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O Mistério De Israel

Dr. Michael LaitmanNos últimos anos, os políticos começaram a falar sobre a consolidação legislativa do caráter judaico do Estado de Israel. A razão para isso é a ampla onda de ataques antissemitas. O mundo inteiro tem um problema com o povo judeu, perguntando: “Por que eles tomam a posse de terras que não lhes pertencem?”

Muitos sequer concordam com a divisão original do território de acordo com a resolução da ONU. Hoje, um voto secundário certamente nos privaria do direito ao nosso próprio Estado.

Após o desastre, o mundo estava desconfortável diante de nós, e se de fato tínhamos que ter um país, isso continuará, de acordo com as leis do desenvolvimento comum.

No entanto, nós temos que torna-lo realmente nosso, tomar a terra santa (Eretz) como o desejo (Ratzon) de purificar e formar, não como uma coleção de exilados, mas como o povo de Israel, no sentido pleno da palavra, totalmente unido e aspirando direto ao Criador (Yashar El).

Nós temos que realizar um curso sobre coesão, amor e unidade, para nos tornar como um homem com um coração.

Se tivéssemos organizado nossa nação dessa forma, não teríamos que realizar guerras intermináveis pelos últimos 66 anos sem um único segundo de descanso e relaxamento. E a situação não teria sido como é hoje, de tal forma que todo Israel é forçado a planejar uma evacuação de emergência, um plano de fuga em caso de um desastre.

Pergunta: Uma e outra vez, a vida nos confronta com questões básicas que afetam a nossa existência na terra de Israel. E este tópico sempre cobre a névoa da incerteza e da indefinição. Por que existe essa incompletude agonizante na nossa autodeterminação? Por que não foram colocados todos os pingos nos “is”?

Resposta: É porque nós queremos ser como todas as outras nações e definir o nosso país como todos os outros, de acordo com as representações tradicionais de território, fronteiras e entidades públicas. No entanto, isso não funciona para nós e não se aplica a nós. Este formato habitual não causa uma resposta fiel em nós, onde não sentimos por nós mesmos, e não encontramos qualquer correlação com a forma como o nosso país deve ser identificado e parecer como povo, e cada pessoa nele.

Acontece que não somos o povo de Israel como ele deveria ser, e não vivemos na terra de Israel, nem no país de Israel, como deveria ser de acordo com as fontes originais, de acordo com a nossa base. Nós temos tentado adotar o conceito de conceitos externos, simplesmente captando-os, mas eles não chegaram a ser concretizados. O rótulo internacional padrão se descola repetidamente.

Como resultado, nós sentimos que isso não é adequado, mas continuamos a nos sobrecarregar com isso, sem ter uma definição clara. E o mundo, por seu lado, não entende as nossas ações e vê o Estado de Israel como uma entidade artificial.

Nós podemos argumentar eloquentemente que essa é a nossa terra. Podemos até mesmo nos sacrificar pelo bem de vida. No entanto, ainda não entendemos o que “o povo” e “o país” significam para o povo judeu.

Baal HaSulam escreveu um ótimo artigo sobre isso no jornal “A Nação” (HaUma), que, aliás, foi fechado após seu lançamento inicial. Neste trabalho, a natureza desses conceitos e a necessidade de voltar às suas raízes depois de dois mil anos de exílio foram descritas em detalhes.

Por que devemos recorrer à história antiga e à vida primitiva, agora que isso já foi vivido por nossos antepassados? Pelo contrário, nos séculos anteriores, nações avançadas plantaram suas culturas em todos os lugares. A cultura estrangeira, com um sucesso particular, foi transferida aos povos indígenas da África e América. Idiomas morreram, bem como tradições e crenças, dando lugar à influência inglesa, espanhola e francesa.

Mas nós ainda não fomos capazes de nos manter dentro das margens do presente. Não há nada que possamos tomar emprestado dos povos do mundo. Pelo contrário, nós estamos organizados de tal forma que os povos do mundo adotam as coisas corretas de nós.

Isso não depende de nós e não é orgulho ou arrogância. Nós estamos ligados desta forma. Não é por acaso que o mundo nos vê como um povo inteligente e desenvolvido, alimentando um propósito de vida. O mundo sente que o povo judeu tem um segredo que não quer abrir para os outros; isso significa que eles devem nos forçar a desistir.

Este sentimento é indestrutível, e nós finalmente temos que entender o que eles querem de nós. Na verdade, que tipo de mistério reside dentro de nós? Se nós soubéssemos, poderíamos vendê-lo pelo triplo do preço. Mas não, isso não funciona dessa maneira.

Afinal, o que temos dentro e que se encontra no povo de Israel sem o seu conhecimento é este grande, bonito, sedutor e brilhante objetivo, o futuro do mundo.

O nosso mundo está ligado à irmandade que vivíamos antigamente. Nós precisamos recuperá-la, em outras palavras, viver juntos como um povo que respeita a lei, amar o nosso próximo como a nós mesmos, de acordo com os princípios que recebemos no Monte Sinai, e ser como um homem com um coração.

Hoje nosso mundo global e integrado sente a relação inquebrável de todas as suas partes, literalmente exige isso, e exige o cumprimento dessa lei. Se nós revelarmos um guarda-chuva de garantia sobre todos nós, vamos nos encontrar num mundo que é para nós como o Jardim do Éden.

