Textos na Categoria 'Sofrimento'

A Diferença Fundamental da Realidade de Hoje

Uma pergunta que recebi: Muitas pessoas no mundo sofrem de depressão, muitos se trancam nas suas casas por meses, e necessitam de ajuda psicológica. O que pode ajudá-los?

Minha resposta: A depressão é a doença mais comum no mundo atual. Só um remédio pode ser aconselhado para elas: a Luz que Reforma. Nenhum psicólogo pode ajudar, neste contexto, porque é devido ao Criador estar se revelando a nós na sua forma oposta que está levando a extrema depressão.

Uma vez que cada um de nós sente que ele ou ela era uma pessoa pequena em torno do mundo que foi revelado em diferentes camadas do nosso egoísmo: 1, 2, 3. Como o nosso ego cresceu mais e mais, nós nos desenvolvemos, de acordo com ele, criando um novo ambiente: um mundo de novas tecnologias e relações sociais.  Foi assim que nos amadurecemos ao longo de toda a nossa história, etapa por etapa, 1 – 2-3, em direção à riqueza, honra e conhecimento.

No entanto, hoje, nós chegamos ao quarto nível, que é muito especial. Nesta posição, o que está sendo revelado é o Criador, a qualidade de “doação”, e não nosso ego que se desenvolve, nossa propriedade de “receber”. Esta é a diferença fundamental da nossa época, que é a da revelação do Criador. [Leia mais →]

Minha Escolha: Uma Dimensão Elevada

Dr. Michael LaitmanUma pessoa é conduzida pelo Alto ao lugar da sua liberdade de escolha. A nossa liberdade de escolha não consiste em escolher entre o prazer e o sofrimento. Foi isso que nos trouxe a este lugar, este estado. Agora, a nossa escolha está em algo mais, acima do prazer e do sofrimento, algo que está numa dimensão elevada.

Existe certo plano neste mundo, por meio do qual nós fomos conduzidos, trazidos de um lugar mau para outro lugar que parecia bom, melhor que o último, porque o sofrimento nele era menor. Rapidamente, este lugar também parecia mau, e era hora de avançar. Mas, nós não percebemos que não importa para onde formos, será apenas pior (um mal maior surgirá).

Desta forma, dentro das fronteiras deste mundo, nós permanecemos no mesmo lugar. O que eu preciso é sair disso, para cima, para outra dimensão. Eu preciso escolher valores completamente novos e diferentes para o que eu chamo de “bem e mal” – para o medir em respeito a “recepção e doação” e “verdade e falsidade” – em vez de escolher medir bem e mal contra “prazer ou sofrimento” como eu o faço atualmente. O prazer e o sofrimento foram experimentados pelo meu corpo animal; verdade e falsidade são experimentados pelo ser humano em mim.

Em outras palavras, a minha escolha está em desenvolver o gene espiritual que me foi dado, ao verdadeiro nível humano. Isto constitui a minha liberdade de escolha: escolher novas preocupações, um novoobjetivo, e uma dimensão completamente diferente.

Então, eu perceberei tudo que permanece abaixo, neste mundo, apenas conforme for necessário, e eu escolho me empenhar no ser humano em mim. Eu tenho um ponto no coração, o primeiro gene espiritual (Reshimo), do qual eu começo a desenvolver o ser humano em mim. Como eu faço isto? Eu faço isto ao escolher o ambiente, os livros, e o professor.

A Pergunta Que Exige Uma Resposta

Dr. Michael LaitmanO Baal HaSulam escreve na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 2: “… existe uma pergunta famosa e dolorosa, que é feita por todos na terra: “Qual é o significado da nossa vida?””. Esta pergunta coloca de lado todas as outras perguntas e dúvidas a respeito do estudo da Cabala, visto que os anos de nossas vidas são tão caros para nós e trazem tanta dor e sofrimentos. Será que nossas vidas apenas chegarão a um fim inevitável? Quem gosta delas, ou a quem eu trago alegria?

Nós vemos que a nossa vida termina sem qualquer benefício ou resultado. Quanto mais a humanidade se desenvolve, mais claro compreendemos isso. Portanto, o desapontamento e a depressão são os problemas mais sérios no mundo de hoje.

