Textos com a Tag 'Desejo'

Estágios De Mudanças Do Desejo

746.01Pergunta: Do ponto de vista da Cabalá, a criação é o desejo de receber. O desejo não tem lugar. Portanto, na Torá, estamos falando sobre o desenvolvimento do mesmo desejo, que está constantemente passando por algum tipo de transformação.

Está escrito: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra era informe e vazia”. Qual é esse estado inicial que a pessoa descobre em si mesma, a terra, o desejo que era informe e vazio?

Resposta: Uma pessoa não sabe como trabalhar com seus desejos. Ela tem apenas um desejo inicial de atingir sua raiz espiritual, mas o que fazer e como trabalhar com ele, ela não sabe. Portanto, para ela, tudo é nebuloso: informe e vazio.

Pergunta: O que significa a “inundação” que aconteceu depois?

Resposta: Esses são todos os estágios do despertar de uma pessoa para um trabalho espiritual consciente e claramente direcionado.

“Dilúvio”, “Babilônia”, “Canaã”, “Egito”, “terra de Israel” – esses são os estágios de uma mudança gradual de desejo em uma pessoa em todos os graus inanimado, vegetativo e animado até que ela chegue à completa equivalência de forma com o Criador.

Pergunta: A terra de Israel é o estágio final?

Resposta: Sim, mas na verdade não podemos alcançá-la ainda. Viemos a esta Terra e ela, como se diz, nos expulsa.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 21/05/21

Um Pensamento Pode Desenvolver Um Desejo?

272Pergunta: Nossos pensamentos podem desenvolver nosso desejo e, em caso afirmativo, como?

Resposta: O pensamento influencia o desejo e o desejo influencia o pensamento. Vemos isso por meio de nossas lutas diárias.

Se eu tenho um desejo muito pequeno por alguma coisa, mas começo a pensar nele cada vez mais e, assim, desenvolvo e nutro constantemente esses pensamentos, como resultado, meus desejos crescem muito mais. E vice-versa, o desejo pode influenciar nossos pensamentos e, se o desejo mudar, certo pensamento pode desaparecer.

Nossos desejos são o principal, enquanto nossos pensamentos nos foram dados a fim de aumentá-los, focalizá-los, formatá-los e realizá-los.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 03/02/19

“Como Faço Para Encontrar Meu Verdadeiro Eu?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como Faço Para Encontrar Meu Verdadeiro Eu?

Nossa substância ou matéria é o desejo de receber prazer, e nosso corpo físico nada mais é do que um animal. Às vezes sentimos nossos desejos por meio do corpo físico, ou seja, por comida, sexo e família, e às vezes por meio de um corpo mais interno – desejos por dinheiro, honra, controle e conhecimento.

O primeiro grupo de desejos (comida, sexo, família), são desejos individuais pertencentes ao nosso corpo físico. Nossos desejos sociais por dinheiro, honra, controle e conhecimento os seguem. Eles envolvem a interação com outras pessoas, mas ainda diferem de um nível ainda mais alto de desejo com o qual ainda não chegamos a um acordo.

O último desejo é espiritual. Quando ele vem à tona, nos sentimos atraídos por um novo “algo” desconhecido, por um lado, e que todos os níveis anteriores de desejo falham em nos satisfazer em última instância, por outro lado.

Na sabedoria da Cabalá, o desejo espiritual é chamado de “ponto no coração”. É caracterizado por questionar o sentido e o propósito de nossas vidas, por que as coisas são como são, qual é o nosso “verdadeiro eu” e se podemos influenciar nosso destino.