É por isso que nessa era moderna, o mundo presta atenção em nós, sem saber como ou por que, e começa a exigir a lei de nós, pela qual vai viver amanhã. Afinal, a vida atual parece cada vez mais intolerável para o mundo, obscura e sem esperança. Ela já não apresenta um quadro de amanhã. Inconscientemente, as pessoas sentem que o povo judeu tem a resposta.

Como consequência, o antissemitismo floresce em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Assim, ele simplesmente nos obriga a perguntar sobre a lei e o modo de vida que devem formar a base da nossa existência aqui.

Se realmente voltássemos às raízes, se colocássemos em prática o conceito de “povo de Israel” aspirando “direto ao Criador” (Yashar-El), ou seja, à unidade, solidariedade e amor, se assim fosse, nós educaríamos o povo com base na lei, combinados uns com os outros, como um homem com um coração, ajudando-se e unindo as pessoas com esta parceria. Isto serviria como um exemplo para o mundo. Além disso, nós ensinaríamos as pessoas a construir a unidade.

Assim, o mundo entenderia que somos uma parte especial dele e que realmente precisamos aprender. E há muito o que aprender, já que é o futuro e a salvação de toda a humanidade. Não é apenas por algumas décadas compreendendo a expectativa de vida de cada geração, mas sim uma nova base para uma nova fundação sendo colocada aqui, na qual nosso mundo será aperfeiçoado e ascenderá a um novo nível, para a condição eterna e perfeita.

Hoje, o nosso egoísmo se devora e, como resultado, nós vivemos uma média de 70 a 80 anos. Se passássemos do desejo de receber egoísta para um altruísta, para a doação, e se todos vivessem com seu coração bem aberto no meio de sua nação, cuidando de tudo, encontraríamos outras leis naturais, as leis do amor e da doação. Nesse ponto nós entraríamos na vida eterna e perfeita, e o nosso mundo abriria a oportunidade de viver além das limitações de tempo, espaço e movimento. Nós começaríamos a perceber o mundo em que não há limites.

Nesse meio tempo, os problemas em relação ao povo judeu, que nós chamamos de antissemitismo, vai crescer cada vez mais. Nós não podemos nos livrar disso. Pelo contrário, vamos ter que dar uma resposta, uma vez que é necessário enfrentar essa situação.

Ao mesmo tempo, vamos ter que resolver o problema do caráter judaico do país, recentemente exposto para discussão pública. Porém, não deve ser pela linguagem artificial e não com base nas leis que herdamos do mandato britânico ou do domínio turco. Não, nós temos que assumir a Torá e tirar todas as definições necessárias.

Por milênios, desde os dias de Abraão, os Cabalistas têm explicado o significado de “povo de Israel” e “país de Israel”, e quem é uma “pessoa judaica”. Nós precisamos nos abrir ao mundo, abandonar os limites e adotar o nosso entorno, todos aqueles que desejam viver de acordo com a lei de amor e unidade, sob a égide da doação. É isso mesmo, mais do que geográficas, as fronteiras da terra de Israel, ou seja, a garantia mútua universal, se estenderá a todo o mundo.

Em princípio, a terra de Israel não é o território na superfície do globo, mas um lugar onde as pessoas vivem de acordo com a lei do amor. Portanto, agora ela não existe. Afinal, terra (Eretz) significa desejo (Ratzon). Se existe a lei do amor entre pessoas que vivem em qualquer lugar e seguem essa lei, a sua relação, o seu desejo comum chama-se a terra de Israel, o desejo aspirando direto ao Criador (Yashar-El), e, assim, elas querem ser como a força superior.

Isso é o que nós temos que explicar, demonstrar e oferecer a todos os povos. Então, em vez de ódio, vamos sentir empatia, respeito e carinho, que é o que sentimos agora dos nossos milhares de alunos em todo o mundo. Nós vemos como eles estão comprometidos conosco quando os ensinamos a se unir para alcançar cooperativamente o poder superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

Uma Borboleta No Monte Sinai

Dr. Michael LaitmanPergunta: A desintegração da sociedade que estamos testemunhando agora em Israel e em todo o mundo nos faz lembrar o nascimento de uma borboleta. Primeiro, há a lagarta, que vive por um tempo, come plantas e está feliz.

Porém, num determinado ponto a lagarta chega ao fim e não pode se preencher mais. Ele se transforma numa crisálida e entra num estado de escuridão fechando-se dentro de um casulo onde seu corpo começa a se desintegrar.

A lagarta deixa de ser o que era antes. Os cientistas descobriram que os genes que posteriormente a transformarão numa criatura totalmente diferente já estão na lagarta. Depois de um período de caos e desintegração, uma linda borboleta de repente sai do casulo; uma criatura alada que é muito mais desenvolvida.

Será que nós estamos no período do casulo agora e, portanto, vemos como tudo ao nosso redor está fora de equilíbrio e se despedaçando?

Resposta: É realmente assim, mas, a fim de nos tornarmos uma borboleta bonita, nós temos que mudar. Nós podemos alcançar essas mudanças quer de uma forma agradável, fácil e curta pela conexão entre nós, ou pela guerra e problemas terríveis que nos forçarão a unir. Isto significa que nós podemos passar por este processo de forma passiva ou ativa.

Comentário: Então, no final, nós nos conectaremos com ou sem guerra.

Resposta: Sim, mas há uma enorme diferença. Afinal de contas, não vai ser apenas mais uma guerra, mas uma guerra nuclear.

