Textos na Categoria 'Mundo'

“Grandes Pensadores Ainda Perplexos Com A Crise Econômica Global”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Andrew Walker, correspondente de economia da BBC World Service): “Mais de cinco anos após o início da crise financeira, você pode ter pensado que os formuladores de políticas econômicas soubessem o que fazer a seguir.

“Bem, eles não sabem. Ou pelo menos não há nada parecido com o tipo de consenso que prevaleceu antes da crise financeira. …

“Havia muitas ideias, com certeza. Mas é assim como o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, coloca no final da conferência: ‘Nós não temos um sentido do nosso destino final… Onde vamos acabar, eu realmente não tenho muita pista'”.

Meu comentário: Este é o começo do insight (introspeção). Agora é possível procurar a verdadeira causa da crise e, em seguida, a sua solução. Cada vez mais pessoas percebem que o problema não está na política econômica, mas no próprio ser humano, ou melhor, em nossos relacionamentos, e ainda mais precisamente, no fato de que nós, como sociedade, existimos num mundo completamente integral e interconectado, mas não correspondemos à estrutura do mundo, porque continuamos egoístas, protecionistas, que competem uns com os outros.

O único sistema do mundo que se manifesta hoje exige que estejamos em completa cooperação. Claro que, por meio do seu desenvolvimento, a crise vai nos levar à percepção da necessidade de unir todas as nações e países, mas este será um caminho longo e dramático. Nós devemos aprender com a natureza a sua interconexão e imitá-la. O método da educação integral existe para este propósito. Ele vai nos ajudar a criar o relacionamento correto entre nós de forma rápida e fácil, e assim eliminar a crise.

Outono Nos Países Da “Primavera Árabe”

Nas notícias (de Global Post): “O desemprego nos países árabes ascendeu até aos 16 por cento em 2012 seguindo as revoltas que surgiram no ano anterior, o chefe da Organização Laboral Árabe Ahmed Mohamed Luqman assim anunciou no Domingo.

“‘O nível de desemprego no mundo árabe era de 14 por cento em 2010, que se traduz em 17 milhões de pessoas sem trabalho,’ disse Luqman em Algiers.

“‘Este acréscimo de dois pontos no fim de 2012 para 16 por, ou 20 milhões de pessoas desempregadas,’ acrescentou o diretor geral da OLA.

“Luqman disse que a sublevação que varreu o mundo árabe em 2011 e 2012 causou este acréscimo, particularmente por causa da imersão dos investimentos estrangeiros e do número de turistas que visitavam a região.”

Meu Comentário: Só depois da elite e das pessoas destes países compreenderem que o que está acontecendo é um conflito interno-Árabe, eles serão capazes de mudar este estado. A migração de jovens, a melhor força produtiva, para países não árabes enfraquece a sua terra natal. A aquisição da Europa pode tornar-se num boomerang. O mundo é Redondo, mutuamente dependente, global, e integral. É necessário ter isto em consideração!

Independência No Mundo Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você pode dizer sobre o Dia da Independência que a nação de Israel está comemorando?

Resposta: Se estamos falando de Israel, nós não somos independentes. Ao contrário, dependemos totalmente dos nossos vizinhos, dos EUA e de todo o mundo. Em geral, hoje, nenhuma nação é independente. Pelo contrário, vemos quanto todas elas dependem umas das outras.

Portanto, qual é a verdadeira independência? Ela significa que alcançamos uma boa unificação entre nós. Quanto melhor essa unificação, mais independente cada um vai se sentir dentro dela. Se alguém tem boas relações com os outros, eles não o obrigam a fazer algo que não queira fazer, e ele também se comporta assim com eles. Portanto, logicamente, todo mundo é independente e, mesmo assim, interconectado.

Hoje já somos incapazes de cortar os laços entre nós. O mundo tornou-se como um sistema fechado, todas as suas partes estão conectadas e é impossível romper esta ligação, mesmo com a ajuda das guerras mundiais. A dependência mútua permanecerá e só crescerá.

Então o que vamos fazer? A resposta é a mesma: apenas uma boa conexão entre nós, nos dará um sentimento de independência, mesmo que todos nós dependamos totalmente uns dos outros como células ou órgãos num corpo. Só é possível sentir-se independente quando há um equilíbrio mútuo, quando entendemos que pertencer ao sistema é uma busca constante de harmonia e complementaridade entre nós.