O ponto no coração cria novos polos de mais e menos, positivo e negativo, dentro de nós. Onde antes vivíamos, sobrevivíamos e prosperávamos unicamente de acordo com nossos desejos individuais e sociais – retratando realizações nos níveis de comida, sexo, família, dinheiro, honra, controle e conhecimento como o pólo “positivo” de nossas vidas que aspiramos – quando o ponto no coração emerge, naturalmente sentimos que, por mais que esses desejos possam nos satisfazer, eles não podem preencher uma parte mais profunda e interna de nós que exige sentido e propósito. Assim, sentimos suas realizações transitórias como um pólo “de menos” ou “negativo” em relação à nossa aspiração espiritual recém-descoberta que exige algo mais significativo.

A sabedoria da Cabalá foi feita para satisfazer o desejo espiritual mais profundo e interior. Ela define a meta espiritual, o verdadeiro eu do qual emergimos e para o qual estamos nos dirigindo, e fornece um método de como alcançá-lo. Ao avançar espiritualmente usando o método da Cabalá, aprendemos como simultaneamente tomar as rédeas de um novo pólo de mais/positivo na realidade – a qualidade espiritual com a qual podemos gradualmente atingir a semelhança, que é onde aprendemos como acessar nosso verdadeiro eu, a alma – bem como o pólo de menos/negativo na realidade, nossos desejos sempre crescentes de receber prazer.

Ao tomar essas rédeas, aprendemos como criar um nível de mais/positivo e desenvolver nossa conexão com nosso verdadeiro eu – a alma que é semelhante à fonte de nossas vidas – cada vez mais acima de um de menos/negativo crescente. Isso adiciona um novo nível de profundidade à nossa percepção e sensação de realidade, até um ponto onde não sentimos nenhum fim para nossa realização e existimos em uma eternidade e harmonia conscientemente alcançadas.

Baseado na Lição Virtual de Cabalá com o Cabalista Dr. Michael Laitman em 13 de março de 2016.
Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

Desejos Que Não Buscam A Correção

622.01Pergunta: Qual é a diferença entre os egípcios e a multidão mista? O que os egípcios dentro de nós querem? Eles também são desejos egoístas?

Resposta: Os egípcios querem apenas uma vida boa, sem qualquer conexão com o Criador. Essa é a atitude consumista usual em relação ao nosso mundo, como a maioria das pessoas. Mas também há pessoas que dizem: “Não, faremos o que o Criador quer de nós”, ou seja, todos os tipos de mandamentos. Os desejos do Criador são chamados de mandamentos.

“Cumpriremos esses mandamentos, mas não para sermos semelhantes ao Criador, não em prol da doação e do amor (afinal, todos os mandamentos se resumem em “amar ao próximo como a si mesmo”), mas para ganhar o mundo futuro por nós mesmos”.

Pergunta: Quando a contagem das doze tribos estava ocorrendo, a multidão mista não estava incluída lá. Elas não estão relacionadas à correção de forma alguma?

Resposta: Não, a multidão mista são aqueles desejos que não queremos levar conosco do Egito, levantá-los de lá. Não podemos conduzi-los através do Yam Suf, o Mar Final (Mar Vermelho). Embora eles nos persigam e tentem nos levar de volta ao Egito à força, nós continuamos e eles se afogam no Yam Suf (Mar Vermelho) ou retornam ao Egito.

Pergunta: No Midrash Raba (Grande Comentário) está escrito que a multidão mista forneceu cavalos para as carruagens do Faraó alcançarem os israelitas. O que isso significa no trabalho espiritual?

Resposta: Isso significa que ela dá tudo para quaisquer forças egoístas para impedir aquelas pessoas que querem sair do Egito.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 02/04/21

O Desejo É Uma Antena Que Recebe Informações

283.02Pergunta: Como e por qual meio as informações são transmitidas pelo campo superior? Qual é a antena receptora em nós?

Resposta: O desejo. Somos, figurativamente falando, um saco de desejos. O saco é grande, pois temos muitos desejos diversos. Nós existimos neles.

Não posso destruir nenhum deles, mas posso classificá-los de forma que certos tipos de desejos prevaleçam e outros não sejam tão importantes. Eu faço isso à força em mim mesmo. No grupo, no estudo, em todas as circunstâncias, rebaixo alguns dos meus desejos e elevo alguns deles.

