Textos na Categoria 'Movimento Guarantia Mútua'

Pulando Na Guerra

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Nação”: Tomemos o planeta Terra como exemplo: primeiro, ele era apenas uma bola de névoa, como gás. Através da sua gravidade, ele concentrou os átomos dentro de si, ao longo de um período de tempo, num círculo mais próximo. Como resultado, a bola de gás foi transformada numa bola de fogo líquido.

Ao longo de eras de guerras terríveis entre as duas forças na Terra, positiva e negativa, a força de resfriamento finalmente triunfou sobre a força do fogo líquido e resfriou uma crosta fina ao redor da Terra e a endureceu.

No entanto, o planeta ainda não tinha se restabelecido da guerra entre as forças e, depois de algum tempo, a força do fogo líquido triunfou e explodiu num grande barulho das entranhas da Terra, levantando-se e quebrando em pedaços a crosta dura e fria, transformando o planeta numa bola de fogo líquido, mais uma vez. Em seguida, uma nova era de guerras começou até que a força de resfriamento triunfou sobre a força do fogo mais uma vez, e uma segunda crosta foi resfriada em torno da bola, mais forte, espessa e resistente contra a erupção de fluidos do interior da bola.

Desta vez, durou mais tempo, mas finalmente, as forças líquidas triunfaram novamente vez e surgiram das entranhas da Terra, quebrando a crosta em pedaços. Mais uma vez, tudo estava em ruínas e se tornou uma bola de líquido.

Assim, as eras se alternaram, e toda vez que a força de resfriamento era vitoriosa, a crosta que ela criava era mais espessa. Finalmente, as forças positivas triunfaram sobre as forças negativas e elas entraram em completa harmonia: os líquidos tomaram seu lugar no interior da Terra, e a crosta fria tornou-se espessa o suficiente ao seu redor, permitindo a criação da vida orgânica como é hoje.

Essas forças opostas podem ser observadas em todos os níveis da natureza. E o mais importante, elas entram em equilíbrio através da guerra entre elas. Essa é toda a questão. Onde quer que essas forças se encontrem, elas lutam uma com a outra. De fora, parece uma guerra, mas por dentro é a reconciliação.

Cada vez que elas se reconciliam elas criam formas mais desenvolvidas. Inicialmente, através da confrontação, estas forças se conectam entre si e produzem átomos, moléculas, compostos e ainda vários tipos de matéria no universo. Então, as mesmas duas forças, positiva e negativa, se combinam para criar a vida, desde o nível primitivo até o mais elevado. Assim, a guerra não é de forma alguma uma guerra, mas uma comunicação. Nós só podemos discerni-la conforme a profundidade da nossa visão.

Por isso, hoje nós podemos mergulhar na oposição dessas forças, atuando na sociedade humana, e iniciar guerras no mundo. No entanto, há uma outra oportunidade: compreender que as forças opostas são destinadas a se reconciliar no final. Se assim for, faremos isso com antecedência, sem nos sobrecarregar com derramamento de sangue que no final aponta para o mesmo local de conexão. Nós podemos realizar tudo antes do tempo.

No entanto, a realocação de dinheiro e recursos dos países ricos para pobres não ajudará aqui. Para cada um, a distribuição justa significa uma coisa e, portanto, leva à guerras e lutas pelo poder. Então, vamos entender qual será o próximo estágio de desenvolvimento, que forma terá a nossa união final. Ao criá-la com antecedência, nós evitamos a guerra que se interpõe no nosso caminho. Vamos “pular” nela para chegarmos à fase boa de união de uma só vez.

Da 5ª parte da  Lição Diária de Cabalá 20/09/11, “A Nação”

A Mola Continua Se Desenrolando

Dr. Michael LaitmanTodas as leis da nossa existência, tudo o que acontece em milhares de situações diferentes, ocorre apenas com o propósito de alcançar a equivalência com a natureza, um processo gradual que leva a pessoa à meta pela cadeia de causa e efeito. Não há nada além disso, porque desde o início, tudo veio de uma decisão superior: que o desejo de receber prazer deve atingir a forma de doação “a partir da ausência”.

Então, quando você se torna equivalente a essa lei, significa que você vai acabar no melhor estado possível. E, na medida em que você não corresponder a ela, você vai sofrer, conforme o nível do seu desenvolvimento. Uma pessoa que não é muito desenvolvida não sofre muito. Mas, quando ela se desenvolve sem observar a lei de correspondência de qualidades de acordo com seu nível, seu sofrimento vai aumentar. A natureza nos pune de acordo com isso, como um juiz que tudo vê.

