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Criando Um Desejo Comum

laitman_571_02A Torá, “Números”, 10: 1-3: Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás, e elas te servirão para a convocação da congregação, e para a partida dos arraiais. E, quando as tocarem, então toda a congregação se reunirá a ti à porta da Tenda da Congregação.

O ouro é o desejo de receber, e a prata é o desejo de doar. Portanto, o som das trombetas de prata que exige a conexão é certo para o povo.

Soprar a trombeta significa juntar todos os atributos de uma pessoa e uni-los. O problema não é corrigir um atributo ou outro, mas conectá-los entre si. A principal coisa é conectá-los num esquema, num desejo unificado.

Você consegue imaginar tentando juntar e montar um corpo humano de acordo com as células, os átomos, e até mesmo de acordo com o DNA e RNA, etc., uma quantidade infinita de conexões mútuas e seu trabalho mútuo? É impossível criar tal sistema!

Nós, por outro lado, devemos fazê-lo. Nós temos que criar a matéria viva fora de nossos desejos mortos, fora da matéria inanimada, da mesma forma que aconteceu há bilhões de anos, antes que o processo evolutivo começasse, quando o nível vegetal surgiu do nível da natureza inanimada e, depois, o nível anima, e depois o homem. Nós temos que reunir tudo isso e amarrá-lo em conjunto para que um desejo vivo surja, um que possa estar no Templo, o que significa em algum contato com o Criador ao se assemelhar e ser igual a Ele.

Pergunta: Por que está escrito: “Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás…”?

Resposta: Deve haver um desejo que seja único e unido, especialmente se for dado de cima. Nós não temos o direito de quebrá-lo em pedaços. O Criador é um, e, portanto, tudo o que se origina e descende Dele é dado como um para todos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/15

As Pirâmides De Maslow E Baal HaSulam

Laitman_115_05Nas Notícias (postnauka.ru): “…A singularidade da teoria de Maslow é que ela trata cada pessoa em termos de uma hierarquia (estruturas superordenadas) das necessidades, cujo ápice é a necessidade de autorrealização. Ela define a autorrealização como o desejo de um homem de autorrealização, de concretizar o seu potencial. Esse desejo de ser o que a pessoa deve ser.

“Além disso, como foi observado por Maslow, a autorrealização não é determinada pelas funções sociais, status, posição. Por exemplo, uma pessoa se autorrealizando como o pai perfeito, e outra como um atleta, e uma terceira como um artista, etc. No entanto, Maslow atribui ao ambiente social um papel significativo no desenvolvimento da personalidade.

“A base da pirâmide das necessidades é formada pelas necessidades fisiológicas: a necessidade de alimento, sono, etc. Acima destas necessidades estão as necessidades de segurança, estabilidade, liberdade do medo, ansiedade e caos, a necessidade de uma estrutura social e ordem. Acima da necessidade de segurança, Maslow coloca a necessidade de integração e de amor; e acima dela – a necessidade de respeito e reconhecimento. O topo da pirâmide, como já foi dito, é a necessidade de autorrealização.

“Uma das perguntas mais frequentes: Por que uma pirâmide? Maslow acreditava que apenas indivíduos alcançam o topo da pirâmide e se autorrealizam, ou seja, alcançam a sua identidade ou “eu”. A maioria das pessoas age no nível de satisfazer as suas necessidades fisiológicas. Parte da humanidade atende às necessidades fisiológicas e as necessidades de segurança, ou seja, sentir-se bem-alimentados, vestidos e abrigados; a outra parte, com exceção dessas necessidades, responde à necessidade de amor e integração. Depois há esse grupo de pessoas que atinge o nível de aceitação, confiança, um sentido da importância da utilidade privada”.

Meu Comentário: A pirâmide de Baal HaSulam é uma pirâmide de desejos corpóreos (comida, sexo, família), e desejos materiais, as necessidades de riqueza, honra, conhecimento social (desejos sociais). Depois, acima desses desejos, está o desejo de alcançar o sentido da vida, a fonte da vida, que aparece numa pessoa desde Cima, sob a forma de um Reshimo, um gene informativo do seu estado espiritual anterior. O Reshimo leva a pessoa a um professor, um Cabalista, e sob a sua orientação e instrução ela descobre os 125 níveis da realização espiritual, até atingir o topo da escada, o estado da correção completa do ego e da equivalência com a força superior.

