Textos na Categoria 'Sofrimento'

O Seu Convite Pessoal Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que estado a pessoa atravessa no ponto mais baixo da descida e o que ela deveria fazer? Qual é o nosso erro?

Resposta: Se eu caio até o final da descida, neste ponto crítico mais baixo eu não posso fazer nada por mim mesmo. É como se eu estivesse neutralizado por toda a Luz que age em mim.

A Luz age em mim durante todas as fases do meu desenvolvimento (Luz Circundante 1), e sob a sua influência eu desço. Sua ação leva à minha descida pela adição de um desejo corrompido em mim. No final, eu me encontro no ponto mais baixo onde não posso fazer nada. Não há como eu ascender; eu estou sob a influência total do ego.

Mas no momento em que eu começo a subir, pelo menos um pouco, graças à distância entre o novo estado e o estado em que estava, eu já tenho que fazer algo de forma independente. Eu subo para o primeiro estado com a ajuda do grupo, mas graças ao nível que eu subi, agora tenho que começar a fazer algo por mim mesmo: elevar MAN, uma oração, um pedido, me esforçar. Eu tenho que atrair a Luz sozinho, a fim de iniciar a sua influência de acordo com o meu pedido e não através de outra pessoa.

Eu não posso despertar e me tirar do lugar mais baixo de forma independente e sem ajuda: “Um prisioneiro não pode se salvar da prisão”. Mas quando eu subo um pouco com a ajuda dos amigos, já posso continuar sozinho. Eu não sou mais um prisioneiro que está acorrentado! Eu tenho um amigo que me ajuda do lado de fora a sair deste buraco.

Mas se depois de eu ter sido ajudado a subir um pouco, eu fico muito preguiçoso e me esforço, se eu não me volto imediatamente à Luz que Reforma, mas espero e subo simplesmente com a corrente do tempo, com a ajuda do ambiente, então eu não atraio sobre mim mesmo novos poderes espirituais.

No momento em que eu recebo uma oportunidade, eu imediatamente começo a trabalhar por mim mesmo. Caso contrário, o Criador vai me ajudar a sair do poço uma ou duas vezes e depois vai me abandonar, já que eu não faço nada sozinho. Ele me envia ajuda: através do grupo, dos amigos, de diferentes maneiras, mas se eu não respondo a isso o suficiente, Ele me abandona.

Acontece que Ele tem que adicionar o mal e sofrimentos abaixo onde eu caí, diferentes problemas corporais, para que eu finalmente entenda que não tenho escolha e que tenho que subir. Eu entendo que vale a pena me esforçar um pouco e avançar pelas menores razões corporais. Eu vou tentar escapar da corporeidade para a espiritualidade, porque eu me sinto mal em minha vida comum.

Nesse caso, eu não subo atraindo a Luz que Reforma, mas por causa de sofrimentos animais comuns.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

A Linguagem Com A Qual O Criador Fala Com Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre uma pessoa que supera o mal que se revela nela através de seus esforços e uma pessoa que não faz esforços para superar e espera até que o sofrimento se acumule de modo que no final ele vai força-la a se mover do seu lugar?

Resposta: Quando a pessoa faz seus próprios esforços, ela se salva do sofrimento e poupa tempo. Os sofrimentos que foram poupados, multiplicado pelo tempo que ela poupa, dá uma enorme vantagem de acordo com a intensidade do sofrimento que ela evitou. E com tudo isso, a pessoa precisa multiplicar por outro fator incluído nesta fórmula: o Criador. Através deste estado Ele lhe dá a oportunidade de contato com Ele, mas você desperdiça a oportunidade e não busca a conexão.

Todas estas oportunidades que você desperdiçou e não percebeu, se acumulam com você como Aviut (grossura/espessura) adicional e como punição, já que você não quer prestar atenção para o fato de essa era uma chamada que veio do Criador. Pelo contrário, você transformou isso num problema comum, que veio dos parentes ou de um amigo que lhe insultou.