A natureza é o mesmo Criador, a mesma lei de correspondência que está diante de nós. Não há outro Criador, desejo ou plano superior. Tudo isso já existia no ponto real da criação onde a decisão foi tomada em desde então, ele só tem sido executado. É como se essas duas principais forças opostas, doação e recepção, tencionassem uma mola e ela começasse a relaxar, aproximando-as uma da outra.

A mudança acontece porque o homem muda e começa a ver o mundo de forma diferente. Afinal, na realidade, nós vivemos no mundo do Infinito. Mas, há uma lei da natureza onde, conforme eu correspondo a essa lei da natureza, eu vejo tudo como mais perfeito, porque eu mesmo me tornei mais perfeito. Toda a natureza está sendo revelada dentro de mim e em nenhum outro lugar. É impossível  dar uma passo à frente em direção ao equilíbrio, a conexão e a equivalência de qualidades e me sentir mal por dentro. Isso não acontece!

Mas, se eu não der esse passo à frente enquanto o mecanismo continua trabalhando, a mola vai continuar a se relaxar, e o medidor vai se mover mais um ponto. Isto é, meu atraso continuará a aumentar e eu, naturalmente, me sentirei pior. Não há escapatórias aqui; esta é uma lei absoluta. Quando você estiver mais perto para observá-la, você irá ganhar mais, e quando mais longe dela, você irá perder mais.

Por que eu dou bons passos e me sinto pior? Eu só vou me sentir pior por dentro quando pensar que não dou o bastante, que ainda não alcancei uma maior conexão. Isso se chama  sofrimento por amor. Neste sentido, nós iremos realmente continuar a sofrer mais: quanto mais avançarmos, maior perfeição sentimos, e mais vamos sentir a falta da perfeição. Como um cientista que busca uma micro partícula perdida e é incapaz de relaxar até solucionar uma discrepância que ele considera ser um problema mundial, enquanto que ao mesmo tempo uma outra pessoa vive em paz sem qualquer preocupação por sua existência. Cada pessoa percebe de acordo com seu grau.

É por isso que o avanço nos fará sentir boas mudanças, tanto no mundo corporal como em todos os outros aspectos. Nós não precisamos sentir o mal, porque a natureza não precisa nos empurrar através do sofrimento. Nós só vamos sentir: “Por que eu ainda não alcancei uma maior conexão?”, o sofrimento por amor, nos puxando para frente! Este é o sofrimento interno que vem junto com a sensação do bom avanço: a Luz. 

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11, artigo do Rabash

O Caminho Para A Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanDurante nossas conversas nas mesas redondas, o mais importante é explicar o fato de que a garantia mútua não é alcançada por si só, mas como resultado de um estudo sério do sistema de dependência mútua da natureza, a fim de incluir o homem nele como um elemento composto e integral. Apenas esta combinação entre a natureza e todas as pessoas, quando todos atingem o equilíbrio absoluto, ou seja, a pessoa receberá e doará na sociedade humana em total harmonia, da forma como é feito nas células de um organismo, é chamada de garantia mútua .

Mas primeiro nós temos que estudar os elementos da garantia mútua: o compromisso mútuo e a conexão acima de todos os antagonismos e diferenças que nos separam, que o egoísmo coloca lá de propósito. Nós temos que perceber nossas diferenças como exercícios que temos que superar, e precisamente assim, crescer, como as crianças crescem através de jogos. Isto nos fará avançar em direção ao estado da garantia mútua, ou seja, em direção à conexão mútua e total, como num organismo único e saudável.

Este é o objetivo de toda a criação e, portanto, na medida em que atingimos este propósito, dentro dele sentimos a doação mútua, o amor, a empatia, a fusão dos desejos, a unificação das coisas que nos preocupavam. Nada é removido. Todos os elementos de antagonismo permanecem, e acima deles nós construímos nossas relações.

Este método de unificação, apesar das diferenças, é o que temos que explicar pacientemente, e a medida que fazemos isso, uma evolução gradual da consciência ocorrerá na pessoa, conforme ela internaliza a conexão comum e mútua acima das diferenças que se expressam.

