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Amigos Quem Nunca Vão Decepcioná-Lo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …cada membro de Israel tornou-se responsável de que nada faltasse a qualquer outro membro da nação. Só então eles se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com esta responsabilidade coletiva, cada membro da nação foi liberado de se preocupar com as necessidades de seu próprio corpo e pode manter a Mitzva, “Ama a teu próximo como a ti mesmo” de forma plena, e dar tudo o que tinha a qualquer pessoa necessitada, uma vez que ele não se importava mais com a existência do seu próprio corpo, pois sabia com certeza que estava cercado por seiscentos mil amigos fiéis, que estavam prontos para prover-lhe.

Se nós conseguirmos nos conectar, e através disso alcançar a garantia mútua, ninguém será capaz de abalá-la. Você vê, o poder do Arvut influência a todos, e se cada um sente que seu ego foi neutralizado, vai parar de se preocupar consigo mesmo e simplesmente não vai estar pronto para ser egoísta. O poder do Arvut neutraliza necessariamente o narcisismo em todos, e neste tipo de ambiente ninguém pode permanecer sem correção, ou seja, sem autoanulação em relação aos outros. O ambiente anula as necessidades egoístas da pessoa fornecendo-lhe tudo o que ela precisa.

Com o suficiente apoio cuidadoso do ambiente, as minhas preocupações comigo mesmo desaparecem. É assim que funciona a rede que nos conecta e é impossível livrar-se dela. Eu estou ligado com todos eles através de milhares de laços e inúmeros fios. O ambiente me ativa. Não faz diferença se eu quero ou não. Os mecanismos da rede são um fato, e, portanto, uma vez que o grupo fornece as minhas necessidades, elimina o meu desejo egoísta. Então, eu sou livre.

Portanto, se a pessoa está conectada ao grupo, ela deve receber dele toda a força que precisa, a fim de relaxar. Ela não tem mais preocupações consigo mesma. Ela simplesmente não está preparada para “fazê-los”, porque o grupo os apaga imediatamente.

Mesmo hoje eu estou numa rede coletiva, mas sinto que não estou recebendo nada dela, como isso ou qualquer outra coisa que eu precise. Todos os receios são derivados disso. Nós estamos totalmente ligados. Dentro da rede de fios que nos ligam, se eu sinto que me falta alguma coisa, então eu fico apreensivo. Eu temo por mim mesmo, pensando: “O que vai acontecer comigo?”.

No entanto, no grupo certo, depois que eu organizo as conexões entre nós, eu acho que estou totalmente seguro. Isso neutraliza todos os meus medos e eu já estarei livre para além das limitações do nosso mundo.

Afinal, o “nosso mundo” é a realidade em que nos sentimos mais ou menos ligados, dependentes uns dos outros e influenciando uns aos outros de forma negativa. Aparentemente, todo mundo aqui não se encontrada em seu lugar. Esta mútua conexão negativa nesta rede comum é o nosso mundo egoísta.

Por outro lado, quando eu entro num grupo de Cabalistas, eu construo a conexão correta com os componentes mais próximos do sistema. Não é por acaso que vim para um grupo; pelo contrário, como eu estou realmente ligado aos amigos, eu não estou apenas passando o tempo com um grupo de pessoas que são como eu. Agora que eu sou atraído à Fonte, isso me direciona para me conectar com alguém próximo a mim na rede espiritual, e mesmo que eles vivam a milhares de quilômetros de distância de mim na rede física, apesar disso, eu os encontro.

Assim, de acordo com o grau de proximidade, um sistema de relações é desenvolvido entre nós até que isso me supra com um estado onde eu me sinta livre de preocupações comigo mesmo. Isto já é a primeira fase de autoanulação. Na segunda etapa, os amigos elevam o superior aos meus olhos: o grupo, o Criador, o Doador.

Por conseguinte, a influência do grupo está dividida em duas partes: a primeira é que ela neutraliza o desejo egoísta dentro de mim. Os amigos me dão a sensação de que estão preocupados comigo o tempo todo, não importa o que possa acontecer. No passado, as minhas preocupações comigo mesmo formaram um futuro terrível para mim. Agora, os amigos me dão um futuro seguro. Apenas um grupo está pronto para fazê-lo. Ele me supre com Luz Circundante que corresponde aos meus desejos voltados para o futuro. Somente os amigos podem extinguir isso e, assim, a sensação de amanhã desaparece de tal forma que eu sinto além do tempo. Esta é a primeira condição. O grupo neutraliza a preocupação egoísta com o presente e o futuro em mim.