Você não viu que o Criador enviou Seu mensageiro para você, e de acordo com seu nível, você deveria ter reconhecido isso. Portanto, o que você sugere que seja feito com você nesta situação? Nós somos forçados a dar mais alguns golpes, beliscões, de modo que você sinta que não é por acaso que todas estas pessoas estão ao seu redor, mas tudo vem do Criador, já que não há outro além Dele.

É porque você está num estado de inconsciência e não sente isso. Você precisa ser trazido de volta à consciência, de modo que seja capaz de subir ao próximo nível. Cada nível, exceto o seu relacionamento, inclui a relação com o Criador: “Israel, a Torá e o Criador são um”. Mas se você não prestar atenção que tudo está conectado ao Criador, que, desde o início, tudo veio Dele e, no final, vai voltar a Ele, então você não vai completar o seu esclarecimento.

Assim, você precisa ver o mundo inteiro como anjos – bons ou maus, ou seja, com sensações agradáveis e sensações desagradáveis – dirigindo-o para o caminho certo. Eles podem ser parentes ou seus filhos, aqueles que tocam o seu coração, ou podem ser estranhos, ou pode ser algum evento no mundo.

Não importa como isso chega até você: por sua esposa, seus filhos, seus amigos, a polícia, o gerente no trabalho, problemas de saúde, o tempo ou a notícia; você deve aceitar isso como diferentes manifestações do Criador. É Ele que está diante de você e pergunta: “Bem, quando você está vindo até Mim? Eu só quero abraçar você! Venha escalar minha montanha já!”. No entanto, você vira as costas para Ele e olha para seus pés. Você não presta atenção que o mundo inteiro é a linguagem do Criador que está falando com você.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

A Carga Dos Esforços Que Você Ainda Não Fez

Dr. Michael LaitmanO Criador estabeleceu leis imutáveis. Se não sabemos usá-las corretamente, nos sentimos mal, e se sabemos, nos sentimos bem.

O ponto principal aqui é entender que as leis da natureza não mudam em todos os seus níveis. Se isso nos parece o contrário, é porque as condições estão mudando e as mesmas leis são reveladas a nós de uma forma diferente.

No espaço, por exemplo, a gravidade “de repente” desaparece. Será que as leis mudaram? Não. Se você voltar às condições iniciais você vai descobri-las novamente.

Pergunta: Mas se o Criador já nos criou e definiu leis claras, por que temos que mudar? Por que temos que trabalhar para Ele?

Resposta: De acordo com as condições atuais, você trabalha para tirar proveito em benefício próprio e não para Ele.

Pergunta: Mas nós ainda estudamos a sabedoria da Cabalá. Portanto, por que o nosso caminho é cheio de espinhos? Parece como se não houvesse onde pisar.

Resposta: É porque você se tornou mais sensível. Uma criança pequena não sabe como ter cuidado. Uma pessoa comum não tem muitas inibições. Mas uma pessoa inteligente já sabe os possíveis resultados de diferentes ações. Assim, verifica-se que você se tornou mais inteligente e mais sensível. Sobre isso, diz-se: “Aquele que acrescenta conhecimento acrescenta dor”.

Você pode, é claro, levar uma vida simples, modesta, sem quaisquer dúvidas e reclamações, trabalhar em algum trabalho mecânico que não exija nenhum esforço mental. Mas se você quer estar “na moda”, se você quiser avançar, se desenvolver, você vai, sem dúvida, encontrar problemas e pressões. Não há nada de novo aqui.

Pergunta: Mas eu sou uma pessoa comum, não estou procurando problemas. E se há problemas, onde está a recompensa?

Resposta: Se nenhuma pressão fosse colocada sobre você, você não estaria perguntando sobre a recompensa, certo? Agora você começou a pensar e você está certo.

Bem, uma simples resposta lógica deve ser que a “pressão” deve ser a recompensa em si. Se eu me esforço ao longo do caminho espiritual e, na mesma medida recebo golpes, isso significa que esta é a minha recompensa. Ela realmente parece assim, e exige um exame imparcial, uma investigação.

Se, por exemplo, eu se estou passando por todos os tipos de testes com diferentes instrumentos médicos: eles me varrem com diferentes raios e descobrem inúmeros problemas. Há um fenômeno muito comum entre os estudantes que estudam medicina: eles descobrem que sofrem de todas as doenças que estão estudando.

