Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Por Que Estamos Vivendo Neste Mundo?

Dr. Michael Laitman“Por que estamos vivendo neste mundo?” Toda criança faz esta pergunta por volta dos cinco anos de idade, e isso é porque dentro de nós se encontra um Reshimo (reminiscência), um gene espiritual que deve ser desenvolvido. Ele nos empurra desde dentro.

Este gene, este desejo, exige preenchimento, uma resposta para a pergunta: “Para que nós estamos vivendo? Qual é o sentido da vida?” Mais tarde, nós esquecemos essa pergunta, e em nossa busca da vida, não voltamos mais a ela uma vez que não temos tempo para pensar nela e a consideramos como um pensamento inútil.

No entanto, nós vemos que esta pergunta constantemente chama a atenção em todos os tipos de situações ao longo de nossas vidas, e considerando quantas pessoas estão em desespero, se divorciando, precisando de drogas e de antidepressivos, vemos que, apesar de tudo, esta pergunta ainda é muito forte.

Este gene está plantado em nós, porque no final do nosso desenvolvimento, de nossa evolução, nós precisamos chegar a um estado em que todos nós nos questionamos: “Para que estamos vivendo? Por que vivermos? Qual é o significado de vida?”.

É possível fazer esta pergunta de outra maneira: “Por que a natureza, que é tão perfeita e proposital, cria uma pessoa com um potencial tão grande, mas a deixa sem uma resposta para as perguntas de como construir a própria vida, e o que alcançar na vida?”.

Nós vemos que sabedoria tremenda está latente em cada célula, em cada corpo, na conexão entre nós, e vemos a quantidade de informação que ainda não descobrimos! No entanto, mesmo daquilo que descobrimos com a ajuda da ciência, vemos uma sabedoria tão maravilhosa escondida em todo este rico mecanismo, e ainda assim, nós que estamos no cume desta ciência, no seu auge, não vemos qualquer significado em nossas vidas. Como é possível uma coisa dessas? Sem dúvida há um propósito para a nossa existência, mas não sabemos o que é e precisamos descobri-lo.

Assim, alguém que se pergunta sobre o sentido da vida, em última análise atinge a sabedoria da Cabalá.

Do Programa da Rádio Israelense 103 FM, 18/01/15

Uma Deficiência Digna Do Nosso Esforço

Dr. Michael LaitmanNós temos que tentar dar o nosso melhor ao máximo, a fim de avançar à meta da criação. Afinal de contas, esta estrada é muito mais do que o nosso desenvolvimento natural.

Uma Noz Dura

A natureza nos empurra para frente e desenvolve diferentes desejos e deficiências em nós; e nós, é claro, corremos atrás e buscamos o que nos falta. O que nos falta são prazeres que estão associados à comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento.

Esta é também a forma como os macacos constantemente cuidam de suas necessidades, e de sua lista de necessidades semelhantes às nossas. Na verdade, nós temos um estilo de vida comum: estabelecemos a mesma hierarquia social na sociedade humana; amamos o poder, e, além disso, amamos dinheiro. A natureza nos obriga a fazer isso e é assim que avançamos.

Mas nós não temos avançado de forma significativa nesta forma natural e não mudamos a sociedade humana de forma significativa nos últimos 5 a 50000 anos.

Se falamos da meta da criação, no entanto, trata-se de se tornar equivalente ao Criador, aderir-se a Ele. O Criador é uma força oposta à nossa natureza. Nós temos uma ligeira inclinação a ela que está envolta numa variedade de “vestes” muito sutis, cobertas por uma casca como uma noz.

Para alcançar a meta da criação, nós temos que estar equipados com uma nova deficiência não prevista pela natureza. Esta deficiência, o anseio pela meta da criação, não vai crescer em nós por si só; nós precisamos desenvolvê-la dentro de nós por nossos próprios esforços, certamente com a ajuda dos meios que nos foram dados: a sociedade, o método (a Torá), e o professor.

O problema é que muito poucas pessoas querem isso, menos ainda tendem a verdadeira busca, e menos ainda alcançam o que é desejado.

Saindo da Selva

A verdade é que hoje as coisas estão mudando, pois estamos diante de golpes globais que ameaçam toda a humanidade. Esses golpes nos obrigaram a pensar numa nova sociedade que não está organizada de acordo com uma hierarquia ou classes sociais que sempre elevam aqueles que são mais ricos e poderosos.

As coisas estão igualmente dispostas no mundo animal. De um modo geral, esta é a estrutura natural de um grupo, uma nação, uma sociedade, a humanidade: o maior babuíno bate no peito e exige submissão e obediência dos outros. Nós somos iguais: vivemos numa selva geral divididos em bandos.

Mas a nova natureza, a meta da criação, exige uma nova organização e reforma de nós; ela exige que nos tornemos um círculo, conectados, uma sociedade. Ela exige novos valores que não são baseados sequer no desejo de conhecimento, o que também dá um pouco de força, mas no amor e doação, no cuidado mútuo geral.