Pergunta: E se nós não conectamos?

Resposta: Não pode ser. Ela já está em nossos genes, assim como a lagarta é deve se tornar uma linda borboleta no final. Nós também temos os genes de acordo com o quais temos que levar o mundo inteiro à correção e eles já estão impressos nos genes da sociedade humana, em nosso programa interno. Nós só temos que cumprir isso.

Nós temos duas opções: boa ou ruim. A opção ruim é através de guerras e sofrimentos e a opção boa é por alcançar o cumprimento da sabedoria da Cabalá por nós mesmos, alcançando a força da conexão por ela ao atrair a força, a Luz que Reforma para nós mesmos. É dito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como um tempero, uma vez que a Luz nela reforma”.

Pergunta: Você fala sobre a Torá, então se trata de religião?

Resposta: Não. A Torá é a Luz, a força que nós descobrimos dentro do círculo, que nos solda juntos. A força que reforma é chamada de Torá. Não é um conceito religioso. Não é um livro ou um pergaminho que tem palavras escritas nele, mas uma força interior.

A inclinação egoísta não nos deixa conectar, enquanto que a Torá é a Luz Superior, o meio para corrigir a inclinação ao mal, que é sentida apenas por aqueles que sentem que têm que se conectar com outras pessoas e não podem fazê-lo. É como se toda a nossa nação se sentasse num grande círculo de oito milhões de pessoas e todo mundo só pensasse no fato de que não podem se unir. É um fato que, se não há nenhuma pressão externa, a sociedade permanece separada e independente.

Nossa missão é passar do estado um para o estado dois. O estado um é o nosso atual estado de insegurança e sem nenhum futuro, como resultado da falta de conexão entre nós por causa da nossa natureza egoísta.

Existem duas formas de alcançar o estado dois. O caminho certo é o caminho que os Cabalistas nos ensinam. Eles dizem que, se quisermos avançar, temos que conectar. Se nos sentarmos em círculos e começarmos a discutir a questão de como ser “como um homem em um só coração”, vamos descobrir o quanto somos contra essa ideia. Esta resistência que sentimos pela conexão é chamada de inclinação ao mal.

A inclinação ao mal não é revelada a uma pessoa em sua vida comum, quando ela desrespeita todos, mas somente quando deseja se conectar a outros. Só então ela vê que não quer que esta conexão e é repelida por isso, embora entenda que é preciso alcançar a unidade, apesar de sua repulsa natural.

Nós sentimos isso durante a última operação militar em Israel, uma vez que conseguimos nos unir somente sob pressão externa. No momento em que a pressão se foi, nós imediatamente voltamos ao nosso estado inicial e começamos a brigar e lutar. Então, o que podemos fazer? Depois de tudo, nós precisamos conectar!

O que realmente está faltando no momento é o reconhecimento de que precisamos de conexão. Nós precisamos disseminar amplamente e explicar que o nosso bom futuro depende da unidade da nação e que, de outro modo, enfrentaremos o desastre.

Se nós descobrimos que não podemos unir, embora desejemos, nós precisamos da Torá como meio para atingir a unidade. Isso significa que estamos no pé do Monte Sinai, que é a montanha do ódio. Nós queremos chegar à unidade, mas não podemos, uma vez que a alta montanha do ódio mútuo nos separa.

Então nós somos dignos do recebimento da Torá, que é a revelação da força de conexão que deve vir e nos conectar. Isto significa que a Luz da Torá reforma. É uma força de unidade, uma força de luz e amor. Quando ela é revelada, nós começamos a sentir proximidade, dependência e conexão mútua entre nós.

Pergunta: Onde nós podemos encontrar essa força?

Resposta: Esta força está escondida na natureza. Agora também, ela está entre nós, mas nós a descobrimos apenas na medida em que ansiamos em nos conectar. É disso que trata toda a Torá. Assim, toda vez que os Cabalistas se conectaram num grupo, eles descobriram o Criador, a força superior de conexão.

Pergunta: Este círculo também é adequado para pessoas que não são religiosas?

Resposta: O círculo é adequado para todos, não só para as pessoas que não são religiosas, mas também para as mulheres e pessoas de todas as nações. Afinal de contas, a nação de Israel tem que ser uma luz para as nações, ensinar a todos a sabedoria da conexão, e revelar a todos que o Criador é a natureza superior. Durante a última guerra, as mulheres e mães é que realmente manifestaram o apelo à unidade da nação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

Jogar Com A Vida da Comunidade Para Formar Conexões Mútuas

Dr. Michael LaitmanPergunta: No mundo moderno de hoje, a maior recompensa para a independência é a solidão. Portanto, como eu posso, por um lado, manter a minha independência, e juntamente com isso adicionar gradualmente elementos a esta vida que me conectarão com outras pessoas?

Resposta: A pessoa não tem que desistir de nada para ser incluída na vida da comunidade. Por um lado, esta vida é mais desenvolvida, corrigida e quente, e por outro lado, você está incluído nela na medida em que você quer, na medida em que é benéfico para você. Você não desiste de nada.

Como regra geral, nós pensamos que temos que desistir de nossa independência, da nossa liberdade e de nossas decisões. Venham, vamos tentar jogar com a vida da comunidade, com o acordo entre nós, com tal conexão à distância, para que possamos chegar a uma igualdade especial em todos os tipos de formas de conexão. Nós abrimos círculos para as crianças; nós nos ajudamos mutuamente, e disseminamos novas formas de aprendizagem em círculos.

