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Um Cidadão Global É Uma Necessidade

Dr. Michael LaitmanOpinião (Dani Rodrik, professor de Economia Política Internacional na Kennedy School of Government da Universidade de Harvard e um dos principais estudiosos da globalização e do desenvolvimento econômico): “Nada põe mais em perigo a globalização do que o abismo do déficit do governo – a perigosa disparidade entre a responsabilidade política no âmbito nacional e a natureza global dos mercados de bens, capitais e outros serviços – que se abriu nas últimas décadas. Quando os mercados transcendem a regulamentação nacional, como a atual globalização das finanças, o resultado é a falha, instabilidade e crise do mercado. Mas empurrar mecanismos reguladores em burocracias supranacionais, como a Organização Mundial do Comércio ou a Comissão Europeia, pode resultar num déficit democrático e uma perda de legitimidade.

“Como pode ser diminuído este déficit do governo? Uma opção é restabelecer o controle democrático nacional sobre os mercados globais. Isto é difícil e cheira a protecionismo, mas é impossível e necessariamente inimigo da globalização saudável. Como defendo no meu livro “O Paradoxo da Globalização”, ampliar o escopo para que governos nacionais mantenham a diversidade regulatória e reconstruam desgastados negócios sociais melhoraria o funcionamento da economia global. …

“Mas o problema não é apenas que essas instituições globais permanecem fracas. Também é que elas são organismos intergovernamentais: um conjunto de Estados membros, em vez de agentes de cidadãos globais. Porque a sua responsabilidade para com o eleitorado nacional é indireta e incerta, não gera a fidelidade política – e, portanto, legitimidade – que as instituições verdadeiramente representativas exigem. Na verdade, as dificuldades da União Europeia revelaram os limites da política transnacional de construção da comunidade, mesmo entre um conjunto relativamente limitado e similar de países.

“Em última instância, a responsabilidade é dos parlamentos e executivos nacionais. Durante a crise financeira, foram os governos nacionais que socorreram os bancos e empresas, recapitalizaram o sistema financeiro, garantiram as dívidas, reduziram a liquidez, prepararam a bomba fiscal, e pagaram os cheques do desemprego e previdência social – e assumiram a culpa por tudo o que deu errado. Nas palavras memoráveis ​​do Chefe do Banco da Inglaterra, Mervyn King, os bancos globais são ‘internacionais na vida, mas nacionais na morte”.

“Mas talvez exista outro caminho, um que aceite a autoridade dos governos nacionais, mas vise reorientar os interesses nacionais num sentido mais global. Progredir ao longo de um caminho requer cidadãos “nacionais” que comecem a se ver cada vez mais como ‘cidadãos globais’, com interesses que se estendem para além das fronteiras de seus Estados”.

Meu Comentário: Visto que os governos nacionais dependem de seus cidadãos, a educação integral vai levar a uma compreensão da conexão global e da responsabilidade, pressionando os governos nacionais.

Estabelecendo As Regras Da Guerra Cibernética

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The Christian Science Monitor): “Um relatório impressionante de uma empresa americana de segurança digital acusa militares da China de realizar mais de 100 ataques cibernéticos nos computadores corporativos e governamentais dos EUA. Se correto, o relatório da empresa Mandiant só aumenta a urgência de se desenvolver normas internacionais para guerra cibernética e ciberespionagem.

“Cada nova ferramenta de agressão requer suas próprias regras de guerra. A guerra cibernética não deve ser diferente. Sem um código de ética para o conflito no universo digital, as nações poderiam, finalmente, derrubar os suprimentos de água, redes elétricas, defesas militares e instituições vitais umas das outras. E os valores fundamentais, como a privacidade e o direito à propriedade intelectual, também poderiam ser perdidos.

“As regras globais agora restringem o uso de armas nucleares, químicas e biológicas. Elas também ajudam a proteger os civis e prisioneiros de guerra. O que o relatório Mandiant mostra é que o mundo pode estar perdendo a luta para chegar a regras de comportamento no ciberespaço”.

Meu comentário: O problema não está no desejo de adotar novas regras para novas armas de guerra, mas que o inimigo pode facilmente se disfarçar e atacar sem se expor a ataques de retaliação. Assim, a falta de controle completo, como no caso das armas nucleares, é a causa da contínua guerra cibernética.

A solução está na união de todos os sistemas num só, quando todos que atacarem o inimigo vão, ao mesmo tempo, trazer um golpe para si. Ou nós criamos este sistema ou a natureza vai nos levar a este sistema de dependência mútua em que não haverá outra escolha, exceto estabelecer tais vínculos ou perecer.

