próximo. Eu amo somente a mim mesmo. Todos os meus cálculos, conscientes e inconscientes, são construídos exclusivamente em benefício próprio.

O jeito que eu me sento, o jeito que eu aparento, o jeito que eu penso, e o que vejo – tudo isso é canalizado através do filtro do meu egoísmo, deixando-me somente com as coisas que podem me beneficiar ou me colocar em perigo. Tudo tem que servir ao meu bem-estar pessoal. Essa é minha natureza.

Porém, eu tenho que alcançar a doação universal, o amor universal, a eterna força do Criador, a vida eterna. E para fazer isso, eu preciso fazer exercícios preliminares no grupo. Por isso Rabash continua:

O Amor ao próximo é possível somente quando você se rejeita.

Um vem no lugar do outro. Doação e recepção não podem viver juntas uma com a outra.

Eu tenho 613 desejos e, como um todo, meu desejo atua somente para seu próprio benefício. Essa é a situação no começo. Então, eu começo a eliminar “parte por parte”, começando com os desejos mais fáceis e progredindo para os mais difíceis.

Porém, eu tenho que alcançar a doação universal, o amor universal, a força eterna do Criador, a vida eterna. E para fazer isso, preciso fazer exercício preliminaresno grupo. É por isso que o Rabash continua:

É assim que eu me corrijo, passo a passo, e no lugar de parte do desejo egoísta, eu adquiro o desejo de doar. Nesse meio tempo, no resto dos meus desejos eu ainda permaneço na intenção “para meu próprio benefício”. É assim que eu corrijo partes de mim.

Porém, há uma condição: se eu corrigi pelo menos um dos meus desejos pela doação, então o resto não pode mais permanecer na intenção egoísta. Por isso eles têm que passar por uma restrição.

Eu tenho um grande vaso e, a princípio, ele é inteiramente dirigido ao autobenefício. Primeiramente, eu faço uma restrição e somente então sou capaz de transformar o primeiro, o menor desejo, em doação aos outros.

Assim, eu tenho um grande desejo. Eu faço a restrição nele e corto uma camada mais fina de mim mesmo. A partir desse pedaço, eu sou capaz de efetuar a doação. Enquanto isso, as restrições dominam todos os outros desejos. Então, eu corto uma segunda camada, depois uma terceira, e é assim que eu as corrijo uma após a outra.

Dois desejos não podem co-existir em uma pessoa: um dirigido para si mesma e um dirigido para a doação. Afinal, eles são opostos entre si. Para a pessoa ser capaz de adquirir até mesmo o menor desejo de doação, todos os outros desejos têm que ser restringidos.

Da 5a Lição da Convenção NÓS! 02/04/11