Venham, vamos começar as aulas em organizações, locais de trabalho e vários lugares onde as pessoas se encontram, organizando reuniões que se parecem com uma comunidade, mas externas no início. Poderia ser uma mesa redonda, um piquenique ou um festival. Venham, vamos começar a falar sobre a importância de tal abordagem para a vida.

Com isso, nós começamos a nos assemelhar à natureza global que comprime e mistura a humanidade de tal forma que as pessoas estão constantemente se deslocando de um lugar para outro, de nação à nação. Já não é possível dizer se o local de um grupo de pessoas ou outro pode ser encontrado porque as fronteiras tornaram-se turvas e canceladas.

Venham, vamos começar a falar sobre isso e esclarecer juntos o quanto uma conexão mútua da igualdade pode ser benéfica para uma pessoa como complemento para a sua vida. Na verdade, nós despertamos na pessoa uma forma adicional de pensar que não obriga ninguém. É apenas a participação externa. Se começarmos a trabalhar nesse sentido, a pessoa vai começar a sentir quase imediatamente um benefício adicional, tanto assim que vai ser atraente para ela, enquanto que o estilo de vida anterior vai perder o seu valor.

Você quer manter sua vida anterior e somar a ela? Por Favor! Não há obrigação! Mas, aos poucos, graças a esta influência social, este abrandamento, sem pressão e obrigação, mudanças ocorrerão dentro de você. Isso também será sentido em seus filhos e seu parceiro, e através deste meio de comunicação, todos vão começar a sentir os benefícios desta situação; enquanto isso, nós estamos apenas jogando. Afinal de contas, todos nós somos egoístas, e não estamos sequer tentando esconder esse fato.

Nós apenas queremos examinar a validade das boas conexões e não a influência da comunidade sobre a vida, o bem-estar, o modo de vida em casa, ou qualquer outra coisa. Venham, vamos tentar sentir a sua relevância para a nossa região, cidade, bairro e nas relações entre nós. Não importa o nível de medida que nós escolhemos. Com isso, nós construímos um ambiente mais seguro e suave, reduzindo a tensão no ar.

No final, nós vemos que o crescimento do bem-estar geral da população é que vale a pena para nós. Além disso, a sensação interior das pessoas se torna mais agradável e livre, e mais doce. Especificamente, a pessoa quer esta agradabilidade e, especificamente isso é o que todo mundo está em falta, mesmo a pessoa mais independente e rica.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/10/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que exatamente nós comemoramos em Chanucá? Com que estamos felizes e como podemos tornar nossa vida feliz hoje, não só nos feriados?

Chanucá é dedicada a eventos que aconteceram em 167 aC, a guerra dos Macabeus. Mas a guerra foi conduzida não apenas contra os gregos.

Entre o povo de Israel havia um grande cisma que dividiu a sociedade em dois grupos: aqueles que se opunham à invasão dos gregos e os que a apoiavam. A elite secular aceitou os novos valores que foram trazidos para o povo de Israel pelos gregos.

E o segundo grupo, que se autointitulava Macabeus, opôs-se à penetração da cultura grega no povo judeu. Desta forma, um cisma apareceu entre as pessoas, uma guerra ideológica interna. E tudo isso estava sob as condições de uma grave ameaça externa.

É possível ver aqui algum tipo de paralelo com o que está acontecendo em nossos dias na sociedade israelense, que hoje também vive sob condições de um cisma interno e uma ameaça externa?

Resposta: É evidente que a situação hoje é muito diferente das guerras dos Macabeus. Isso ocorre porque os gregos não vieram para conquistar a terra de Israel; eles só queriam incutir a sua cultura, a atitude para com a natureza, a ciência, e o modo de vida nela.

Esta foi a essência interior dessas guerras. Eles tinham a intenção de disseminar o materialismo grego para todos. Os gregos concordavam que existem forças superiores da natureza, mas elas eram muito simples. O principal era que a pessoa deveria se curvar a elas, e então poderiaviver como quisesse a respeito de tudo o resto.

Eles não exigiam que a pessoa vivesse de acordo com as leis da conexão e unidade, como era costume entre o povo de Israel. Assim, muitas pessoas aceitaram de bom grado o domínio dos gregos. Se uma pessoa aceitasse a cultura grega, suas estátuas, seus estádios, ela iria se tornar como eles. Muito mais tarde, os ingleses e franceses estabeleceram colônias em países africanos com objetivos idênticos, levando sua cultura até eles.

Em outras palavras, esta foi uma guerra de culturas. Entre o povo de Israel, a guerra eclodiu, porque as pessoas não queriam aceitar a abordagem materialista grega à vida. Isso levou a um cisma interno entre o povo de Israel, entre aqueles que aceitaram a abordagem grega e aqueles que se opuseram a ela.

A abordagem materialista da vida foi aceita especificamente pelas elites, os oficiais militares, os ricos, os executivos e os estratos mais altos da sociedade.

Pergunta: E qual era a cultura do povo de Israel nesse período em que eles tanto queriam se proteger dos gregos?

Resposta: Esta era a mesma cultura que se manifestou no grupo de Abraão, com base no: “E você deve amar o seu amigo como a si mesmo”. Ela conectava todos pelo amor e doação mútua. Cada um entendia que estava conectado a todos os outros e só existia graças a esta conexão e unidade.

