Textos na Categoria 'Oração'

Vamos Transformar Cada Ação Num Sacrifício

Dr. Michael LaitmanA principal coisa que nos falta para atingir o sucesso em nosso trabalho é concentrar nossa atenção no sucesso espiritual interior, ou seja, na revelação do Criador, em vez do sucesso corporal externo. A revelação do Criador deve ser o nosso único objetivo, e todo o nosso trabalho na disseminação, estudo e esforço, deve em determinado momento se tornar o meio para atingir esse objetivo.

Não deveria ser o contrário! Nós não oramos ao Criador pedindo por sucesso em nossa disseminação ou na nossa vida. Isto é como todas as religiões agem quando se voltam ao Criador para que Ele ajude a pessoa em sua vida corporal e conserte as coisas para ela. Nós fazemos o oposto: tudo o que precisamos na vida é ter sucesso numa coisa: na revelação do Criador, para nos conectar a Ele, e sentir que Lhe damos satisfação ao fazê-lo.

Por enquanto, falta-nos esta intenção pura em todas as nossas ações. Mesmo que ela seja artificial e não combine com o nosso humor e nossos sentimentos, de Lo Lishma (não em Seu Nome) nós chegamos à Lishma (em Seu nome). Enquanto isso, nós expressamos esse desejo só externamente e procuramos as palavras certas para expressar nossas intenções.

Embora essas intenções não sejam reais e ainda não venham de dentro, nós queremos que elas venham do fundo do nosso coração. Nós agimos como crianças pequenas que repetem as ações do grupo sem entender nada. Isso nos penetra gradualmente até que se tornam uma segunda natureza e, em seguida, nós começamos a sentir o significado das palavras.

Nós podemos atrair a Luz que Corrige que irá se transformar de Luz Circundante em Luz Interna, mesmo com desejos que não são reais no momento. A estrutura da escada espiritual e as relações entre os Partzufim espirituais nos permitem fazer isso. Tudo está intencionalmente pronto para que possamos evocar a ação da Luz sobre nós, embora ainda não estejamos no mundo espiritual.

Portanto, vamos primeiro adicionar a intenção correta aos grandes esforços que fazemos em nossas ações externas. Como se diz “um Mitsvá sem intenção é como um corpo sem alma”. Se quisermos realizar um Mitzvá, o que significa um mandamento do Criador para se aderir a Ele, nós temos que transformar cada ação que realizamos num “sacrifício” (mesma raiz de “aproximar-se”, em hebraico).

A voz do Criador será revelada a nós entre os dois anjos, que são as duas forças, esquerda e direita, recepção e doação; nós vamos ouvi-Lo entre os anjos (como Moisés). Nós podemos fazer isso se trabalharmos com os nossos poderes corretamente: concentrando-nos na intenção de revelar o Criador, a fim de dar-Lhe satisfação em cada ação que fazemos, como uma pessoa amada.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 09/08/13, Escritos do Rabash

Quando Orações Se Tornam Uma Canção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós devemos ansiar pela alegria que falamos o tempo todo ou ela virá naturalmente?

Resposta: Nós deveríamos constantemente sentir alegria. Isso significa que eu sou preenchido com o espírito da vida que vem através do grupo, que constantemente me mantém focado na importância da meta, que nós somos especiais, que fomos escolhidos para esta missão, para este grande trabalho, a fim de servir aos outros.

Visto que agrada ao Criador quando servimos os outros, este é o trabalho maior e mais importante para nós, e que deve ser feito com alegria. Caso contrário, você provavelmente está indo na direção errada e não está conectado à Luz, ao Criador.

Você não pode chorar e realizar o trabalho espiritual simultaneamente. Você precisa se concentrar.

Veja o que diz o Rei David no livro dos Salmos. Ele descreve os grandes problemas que a pessoa encontra ao longo do caminho espiritual, mas tudo é feito com alegria. Portanto, estas não são apenas orações, mas uma canção!

Da Convenção de São Petersburgo “Dia Três” 14/07/13, Lição 5

Somente O Criador Vai Nos Ajudar!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o Criador se revela a nós através do desespero?

Resposta: O desespero é um estado muito bom, mas só quando não for o estado final. Depois do desespero é necessário chegar a uma solução.