Este é o longo caminho de restauração da conexão interrompida entre nós. É assim que nos movemos até alcançar a correção total da humanidade e sua unificação com a natureza em um todo único.

Desta forma, nós alcançamos Malchut do mundo do Infinito, onde todas as diferenças e contradições se juntam, o egoísmo total e, ao mesmo tempo, acima dele, o altruísmo total. É assim que a consciência do plano da criação se expressa dentro de nós.

Um Ferrovia De Engrenagens Que Vai Ao Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar às pessoas simples como age a Luz que Corrige?

Resposta: Isso pode ser explicado com muitos exemplos que mostram que o homem é o resultado de seu ambiente. Por exemplo, crianças que estavam perdidas na floresta e foram criadas perto dos animais adquirem o comportamento desses animais, e animais que vivem próximo às pessoas se tornam mais parecidos com os humanos.

O ambiente da pessoa faz tudo. Eu posso avançar sem o ambiente, semelhante a quando a natureza muda, e assim também revelar em mim diferentes formas de existência. Uma vez, eu era como uma ameba. Então, eu me tornei uma criatura mais complicada. Então, isso continuou, sem parar, até que evoluiu na pessoa que sou agora, sob a influência do ambiente, da natureza.

À medida que a natureza se transforma, ela nos transforma.

Agora, nós estamos descobrindo que tudo muda: explosões acontecem no sol, as mudanças climáticas e os pólos magnéticos e geográficos estão mudando. Nós ainda não sabemos o que está acontecendo aqui. Nós ainda não percebemos os milhares de fatores que nos influenciam e nos fazem avançar.

Tudo acontece através do ambiente, mas este ambiente é chamado de Natureza. Ele parece ser inanimado e algumas mudanças estão ocorrendo lá, provavelmente conforme determinado programa, mas talvez não. Nós constantemente quereremos saber sobre isso, porque pensamos que é um acidente, não um programa. Se soubéssemos que tudo está acontecendo de acordo com o plano da natureza, teríamos uma atitude completamente diferente em relação a ele.

Hoje, nós estamos enfrentando um problema. Nós estamos encontrando mudanças climáticas súbitas e dramáticas, e queremos saber se essas mudanças estão acontecendo de acordo com um plano ou se são acidentais. Nós estamos contribuindo para essas mudanças na natureza (e existem muitos estudos sobre isso), ou elas são tão aleatórias que não há nada que possamos calcular aqui?

Se bem que, que tipo de acaso poderia ser? Nós estudamos os processos que ocorrem no interior da Terra e sabemos que vivemos numa capa fina de um vulcão em chamas. É por isso que surge uma questão realmente importante: Será que nós afetamos ou não esses processos? Se não afetamos nada, então “coma, beba e seja feliz, porque amanhã morreremos”, como dizem as pessoas. No entanto, se podemos afetá-los, como vamos fazer isso? Será com pensamentos e desejos ou queimando menos petróleo e gás? Os cientistas estão à procura de respostas a essas perguntas porque suspeitam de um iminente curso de eventos desagradáveis.

A globalidade do mundo, que está sendo revelada a nós agora, tem que nos tornar, em última análise, mais inteligentes. Nós devemos perceber que tudo ao nosso redor é um sistema único, e que também estamos dentro dele. Existe uma influência mútua: nós afetamos o sistema externo, e ele nos afeta; nós mudamos através do seu efeito sobre nós.

Isto nos leva à solução que deriva da sabedoria da Cabalá. Será que nós podemos alterar intencionalmente o ambiente para que ele nos afete e nos transforme na direção do mesmo objetivo, mas pelo caminho bom e rápido?

Surge então um problema. Nós temos que mudar um monte de dados colocados em nossa mente. Primeiro, nós devemos entender que existimos dentro de uma natureza geral, universal e global, onde todas as partes existem em união, e que todo este processo tem um plano, uma tendência, segundo a qual temos sempre nos desenvolvido. Realmente, mesmo quando olhamos para o processo evolutivo, vemos que há certo plano de desenvolvimento nele. De repente, nós esquecemos disso, porque isso se refere ao nosso ego, que de repente nos deixa mudos. “Não há nada além de mim”.

Se começarmos a perceber a imagem de que existe um sistema comum, integrado e global, com a humanidade dentro dele, e que devemos entrar em equilíbrio com ele, então seremos capazes de perguntar: “O que a natureza exige de nós agora? Ela está prestes a entrar em equilíbrio? Que tipo de pressão e que condições ela irá utilizar para fazer isso? Podemos perceber isso por conta própria?”.