De Quem Depende O Sucesso?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em termos de negócios, tudo depende dos líderes ou é inicialmente pré-determinado?

Resposta: Nós temos que abordar isso de forma realista. Eu tenho que agir de acordo com a noção de que tudo depende de mim. Se eu imaginar o meu próximo estado corretamente, eu vou ter a oportunidade de conectar tudo isso ao desenvolvimento geral da natureza, e depois vou tirar proveito disso.

Se nós estamos indo em direção a uma situação em que a pessoa está cada vez mais motivada pela satisfação virtual/emocional e perde o gosto pelo excesso de material, então, além de uma recompensa financeira, nós podemos criar adequada satisfação emocional, virtual, espiritual e equilibrar uma com a outra.

De KabTV “Segredos Profissionais” 06/02/13

A Crise Financeira Na Vendas De Armas

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do SIPRI): “As vendas de armas e serviços militares pelas maiores empresas produtoras de armas – o SIPRI 100 Top – totalizou 410 bilhões de dólares em 2011 de acordo com novos dados sobre a produção internacional de armas divulgados hoje pelo Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI).

“Em comparação com as empresas no Top 100 de 2010, este resultado representa uma redução de 5% em termos de dólares constantes. No entanto, no período de 2002-11, a venda de armas por parte do Top 100 teve um aumento de 51 por cento em termos reais.

“Vários fatores contribuíram para a diminuição das vendas de armas em 2011. Políticas de austeridade, reduções propostas e reais em despesas militares, assim como adiamentos em programas de aquisição de armas afetaram as vendas globais de armas na América do Norte e Europa Ocidental.

“Conflitos – em particular os declínios no Iraque e no Afeganistão e as sanções na transferência de armas para a Líbia – também desempenharam um papel na queda da venda de armas. …

“Uma série de empresas também estabeleceu subsidiárias no exterior, a fim de acessar novas fontes de receita na América Latina, Oriente Médio e Ásia. …

“A expansão das empresas produtoras de armas para o mercado de segurança cibernética – uma tendência clara no primeiro nível do SIPRI Top 100 – deve-se à crescente importância política e orçamentária da segurança cibernética como questão de segurança nacional. …

“As atividades destas empresas de segurança cibernética estão focadas em dados e software de proteção de rede e de serviços, serviços de teste e simulação, serviços de treinamento e consultoria; e apoio operacional”.

Meu comentário: A era de transição para o ciberespaço já começou; guerras são realizadas por drones (aviões por controle remoto) e computadores. E à frente está a guerra entre os pensamentos bons e maus.

Grande Responsabilidade E Orgulho Pela Nossa Missão

Dr. Michael LaitmanShamati # 69, “Primeiro Será a Correção do Mundo”: Assim, quando os indivíduos de Israel forem corrigidos, o mundo inteiro será naturalmente corrigido. Disso resulta que as nações do mundo serão corrigidas na medida em que nos corrigirmos. Este é o significado do que nossos sábios disseram, “Recompensado – sentencia a ele e todo o mundo a uma escala (balança) de mérito”. E eles não disseram, “sentencia todo Israel”, mas “o mundo inteiro a uma escala de mérito”. Em outras palavras, o interno irá corrigir o externo.

Portanto, nós precisamos estar mais preocupados para que os nossos atos não permaneçam apenas como atos privados que pertencem à pessoa que os faz em relação aos amigos, o grupo, e até mesmo a toda a nação de Israel, mas sim que sejam direcionados ao mundo inteiro.

Cada um que tem a possibilidade de se corrigir, e por isso é chamado de “Israel” (Yashar-Kel, direto para o Criador), deve saber que recebeu esta capacidade de causar a correção de todo o mundo.

De acordo com esta meta, que ele está recebendo de Cima, a mesma é exigida dele. Este é o seu destino e não há livre escolha. A escolha reside apenas na forma como o homem vai perceber essa missão que foi dada a ele. Portanto, nós precisamos criar uma atmosfera que vai ajudar cada um de nós a perceber o seu destino 100%, a fim de executar o que o Criador exige de nós e coloca em nós, escolhendo-nos para ser a parte que corrige o mundo e não a parte que é corrigida.