Desespero é quando eu olho para meus desejos e vejo que não estou preparado para nada. Isto é maravilhoso! Baal HaSulam escreve que não há nenhum estado mais feliz na vida de uma pessoa do que quando ela sente que não há ninguém que possa ajudá-la, nem mesmo ela: em geral, tudo está quebrado e em crise.

Baal HaSulam, Carta 57: Não existe situação mais feliz no mundo de um homem do que quando ele se encontra desesperado com suas próprias forças. Ou seja, ele já trabalhou e fez tudo o que podia imaginar fazer, mas não encontrou nenhum remédio.

Neste momento ele começa a entender que só o Criador irá ajudá-lo e em seguida uma verdadeira demanda ao Criador surge nele. Portanto, o desespero é um sentimento maravilhoso, só que ele precisa ser formado corretamente.

Não há nada como isto, que nós passamos por alguma coisa e ela é incorreta ou  desnecessária na direção da meta. Nossos esforços nos dão a intenção correta quanto à forma de nos relacionar com o que estamos atravessando. De qualquer forma, nós temos que passar por esses estados; só que o relacionamento correto com respeito a eles apressa o caminho, amacia-o e o transforma. Porém, em todas as circunstâncias, isto é de acordo com o mesmo padrão, estes são os mesmos estados, e você não pode fazer nada com relação a isso.

Você era um fragmento na Malchut corrigida do mundo do Infinito (Ein Sof). Esta Malchut foi quebrada em fragmentos, e como no caso de qualquer parte não corrigida, você deve compreender a localização de seu fragmento corrigido. Não há lugar para escapar disto! Você deve ser reunido novamente e agarrar essa parte no círculo quebrado. Este círculo já estará na consciência, 620 vezes mais perceptível do que antes, mas este será o mesmo círculo completamente, os mesmos desejos (eles não crescem, você vê), mas eles simplesmente tornam-se reconhecidos.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Três” 14/07/13, Lição 5

Verifique A Fonte De Alimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando você sai para disseminar, as respostas positivas das pessoas fazem você se sentir bem. Então, de onde é que esses poderes vêm: do meu ego ou do Criador?

Resposta: Se você não exige poderes do Criador, então você naturalmente os recebe do ego. Existem apenas duas fontes de motivação de uma pessoa e, consequentemente, ela pode ser egoísta ou superior, ou para receber ou para doar.

Então, como você pode verificar a si mesmo? Como você pode descobrir que está realmente trabalhando para doar?

Eu sinto diferentes decepções, problemas, vazios, e até mesmo problemas no meu desejo, mas eu só exijo uma coisa do Criador: que Ele aumente a minha motivação altruísta sem qualquer recompensa para mim. Eu fico feliz que meu ego se sinta mal, que esteja vazio e insatisfeito. É um bom sinal; se eu posso continuar a trabalhar agora é realmente a fim de doar.

De acordo com os termos Cabalísticos , eu “restrinjo” o meu desejo, e coloco uma tela (Masach) e a Luz de Retorno (Ohr Hozer) em cima dele. Em geral, o desejo permanece sempre vazio, já que a restrição não é anulada. Então eu começo a trabalhar acima do meu desejo, a fim de doar, estando certo que me relaciono à vida, à realidade, ao Criador, e a todos corretamente.

Mas se eu não sinto vazio, decepções, ou problemas no meu ego, a fim de ser atraído acima deles à doação, a me preocupar com o Criador, então isso significa que eu ainda estou no meu desejo egoísta. Eu trabalho nele, e embora eu avance em direção à intenção para doar, eu ainda estou imerso no amor próprio. Claro, eu tento doar, mas todas as minhas tentativas são nutridas por motivos egoístas. Isso significa que se eu não recebesse prazeres, eu não teria nenhuma motivação, poder, nem vontade de continuar ao longo do caminho espiritual.

Da Lição Diária de Cabalá 08/08/13, Perguntas e Respostas

Tudo Depende Da Atitude

Dr. Michael LaitmanO Criador começa a nos despertar através de Sua iluminação e muda em relação a nós no último estágio de desenvolvimento em que estamos mais distantes Dele. Nós somos apenas a “matéria” do desejo que é possível “despertar” e ativar.