Através da realização de uma conexão como esta entre eles, eles sentiram a sua conexão com o poder superior da natureza. Isso ocorre porque há apenas um poder superior agindo em toda a natureza, que pode ser chamado de Criador.

Este poder ilumina a pessoa de acordo com a lei de equivalência de forma. Quando nos conectamos entre nós, nós também nos tornarmos únicos, como este poder. E assim ele começa a nos iluminar e nós o sentimos. Sentimos essa iluminação, a presença desse poder brilhante entre nós, que nos traz bênção e sucesso em todas as nossas atividades.

É como uma boa energia que é descoberta em cada pessoa no meio do povo de Israel e em todas essas pessoas juntas.

Pergunta: Se essa força é portadora de tal bondade, por que os gregos foram contra ela?

Resposta: A ideia é que, a fim de descobrir essa força em nossa conexão, é necessário realizar uma luta com o nosso ego. Isso ocorre porque o ego nos afasta um do outro e é preciso combatê-lo o tempo todo, a fim de ter uma inclinação a ser atraído a todos.

Portanto, nós temos que despertar as forças da sociedade que obrigarão cada um a ser atraído a isso, divulgar este conhecimento e apelar para que todos possam estar preocupados com todos os outros. Isso é chamado de responsabilidade mútua. A principal coisa é a conexão e união entre nós. Nós existimos e ganhamos somente graças a isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

Viva De Acordo Com A Mente Ou De Acordo Com O Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O feriado de Chanucá começa lembrando-nos da vitória dos Macabeus na guerra com os gregos. O que significa a sua oposição num sentido mais profundo?

Resposta: “Os gregos” é o meu desejo de desfrutar, o meu egoísmo que me diz: “Olha, você precisa confiar na lógica e no instinto. Nós temos que viver pela mente, e você tem isso. Você pode organizar a vida de forma racional, avaliando e pesando cada oportunidade. Seja como todo mundo”.

Esta é a abordagem grega. Ela é correta e boa, todo mundo gosta dela, e não há nada para argumentar contra. É verdade que o mundo não pode realizá-la, porque a nossa vida está longe de ser o paraíso. No entanto, nós simplesmente não temos outras ferramentas que sejam claras, verdadeiras, lógicas, apoiadas pela ciência e a psicologia, com base numa base sólida, e entendida pelo senso e a razão.

Mas há outra abordagem: os “Macabeus”.

“Não”, dizem os Macabeus, “nós não queremos viver dessa maneira. Nós queremos viver pelas leis que Abraão definiu como a fundação do povo judeu, o princípio do ‘ama ao próximo como a si mesmo’. Isto é o que nós temos que alcançar”.

Os gregos em mim respondem a isto: “Honestamente, você está totalmente certo”.

Mas espere, como assim? Afinal de contas, ele apenas declarou o oposto. Acontece que os dois estão certos?

“Sim”, continua o meu grego, “Eu certamente gostaria de viver de acordo com o amor. Mas esta é uma utopia inatingível. Você tem uma pílula, que se for engolida, garanta que todas as pessoas da terra se amarão? Você pode impor a unidade, ajuda mútua, cuidado mútuo, garantia mútua e igualdade em todos os lugares? Você é capaz de transformar todos em amigos?”.

Assim, o problema dos Macabeus é que eles são irracionais e pouco realistas. O mesmo é dito sobre a sabedoria da Cabalá: “Por que ela é necessária? É melhor alcançar o sucesso real na vida. Um ligeiro interesse em assuntos elevados pode ser útil, mas dar-lhes toda a minha vida é demais. Não é lógico”.

É por isso que os Macabeus são inicialmente pequenos e fracos. Eles não têm nada que vai me convencer. Um pequeno Macabeu está escondido dentro de mim e um grego forte está confortavelmente instalado. O que eu devo fazer? Que guerra irá ocorrer entre eles?

Mas eu recebo uma resposta que me diz: “Mesmo que você desista da imagem externa, internamente você entende que não há outro caminho; nós precisamos alcançar a unidade plena, que é o amor, para que então você comece a construir o grupo adequado. Nele, você vai atrair a Luz, que é uma força especial inerente à natureza que você pode usar. Você tem apenas uma pequena centelha, mas a natureza tem uma enorme Luz, e você pode atraí-la para si mesmo”.

Então, você vai ver que o mundo inteiro era apenas um teatro de ilusão. Ele vai desaparecer e se dissolver; como nos filmes de Hollywood, vai desaparecer e ir embora. Na verdade, toda a imagem era imaginária.

No entanto, isso vai acontecer sob a condição de que você entre na sua centelha, na sua vela, com a grande Luz que preenche o mundo. A fim de sentir a necessidade disso, você deve fazer esforços que são contrários à sua própria mente.

Pergunta: Como eu poderia explicar isso para meus familiares que estão longe de tais pensamentos quando as velas de Chanucá estão sendo acesas? Como eles podem ser introduzidos, mesmo um pouco, nesse entendimento?

Resposta: Os Macabeus venceram a guerra contra os invasores porque se tornaram unidos. Eles foram ao povo e conseguiram trazê-lo à unidade.

Portanto, nós não precisamos apelar pela unidade durante a guerra, quando isso já está acontecendo. Não, nós temos que nos unir agora e então não haverá guerra. Com isso nós vamos neutralizar todas as forças do mal.