Uma pessoa saudável não sente seu corpo. Um corpo saudável torna possível que nós possamos agir em pleno vigor, sem quaisquer limites. Numa boa conexão nós também vamos nos libertar das limitações e encontrar a nossa independência. Esta é a única possibilidade; simplesmente não há outra.

Se alguma nação supõe que, elevando-se acima das outras, se tornará mais independente, o oposto é verdadeiro: ela se torna mais dependente de todas. O melhor exemplo são os Estados Unidos, que estão imersos em vários conflitos e confrontos e são incapazes de sair de um emaranhado de problemas. Esta “preocupação com o mundo” custa aos Estados Unidos muitos bilhões, e eles não conseguirão se livrar disto até entenderem que é necessário corrigir os relacionamentos com todo mundo. Isto é exatamente o que os Estado Unidos, como uma grande potência, devem cuidar. Ou seja, os americanos têm que introduzir a educação integral ao mundo. Caso contrário, eles podem esperar problemas do mundo inteiro.

Na verdade, o mundo inteiro é uma família, e em cada boa família há um cabeça que se preocupa com todos e cuida deles. Esta é uma regra simples.

Baal HaSulam escreve em seu ensaio, “Paz no Mundo”:

“Não se surpreenda se eu misturo o bem-estar de um determinado coletivo com o bem-estar do mundo inteiro, porque, na verdade, já chegamos a tal ponto que o mundo inteiro é considerado um coletivo e uma sociedade. Isto é, como cada pessoa no mundo atrai a essêcnia de sua vida e seu modo de vida de todas as pessoas do mundo, ela é forçada a servir e cuidar do bem-estar do mundo inteiro…

Nós não devemos mais discutir algo que é do conhecimento de todos, e o que foi mencionado acima é apenas para mostrar a desvantagem, o que precisa de correção, e é por isso que cada indivíduo vai entender que o seu benefício pessoal e o benefício do coletivo são a mesma coisa. Com isso, o mundo chegará à sua completa correção”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, “A Nação de Israel”

A ONU Observa O Dia Internacional Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Organização das Nações Unidas): “No dia 20 de março, o primeiro Dia Internacional da Felicidade será comemorado em todo o mundo. O dia foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para promover a felicidade como objetivo universal e aspiração na vida das pessoas ao redor do globo.

“A iniciativa de declarar um dia de felicidade veio do Reino do Butão – um país cujo Indice de Felicidade Nacional Bruta considera que o desenvolvimento sustentável deve ter uma abordagem holística para o progresso e dar igual importância aos aspectos não-econômicos de bem-estar.

“O Dia Internacional da Felicidade reconhece os esforços de outras nações e grupos que trabalham para medir a prosperidade que vai além da riqueza material. Ao designar um dia especial para a felicidade, a ONU pretende concentrar a atenção do mundo na ideia de que o crescimento econômico deve ser inclusivo, equitativo e equilibrado, de tal forma que promova o desenvolvimento sustentável e alivie a pobreza…

“Além disso, um evento especial organizado na sede da ONU no dia 19 de Março às 18h, também vai marcar esta ocasião. Haverá o lançamento do livro de áudio de Sri Chinmoy, fundador da Meditação da Paz nas Nações Unidas…

“Ban Ki-moon afirma que, ‘Neste primeiro Dia Internacional da Felicidade, vamos reforçar o nosso compromisso com o desenvolvimento humano sustentável e inclusivo, e renovar nosso compromisso de ajudar os outros. Quando nós contribuímos para o bem comum, nós mesmos somos enriquecidos. A compaixão promove a felicidade e vai ajudar a construir o futuro que queremos”.

Meu comentário: Como tudo o que a humanidade cria, a ONU é uma representação do nosso egoísmo…

A Terra Que Foi Dada A Nós Como Sinal Para A Correção Espiritual

Dr. Michael LaitmanA localização da terra de Israel é, inicialmente, um desejo que pertence às nações do mundo. Como resultado corpóreo da raiz espiritual, um grupo chamado “nação de Israel” vem a esta terra e a conquista, libertando-a dos povos que estão vivendo nela, de modo que ela possa ser chamada de “terra de Israel”.