A Estufa Do Desejo Correto

laitman_942O ser criado é um desejo de desfrutar criado como “algo a partir do nada” que se desenvolve de sua raiz sob a influência da Luz. Se o desejo é passivo, o que significa que não quer desenvolver ruma à Luz e se assemelhar a ela, a Luz o obriga a se desenvolver tal como aconteceu nas quatro fases da Luz Direta.

Depois disso, o desejo torna-se inclinado a se desenvolver, o que significa que ele se limita e constrói um Masach (tela) e cresce como resultado de sua própria iniciativa. O desenvolvimento do desejo de desfrutar se refere à aquisição do Massach.

O problema é que o nosso desejo, com o qual devemos subir de baixo para acima deste mundo, é muito pequeno. Nós somos impressionados pelo fato de que ele é inflamado para atingir a meta da criação, a força superior, mas essa é uma primeira impressão que rapidamente se desvanece e desaparece. Então, nós só podemos continuar como resultado de um hábito, de uma rotina, graças ao fato de que estabelecemos estruturas corporais que nos sustentam e obrigam.

No entanto, isso realmente aumenta o nosso desejo e o nosso vaso. Nós devemos estar armados com um desejo que corresponde ao mesmo nível para o qual queremos subir a fim de alcançar a primeira revelação e, para descobrir cada novo nível em geral.

Onde podemos obter tal desejo? É somente da Luz que age em nós! A Luz influencia o desejo que é “algo a partir do nada”, esse pequeno ponto preto, o pequeno núcleo que o desenvolve. Isso significa que o problema é como atrair a influência da Luz.

Se eu atraio a Luz por mim mesmo, isso significa que “eu desperto o amanhecer”. A Luz que influencia o meu desejo de desfrutar evoca um sentimento de escuridão nele. No entanto, eu diferencio o vaso pela revelação da Luz, e desejo que a escuridão ilumine como a Luz.

Essa é a razão de eu pedir que o meu desejo cresça e esperar que a Luz me influencie. Eu não me importo com as fases que vão me levar até lá, e se eu permaneço no meu desejo de desfrutar ou adquiro um desejo de doar, contanto que eu avance e atraia a influência da Luz para mim. Isso significa que eu desperto o amanhecer por mim mesmo e elevo MAN, com o qual a ação é executada. Esse processo é chamado de “acelerar o tempo” (Achishena).

Se eu não posso despertar a influência da Luz sobre mim, a fim de aumentar o meu desejo, ele se desenvolve naturalmente, no seu tempo (Beito). A Luz me afeta de qualquer forma, mas, como essas mudanças são indesejáveis ​​para mim, elas me trazem sofrimentos. Eu não estou feliz com a escuridão que me é revelada. Eu não posso ver o vaso futuro para a revelação da Luz nele.

Essa forma de desenvolvimento é indesejável para o Criador, bem como para as pessoas. No entanto, nós ainda avançamos, seja ao longo do caminho da Luz ou do caminho do sofrimento.

Portanto, quando Abraão viu o bom futuro que foi preparado para a humanidade, para toda a Babilônia – para o pequeno desejo que devia ser preenchido com a Luz do Infinito, que é 620 vezes maior – ele perguntou: “De onde vamos conseguir os vasos e os desejos?” É porque é impossível receber a recompensa que o Criador nos prometeu sem um desejo corrigido.

Então, o Criador o acalmou, dizendo: “Não se preocupe. Esse desejo vai crescer 620 vezes mais durante os 400 anos de exílio no Egito”. Isso significa que, no caminho, as pessoas vão passar por um período em que recebem um grande desejo, tanto “ao seu tempo” ou “acelerando o tempo”, e, assim, vão começar a trabalhar com ele a fim de doar.

Hoje, tudo está aberto e claro, e as fases que temos que estar sujeitos são bem compreendidas. Nós temos que nos certificar de que temos a influência correta do ambiente que será como uma estufa para nós, que vai acelerar o crescimento de um grande desejo em nós pela revelação do Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/03/14

Quando O Desejo Concorda Em Conectar

Laitman_115_04Baal HaSulam, “A Paz”: O rabino Akiva descreve dois tipos de pessoas: a primeira é do tipo “loja aberta”, que considera este mundo como uma loja aberta, sem um lojista. Ele diz sobre elas, “O livro está aberto e a mão escreve”. Ou seja, apesar de não ver que há uma conta, todas as suas ações são, mesmo assim, inscritas no livro, como explicado acima. Isto é feito através da lei do desenvolvimento impressa na Criação contra a vontade da humanidade, onde as obras dos ímpios necessariamente instigam as boas ações, como vimos acima.