Ela exige que todos possam estar em pé de igualdade com os outros em vez de tentar dominar o outro. Em contraste com o velho paradigma, quanto mais uma pessoa sai de si mesma em direção ao cuidado do outro, ela pode se tornar mais adaptada à verdadeira meta da nossa evolução, que é o que devemos alcançar.

É hora de ser equipado com uma nova deficiência que se torna um círculo, uma conexão fora de mim, onde eu não tenho interesses próprios.

O Nascimento do Homem

Mas para eu florescer, algo chamado Adão (homem) precisa ser revelado; há a necessidade de um ambiente diferente que me forneça os exemplos corretos dos novos valores. Onde eu posso obter a necessidade disso? A natureza não me equipa com ela porque senão eu permaneceria um babuíno ainda que de outro tipo.

No entanto, um ser humano não é apenas uma estrutura social diferente, nem apenas a igualdade com os outros. Não, é uma atitude, uma inclinação; essa relação, conexão mútua, deve ser consciente de minha parte, para que eu queira a doação por causa de seu valor especial. Além disso, eu não tenho nenhuma inclinação por ela, nenhum poder que me desperte e me obrigue a desejá-la.

Aqui nós devemos de alguma forma estar equipados com um desejo, com uma nova direção, para a qual não temos nenhum desejo. A fim de fazer isso, há a força superior, a natureza, o plano da criação, que prepara uma ajuda para mim de uma maneira oposta, de modo que durante o processo de reconhecimento do mal, eu ainda seja capaz de compreender quem e o que eu sou. Gradualmente, por fases muito difíceis na ordem de causa e efeito, eu vou entender que deficiência eu tenho que desenvolver dentro de mim, a fim de continuar o meu avanço acima dela.

Quando eu entendo o problema que estou enfrentando na construção de um ser humano a partir do estado de um babuíno, eu considero esta nova deficiência como uma coisa muito valiosa. Se ela é revelada em mim, pelo menos até certo ponto, eu estou muito feliz porque é assim que um ser humano nasce, que está pronto para ascender acima da criação.

Exatamente o Oposto

Nós temos que nos relacionar com a deficiência que aparece em nós através da inclinação ao mal que o Criador criou. Ela é chamada por diferentes nomes: Faraó, Bilam, Balak, e Amaleque. Há 70 nomes para a inclinação para o mal, e em todos os níveis e em todos os estados, eles servem como ajuda contra, oposta à meta, e me permite avançar em direção a ela.

Esta ajuda invoca uma inclinação, um desejo em mim, que está focado justamente na meta. Isso me ajuda de forma qualitativa para que eu possa gradualmente entender como é diferente esta nova meta de meus sentimentos e mente atuais. Portanto, nós temos que nos relacionar com todas as perturbações que são invocadas em nós com grande sensibilidade.

Dias Vermelhos no Calendário

A mesma coisa se refere a todos os feriados judaicos e os dias vermelho no calendário. Rosh Hashana, Yom Kipur, Sucot, Simchat Torá, Tu Bishvat, Purim, Pessach, Lag Ba’omer, Shavuot e o dia 9 de Av são todos estados ao longo do caminho em que uma nova deficiência é revelada, uma revelação do novo mal que nos permite usá-lo corretamente, de forma intencional e consciente.

Isso é revelado dentro de nós desta maneira para que possamos ser livres em nosso avanço rumo à meta de uma forma consciente, como seres humanos e não como babuínos que a natureza empurra e que correm à frente apenas pela força do ego. Nós descobrimos diversas forças e equilíbrio entre elas.

A principal coisa que podemos aprender com estes feriados é que deficiências especiais nós precisamos descobrir a fim de ascender a todos os níveis que os feriados e dias especiais representam. Eles exigem uma deficiência que está focada em atingir a meta.

Essa deficiência decorre do nível humano que é externo a nós. Se olharmos corretamente para os problemas que surgem, vamos discernir a ajuda contra a força criativa dentro deles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/15, Escritos do Rabash

A Grande Luz De Purim

Dr. Michael LaitmanO Livro de Ester (Meguilat Ester) 1:1: E sucedeu nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a India até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias. Assim começa Megillat Ester, o Livro de Ester. A palavra hebraica “Megillah é derivada da palavra “Gilui” (divulgação) e “Ester” significa escondido. Ester é o nome da rainha, a esposa de Assuero (Xerses). Megillat Ester simboliza a revelação do oculto, o que implica que, embora algo seja revelado a você, você deve se lembrar que tudo se mantém em ocultação.

O Livro de Ester (Meguilat Ester) 2:5-7 – 2:20: Mardoqueu tinha uma prima chamada Hadassa, que havia sido criada por ele, por não ter pai nem mãe. Essa moça, também conhecida como Ester, era atraente e muito bonita, e Mardoqueu a havia tomado como filha quando o pai e a mãe dela morreram. Quando a ordem e o decreto do rei foram proclamados, muitas moças foram trazi­das à cidadela de Susã e colocadas sob os cuida­dos de Hegai. Ester também foi trazida ao palácio do rei e confiada a Hegai, encarregado do harém.