Isso acontece graças à conexão dos ramos corporais com a raiz espiritual, pois de outra forma não teríamos direito a existir nesta terra, e nenhum direito de herdar a terra. Só se estivermos adaptados a esta terra no sentido espiritual e formos dignos dela de acordo com a nossa correção, poderemos viver nela.

Assim, Baal HaSulam diz que em nosso mundo nós recebemos o Estado de Israel como uma oportunidade do Alto. Primeiro nós chegamos à terra de Israel totalmente despreparados e desunidos como verdadeira nação israelense. Ao atravessar constantemente a correção à custa do seu trabalho, a correção da intenção, a pessoa pode vir e conquistar o desejo chamado “terra de Israel”.

Isto é o que aconteceu com o grupo de Abraão, que deixou a Babilônia e depois voltou para esta terra após o êxodo do Egito. Antes disso, houve a reunião diante do Monte Sinai e os quarenta anos de exílio no deserto, e, em seguida, as guerras da conquista desta terra, a terra de Israel e as áreas ao redor dela que fizeram parte das conquistas do rei David.

Mas foi tudo com a condição de que eles primeiro corrigissem o nível humano em si e, em seguida, o resto dos níveis mais baixos. É porque a intenção precede o desejo: primeiro o desejo deve ser corrigido e, em seguida, ele conquista a intenção e a domina.

É o desejo que é chamado de humano ou “nação de Israel”. Quando o desejo é corrigido após a intenção em todos os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, ele é chamado de “terra de Israel”.

Assim, no passado, nos viemos preparados para as ações corpóreas nesta terra e depois de tê-la conquistado nós a chamamos de “terra de Israel”. Mas, desta vez, voltamos totalmente despreparados internamente. Portanto, essas guerras não são para conquistar a Terra Santa, não para libertá-la do ego, mas sim uma oportunidade de descobrir a necessidade da correção do homem. Na medida em que nós nos corrigirmos, realmente receberemos nossa terra de Israel.

Caso contrário, ela nunca será nossa. Se nós nos atrasarmos ​​em nossa correção, vamos ouvir cada vez mais queixas das nações do mundo – daqueles que estão ao nosso lado e daqueles que estão longe de nós -, alegando que esta terra não pertence a nós. Vai ser muito difícil se levantar contra isso, e ninguém vai ouvir as nossas desculpas, uma vez que elas são realmente muito fracas. Nós não seremos capazes de convencer ninguém com desculpas sobre eventos que ocorreram há dois mil anos, e se as nações do mundo começarem a nos culpar, isso fará um grande barulho em todo o mundo.

Há uma sensação de que este lugar não pertence realmente a nós, entre as nações do mundo e também entre os próprios judeus. É porque o ramo corporal deve refletir a raiz espiritual, e até agora, nós não fomos premiados com uma conexão com a raiz. Portanto, as nações do mundo não sentem a nossa conexão com a terra.

Foi-nos dada tal chance de Cima uma vez, e nós estávamos esperançosos, assim como as nações do mundo; havia uma espécie de iluminação. Mas, infelizmente, durante as últimas décadas da existência do Estado de Israel esta iluminação desapareceu. Eu não ouvi ninguém, exceto o grupo do Bnei Baruch, gritando pela correção espiritual da nação de Israel e pela correção corporal.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13Escritos do Baal HaSulam “Herança da Terra”

O Mesmo Método, Mas Uma Abordagem Diferente

Dr. Michael LaitmanPergunta: O método da educação integral é uma das maneiras de transmitir a sabedoria da Cabalá. No entanto, a maioria das pessoas que estuda a sabedoria da Cabalá não entende como isso está relacionado com a sabedoria. Para eles, ambos existem separadamente: o trabalho interno e o método da educação integral.

Resposta: Mas nós não nos envolvemos no método da educação integral entre nós? Afinal de contas, a fim de revelar o mundo superior nós o preenchemos em nós mesmos, realizamos workshops, Convenções, reuniões de amigos, nos abraçamos e dançamos juntos, estudamos os artigos do Rabash sobre a sociedade e sobre o trabalho no grupo.

Nós fazemos a mesma coisa, mas para nós há uma parte adicional que unifica a nossa conexão, a conexão geral ao sistema chamado de “Dez Sefirot” ou “alma”. Há certa hierarquia neste sistema de forças que nos influencia. Como nós podemos ativar essas forças? Pela conexão.