Nós mesmos somos incapazes de iniciar uma única ação, o nosso desejo só pode reagir e não tem o menor potencial de realização independente. Ele não tem poder criativo do Criador, a força da Criação; não tem Luz, não há fonte de energia. Ele é capaz de apenas duas coisas:

  • Apenas receber satisfação, sem livre arbítrio;
  • Ou por meio de uma atitude especial para com o anfitrião (a Luz), formar uma resposta qualitativamente diferente.

Como resultado, nós estamos sempre sob o controle completo do Criador: Ele nos envia a Luz, e depende de nós a respeito como aceitar Sua atitude. Ou nós a aceitamos aplicada apenas à “matéria” do nosso desejo, ou seja, podemos desfrutar num maior ou menor grau, ou, além disso, respondemos a Ele acima deste ou daquele nível de prazer.

Se eu começo a calcular em resposta a minha atitude para com o Criador e isso se torna mais importante para mim do que os prazeres recebidos pela “matéria” do desejo, então eu trabalho na fé acima da razão. Em outras palavras, ao receber o sentimento do meu próprio ser do Criador, eu faço os cálculos a cada segundo da minha vida: eu levo em conta apenas a minha atitude, a minha realidade “física”, ou, com base nessa realidade, será que eu respondo a o Criador com doação? Eu posso responder-Lhe com doação usando o que sinto agora na minha vida?

Assim, eu começo o meu caminho ao longo das etapas de aproximação do Criador. E o meu cálculo por este caminho é o seguinte: até que ponto, acima do desejo crescente com suas sensações mutáveis, boas ou más, eu posso construir uma relação de reciprocidade com o Criador?

Na verdade, eu procedo a partir do pressuposto de que só o bem absoluto chega até nós do Criador. Ele não pode causar nenhum mal a alguém, e se a criatura se sente mal, então, no final, a única razão é que ela não consegue construir dentro de si a atitude correta em relação ao que recebe.

Por exemplo, nós sabemos da experiência de vida, quantas pessoas estão dispostas a pagar um cirurgião que realiza uma operação vital para elas, incluindo injeções, infusões intravenosas, transfusão de sangue, um difícil período de reabilitação, e outras sensações dolorosas. Isso porque o objetivo é importante, tão importante que a pessoa não sente qualquer dor, porque está totalmente focada no objetivo e quer se livrar da doença. Para ela, o cirurgião não é um inimigo, mas um simpatizante que vale a pena pagar.

Então, tudo depende da atitude. Minha atitude para com o Criador muda radicalmente: tendo mudado a intenção para doação, eu sinto Dele só o bem em vez do mal e sinto prazer. Em contraste com o exemplo de um cirurgião, nenhum um traço é deixado na minha percepção de uma cirurgia dolorosa no meu “corpo” do desejo. Pelo contrário, o meu “corpo” sente que estou desfrutando. Mas, novamente, tudo isso só é possível se eu obtenho a intenção de doar. Tudo depende da mudança de intenção.

Como eu posso muda-la? Aqui reside o trabalho do quarto grau do desenvolvimento humano. Eu sempre tenho que pedir, além do sentimento bom ou ruim que sinto no desejo, que o Criador me ajude a corrigir a minha atitude para com o que eu recebo Dele.

Eu quero senti-Lo como Ele é, de acordo com a Sua doação para comigo, completamente Bom que faz o Bem, mas não porque Ele me traz o bem, mas porque eu não quero pensar mal Dele, tratá-Lo mal. Se eu sinto que o Criador me causa dor, então certamente Ele não é bom para mim. Esta é a reação natural dos meus níveis mais baixos. É óbvio para eles. O desejo egoísta não pode experimentar outras respostas à fonte do mal. É por isso que eu não quero construir uma relação direta com o Criador baseada nos sentimentos do meu próprio desejo.

Assim, há é um jogo: nós precisamos estar preparados para sentirmos cada vez mais sentimentos ruins em nosso desejo, de várias formas, cada vez mais complexas e sofisticadas, e ao mesmo tempo mais qualitativas. Em outras palavras, eu vou sentir mal, cada vez mais dirigido ao Criador. Porém, apesar dos meus sentimentos ruins, eu tento ver a fonte do bem Nele (só não O amaldiçoando internamente, e nem para evitar o mal). Quanto mais importante for a minha atitude para com Ele, mais eu avanço.