Em segundo lugar, eu também preciso de uma força que me atraia para o superior. Em nome disso, com toda a sua força, os amigos elevam a importância da meta, o Criador, o professor, o grupo aos meus olhos; em outras palavras, a importância de todos os meios ao quais devo me segurar.

Desta forma, através da rede coletiva que desenvolvemos no grupo, eu atinjo a autoanulação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Sete Bilhões De Ouvintes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu moro no Peru. Este é um grande país. Apenas na capital, Lima, vivem cerca de oito milhões de pessoas, mas nós ainda não conseguimos construir um grupo. Por quê?

Resposta: Eu entendo e sinto muito bem a sua dor, mas a ideia é que existe um programa superior e nós não compreendemos por que ele é realizado exatamente dessa maneira. Enquanto não chegarmos à raiz, enquanto não conseguirmos ver todo o sistema, a alma inteira, onde cada um está localizado e o motivo no qual precisa experimentar este destino ou outro, até então, não vamos entender nem iremos justificar o Criador. Nós sempre teremos reclamações contra Ele.

Eu tenho disseminado a sabedoria da Cabalá desde 1983. Naquela época, eu escrevi meus três primeiros livros, há apenas trinta anos. E eu comecei a estudar seis a sete anos antes disso. Nos anos que se passaram, um grande trabalho foi feito em todo o mundo. Muitos grupos investiram enormes esforços na criação e distribuição de materiais através de uma série de canais.

No entanto, os resultados são desproporcionalmente pequenos. Nós vemos que somente poucos têm um desejo de alcançar a verdade.

Realmente, nunca haverá muitas pessoas como estas. Assim é como o mundo é construído. Essas pessoas especiais estão em minoria e não deve ser de outra forma, pois todo o resto as segue.

No momento, nós — algumas centenas de milhares pessoas em todo o mundo — nos preparamos corretamente. O mundo vai despertar e nos seguir. Em princípio, um só pastor é suficiente para que todos possam atingir a meta. Portanto, é proibido julgar de acordo com a quantidade, porque a espiritualidade é construída totalmente em qualidade e uma pessoa pode ser equivalente não só a milhões, mas a bilhões.

Assim, continue se esforçando. Junte-se aos grupos americanos através da Internet, e, finalmente, veremos que você virá para as convenções com muitas outras pessoas. O mais importante aqui é não se queixar. Não vemos todo o “mapa”; não temos conhecimento de todo o programa. É necessário aceitar o resultado como ele é, e agir independentemente das circunstâncias. Mesmo quando há vazio ao redor, eu devo me voltar para todo o mundo como se todos estivessem me ouvindo.

Especificamente dessa forma, eu me dirijo, voltando-me para todos como se todos os sete bilhões estivessem me ouvindo, ansiosos em entender e descobrir, absorver cada palavra. Este é o meu dever; e quantos deles o Criador despertará, e em que grau, é problema Dele.

Eu recomendo essa abordagem para todos os envolvidos na disseminação. Pois assim, eu sou “puro”; o Criador estabelece o tempo para o mundo despertar, e eu aceito isso com tranquilidade.

Da Convenção em Nova Jersey 10/05/13, Lição 1

Uma Rede Que Nos Nutre

Dr. Michael LaitmanPergunta: O tipo de rede em que vivemos hoje se encontra em crise. No entanto, aos poucos estamos passando para o próximo estado, que é a estabilização de qualquer maneira. O que é este estado harmonioso que toda a natureza atinge quando sai da crise?

Resposta: Este é um estado em que a pessoa vai se transformar, tornar-se integral, mutuamente ligada. Ela vai pensar em todos como parceiros num único sistema. O que era obviamente um plano puramente teórico será visto de forma clara: uma completa conexão mútua no mundo.

Além disso, essa conexão mútua não depende que todos na face da terra estejam cientes de tudo o resto através de uma cadeia de cinco pessoas, ou que aquilo que uma pessoa pensa num lugar aparecerá imediatamente em outra parte do mundo. Estas são coisas básicas. Nós estamos, de fato, ligados entre nós, como um micélio subterrâneo dentro de uma rede de raízes, com todas as raízes, com todas as plantas, e assim por diante.

