Textos na Categoria 'Sofrimento'

Não É Bom Ignorar A Sua Doença

Dr. Michael LaitmanO sofrimento, a tristeza, o nível da quebra deve ser revelado. No entanto, ele pode ser revelado diretamente como agora, sem qualquer alívio por parte da Luz, ou pode vir junto com a realização de sua necessidade, quando você espera por ele como uma pessoa doente que vai a uma consulta médica. Mesmo que ela possa ter medo de que será diagnosticada com uma doença, ela ainda assim deseja revelá-la a fim de receber o remédio.

No entanto, há pessoas que não querem saber sobre sua doença, embora isso não as liberte de seus problemas mais tarde.

Portanto, nós devemos sempre aspirar na direção certa – no sentido da união e do amor, da compreensão da meta e do plano da criação. Ao fazer isso, nós permitimos que o mal se revele mais rápido! Isto significa que “Israel acelera os tempos”, ou seja, que eu corro na frente, antes que a vara me alcançe para me bater.

No entanto, isso só é possível ao se receber continuamente a importância da meta e revelar o mal. Eu o chamo intencionalmente de mal, e não porque eu sinto sofrimento nele. Eu não me importo com o que sinto. A coisa mais importante é que o mal se revela em relação à bondade que me espera lá na frente e é chamada de amor, doação.

Se eu revelo camadas de egoísmo, sofrendo dessa forma, então eu vou passar por todas as suas fases (0,1,2,3) até a última – 4, onde entenderei que tudo é construído sobre a revelação do lado esquerdo. Afinal, só revelando nossos desejos vazios podemos revelar a verdadeira realidade, na qual já existimos.

Da Lição de 09/08/11, Escritos do Rabash

Adotando A Forma Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós ainda não sentimos a dor do mundo exterior ao máximo. Como nós podemos corrigir essa situação trabalhando no grupo?

Resposta: É melhor sentir essa dor o mais cedo possível. É como uma doença, e é melhor detectá-la em seus estágios iniciais. O mundo está apenas começando a submergir na crise, mas já a teme, visto que os problemas de hoje afetam a todos. Nós vemos que chegou a hora, e nós devemos disseminar materiais que expliquem a causa da crise e sua solução.

O mundo inteiro, incluindo a América, Europa, China e Japão, está em apuros. Todos estão assustados com o que está acontecendo e ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Alguns estão olhando a crise de longe, como por exemplo a Alemanha. No entanto, eles devem ter ainda mais medo. Aquele que subiu mais alto cai mais baixo. Nós nem sequer podemos imaginar o que acontecerá se amanhã todos os mecanismos comprovados pararem de repente de funcionar.

Como pode ser possível? As pessoas se levantam de manhã, vão trabalhar, e assim por diante…

Mas não, elas não estão indo para o trabalho. Nós ainda não percebemos que estamos em um sistema integral da natureza, embora não sejamos integrais. É como se estivéssemos tentando inserir uma peça quadrada em uma abertura redonda. Na realidade, nossa forma deve ser semelhante à forma do sistema. Esta forma não é simples, porque nós não estamos falando de geometria, mas sim de nossas qualidades.

Hoje, a humanidade inteira deve estar gradualmente adotando novas formas, o formato correto que corresponde à Luz. Este é um problema muito grande. Nós só podemos resolvê-lo se atrairmos a Luz que irá realizar a correção para nós. É por isso que é dito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como um tempero, porque a Luz nela corrige”.

Vamos esperar que entendamos isso e sejamos capazes de transmitir aos outros.

Da Lição 1 na Convenção da Alemanha 05/08/11

Que Proporção O Faraó Deve Alcançar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso me conter e evitar cometer erros, quando sei que estou sendo guiado por meus sentimentos e não estou agindo bem? E, por outro lado, que nós temos que cair para crescer…

Resposta: Na verdade, ” Um homem justo cai e levanta-se mil vezes”. Só passando pela experiência de muitas descidas e decepções, muita dor e erros pelos quais temos que pagar, nós finalmente chegamos à conclusão final e à compreensão de que temos que nos elevar acima da nossa natureza egoísta. No final, nós entendemos que nunca seremos capazes de unir a mente e os sentimentos juntos, enquanto estamos dentro do egoísmo.

