Textos na Categoria 'Movimento Guarantia Mútua'

Como Nós Ajudamos O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O homem se acostumou a explorar o ambiente em seu próprio benefício. Mesmo quando falamos de justiça social, muitos a vêem como uma oportunidade de pegar alguma coisa para si…

Resposta: Portanto, a educação deve vir antes de qualquer outra coisa, como a primeira condição necessária. O homem precisa ser educado de maneira diferente e deve ser ensinado a respeito do sistema em que vivemos.

Por exemplo, nós estamos familiarizados com as realidades do nosso mundo. Eu sei o que é um banco, um trabalho, uma clínica médica; eu sei sobre fundos de pensão, segurança social, estradas, semáforos, polícia e governo. Mas um bebê ainda não sabe de tudo, e por isso nós o ensinamos a viver neste mundo.

Da mesma forma, agora nós temos que ensinar a humanidade a viver no novo mundo, no mundo integral. Os mecanismos egoístas gradualmente deixarão de agir. Logo, nós veremos que o poder da recepção não leva a nada. Nós vemos que até mesmo as pessoas que têm um monte de dinheiro não sabem o que acontecerá com a economia no futuro próximo. Logo elas descobrirão que têm muito poder, mas não podem fazer nada. Tudo desaparece, tudo se perde, tudo se decompõe, cai por terra, e deixa de funcionar. Nenhum sistema funcionará, exceto o sistema de doação, que nós teremos que estabelecer.

Pergunta: Isso pode acontecer em um ano ou dois, mas eu tenho problemas agora…

Resposta: Então comece a agir agora. Você quer ter uma boa vida? Pague por ela com a doação aos outros. Este é o seu trabalho, chamado de “obra do Criador”. Nós estamos prestes a ver um mundo onde não seremos capazes de prover a nós mesmos usando o poder do egoísmo, mas apenas pelo poder da doação. Se você doar aos outros, à sociedade, você será capaz de receber alimentos, roupas e outras necessidades dela. Mas isso não vai acontecer se você não doar. Isto porque o novo mundo é dominado pelo poder altruísta.

Pergunta: Como as pessoas irão mudar para o novo paradigma?

Resposta: Pelos golpes. Foi o Faraó quem levou os filhos de Israel ao Criador. Haman fez os judeus finalmente escapar do exílio babilônico e retornar à Terra de Israel, e o Rei o apoiou. É impossível avançar se o ego não é revelado a nós como a força do mal, como nosso inimigo.

Finalmente, os golpes da natureza e a influência positiva da nossa parte (a disseminação) trarão a mudança. As pessoas não podem mudar instantaneamente e concordar conosco. O desejo delas é oposto à doação. O princípio do “amor ao próximo” parece infantil a elas. Elas ainda não entendem que ele é a base de tudo, é a correção da alma. O mal do seu egoísmo ainda não foi revelado a elas.

Elas serão capazes de senti-lo depois de muitos golpes, até que o Faraó finalmente admita: “Eu sou pecador e o Criador é justo”. Ele não achava isso antes. Então, você vai perceber que tudo é por causa de você, porque você está corrompido, e não a natureza circundante, ou o próximo, ou qualquer outra pessoa. Então, você vai sentir a necessidade da correção, e ela virá. Na sua busca por um método, você vai nos encontrar e nos pedir para ensiná-lo.

Mas nós não queremos que você sofra, e por isso disseminamos o método com antecedência, embora ele incite ódio em você. É assim que nós ajudamos o mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/09/11, “A Nação”

Um Magnata Como Saco De Pancada

Dr. Michael LaitmanEu não entendo as pessoas que saem às ruas e exigem receber alguma coisa. Por que elas merecem? Se fossem meus filhos, seria diferente. Mas eu não dei à luz a vocês. Então, por que eu deveria cuidar de vocês?

Mesmo se eu fosse um magnata, e daí? Eu ganhei o meu dinheiro. Por que você vem a mim? O que há de injusto aqui? O que é ilegal aqui? Por que você exige algo de mim? Por que eu tenho que sentir vergonha do que ganhei, do meu status social?

Vamos tomar como exemplo um atleta, que se exercitou no ginásio por 20 anos e levantou toneladas de peso. Agora, ele tem músculos como Arnold Schwarzenegger e está orgulhoso disso. De repente, alguns manifestantes chegam até ele e exigem “retirar” alguns de seus músculos. Como ele vê isso?

Portanto, se um magnata trabalhou muito e ganhou a sua riqueza, ele também tem seus próprios “músculos”, mas eles são expressos em sua conta bancária. Que direito você tem de colocar suas mãos sobre ele?