Esta é uma responsabilidade muito grande. Cada um tem que ver a si mesmo num papel e não apenas fazer o que vem em sua mente e se recusar a receber o trabalho que não gosta. Este é um trabalho que não é interrompido nem por um momento, é diário. E neste trabalho vamos tropeçar em distúrbios que vão nos jogar numa abordagem particular egoísta. Por isso, deve ser opinião geral da sociedade que vai segurar o homem para que ele veja toda a sua vida e todas as horas como executando uma missão importante, como a mãe que é responsável por seus bebês e todo o tempo deve pensar neles.

E com essa grande responsabilidade também deve estar a importância e o orgulho em relação à tarefa que nos obriga a perceber isso e servir ao mundo inteiro. Nós recebemos esta missão e temos que realizá-la.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 11/02/13

“Sistema Monetário Mundial Voltado Ao Colapso”

Dr. Michael LaitmanOpinião (James Rickards, diretor sênior da Capital Tangent Partners): O sistema monetário mundial está andando em direção à catástrofe, diz James Rickards, diretor sênior da Capital Tangent Partners.

“O mundo já entrou numa guerra cambial que começou em 2010, na esteira do enorme programa de flexibilização do Federal Reserve, diz ele à rede digital do Wall Street Journal…

“‘Todos os principais bancos centrais estão facilitando’, diz ele. ‘No final, tanto dinheiro será impresso que isso vai levar à inflação. O fim do jogo é o colapso do sistema monetário internacional – por vezes, mais cedo do que tarde’.

“Tanto nos Estados Unidos como no Japão, os bancos centrais estão tentando ‘importar inflação’ para colocar suas economias em movimento, em vez de tentar impulsionar as exportações por meio de uma moeda mais fraca, diz Rickards. ‘Eles estão morrendo de medo da deflação. Eles cortaram as taxas, e o último recurso é baratear suas moedas’.

“Quando o sistema monetário internacional entrarem em colapso, grandes poderes financeiros se reunirão para planejar as consequências, diz ele. Quando isso acontece, cada nação deve ter ouro suficiente em relação ao seu produto interno bruto. …

“A economia global pode se safar neste ano, mas problemas maiores começam em 2014, ele mantém”.

Meu comentário: Se houver força política suficiente, eles vão restringir a oferta de dinheiro ao nível das suas reservas de ouro, e o mundo vai superar isso! A principal coisa é cuidar do pão de cada dia e da educação integral para todos. Se no passado a preocupação era a educação da população, desta vez, é a formação, não só porque é uma compreensão das novas condições da comunidade global integral como uma familiar necessária, mas também, a mudança pessoal de cada um para que possa se tornar um membro da comunidade.

A Toda Velocidade Numa Nova Civilização

Dr. Michael LaitmanHoje, a humanidade se encontra num novo sistema completamente desconhecido. Para entender melhor, vamos dar um exemplo de como há meio século uma pessoa que estava acostumada a certas relações familiares, sociais e econômicas, de repente chegava num país estrangeiro, digamos fosse dos EUA para a Rússia, em algum lugar onde tudo era diferente, e simplesmente não entendesse por que tudo estava organizado e estruturado de tal forma.

Os americanos se perguntam por que na Rússia é tão difícil implantar determinado projeto, visto que com eles surgiria imediatamente algum empresário que pegaria a nova ideia, a executaria e lucraria com ela. Na Rússia, isso era impossível e, portanto, todos permaneceram numa condição muito pobre.

Por outro lado, quando um russo vem para os EUA, vê um individualismo enorme, competitividade, e, de modo geral, ninguém se importando com ninguém, cada um é um individualista que só está interessado em seu “eu”. E esta é a norma social.

Assim, esse mal-entendido de cada um surpreendia as pessoas que se encontravam num sistema diferente.

Agora, toda a humanidade está “entrando” num novo sistema, como se todos estivessem num trem que roda e, de repente, entra num enorme parque desconhecido, uma civilização completamente nova, baseada apenas na compreensão e cooperação mútua. Junto com isso, a natureza com a qual nascemos, com seus movimentos e anseios, não é levada em conta, apenas esta realidade que foi preparada para nós. Mas nós não nos encontramos imediatamente neste sistema rígido que está interconectado completa e mutuamente, onde só podemos ter sucesso compreendendo a percepção integral; a natureza gradualmente nos leva a isso, onde nos pressiona ao longo do caminho da evolução.

De KabTV “Segredos Profissionais” 05/02/13

Sem Combustível

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: Qualquer um pode ver como uma sociedade de grande porte como a Rússia… inigualável na riqueza em matérias-primas… e que praticamente aboliu a propriedade privada em conjunto, onde cada um se preocupa apenas com o bem-estar da sociedade… em vez de ascender e superar as conquistas dos países capitalistas, eles se afundaram ainda mais baixo… que todo esse trabalho precioso e exaltado, ou seja, a doação aos outros, que eles começaram a realizar, precisa ser para o Criador e não para a humanidade…

Pergunta: Qual é a adição “par o Criador” que eles carecem?