Portanto, vamos nos unir. Que mal poderia haver? Nenhum. Nós precisamos apenas aplicar um pouco de esforço. Isso é o que nos diz Chanucá: ao nos unirmos, vamos ganhar a nossa maior vitória.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/14, Escritos do Rabash

Um Fofoqueiro Ou Um Amigo?

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 19:16: Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o SENHOR.

Um fofoqueiro em nosso mundo é alguém que gosta da revelação do ego nos outros. O que é interessante é que ele é tipicamente franco. Ele não mente e não tenta ferir os outros, mas simplesmente revela as distorções, a corrupção que existe na sociedade nas relações entre as pessoas.

Comentário: Mas um fofoqueiro nunca diz as coisas abertamente a uma pessoa, só pelas costas…

Resposta: Não faz diferença, já que ao mesmo tempo ele pode ter bons motivos. O problema é saber se ele age em prol da correção e se a ação da revelação do mal tem a intenção de atingir uma maior conexão entre as pessoas.

Um fofoqueiro separa as pessoas e as mantém afastadas umas das outras. Você pode fazer a mesma coisa quando descobre a falta de conexão entre as pessoas, mas, ao mesmo tempo você pensa em como conectá-las. Se a sua intenção é conectar as pessoas, isso não é considerado fofoca.

No trabalho espiritual o termo fofoca não é examinado em relação a si mesmo ou aos outros, mas no que diz respeito ao Criador, pois Ele é o único que perturba a harmonia entre nós, provoca nossos problemas e a falta de integração dos atributos e partes do mecanismo único da alma. Por Sua Luz, Ele revela a falta de coordenação entre eles e é, portanto, a principal causa de todas essas ações. Nós, por outro lado, temos que trabalhar na coordenação entre eles.

Aqui é onde o fofoqueiro é revelado como aquele que revela o mal, mas não pensa em sua correção e não opera ao longo da linha média. Cada um de nós descobre falhas quando se concentra na correção, a fim de corrigi-las e não a fim de aprofundar a sua revelação.

A revelação do mal atrai a Luz que destaca todas as corrupções em mim, mas eu deveria primeiro pensar no estado integral, harmonioso e completo, como é dito: “O fim de uma ação está no pensamento inicial” Esta é toda a sutil diferença entre fofoca e fazer a coisa certa.

Se, por exemplo, meu amigo me diz agora que eu fiz a coisa errada, ele é um fofoqueiro ou não? Isso só é revelado pela forma como me leva a revelar o meu estado corrompido e como corrigi-lo. Fofoqueiros, por outro lado, não fazem isso e a abordagem é totalmente egoísta.

Assim, se o meu amigo revela o mal em mim para me orientar corretamente e ficar ainda mais perto de mim, ele não é um fofoqueiro, mas um amigo.

Eu não posso me recusar a ajudar o amigo a revelar os diferentes obstáculos e erros, uma vez que vejo o meu estado incorreto. Eu tenho que temer a possibilidade de ser um fofoqueiro, que ainda não se abstém de revelar os erros do meu amigo. Eu devo fazer as coisas corretamente, porque tenho que me conectar a ele e chegar a correção junto com ele. Isso é chamado de “não te porás contra o sangue do teu próximo”.

O sangue é a quarta parte das quatro fases da disseminação da Luz na alma, o que significa que é uma ajuda no nível mais baixo da correção que revive o corpo físico. Eu ajudo os outros a subir, mas é com esta condição. Tudo o resto deve ser feito pela própria pessoa. Eu só a elevo um pouco.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 02/04/14

A Era Do Calmante Universal

Dr. Michael LaitmanQuando nós, o povo judeu, declararmos publicamente a nossa missão, as nações deixarão de nos pressionar e vão nos dar tempo e oportunidade para executar a missão. Além disso, elas virão para nos ajudar, tanto quanto possível, dizendo: “Basta nos dizerem o que fazer. Nós estamos prontos”.

Pergunta: Por que essa missão foi escondida de nós por tanto tempo? Se a tivéssemos conhecido, talvez a tivéssemos realizado há muito tempo.

Resposta: A sabedoria da Cabalá permaneceu escondida intencionalmente porque tínhamos que estar imersos nas nações do mundo. Nós estamos falando de um programa altamente complexo em grande escala. Nós caímos do grau de amor para o de ódio infundado e este grau está invisivelmente enraizado dentro de nós.

Assim, indo para o exílio entre as nações do mundo, e sem saber como, nós as afetamos e formamos todos os tipos de conexões. Nossa contribuição ainda se manifestará, especialmente porque as dez tribos perdidas estão contribuindo pela primeira vez, desde a época do Primeiro Templo.

Portanto, como é dito, a guerra, o terrorismo e todas as misérias e desgraças, chegaram finalmente por causa dos judeus.

Isso significa que é necessário se unir mutuamente de acordo com uma técnica especial: em círculos, em dezenas. Nós já começamos o processo, mas isso deve ser feito em larga escala por todas as pessoas, entre os judeus em Israel e no exterior. Aqui e ali, nós temos que levar as pessoas à unidade, como nos dias de Abraão e nos dias do Primeiro Templo. Nós temos que subir a esta altura.

Assim que começarmos a fazer isso, vamos chegar a um calmante geral, e ninguém vai nos culpar. Então, vamos tentar. Está em nossas mãos acalmar o mundo. Os inimigos que estão hoje na fronteira, esperando para nos destruir, desaparecerão.