O segundo tipo de pessoas é chamado de “aqueles que querem tomar emprestado”. Elas levam o lojista em consideração, e quando tomam alguma coisa da loja, apenas a tomam como empréstimo. Elas prometem pagar ao lojista o preço desejado, ou seja, alcançar a meta por ele. E ele diz sobre elas, “Todos os que quiserem pedir emprestado podem vir e tomar emprestado”.

E caso você diga, “Qual é a diferença entre as do primeiro tipo, cujo objetivo vem até elas pela lei do desenvolvimento, e as do outro tipo, cujo objetivo vem até elas por escravidão pessoal à Sua obra? Não são elas iguais em alcançar o objetivo?” Nesse respeito, ele continua, “e os cobradores voltam regularmente, dia após dia, e cobram de uma pessoa consciente e inconscientemente”. Então, na verdade, ambos os tipos pagam sua porção diária da dívida.

É dito diz que os justos herdam o dobro e os ímpios perdem o dobro. Afinal, você trabalha e adquire vasos. Você não pode ficar do mesmo jeito que está, já que a pressão da evolução está se aproximando quer você queira ou não. Se você está pronto para correr na frente, a fim de adquirir o vaso certo e descobrir o outro mundo nele, vá em frente. Se não, então você está usando um vaso egoísta que é muito pequeno. Parece que ele é um grande desejo, que pode se oporão vaso de doação, mas, de fato, o tamanho do nosso ego não é adequado para a doação, porque não é profundo o suficiente. As Kilpot (cascas) são apenas uma réplica da Santidade.

Pergunta: Será que podemos dizer que o pagamento da dívida é a realização do objetivo final?

Resposta: Pagar a dívida é a subida até a escada espiritual. Quando uma pessoa sobe a escada, não faz diferença onde ela está exatamente porque ela não leva a si mesma em conta, mas sim leva em conta a forma de agradar o Criador. Se, por exemplo, o Criador prefere que ela permaneça em pequenez agora e sirva aos outros, que ela passe por diferentes estados, então a pessoa busca com prazer essa oportunidade.

Espiritualidade é doação, na qual não há nenhuma conta egoísta. Portanto, não faz diferença em que estado em que estou. Eu valorizo ​​e meço tudo de acordo com a oportunidade de agradar o Criador, o grupo ou os amigos. Do lado da minha balança interna há o grupo, os amigos, e do outro lado eu meço a minha capacidade de fazer algo por eles. Meu “eu” é, na verdade, até que ponto posso doar aos outros. Eu só tenho um ponto no coração e peso como posso agradar o grupo, a humanidade, a alma geral, ou o Criador. O ego é apagado e eu o ignoro, embora o meu ponto esteja nele. Esta é a razão pela qual ele é chamado de ponto no coração, uma vez que o meu coração é um coração egoísta.

Pergunta: Eu entendo a ideia de agradar os amigos, mas como faço para levar o Criador em conta se eu não O percebo ainda?

Resposta: Eu começo a ver os meus amigos como um todo. Quando eu me aproximo da ideia de um, eu distingo a força da unidade nele.

Nós somos todos unidades (1). Há sete bilhões de unidades que vivem neste mundo (7 X 10 9), mas eu sou atraído à unidade, e se eu a alcanço, pelo menos num nível mínimo (1/125), eu me torno igual a um, ao Criador. Em outras palavras, o meu vaso se torna semelhante à Luz.

É porque o vaso e a Luz são a mesma coisa. Eu não percebo nada do lado de fora. Eu sempre descubro as reações do meu vaso, as suas impressões e as suas experiências. Portanto, quando o desejo concorda em se conectar, ele é o Criador para mim.

Pergunta: Então, por que é tão importante agradar o Criador e não os amigos? Porque a ênfase é no Criador?

Resposta: Porque você tem que descobrir Sua base no vaso, a força que opera no ser criado, aquele que opera seu vaso. Você tem que aderir a isso, a Keter. Nós não O alcançamos e, portanto, nós descobrimos o mandamento do amor através das ações. Você alcança algo que está acima de você. Quando o nível humano se adere ao Criador, ele atinge um estado muito mais elevado. Não se trata apenas de adesão, mas é a interioridade da ideia do Criador que é revelada aqui.