A moça o agradou e ele a favoreceu. Ele logo lhe providenciou tratamento de beleza e comida especial. Ester não tinha revelado a que povo pertencia nem a origem da sua família, pois Mardoqueu a havia proibido de fazê-lo.

O rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher; ela foi favorecida por ele e ganhou sua aprovação mais do que qualquer das outras virgens;

Ester pertencia ao povo judeu que tinha uma conexão com a força superior, e se ela tivesse dito a verdade sobre sua origem, isso poderia ter prejudicado o seu relacionamento com o rei.

Ela alcançou graça e favor aos seus olhos, porque ela revelou certa parte de seu potencial espiritual em seu relacionamento com o rei.

Então, o rei deu um grande banquete, o banquete de Ester, para todos os seus minsitros e oficiais. Proclamou feriado em todas as provín­cias e distribuiu presentes por sua generosidade real. Quando as virgens foram reunidas pela segunda vez, Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real.

Ester havia mantido segredo sobre seu povo e sobre a origem de sua família, conforme a ordem de Mardoqueu, pois continuava a seguir as instruções dele, como fazia quando ainda estava sob sua tutela.

…Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real.

Mardoqueu (Mor Dror) é a força superior, uma força muito séria que está totalmente oculta. Ester continuou totalmente sua linha.

Isto significa a porta do rei superior, a força superior da natureza. Sentar representa o estado de humildade, de pequenez. Portanto, Mardoqueu esperou pacientemente pela oportunidade de passar o atributo da força superior a todas as pessoas na Terra. A população da Babilônia naqueles dias era, na verdade, toda a humanidade.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3-1, 3: 5-9: Depois desses acontecimentos, o rei Assuero honrou Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague, promovendo-o e dando-lhe uma posição mais elevada do que a de todos os demais nobres.

Deve haver um grande desejo, a fim de revelar a força superior, a grandeza do Criador. Em primeiro lugar, ele decorre do ego, depois ele é corrigido e a revelação do Criador é recebida no desejo corrigido. Mardoqueu não tem esse desejo. Ele estava num estado de pequenez, sentado à porta do rei, por isso foi necessário incluir o ego nele, a fim de elevá-lo ao próximo nível. O ego que é adicionado ao Mardoqueu é chamado de Hamã.

Quando Hamã viu que Mardoqueu não se curvava nem se prostrava, ficou muito irado. Contudo, sabendo quem era o povo de Mardo­queu, achou que não bastava matá-lo. Em vez disso, Hamã procurou uma forma de exterminar todos os judeus, o povo de Mardoqueu, em todo o império de Xerxes. No primeiro mês do décimo segundo ano do reinado do rei Xerxes, no mês de nisã, lançaram o pur, isto é, a sorte, na presença de Hamã a fim de escolher um dia e um mês para executar o plano. E foi sorteado o décimo segun­do mês, o mês de Adar.

Hamã representa o ego universal. Ele teve que matar o desejo chamado Mardoqueu, que constantemente ameaçava o ego. Ele planejou aniquilar e destruir todos os judeus, visto que o povo judeu é, na verdade, um canal para a Luz e o atributo de doação. Se eles começassem a doar a todas as outras nações certamente seriam capazes de corrigi-las e transformá-las em altruístas, transformá-las numa nação superior assim como eles; uma nação que não serviria mais a Hamã. Hamã sabia que não poderia corrigir-se e por isso não tinha outra escolha e foi obrigado a agir contra Mardoqueu.

Então Hamã disse ao rei Assuero: “Exis­te certa nação dispersa e espalhada entre as nações de todas as províncias do teu império, cujos costumes são diferentes dos de todas as outras nações e que não obedecem às leis do rei; não convém ao rei tolerá-los. Se for do agrado do rei, que se decrete a destruição deles…”.

Cada uma das nações que viviam nas 127 províncias do império babilônico tinha um território próprio, mas os judeus estavam dispersos entre todas as nações e não tinham a sua própria terra. No entanto, eles ainda atribuíam para si uma tribo em particular chamada nação de Israel.

Esta é a razão que Hamã disse: Exis­te certa nação dispersa e espalhada entre as nações de todas as províncias do teu império”, o que significa que eles não estavam conectados entre si. O ego os separava e os fazia sentir repulsa mútua. Eles não podiam ser uma nação, uma vez que todas as outras nações eram definidas por sua origem e tinham um completo egoísmo terreno, que os judeus não tinham. Eles diferem de tal forma que falavam aramaico entre si e não hebraico, sua língua materna.

Na época do Primeiro Templo, os judeus estavam num nível espiritual e falavam hebraico, mas quando eles caíram para um nível egoísta que era muito inferior aos das outras nações, eles realmente perderam sua língua, a língua de doação e amor mútuo, e começaram a falar aramaico, a língua que é o inverso do hebraico. Além disso, cada nação sentiu que pertencia a uma classe social e cada nação respeitava o rei e se curvava a seus ídolos, enquanto os judeus não tinham ídolos, não respeitavam o rei, e não há tinham relações sociais mútuas adequadas entre si. Eles eram os maiores egoístas que não se davam bem uns com os outros.

Pergunta: Se a nação judaica foi separada a tal ponto, que perigo ela impôs a Hamã?