Eu meio que me aproximo, faço um dipolo que gira de uma certa maneira em relação ao campo externo. Desta forma, evoco a influência deste campo nos meus desejos, que ou a aumento ou, pelo contrário, abaixo com o meu esforço contundente. Ou seja, o campo interage comigo.

Na prática, é nisso que consiste a mudança de uma pessoa. Mas, por enquanto, é apenas a mudança inicial, pois dessa forma estou apenas tentando realizar algumas ações em mim mesmo.

Obviamente, essas ações são insuficientes. Não posso fazer nada, porque estou encerrado em mim mesmo, sou como uma coisa em si mesma. É por isso que preciso saber como iniciar a influência do campo superior sobre mim, para que ele me oriente corretamente, me posicione em relação a mim mesmo, e então serei capaz de sentir sua influência sobre mim, entender como funciona em mim, e o que isso faz em mim. É assim que avançarei.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 22/03/19

O Desejo De Dar

549.01Pergunta: Existe uma expressão “o desejo de dar”. Qual é sua raiz, seu atributo e seu desenvolvimento?

Resposta: O desejo, quando eu quero dar, é o desejo de doar. Não há nada além do desejo de doar (o Criador) e o desejo de receber (o ser criado).

O fato de vermos itens e objetos concretos ao nosso redor é uma ilusão, e tudo isso na verdade não existe. Inicialmente, havia apenas um desejo, o Criador, o desejo de doar, que mais tarde criou o desejo de receber. Esses dois desejos existem um em oposição ao outro.

Para dar independência ao desejo de receber, ele foi criado e desenvolvido com a intenção para si mesmo. Na medida em que sente o desejo por si mesmo, ou seja, o ego, ele está separado do Criador.

Conforme o indivíduo se afasta do Criador, o desejo de receber ao mesmo tempo sente que está separado de algo e se pergunta: “Por que existo? O que está acontecendo comigo? Quem me gerencia?”

Todas essas perguntas permanecem vazias, sem resposta, e ele começa a procurar: “Quem me criou, para quê e por quê? Gradualmente, ele começa a agir, a fazer progresso na busca por sua fonte e, finalmente, encontra o desejo de doar.

Quando o indivíduo começa a entender que existe outro desejo ao seu redor, o desejo de doar, mas ele existe dentro de si mesmo e não sente que está no desejo de doar, todos os tipos de conflitos e decisões ocorrem nele. Então, podemos falar sobre um ser criado que deseja sair de si mesmo e entrar em contato com o Criador.

Pergunta: O desejo de dar o desejo inicial e original é dado a um indivíduo que entra em um grupo?

Resposta: Quando o Criador empurra o indivíduo em direção a Ele e deseja trazê-lo para mais perto Dele, Ele lhe dá esses desejos. Ele meio que atrai o indivíduo, Ele flerta com ele.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 19/04/19

Desejo – A Base Para O Funcionamento Do Universo

583.01Pergunta: Se considerarmos os desejos de um ponto de vista puramente científico, essa consideração requer sua definição concisa. Você poderia dar essa definição?

Resposta: No coração de todo o universo está o desejo de ser satisfeito, de desfrutar, de alcançar, de receber, de absorver. De uma forma mais crua, nós o definimos como egoísmo, o desejo de receber.

Vemos que esta é praticamente a base de qualquer criação, mesmo inanimada, ainda mais vegetativa, animada e falante. Naturalmente, quanto mais elevados forem esses estados, maior será o desejo de receber, de desfrutar.

A Cabalá lida tanto com o estudo desse desejo quanto com o estudo de sua implementação, que é a satisfação máxima. Essa é a essência dessa sabedoria.