As pessoas comuns simplesmente realizam o método integral, e ao fazer  isso, elas vão corrigir a si mesmas e toda a natureza sem saber como isso funciona.

Nós (como um cérebro) também temos que entender o princípio da conexão e participar ativamente neste sistema, tentando organizar uma rede entre nós, para minimizar a nós mesmos, para aceitar o grupo como maior do que nós, para apoiar um ao outro e para estar em garantia mútua.

Nós cumprimos tudo o que Rabash diz em seus artigos nas relações entre nós. Além disso, nós também estudamos como essa estrutura é criada entre nós.

Suponha que nós sejamos 10 pessoas sentadas aqui, e existam “Dez Sefirot“, a conexão entre nós. Nós estudamos como elas começam a agir sobre nós e como nós trabalhamos com elas mutuamente, como agimos exatamente, o que está acontecendo agora, como levantar-se dos “círculos”, Zeir Anpin, Aba ve Ima, Arich Anpin, Atzilut, etc, que se espalham de nós para o verdadeiro centro, para o estado de conexão completa.

Eles estão todos em rede entre nós e nós estudamos todos eles quando estudamos o TES. Não há nada, exceto as “Dez Sefirot“. Mesmo agora, nós as sentimos num nível mínimo chamado de “nosso mundo”. Quando nós começarmos a nos conectar, vamos começar a sentir o estado superior da conexão, e lá, na conexão entre nós, é revelada a força que determina e que sustenta tudo: o Criador.

Portanto, eu não vejo nenhuma diferença entre o método espiritual e o método da educação integral. Nós simplesmente somos como especialistas em informática, por exemplo: nós conhecemos o software e entendemos quais são as suas partes mecânicas.

Quando você chama a sua mãe, por exemplo, você pressiona o botão do telefone celular e sua mãe recebe a chamada e lhe diz alguma coisa em resposta. Afinal, você não sabe o que está acontecendo internamente: tudo é codificado em pulsos e os pulsos são transferidos para outro lugar onde sua mãe os decifra (embora ela mesma não esteja ciente deles).

Portanto, nós, os especialistas que conhecem todo esse sistema, sabemos como fazer as pessoas se acostumarem a isso, como ensiná-las a usar este instrumento como toda a humanidade. Afinal, 99% das pessoas não sabem de nada; elas vivem automaticamente.

A fim de subir a um nível de vida bom e normal hoje em dia, nós precisamos começar a elevar todos os 99% da humanidade. Isto é o que temos que fazer. Portanto, como especialistas, nós estudamos tudo cuidadosamente e depois levamos as pessoas para cursos e lhes explicamos como utilizar este instrumento, o que significa este mundo, de modo que as mudanças nele ocorrerão de uma forma boa.

Assim, não há diferença entre a sabedoria da Cabalá e a educação integral, exceto para aqueles que aspiram a atingir o sistema e que participam ativamente nele e alcançam a sabedoria da Cabalá. Aqueles que vão segui-los vão usá-la simplesmente através de workshops. Eles vão entender aso poucos, à medida que será explicado a eles até que ponto isso os influencia para melhor e também o mundo inteiro, as suas famílias, os seus lucros, os preços nas lojas, etc. Eles vão usar isso como todas as outras pessoas.

Uma pessoa comum ganha dinheiro e depois compra alimentos e, depois descansa em casa, a fim de sair de novo para ganhar a vida, para comprar comida e descansar… É o mesmo aqui: ela não sabe o mecanismo do sistema, conhece apenas o ângulo limitado que temos para apresentar a ela.

Da Lição Virtual 07/04/13

A Europa Enfrenta Uma Maré Alta

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de New Scientist): “Os furacões costumam se formar no Atlântico tropical ocidental e dirige-se ao noroeste para os EUA. Ocasionalmente, eles fazem isso em direção à Europa, pegando carona na corrente de jato.

“Para simular futuros furacões, Reindert Haarsma e colegas, do Instituto Real de Meteorologia dos Países Baixos, em De Bilt, produziram um modelo climático detalhado para 2094-2098, assumindo modestas emissões futuras de gases de efeito estufa.