Portanto, qual é a recompensa para o estudo? O que podemos dizer a eles?

– Isso vai passar, tudo vai ficar bem.

– O que quer dizer que está tudo bem, se é hora de saltar para a mesa de operação?!

Este é o sentimento que eles experimentam.

Pergunta: Mas, ainda assim, haverá algum alívio ao longo do caminho?

Resposta: Isso vai ocorrer quando você sentir o amor paterno nos golpes. Nós devemos entender que as falhas nos são reveladas, isso é tudo. Como podemos superá-las? Como podemos não ver um problema em si, mas a salvação?

Primeiro, é uma coisa boa que o lugar da falha tenha sido revelado a mim, afinal, o Criador criou a inclinação ao mal.

Agora eu sinto a necessidade da sabedoria da Cabalá, como forma de correção. Eu só posso usar este método se estou conectado com o grupo, com o estudo, se entro no grupo tão profundamente quanto posso.

Então eu descubro que todas as ​​”surpresas” desagradáveis são revelados apenas para acelerar o meu trabalho. Elas são como chamadas para completar os esforços necessários. Afinal, os esforços incompletos deixam um sentimento muito forte de amargura.

Baal HaSulam fala sobre isso na carta 19: “A paixão forte que é incompleta deixa grande tristeza atrás dela, conforme a paixão da pessoa”. Em tal caso, a pessoa tem que terminar o que começou tão rápido quanto pode. Caso contrário, ela é chamada de “um tolo que está sentado à toa devorando a sua própria carne”. Aqui, a descoberta é muito importante e depende da nossa unidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/12, “A Paz”

Pendurado Acima De Um Oceano De Dor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”: Quando nós recebemos primeiro o presente, ainda não nos referimos ao doador do presente como alguém que nos ama, ainda mais se o doador do presente for importante e o receptor não for igual a ele.

No entanto, a doação repetitiva e a perseverança farão com que até mesmo a pessoa mais importante pareça um amante verdadeiro e igual. Isto porque a lei do amor não se aplica entre grande e pequeno, como dois amantes verdadeiros devem se sentir iguais.

Pergunta: Baal HaSulam escreve sobre o amor, mas onde está o amor? Há apenas sofrimentos e desastres em todos os lugares. Apenas alguns dias atrás 26 pessoas foram mortas numa escola nos EUA…

Resposta: Alguém já lhe prometeu que essas coisas não vão acontecer em nosso mundo? Tudo o que você vê aqui está ocorrendo dentro do seu desejo egoísta. Suba para outro desejo, suba para o próximo nível, e você vai ver que tudo é diferente. Você vai subir para o segundo andar.

Agora você vê a realidade através do seu ego, que, por definição, não pode ser algo bom. Embora às vezes eu sinta algo positivo, ele é de fato muito ruim, mas, por enquanto, eu não identifico isso e o aceito como bom. Nós estamos todos num desejo de receber, que nem sequer é real, mas “animal”. Portanto, na verdade, não pode haver nada de bom em nosso mundo.

Portanto, o que você espera? Que as coisas ocorram de forma diferente? Nós estamos imersos num ego que é o oposto da Luz e, portanto, só pode haver desastres aqui.

Mas, a fim de permitir que você descanse entre eles, de modo que pelo menos seja capaz de relaxar, acalmar seus nervos, observar os detalhes e perceber alguma coisa, então, neste mundo, no nível mais inferior, o homem vive, literalmente, pela misericórdia e não só na dor, apesar de sua natureza.

Por quê? Porque ele tem outro destino, um objetivo. Se não fosse pelo destino e o objetivo futuro, nosso mundo estaria imerso na escuridão dos sofrimentos e dores intermináveis ​​de manhã à noite, dia após dia. Esta é a natureza da intenção egoísta que é oposta à Luz.

Uma iluminação mínima ainda penetra este mundo, mas apenas de forma a nos permitir existir aqui por um tempo e começar a subir. Em todos os outros sentidos, a Luz e o desejo de receber são totalmente opostos um ao outro, de tal forma que sequer conseguimos imaginar.