Esta rede nos prende, nós vivemos nela, somos nutridos por ela. Isso está começando a ser descoberto agora. Na medida em que nos acostumamos a isso, nós nos beneficiamos, entendemos como viver melhor, como nos organizar neste novo nível, neste novo mundo que é descoberto. Se não quisermos segui-lo, a natureza vai nos obrigar a fazê-lo por meio de sua pressão, e essa pressão pode ser muito trágica.

De KabTV “Através do Tempo” 17/03/13

A Mínima Medida Da Realidade Espiritual

Dr. Michael LaitmanRabash, “O que a Regra do ‘Ama Teu Amigo como a Ti mesmo’ Nos Dá?”: Mas como “todos em Israel são responsáveis ​​uns pelos outros”, através de todos, eles são mantidos. É como se todos mantivessem todas as Mitzvot juntas. Assim, através das 613 Mitzvot, nós podemos alcançar a lei, “Ama a teu amigo como a ti mesmo”.

Todas as leis espirituais são leis integrais e existem apenas quando existe uma estrutura completa. Não existe pouco na espiritualidade, e tudo começa a partir da criação de um grupo de dez pessoas, “dez”, um Minian, a mínima medida em que a realidade espiritual pode existir.

É como o exemplo do grupo do Rabi Shimon, cujos alunos formaram a rede certa entre eles e com isso chegaram ao fim da correção ao atingir todos os 125 degraus da escada espiritual. Assim, tudo depende do estabelecimento de um Minian.

Todas as leis da realidade podem ser descobertas num grupo pequeno, mas como ele é uma ferramenta destinada a dar satisfação ao Criador, ele deve ser expandido o máximo possível. Nós precisamos sair do Grupo de Dez, doar e espalhar esta mensagem ao mundo, a fim de conectar o resto da realidade a nós.

Essa incorporação mútua também influencia a estrutura de dez e ajuda a calibrá-la, o que significa que a sua correção interior pertence ao cumprimento das 613 Mitzvot (mandamentos). Ao reunir e apoiar um ao outro, o grupo de dez é suficiente para atingir toda a criação (o que significa o cumprimento de todas as 613 Mitzvot). Isto porque a sua estrutura é compatível com a estrutura das Sefirot originais.

Portanto, especificamente um Minian (um grupo de dez pessoas, nem mais nem menos) é o vaso apropriado para a correção. No entanto, quando falamos sobre o cumprimento do amor ao próximo e o amor ao Criador, isso é cumprido pela expansão do vaso. Este Minian torna-se uma coisa só, que age para corrigir o mundo que está fora do grupo de dez.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 21/05/13

Executando Ordens Que São Independentes Do Tempo

Dr. Michael LaitmanUm tempo atrás, nós começamos a trabalhar em Grupos de Dez e até agora têm surgido muitas perguntas a respeito de porque tal trabalho em grupo foi escolhido. Está bastante claro que as dez Sefirot são a base da realidade espiritual e do mundo corpóreo. No entanto, eu ainda quero explicar mais detalhadamente, de modo que vamos entender melhor o nosso estado atual.

A Torá é a ordem eterna. É impossível mudá-la de acordo com o tempo e espaço. As leis espirituais são fixas e absolutas, e a nossa atitude para com a Luz que Reforma deve ser de acordo com o sistema geral. Este sistema não muda, já que nós avançamos em nosso ego aqui neste mundo à medida que nos tornamos mais humildes, grosseiros e egoístas.

Assim, o nosso estado se torna mais sensível e nos aproxima do “reconhecimento do mal”, por enquanto no sentido corporal. No entanto, os princípios descritos na Torá não mudam e nunca mudarão. Assim, qualquer pessoa que sente que está apontando diretamente para o Criador (Yashar El), o que significa qualquer um que pertença a Israel, vai ter que passar por todo o processo que a Torá nos fala, incluindo o tempo do dilúvio, da Babilônia, o exílio no Egito, a recepção da Torá diante do Monte Sinai, e a peregrinação no deserto do Sinai, até que ela atinja um desejo chamado de Yashar El, a “Terra de Israel”.

Nós estamos nos aproximando disso. A Torá é independente do tempo em conceitos de mais cedo ou mais tarde. Tudo o que é descrito nela é cumprido em todos os níveis, uma vez que, em cada nível, em cada estrutura espiritual, cada Partzuf pequeno ou grande sempre é feito de todas as dez Sefirot, um HaVaYaH completo. A única diferença é o nível, como em cada gota de sêmen na realidade e em cada criança e adulto, já que o individual e o geral são iguais.