Outro exemplo: Um músico pratica há anos, 15 horas por dia. Será que ele tem que dar o que ele conquistou para você?

Então, por que nós olhamos para um homem rico de forma diferente? Será que ele não trabalhou tão duro quanto o atleta ou o músico? E mesmo que tenha isso como resultado dos esforços de seu pai, e daí? Se você acha que há aqui injustiça social, vá e mude a sociedade, faça alguma coisa. Mas é errado simplesmente ir e exigir. Além disso, se você destruir os magnatas, você vai destruir a sociedade. Quem vai proporcionar emprego às pessoas ? Que lhes permitará ganhar a vida?

Enquanto o mundo for egoísta, nós não poderemos mudá-lo para melhor. Nós vimos isso na Rússia. Em vez de corrigir as coisas, nós só criaremos uma mentira maior e novas formas de roubar. Numa sociedade egoísta, cada organização e cada indivíduo agem de acordo com seus próprios interesses, e não há nada que possamos fazer. Nós não podemos construir uma sociedade mais justa do que a atual com base nos mesmos desejos, no mesmo “combustível” egoísta.

Não há outra escolha senão mudar o motor.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/09/11, “A Nação”

O Que É Exigido De Nós?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O mundo já vê o colapso esperando por ele no futuro próximo. No entanto, com exceção de nós, ninguém está fazendo nada, e nada de bom está acontecendo.

Resposta: Se nós agíssemos corretamente, o mundo teria despertado do sonho. Eles não vão despertar, se nós não os despertarmos. Somente nós somos culpados pelo que está acontecendo. As pessoas são incapazes de recobrar seus sentidos sozinhas; elas despertam somente se você sacudí-las.

Isso interessa a todos, sem exceção, incluindo os líderes mundiais e especialistas. Alguns deles já têm uma faísca de entendimento. Eles percebem ao menos um pouco da situação real, mas ainda não mudam sua maneira de pensar, ainda não compreendem que eles são os únicos que devem mudar, e não o mundo. Nós costumávamos mudar o mundo egoisticamente, enquanto que agora é o homem que precisa mudar. Já há cientistas escrevendo sobre isso, mas suas palavras ainda são muito externas, visto que eles mesmos não entendem o que está por trás delas.

Assim, o nosso trabalho é necessário até que esses cientistas decidam vir assitir uma lição conosco.

Somente nós podemos “sacudir” a essência da humanidade. É por isso que eu não faço nenhuma reivindicação a ninguém. A criação de meios de comunicação que influenciem corretamente o ambiente também depende de nós. Tudo é colocado sobre os nossos ombros, e de ninguém mais.

Assim, olhando para o mundo, eu só aprendo como abordar este “bebê” e levar uma colher de comida à sua boca. Aqui tudo depende de nós.

Pergunta: Então o que é que nós não estamos fazendo?

Resposta: Nós não disseminamos. Como você influencia o mundo? Como você transmite a ele o que você recebe durante a aula? Nós não estamos fazendo o suficiente. Afinal, nos foi confiado o trabalho de correção: para nós nos organizar, organizar a rede de conexão entre nós, e para estendê-la sobre todos os nossos grupos ao redor do mundo. Nós temos uma centena de grupos e milhões de pessoas nos ouvindo sem estabelecer contato conosco.

Mas, por alguma razão nos falta a força e a sabedoria para construir corretamente a estrutura. Nós ainda não podemos apresentar a mensagem, de modo que ela atraia as pessoas e introduza o novo programa nelas. Elas não são culpadas de nada. Na verdade, elas estão prontas para absorver mais do que nós lhes damos.

Da 5 ª parte da Lição Diátia de Cabalá 23/09/11, “Um Mandamento”

O Futuro Está Aqui

Baal HaSulam, “A Nação”: O homem não alcançou o estágio de sua perfeição e ainda está no meio do seu desenvolvimento. Ele está sujeito à guerra do positivo e as forças negativas, mensageiros fiéis que levam toda a humanidade à perfeição final.

Pergunta: Será que essas forças operam em uma sociedade humana?

Resposta: Não, porque a sociedade completamente pertence ao nível animado de desenvolvimento. A fim de se elevar mais ao alto, a sociedade precisa se ​​juntar aos que aprenderam a corrigir-se. As massas não têm o seu próprio impulso para a correção. A sabedoria da Cabala só lhes dá a vontade de abaixar a cabeça diante daqueles que são capazes de avançar, como AHP que se cancela antes de Galgalta Eynaim (GE).

