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A Ociosidade Do Parlamento Europeu

Dr, Michael LaitmanEu li no artigo “Rússia Alemanha“, que em 2015 apenas algumas dezenas de leis foram tratadas no Parlamento Europeu, que é composto por 751 representantes.

A manutenção deste criativo exército legislativo custa aos contribuintes 1,7 bilhões de euros por ano. De acordo com as perspectivas deste ano, os representantes aceitarão prontamente essa diminuição em suas atividades e vão continuar com o seu próprio negócio, sem qualquer sentido de haver um problema.

Meu Comentário: Eu acredito que essa é a forma como a composição (da UE) está gradualmente tornando-se obsoleta e irrelevante. No entanto, isso pode ser bastante benéfico, uma vez que muitas pessoas aprenderam com esse projeto, que foi um fracasso desde o início. A única razão para o seu fracasso foi que não foi baseado em qualquer forma de integração, mas em simples cálculos egoístas. Porque tudo isso está ocorrendo numa época de verdadeira integração da natureza; qualquer forma de integração artificial está condenada a desmoronar. No seu conjunto, este projeto acabará por ter que ser completamente encerrado.

A Situação Na Europa É Uma Reminiscência Dos Dias De Hitler

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (riafan.ru): “ O Ombudsman para Direitos Humanos no Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a tolerância mostrada pelo Ocidente em relação ao aparecimento do antissemitismo, do nazismo e da xenofobia tornou-se o motivo da renovada partida dos judeus das nações europeias hoje.

“A situação está se desenvolvendo em larga escala e já está perto de uma situação crítica. Ativistas de direitos humanos alertam especificamente que o antissemitismo se tornou a razão para a fuga dos judeus dos países da União Europeia para Israel. O Ocidente, juntamente com neo-nazismo, é uma reminiscência dos anos 1930 na Alemanha durante o último século.

“Durante o tempo de Hitler e do regime nazista, os judeus não tinham para onde fugir, enquanto que a tolerância ao aparecimento da xenofobia e o nazismo dos governos e de muitas potências ocidentais levou à morte de milhões de pessoas. Os políticos da União Europeia e dos Estados Unidos devem se lembrar das lições da história e não ajudar cientistas mentirosos e o resto dos extremistas, falsificando a história”.

Meu Comentário: Eu acho que tudo está acontecendo de acordo com o plano do desenvolvimento geral egoísta da humanidade, que deve trazer uma onda de antissemitismo e ódio mútuo geral. O povo de Israel será o foco desse ódio universal. Essa aparição do egoísmo como o mal total é necessária para ativar a pressão sobre os judeus, obrigando-os a implementar o método de unir a humanidade, e nessa unidade, a descoberta do Criador.

Babilônia Moderna

Dr. Michael LaitmanPergunta: A nação Judaica tem passado por uma transformação especial, a transição da escravidão à liberdade, à qual dedica-se a festa de Pessach (Páscoa Judaica). Qual é o significado desta transformação?

Resposta: O significado da libertação da escravidão é adquirir o poder do amor devido à saída do egoíismo pessoal. Nós estamos sob o controle do sistema que nos avança, especialmente dado sob o poder do nosso egoísmo, que é chamado de Faraó.

Primeiro, nós nos sentimos bem nesta escravidão, mas depois percebemos que estamos no exílio e que somos escravos do egoísmo que nos governa de forma absoluta. Nós não concordamos com essa autoridade e desejamos escapar dela, das más atitudes em relação ao outro, porque vemos que desta forma é impossível seguir em frente e existir.

Depois que muitas tentativas fracassadas, nós nos convencemos de que nada pode ser feito e que só um milagre pode nos salvar. Com efeito, o egoísmo está nos matando na medida em que não vemos sucesso em nada em nossas vidas de forma alguma. Deste modo, a lei do Faraó se manifesta entre nós.

