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A Crise Não É Financeira, Mas Evolutiva

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Stratfor): “A crise financeira global de 2008 tem lentamente dado lugar a uma crise de desemprego global. Esta crise de desemprego vai, rapidamente, dar lugar a uma crise política. A crise envolve todos os três principais pilares do sistema global – Europa, China e Estados Unidos. O nível de intensidade difere, a resposta política difere e sua relação com a crise financeira difere. Mas há um elemento comum: o desemprego está cada vez mais substituindo as finanças como o problema central do sistema financeiro. …

“Considere a geografia do desemprego. Apenas quatro países na Europa estão com menos de seis por cento de desemprego: os países geograficamente contíguos da Alemanha, Áustria, Holanda e Luxemburgo. A periferia imediata tem desemprego muito maior: Dinamarca (7,4%), o Reino Unido (7,7%), França (10,6 %) e Polônia (10,6%). Na periferia mais distante, a Itália está com 11,7%, a Lituânia com 13,3%, a Irlanda com 14,7%, Portugal 17,6%, a Espanha 26,2% e a Grécia 27%. …

“Uma regra que eu uso é que para cada pessoa desempregada, três outras são afetadas, sejam cônjuges, filhos ou outros. Isso significa que quando você alcança 25% de desemprego, praticamente todos são afetados. Aos 11% de desemprego cerca de 44% são afetados.

“É importante compreender as consequências deste tipo de desemprego. Há o desemprego de longa duração da classe mais baixa. Esta onda de desemprego atingiu os trabalhadores das classes média e média-alta. A pobreza é bastante difícil de gerir, mas quando ela também está ligada à perda de status, a dor é agravada e um poder politicamente potente surge…

“O fascismo teve suas raízes na Europa em enormes fracassos econômicos, nos quais as elites financeiras falharam em reconhecer as consequências políticas do desemprego. Elas riram de partidos liderados por homens que tinham sido vagabundos vendendo cartões postais na rua e prometendo milagres econômicos somente se os responsáveis ​​pela miséria do país fossem eliminados. Homens e mulheres, mergulhados na vida confortável da pequena burguesia, não riram, mas responderam ansiosamente àquela esperança. O resultado foram governos que fecharam suas economias ao mundo e manipularam o seu desempenho através de ordens e extorção.

“Isto é o que aconteceu depois da Primeira Guerra Mundial. Isso não aconteceu após a Segunda Guerra Mundial porque a Europa estava ocupada. Mas quando olhamos para as atuais taxas de desemprego, as diferenças entre as regiões, o fato de que não há nenhuma promessa de melhoria, e que a classe média está sendo arremessada ​​para as fileiras dos despossuídos, podemos ver os padrões se formando”.

Meu comentário: Na medida em que o progresso técnico e tecnológico continuarem, o desemprego vai aumentar. Além disso, os desejos humanos crescem não só em tamanho, mas também em qualidade: a pessoa não quer trabalhar e comprar, para ser escrava de quem fica rico por causa disso. Os desejos mudam. A era da sociedade de consumo está terminando por várias razões.

Uma nova era está à frente: a transição da massa de desempregados para trabalhar em si mesmos, para construir uma nova sociedade integral. Esta fase é precedida pela fase de educação integral, treinamento, formação, e mudança do ser humano, e a sua transformação consciente do mundo. Trabalhar em escritórios e fábricas será transformado em ir para escolas de educação integral, cursos de reciclagem de pessoas, que, assim, vão criar novas relações públicas: o consumo racional numa comunidade integral unificada.

O Difícil Teste Do Prazer

Dr. Michael LaitmanAo longo da história, o desenvolvimento humano ocorreu com uma pessoa tendo medo de desfrutar para seu próprio benefício. Ela tinha medo, não só de desfrutar a Luz, mas também de perturbar a restrição; a quebra ocorreu apenas uma vez, e ela pode se manter nela porque tem medo de conseguir ou não suportar os prazeres que serão revelados a ela ao doar ao Criador.

Afinal, o sentimento de equivalência com o Criador traz grande prazer. E é um prazer ainda maior sentir como o Criador gosta de você, como vocês estão unidos num só. É semelhante ao prazer que um bebê experimenta ao se aproximar de sua mãe, o quanto ela gosta dele, e ele gosta dela, e do prazer mútuo.

A pessoa sente muito medo porque imensos prazeres são revelados a ela: NRNHY de NRNHY em vez de Nefesh de Nefesh. É uma Luz imensa que é revelada a partir da sensação de que ela dá algo ao Mestre, porque NRNHY nasce da doação ao Criador, que é revelado à pessoa. E é aí que todo o trabalho se concentra.