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O Próximo Ano Vai Ser Um Bom Ano

De acordo com o calendário hebraico, um novo ano está se aproximando. Eu acho que será um ano especial. Pela primeira vez o sistema de garantia mútua está cada vez mais sendo revelado, e nós temos que trazê-lo para o mundo e fazer com que eles saibam que este é o sistema de interconexão que tem de ser estabelecido entre as pessoas. Esta é a única maneira que podemos avançar em direção a Deus.

Por esta razão, será um bom ano. Afinal, a palavra de bondade espalhou-se pelo mundo e, junto com a escalada da crise, vai sacudir as pessoas e levá-las aos nossos materiais. As pessoas vão reconhecer que há apenas um método que pode trazer o bem para as pessoas no nível corpóreo, e o mais importante, um enorme benefício, eterno e absoluto na espiritualidade.

 

Tenho certeza de que estamos entrando em um estado bom. Tudo depende do equilíbrio entre as forças do bem e do mal, e nosso avanço é maravilhoso e correto. Tudo o que precisamos é nos manter cada vez mais fortes.

Temos que construir um sistema forte de disseminação via internet em todas as línguas para que ela chegue a todas as pessoas com todos os tipos de mentalidades. Ao fazer isso, não vamos permitir que qualquer força negativa será revelada no mundo. Eu tenho um bom pressentimento sobre isso. Este é o feliz ano novo que eu desejo para todos.

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A partir da 5 ª parte da Lição Diária de Cabala de 28/09/20112011, “A Nação”

 

Há Apenas Um Caminho: Em Direção A Uma Sociedade De Crescimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você tem uma renda igual, pois cada um recebe (relativamente) uma porção (salário) igual (equivalente) a de todos os outros. Isso tira o estímulo das pessoas para trabalhar e se desenvolver, porque o egoísmo individual ainda é a base da nossa natureza. Somente quando estivermos (se formos) corrigidos, conseguiremos, provavelmente, lutar pela igualdade de forma natural.

Então, não é melhor deixar as pessoas mais desiguais em suas aspirações por riqueza e desigualdade, para que elas se orgulhem de sua vantagem sobre os outros (próximos), porém, uma vez que elas recebam a riqueza ganha de forma justa, de  acordo com o trabalho investido e as habilidades, doem aos outros tudo que for além do necessário  e recebam a recompensa espiritual do Alto e a gratidão da sociedade?

Resposta: É exatamente isso que estamos propondo. A transição do individualismo egoísta para o coletivismo, onde nós atuamos como células no corpo, deve ser gradual; porém,no final, a sociedade deve trabalhar e receber o que precisa para sua existência, enquanto tudo que está acima disso é “ganho” no nível espiritual.

Em outras palavras, você está dizendo que ainda é necessário continuar a desenvolver as indústrias e todas as estruturas capitalistas “desnecessárias”. E nós dizemos desde o início, que não há lugar para elas no nosso mundo, que desta forma nós estamos destruindo nosso planeta, esgotando seus recursos e contaminando-o com  produções “desnecessárias”, a fim de transformar bens e produtos “desnecessários” em dinheiro e assim começar a doá-los aos pobres.

Isso não destrói a pobreza e a pressão social, não obriga a ensinar a todos a conexão global, como a natureza (crise) exige hoje.

A solução da crise em desenvolvimento é simples: a Natureza só nos deixa uma opção: abandonar a sociedade de consumo excessivo e, de forma gradual e consciente, formar uma sociedade de consumo razoável e de crescimento espiritual.

Todos os trabalhadores e os desempregados devem estudar a nova estrutura do mundo (a natureza), seu sistema único, global e analógico, semelhante ao de um corpo vivo, e construir suas relações de acordo com este modelo. Isto é o que todos nós devemos fazer, além de adquirir o que for necessário para a existência. Os meios de comunicação, a arte e a educação devem encontrar seu lugar aqui, de modo que o ambiente circundante criado dessa forma nos influencie e nos molde em direção à equivalência com a natureza.

O Mundo Não Vai Se Curvar Por Si Só

Dr. Michael LaitmanPergunta: As pessoas ainda estão longe de conseguir entender que o ambiente desempenha um papel chave para influenciar uma pessoa.

Resposta: Não é que elas estejam longe disso. Elas simplesmente não têm o que é preciso. Afinal, este remédio só se aplica à correção, ao passo que as pessoas não têm nada relacionado com a correção, nenhuma noção do sistema externo de influência, graças ao qual podemos mudar. Elas estão certas de que são elas que reformam o mundo, enquanto elas deveriam estar construindo um mundo que as transformasse.

Pergunta: Como nós podemos transmitir um senso de responsabilidade mútua a elas, a responsabilidade pelo mundo?