Resposta: Hamã sentiu que o tempo do despertar dos judeus para a unidade estava se aproximando. É dito que Hamã era um grande astrólogo. Ele viu de acordo com os sinais, o que significa de acordo com o seu sentimento interior, o que a nação judaica realmente é. Hamã é o lado oposto de um Cabalista, daquele que doa. Ele percebeu que algo estava prestes a acontecer que acabaria com o exílio da nação de Israel fim e que eles voltariam a sua terra, que para ele significava a morte. Eles tiveram que destruí-lo em seu caminho de volta, uma vez que era impossível reconstruir o Segundo Templo sem matar e destruir Hamã. Portanto, ele não tinha escolha, exceto destruí-los, não por maldade, mas de acordo com as leis claras e precisas da natureza.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3:10-11, 03:13: Em vista disso, o rei tirou seu anel-selo do dedo, deu-o a Hamã, o inimigo dos judeus, filho de Hamedata, descendente de Agague, e lhe disse: “Fi­que com a prata e faça com o povo o que você achar melhor”.

Assuero (Xerxes) pensou em como elevar a nação de Israel. Ele percebeu que eles deviam ter medo e, assim forçou-os a se unir e se conectar, uma vez que o seu poder está somente na unidade e na ascensão ao nível superior. Mas isso só foi possível com a ajuda de Hamã. Os judeus tiveram que ser aterrorizados pelo seu ego e destruí-lo para que pudessem transformá-lo em altruísmo, e só então conseguirem se elevar. Eles não poderiam subir sem Hamã.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3:10; 4:1-2: As cartas foram enviadas por mensageiros a todas as províncias do império com a ordem de exter­minar e aniquilar completamente todos os jude­us, jovens e idosos, mulheres e crianças, num único dia, o décimo terceiro dia do décimo segundo mês, o mês de adar, e de saquear os seus bens. Quando Mardoqueu soube de tudo o que tinha acontecido, rasgou as vestes, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinza, e saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz. Foi até a porta do palácio real, mas não entrou, porque ninguém vestido de pano de saco tinha permis­são de entrar.

Mardoqueu teve que dizer a todos o que estava prestes a acontecer e despertar as forças do bem e do mal, a fim de revelar corretamente o caminho que a humanidade devia seguir. Por isso, Ele saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz. Ele não era mais o velho despercebido que se sentou calmamente na porta da cidade. Na verdade, ele começou a ser ativo.

“Chorando amargamente em voz alta”, refere-se à revelação, à chamada, à conexão, que ele recriou entre Malchut e Keter. Até então, Mardoqueu estava num estado de pequenez (Malchut em Bina), mas agora, quando mudou para um estado de grandeza, um estado de revelação, ele conectou os dois pontos opostos da Criação, Malchut e Keter, através de Bina. É dito: Mardoqueu rasgou as vestes. Vestes é o estado atrás do qual a pessao se esconde. Rasgando suas vestes, Mardoqueu põe fim ao seu estado humilde anterior. Ele quer ser revelado.

O atributo de Mardoqueu é o atributo de Bina, doação completa. Não tem nada a ver com o ego e não pode fazer nada por si só. Existe a necessidade dessa conexão agora. As cinzas são o último nível egoísta. Quando coloca as cinzas na cabeça, Mardoqueu eleva este nível acima de si mesmo, o que significa que se coloca abaixo de todas as criações, abaixo de tudo. Estas não são apenas palavras bonitas, mas uma ação espiritual real; uma ação que ele realizou para que pudesse ser capaz de transmitir a grande força de correção a todos através dele. Assim, ele se prepara para o estado de desconexão do ego e para a subida ao atributo de Bina, quando ele poderia transmitir toda a Luz superior chamada Mardoqueu (Mor Dror), uma grande Luz, por meio dele.

De uma Conversa sobre Purim 19/02/15

Ver Outros Mundos

Dr. Michael LaitmanA integração entre as duas forças, recepção e doação, é a base da criação. A ciência moderna está se aproximando desse fenômeno, mas ainda não está pronta para senti-lo. Os cientistas estão se aproximando de um limite após o qual vão descobrir que tempo, espaço e movimento não existem, que não há vida e morte, e que a matéria não existe, nem mesmo as partículas fundamentais. Em vez disso, tudo isso se encontra em nossas sensações.

O que existe? Como podemos adquirir os sentidos para a nova dimensão?

Os cientistas já chegaram à conclusão de que não há vida e morte, mas que tudo é derivado de algum tipo de sensação interna. Portanto, quem somos nós? Será que meu corpo realmente existe, ou só parece dessa forma para mim? O conceito de “existência” desaparece; para quem ela existe? Artigos científicos recentes indicam que eles chegaram à conclusão que ela é puramente uma contemplação interna.

Pergunta: Suponha que os Cabalistas têm um objetivo que muitas pessoas podem ver como transitório, mas ainda é um objetivo. O objetivo dos cientistas é simplesmente descobrir alguma coisa, e o que mais?