Essa é a situação que vemos hoje em Israel. Existem 23 partidos políticos em um pequeno país, enormes lacunas entre diferentes camadas da população, a crise no sistema de ensino, uma crescente taxa de divórcio e de uso de drogas. Metade dos cidadãos estaria disposta a mudar para outro país se tivesse a chance.

Nossa atitude indelicada para com o outro pode ser vista no comportamento nas estradas e em outros lugares. Nós estamos divididos pela indiferença para com os outros e o orgulho. O egoísmo reina dentro de nós e nos faz agir desta forma. Não é nossa culpa, mas é nossa natureza que joga com a gente.

A pessoa deve perceber que nossa natureza é a inclinação ao mal, que nos escraviza. Se não sairmos dessa situação, nossas vidas vão acabar e não deixaremos para trás nada de bom para nossos filhos. A vida vai se tornar pior e eles não terão nem aquelas migalhas de felicidade que tivemos uma vez.

Isso é escravidão, e a Hagadá de Pessach nos diz como escapar para alcançar a liberdade. Mas, acima de tudo, precisamos entender que estamos na escravidão. Afinal, enquanto você se vê na escuridão do egoísmo que nos separa através do ódio mútuo, é impossível entender a realidade da liberdade deste anjo da morte.

Nós temos que querer nos tornar um povo livre em nosso país, independente da nossa vontade. Nós precisamos querer alcançar o amor, a conexão, a garantia mútua e a unidade entre todos acima da nossa natureza egoísta.

O povo de Israel uma vez escapou de seu egoísmo e subiu a uma altura de unidade e amor, que se chama a construção do Templo. Mas depois não fomos capazes de permanecer naquela altura e caímos dela.

Rabi Akiva ensinou que você não pode deixar o princípio do “ama o próximo como a ti mesmo”; caso contrário, cairemos novamente no ódio infundado. O Egito é o estado de ódio sem causa entre nós. Após a destruição do Segundo Templo há 2000 anos, nós voltamos a esse estado de ódio, que é chamado de Egito.

Após milhares de anos vivendo na unidade e na conexão, o povo Judeu foi novamente ao Egito, ao ódio infundado. Mas hoje o mundo inteiro deve perceber que estamos no Egito.

Uma vez, um pequeno grupo liderado por Abraão deixou a babilônia e se tornou unido no povo de Israel. Mas depois, ele voltou para Babilônia e se misturou com todos os babilônios. Hoje, nós nos encontramos novamente diante da mesma torre de Babel e somos confrontados com o ódio contra os outros e a falta de vontade de conhecer e compreender os outros. Isto é chamado de confusão das línguas.

Mais uma vez, nós temos que realizar a mesma ação como a que foi realizada na antiga Babilônia. É dito que os atos dos pais são um exemplo para seus filhos. Hoje, nós precisamos mais uma vez sair do Egito, mas este será o último exílio antes da libertação final.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 22/03/15

Pessach É Um Exemplo Para Todos

Dr. Michael LaitmanNós temos um meio que pode ajudar o mundo todo. Quando sairmos do Egito, da aversão e do ódio mútuo, veremos que a verdadeira conexão mútua humana resolve todos os problemas.

Portanto, hoje, o método de Abraão é necessário em todos os lugares. É a necessidade atual, e se nós, a nação de Israel, não realizarmos e apresentarmos ele à humanidade, a pressão que é colocada em nós crescerá. É porque o mundo inconscientemente sente que estamos escondendo a chave para a sua felicidade.

Mas se fizermos o que temos que fazer e dermos um bom exemplo, o mundo vai recebê-lo com gratidão e respeito. No geral, isso é exatamente o que o mundo espera de nós.

Desejo um feriado de unidade e conexão para todos os meus amigos!

O Feriado Da Liberdade Dos Grilhões Do Ódio

Dr. Michael LaitmanNão muito tempo atrás, nós celebramos Purim e agora o feriado de Pessach já está se aproximando. Todos os feriados do povo de Israel simbolizam a unidade e a conexão que deve existir entre nós; eles são apenas indicados em seus diferentes níveis, sua diferente intensidade.