Portanto, nós sempre passamos por todos os estados do início até o fim em cada situação, e a única diferença é a intensidade dos estados que são revelados em nós e o que sentimos neles e entendemos. Toda a realidade e cada estado são feitos de dez Sefirot. Portanto, se nós realmente pudéssemos revelar certo estado, entraríamos no nível de toda a realidade.

Nós avançamos de acordo com os níveis, um HaVaYaH após o outro, mas, ao mesmo tempo, constantemente descobrimos sutilezas adicionais em cada HaVaYah e esclarecemos outra parte dele. Uma nova formação completa aparece em cada nível de HaVaYah, pois cada vez há novos esclarecimentos que dependem do nível de Aviut (grossura), que decorre a partir da raiz espiritual.

Assim, nós passamos por diversos estados durante a nossa evolução. Certamente, você não pode esperar por eles, de modo que as mudanças que realiza possam parecer artificiais. De repente, eu lhe digo que devemos nos dividir em Grupos de Dez em nosso trabalho espiritual, como se esse pensamento viesse a mim por acaso. No entanto, eu não apenas lhe dou ordens aleatórias. É claro que nós estamos avançando numa ordem precisa, e se você não identificá-la, acredite que eu a vejo. Portanto, o nosso progresso deve ser em Grupos de Dez.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas

Israel São As Centelhas Que Iluminam O Mundo

Dr. Michael LaitmanA “Nação Israelense” é um conjunto de pessoas que possuem centelhas espirituais ardentes. Quem tem essa centelha sente um desejo incontrolável de subir. A centelha que está acesa numa pessoa a atrai para a revelação da essência, e ela é chamada de “Israel”, que significa Yashar El (direto ao Criador).

As centelhas ou os pontos no coração (•) conectam a pessoa com a Luz que Reforma. Tais pessoas podem atrair, evocar a Luz, e, portanto, ser corrigidas, enquanto que sem a centelha, essa correção é impossível. Além disso, pela conexão entre os pontos no coração, elas podem despertar aqueles nos quais os pontos no coração não foram ainda acesos.

Em geral, a centelha, que significa a força de doação, é acesa em nosso ego, no desejo quebrado que é a força de recepção. Se eu corrijo esse desejo, tudo se torna um grande ponto no coração, que significa Israel, um vaso de doação, no que diz respeito às nações do mundo, que são vasos de recepção.

Assim, Israel é a parte corrigida do vaso geral e somente através dele é que a Luz Circundante pode ser passada às nações do mundo. A Luz chega de uma maneira diferente nos desejos que não têm a centelha, por “vasos transmissores” que os preparam e organizam, e introduz educação integral a eles, que em geral funciona para melhorar a sua vida terrena. Somente Israel pode cumprir esta missão e só através de Israel a Luz passa. Israel é o elo entre o Criador e as nações do mundo.

É por isso que nós estamos neste mundo, já que é aqui que encontramos tal conexão entre os diferentes vasos. Quanto ao impulso negativo e o incentivo, é o Criador que os fornece na forma da atual crise global.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Uma Nação Unida Por Centelhas

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a “Nação de Israel”?

Resposta: A “nação de Israel”, assim como qualquer outra nação, é um conjunto de diferentes pessoas, mas, ao contrário de outras nações, elas estão unidas de acordo com o princípio especial do “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Uma vez que as pessoas costumavam viver em tribos na antiga Babilônia, e depois elas se separaram e se dispersaram em diferentes direções e nações que estão corporalmente conectadas, elas foram criadas por seus desejos corpóreos.

Naqueles dias, Abraão coletou cerca de quatro ou cinco mil pessoas de vários milhões que compunham a humanidade na era babilônica. Aquelas que se juntaram a Abraão eram pessoas em quem a centelha que ansiava por algo mais estava em chamas, a centelha que evoca as pessoas a subir acima da natureza. Elas o seguiram com grandes esperanças e expectativas de encontrar o Criador.

Elas receberam de Abraão o método para a revelação do Criador, que permite que a pessoa aprenda a amar os outros, a fim de alcançar o amor do Criador, graças a isso.

Este grupo deixou a Babilônia antes mesmo da grande dispersão, e ao longo do tempo tornou-se a nação de Israel. Primeiro as centelhas não estavam unidas e todas tinham diferentes desejos e não conseguiam se unir.