De KabTV, “Curso Integral” , 19/03/21

Três Tipos De Desejos Dentro De Uma Pessoa

632.4Pergunta: Existem muitos personagens nas histórias da Torá, cada um dos quais personifica os desejos internos de uma pessoa. O estado básico na Cabalá é o êxodo do Egito, ou seja, do seu egoísmo. Quem são os “egípcios” dentro de nós?

Resposta: “Egípcios” são todos os tipos de nossas propriedades egoístas. Eles podem ser pequenos ou grandes, dependendo desses caracteres.

Nos artigos do Rabash está escrito que “egípcios” são desejos dentro de mim que dizem: “Faça ações, a intenção não importa. Isso não é para você, você ainda não está maduro o suficiente”. Ou seja, minhas propriedades egoístas me acalmam e me arrastam para longe das intenções; as intenções não são o principal, o principal são as ações.

Comentário: Mesmo em fontes primárias, você pode encontrar algum tipo de suporte para ações sem intenção.

Minha Resposta: Depende de como vemos as fontes primárias. Na verdade, a Torá fala de intenções.

Comentário: Mas você também costuma dizer: se você não tem força, o principal é fazer algo, e a intenção virá depois.

Minha resposta: Sim, mas você faz e a intenção virá depois.

Comentário: Também temos desejos dentro de nós que são chamados de “seculares”. Eles são praticamente neutros. Eles não têm apenas a intenção, mas até mesmo a força para fazer ações para se unir.

Minha Resposta: Esses estados também ocorrem em uma pessoa que já está se movendo em direção a uma meta. E o resto das pessoas não tem ação ou intenção. Elas estão simplesmente em seu egoísmo elementar.

Digamos que você tenha que ir para a lição. Mas não há força para fazer algo em grupo, muito menos uma intenção. Isso é chamado de desejo secular. Uma pessoa age como um pequeno animal, guiada apenas por seus movimentos e motivos naturais.

E os desejos dos “egípcios” já são uma ideologia: o principal é cumprir com clareza o que está prescrito, enquanto a intenção não é de todo importante. Isso se chama “Mitzvot anashim melumadam”, ou seja, fui ensinado dessa forma e faço isso. Ou seja, por minhas ações, parece que posso revelar o Criador sem mudar minha natureza, sem mudar minha intenção.

Sou como uma máquina que deve realizar ações mecânicas. E com elas, ainda tenho que dizer todo tipo de frase que supostamente substitui a intenção: bênçãos e assim por diante.

Além disso, existe um tipo de desejo no homem, que é chamado de “Erev rav“, que significa “multidão mista”. São pessoas organizadas em grupos que realizam ações com a intenção “para seu próprio bem”.

Pergunta: Ao contrário dos egípcios, eles têm uma intenção?

Resposta: Não, os egípcios são o próximo nível de egoísmo: “Eu faço tudo para obter recompensa neste mundo e no outro mundo”.

E sobre “Erev rav” é dito que eles têm medo do Criador, mas trabalham para o Faraó, porque todas as suas ações são para si mesmos.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 22/04/19

A Distância Entre

249.02A distância entre o estado desejado e o estado real contém toda a nossa vida. Isso é verdade tanto sobre a vida corporal quanto sobre a vida espiritual. Para qualquer situação, existe um estado real e o estado em que gostaríamos de estar. E a diferença entre esses dois estados é chamada de nossa vida.

Portanto, se quisermos alcançar os verdadeiros estados descritos pelos Cabalistas, devemos nos imaginar em um estado de perfeição, isto é, sob o controle total do Criador.

Essa perfeição é o único estado que existe, mas precisamos descobri-lo. E no caminho para essa perfeição, teremos que descobrir muitos estados diferentes: aqueles que sentimos no momento e aqueles que queremos alcançar.

Quando nos aproximamos do estado desejado, todos os estados que experimentamos antes parecerão um sonho. Tudo isso não era real, mas apenas nos parecia em nosso egoísmo, criado pelo Criador. Olhamos para tudo através do nosso egoísmo: para nós mesmos, para o mundo e, portanto, percebemos nosso estado como defeituoso.