Resposta: Não basta trabalhar para o bem da sociedade, de modo que ela seja rica, bonita e boa. Não basta exortar as pessoas a serem bonitas e fortes, para que possam se orgulhar de suas conquistas perante o mundo inteiro. Mesmo isso não ajuda, embora seja muito importante para os russos, e eles tenham a necessidade inata de provar a todos que são os melhores. Em geral, isso existe em todas as nações, mas especialmente na nação russa.

A opressão não ajudou: fome, terror, assassinatos, projetados para forçar as pessoas a trabalhar para a sociedade, onde a pessoa não vê qualquer lucro em seu bolso e não traz para casa mais do que os outros. Ela trabalhou duro e se esforçou, e o outro não trabalhou tão duro, mas ambos receberam o mesmo salário. Portanto, onde a pessoa pode receber o “combustível” para trabalhar mais? Nenhum meio de opressão vai ajudar, nem mesmo o orgulho nacional. O que eles não tentaram durante as décadas da União Soviética? No final, tudo isso leva a nada.

Se eu não concentro meus esforços em doar ao Criador, e obtenho o “combustível” para trabalhar contra o ego, não tenho outras fontes. Mesmo se temo ser morto, não posso trabalhar sem razão. Eu sou basicamente uma “máquina” que precisa de combustível, um enchimento. Deixe-me ser pago pelo meu esforço, ou pelo menos receber comida e um lugar para dormir, como um remédio. Porém, desistir do meu ego por minha livre vontade? Uma criatura como eu não pode fazer isso “por definição”.

Mas os líderes soviéticos acreditavam que isso era possível. Eles não entenderam Marx, que colocava as coisas de forma simples: para alcançar tal ascensão, deve ser uma sociedade avançada, desenvolvida, que atingiu o progresso tecnológico em outros campos. Se tal sociedade pratica o que chamamos de “educação integral”, então algumas pessoas que estão ligadas à idéia inicial pelo seu ponto no coração podem levar todos os outros. Não há outro caminho, senão esse. Pelo menos algumas pessoas devem se dirigir “ao Criador”.

Mas os comunistas não tinham nada em comum e nada a ver com isso. Portanto, eles não podiam manter a direção que decidiram tomar, apesar de todos os seus tesouros naturais…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/02/13, “A Paz”

Sobre Cabalá, Marx E A Grande Mentira

Dr. Michael LaitmanHoje, a tendência que tem acompanhado o nosso desenvolvimento ao longo dos tempos está chegando ao fim. O ego nos obrigou a descer das árvores e começar a evolução humana. Nós passamos por muitas fases e muitas formas de vida: escravidão, liberdade fictícia, Idade Média e o capitalismo. Nós trabalhamos constantemente para obter lucro, para ter sucesso e avançar. Mas hoje a nossa “parceria” com o ego está chegando ao fim.

Há várias razões para isso, e uma delas é que o próprio ego não se sente mais satisfeito. Nós recebemos todo o bem, mas não nos satisfazemos. Mesmo os ricos, cada vez mais sentem como se não lhes restasse nada, já que a satisfação sem deficiência por ela não traz nenhum prazer.

No conjunto, a elite trata o mundo como sua própria propriedade e constrói um “mundo inteiro” para si. Através da mídia, ela nos confunde, convencendo-nos que devemos trabalhar de manhã à noite, seguir as tendências da moda, comprar produtos e serviços, e depois trabalhar novamente. Há uma constante confusão, guerras e rebeliões como a “primavera árabe”. Por quê? Para que ela possa dominar tranquilamente o mundo e fazer bilhões de dólares em lucros para si. Este é um trabalho sem fim dos governos e outros canais controlados por um pequeno grupo de pessoas.

No entanto, eles já estão começando a sentir que estão perdendo o controle. De acordo com as leis da evolução egoísta, o mundo em sua forma atual está chegando ao fim, deparando-se com uma crise global. Ninguém queria isso, incluindo as elites que estão interessadas em manter e continuar indefinidamente a sociedade consumista. Mas isso não funciona.

Agora nós temos que decidir para onde vamos. Assim, por um lado, os livros de Marx estão sendo reabertos, e, por outro lado, a sabedoria Cabalística é revelada.