Nós não sabemos o que vem depois disso, mas, aparentemente, este é apenas o começo da nossa evolução…

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Livrar-Se De Desejos Não Corrigidos

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 10:4-5: E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Aarão, e disse-lhes: Chegai, levai a vossos primos de diante do santuário, para fora do acampamento. Então chegaram, e os levaram nas suas túnicas para fora do acampamento, como Moisés lhes dissera.

Se eu estou em certo nível, não posso subir ao próximo nível ou descer (não posso executar uma ascensão espiritual ou descer) antes de executar determinadas ações.

Nadav e Avihu encontravam-se no Santo dos Santos, no nível da adesão da alma com o Criador, no nível da doação (Santidade e Santo simbolizam o atributo de doação). Para ascender a esse nível, eles tiveram que usar o seu grande ego, santificá-lo e transformá-lo de recepção em doação. Quando eles estavam no Santo dos Santos e tentaram executar esta ação, não conseguiram fazê-lo. Portanto, em vez do fogo da Santidade (a revelação da Luz de Hochma, a fim de doar), aconteceu o contrário.

Por conseguinte, os dois vasos, os dois atributos (Nadav e Avihu) caíram, o que significa que permaneceram no mesmo nível, o nível dos mortos. Em cada desejo há os níveis inanimado, vegetal, animal e humano. Nesse caso, os atributos caíram do nível humano para o nível da natureza inanimada, de modo que deveriam ser corrigidos.

Qual é o significado de “levai a vossos primos de diante do santuário, para fora do acampamento”? Um acampamento refere-se à unidade gradual das almas. Os dois atributos Nadav e Avihu caíram a um nível tal que não estavam conectados a nada e, portanto, são chamados de mortos. Eles devem ser corrigidos de novo a partir de seu estado. Portanto, eles são levados para fora de lá.

Mas esse não é o primeiro exemplo de certos atributos que são removidos de um determinado nível. Por exemplo, o grande sacerdote que morria era levado para fora do Santo dos Santos no Yom Kipur, quando uma corda estava amarrada ao seu pé com antecedência, uma vez que estava certo de que seus pensamentos não seriam puros. Mas ele não se continha, pois queria tanto revelar o Criador e continuar assim.

Ele costumava entrar no Santo dos Santos no Yom Kipur, o que significa que subia a um nível tão elevado que seu corpo tinha que ser retirado de lá com uma corda amarrada ao seu pé, enquanto Nadav e Avihu foram retirados por hastes de ferro.

Ferro, cobre, prata e ouro são quatro materiais em nosso mundo que estão relacionados com eventos espirituais. Uma seção inteira é dedicada a essas relações.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/01/14

No Momento Decisivo

laitman_236_01Shamati # 1 “Não Há Outro Além Dele”: Em vez disso, para aquelas pessoas que realmente querem se aproximar do Criador, e que, portanto, não vão se contentar com pouco, ou seja, permanecer como crianças sem sentido… E apenas se essa pessoa tem um verdadeiro desejo…

É possível que uma pessoa possa ter um verdadeiro desejo? Eu devo sentir dentro, dentro do meu ventre, do meu coração, e examinar com a minha mente quanto em cada momento na vida eu estou alerta para me manter em meu benefício. A principal coisa para mim é não prejudicar ninguém, de modo que ninguém me prejudique. Eu só estou preocupado em como me defender de todo o mal que me rodeia, de todos os perigos e más influências de todos os lados.

Se eu sinto que estou tão focado em me proteger, eu vou entender que isso mantém toda a minha atenção, e até mesmo o meu desejo de descobrir o Criador é derivado do mesmo Kli, da mesma intenção de melhorar ainda mais a minha situação. No entanto, eu não estou preparado para ser libertado da minha natureza bestial de autodefesa.

Aqui, eu tomo uma decisão de que tenho que ficar longe dela, simplesmente me desprender desta preocupação de autopreservação, e tudo isso depende unicamente disso: Quanto a importância do Criador se torna maior do que a minha própria importância pessoal? Quando um desejo, uma decisão, um imperativo como esse amadurecer e despertar em mim, eu vou começar a odiar “meu corpo”, ou seja, o ego que me obriga a estar preocupado com a minha própria autopreservação o tempo todo, e, então, um desejo, uma oração, um grito, um pedido, desperta dentro de mim pelo Criador para mudar o que foi criado para mim, e eu vou começar a me preocupar com a grandeza do Criador – com “amarás o teu próximo como a ti mesmo” – mais do que comigo, e vou me ver apenas como um meio para doar aos outros.