Não haverá mais antissemitas e todo mundo vai estar a favor. Afinal de contas, no final, Israel começa a agir corretamente e a dar ao mundo o que deveria, como todo mundo diz, “Finalmente, esses judeus começaram a perceber algo que os obriga a uma lei maior, um poder superior”.

O fato é que, sem querer, o povo judeu tem um potencial especial, que é a capacidade de mudar o mundo, a realidade, a nós mesmos e à humanidade. Isso nos foi confiado.

Nós recebemos a metodologia da Cabalá, e hoje, de acordo com o Livro do Zohar e muitos Cabalistas, é hora de sua revelação e realização. Esta é a única maneira de nos livrarmos do antissemitismo, e, em geral, de corrigir a nós mesmos e o mundo. Isso deve acontecer em nossa geração, aqui e agora.

Pergunta: Como será a sociedade israelense?

Resposta: Toda a sociedade estará unida como um homem com um coração. Todo mundo vai sentir a paz eterna e perfeita. Todo mundo vai se identificar com a força superior e passar para uma dimensão futura que é totalmente boa.

Pergunta: É uma abordagem secular ou religiosa?

Resposta: Totalmente secular. Não tem nada a ver com religião. Afinal, a religião não está envolvida no princípio “ama o próximo como a ti mesmo”; ela não nutre interconexão e amor entre as pessoas, especialmente numa escala global. A religião ajuda a manter os costumes e tradições locais, e dá a uma pessoa diferentes serviços, os quais, naturalmente, não entram em conflito com a sabedoria da Cabalá.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/11/14

O Direito De Escolha, Parte 2

Dr. Michael LaitmanSe todos nós somos partes de um mecanismo, de um círculo suave, então todos são iguais. Por isso, qualquer pessoa define o estado de todos como se fosse um rei. Sem dúvida, qualquer um de nós!

Talvez nós ainda não sintamos isso, mas assim é a natureza. Se nós nos movemos no sentido da descoberta da comunidade integrada onde todos estão interconectados, então não podemos continuar com nossa natureza protecionista egoísta, que nos leva a negligenciar os outros e nos preocupar apenas com nós mesmos.

Não podemos nos tornar parte de uma humanidade solidária com essa abordagem natural egoísta. Enquanto isso, a natureza nos pressiona mais.

A pessoa quer ser independente e ser deixada aos próprios artifícios onde não seria obrigada nem à nação ou às outras pessoas. Estes são dois processos opostos executados em paralelo. O mundo se conecta por laços cada vez mais estreitos, dentro dos quais todos nos tornamos mais insensíveis e egoístas.

A pessoa costumava se envergonhar se fosse pega roubando. Havia até vergonha de se divorciar. Hoje as pessoas se sentem completamente livres para se casar e divorciar várias vezes e a geração mais jovem não quer se casar.

Nós não podemos existir na forma integral em nossa civilização com a nossa natureza atual. Afinal de contas, não estamos integrados, muito pelo contrário. Não há pior contradição do que tentar nos conectar, terríveis individualistas. Ninguém quer essa conexão, e todos fogem dela como ovelhas de lobos.

O povo de Israel é especialmente oposto a tal unidade, apesar do fato deles estarem numa situação tão difícil e sob a pressão de um ambiente hostil por todos os lados.

Portanto, um político que vai ganhar a eleição e arrogantemente espera alcançar melhorias no país deve compreender que não pode fazer isso. Não importa de que ala ele seja, quer da direita, da esquerda, ou do centro, nenhum deles pode ser bem sucedido.

Afinal de contas, eles não sabem a base sobre a qual repousa a sociedade israelense, pensando que ela não é diferente da democracia ocidental habitual. Eles não sabem o que a natureza preparou para Israel e para o mundo inteiro, a missão do povo de Israel, nem o propósito de todo o mundo nesta longa batalha pela qual todos nós devemos ir. O que é de especial importância no nosso tempo é a falta de conhecimento do que está acontecendo durante este período de desenvolvimento.

Eles não sabem nada disso. Eles pensam que se endurecerem as leis e baixarem impostos tudo vai dar certo. Estas não são as ferramentas que você possa usar para gerenciar o país.

A lei geral da natureza, a lei da integralidade, influencia o nosso governo. Esta lei vem até nós de cima, e o mecanismo que age no povo de Israel compromete a nossa nação a se tornar uma entidade interligada. As pessoas do mundo também exigem o mesmo de nós, porque no próximo nível, elas também irão se conectar à mesma forma de sociedade.

Elas devem alcançar isso, mas não conseguem, porque ninguém pode ensiná-las a fazer isso. Só Israel pode se tornar uma luz para as nações do mundo e ensiná-las, uma vez que Israel passou por este nível no passado. Se não cumprirmos a nossa missão em relação ao resto do mundo, vamos sofrer imensamente com isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/12/14

Assimilações Incontroláveis

Pergunta: Se o povo judeu começar a implementar o método cabalístico, o que vai acontecer no mundo? Como isso afetará o anti-semitismo no mundo?

Resposta: Em vez de sentir o anti-semitismo, as pessoas começarão a tratar-nos com simpatia, respeito e amor. As nações do mundo vão levar-nos em seus braços, porque vamos dar-lhes o método para a vida eterna perfeita.