Resposta: O mesmo objetivo existe para nós e para os cientistas. Nós queremos descobrir o propósito da vida! Que diferença faz se nós o chamamos de Criador, natureza ou de qualquer outra coisa? Eu quero descobrir a verdade, mas não estou pronto para fazer isso, porque eu descubro isso em relação a mim mesmo; e, se eu mudar, ele também muda. Isso quer dizer que já não é a verdade, não é mais absoluta, e se nós estamos falando sobre o absoluto, eu não posso alcançá-lo. Eu não estou preparado para sentir e entender isso, porque não estou pronto para isso. Eu devo mudar a mim mesmo de antemão. No entanto, como posso mudar em relação ao mesmo espaço em que vou descobrir a verdade?

Esta é verdadeiramente a teoria da relatividade, mas não a de Einstein. Pelo contrário, é mais moderna. Afinal de contas, nós nos encontramos agora no limiar de atravessar a barreira para a compreensão de um novo espaço. É possível chamar isso de um espaço, pois é sentido dentro de nós, semelhante ao nosso espaço. No entanto, cabe a cada um de nós verificar se temos sentido a verdade. Isto é obrigatório. Nós só podemos analisar isso com a condição de que saímos de nós mesmos e nos calibramos em relação a algo eterno e pleno. Como podemos fazer isso? É exatamente aqui que a ciência para e falha. Portanto, os cientistas acabarão nos ouvindo. Eles terão um grande desejo de avançar, juntamente com a grande decepção de que não podem avançar por causa da barreira que não estão prontos para atravessar. Eles vão entender que do outro lado da barreira se encontra algo que não estão prontos para perceber porque não têm outros sentidos. Onde estão esses sentidos? Como eles são adquiridos? Como podemos mudar, a fim de adquiri-los?

Quando um estado como esse for criado, eles estarão prontos para nos ouvir e entender. Eles terão todas as condições prévias de anseio, uma tremenda atração para o avanço, o reconhecimento de sua impotência, e a sensação de que estamos falando de algo que surge no mesmo padrão que a sua sensação.

O que é a ciência? É o desejo de descobrir o Criador. Os cientistas aspiram a descobrir o Criador, mas eles O chamam de natureza. Nós também O chamamos de natureza, mas para eles a natureza é só as leis que agem neste mundo, e nós estamos dizendo que a natureza é muito mais ampla. Nós oferecemos a investigação sobre as leis do outro mundo.

Quando as pessoas se tornam objeto de investigação, seus valores são alterados. Isto ocorre mesmo que não pensemos desta forma, porque nos acostumamos a pensar que somos imutáveis. Por exemplo, numa fórmula matemática, um fator é a constante, e o resto dos fatores mudam, e é assim que vamos resolver a equação. Depois disso, nós começamos a mudar este fator e não mudamos os outros, e assim por diante.

É assim conosco também. Nós achamos que não precisamos mudar a nós mesmos e estão explorando a natureza mutável. No entanto, quando chegamos a uma barreira, um beco sem saída, começamos a ouvir e a entender algo como investigadores. No entanto, se começamos a mudar a nós mesmos, pode ser que também descubramos que causamos uma mudança? Quando começamos a ser alterados, adquirimos novos sentidos.

Os cientistas dizem que a percepção é subjetiva. Se a emoção é subjetiva, vamos mudar o sujeito, e assim vamos ver outros mundos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/13

O Mundo Futuro Não É O Que Você Pensa Que É

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a força da sorte nos leva para o outro mundo. Que mundo futuro você tem em mente?

Resposta: O mundo futuro significa que eu saio do meu corpo. Em outras palavras, eu subir acima do meu ego. O ego é todos os meus desejos, pensamentos, inclinações e toda a minha consciência egoísta que é chamada de meu corpo, não a minha carne, que é considerado um animal.

Eu devo subir acima de todos esses desejos e pensamentos, e em vez de tentar absorver tudo internamente, eu tenho o desejo de dar ao meu próximo.

Isto significa que a alma deixa o corpo, eu sinto o mundo futuro e encontro um novo desejo de doar, amar e se unir. Tudo isso é chamado de segundo corpo, no qual eu entro e ajo com base nestes novos desejos. Então eu me movo mais e mais até chegar à correção completa.

O mundo futuro significa o mundo vindouro, o meu próximo estado, que eu alcanço como resultado do trabalho sobre mim e minha atitude para com os outros. Eu troco este mundo pelo mundo futuro, trocando o amor por mim mesmo pelo amor ao próximo. Isso significa que eu chego ao outro mundo a partir deste mundo e entro no Jardim do Éden.

Pergunta: Por que isso é chamado de Jardim do Éden?

Resposta: Porque eu estou começando a sentir que estou além de todos os limites, porque não há limites ao doar aos outros. Eu estou numa extensão que pertence totalmente a mim.

Pergunta: O que significa doar a todos?

Resposta: Doar significa fazer o bem por amor a todos.

Pergunta: Por que se uma pessoa quer fazer o bem a todos, ela está no Jardim do Éden?

Resposta: Porque o Jardim do Éden é chamado o lugar onde você pode fazer o que quiser, sem quaisquer restrições. Afinal, você quer dar, e não há limites na doação. Então você sente que tudo é para o bem de todos, tudo é para você e é abundância completa.