No início, durante os primeiros anos, a pessoa enfrenta um monte de confusão. Não importa, o cerne da questão é a minha atitude para com o Criador, que deve ser amarrada ao que o meu desejo sente. Isso não é masoquismo: ao mudar realmente a minha atitude para com Ele, eu já não sinto sensações ruins. Tudo em mim diz que é prazer, inclusive os níveis inanimado, vegetal e animal, que estão ligados à quarta fase, à intenção.

No entanto, muito trabalho é necessário para estabelecer a conexão com o Criador, para que Ele mude a minha resposta de negativa para positiva. Esse é o objetivo: estabelecer contato com Ele. É por isso que nós temos dois “sistemas de alerta”: um é baseado nos sentimentos do desejo nos três primeiros níveis, e o segundo, na minha resposta no quarto nível. Juntos, esses sistemas formam a conexão entre o homem e o Criador.

Por exemplo, eu vejo aqueles que me cercam num sistema e reajo a eles no outro. Não há “feedback”, ou seja, uma resposta consciente ao Criador, nos níveis inanimado, vegetal e animal, apenas reações instintivas. Ele simplesmente os faz agir o necessário e nada mais. Por outro lado, no quarto nível, nós temos que participar das respostas, dando-lhes certa forma usando a tela e a Luz refletida. Esta resposta ao Criador é o ser humano, Adão.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 06/08/13, Shamati # 8 “Qual é a Diferença entre a Sombra de Kedusha e a Sombra de Sitra Achra

O Ser Humano É Intenção

Dr. Michael LaitmanTodos os seres criados estão sob o controle do Criador, a força superior. O Criador criou apenas uma coisa — o desejo de receber, que é dividido em quatro níveis: inanimado, vegetal, animal e humano. Estes estágios descendem da conexão com o Criador, desde o “mundo do Infinito” até o estado “deste mundo”, em que eles estão completamente desconectados do Criador. Eles descem porque somente através da participação na criação da conexão com o Criador os seres criados sentirão, entenderão, alcançarão e farão com que a vida deles tenha o mesmo estado que o Dele.

Para fazer isso, todo o desejo de receber deve assumir a forma do desejo de doar, inerente ao Criador. No caminho, os seres criados atingem a alta gerência e obtêm a capacidade de agir como o Criador. Isso significa ser como Ele.

Para trazer todos os seres criados ao estado de pertencer a todos os quatro níveis, o desejo mais desenvolvido da quarta fase (o ser humano, Adão) deve primeiro estabelecer conexão com o Criador. Apenas o quarto nível é capaz de manter essa conexão de forma consciente e deliberada ao começar a sentir a sua própria realidade contrária ao Criador, vendo-se em oposição a Ele, concordando ou discordando Dele, agindo em seu próprio beneficio ou em benefício do Criador, etc.

Assim, em essência, o quarto estágio é o centro da Criação. Por outro lado, os três estágios anteriores estão conectados a ele sem ter o livre arbítrio. É o quarto estágio que determina como esses componentes irão participar no processo. É a intenção, a direção, enquanto os outros só agem nesta direção sem qualquer liberdade de escolha.

Assim, nós estamos falando de pessoas neste mundo que, acima de tudo, devem sentir que estão em ocultação e, assim, podem trabalhar a fim de estabelecer contato com o Criador desde o estágio de separação completa Dele, desde o ponto mais distante do infinito.

Esquematicamente, parece assim: o Criador está no mundo do Infinito e nós estamos neste mundo, e a distância entre nós é dividida em 125 graus. Nós temos que estabelecer conexão com Ele a partir daqui, deste mundo.

Isso começa quando o Criador nos desperta — brilha mais e mais. Devido à Sua Luz, os desejos do quarto nível começam a se elevar no nosso mundo; por sua vez, eles também são subdivididos em vários tipos de acordo com os mesmos quatro estágios. Os desejos “mais puros” despertam primeiro; eles são seguidos por desejos mais “grosseiros”. Assim, o processo de correção continua do fácil ao difícil. Em outras palavras, essas partes “fáceis” que corrigimos no início nos ajudam a corrigir as mais “grosseiras”, as partes “mais pesadas” depois.

A correção é realizada devido ao fato de que o Criador desperta Sua iluminação, Sua atitude para conosco, e ela começa a ser revelada, não tão boa para o “material” do desejo, como nos níveis inanimado, vegetal e animal, mas deliberadamente boa. Em outras palavras, devido à iluminação do Criador, nós temos que chegar mais perto Dele.