Esta é a imagem que estamos vendo no mundo de hoje em todos os países. Mentalmente, todos entendem que estamos entrando em uma crise horrível, mas não conseguimos parar a nós mesmos. O egoísmo faz a pessoa avançar, acabando por ser mais forte do que a mente, e, portanto, o homem continua a agir de acordo com ele.

Ele não pode fazer nada consigo mesmo. Não importa o quanto nos dirijamos ao mundo e avisemo-lo, ninguém vai nos ouvir. Mas nós estamos fazendo isso apenas para mostrar a todos que existe um método de correção, a Cabalá. Mais tarde, quando enfrentar os fatos, o homem vai, na prática, se convencer de que ele está se deparando com problemas em cada esquina, seja na economia, educação, ou qualquer outra coisa. Com isso, ele vai entender que a Cabalá fala da correção. Caso contrário, você pode repetir a mesma coisa mil vezes e ninguém vai ouvir você.

O mundo não vai aceitar esta solução até atingir o desespero total e entender que a sua mente e sentimentos são como dois pólos que nunca vão se unir. As pessoas vão continuar fazendo novos erros. Enquanto isso acontecer, nada será capaz de ajudá-las. A única solução é elevar-se acima da nossa mente e sentimentos materiais em prol da meta espiritual. Lá você será capaz de unir sua mente e coração na linha média, e você será bem sucedido. Isso porque eles vão começar a trabalhar juntos num todo único. O coração vai entender!

Mas em nosso mundo isso nunca acontece e nós somos sempre obrigados a escolher: ou o coração ou a mente. Um ou outro!

Nós somos cada vez mais atraídos para a crise a cada dia que passa. Hoje uma nova crise está começando, e logo ela se tornará aparente. Um golpe, outro e outro – e, finalmente, o homem vai entender. É assim que o Faraó, o nosso desejo de desfrutar, o nosso ego, nos aproxima do Criador, forçando-nos a compreender que temos que nos esconder dele.

É como se Faraó soubesse que os filhos de Israel acabarão por fugir dele. Então, por que ele deveria colocar-se sob os golpes? Mas é assim que ele foi construído – ele traz a si mesmo aos golpes. A pessoa sofre, e ela não tem escolha, exceto fugir desta força do mal.

O Faraó é o reflexo oposto do Criador dentro de nós. A única pergunta é: Que proporção ele terá que alcançar, de modo que nós decidamos fugir dele? Isso depende da disseminação da Cabalá, da compreensão das pessoas, e da nossa união no grupo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/08/11, Shamati

Na Zona De Escolha

Dr. Michael LaitmanNo passado, o egoísmo estimulou-nos por trás e pelos lados, sempre deixando livre o caminho à frente. No entanto, hoje as barreiras não estão surgindo pelos lados, mas na frente de nós. É como se uma parede se erguesse diante de nós, deixando-nos sem lugar para correr, não podemos fazer nada.

Este estado está se tornando cada vez mais evidente: eu realmente não quero nada, eu não sinto que possa continuar a crescer no meu egoísmo. Ele é incapaz de me dar respostas para as perguntas que surgem em mim hoje. Eu superei as fases anteriores e entrei no nível seguinte das perguntas, o nível da vida adulta e das novas necessidades.

Comida, sexo, família – tudo isso está se decompondo, tomando formas estranhas e “mutantes”. Riqueza, fama e conhecimento também não parecem me prometer muito.

A ciência está em crise e não responde às minhas perguntas, mesmo que há 50 – 60 anos parecia que ela nos daria respostas para tudo.

O poder tornou-se insignificante aos nossos olhos: nós vemos que seu único objetivo é o dinheiro. E o dinheiro… Será que realmente vale a pena desperdiçar sua vida inteira nisso? Minhas perguntas já superaram qualquer quantidade de zeros que a conta bancária possa mostrar.

Quando uma pessoa perde o “combustível” necessário, surge o vazio dentro dela e ela se vê perguntando: “Para que vale a pena viver? Para mim? Mas me falta a satisfação. Para os meus filhos? Mas, quando eles ficarem mais velhos, eles sairão do ninho. Além disso, por que criá-los? Que futuro brilhante eles têm pela frente? A desintegração das famílias e uma sociedade em decomposição?”. A pessoa não se sente ligada a nada e não tem esperança de nada. Esse é o tipo de impasse para onde nossas perguntas nos levaram.