A ligação mais forte em toda a história de Israel é atingida em Purim. E a primeira vez que chegamos à conexão entre nós está em Pesach, o feriado da liberdade da escravidão do Egito.

A Liberdade é conhecida como a libertação do nosso ego, do ódio infundado em relação aos outros, da rejeição, dessas atitudes feias que são descobertos entre nós quando interrompemos uns aos outros na rua ou em qualquer outro caso em que os nossos interesses se chocam.

Quando conseguirmos reinar em nossa natureza má e alcançar a unidade, descobrimos que podemos corrigir todas as nossas vidas. Nós podemos diminuir o preço dos apartamentos e dos alimentos, nos dar bem nos relacionamentos familiares, transformar nossas cidades em cidades limpas, e acabar com a violência em nossas escolas.

Isso é chamado êxodo do Egito, o êxodo do exílio. Nós nos afogamos em nosso ego e não queremos ouvir mais nada. Mas, de repente, entendemos que é possível construir um bom relacionamento entre nós, chegar mais perto. Isso não é apenas possível, mas simplesmente necessário, porque é impossível continuar desse jeito.

Antes da última eleição, todos os partidos prometeram cuidar de nossas vidas em todas as áreas. Mas, na verdade, de acordo com a sabedoria da Cabalá, ninguém vai conseguir isso, a menos que se eleve acima de todas as diferenças e nos tornemos todos conectados acima delas. Está escrito em Provérbios 10:12: … o amor cobre todas as transgressões. Quando começarmos a nos unir, sem prestar atenção no benefício pessoal, essa nova forma de unidade começará a influenciar nossas vidas.

O feriado de Pessach e a história do êxodo do Egito são metáforas que indicam a saída das atitudes egoístas entre as pessoas e a formação de atitudes mais elevadas. Esta é a liberdade do nosso Faraó interior, do ego que nos domina. Se sairmos do seu controle e conseguimos amar os outros, isso é chamado de liberdade, redenção. Após o êxodo do Egito e vagando pelo deserto, o povo de Israel chega ao Monte Sinai e recebe a Torá. Eles são perguntados se estão prontos para se tornar como um homem com um coração, para viver em Arvut (garantia mútua), em unidade, em “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”. Isso é chamado de salvação, pois dentro da nossa conexão e unidade descobrimos uma força única que está escondida na natureza.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 15/03/15

Desenvolver Um Segundo Fôlego Para O Nosso Trabalho

Dr. Michael LaitmanNós devemos estar preocupados com o combustível para o avanço e a qualidade do trabalho, e não apenas correr atrás da quantidade. Caso contrário, isso levará a uma grande queda. Nós devemos nos sentar juntos e pensar num método para abordar as pessoas. No momento em que vocês começarem seriamente a cuidar do público em geral, vocês vão ter um segundo fôlego. Agora, vocês se sentem cansados depois de um longo prazo. Mesmo que vocês tenham grande sucesso, isso já não lhes excita e nem lhes dá o mesmo vigor que tinham antes. Vocês se acostumaram a ser bem sucedidos e não há nada de novo nisso. Tudo chega ao fim e vocês começaram a ficar doentes e cansados disso.

É como as quatro fases da Ohr Yashar (Luz Direta). Por que a primeira fase não pode durar para sempre? Porque depois que ela (Aleph-Lamed-Peh) termina, a segunda fase (Bet-Yod-Tav) começa. Depois que essa termina, a terceira fase começa.

A Luz influencia o desejo e muda-o constantemente. No final, ele se torna qualitativamente novo da recepção à doação, de Hochma à Bina. Assim, a mesma coisa vai acontecer com o nosso trabalho. É impossível utilizar o mesmo jogo até o fim da vida.