Hoje existem conversações sobre o diferente uso do desejo de receber. A próxima fase é a construção de uma sociedade unida em que as pessoas trabalham cerca de uma hora por semana, porque não precisamos de tudo o que estamos produzindo atualmente. Hoje a unidade é o modelo essencial para a sociedade humana. Sem ela não seremos capazes de sequer receber o nosso pão de cada dia. Se não nos conectarmos, não vamos ter as necessidades básicas. Mas a humanidade não sabe como conectar, embora isso seja o exigido. Como resultado, quando se depara com uma tarefa aparentemente impossível, ela vai em direção à aniquilação, não vendo saída.

É exatamente daí que tiramos a sabedoria da Cabalá de seu esconderijo e a “agitamos” no fundo do Das Kapital de Marx, na esperança de que sejamos ouvidos.

Pergunta: Que prova que podemos trazer?

Resposta: Nós temos duas maneiras de provar isso:

• Existe a prova racional, como se diz, “É o sábio que vê o futuro”. Nós podemos convencer as pessoas de que a nossa abordagem é verdadeira e eficiente baseando-nos em exemplos, sem esperar por uma maior dificuldade.

• Ou, em vez disso, a prova pode vir na forma de desastres.

De nossa parte, nós tentamos alcançar as pessoas antes dos golpes, mas não é fácil. Nós não controlamos a mídia. A elite construiu um exército de economistas e especialistas financeiros e outros especialistas, cujo objetivo é confundir as pessoas e cultivar a grande mentira. Tudo isso para que as pessoas que estão no topo da pirâmide sejam capazes de dominar. Governar o quê? Hoje, nem elas não sabem exatamente o que. Isso não está sob o seu controle…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/02/13, “A Paz”

“A Complacência Num Mundo Sem Liderança”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Joseph E. Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Columbia): “A reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos perdeu um pouco do seu topete pré-crise. Afinal, antes da crise, em 2008, os capitães das finanças e da indústria poderiam alardear as virtudes da globalização, tecnologia e liberalização financeira, que, supostamente, anunciavam uma nova era de crescimento implacável. …

“Esses dias se foram. Mas Davos continua sendo um bom lugar para se ter uma noção do zeitgeist (espírito de época) global.

“Sem falar que os países emergentes e em desenvolvimento já não olham para os países desenvolvidos como antes. Mas um comentário de um executivo de uma empresa de mineração de um país em desenvolvimento captou o espírito de mudança. Em resposta ao desespero sincero de um especialista em desenvolvimento de que os tratados comerciais desleais e as promessas não cumpridas de ajuda custaram aos países desenvolvidos a sua autoridade moral, ele respondeu: “O Ocidente nunca teve qualquer autoridade moral”. Colonialismo, escravidão, fragmentação da África em pequenos países, e uma longa história de exploração de recursos podem ser assuntos do passado distante para os autores, mas não suficiente para os que sofreram como resultado.

“Se existe um único tópico que preocupou mais os líderes reunidos, é a desigualdade econômica. A mudança no debate em apenas um ano parece dramático: ninguém sequer menciona mais a noção de economia trickle-down, e poucos estão dispostos a argumentar que há uma congruência estreita entre contribuições sociais e recompensas privadas.

“Embora a percepção de que a América não é a terra da oportunidade que há muito tempo reivindicava ser tão desconcertante para os outros como é para os americanos, a desigualdade de oportunidades em escala global é ainda maior ….

“A Associated Press organizou uma sessão solene sobre tecnologia e desemprego: os países podem (particularmente no mundo desenvolvido) criar novos empregos – especialmente bons empregos – em face da tecnologia moderna, que substituiu os trabalhadores por robôs e outras máquinas em qualquer tarefa que possa ser rotinizada?…

“Aqueles que mais sofrem são os jovens, cuja perspectiva de vida será gravemente ferida pelos longos períodos de desemprego que enfrentamos hoje…

“… Se o euro sobrevivesse no longo prazo, teria de ser uma união fiscal e bancária, o que exigiria a unificação mais política do que a maioria dos europeus está disposta a aceitar…

“Nos últimos 25 anos, passamos de um mundo dominado por duas superpotências para um mundo dominado por uma, e agora para um mundo acéfalo multi-polar”.

Meu comentário: Pode parecer que o mundo esteja melhor e mais igual, sem líderes fortes. Mas no sistema correto, sempre há uma hierarquia, como no corpo: aquele que é mais cuidadoso e responsável é maior, como no corpo existe o cérebro e outros órgãos vitais que não vivem para si, mas para todo o corpo.