Para fazer isso, nós precisamos mudar a nossa intenção. Ou seja, em vez do nível inanimado, vegetal e animal, temos que formar o estágio humano em nós mesmos. E o estágio humano é a intenção acima da matéria.

Nós sabemos isso dos quatro estágios da distribuição da Luz direta: no final, a quarta fase decide fazer a restrição (Tzimtzum) e responder ao mestre com a mesma atitude que Ele demonstra em relação a ela. Esta é a intenção.

A quarta fase não tem nada que devolver à parte posterior do Criador — ela só pode continuar a receber Dele o bem com a intenção de transformar tudo que é recebido em doação a Ele. Então, todos os pensamentos da pessoa e todo o seu coração estão no Criador. Não importa o que ela recebe; a pessoa é como um hóspede que olha para o Anfitrião e só quer agradá-Lo.

Isso é o que significa a mudança de intenção, uma mudança de atitude; eu mudo de “para o meu próprio bem” em “para o bem do Anfitrião”, que se torna o fator determinante. O Anfitrião é o primeiro para mim, Seu estado é a minha primeira e principal preocupação. De acordo com isto, eu faço comigo tudo o que é necessário.

Assim, já não importa que estágios a pessoa passa, apenas se eles são para o benefício do Anfitrião, e neste caso ela os aceita, está feliz, e sua intenção está completamente alinhada com eles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/08/13, Shamati #8

Ações Práticas Determinam O Resultado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu venho orar por total desespero, eu preciso pedir que eu mude, ou preciso pedir que um amigo avance espiritualmente?

Resposta: A oração é chamada de desejo no coração, o desejo incontrolável do coração. Eu posso dizer o que quiser, nada vai ajudar, é apenas movimento dos lábios. Eu poderia dançar, chorar ou rolar no chão, o que também não produz resultados. A principal coisa é o que estou sentindo no fundo do meu coração.

Um desejo é chamado de coração e a quarta fase do meu desejo é o que está mais oculto de mim. Às vezes, quando isso ela é revelada, eu tremo do que está lá. Este aspecto é sentido pela Luz, a toca, porque é como o nome de quatro letras do Criador.

A última fase é realmente encontrada em contato com a fase superior  Keter. Um anseio pela conexão surge nela que é oposto ao de “Keter“: ele quer controlá-la completamente (caso em que esta fase é chamada de “Faraó”, que quer toda a Luz mantida dentro de si), ou o contrário, quer se parecer com “Keter“, a característica de doação.

Na verdade, nós não temos nenhum controle sobre esta fase, não a sentimos. Aqui, todos os tipos de ações práticas são obrigatórios! Não se trata apenas de sentar e meditar, a sabedoria da Cabalá não reconhece isso! Tudo isto não existe! Você pode se aprofundar dentro de si, achar que poderia ter todos os tipos de intenções, mas tudo isso são as investigações internas que são, em última análise, determinadas pelo trabalho preliminar e o trabalho que se segue. Estas investigações são obrigatórias apenas para entender o que eu alcancei, o quanto posso sentir quem eu sou agora.

Portanto, se nós realmente quisermos atrair a Luz Circundante para nós mesmos, é necessária uma ação; como resultado, a influência da Luz dá forma ao anseio correto do nosso desejo, em seu último aspecto. Como está escrito: “O Criador coloca a oração na minha boca”. Mesmo que a pessoa não esteja pensando em nada, mas realiza mecanicamente o que é necessário, no final, isso irá resultar em seus pensamentos mais normais se transformando nos pensamentos mais maravilhosos.

E o oposto também é verdadeiro. Existe o aviso: “Sua sabedoria excede suas ações”. Isso não é permitido! Acredita-se que quando a sabedoria de uma pessoa ultrapassa suas ações, ela se mata espiritualmente. Todos os tipos de filosofias, intenções, pensamentos e estudos de manhã à noite não são bons. Nosso mundo é o mundo da ação. Nós nos encontramos na última fase do mundo de Assiya, traduzido como “ação”.

Da Convenção em São Petersburgo 13/07/13, Lição 3

O Elo Importante Na Cadeia

Dr. Michael LaitmanNós devemos entender que a descida é uma indicação da revelação da doença, a revelação do mal. Mal é quando não temos nenhuma conexão com o Criador, que está oculto em nosso ambiente, no grupo espiritual. Nossos esforços para devolver a sensação anterior de unidade devem se concentrar no Criador e não apenas na nossa conexão.