Resposta: Este é exatamente o objetivo da nossa disseminação. Nós precisamos construir um sistema de educação e criar nossa própria mídia. Temos que construir tudo de novo na internet, bem como na nossa televisão e rádio.

Se fizermos tudo corretamente, depois dos primeiros poucos golpes as pessoas perceberão que temos uma solução. Somos nós que devemos trazer-lhes um “doce” para adoçar as primeiras “palmadas”, para que elas possam perceber isso imediatamente: isso oferece uma solução, esperança e salvação.

Este trabalho é que nos foi confiado; não há mais ninguém com quem contar. As pessoas são incapazes de ouvir a mensagem da ascensão espiritual. Elas estão em outro reino e simplesmente não entendem o que queremos. Quando elas começarem a entender, elas não serão capazes de implementá-la. A correção virá somente de nós, e nosso trabalho é explicar-lhes a necessidade disso.

Correções sistemáticas ocorrem de uma forma já pronta de parte de Galgalta ve Eynaim, e o resto deve apenas concordar com elas, aceitá-las. Além disso, nós devemos ser muito astutos na disseminação, para que as massas venham a quer isso, para que elas possam aceitar esta idéia e perceber que ela as beneficia.

As pessoas não podem mudar por si só: 99% das pessoas são incapazes de fazê-lo. Portanto, no final da “Introdução ao Livro do Zohar”, o Baal HaSulam escreve que a sabedoria superior fluirá através de Israel (das palavras “Yashar-El” ou “direto ao Criador”) para as nações do mundo. Ela fluirá de dentro para fora. As massas não subirão para buscá-la. Na melhor das hipóteses, elas abrirão seus corações para seu fluxo transbordante. Se Deus quiser, elas farão isso, e nós teremos alguma coisa para derramar sobre elas.

Isso ocorrerá se nós começarmos a trabalhar junto com elas e de forma mais intensa. Em nossa disseminação, nós não podemos exigir nada delas, exceto a consciência da situação atual. Mesmo que elas não entendam tudo, nós criaremos uma conexão. Por meio da disseminação, nós, de nossa parte, encontraremos um terreno comum com elas.

Nós não podemos exigir nada de uma criança. Nós é que devemos fornecer-lhe leite, mamadeiras, chupetas e fraldas. Além disso, nós não esperamos uma resposta significativa dela. Isso virá depois, quando ela crescer um pouco.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/09/11, “A Nação”

O Caminho Para Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanÉ importante explicar em nossa mesa redonda de discussões que a garantia mútua não é alcançada por si só, mas sim como resultado de um estudo sério do sistema de dependência mútua da natureza, de modo a introduzir o homem nele como um componente integral. Somente uma conexão entre a natureza e todas as pessoas, quando todos estão em perfeito equilíbrio, isto é, quando a pessoa dá e recebe na sociedade humana em perfeita harmonia, como é feito entre as células do corpo, apenas tal conexão é chamada de garantia mútua.

Mas primeiro, nós temos que estudar os elementos da garantia mútua, do interesse mútuo e da conexão, acima de todas as diferenças que nos separam, que o ego propositadamente nos apresenta. Nós devemos ver as diferenças entre nós como exercícios, acima dos quais temos que subir e, assim, crescer do mesmo modo que as crianças crescem como resultado dos jogos que elas jogam. Esta é a essência do nosso progresso em direção ao estado da garantia mútua: a conexão completa e mútua, como num corpo saudável.

Este é o propósito de toda criação. Portanto, na medida em que chegamos a essa conexão, nós sentimos a doação mútua, o amor, a participação, a fusão dos nossos desejos, a união de tudo o que costumava ficar no nosso caminho. Nada desaparece. Todas as diferenças permanecem, e é sobre elas que construímos nossos relacionamentos.

Nós temos que explicar pacientemente este método de conexão, apesar de todas as contradições. Então, a consciência das pessoas evoluirá gradualmente, na medida em que elas dominarem a conexão mútua geral acima das contradições que se manifestam.

É um longo caminho de restauração dos laços quebrados entre nós. Nós avançamos neste caminho e chegamos ao final da correção da humanidade e sua conexão com a natureza em um só.

É assim que chegamos à Malchut do mundo do Infinito, onde todas as diferenças e contradições se unem: o egoísmo extremo e, acima dele, o altruísmo primordial – e o reconhecimento do Pensamento da Criação é revelado em nós.

Um Velho Amigo Perdido No Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanO problema todo está na abordagem. Se eu estou tentando corrigir essa crise usando meus métodos antigos, procurando soluções e tentando consertar os sistemas econômicos que eu construí, isso é chamado de Amaleque (o maior e mais feroz desejo de receber em nós), o nosso principal inimigo.