Em outras palavras, o mundo futuro é chamado de terra de Israel (Eretz Isra-El), o desejo totalmente dirigido ao Criador. O Criador é uma força global de doação e amor, que inclui toda a criação, incluindo nós. Você tem que desvendá-lo de acordo com a equivalência de propriedades com Ele. Portanto, você é chamado de Isra-El porque quer alcançar o mesmo estado, os mesmos valores do Criador.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/01/15

Os Feriados Nos Levam À Perfeição

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 23:1-2: E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As solenidades [dias santos] do Senhor que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades:

Santa convocação em diferentes níveis, isto é os feriados.

Antes de se unir, as pessoas estão seriamente empenhadas numa obra espiritual, tentando se unir. Este período é chamado de distância entre os feriados. A comunidade das massas unificadas num novo e mais elevado grau de unidade entre si simboliza um feriado.

A Torá descreve que sacrifícios foram feitos e qual o nível de egoísmo sobre a qual as pessoas tinham que subir, a fim de criar um estilo particular de assembleia sagrada, que é chamado de Páscoa, Shavuot, Sucot, etc.

Pergunta: De um ponto de vista espiritual, em que direção a cadeia de eventos leva uma pessoa?

Resposta: Para atingir a perfeição completa. De todos os feriados, há dois mais obscuros: Shavuot e Purim. Assim parece, especialmente o feriado de Shavuot (a recepção da Torá), que dura apenas um dia e durante o qual eles só leem porções muito pequenas para orar e comem alimentos lácteos. A recepção da Torá é uma enorme celebração! O que poderia ser mais importante do que isso? O costume de comer alimentos lácteos nesse dia vem do fato de que isso simboliza a propriedade de dar, distribuir a propriedade da Torá.

Nós tratamos Purim como o feriado de algumas crianças. Estes são os dois feriados mais ocultos porque têm que ser atingidos por esforços internos muito sérios. Como regra geral, quanto maiores, mais profundos e mais fortes espiritualmente são alguns estados, mais discretos, ocultos e humildes eles são.

Comentário: Nós sempre falamos muito sobre o feriado de Páscoa, o êxodo do Egito, mas este é apenas o começo.

Resposta: Este é o começo de todos os estados espirituais. Além disso, este é o início do ano, o início do mês, e o início de qualquer cálculo no trabalho espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

Primeira Familiaridade Com O Criador

No trabalho espiritual procedemos na linha direita, que é no sentido de doação, aproximação, e unificação. E tudo contra isto que é despertado em nós é o que precisamos corrigir. Só isto! Todo o resto é feito intencionalmente e não está sujeito a qualquer correção. Recebemos todos os tipos de distúrbios de modo que possamos decidir o que precisamos com mais clareza. De tal modo que começaremos a preferir da providência geral, que não está sujeita a qualquer correção ou realização individual, pessoal do Criador. Especificamente é aqui, onde, seguindo os nossos esforços, nos é mostrado o quanto não estamos prontos para fazer isso.

Por quê? Assim vamos precisar de ajuda do alto.

As forças, que estão despertas especificamente neste lugar de unidade e empurram-nos para longe um do outro, são uma expressão do Kli estilhaçado.

Especificamente, não devemos perder esses desejos e características. No momento em que esta cobra revela-se interiormente, você deve agarrá-la de imediato, sufocá-la constantemente e não deixá-la ir. Parece-lhe que você estrangulou-a, você respira facilmente e pode, então, abraçá-la. Mas depois de um momento, ela acorda de novo. Isto acontece mesmo dentro de um segundo e não há interrupção! E isso é bom. Constantemente, precisamos realizar movimentos de início e interrupção como esses.

O reconhecimento do mal é o primeiro estágio e é muito difícil. Em todos os níveis, será cada vez mais agudo e exigirá uma intenção mais precisa, consciente, emocional e analítica. “Porque este sentimento é despertado, para quê, ou isso é apenas a rejeição? Por que isso? Para quê? O que o Criador quer me dizer”? [Leia mais →]

Pais Como Prisioneiros De Seus Filhos

Dr. Michael LaitmanNossa época é chamada de dias do Messias. Sobre isso está escrito na Mishnah Sotah 09:15: Com as pegadas do Messias, a insolência vai aumentar, Isso significa que Kelim (desejos) de recepção muito difíceis e pesados serão revelados, grande ódio virá ao mundo, e que a guerra de Gog e Magog vai emergir com toda a sua força. A ideia é que, após o Tzimtzum Aleph (a primeira restrição), e após a decisão que o Tachton (inferior) quer receber apenas a fim de doar, todo o Olam Ein Sof (mundo do Infinito) é organizado de acordo com os Masachim (telas), de acordo com a capacidade do Tachton de doar ao Ein Sof, que é o Elyon (superior).

Os mundos são dispostos na seguinte ordem: Adam Kadmon, Atzilut, Beria, Yetzira e Assia. Adam Kadmon é Keter. Atzilut é Hochma e GAR de Bina (metade superior de Bina). Beria é ZAT de Bina (metade inferior de Bina). Yetzira é ZeirAnpin e Assia é Malchut.