O trabalho espiritual não se refere à refeição que é organizada na mesa do rei, mas ao sentimento do Mestre, a equivalência da pessoa a Ele; é com essa apreciação. Ao tentar ser como o Mestre, eu me torno como Ele em alguma coisa. Eu aprecio não só o fato de lhe dar prazer, Seu amor por mim e meu amor por Ele, mas começo a apreciar esta própria posição, o meu status.

Isso revela uma enorme Luz e o prazer que antes não existia na criatura em suas decisões, sentimentos e reações. É por isso que eu primeiro devo me equipar com os vasos, o que é chamado de “reverência”. Caso contrário, eu não vou ser capaz de abordar corretamente nenhuma ação, e tudo o que é revelado irá desaparecer imediatamente, sem qualquer uso. Seria como se eu derramasse vinho em sacos, e imediatamente vazasse, ou derramasse farinha em barris apenas para apodrecer lá. Nada pode ser feito. Tudo precisa corresponder completamente com o outro, todo o conteúdo deve ser armazenado em sua embalagem específica.

É por isso que uma pessoa tem medo de que começar a apreciar a grandeza do Criador, o Seu amor e a reciprocidade que ela sente em dois HaVaYaH unidos: HaVaYaH da Luz direta e HaVaYaH da Luz refletida vestidos um no outro. A Luz que se revela neles nunca existiu na realidade. Se a pessoa se prepara para este julgamento, ela será capaz de revelar corretamente o status do Criador e resistir a ele em doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/13, Shamati # 38

Por Que Os Dinossauros Desapareceram?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 18: E não devemos refletir sobre o estado de outros seres no mundo, mas do homem, pois o homem é o centro da Criação, como será escrito abaixo (item 39). E todas as outras criaturas não têm qualquer valor próprio, exceto conforme ajudam o homem atingir sua perfeição. Assim, elas sobem e descem com ele sem qualquer consideração de si mesmas.

Todas as criaturas nos níveis da natureza inanimada, vegetal e animal não têm valor próprio, não podem se corrigir, e assim sobem e descem junto com o homem. Isso significa que o homem descobre que o universo inteiro, incluindo toda a flora e fauna do planeta, está nele sem qualquer expectativa para si, assim como o corpo material contém todas as fases anteriores da natureza.

Portanto, na medida em que eu corrijo o meu desejo no nível falante, todos os desejos dos níveis inanimado, vegetal e animal estão incluídos nesta correção. Eu realmente sinto que eles estão incluídos em mim, independentemente de sua existência externa. Afinal, eu passei por esses desejos e eles também foram corrigidos e alguns deles desapareceram.

Os dinossauros desapareceram há milhões de anos e foram extintos, e hoje diferentes espécies de plantas e animais também estão desaparecendo, mas os cientistas estão descobrindo novas espécies que não conheciam antes. Isso tudo é uma projeção do que está acontecendo com os nossos desejos. Por isso, não devemos entrar em pânico que a raça humana possa também se tornar extinta. Vários desejos em nós simplesmente foram corrigidos e extintos, terminaram o ciclo do seu papel e desapareceram. Não há mais necessidade  deles, e assim eles “retornam ao pó”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, “Introdução ao Livro de Zohar

Perseguindo Nosso Próprio Rabo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: O rabino Akiva nos diz sobre isso, “Tudo está em depósito”. Isso significa que tudo o que Deus colocou na Criação e deu ao povo, não deu a ele licenciosamente, mas assegurou-Se com garantia. E você deve se perguntar que garantia foi dada a Ele?

Ele responde a isso dizendo: “uma fortaleza se espalha por toda a vida”. Isso significa que o Criador sabiamente criou uma fortaleza maravilhosa e a espalha sobre toda a humanidade, para que ninguém escape. Toda a vida deve ser capturada nessa fortaleza e necessariamente aceitar Sua obra, até atingir seu objetivo sublime. Esta é a garantia com a qual o Criador se resguardou, para garantir que nenhum mal alcançaria o ato da Criação.

“Tudo está em depósito (consignado)” significa que, querendo ou não, eu vou ter que pagar a minha “dívida” com o Criador. Eu recebi a vida não porque pedi por ela e sem o meu consentimento, e ainda tenho que pagar a dívida. Não importa que eu não tenha pedido por ela. Se eu recebi a vida, tenho que pagar por ela, e só posso pagar atingindo a meta da criação.

Nós vemos que os sofrimentos que passamos ao longo da história estão gradualmente se tornando mais “espirituais” e “virtuais”, distantes da realidade. Hoje, muitas pessoas não querem viver apesar de ter tudo. Antes uma pessoa ficava feliz se tinha meio quilo de pão por dia e estava satisfeita com isso, mas cerca de 50 anos atrás, a era das “compras” começou. Hoje ela está chegando ao fim, e não por causa da falta de dinheiro, mas porque as pessoas não têm o desejo de comprar. Este é o problema: o desejo está mudando. Mesmo que você ofereça a uma pessoa um milhão de dólares, não vai estimulá-la como antes; ela não quer mais nada.