Nós realmente começamos a entender que a natureza não pode fazer isso sozinha. Nós podemos chamá-la de Criador (Elokim), Que tem uma mente e sentimentos, ou podemos considerar que ela não tem sentimentos. De qualquer maneira, ainda é a natureza, o que não faz diferença.

Nós só sentiremos a pressão nos níveis inanimado, vegetal e animal, apenas no nível do nosso corpo. Isto é porque nós temos que construir sozinhos o ambiente para o nível humano, “falante”, de modo que ele mude com a sua pressão, dando-nos a forma apropriada. É por isso que todo o sofrimento, como guerras, desgraças e epidemias será nos níveis inanimado, vegetal e animal, a nível do nosso corpo animal, sua vida e existência.

Isso vai continuar até eu perceber que toda a natureza inanimada, vegetal e animal é um sistema global comum e que eu devo ser como ela no meu nível. Ser global no sentido humano significa tratar este sistema como nosso, onde tudo está interconectado e existe em união e harmonia.

Então, outra etapa começa. Eu construo o ambiente para ele me transformar, para me tornar mais global e integrado, conectado a todas as partes da natureza e todas as pessoas. Eu quero fazer isso, já que o sofrimento me obriga a fazê-lo. O sofrimento no nível deste mundo nos dará a compreensão do fato de que nossa natureza está  completamente interconectada, integrada e nós devemos estar conectados com todos os seus componentes.

O que isso vai propiciar? Quando eu construo esse sistema, eu estou basicamente construindo um adaptador entre eu e a Luz superior, o Criador (Elokim), o nível na natureza que está acima desta globalidade e integração, acima da estrutura de Malchut do Infinito. Como se eu me tornasse semelhante à Luz, mesmo sem saber disso (estamos nos referindo a toda a humanidade que não sabe exatamente o que está fazendo). A Luz me influencia, faz este trabalho: eleva a todos nós ao próximo nível.

A Luz nos influencia e introduz em nós o sistema de leis superiores no nível instintivo, que substitui os hábitos e as leis que artificialmente decretamos sobre nós mesmos. Isso é chamado de “acima da razão”. Eu uno as ações no meu nível e, de repente, recebo uma nova forma de existência, uma vida espiritual no nível instintivo. Eu subo ao próximo nível. Isso é chamado de “eu me esforcei e encontrei”.

Desta forma, nós elevamos o nosso nível, nos “modernizamos”. Mesmo que façamos todas as ações no nível corpóreo, ou seja, tentamos nos conectar com os outros e os tratamos com amor, a natureza nos influencia, a fim de elevar-nos ainda mais. Assim, criamos a nós mesmos com a ajuda do ambiente. A natureza fez isso por conta própria em todos os níveis anteriores, mas agora temos que nos obrigar a fazê-lo, porque desta forma adquirimos uma nova mente e sentimentos.

Da Lição Diária de Cabalá 09/09/11, Carta do Rabash

A Verdade Simples De Hoje

Nós devemos entender um fato simples: que o sucesso no mundo moderno depende de nossa adequada interconexão. Isso nos é revelado pela crise geral. A crise nos envia uma mensagem: “Você quer alcançar o sucesso em tudo que você faz? Basta dar uma olhada em volta: tudo que você fez até hoje está num estado de crise. Deve ficar claro para você que deste dia em diante você não pode ter êxito em nada que você faz, a menos que você corresponda a um sistema global e integral”.

Esta correspondência é chamada de garantia mútua! Você deve se dar conta que ter sucesso e produzir algo de bom depende da sua inserção adequada na rede global, e que esta inclusão é impossível sem a garantia mútua. Se você conseguir fazê-lo, você terá sucesso. Se não, você vai perder tempo e apenas torná-lo pior para si mesmo.

Não é difícil alcançar o sucesso. Cada um pode sentir o que é a garantia mútua, e cada um pode imaginar uma família correta, que é calorosa e carinhosa.

No entanto, a garantia mútua deve ser aprendida. Cada pessoa acabará por ter de mudar sua opinião da Cabalá e entender que ela é uma sabedoria superior, e que ela está envolvida na correção de sua alma. Devemos nos livrar do medo associado à Cabalá e entender que esta sabedoria é muito natural. Nela aprendemos sobre uma força ativa dentro da sociedade humana. Devemos conhecer esta força ou simplesmente não conseguiremos existir.