Quando as pessoas se apaixonam, elas juram que vão se amar até o final de suas vidas, mas é claro que o amor vai desaparecer antes de morrer, pois nós evoluímos rapidamente. Nos dias de hoje, o desenvolvimento é muito rápido, de modo que as pessoas se casam e se divorciam várias vezes em suas vidas.

Isso significa que cada estado vai acabar e não devemos esperar que isso aconteça. Com antecedência, nós devemos entender que embora a nossa disseminação seja produtiva, correta e boa, e que não possamos diminuir sua importância, ela já exige adições. Cabe a nós pensar na qualidade do trabalho, pois cada novo nível é alcançado através da melhoria da qualidade.

Isso significa que a conexão com as pessoas deve ser mais qualitativa. A próxima fase é precisamente a mesmo que a anterior, mas com um maior nível de conexão. Nós precisamos nos encontrar com as mesmas pessoas que já contatamos e começar a ensiná-las o método de correção. É necessário o envio de material explicativo a elas, ter workshops e noites de unificação com elas, e ensiná-las através dos canais de televisão e da Internet para mantê-las continuamente interessadas. É como se nós as matriculássemos numa escola, e agora cabe a nós começar a primeira série.

Como resultado, vamos nos tornar um canal que conecta as pessoas ao Criador. Nós ainda não estamos nessa conduta; em vez disso, temos alcançamos o primeiro ponto de contato.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/05/14, O Livro do Zohar

Não Briguem Em Vão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há facções entre o povo de Israel que estão envolvidas na separação das pessoas e demonização da nação, incluindo até mesmo os valores que compõem o consenso. Como nós lidamos com isso; como é possível alcançar a unidade em face disto?

Resposta: Nós não precisamos estar envolvidos com as pessoas e suas ações, mesmo que elas representem o governo. É dito em Provérbios 21:1: O coração do rei está na mão do Senhor… Mesmo que eles sejam aqueles que em nosso mundo são considerados conhecedores ou influentes, eles são, basicamente, apenas a execução das ações que lhes são impostas pela força superior. Cada um deles é apenas um fantoche.

Nós devemos nos voltar à força superior que os administra e não levar as pessoas em conta. Nós prestamos atenção neles só porque através disso estamos analisando se estamos ou não construindo corretamente a nossa relação com o Criador.

De acordo com isso, vamos examinar se estamos construindo correta ou incorretamente a nossa relação com o Criador. Além disso, o princípio de Êxodo 10: 1: Venha ao Faraó, porque endureci o seu coração… funciona aqui.

Portanto, aqui nós simplesmente precisamos trabalhar mais na unidade, conexão e disseminação.

Nós não temos nada no que trabalhar além da conexão dentro do grupo, a fim de influenciar o Criador. Não devemos nos relacionar com nada externo a menos que venha contra nós numa guerra. A guerra exige uma resposta e devemos influenciar tudo o resto através do Criador.

Nada influencia a pessoa diretamente. As disputas são inúteis. Discussões ajudam a esclarecer alguns pontos, de modo que eles sejam mais compreensíveis para todos. Isso é outro assunto, e para esse propósito eu estou pronto para falar com a pessoa, não para convencê-la, mas para levar a mensagem às outras pessoas.

Somente a Luz Superior pode corrigir. E por isso não temos necessidade de argumentos; eles não funcionam. Só podemos convencer alguém através do poder superior. O Criador gerencia tudo. A força superior, a Luz, influencia todos, e em cada momento organiza o estado atual do mundo entre as pessoas em todos os tipos de formas e relações.

Assim, conclui-se que é preciso voltar-se para a Luz Superior e não para o mundo. Nós também vemos que ninguém está disposto a influenciar ou convencer ninguém. Mesmo os líderes mundiais realmente descobrem sua insignificância no entendimento do que está acontecendo e de suas próprias habilidades. Eles estão discutindo como crianças na rua.

Ao contrário deles, nós podemos influenciar a força superior, e através disso, a correção do mundo. Esta é a nossa missão.