Mas há também uma razão completamente diferente para o estado de falta de perspectiva: nós estamos esgotando os recursos naturais. Hoje, já está claro que o progresso humano não será infinito, tanto do ponto de vista de nossas exigências quanto do ponto de vista da nossa existência como um todo. Se continuarmos desperdiçando os recursos naturais no ritmo atual, muito em breve não teremos quaisquer matérias-primas, até mesmo para os produtos essencialmente necessários.

Noventa por cento do que produzimos hoje é composto de petróleo, seja energia, materiais plásticos, e assim por diante. Quando as reservas de petróleo acabarem, nós ficaremos sem nada. Ainda assim, nós continuamos esbanjando.

Assim, por um lado a natureza coloca uma barreira diante de nós sob a forma de ecologia, clima e recursos, e por outro lado o egoísmo não nos empurra mais para a frente. Ele faz perguntas que não podemos encontrar respostas aqui, no nosso mundo, nessa pequena sala para crianças, onde até agora nos divertimos muito brincando.

Hoje, a situação já se assemelha a um suicídio: nós estamos usando irracionalmente até os últimos recursos restantes.

Nós temos que entender que por causa disso, nos encontramos na zona de escolha. Este é o lugar onde emerge o livre arbítrio, a liberdade para começarmos a entender o programa do nosso desenvolvimento: “Para que nós servimos? Por que estamos aqui? Para quê?”. E junto conosco, o resto do mundo. Agora é exatamente a hora de resolvermos este desafio. Caso contrário, a humanidade vai se deparar com um impasse realmente desesperador.

Na realidade, a essência do problema não é a crise financeira, a crise de tecnologia, ou a crise familiar. Nós estamos numa crise com nós mesmos. Nós devemos entender quem somos e para que estamos aqui, tanto do ponto de vista da natureza, que nos obriga a isso, quanto do nosso próprio ponto de vista. Só então seremos capazes de arrumar as coisas dentro de nós e no mundo.

De uma conversa sobre um novo livro 18/07/1

O Método Da Conexão Integral

Dr. Michael LaitmanEm princípio, toda a ciência da Cabalá é destinada apenas para mostrar às pessoas como subir de forma rápida e adequada acima do nosso desejo egoísta, acima de nossa natureza egoísta, pois essa natureza é muito profunda, poderosa e terrível, e é praticamente impossível para uma pessoa subir acima dela. Mas se o homem segue este método (Cabalá), ele pode, gradualmente, mudar a si mesmo. E se ele não seguir, ele será conduzido a ele pelo sofrimento.

Portanto, a Cabalá esperou pelo nosso tempo, quando ela seria capaz de se tornar revelada e ajudar as pessoas na mudança do estado anterior, em que existiam até recentemente, para o próximo estado, o futuro, onde somos obrigados a estar interligados uns com os outros em um sistema global e integral. Hoje, a natureza já está nos mostrando como ela é global e interligada, e quanto suas conexões globais já estão começando a penetrar na sociedade humana.

Portanto, involuntariamente, já existimos em uma conexão global e integral um com o outro. Mas essa conexão está sendo baixada sobre nós vinda de cima, ainda não tendo se formado dentro de nós. Por nós mesmos, dentro de nós, ainda não estamos conectados global e integralmente.

Portanto, em nossos atuais cálculos, as ntenções, ações, mudanças, valores e aspirações da vida, nós não levamos em conta o sistema comum em que estamos, mas pensamos apenas em nós mesmos como elementos distintos e separados. É aí que surge um problema, porque hoje já não podemos estimar o nosso comportamento e ações, e suas prováveis consequências, levando apenas nós mesmos em consideração. Se fizermos isso, não vamos conseguir nada. Temos de considerar todo o imenso sistema, em que nós existimos contra a nossa vontade.

Portanto, a Cabalá nos diz sobre como alcançar essa natureza integral de modo que nós possamos nos comunicar uns com os outros de forma adequada, e corretamente estimar as  nossas ações para não cometer erros. Caso contrário, se continuarmos a agir no plano estreito do nosso egoísmo, sem nos adequarmos a este sistema de forças em que existimos, nós vamos sempre experimentar uma crise cada vez maior.