Após o Tzimtzum Bet (a segunda restrição) e a Shevira (quebra), é possível trabalhar apenas com o Kelim de doação, que são Keter, Hochma e GAR de Bin. Quando nós elevamos estes Kelim de BYA (Beriya, Yetzira, Assia) à Atzilut, eles são chamados de Yashar-El (direto ao Criador), Israel. Estes desejos são mais fáceis de trabalhar e é possível corrigi-los.

Contudo, é impossível corrigir os desejos difíceis, porque eles são muito pesados ​​e é difícil elevá-los. Isso só é possível com a sua conexão com outros desejos. Mas sem juntar os Kelim difíceis, pesados e densos à Galgalta ve Eynaim, Galgalta ve Eynaim estão incompletos, não terão suas Achorim (costas), que é o AHP.

Estes desejos do AHP caíram abaixo do Parsa (fronteira) e estão em cativeiro dos desejos chamado as nações do mundo. Enquanto o tipo de desejos das nações do mundo, que são chamados de filhos (os Kelim que estão abaixo), não começarem a despertar e não iluminarem os Kelim do AHP superior que caíram neles, este AHP não pode subir e se juntar aos Kelim de Galgalta ve Eynaim superior.

Isto significa que Israel não pode escapar do exílio, porque as nações do mundo os prende. É possível dizer que os pais, que são Galgalta ve Eynaim, não podem crescer porque seu AHP se encontrado abaixo, dentro dos Kelim de Galgalta ve Eynaim dos filhos que não os libertou e não os despertou.

Quando o AHP do Elyon caiu em Galgalta ve Eynaim do Tachton, isso nos deu a capacidade de doar ao Elyon e estar conectado aos grandes Cabalistas, as almas nobres que já se corrigiram e agora estão esperando, na medida em que continuamos a corrigi-los.

Todo o AHP de todos os níveis superiores caiu para os níveis inferiores. Ser despertado, e, assim, despertar também o AHP do Elyon, depende de Galgalta ve Eynaim do Tachton no qual o AHP do Elyon caiu.

O AHP do Elyon, que se encontra dentro de Galgalta ve Eynaim do Tachton, é chamado de MAN, a oração. Assim, nós despertamos o MAN quando despertamos nossos Galgalta ve Eynaim. Mas nós fazemos tudo isso a fim de dar satisfação ao Criador, ao Elyon. Para nós, o nível superior é sempre o Criador.

Isso é chamado de dar alegria ao Criador: o despertar de seu próprio Galgalta ve Eynaim, de modo que você vai aderir ao AHP do Elyon que caiu em você, possibilita realmente criar um único Partzuf. Com isso, você desperta-o para ascender. Isso é chamado que você está elevando MAN, uma oração.

Galgalta ve Eynaim do Tachton entra no AHP do Elyon como uma gota de sêmen entra no útero, e se agarra como um feto dentro do útero que quer ser desenvolvido lá. Desta forma, ele obriga o útero, o AHP do Elyon, a elevar-se e receber uma Luz dupla, que é chamada em Baba Batra 124ª de “o primogênito recebe o dobro”. O primogênito recebe duas vezes mais para que ele possa passá-lo a nós também.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 06/06/14

O Feriado Das Árvores Frutíferas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje [4 de Fevereiro] é o feriado judaico, Tu B’Shevat (Dia da Árvore). Qual é o significado espiritual deste feriado na perspectiva Cabalística?

Resposta: A sabedoria da Cabalá lida com a evolução do homem até que ele atinja o nível da força superior da natureza. Entretanto, esta força está escondida de nós, mas podemos descobri-la na medida em que crescemos. O melhor símbolo do crescimento é a árvore. Portanto, o ano novo das árvores é comemorado no 15º dia do mês de Shevat (Tu B’Shevat), de acordo com o calendário hebraico. Durante este tempo, as árvores começam a crescer e a florescer, o que significa que a natureza passa da seca durante o outono ao verão, quando tudo começa a se abrir e florescer. Neste dia, há uma mudança para um crescimento renovado na terra de Israel, e, portanto, nós o celebramos. Este feriado está relacionado à fruta, aos presentes da terra e principalmente das árvores. Isto não se refere ao que a terra produz, os vegetais, mas a diferentes tipos de frutas. As pessoas comem frutas e bebem vinho.

Este feriado simboliza o crescimento de uma pessoa, já que o homem é chamado de árvore no campo. A Torá diz que um homem, durante a sua vida, é como uma árvore no jardim. Portanto, ele deve ser cuidado, se quisermos que ele dê frutos e não cresça como uma árvore selvagem.