O Criador estava ausente de nossa intenção. Nós pensamos que poderíamos simplesmente nos conectar e, assim, alcançar tudo. Nós perdemos o último elo desta cadeia, o Criador. Agora devemos enfatizar este componente mais importante de acordo com a fórmula: “Israel, a Torá e o Criador”, e perceber o quanto ela é importante, pois sem ela não há nenhuma garantia mútua ou aliança; sem ela nada pode existir!

Agora nós temos a oportunidade de sentir o principal componente que está faltando, que sustenta tudo. Esta é a razão pela qual devemos perder gradualmente o sentimento de unidade e descer cada vez mais para baixo, só para perceber o quanto precisamos da força superior, que é responsável pela nossa conexão e que opera tudo. Se nós pensarmos no Criador, nós pertenceremos a Ele e Ele cuidará de tudo e terá certeza de que não vamos sair da Santidade.

Diz-se: “Por meus irmãos e meus amigos, eu vou falar de paz”. Por um lado, eu oro para que o Criador me ajude com os meus irmãos, e por outro lado, eu trabalho com meus irmãos, a fim de revelar a Criador, para alcançá-Lo e satisfazê-Lo. Isso significa que eu me preocupo tanto com o vaso como com o preenchimento.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/13Escritos do Rabash

A Oração De Uma Pessoa Mostra Onde Ela Está

Dr. Michael LaitmanVocê só pode valorizar a si mesmo de acordo com o quanto o seu coração se preocupa com os outros: seu grupo, nossa sociedade global, e todo o mundo também. Você não pode obter isso de uma só vez, mas em etapas, embora no final isso deva se tornar a coisa mais importante para você.

Em primeiro lugar, você vai ver que o grupo é a coisa mais importante para você, e depois a nossa sociedade global e finalmente todo o mundo. Mas depois tudo vai se inverter: o mundo vai se tornar a coisa mais importante e a sociedade global, o grupo, e você mesmo serão apenas os meios para transmitir a Luz Superior ao mundo inteiro.

Portanto, você pode valorizar o seu avanço de acordo com o quão importante você considera todos os outros e se preocupa que todos devam conhecer e descobrir o Criador. Acontece que a oração é a indicação de onde uma pessoa está.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/07/13

Níveis De Conexão

Baal HaSulam, Artigo “O Fruto de um Sábio”: O Zohar compara isto com duas pessoas que estavam num barco, e um deles começou a perfurar debaixo de si mesmo. O seu amigo o repreendeu: “Porque está você perfurando?” E o louco respondeu-lhe: “O que tem você com isso, está debaixo de mim não de ti?” Na verdade, uma pessoa pode estragar tudo.

No mundo físico, num caso como este todos nós vamos nos afogar, e na espiritualidade o que é que acontece?

E este é o segredo da oração de muitos, que é proibido para um indivíduo deixar o coletivo. E é proibido para ele pedir só para si mesmo, acerca de si, mesmo que seja para dar satisfação ao seu Criador, pelo contrário, ele deve pedir só para todo o coletivo.

Em primeiro lugar é necessário alcançar o amor dos outros. E a partir deste estado um irá alcançar o amor do Criador. O que quer dizer que, em primeiro lugar, devemos nos unir e só então podemos ir para a próxima etapa. Não pode haver nenhuma ação espiritual se esta não resulta da conexão.

Espiritualidade não existe por si, nós a construímos a partir dos nossos Kelim, vasos, nós formamos uma imagem do mundo espiritual em um fundo de luz branca. Certamente nós não estamos autorizados a retratar apenas o que nos chega, estamos limitados pela imagem que potencialmente já existe dentro da Luz.

Precisamos nos adaptar gradualmente à Luz, aproximando-a dos 125 níveis que construímos. Somos especificamente nós, que construímos estes estados dentro dos nossos Kelim. E, portanto, nós não temos nada para construir sem conexão. E alguém que não esteja direcionado para este objetivo não está direcionado para uma ação espiritual. Qualquer outra ação, para além desta, nos leva a “um outro caminho”, o caminho do “Beito”, do sofrimento, mais longo e difícil, que é projetado para nos voltar para o reconhecimento da necessidade de conexão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 05/07/13, Escritos do Rabash