Eu devo chegar a tal explosão interna que eu estarei pronto para fazer qualquer coisa. Este é um ponto crítico onde eu decido que prefiro me matar do que viver uma vida como esta, se eu não for capaz de me preocupar com os outros mais do que comigo. Eu percebo meu estado bestial egoísta como sendo tão desprezível que simplesmente devo alterá-lo.

Aqueles de nós que ainda não passaram por isso estão muito próximos deste momento decisivo, e nós devemos prestar atenção especial nele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

De Um Desejo A Um Pensamento

Laitman_155Pergunta: Nós temos falado sobre o ponto no coração por muitos anos. Agora nós começamos a falar sobre o ponto na mente. O que é isso?

Resposta: O ponto no coração e o ponto na mente são dois pontos ou dois atributos com os quais eu sinto, meço e analiso o meu estado, a minha intenção.

O desejo existe sob a forma de um ponto e o pensamento está sempre com o desejo. Quando eu sinto alguma coisa no meu desejo, um pensamento que conecta meu estado atual com o estado que eu quero alcançar aparece naturalmente. O pensamento nasce na diferença entre o que eu desejo e o que eu sinto.

Assim, quanto maior for a distância entre o estado desejado e o estado inicial, mais ativos se tornam nossos pensamentos. Se nós damos tudo a uma pessoa, ela não só perde o seu desejo, mas seus pensamentos também deixam de trabalhar e ela se torna dormente.

Um pensamento só aparece quando um sentimento de vazio aparece no desejo, quando nos falta alguma coisa. Nossos pensamentos são um produto do desejo. O desejo é a fase inicial e o pensamento é secundário. Estas duas categorias devem existir em cada pessoa e nós temos que desenvolvê-las simultaneamente, a fim de alcançar o nosso objetivo.

Nós imaginamos o objetivo como um estado claro do grupo. A questão é que o objetivo espiritual é um conceito vago, incerto. Nós temos que imaginá-lo sob a forma material do estado espiritual, que é a total conexão mútua entre nós, quando nós estamos todos unidos, cuidando mutuamente um do outro de forma constante, quando a força superior flui entre nós e preenche, conecta e nos amarra em conjunto.

Em outras palavras, o Criador preenche a rede dos desejos, o nosso temor mútuo que criamos. Então, nós podemos chamar este estado de espiritual.

Nós temos que primeiro imaginar o estado em que estamos e o estado que queremos alcançar. Depois que sentimos isso claramente, nós imaginamos a diferença entre eles na forma de um pensamento infinito: “Como vamos atingir o estado desejado?”

Assim nós agimos de um desejo a um pensamento, de um pensamento a uma oração, a uma demanda, e à sua satisfação.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Workshop 1

Consolidar Corações

Laitman_931-01Pergunta: Quando nós tentamos medir o desejo de um amigo por nós mesmos, para entrar nele, uma força de oposição começa a agir dentro de nós. De onde vem o segundo poder equilibrante que nos ajudará a “entrar no amigo”? O que nos falta?

Resposta: É necessária uma força estranha externa que esmague o nosso ego. Nós vemos que não estamos consolidados em nossos corações. É impossível raspar a membrana do coração. Este saco cheio de sangue ferve e bate dentro de nós, medindo cada segundo de vida que resta e não podemos fazer nada com relação a isso. O que é necessário é uma força externa que conecte nossos corações.

É possível atraí-la apenas através da intenção correta, enquanto se estuda as fontes Cabalísticas autênticas pelo Baal HaSulam e o Rabash. Portanto, nós devemos constantemente tentar, tentar, e tentar fazer isso. Não há outras possibilidades.

Todos vocês devem tentar juntos para anular o muro de ferro que existe entre vocês. Vocês sentem o quanto ele separa seus corações. Portanto, tentem rompê-lo!

Da Convenção em São Petersburgo 21/09/14, Lição 5

O Caçador De Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito na Torá. “No campo você pega um animal ou um pássaro”. O que isso significa?

Resposta: Um campo, assim como um deserto, é um estado em que é impossível determinar onde você está, uma vez que todos os seus desejos não são completamente analisados ​​e não foram esclarecidos de forma alguma.

Você ainda não os conhece e não os gerencia, mas só começa a revelá-los, agindo como um caçador que pega o que pode.