Muitas pessoas ao longo das gerações têm tentado responder esta pergunta eterna, mas ela ainda está diante de nós com toda a sua força e amargura, pegando-nos desprevenidos, ardendo em nossas mentes, e envergonhando-nos. Afinal, esta questão anula o nosso próprio “eu”, e o homem não consegue aceitar isso, uma vez que ela toca na raiz de sua alma.

Se isso não diz respeito a nossa essência eterna, nós podemos fugir desta questão desligando nossas mentes com drogas ou antidepressivos. No entanto, a pergunta sobre o sentido da vida não se refere aos anos de nossa existência corpórea.

A pergunta “Por que fui criado?” vem do meu interior e dirige-me à minha raiz primordial, da qual eu posso aprender a razão da minha existência. No entanto, por enquanto nós conseguimos ser subjugados, sem pensar, caindo na armadilha bem conhecida de ceder ao fluxo da vida.

Nós tentamos enganar a nós mesmos em todos os sentidos possíveis, mas é cada vez mais difícil existir de acordo com a seqüência: nascimento, escola, universidade, trabalho, filhos, velhice e morte. Nós não temos escolha; para resolver esta pergunta, eu preciso substituir o ambiente que me ajuda a esquecer e a esconder a pergunta sobre o sentido da vida, por um ambiente que me ajudará a expô-la e a respondê-la o mais rápido possível.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabala 24/05/10

A Imensidão Do Nosso Desejo De Desfrutar

Uma pergunta que recebi: Por que nós devemos esperar tanto tempo e sofrer tantas lições negativas que nos machucam, antes de finalmente percebermos qual o caminho correto?

Minha resposta: Nós não esperamos! Nós evoluimos a cada instante, passo a passo. Mas o nosso ego, o nosso desejo de desfrutar, é simplesmente infinito. Sua profundidade é enorme: uma criatura enorme. Imagine a si mesmo como o nosso Universo infinito; bem, o desejo humano é bilhões de vezes maior que todo o universo.

Agora, nós precisamos começar a nossa correção. E o meu desejo de desfrutar contém milhares de qualidades nas quais eu preciso sentir golpes, de modo a reagir com um “Ai!”. Então, serão necessários mais mil golpes que me façam andar: “Ui!”. Isso não é brincadeira; toda a nossa vida passa exatamente assim. Finalmente, eu ainda precisarei de mais mil golpes para decidir sobre mim mesmo: “É isso aí, eu não agüento mais! Algo deve ser feito”.

Cada qualidade é composta de quatro níveis (Aleph, Bet, Gimel, Dalet). Até atingirmos o nível final (quarto nível) continuaremos recebendo golpes e sofreremos sem pararmos para pensar sobre a nossa situação. É como se eu sentisse dor numa parte do meu corpo e depois outra; eu a suporto e digo a mim mesmo que não é grande coisa, até que finalmente percebo que algo deve ser feito. O mesmo princípio se aplica aqui. Mas é exatamente assim que deve ser, porque nós somos feitos de um material complexo, com várias camadas, que se desenvolve a partir de um ponto. Não há escolha nessa questão.

Somente no fim da correção é que tudo o que passamos se fundirá e produzirá a perfeição da realização, da satisfação e da compreensão .

Da terceira parte da Lição Diária da Cabalá 29/04/10, A Entrega da Torá

Vida Sem Sofrimento

Uma pergunta que recebi: Como podemos imaginar a vida humana no mundo espiritual, completamente desprovida de sofrimento?

Minha Resposta: Nós somos incapazes de imaginar isso, visto que qualquer coisa que imaginamos é egoísta. A noção do mundo espiritual é encontrar prazer e inspiração em doação, de amor para os outros. No entanto, não é por prazer pessoal ou a paz interior, mas para a grandeza da própria ação.

Então, como posso sentir a grandeza da doação? Peço que a Luz me deixe sentir isso, visto que eu sou incapaz de conseguir sentir sozinho. No entanto, eu sou mesmo incapaz de querê-la e pedir para Ele. Então o que eu faço? O ambiente pode me obrigar a fazer isso, ele pode forçar-me a ter um desejo por algo que não é natural e, geralmente, oposto a mim. [Leia mais →]