No entanto, Abraão começou a trabalhar com elas e a uni-las por meio de uma ideia e um objetivo comum, uma percepção que está acima do desejo egoísta.

Ele operou de acordo com o princípio “O amor cobre todas as transgressões”. No entanto, as pessoas só podem sentir amor se o desejo de prazer cresce nelas. Elas adquirem um poder suficiente de rejeição quando o superam e ascendem ao amor. Caso contrário, a indiferença e a alienação entre elas podem apagar qualquer centelha.

A dinastia dos nossos antepassados (Abraão, Isaque e Jacó) começa aqui. O grupo cumpriu a sua medida de unidade inicial, e uma nova onda de ego o cobriu. Como resultado, as tentativas bem sucedidas e mal sucedidas de se unir se transformaram num tipo de trabalho que chamamos de “exílio no Egito”.

É o mesmo grupo. Não importa em qual tenda ele habita, o que ele estuda, e no que ele se envolve, seu estado atual é simplesmente chamado de “Egito”. O “Faraó” aparece entre os amigos, o ódio mútuo, e a Torá, o método pelo qual José sustenta o grupo, e mais tarde, Moisés.

Finalmente, o “grupo de estudo” atinge um estado insuportável, porque o ego simplesmente os destrói e eles não sabem o que fazer com ele. Eles realmente querem se conectar e estabelecer a conexão mútua entre si, mas o ego os separa tanto que eles chegam a um beco sem saída.

Então, eles não só entendem, mas também entram num novo estado de necessidade essencial e vital para escapar do “rei do Egito”, para sair do amor próprio e transcendê-lo.

Basta imaginar o quão forte você deve ser para odiar o ego, quão repugnante e insuportável que deve parecer para que você “salte” e mantenha-se acima dele. Você simplesmente não tem o poder de entrar em contato com ele, e esse ódio o eleva. Este é o significado do “êxodo do Egito”.

No entanto, a fuga não é suficiente. Como devemos nos unir agora? Ainda temos que conviver com o ego. Neste estado, os filhos de Israel estão diante do “Monte. Sinai”, não acima ódio, mas sim em torno dele. Em seguida, a Luz vem, e graças a isso, eles adquirem a compreensão de como se unir corretamente, o que significa usar, e em que medida usar o ódio para se unir acima dele.

Eles começam a trabalhar em conjunto de diferentes maneiras, e é impossível fazê-lo sem a incorporação da força negativa. Para receber a força positiva, eles fazem um pacto um com o outro, e entre eles e a Luz, o Criador. Assim, a sua autocorreção começa.

O grupo é o mesmo grupo, mas a partir de agora é uma nação, já que eles realmente estão unidos, assim como qualquer outra nação, mas eles estão unidos num desejo coletivo, em centelhas de doação.

A base de sua unidade não é o desejo corpóreo comum de uma boa vida neste mundo, mas a necessidade de viver no Criador, na parte superior. Na verdade, os filhos de Israel também são atraídos para a “boa vida”, mas por trás dessas palavras, já existe um significado diferente. O termo do que realmente é “bom” muda.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/13, “A Garantia Mútua”

Diferentes Caminhos Para O Círculo Geral

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut ” (Garantia Mútua): O propósito da criação recai sobre os ombros de toda a raça humana, sejam pretos, brancos ou amarelos, sem qualquer diferença essencial.

Mas por causa da descida da natureza humana ao nível mais baixo, que é o amor-próprio que governa irrestritamente toda a humanidade, não havia como negociar com eles e convencê-los a concordar em assumir, mesmo como uma promessa vazia, sair do seu mundo limitado para os amplos espaços do amor ao próximo. A exceção foi a nação de Israel, porque eles foram escravizados no reino selvagem do Egito por 400 anos em horríveis tormentos.

Toda a humanidade deve certamente chegar ao fim da correção, e ninguém pode fugir disso. Mas o processo é gradual. Nós começamos com discernimentos fáceis, e depois, ao usá-los, passamos à correção dos discernimentos mais difíceis.

A parte mais fácil é chamada de “Israel” e ela parece “acelerar o tempo”. Só agora, no ponto de transição entre o século XX e o século XXI, a humanidade chegou à erupção do ego que está se tornando redondo. Por outro lado, Israel precedeu este processo e atingiu o nível do grande “ego” durante o exílio no Egito. Depois, eles caíram do nível que tinha atingido e, por fim, desceram ao último exílio que durou até os nossos tempos.