Se realmente houvesse sofrimentos muito grandes aqui, não teríamos chance de subir acima deles e, pelo menos, pensar em algo. Enquanto isso, nós estamos sendo mantidos acima de um oceano de dor, mas se não usarmos corretamente o tempo que nos foi dado, as Luzes vão desaparecer e nós vamos cair em grandes sofrimentos que irão nos “sacudir” bem, até que imploremos por ajuda. Então nós receberemos uma pausa, e seremos examinados para ver se o “tremor” foi suficiente ou não.

A propósito, no que diz respeito ao povo judeu, um “tremor” geralmente não é suficiente. Vá para a rua e fale com as pessoas; elas sentem que tudo está bem. Elas já se esqueceram dos mísseis e não aprenderam nada com o último outono.

Pergunta: E quanto a nós, aqueles que estudam Cabalá?

Resposta: Você é duas vezes mais teimoso. Todos os outros, pelo menos, não sabem do que se trata, mas você é realmente teimoso. O que você fez com o que já ouviu falar nas aulas?

O nosso problema é a quebra. Nossa correção é a conexão. O que você fez pela união de toda a criação? Primeiro, será que você ajuda seus amigos no mundo inteiro a se conectar? Você os ajuda a ser uma força maior, mais especial, que quer subir acima do ego e conectar o mundo inteiro, a fim de construir um lugar para a revelação do Criador e dar-Lhe alegria? Quando Ele é revelado, Ele desfruta cada vez mais, e nós também apreciamos o que temos feito por Ele. Isto é chamado de equivalência de forma. Portanto, o que mais você deve saber? Apenas trabalhar pela unidade e a conexão, pela garantia mútua e a educação integral.

Mas você vem para a aula, ouve, e depois segue o seu caminho. Neste caso, a pessoa comum na rua é mais justa do que você. Já que ela não desconsidera o que é importante, ela simplesmente não sabe sobre isso. Muito menos é exigido dela do que de você.

Nós temos que realmente ter medo. O tempo passa e não há muito mais que possamos fazer. Nós realmente devemos nos sentir responsáveis, não por nós, mas pelo grupo, pelo mundo. Afinal, o desrespeito é o resultado de todos pensando apenas em si e estando resignados com o destino com antecedência. Não pense no que vai acontecer com você, pense no fato de que você é responsável por todos. Então você vai ter uma atitude diferente. Enquanto isso, nós não sentimos a responsabilidade que nos sufoca e nos motiva. O ego está nos destruindo…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/12 , “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Os Golpes Valiosos do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, Item 107: Assim, depois que a pessoa alcança a iluminação da face, de tal forma que cada pecado que cometeu, mesmo os propositais, é transformado e se torna uma Mitzva para ela, esta se alegra com todo o tormento e aflição que já tenha sofrido desde a época em que foi colocada nos dois discernimentos da ocultação da face.

…agora se tornou a causa e a preparação para manter a Mitzva e a recepção da recompensa eterna e maravilhosa por ela.

Disso nós aprendemos que quanto mais eu tenha sofrido, mais sou recompensado agora. Portanto, isso significa que vale a pena sofrer para receber uma recompensa maior mais tarde? Isso é o que parece na nossa linguagem, na nossa percepção egoísta. O passado não é apagado; a correção está em transformá-lo de tristeza em alegria. Em vez de um vaso que sofreu com a escuridão, com a falta e o vazio, com guerras, doenças, dores, ou seja, com a falta de satisfação, nós agora sentimos uma satisfação e nisso sentimos uma recompensa e amor.

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, Item 108: Isso é semelhante a um conto bem conhecido sobre um judeu que era um administrador da casa de certo proprietário. O proprietário o amava muito. Uma vez, o proprietário foi embora, e deixou seu negócio nas mãos de seu substituto, que era um antissemita.

O que ele fez? Pegou o judeu e o golpeou cinco vezes na frente de todos, para humilhá-lo completamente.