Quem pode contestar esse fato? Afinal, não conseguiremos sustentar a nós mesmos, a menos que revelemos essa força. As pessoas pensam que ela é alguma ciência “do outro mundo” que fala dos reinos superiores. Mas, na realidade, nada está mais próximo de nós do que a Cabalá.

Da  Lição Diária de Cabalá 02/09/11, Artigo do Rabash

O Novo Diretor Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que uma pessoa precisa saber que ela necessita da garantia mútua para não acabar com fome?

Resposta: Sim, é claro. Nós temos o mesmo problema na economia atual. Se especialistas financeiros soubessem, com certeza, que não conseguiriam controlar o sistema bancário sem a garantia mútua, sem estabelecer uma conexão entre si, imagine como eles ficariam ansiosos para finalmente entender e sentir o que é esta preciosa garantia mútua.

Um novo diretor veio e estabeleceu uma nova ordem entre todos os bancos mundiais, todas as casas de câmbio e todos os fundos. E nós viemos trabalhar no dia seguinte ao que ele fez tudo isso e não conseguimos descobrir o que está acontecendo. Nós tentamos fazer algo, mas isto não funciona, e no dia seguinte isto tambem não funciona. Então, o que nós podemos fazer?

Depois, este mensageiro do diretor trata de explicar que há uma abordagem completamente diferente, uma ordem diferente, e uma nova rede de conexões. Antes, você se conectava de uma maneira, mas agora você precisa fazer isso de forma diferente. Não do mesmo jeito anterior, mas de uma forma completamente diferente.

Naturalmente, ele explica que primeiro nós iremos começar a estudar sobre o que está acontecendo, como podemos fazer o nosso trabalho agora, onde podemos encontrar as novas alavancas de controle, e o que receberemos em troca. Nós precisamos saber que há um novo sistema chamado de “garantia mútua”, e nós vamos nos readaptar para corresponder a ele da mesma maneira que costumávamos corresponder ao sistema antigo. Então, nós teremos mais sucesso do que antes; nós só precisamos aprender este sistema.

Hoje, nós estamos descobrindo que o sistema antigo não funciona mais. Todos os dias ele desacelera e morre mais, e não sabemos o que fazer. Então, você não ficará feliz se o motivo for revelado e explicado a você? As pessoas visitam os especialistas e pagam um monte de dinheiro para descobrir como lidar com os problemas, estabelecer relacionamentos adequados, criar paz no trabalho, em casa com os filhos, e para si mesmas. Aqui, o mesmo “psicólogo” vem até você e explica o que está acontecendo. Ele explica sobre novas relações que você não conhecia.

Naturalmente, nós não seremos capazes de ter êxito sem a compreensão dessas novas relações entre as pessoas. Se você quiser comer todos os dias, você deve atingir a garantia mútua a este ponto. Se você quer uma posição mais importante, dinheiro ou poder, você deve estar no estado da garantia mútua.

O governo está perdendo totalmente seu poder e influência no mundo moderno. Não há nada que ele possa fazer, porque todo governo depende de duzentos outros governos de todo o mundo. Hoje, nós vemos que as pessoas são mais fortes que o governo. As pessoas protestam e o governo recua imediatamente. Governantes poderosos com exércitos fortes renunciam e se rendem diante do povo. Tudo virou de cabeça para baixo. Isto porque  esta nova conexão, a garantia mútua, precisa ser explicada para às pessoas.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11, artigo de Rabash

Amigos, Não Recuem!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a nação de Israel deve se unir em garantia mútua, onde está a garantia de que ela seja capaz de alcançar a paz e segurança?

Resposta: Esta é a lei da natureza. A natureza colocou um problema diante de nós, e nós, as pessoas, continuaremos a falhar em todos os sentidos se não nos conformarmos com isso. Nós devemos atingir a compatibilidade e nos tornar semelhantes em qualidades à natureza. Quando não nos adequamos a ela, falhamos muito.

Isto é especialmente verdade para a nação de Israel, porque ela tem este método de correção. Quando ela não faz isso, ela pára todo mundo atrás dela.

Imagine que há uma linha de sete bilhões de pessoas atrás de você, e você é o primeiro da fila. Você está resistindo; você não quer ir. Todas as pessoas estão lhe empurrando por trás, e você não vai deixá-los passar. Este é o estado em que se encontra a nação de Israel.