A fim de libertar-nos desse caminho difícil, longo e trágico, a ciência da Cabalá está sendo revelada em nosso tempo, mostrando-nos como podemos estar interligados uns com os outros, como podemos nos posicionar corretamente em relação ao ambiente, e como podemos estimar corretamente as nossas ações, a fim de realmente receber uma boa doação delas.

Isto é igualmente verdade para cada indivíduo em separado, bem como para as nações, governos, e o mundo todo. Isto é, a questão em jogo é para cada um de nós e toda a humanidade como um todo adquirir uma natureza interior e integral, de modo que pudéssemos agir apenas com base em nossa sensação de coesão. Então, nós vamos agir corretamente e a natureza reagirá com benevolência às nossas acções adequadas.

Para tornar tudo isso realidade, a ciência da Cabalá está se tornando revelada a nós.

Da Lição Virtual em 31/07/11

Equilíbrio Que Causa Desenvolvimento

Baal HaSulam, “A Paz”: A natureza preparou uma fundação maravilhosa no ventre da mãe, para que nenhum estranho possa prejudicar a vida nova. Ela atende à sua necessidade, como uma babá treinada que não vai esquecer-se dela nem por um momento…. Como uma mãe amorosa, ela traz as amor e lealdade às pessoas e pode-se confiar nela; e a chamamos “Mãe” e “Pai”, para ajudar nos seus dias de fraqueza até que cresça e seja capaz de sustentar-se ….

Mas aqueles que examinam a realidade a partir da perspectiva de provisão e persistência da existência pode ver claramente grande desordem e confusão, como se não houvesse nenhum líder e orientação. Todo mundo faz o que é certo aos seus próprios olhos, construindo-se sobre a ruína dos outros ….

Tenha em mente que esta oposição em conjunto diante dos olhos de cada pessoa sensata e educada, tem preocupado a humanidade, mesmo antigamente. E há muitas teorias para explicar esses dois opostos aparentes, na Providência, que ocupam o mesmo mundo. [Leia mais →]

Há Limite na Teimosia

Toda a humanidade está enfrentando agora uma escolha. Temos avançado em nosso egoísmo até que nos fechou dentro de um sistema integral onde estamos totalmente interdependentes. Portanto, o mundo de hoje tornou-se global, ou seja, a conexão entre nós tornou-se universal e mútua, e não podemos fazer nada para contorná-la.

É por isso que estamos perdendo a capacidade de controlar este tipo de mundo. Afinal, está se tornando semelhante ao sistema superior, e estes dois sistemas existem paralelos um ao outro. Um deles é um sistema de rígidas, conexões mútuas, como Malchut do Mundo de Atzilut ou o Mundo do Infinito, que já está no estado futuro corrigido. E o segundo sistema é o nosso estado atual, onde nós, egoístas, estamos enfrentando um ao outro. [Leia mais →]

Integralidade, Penetrando Até O Fim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos explicar a integralidade de um novo mundo para as massas, de modo que elas se tornem plenamente convencidas disso?

Resposta: Para experimentá-la, o mundo terá que passar por uma série de problemas. Não é difícil concordar intelectualmente com a interconexão total. “Na verdade, eu li e ouvi algo sobre isso. Há um terremoto no Japão, e temos problemas com peças de reposição. Há uma guerra na Líbia, e a Dinamarca está fechando as fronteiras. Concordo: o mundo é integral”.

No entanto, essa integralidade deve ser sentida até o fim, de modo que não exista um único pensamento, um único desejo de considerar-nos separados de todos os outros, de toda a humanidade. Ela deve se estabelecer em nós inexoravelmente, e nós deveríamos tremer (vibrar) diante da sua idéia, não apenas percebê-la com a mente.

Eu tenho que sentir isso fisicamente, “no estômago”. Deixe a fome me torturar, eu não dar nem uma mordida se não estou certo de que esta mordida esteja disponível para todos. Isso é o que significa o mundo integral: comer o que os outros não tem é como engolir veneno.

É difícil imaginar algo assim. Nós não estamos vivendo isso, nós simplesmente ouvimos falar de certos tipos de conexões. Ainda resta um longo caminho para que uma refeição se transforme de veneno em bênção, para que todos sejam abastecidos com tudo. Imagine o sofrimento que devemos experimentar neste caminho.

Pergunta: Mas nós queremos evitar sofrimentos. Isto significa que devemos abastecer uma pessoa com provas concretas de que ela deveria estar imbuída dessa integralidade, caso contrário, será doloroso. Nós devemos tocar seus sentimentos para transmitir esta mensagem.