Trata-se do ego e do ponto no coração de uma pessoa, sobre como o ego domina a pessoa agora e bate o “ponto no coração” chamado “judeu” (Yehudi), que decorre da raiz hebraica de “unidade” (Yehud). Este ponto pretende se unir com o Criador e sofre porque não consegue fazê-lo. Isto significa que recebe golpes de seu ego.

Após o retorno do proprietário, o judeu foi ter com ele e disse-lhe tudo o que tinha acontecido consigo. Sua ira se acendeu, e ele chamou o substituto e ordenou-lhe que desse prontamente mil moedas ao judeu por cada vez que ele o havia atingido.

O judeu pegou-as e foi para casa. Sua esposa o encontrou chorando. Ela perguntou-lhe ansiosamente, “O que aconteceu entre você e o proprietário?”. Ele disse a ela. Ela perguntou: “Então, por que você está chorando?”. Ele respondeu: “Eu estou chorando porque ele só me bateu cinco vezes. Eu gostaria que ele tivesse me batido pelo menos dez vezes, já que agora eu teria 10 mil moedas”.

Na representação terrena desta história isso parece grosseiro e egoísta, mas nós entendemos que a Torá nos fala sobre o mundo interno de uma pessoa. Quem entende isso interpreta a história corretamente.

“Uma pessoa é um mundo pequeno”, onde existem dois lados opostos: um ponto no coração e o próprio centro. O coração odeia o ponto no coração que anseia pela união com o Criador.

Quanto maior o desejo de receber que é revelado em nós, chamado de coração egoísta cruel, mais forte ele agarra o ponto no coração e não o deixa avançar. O ponto no coração faz várias tentativas para fugir dele e avançar, e por isso sofre com sua dominação e sua própria escravidão, com o exílio torturante. A tensão e a luta entre eles crescem constantemente e o ponto no coração sente cada vez mais dor, já que não consegue se unir com o Criador.

Isso cria um vaso e o preenchimento chega, chamado de “após o retorno do proprietário”. A recompensa é sentida nos mesmos sofrimentos, nos mesmos lugares vazios que foram criados durante o exílio. Isso significa que não é o desejo de receber em si que se torna “para doar”, mas a luta contra ele.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 25/12/12, “Introdução ao Estudo do os Dez Sefirot

Importar-se Com O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é demonstrado o temor ao Criador em nosso trabalho com o mundo?

Resposta: O temor ao Criador é expresso no temor perante o mundo, se podemos corrigi-lo. Eu realmente deveria temer se estou fazendo tudo, não apenas para livrar o mundo do sofrimento (ainda que esta seja a fase inicial do temor), mas também para chegar ao Criador de forma fácil. Afinal, o Criador não está interessado em ter alguém sofrendo nem por um instante, e o sofrimento do mundo depende apenas de como eu vou levá-lo ao Criador. Eu sou responsável por ele. Isto irá gradualmente surgir diante de nós como uma grande missão com muita responsabilidade.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 5

No Calor Da Batalha Com Moinhos De Vento

Dr. Michael LaitmanEm vez de se agarrar ao princípio “não há outro além Dele”, o meu pensamento depende de diferentes fatores que eu vejo diante de mim. Ao invés de olhar para frente para ver além das pessoas, além do mecanismo, além de todos os fenômenos naturais, e para ver apenas o Criador e eu, eu, como um míope, olho para os objetos que estão perto de mim e os vejo como os fatores de que depende a minha liberdade. Assim como Dom Quixote, eu luto com moinhos de vento, “cenários” sem vida.

Como resultado, o Criador tem que intensificar o mal e os sofrimentos, de modo que eu  tenha que dar uma olhada melhor no que depende a minha vida. Ele faz isso para que eu não seja capaz de parar esta busca.

Nós vemos isso no exemplo do estado de Israel: Ahmadinejad, Hamas, ameaças, mísseis, Mubarak em vez de Sadat, Mursi em vez de Mubarak… o Criador constantemente endurece o coração do Faraó. Por que isso? Porque o povo judeu não quer ver a verdadeira razão do que está acontecendo. Enquanto isso, todas as razões insignificantes significaram só uma coisa: levar Israel ao Criador, de modo que temos que ser gratos a elas por isso. Elas são apenas o meio.