Desta forma, nós estamos agindo contra a natureza. O programa comum da natureza age através de toda a evolução, desde o momento em que o universo surgiu, desde o Big Bang (mesmo o mundo do Infinito) até hoje, tentando trazer tudo ao equilíbrio. A natureza não tolera o desequilíbrio, surgindo imediatamente a pressão destinada a compensá-lo. Até mesmo Aristóteles disse: “A natureza abomina o vácuo”.

É por isso que devemos cumprir a lei da natureza. Se o fizermos, não haverá influência negativa sobre nós de nenhum lugar. Quando completarmos a nossa missão especial, a paz reinará em todo o mundo.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11, artigo do Rabash

Fim Do Primeiro Episódio. E Agora?

Dr. Michael LaitmanNós chegamos a um ponto onde terminamos a construção do sistema egoísta global e integral de conexões. Nós amarramos tudo o máximo possível, todos os bancos e comércio; fechamos um círculo. É evidente que estas ações foram impulsionadas por motivações egoístas e pela pressão do sofrimento: o desejo por dinheiro, honra e poder.

Assim que terminamos este sistema egoísta global e integral, ele começou a ter avarias. Estas avarias evocam um sentimento de crise dentro de nós. Agora, nossas ações devem corresponder ao método da Cabalá, e nós devemos tentar corrigir as relações entre nós, bem como a forma como nos relacionamos com o mundo.

Na conta destes ensaios nós elevamos MAN (oração), e a Luz que corrige surge. Ela cria transformações dentro do egoísmo de cada pessoa e muda a forma como esta se relaciona com os outros. A Luz nos leva à correspondência com as condições que estão sendo reveladas a nós nesta rede global, para que nos tornemos mais adequados a ela.

Cada vez esta rede se revelará como mais integral e global no contexto da doação mútua, e cada vez teremos que trabalhar mais para influenciar a força do Alto, que nos corrige de acordo com a rede global.

A força de doação se revelará constantemente entre nós, e cada um deverá ter certeza de estar em conformidade com ela. Primeiro, o Criador revela a força de doação em Seu final, e cabe a nós mudar a nós mesmos em conformidade.

No entanto, se a revelação desta rede não é acompanhada por nosso avanço independente, nós sentimos isso como uma crise. A situação só vai piorar, até o ponto em que não seremos capazes de negociar e lucrar com um ou outro, o que é algo do qual dependemos. Pode-se chegar ao ponto em que não seremos capazes de sustentar a nós mesmos e seremos forçados a buscar uma solução.

Tudo isso precisa ser explicado do ponto de vista Cabalístico, porque as pessoas não serão capazes de resolver isso por conta própria. Neste tipo de situação a única solução é a guerra. A fim de saber alguma coisa e começar a agir corretamente, nós precisamos fazer pelo menos uma quantidade mínima de mudanças internas positivas que estarão em harmonia com a rede global.

É por isso que os Cabalistas, que vêem esta situação de Cima, devem nos aconselhar sobre nossas ações. Foi sempre assim, mesmo com os profetas e Cabalistas de todos os tempos e de todos os níveis.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11,  Escritos do Rabash

O Grupo, A Nação, O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Parece que as circunstâncias nos empurram para a união, aparentemente para superarmos a crise, mas, na realidade, é para corrigir nossa natureza e nos elevar ao nível “humano”. Qual é a diferença entre a união no grupo, na nação e no mundo?

Resposta: Toda a sabedoria da Cabalá nos ensina a nos unir no grupo. Este também era o sistema durante o exílio (Galut), quando um pequeno número de Cabalistas se conectou em grupos. Isso é escrito sobre o Ari, Ramchal, Rabash e o Baal HaSulam. A sabedoria da Cabalá é realizada num grupo, na união. De dentro dessa união os Cabalistas viam o mundo superior, isto é, o que é sentido no atributo de doação que eles desenvolveram mutuamente no grupo.

Hoje, a partir do estado que chegamos ao grupo, nós precisamos sair para um estado onde todos os nossos grupos se unam num só, e este grupo comum e geral está dentro da humanidade como parte sua. Por outro lado, chegou o momento de nos unir dentro de Israel. É sobre isso que o Baal HaSulam escreve.