Resposta: Correto, mas por outro lado, se não recorrermos à ajuda da Luz, é impossível transmitir esse profundo conhecimento até mesmo pelo método da influência social. Você tem que acelerar o progresso; caso contrário, a “pressão do desenvolvimento”, se aproximando por trás, fará isso por você.

É por isso que a educação é necessária. Nós não falamos de fatos tirados de anúncios; a pessoa deve “mergulhar” nestes fatos, de modo que eles a circundem, “moldem” e “formatem”. Uma apresentação objetiva e abstrata não ajudará aqui; nós temos que alcançar a essência do homem. E você não é capaz disso.

Ao ler sobre o vizinho cuja casa foi incendiada, a pessoa estala com a língua: “Coitadinho. Talvez o governo possa ajudá-lo agora”. E ela não avançará. A barreira de nosso egoísmo só pode ser violada com a Luz. Nenhuma evidência ajudará sem a Luz; mesmo grandes sofrimentos não mudam as pessoas.

É praticamente impossível avançar a partir dos sofrimentos. Eles só podem nos levar à necessidade da espiritualidade, mas não à correção. Somente a Luz realiza a correção.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/07/11, “A Paz”

Sem Possibilidades, Mas Com Uma Escolha

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut“: “A nação santa” é a recompensa em sua forma final da Dvekut (adesão) com Ele, que inclui todas as recompensas que possam ser concebidas.

Há uma parte da humanidade que recebe o despertar espiritual: o grupo (BB). Essas pessoas são obrigadas a realizar a correção dentro delas, para adquirir a força da garantia mútua e, em virtude dessa força, começar a doar a todos os outros.

Além disso, elas devem observar a lei que é descrita pelo verso: “Você será um reino de sacerdotes para Mim”. Dito de outra forma, isso está falando do estado de Hafetz Hesed: os sacerdotes não possuem sua própria qualidade. Como Bina, eles aspiram apenas à doação. Esta é a qualidade que nós também devemos adquirir.

Quanto à qualidade da “nação santa”, essa já é o desejo de receber que usamos e elevamos ao nível da santidade. Assim, ele adquire uma intenção em prol da doação e atinge a adesão.

Esta união, esta força, ou este estado deve reinar no grupo. Não há outras possibilidades aqui. Nós estamos falando das leis da natureza. Se nós não quisermos realizá-las pelo bom caminho, seremos forçados a fazê-lo da maneira ruim – através do sofrimento. Não existem acordos aqui, mas um programa que se realiza com apenas um parâmetro de livre escolha: você pode acelerar o seu desenvolvimento antes que você seja obrigado a fazê-lo pela força especial e sistemática.

Em cada fase, esta força obrigatória desce até nós e começa a avançar-nos para a frente. No entanto, podemos avançar mais rápido do que ela, e nesse caso atingiremos a meta pelo caminho bom e rápido, sem golpes por trás.

Assim, nós temos duas possibilidades para escolher o meio de progresso. Mas o avanço em si é imutável, porque no estado final, o programa de desenvolvimento já está realizado por completo. As duas fases desta realização são “o reino de sacerdotes” e “a nação santa.” Elas nos exigem alcançar a doação mútua, o amar ao próximo como a si mesmo e, assim, a adesão com a Luz superior, o Criador.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/11, “Arvut

Uma Discrepância Sistemática

Nunca estivemos na situação que estamos hoje. Nós nunca enfrentamos uma discrepância entre os dois sistemas. Hoje todos nós, juntos, constituímos um sistema comum e integral (“Nós”), mas é egoísta. E, ao mesmo tempo, estamos dentro do sistema natural, que é permeado por doação e amor. A diferença ou falha entre estes dois sistemas é o que cria a sensação de uma crise.

Essa diferença continua a crescer porque estamos desenvolvendo-a no nosso egoísmo, enquanto o sistema superior está chegando perto de nós. Em particular, a crise está sendo expressa, precisamente devido à revelação da natureza.

No passado, ampliamos o nosso sistema ao longo da história, até chegar hoje. Integralidade e interligação. No entanto, cada pessoa continua a operar dentro dos seus interesses estreitos, mesmo que ela não possa mais esconder a fusão mundial e é totalmente dependente das outras. [Leia mais →]