O ego atual é muito maior do que o ego no Egito. Além disso, ele se tornou redondo, global, e é semelhante à forma que teremos que recorrer no caminho para a correção.

De volta ao Egito, o desejo de receber que se opõe à conexão no círculo geral foi revelado entre os filhos de Israel e não permite que eles sejam um todo. Esta é a única coisa que é chamada de “inclinação ao mal”. Não se trata do tamanho do desejo, mas da sua objeção à conexão.

Mas o resto da humanidade se desenvolveu na base do desejo de receber comum que pertence a este mundo e pretende existir nele.

Agora, Israel, com sua inclinação ao mal, está finalmente pronto para estar num círculo. Nós já entendemos o que está acontecendo e como corrigir a situação. Mas a humanidade não entende isso, já que chegou a este círculo com a ajuda do seu ego “linear” normal e não com a ajuda da inclinação ao mal.

Como resultado, é muito difícil para a nação de Israel se conectar. Nenhuma outra nação é tão dividida como esta nação. É assim que a inclinação ao mal, que nenhuma outra nação tem, se revela dentro dela. É muito difícil para a nação de Israel realizar a correção, embora eles já tenham passado por este caminho. Hoje eles só têm as Reshimot (reminiscências) quebradas.

Por outro lado, as nações do mundo estão prontas para aprender sobre a conexão que vai melhorar a sua vida. Como elas não têm Reshimot quebradas, elas não se opõe à conexão, e se veem que a conexão “linear” irá proporcionar-lhes um futuro melhor, elas aceitam.

Acontece que, se Israel ajuda a conexão do mundo, a sua conexão se torna mais próxima. Eu não posso nem imaginar como eles podem começar a se conectar sem isso.

Isso também explica por que uma pressão externa sobre a nação de Israel é necessária. Esta pressão já está crescendo e vai aumentar, e vai se tornar uma ameaça real de aniquilação. Caso contrário, Israel simplesmente não vai entender o que e quanto lhe é exigido, e o que lhe é exigido para se livrar da pressão externa. Trata-se de um fator externo essencial que lhes permite pensar na correção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

O Sistema Não Funcionará Sem Mim

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut” (Garantia Mútua): Uma pessoa pode ajudar todas as pessoas no mundo na subida até os níveis do amor ao próximo. Assim, ela afeta certa medida de avanço na escada do amor ao próximo em todos os povos do mundo. Isso ocorre porque esse grau, que esse indivíduo causou por suas ações, seja grande ou pequeno, em última análise, se junta ao futuro na mudança do mundo a uma balança de mérito…

E aquele que comete um pecado, o que significa que não pode vencer e conquistar seu imundo amor-próprio e, portanto, rouba ou faz algo do tipo, sentencia a si mesmo e o mundo inteiro à balança do pecado.

Assim, nós vemos que os Cabalistas olham para a realidade como um sistema unificado. Claro que quando a pessoa sentencia a si mesma à balança de mérito ou à balança do pecado, ela sentencia o mundo inteiro da mesma maneira. Suas ações necessariamente afetam e influenciam todos os outros mecanismos e as outras partes do mundo inteiro para baixo até o fim. Hoje nós descobrimos isso na realidade, mas na verdade, todos os mundos, incluindo o nosso mundo, é um sistema que está interligado.

Portanto, nós temos que reconhecer a responsabilidade de fazer a escolha certa, para condenar a mim mesmo à balança de mérito, nas dimensões de todo o sistema. Eu tenho que entender em relação a que sou responsável agora, quando me preocupo com a correção. Eu tenho que dobrar a minha preocupação de acordo com como eu imagino o quadro geral.

Isto porque a revelação da imundície do amor-próprio…, a pessoa subtrai certa quantidade da sentença à balança final de mérito. Isto é semelhante à pessoa que remove da balança a única semente de gergelim que seu amigo havia posto lá… Como não conseguiu superar seu pequeno desejo, ela empurrou a espiritualidade do mundo inteiro para trás.

Este é o sistema em que nos encontramos constantemente, e o menor movimento, mesmo de um milímetro, é o suficiente para mover todo o sistema. Mas há um mecanismo de enfraquecimento, “filtros” de ocultação, ou mundos.