O Criador organizou essa ilusão para nós, mas Ele explica através dos Cabalistas que nosso estado é de fato perfeito e nunca foi diferente porque está sob o controle total do Criador. Estamos simplesmente em um sonho, em uma ilusão, em ocultação. Há algo que oculta de nós o estado perfeito e causa essa divisão em desejado e real.

Por um lado, você precisa estar ciente de seu estado real. Afinal, é o que sinto agora, como dizem: “Um juiz só tem o que seus olhos veem”. Mas, por outro lado, precisamos construir um estado desejável sobre essa realidade – a maneira como imaginamos o mundo sob o controle da força superior perfeita, ou seja, o que o mundo realmente deveria ser.

Pela diferença entre esses dois estados, podemos estimar onde estamos em relação à verdade, em que estado em relação ao final. Dessa forma, iremos nos mover constantemente em direção ao Criador, em direção ao estado de luz superior imutável que preenche todo o universo.

Quanto mais nos aproximamos do Criador, maior pode parecer a distância entre o estado real e o estado desejado, porque temos uma ideia melhor de qual deve ser a perfeição em relação ao nosso estado atual.

Nosso estado nos parece cada vez mais egoísta, prejudicial, mau e imperfeito, e o estado desejado cada vez mais perfeito. A diferença entre o desejado e o real aumenta até crescer de zero para mais infinito e menos infinito.

Para imaginar um estado perfeito de conexão com o Criador, precisamos anular nosso egoísmo. E nós precisamos pedir a Ele por esse estado, porque o Criador criou essa diferença de propósito para que, quando nos desesperamos de nosso egoísmo, comecemos a nos voltar a Ele e procurar por conexão com Ele. Sem Sua ajuda, não podemos sair desse estado.

Você precisa sonhar com esse estado desejável porque o homem está onde seus pensamentos estão. Portanto, vale a pena pensar mais na perfeição, no bem, percebendo que o estado que vivemos agora é um engano deliberadamente preparado pelo Criador para que queiramos sair deste mundo de mentiras, escuridão e ocultação.

Todo o trabalho é fazer um esforço para sair da ocultação e chegar mais perto da luz. Pode parecer que tais exercícios são uma ilusão, porque sinto o mundo como ele é agora. Essa é minha realidade, minha vida. Por que eu preciso de fantasias?

Mas sempre fazemos planos para o futuro e, sem esses planos, nada pode ser alcançado. E se cada vez que construímos o estado desejado sobre o atual, isso significa que somos guiados pela fé nos sábios: tentamos imaginar os estados que eles alcançaram e os alcançamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/21, “O Trabalho entre o Estado Desejável e o Estado Existente”

Desfrutando Um Do Outro

608.02O homem é criado no desejo de receber. Como esse desejo é transformado em receber para doar ao Criador para que eu me torne equivalente a Ele?

O fato é que um sentimento especial de antipatia pelo simples uso do meu desejo se forma em mim. Eu rejeito esse desejo de prazer próprio, afasto-o de mim. Eu quero restringi-lo, encurtá-lo de alguma forma para que mais tarde possa ser transformado em um desejo de receber, mas com a intenção de doar ao Criador.

Depois de me restringir, devo começar a sentir o Criador, e apenas na medida em que sinto que O estou preenchendo, eu me permito desfrutar. Portanto, a sensação do Criador surge dentro do meu prazer Dele. E acaba sendo um presente duplo de alguém que me ama. Portanto, é dito que os justos ganham o dobro.

Esse presente me dá prazer não duas vezes, mas bilhões de vezes mais porque sinto a atitude do meu amado nele e ao mesmo tempo sinto que também dou a Ele e desfruto o que Dele desfruto.

A circulação mútua de prazer leva a uma integração interna chamada adesão. Esse é o mais alto estado da criação em relação ao Criador.

De KabTV, “Cabalá – Ciência da Vida”, 01/03/18