Assim, as pessoas são obrigadas a ser um pouco mais inteligentes, a fim de ver com quem estão lidando e quem está gerindo o mundo. Os problemas só nos lembram do objetivo, e é fácil nos livrar deles se nos dirigirmos ao Criador. Mas nós não nos dirigimos a Ele para receber “recompensas”, mas para corrigir a nós mesmos, a fim de nos aderir a Ele e dar-Lhe satisfação. Então, os atuais “lembretes” serão anulados, e o “anjo da morte” vai se transformar num “anjo santo”.

Pergunta: Portanto, com quem estamos trabalhando, com o grupo ou com o mundo externo?

Resposta: Toda a realidade, incluindo o mundo externo, incluindo eu e o grupo, está no Criador. O mundo externo me dá um impulso negativo (1), constantemente evocando-me a me dirigir ao Criador (2). Mas eu sei que não posso me dirigir a Ele diretamente. Primeiro eu tenho que me dirigir ao grupo, e depois, junto com ele ao Criador. Só então é que eu tenho um vaso, um desejo por isso, enquanto que nada vai me ajudar se eu trabalhar individualmente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/12, Escritos do Rabash

Por Que Temos Todas Estas Dificuldades?

Pergunta: Porque, de acordo com todo o processo histórico, o resgate vem como resultado de uma grande pressão, no momento mais difícil, depois de muito tempo de estarmos impedidos de ouvir sobre isto? Com que finalidade são todas essas dificuldades?

Por que é necessário revelar o Criador, a conexão entre nós, no meio de tormentos e tensão, em que nos vemos em um beco sem saída e só no último momento, de repente, a resposta é revelada? Porque não começamos todos nós a ocupar-nos na educação integral, da sabedoria da Cabala, e a caminhar confortavelmente em direção ao objetivo tendo esta solução na mão?

Resposta: Você próprio sabe que o nosso ego está trabalhando como “ajuda contra nós.” E somente sob tremenda pressão é que estamos de acordo em nos separar deste. E também não é de imediato, mas só depois de muitos golpes – as dez pragas do Egito, na escuridão, sob tensão terrível, e com pressa – estamos finalmente dispostos a escapar. Caso contrário, não.

E isso não é porque somos assim tão fracos, mas porque o ego é muito forte. Este ego nos ajuda mais tarde a revelar todo o mundo espiritual eterno. Uma vez conectados, imediatamente começamos a revelar e a senti-lo. Mesmo aqui nesta vida revelamos o mundo superior; sobre isto é dito: “O Seu mundo você vai vê-lo na sua vida.” Eu espero que possamos alcançá-lo.

Se nós agora percebermos toda essa pressão como a força que nos é dada precisamente para nos ajudar, então vamos ver se funciona a nosso favor. Basta apenas recebê-la com esta compreensão e vamos conseguir.

Da porção semanal da Torá 04/12/12, O Zohar

Redenção Vem Em Um Instante

É impossível para qualquer um calcular a medida do trabalho que ele precisa investir a fim de passar para a próxima fase. É impossível dizer sobre uma pessoa comum, que entretanto está a viver a sua vida normal no mundo corpóreo como toda a gente, quantas correções ele vai precisar para que o ponto no coração se abrir nela, a centelha espiritual. Também é impossível dizer quantas ações ela vai precisar fazer com esta centelha, a fim de alcançar a primeira revelação, ou seja, para conectá-la com as faíscas de outros.

No primeiro grau estamos conectando o nosso sofrimento e na medida do sofrimento que foi conectado, finalmente a centelha espiritual é revelada, ou seja, uma série de perguntas importantes são reveladas em um homem: Qual é o sentido da minha vida? Esta centelha direcciona-o para a meta, para a resposta para a pergunta: “Qual é o sentido da vida.”

Depois , novamente ele começa a trabalhar no grupo que o muda, porque ele não é capaz de mudar por si mesmo. O homem encontra-se sob a influência do meio ambiente e muda, porque ele muda. Assim, no período de preparação, ele tenta colocar-se sob a influência do meio ambiente da forma mais benéfica para o progresso mais rápido para transferir a partir do caminho de sofrimento para o caminho da Luz, a Torá, a sabedoria da Cabala.