Mas de onde se pode começar? Pode-se começar com o grupo Cabalista que trabalha em sua união, e com base nela explica à nação a necessidade de se unir. Como essa necessidade já despertou não de dentro do homem, ou seja, do ponto no coração, mas através de um impulso da natureza, quando todos, Israel e, especialmente, as nações do mundo, sentem a pressão, o problema, crise integral global e geral. Assim, eles empurram por trás através do sofrimento à união.

Nós vemos que hoje em dia a necessidade de união não emerge porque um desejo individual, o ponto no coração, surge em nós. Em vez disso, as circunstâncias, a necessidade histórica nos obriga a conectar, para formar uma entidade completa a partir de nós mesmos, e assim ser exemplo para o mundo, tornando-se a “Luz para as nações”, de acordo com o mandamento bíblico.

Se assim for, nós continuamos o nosso movimento a partir dessa mesma sabedoria da Cabalá, de Abraão, de seu sistema, da nação de Israel nos tempos antigos, de sua conexão de amor mútuo. Aos poucos nós compreendemos que hoje temos que atingir esse mesmo estado: retornar às nossas raízes e continuar essa conexão a partir de nós para todo o mundo que evoluiu da antiga Babilônia e não quis receber o sistema de Abraão de conexão naquela época.

Assim, o grupo Cabalista que se ocupa da sabedoria da Cabalá está dentro. Ele é composto de pessoas que são impulsionadas pela demanda interna da alma. A nação que sente a crise, a pressão externa, se reúne em torno dele e involuntariamente toma sobre si a correção. E o mundo se reúne em torno da nação, com a ajuda de nossos grupos do mundo inteiro, que pertencem tanto ao grupo interno e às nações do mundo.

O grupo interno é chamado de “Kabbalah La’Am (Cabalá para a Nação)”, o qual se ocupa da sabedoria da Cabalá. A nação de Israel precisa tomar a forma de um grupo, não de um grupo Cabalista, mas como uma unificação numa família de Garantia Mútua. Este é o nosso movimento. A correção da alma é para o grupo, e a conexão da garantia mútua é para a nação.

A partir da necessidade de avançar no sistema de conexão, nós devemos nos voltar para o governo e outras instituições onde possamos promover a nossa idéia, abordar o Ministério da Educação e participar na educação da nação. Devemos fazê-lo por meio de cientistas que confirmem a existência da crise atual, baseado em critérios sociais objetivos e que realmente percebam a necessidade de união. Assim, com a ajuda dos cientistas devemos nos voltar para aqueles acima e abaixo: acima, para o governo, e abaixo, à nação. Devemos convidar cientistas para nossas discussões e despertar o interesse dos meios de comunicação de massa.

Não Espere Pelos Problemas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos EUA não há movimento de protesto, como na Espanha ou Israel. Então, como podemos transmitir a mensagem da garantia mútua para as pessoas aqui nos EUA?

Resposta: Em primeiro lugar, não fique triste que a sua situação seja diferente da Espanha ou Israel. Nesses países, os problemas são muito maiores do que as que você está enfrentando. Não se desculpe por isso. Você deve aprender com os pequenos problemas. Nossa abordagem não é para ficarmos felizes com o sofrimento das pessoas.

De uma forma ou outra, as pessoas sentem que o mundo mudou e colocou esses problemas diante delas para que sua solução não pudesse ser encontrada por políticos, sociólogos, cientistas políticos, psicólogos, economistas, ou pedagogos. Isto nos permite vir com as explicações.

Primeiro de tudo, nós explicamos porque ninguém é capaz de encontrar a solução: porque agora há novas forças agindo no mundo, que estão em harmonia e interconexão global, enquanto os líderes não entendem isso e estão usando métodos ultrapassados. Nós temos que tentar levar essa mensagem às pessoas para que ela penetre nelas gota a gota.

Obviamente, é mais fácil dar explicações para aqueles que sofrem. No entanto, temos que tratar a todos com amor. Nós queremos salvar nossos filhos de problemas para que eles não tenham que aprender com a experiência amarga. Nós queremos que eles passem bem. Essa é a mesma abordagem que devemos ter para com todos.

Se não tivermos êxito depois de todos os nossos esforços, os problemas chegarão, e sob seus golpes as pessoas se tornarão cada vez mais sensíveis às nossas explicações. Mas é melhor explicar tudo a elas antes disso. É como se você estivesse jogando uma semente na terra e com o tempo ela crescesse.

Da palestra em Miami 14/09/11