A sabedoria da Cabala explica como devemos trabalhar corretamente com o nosso ego para que ele não seja apenas uma força do mal, mas uma ajuda contra nós, uma ajuda que vem de sua oposição. Quando cumprimos esse trabalho, vamos atingir o pico de nossa evolução.

Pergunta: Há pessoas que oferecem diferentes soluções para o problema do anti-semitismo, como o que sugere que todos os judeus devem vir para Israel ou, pelo contrário, assimilar-se às nações. O que você pode dizer sobre isso?

Resposta: Absurdo. Tais planos não funcionarão. É porque a própria natureza está a gerir todo o processo. Mais cedo ou mais tarde, teremos de descobrir o potencial escondido em cada um de nós e tornaremo-nos professores para toda a humanidade. [Leia mais →]

Eles Já Estão Cansados De Esperar Por Nós No Segundo Andar, Parte 2

Dr. Michael LaitmanA quebra foi de propósito, a fim de permitir que nós preparássemos nossa alma para a revelação da Luz Superior dentro dela. Quando nós tentamos corrigir a quebra e estabelecer relações de amor e doação mútua entre nós, nós descobrimos que não podemos fazer isso.

É bom que não possamos fazer isso por nós mesmos, já que assim ansiamos pela Luz, pela força de doação, que deve nos ajudar. Nós queremos que essa força apareça no meio de nós e nos permita conectar numa rede de doação mútua.

Eu atraio a Luz na medida em que quero doar aos outros e amá-los. Quando a Luz aparece, eu sinto a conexão com os amigos e começo a ver e a senti-los graças à influência da Luz. A Luz nos coloca em diferentes estados com diferentes conexões e, assim, eu posso ver e aprender como o nosso vaso coletivo começa a se conectar e como todos os seus componentes são integrados corretamente pela Luz.

Na verdade, eu não vejo a Luz, mas sinto suas ações que me ajudam a conectar com os amigos. Eu vejo o que está acontecendo na rede das conexões que são reveladas entre nós, e, assim, eu estudo as ações da Luz e começo a compreender e sentir. É dito: “De Suas ações Lhe conheceremos”.

Assim, a rede de conexões entre nós é construída gradualmente na medida em que eu preciso dela. Os amigos me ajudam a ansiar por isso, eu me esforço e por isso atraio a Luz e construo esta rede.

Dentro da rede, nós descobrimos a Luz Superior e como ela nos formata, o que significa que nós a alcançamos de acordo com suas ações. Mas isso também não é suficiente, porque nós temos que subir do amor dos seres criados ao amor do Criador. Assim que chegamos ao amor dos amigos, nós subimos para um nível superior por nosso desejo de ser igual à força que atua na rede de conexões entre nós.

Isso significa que nós não queremos nos assemelhar à conexão real entre nós no primeiro andar, mas à força que opera dentro dela, que se chama segundo andar.

Esta é a forma como são criados três níveis. O primeiro nível é o piso térreo, que é onde estamos durante o período de preparação.

Nós subimos ao primeiro andar quando alcançamos o amor dos amigos. Ele só é chamado de amor dos amigos, mas, na verdade, estes são os meus esforços para construir a rede de conexões entre nós com toda as dez Sefirot, já que toda a criação é composta por dez Sefirot. Então o Criador é revelado nessa rede.

Nós realmente construímos Malchut, a Shechina, que é o lugar onde o Criador pode habitar e ser revelado. Construir tal lugar é chamado de amor dos amigos, nas palavras comuns deste mundo, mas nós devemos entender que se refere à construção dos vasos espirituais, à rede de conexões.

Graças a isso, nós realmente reconstruímos a rede de conexão, corrigimos a quebra e começamos a entender as ações do Criador. Se o Criador não tivesse quebrado essa estrutura, nós nunca teríamos sido capazes de revelá-Lo, mas teríamos sido anjos que estão em seu atributo natural de doação.

Mas já que pedimos a revelação do Criador para que Ele nos conecte após a quebra e nos ajude, vamos, portanto, conhecer Suas ações e atingir “a vantagem da Luz sobre a escuridão”. É assim que podemos imaginar o vaso e a Luz dentro dele porque eles se tornam duas entidades separadas, como um corpo e a Luz que o preenche.

Não devemos pensar que o amor dos amigos é redundante. Passam-se anos antes que uma pessoa comece a entender a importância do amor dos amigos, como resultado da influência de pequenas porções de Luz. Nós podemos aumentar a importância disso por nossas ações um perante o outro. Na verdade, ninguém sente a real importância, o que é ótimo; desta forma, nós reconstruímos a alma quebrada. Então, nós descobrimos a nossa adesão ao Criador dentro dela.

É impossível tratar o Criador melhor do que os amigos! É impossível se conectar a Ele, doar a Ele e amá-Lo mais do que conectar, doar e amar os amigos. Afinal, tudo é determinado pelos vasos.

Todos devem entender que, no final, não há escolha senão se anular perante o grupo, tentar se conectar com todos com todo o seu coração e alma de modo que em vez de sentir a si mesmo, vamos sentir somente todos juntos como um todo.

É porque nós queremos acelerar o nosso desenvolvimento e ajudar-nos a chegar ao estado em que vamos finalmente começar a descobrir o espaço espiritual onde organizamos uma convenção de conexão e nos reunimos para fazer um esforço coletivo para nos conectarmos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/12/14, Escritos do Rabash