Mas eu tenho que perceber que esta revelação vem até mim da natureza. Não há nada que possa ser feito usando os velhos métodos, visto que esta mudança está acontecendo dentro da natureza humana. Esta mudança não é em cada um de nós individualmente, mas em nossas relações, nas conexões entre as pessoas. Eu não queria que isso acontecesse, mas deve acontecer.

Nós começamos a perceber isso e a entender que cada um de nós é um egoísta e continuará a ser um egoísta. Ao mesmo tempo, a conexão entre nós se tornou mais forte e é diferente de antes. Eu não serei capaz de estabelecer esta conexão de acordo com as exigências do meu ego.

Por enquanto, todos nós somos como bolinhas de gude dentro de um sistema, e cada bolinha de gude é um egoísta. No entanto, as conexões entre nós não são mais egoístas. Elas não são da maneira que nós as construímos no antigo sistema econômico, que foi uma marca direta de nosso velho ego, uma demonstração exata das relações egoístas.

Mas, hoje em dia, um diferente tipo de conexão está se revelando, e é por isso que somos incapazes de controlar a rede que construímos. Isso é chamado de revelação do Criador, e nós não estamos tratando-a adequadamente. Nós não entendemos que devemos nos inserir na nova natureza.

Nós somos egoístas, mas as conexões entre nós não são egoístas, elas estão mudando. Nós temos que ser mais sensíveis a essas mudanças e sempre nos adaptar a elas, concordar com esta nova conexão. Ao fazer isso, vamos “apagar a memória de Amaleque”, o nosso pior inimigo.

Desta forma, nós apagamos a nossa indiferença, descaso e negligência. Nós superamos a nossa atitude negligente para com as mudanças e começamos a examinar o que está acontecendo aqui. Então, nós precisaremos da sabedoria da Cabalá, porque senão podemos lançar todas as forças que temos, todos os cientistas e todos os meios no mundo para uma análise e ainda assim não chegar a uma única conclusão correta.

É porque nós permaneceríamos como bolas de gude impenetráveis, todas dentro de seus velhos egoísmos. Agora, nós temos que receber a instrução (a palavra “Torá” vem da palavra “Oraa” ou manual de instruções) que nos ensinará a agir corretamente, a fim de realizar tais ações aqui em baixo, e isso causará alterações Acima.

O próprio Criador revela a nova rede, a nova conexão entre todos nós. Para nós, no entanto, isso significa uma crise, porque nós construímos determinado sistema, e Ele está imprimindo um sistema diferente sobre o nosso sistema.

Não há nada que possamos fazer com este novo sistema. Tudo o que podemos fazer é mudar a nós mesmos de acordo com este sistema recém revelado, para ajustar essas bolas de gude a esta nova conexão entre nós. Isto significa que eu devo elevar uma oração, ou seja, que eu tenho que pedir uma mudança em mim mesmo, pedir algo que está faltando em mim, que me impede de me conectar corretamente com esta nova rede.

Esta nova rede continuará se revelando cada vez mais; essa nuvem continuará a descer cada vez mais. Nosso trabalho é tentar reconhecer esta rede e desejar nos ajustar a ela através de nossas ações práticas. Assim, nós atrairemos uma influência de Cima que realizará isso dentro de nós.

A mudança não será no sistema, mas em nós. Nós mudaremos em conformidade com ele.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11, artigo do Rabash

O Chefe Que Não Paga Pelo Trabalho

A ciência da Cabala não é um livro de referência para egoístas ou um manual para os corretores, e não nos ensina como fazer o negócio do novo mundo. Quando eu estudo a ciência da Cabala, eu entendo que devo mudar e que eu não tenho outra escolha. Temos que nos adaptar ao novo sistema, para inseri-lo conscientemente e sem reservas, deixar para trás tudo de antes e atravessar o Rubicon, a barreira por trás da qual há um mundo novo.

O método da Cabala foi revelado e desenvolvido por pessoas especiais chamadas Yashar-El (direto para o Criador). É assim que foi revelado a eles, é assim que eles apresentam para o mundo, e todo mundo deve saber dela de alguma forma.

Portanto, uma garantia simples, uma solidariedade comum, será inútil. Nossas chamadas para a unificação são os primeiros passos em direção a uma verdadeira garantia. Quanto mais avançamos no sentido de garantia mútua, mais claramente, vamos descobrir que precisamos de uma correção interna, a fim de se adaptar ao novo sistema. Nós não corrígimos a natureza, e não corrígimos o mundo, nós corrigimos a nós mesmos. [Leia mais →]