“Não há outro ao lado Dele”, e voltando-se para Ele, não há outro além de você. Se você quer organizar o mundo de forma bela e correta, e prepará-lo para a revelação do Criador, então você está correndo junto com a Luz na direção certa.

Pergunta: O que significa “influenciar o Elyon (superior)”?

Resposta: Significa criar todas as condições para que Ele seja revelado. Através disso eu Lhe dou satisfação. E essas condições estão trazendo os poderes de doação, Ohr Hassadim (Luz da Misericórdia) para este mundo. Afinal, o Criador é Ohr Hochma (Luz da Sabedoria), que após o Tzimtzum Aleph (primeira restrição) só pode ser revelada se a Ohr Hassadim precede-a. Isso é o que eu devo trazer para o mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Dos Dois, Não Há Um Terceiro

Laitman_421_01Pergunta: Por que o Baal HaSulam escreve que depois da democracia e do socialismo vem um regime fascista?

Resposta: Porque a democracia é incapaz de satisfazer o desejo de prazer. O desejo de prazer cresce e exige progresso. A própria pessoa quer estar mais conectada e a democracia lhe leva a isso. No entanto, que tipo de benefício ela obtém da conexão? Como nós percebemos isso?

A realização da unidade só pode ser em prol do nosso benefício pessoal ou em prol do Criador. Um dos dois, não há um terceiro. Se avançarmos de uma forma simples e natural, a conexão ocorre em prol do nosso benefício. E isto significa que estamos conectados contra todos os outros e tentamos transformá-los em nossos escravos, subjugá-los.

Uma abordagem como essa pode ser vista em todo o mundo, seguindo mais ou menos cada governo democrático. Depois que as pessoas obtêm pelo menos um pouco de liberdade, elas imediatamente começam a sentir que não têm conexão. No entanto, elas não sabem como usá-la: “Então nós nos conectamos, e agora?”.

Nós somos obrigados a explorar essa conexão em prol de alguém ou de alguma coisa. Em última análise, isso é realizado no combate contra os outros e mostrando o quão fortes, unificados e consolidados nós somos entre todos os povos. Isso surge natural e inevitavelmente. Hoje esta tendência já pode ser vista no mundo. De um mês para o outro mundo se aproxima cada vez mais do nazismo.

Basta olhar para o que geralmente está acontecendo no mercado comum europeu, sua tomada de decisão, os eventos que acontecem nos Estados Unidos, na Rússia e em muitas nações. Pode ser que você não sinta muito isso, mas eu vejo que o nazismo está se tornando aceitável na sociedade.

Nós estamos começando a falar sobre isso como algo legítimo. Começamos de uma distância com o fato de que devemos discuti-lo para que ele não volte. Mas, nesse meio tempo, até que comecemos as discussões, organizamos convenções e material impresso e as pessoas se acostumam com o assunto. Esta é a primeira fase.

Embora se diga que o nazismo é um fenômeno negativo, os pesquisadores e historiadores supostamente devem discutir o assunto. Depois que os filósofos e os futuristas participam da discussão, eles investigam e analisam como e por que isso aconteceu. Como resultado disso, eles chegam à conclusão de que esse comportamento é inerente à natureza humana e que o regime nazista era uma etapa natural e válida para o desenvolvimento da humanidade. Ou seja, ele é incorporado na nossa natureza e não pode ser evitado. Assim, a legitimação do fascismo é feita.

Depois disso, começam os discursos sobre a necessidade da unidade do povo, a necessidade de sanções contra os imigrantes, a necessidade de se unir contra os inimigos, porque somos fracos e estamos perdendo. Seria como falar de medidas necessárias para a sobrevivência. A ideia se espalha gradualmente. Para este propósito, existe uma tecnologia especial com a ajuda da qual em poucos anos será possível vender qualquer coisa às pessoas.