Com isso termina o período de preparação: preparação para a aliança de auto-anulação de Arvut (Garantia Mútua), elevando-se acima dos pensamentos e distúrbios, a fim de alcançar a conexão de nossos faíscas.

Todo o trabalho é feito através da influência do meio ambiente sobre o homem. Portanto, é impossível calcular com antecedência a labuta que é exigido dele e da situação precisa ou estado que precisa acontecer para que ele receba a revelação. Isto é porque a revelação depende do estado que o rodeia. Este estado não é uma coincidência, mas para calculá-lo é preciso conhecer e levar em consideração todo o sistema, e isso é impossível de nosso grau.

A partir de um grau mais elevado é possível de alguma forma calculá-lo, mas aqui há uma condição adicional. Cada grau inclui quatro fases, um HaVaYaH , e, a fim de subir para o cálculo puro, é preciso elevar o HaVaYaH . Ou seja, apenas a partir do mundo de Yetzirah , pode-se observar o mundo de Assiya. E se um existe num alto grau do mundo Assiya , é impossível calcular o que vai acontecer num grau menor do mesmo mundo, pois suas correções no grau de este mundo (na luz de Nefesh ) ainda não é determinada.

Mas, devido ao reforço da ligação de um homem com o meio ambiente,ele progride.Finalmente, a ocultação desaparece e ele tem a revelação.

Baal HaSulam escreve no prefácio de TES Carta 54 : É verdade que, depois de o Criador ver que um homem concluí a medida de seu trabalho e terminou tudo o que ele tinha a fazer no seu poder de escolha e de fortalecimento no Emuna (fé) no Criador. Isso significa que ele provou que ele anseia pela qualidade de doação que se chama Emuna . E então o Criador ajuda-o, e ele é recompensado com a realização da revelação da Providência, que significa a revelação do rosto.

Esta ajuda do Criador, não pode vir antes de terminar sua medida do trabalho. Vale a pena lembrar disso sempre, de modo a não solicitar a revelação, isto é, é preciso pedir ajuda para completar a obra do Criador e não a revelação. Esta é um resultado do nosso trabalho. Um desejo corrigido Kli (desejo) é sentido como a revelação do mundo superior. A revelação não vem de algum lugar fora do próprio homem, tornando-se corrigido de não ser corrigido, ao terminar a sua correção, neste estado que até há pouco não foi corrigido, de repente, ele se sente o estado corrigido que é chamado de redenção.

Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/12/12 , “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot “

Por Que Os Justos Se Lamentam?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito que os justos lamentam a falta de sofrimento em suas vidas, uma vez que é a dor que expande o vaso de percepção.

Resposta: Não se trata do sofrimento do ego, quando uma pessoa, olhando para trás para a vida que viveu, se sente mal em relação às oportunidades perdidas: “Lá eu perdi a oportunidade de ficar rico, aqui, de fazer amor e aqui de fazer uma pausa!”, e assim por diante, para que na sua velhice ela possa se censurar e devorar a si mesma. Este é um estado terrível!

Espiritualmente, não há tal coisa, pois podemos discernir onde na minha vida, eu fui incapaz de fazer um esforço extra para a conexão com os outros, para a correção deles e a minha, para subir acima do nosso egoísmo, para um nível mais elevado, o nível humano.

Mas isto não é sofrimento, porque na medida em que eu estou experimentando isso agora, imediatamente o corrijo.

Pergunta: Então, o que os justos querem dizer com “sofrimento”?

Resposta: Eles se preocupam com as oportunidades perdidas e imediatamente as satisfazem.

Afinal, eles ainda experimentam desejos. Por outro lado, eles conseguem captar onde deixaram alguns “assuntos inacabados” na vida. Por exemplo, neste momento, desejo ver meus alunos em perfeito estado. Este é o meu maior desejo, e ele já está implantando o resto.

De KabTv “Bases da Sociedade Integral” 11/03/12