Enfatiza-se que o feriado de Tu B’Shevat não é apenas uma celebração do cacho, mas o feriado das árvores cultiváveis que dão frutos, o que significa aquelas que foram cuidadas e das quais o homem espera a fruta, como uma pessoa que se desenvolve espiritualmente. Nesse caso, devemos cuidar da árvore: capinar em torno dela, molhá-la, limpar as frutas com vapor, cobri-las do frio e podar as folhas e ramos. Existem 39 ações que devem ser realizadas em árvores, e elas são todas uma alegoria do trabalho espiritual que uma pessoa deve executar internamente em si mesma. Então, ela vai crescer e frutificar a fruta correta. O feriado de Tu B’Shevat nos lembra que somos uma árvore frutífera que deve dar frutos bons e doces. Nós temos que pensar e cuidar de nós mesmos corretamente.

Pergunta: Qual é o significado da fruta?

Resposta: A fruta é a parte humana em nós que cresce de modo que pode ser colhida da árvore, abençoada e comida. A fruta une e integra o trabalho comum do homem e do Criador. O homem deve cuidar da árvore e se esforçar em todas as formas possíveis. O Criador dá a Luz e todos os minerais na terra para isso, e no final, eles recebem a fruta. Todo o trabalho de uma pessoa se soma ao fato de que ela agora pode comer a fruta a fim de doar em prol do Criador.

Eu desejo a todos um feliz Tu B’Shevat e abençoo a todos vocês para crescer e ser uma boa árvore!

De KabTV “Tu B’Shevat” 04/02/15

A Vida Sob A Sombra Do Medo Da Morte

Dr. Michael LaitmanQuando uma pessoa se aproxima da terceira idade, ela começa a lamentar que o seu tempo está acabando, isto é, de que é o fim de sua vida. Na verdade, existem aqueles que pensam nesta partida ainda na infância e constantemente verificam-se precisamente em relação a este ponto de morte.

No fim das contas, eles ou se afundam em depressão ou o oposto, ficam inflamados com um forte desejo de ter sucesso e comprar um lugar eterno para si mesmos aos olhos dos outros.

Eles esperam que o ponto de morte não vai alcançá-los pessoalmente, exceto nesta vida mundana. Essas são grandes pessoas que deixam sua marca na história da humanidade, como Alexandre, o Grande, Arquimedes, cientistas e líderes que mudaram a nossa visão do mundo e a face da sociedade humana, fazendo descobertas especiais e passando-as ao mundo.

Nós nos lembramos dessas pessoas e lemos suas biografias. Historiadores passam esta ciência de geração em geração e nos dizem sobre elas. Estas pessoas são como grandes marcas ao longo de todo o eixo da história. Basicamente, nós contamos o tempo histórico não de acordo com os anos, mas de acordo com essas pessoas especiais, dizendo: “Isso aconteceu nos dias de Júlio César”, e assim por diante.

Uma pessoa entende que o tempo em si não é o marcador da sociedade humana, mas as pessoas que desempenharam papéis particulares naqueles tempos na história. Assim, uma necessidade vital surge na pessoa para entrar na eternidade, no mesmo panteão onde todos os pilares centrais da sociedade humana estão reunidos.

Há pessoas que trabalham a vida inteira desde uma idade jovem só por causa disso, e na verdade, há indivíduos que conseguem deixar a sua marca na história.

Mas se estamos falando de pessoas que não são grandes, mas pessoas comuns, na velhice, essas pessoas sentem que suas vidas logo vão acabar. E mesmo que através dos métodos da medicina moderna, em breve será possível prolongar a vida humana de forma significativa, não importa o quanto ela vai ser prolingada, mesmo com a idade de 200 ou 300 ou mesmo 500 anos, apesar de tudo isso, ela vai acabar. E é assim que ela realmente será. Nós vamos viver muito mais do que agora, mas o mesmo problema permanecerá.

A ideia não é o número de anos. Houve um tempo em gerações anteriores, quando uma pessoa não vivia após a idade de 30 anos, em média, e há 200 anos, até a idade de 40 anos. Apenas entre a elite a vida útil ia até os 60 e 70 anos, mas as massas viviam 35 anos em média, ou no máximo 40 anos. Você se lembra como Pushkin escreveu sobre isso, que uma pessoa entrou na velhice com cabelos brancos com a idade de 38 anos. Naquela época, era normal considerar um homem de 40 anos como velho.

Em nossos dias, nós vivemos o dobro do tempo, mas o mesmo medo da morte permanece. Isso depende do desenvolvimento humano. Quanto mais a pessoa se desenvolve, mais a questão da morte lhe preocupa. Houve um tempo em que a vida humana não era avaliada e era possível enviar um exército de 100 mil soldados para ser morto num único dia. Mas hoje, a vida de cada pessoa é de grande valor.

Atualmente, em vez de um bilhão, existem sete bilhões de pessoas vivendo na face da Terra. A humanidade está investindo uma grande quantidade de energia e dinheiro para que as máquinas lutem em vez de pessoas. Isto sugere que a vida e a morte de cada pessoa é muito importante.

Hoje, é impossível enviar uma pessoa para lutar como um gladiador na arena para entreter a multidão como era costume na Roma antiga ou até mesmo na América, onde há mais de 200 anos atrás ainda havia escravos. Naquela época era possível bater num escravo e fazer com ele o que viesse na mente do mestre. Mas. em nossos dias, a vida de cada pessoa tem um valor mais elevado.

De KabTV “Uma Nova Vida” 22/04/14