Hitler também não chegou imediatamente ao poder. Muitos anos se passaram desde a Primeira Guerra Mundial até a Segunda Guerra Mundial. Ele tinha algum tipo de base sobre a qual se levantar; ele foi realmente eleito pela maioria. Hoje é ainda mais fácil fazer isso, porque a conexão em nossos dias tem ainda mais procura, e é um tema ainda mais sensível. Há uma decepção ainda maior em nosso desenvolvimento.

Nós, como a humanidade, já paramos de nos desenvolver. Um novo telefone celular a cada semestre não demonstra um avanço tecnológico. Essas tecnologias já são velhas; não há nada de novo, apenas uma mudança na forma externa para vender o produto. Nós chegamos ao limite do desenvolvimento do pensamento técnico e logo a mesma coisa vai acontecer na biologia e tudo o mais.

Portanto, há muitas razões para o desenvolvimento do nazismo. Estas tendências continuam a crescer em todas as nações: França, Ucrânia, Estados Unidos, Rússia, e valeria a pena pensar nisso antes que seja tarde demais.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Tópico: Dia em Memória do Holocausto

A Pessoa É Livre Ou Escrava De Sua Natureza?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não me sinto escravizado; parece-me que eu sou um homem livre. Portanto, como a instrução no feriado de Pessach me representa como deixando a servidão do Egito a cada ano relevante para mim?

Resposta: Parece que somos livres porque não sentimos que dependemos uns dos outros. Tentamos organizar nossas vidas de modo a não estar associados a ninguém, então ninguém vai nos incomodar. Essa é a nossa natureza.

Por causa dessa independência, nós inventamos novos computadores e telefones celulares. Em cada casa há tantos eletrodomésticos que exigem o mínimo de ajuda de outras pessoas. Isso torna mais fácil para a nossa natureza egoísta, e eu levo a cabo as suas exigências: eu não toco em ninguém e tento não ter ninguém que me toque.

Mas, basicamente, todos nós estamos conectados e somos interdependentes. Torna-se claro que toda a natureza inanimada, vegetal e animal também constitui um sistema único integral onde tudo está conectado com o resto. Assim, a sabedoria da Cabalá nos adverte que dependemos um do outro e vamos ainda descobrir esta dependência no futuro.

Se não atingirmos a unidade, então vai ser muito ruim para nós. Nesse meio tempo, não sentimos a necessidade disso de forma alguma e como a sabedoria da Cabalá não foi revelada na escravidão das gerações anteriores, por milhares de anos ela esteve na clandestinidade. Nós não tínhamos necessidade dela, já que não estávamos prontos para descobrir que somos interdependentes.

Mas hoje o mundo inteiro sente esta dependência mútua. Na medida em que ele descobrir esta conexão negativa, ele vai se voltar ao povo judeu, pois só este povo possui o método que faz com que seja possível se unir acima de todas as diferenças.

Há uma grande demanda por esse método no mundo de hoje. Portanto, se não transmitirmos esse método a outras pessoas, vamos sentir uma pressão muito forte. O antissemitismo vai continuar a crescer e as nações do mundo vão trazer mais e mais reclamações contra o povo judeu, culpando-nos por todos os seus problemas.

Elas não querem saber exatamente a razão para o seu ódio em relação a nós, mas ele é derivado especificamente disso. Essa pressão pode ser expressa de diferentes maneiras, como podemos ver na atitude dos Estados Unidos em relação a Israel se deteriorando dia a dia.

Pergunta: Quando você olha para o mundo de hoje, você definiria o nosso estado como a escravidão?

Resposta: Certamente, estamos escravizados à nossa natureza. Eu estou sempre realizando os comandos da minha natureza interior e obedeço-os sem qualquer esclarecimento, crítica ou oposição. Eu simplesmente não estou preparado para ir contra ele.

Meu desejo egoísta exige que eu tenha êxito e obtenha benefício sem considerar qualquer outra pessoa. E se eu estou numa conexão integral com os outros, como eu não poderia levá-los em consideração? Eu me torno limitada em todas as minhas ações.