Existem diferentes tipos de caça, mas nos tempos antigos as pessoas principalmente se envolviam na agricultura e na criação de animais domesticados. Elas começaram a domesticar animais muito cedo e, de fato, dificilmente caçavam.

Tudo era muito simples. Ninguém caçava raízes, frutos silvestres ou animais selvagens.

Na Babilônia, também, não havia caça. Era uma pequena sociedade civilizada cujo povo trabalha na agricultura e pesca, já que havia terra preta sólida entre os rios Tigre e Eufrates e uma abundância de água e peixes, e é nisso que eles viviam.

De KabTV “Secrets do Livro Eterno” 06/03/14

Os Quatro Estágios Do Desenvolvimento Do Desejo

Dr. Michael LaitmanA primeira etapa está completamente cheia de Luz, que sai da raiz, e sente que não quer receber; é assim que começa a segunda etapa.

Depois, a segunda etapa considera que isso não a torna semelhante à raiz. Ela pode não estar recebendo nada, mas também não está doando nada!

Isso só piora, porque antes eu estava ligado ao Criador como uma criança e fazia tudo o que Ele queria. Eu desfrutava infinitamente, e embora fizesse isso para o meu próprio benefício, o Superior estava recebendo prazer disso!

Agora, eu supostamente fiquei maior e não quero receber Dele, mas acontece que não estou dando nada para Ele desfrutar, até a maneira como uma criança faz, porque Ele recebe prazer quando eu recebo Dele.

Então o que eu fiz? Eu me afastei ainda mais Dele! (É por isso que a segunda etapa é considerada um desejo mais forte do que a primeira, apesar dela não receber nada.) É como se eu estivesse negligenciando-O…

Um bebê está mais perto da mãe do que um filho maior que se sente independente e não quer receber nada dela.

Depois, a segunda etapa (Bina) decide que se ela recebesse a Luz do Criador, Ele realmente desfrutaria; é assim que começa ZAT de Bina.

A execução desta decisão ocorre na terceira etapa, em Zeir Anpin, que recebe a Luz em prol da doação devido à força de Bina. Em outras palavras, o superior determina esta decisão (por isso, considera-se que a cabeça de Zeir Anpin é Bina – ZAT de Bina).

Então o quarto estágio  Malchut surge e vê quanto prazer existe… Eu sou Zeir Anpin, que recebe em prol da doação, quando percebo o Criador e sinto que sou igual E ele!

Eu quero desfrutar ambos: a satisfação que estou recebendo e a equivalência com Ele! Eu quero desfrutar todos os prazeres que existem no Criador; isso é chamado de quarto estágio do desenvolvimento, Malchut.

A restrição (Tzimtzum Aleph) é feita ao longo desta quarta etapa, e nós não recebemos mais satisfação egoísta.

Depois ocorre a segunda restrição (Tzimtzum Bet), a partir de ZAT de Bina até Malchut. Malchut penetra todos esses desejos e diz: “Nem pensar em recepção! É impossível receber alguma coisa, você não será capaz de fazer isso!”.

A quarta etapa do desejo penetra a terceira e segunda etapa, e agora há uma sensação em ZeirAnpin e ZAT de Bina que qualquer contato com a recepção da Luz vai ser egoísta.

Anteriormente, não havia nenhuma sensação de que o desejo de receber prazer fosse tão oposto à Luz! Mas agora está lá. Ainda assim, esta proibição só existe por causa de Malchut e não por causa de Zeir Anpin, e, especialmente, não por causa de Bina.

Afinal, ZeirAnpin está pensando em doar, mas a questão é: em quais desejos ele está pensando em fazer isso? Nos desejos que ele tinha antes da quarta etapa ter surgido ou ele está agora pensando em receber em prol da doação na quarta etapa, em Malchut?

E esta confusão consequentemente leva à quebra, quando eles não foram capazes de entender por que isso é impossível. Afinal, se estamos pensando em receber a Luz em prol da doação, como na terceira etapa da Luz direta, então esta é uma ação altruísta.

Mas verifica-se que a quarta etapa já penetrou esses desejos, e uma vez que você começa a sentir o que Malchut é – pelo prazer de ser igual ao Criador -, você não pode recusar isso, você deseja o gosto. Você tem a quarta etapa dentro de você, e não pode receber em prol da doação!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/10/10, Escritos do Baal HaSulam