O sistema é totalmente revelado no mundo de Ein Sof (Infinito) em tamanho e profundidade. Assim, quem quer que esteja lá deve ser responsável por todo o sistema, à medida que o sente e maneja totalmente, sem uma falha, como o Criador. Lá nós somos totalmente iguais a Ele, aderidos a ele.

Por outro lado, é nossa responsabilidade e obrigação entrar no sistema de forma integral, através da compreensão da nossa mente e do nosso sentimento, que dependem do nível atual que faz parte dos níveis que descem desde Ein Sof. Nós somos responsáveis ​​pelo sistema em geral, já que é uma característica qualitativa e não quantitativa, mas em menor grau.

Por exemplo, eu sou responsável por manter o sistema “limpo”, e você é responsável por sua “cor”, e outro pela “eletricidade”, outro pelo “ar condicionado”, e assim por diante. Assim, eu cumpro a singularidade da minha alma, pois sem mim ninguém vai fazer a parte que eu tenho que cumprir quando opero o sistema no meu próprio estilo singular. Sem mim, ele não vai chegar à plenitude, uma vez que é integral por natureza. Assim, cada nível aumenta a minha responsabilidade: é como se eu substituísse o Criador em diferentes aspectos, e quando começo a entender o sistema, eu começo a entendê-Lo, a senti-Lo, e a me assemelhar a Ele.

Na verdade, o sistema é a relação entre os amigos. Afinal, não há nada além disso. Nós descobrimos tudo nos amigos, na humanidade, na natureza inanimada, vegetal e animal. Isto significa que nós temos que descobrir todas as partes do mundo, além do próprio mundo. Este conjunto de laços é, na verdade, mundos espirituais, a doação mútua, o sistema da Criação. É como se nós colocássemos óculos especiais e víssemos todas as conexões mútuas entre todos os componentes.

Mas este sistema é revelado gradualmente. Primeiro no grupo de dez, e daí ele se amplia e aprofunda em discernimentos que não poderíamos descobrir de outra forma. Primeiro era difícil perceber a conexão entre nós; era difícil discerni-la, mas com o tempo ela se revelou mais em nosso entendimento e sentimento e nas mais variadas formas.

Assim, nós nos conectamos e descobrimos o sistema e as forças que atuam nele, que são, na verdade, o Criador que sustenta todo este complexo. Nós descobrimos a forma que Ele cria na matéria do desejo. Ele é revelado na matéria e não na forma abstrata e nem na essência.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/13Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Um Plano Para Combater O Desemprego Jovem Na UE

Nas Notícias (da Bloomberg): “A Alemanha e a França vão anunciar propostas conjuntas este mês para tratar do aumento do desemprego jovem na Europa. O Ministério do Trabalho, em Berlim, disse, confirmando uma reportagem sobre o plano” Novo planos para a Europa. ”

“O projeto será apresentado em Paris em 28 de Maio e vai envolver o Banco Europeu de Investimento para desbloquear milhares de milhões de euros em empréstimos a empresas que criem postos de trabalho para os jovens,

“O BCE pode” alavancar “os 6 bilhões de euros (7,8 bilhões dólares americanos) a ser disponibilizados até 2020 pela União Europeia para oferecer empréstimos no valor total de até 60 bilhões de euros, disse o jornal, citando fontes não identificadas. …

“A economia das 17 nações do euro provavelmente encolherá pelo segundo ano, enquanto o desemprego vai subir para um recorde de 12,2 por cento, segundo as novas previsões da Comissão Europeia em 03 de Maio.

O desemprego dos jovens – definidos como pessoas com idade abaixo de 25 sem trabalho – subiu para 24 por cento na área da moeda única em Março, de acordo com o Eurostat “.

Meu comentário: Todo mundo entende que esta não é a resposta, porque não há procura, e não é claro que empregos criar e para quê.

O desenvolvimento leva-nos em direcção a uma sociedade de consumo baseada no consumo do que é necessário para a existência: alimentação saudável, roupas e assim por diante.

Nós não seremos mais capazes de criar empregos artificiais apenas para ocupar as pessoas, produzindo deliberadamente produtos desnecessários.

Temos de admitir que “chegámos ” a um novo futuro: Não haverá trabalho, mas as pessoas vão se envolver na construção da sua futura imagem de “uma pessoa do mundo integral”.

Corrigindo-se a si mesmo é o único trabalho que resta para nós.