Pergunta: Portanto, o problema não está em eu fazer o bem, mas fazê-lo à custa dos outros?

Resposta: Eu não posso sequer ter êxito assim. Hoje nem mesmo uma nação inteira pode ter êxito se estiver isolada das outras. Todas estão descobrindo a necessidade de conexão com as demais, mas não podem fazer isso corretamente. Ninguém sabe como estabelecer boas conexões entre si: Estados Unidos, Rússia, China, Europa, judeus e árabes.

Ninguém pode ter êxito e sair em primeiro lugar, se isso não for feito através de uma conexão totalmente boa. Segue-se que o mais exitoso será aquele que com maior precisão levar as nossas conexões mútuas em conta e agir em conformidade. É isso que simboliza a saída da escravidão à liberdade. Todo mundo, toda a humanidade, deve aprender isso.

Do Programa da Radio Israelense 103FM , 15/03/15

As Implicações De Longo Alcance Da Briga Doméstica

Dr. Michael LaitmanNossa boa fortuna (sorte) depende do estabelecimento de boas relações entre nós. Eu tento fazer isso em todos os sentidos, mas, de repente, há uma explosão e alguém me desequilibra e me afasta da direção certa. A fim de manter esta intenção, nós devemos ter um acordo geral, um sistema de educação projetado especialmente para esse fim.

Isto é o que deve ser ensinado às crianças na escola, de modo que elas não se comportarão da maneira como fazem hoje. Este é um problema nacional que deve ser resolvido numa escala nacional, e não depende apenas do desejo ou da falta de desejo de alguém.

Ninguém quer isso, pois é contrário ao nosso ego e difícil de perceber. Portanto, nós temos que criar um sistema de educação que nos aproxime um do outro.

Toda a nossa salvação está somente nisso. Dois mil anos atrás, o povo de Israel perdeu suas terras exatamente por causa do ódio infundado. Hoje, nós nos encontramos novamente numa situação perigosa, portanto vamos nos aproximar uns dos outros.

Baal HaSulam escreve: Toda a nossa esperança está em recriar uma educação nacional que seja projetada para descobrir o amor natural que está latente em nosso povo, de modo que por todos os meios nós voltemos e revivamos os mesmos músculos nacionais que não temos operado em nós por dois milênios.

Desde os dias de nosso pai Abraão, que deixou Babilônia, até a destruição do Segundo Beit HaMikdash (Templo), ou seja, por cerca de 1500 anos, o povo de Israel viveu em completa unidade.

Pergunta: O que significa viver em unidade? Será que isso significa que não haverá brigas com a esposa em casa?

Resposta: Para isso é necessário ter uma educação que leve à boas atitudes, incluindo mulheres e crianças.

Pergunta: Isso soa como uma espécie de utopia. O que exatamente vai acontecer com as pessoas? Será que elas vão parar de ser egoístas?

Resposta: As pessoas serão capazes de controlar seu ego. Você não vai fazer isso para tornar-se bom e não brigar com sua esposa, mas porque através das brigas, você está destruindo a vida de todas as pessoas no mundo. Isso é especificamente você, e mesmo porque você brigou com sua esposa.

Imagine que o seu relacionamento com sua esposa influencia as relações de um imenso número de homens com suas esposas, porque você é um judeu.

Pergunta: Portanto, se um francês briga com sua esposa, isso não influencia os outros tão fortemente?

Resposta: Não, isso não tem a mesma influência que um homem judeu discutindo com sua esposa. Isso ocorre porque os judeus são os primeiros no sistema geral que devem perceber a lei do Arvut (garantia mútua), a conexão entre todos. Depois disso, o mundo inteiro deve também ser incluído nesta lei do Arvut, na unidade geral. É especificamente na direção da unidade geral que a natureza está nos empurrando, para a unidade geral.

Do Programa da Radio Israelense 103FM , 08/03/15