“Eles acharam que futuros furacões formaram-se mais a leste no Atlântico tropical, à medida que a área foi aquecida suficientemente para fornecer calor e umidade suficiente para desenvolvê-los. Como resultado, muitos não atingiram os EUA, mas sim a Europa Ocidental. As tempestades enfraqueceram quando deixaram os trópicos, mas fortaleceram-se novamente quando entraram em áreas frias e ventosas, tornando-se híbridas como tempestades de areia, a meio caminho entre as tempestades de inverno e furacões”.

Meu comentário: Mudanças climáticas catastróficas não devem surgir no final do século, mas nos próximos anos. Perturbar o equilíbrio com a natureza vai levar a enormes prejuízos. Mas o problema não está no ambiente, mas no ser humano, porque de todos os níveis da natureza (inanimado, vegetal, animal e humano) somente o ser humano com seu comportamento social, em vez do impacto da tecnologia, é capaz de influenciar o equilíbrio do sistema, para melhor ou para pior.

O Mundo Tornou-se A Arca De Noé

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que maneira cada um de nós pode se esforçar no Kli comum? O que precisamos fazer?

Resposta: Cada um simplesmente tem que pensar no que desejaria que acontecesse consigo, com o grupo e o mundo inteiro: homens, mulheres, crianças, velhos, todos os povos, toda a humanidade. Hoje, nós estamos todos no mesmo barco, a verdadeira Arca de Noé.

Diz-se sobre a arca de Noé que todos foram arrumados nela e ninguém comeu ninguém, mas todos viveram em paz. Pois esta Arca é a característica de Bina, que abrange e possui tudo dentro de si. Portanto, eles foram salvos do dilúvio, do grande ego, que entrou em erupção fora das paredes da arca e apareceu em todas as suas formas terríveis: erupções vulcânicas, furacões, tsunamis, nevascas e fogo ardente.

A Arca protegeu todos os que se encontravam nela, porque eles queriam salvá-la. Quanto mais protegemos a arca, mais a arca vai nos proteger. Pois a arca é a característica de Bina. Entrar na característica de Bina é como entrar num útero, numa arca que irá protegê-lo de todas as influências externas ruins e prejudiciais; nada pode prejudicá-lo mais.

Isso é especificamente o que precisa ser explicado ao mundo — que todos os problemas da humanidade são derivados do seu ego feroz. Mas se nós todos construirmos uma arca para nós mesmos e não nos comermos, se todos nós habitarmos juntos dentro dela, em nosso pequeno mundo fechado; se fizermos uma arca a partir do nosso pequeno mundo fechado, então seremos salvos. Caso contrário, o que aconteceu com todos aqueles que permaneceram fora das paredes da Arca de Noé acontecerá conosco, todos nós afundaremos nas águas do dilúvio.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/03/13, Escritos do Baal HaSulam

A Direção Do Pensamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Às vezes, quando estamos trabalhando no grupo, o Criador nos dá uma subida, estados avançados. Como podemos usá-los para avançar os 99% da humanidade?

Resposta: Nós temos que pensar nisso constantemente, porque tudo é resolvido em pensamentos. Nossos pensamentos são as maiores forças do mundo. Se o pensamento está no caminho certo, ele entra no vetor, em conexão com a Luz, e isso é algo que pode mudar o mundo.

A Luz Circundante nos afeta, e pelo nosso vetor nós o fazemos dirigido à Luz. Se acendermos uma lanterna ou um refletor, ambos brilham diretamente. Imagine que podemos fazer o mesmo com nossos pensamentos.

Se você pensar em alguém estando no estado correto, em bons pensamentos, você verá como você vai curar, corrigir, melhorar com isso. Tudo será bem sucedido.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 5

Tornando-se A Luz Para As Nações

Dr. Michael LaitmanPergunta: O sistema de relações que existe atualmente entre o povo de Israel pode impedir que o mundo inteiro se liberte do egoísmo?

Resposta: Por todos os meios é assim. Se não estamos conectados uns aos outros, nós causamos maldade não só a mesmos, mas a todo o mundo.

O processo geral nos impacta da mesma forma que o resto do mundo, mas a nossa tarefa é reagir a ele de forma diferente. Não há nenhum sentido em esperar pela reação do mundo inteiro, uma vez que tudo o que eles têm é um desejo de receber, enquanto que nós também temos uma centelha de doação. Isso explica por que as nossas reações têm que ser corretas e atentas. A nossa missão é nos unir e nos tornar “a Luz para as Nações”, um “Reino de Sacerdotes”.

A ausência de união entre os judeus na Terra de Israel influencia não só a diáspora judaica, mas todo o mundo que nos odeia e despreza o Estado de Israel. Hoje em dia, ser “anti-Israel” está na “moda”, não o antissemitismo. Isto não é por acaso, uma vez que Israel é um lugar muito especial onde temos que nos unir, mas não fazemos isso. Se começarmos a cuidar da unanimidade entre nós, vamos eliminar todos os obstáculos e veremos que o resto do mundo vai nos acompanhar com muita alegria. As nações do mundo não têm um nível de egoísmo como nós temos. Assim, se aplicarmos esforços suficientes, elas se juntarão a nós em nosso caminho.

Além disso, os judeus que vivem no exterior também vão se relacionar conosco adequadamente. Hoje, eles odeiam Israel. A maioria deles vota contra Israel. Eles ficariam felizes se este Estado nunca existisse. Isso é o que refletem as pesquisas oficiais. Não podemos fazer nada sobre isso. Isso é acionado pela nossa não execução em seguir a nossa missão. Ninguém nos quer da forma como somos agora. Nós somos egoístas, protecionistas, literalmente uma “lasca” no corpo do mundo. Todos os problemas do mundo estão ligados a Israel. Ninguém percebe nossas conquistas; pelo contrário, nossas realizações apenas os irritam. Temos que levar uma metodologia de correção ao mundo, em vez de ensiná-los a usar o egoísmo de uma forma melhor e mais bem sucedida.

Pergunta: As nações do mundo não percebem qual é a missão de Israel, não é?

Resposta: Inconscientemente elas o fazem. Por que elas dizem que somos a razão para o mal geral? Porque sentem que dependem de nós. Essa sensação não é por acaso. Quando os líderes árabes afirmam que os judeus são a causa da maldade do mundo, eles realmente sentem isso. Não é apenas política, mas sim a voz do coração, sua sensação interna. Os judeus em vários países percebem que Israel moderno não contribui muito para este mundo. Por isso é que hoje há uma tendência de abolir Israel.

Infelizmente, ninguém em Israel ouve as predisposições do mundo. Nós nos comportamos como se não nos importássemos: nós continuamos a fazer negócios, ganhar dinheiro, aumentar o nosso bem-estar, discutir no Parlamento…

Nós vivemos como se nada estivesse acontecendo. É por isso que não podemos excluir a chance de que muito em breve seremos oprimidos com novos problemas imensos. Forças externas que vêm tanto dos judeus como das Nações do mundo podem propagar um desacordo entre o povo de Israel que irá causar tumultos, protestos, uma nova rodada de uma primavera “israelense”.

Isso significa que a experiência para criar um Estado de Israel não foi um sucesso; quanto tempo o mundo consegue tolerar isso? Por que atualmente todos os judeus do mundo são contra Israel? Se neste momento, na véspera da Páscoa não nos unirmos, então em 2 a 3 meses vamos acabar numa situação muito perigosa. Vamos esperar que encontremos as palavras corretas para nos dirigir ao povo de Israel e que eles nos entendam.

Nossa salvação está na união e na disseminação da união a todo o mundo. Nós temos que dizer abertamente ao mundo qual é a nossa missão, e que a união é exatamente o que as nações do mundo têm o direito de receber de nós. Em seguida, elas vão entender o quanto precisam de nós. Nossos relacionamentos internos anteriores só lhes causaram problemas; neste momento, deixe que a nossa união leve benevolência a todos. As pessoas entenderão e sentirão. Se nós mudarmos, então o nosso estado interno vai mudar também; caso contrário, nós não viveremos à altura de um bom futuro.

Pergunta: O que podemos fazer na véspera da Páscoa para parar esta evolução negativa?

Resposta: Aspirar a sair do Egito, ou seja, superar o ódio, a discórdia e a separação entre nós, em prol da união. Toda a nação, que agora está dividida em vários grupos e partidos, como também cada indivíduo em particular, têm que perceber que é a nossa união que definirá o nosso futuro, nada além disso!

De Kab TV “Cabalistas Escrevem: Êxodo do Egito” 04/03/13