Esta é a inclinação natural da nossa evolução que nos leva a perguntar sobre o sentido da vida. Portanto, o que resta da vida se não comida, compras e lazer? Não há mais nada que possamos desfrutar. Não é por acaso que o futebol e todos os tipos de outras distrações estão sendo promovidos tanto nestes dias. Esta é a política: proporcionar às pessoas “tranqüilizantes” e outros disparates para dar-lhes algo para preencher seu vazio interior. Caso contrário, elas expressam sua raiva nas ruas, em vez de nos estádios.

A pessoa que se sente vazia questiona-se cada vez mais: “Por que eu recebi uma vida que não pedi? Por que estou sendo forçado a fazer algo que não quero?”. Por quê? Ela se sente como se suas mãos e pés estivessem acorrentados.

É por isso que hoje nós precisamos de educação integral. Graças a ela as pessoas vão entender que todos estão conectados e que dependem um do outro, e que usando corretamente essa conexão integral seremos capazes de resolver todos os nossos problemas.

Boas relações são geralmente a chave para o nosso sucesso em todos os aspectos. Poderíamos ter máquinas que substituem o trabalho físico em todos os campos e fornecem tudo o que precisamos. Mas nós não queremos isso, uma vez que não está claro o que a pessoa gosta. Mesmo agora, a maioria das pessoas já tem tudo o que se poderia imaginar, exceto uma deficiência. A pessoa está completamente cheia. E agora? Ela pode se matar ou começar a matar os outros, senão não vai sentir qualquer prazer.

Nós apreciamos apenas quando o prazer preenche uma deficiência. Mas o prazer imediatamente se neutraliza. Então, como podemos evitar isso? Temos que renovar constantemente o desejo.

É exatamente isso que os líderes mundiais tentaram alcançar com a construção de uma economia moderna e a inserção de novos desejos nas pessoas, satisfazendo-as. Mas isso é impossível, pois o nosso desejo corporal está mudando de qualidade e, por fim, não quer nada do nível anterior. Para perseguir o nosso próprio rabo, ​​a fim de comprar uma nova máquina de lavar e uma televisão nova a cada ano e para mudar o papel de parede…? Quanto tempo mais nós podemos levar isso? De repente a pessoa descobre que seus desejos se foram.

Assim, toda uma filosofia de evolução chegou ao fim. Não foi apenas uma forma de ganhar dinheiro, mas uma maneira de fazer as pessoas felizes. No topo as pessoas pensavam em ficar ricas fornecendo todas as necessidades básicas, mantendo-as num circuito fechado, de modo que os consumidores comprariam lâmpadas que queimam depois de um curto espaço de tempo, impressoras com um chip integrado que para de funcionar depois de um tempo, e outros produtos de baixa qualidade. Eles continuaram a fornecer incentivos para que as pessoas sentissem que vale a pena trabalhar, viver, e comprar. Eles continuaram renovando as deficiências já que sem uma deficiência que receba prazer, não há sentimento de felicidade.

Eles estavam certos sobre isso. É verdade que foi uma época de prosperidade no Ocidente. Os americanos viram que sua nova filosofia se justificava e todos os seguiram felizes. Entretanto, o desejo cresceu, não só em quantidade, mas também em qualidade, de modo que uma pessoa não precisa mais de tudo isso. Ela não vê razão para investir toda a sua vida nisso. No passado as pessoas compravam coisas sem qualquer tipo de publicidade, mas hoje, mais da metade do custo de um produto é devido a custos de publicidade. Por outro lado, em países que são economicamente mais desenvolvidos, a depressão, o suicídio e o abuso de drogas estão se tornando mais prevalentes.

Portanto, para onde estamos indo? Uma pessoa não pode continuar vivendo sem sentir felicidade, entusiasmo, e o “êxtase” que é sentido quando a deficiência se encontra com o prazer. Mas eles imediatamente se neutralizam se não houver Masach (tela) entre eles. É  disso que trata a sabedoria da Cabalá, a sabedoria de como receber corretamente, uma vez que sem Masach, a pessoa descobre apenas escuridão.

Se os tomadores de decisão fossem um pouco mais sábios, aceitariam isso. Enquanto isso, nós estamos no meio do processo. De qualquer forma, não há outra escolha. A deficiência tem que estar em contato com o prazer, mas só se ele não cessar. Caso contrário, não vale a pena. Nós estamos prontos para renovar apenas as nossas deficiências animais repetidamente, mas qualquer coisa além disso é questionável. Então, o que nós vemos em quase todos os canais de televisão hoje é principalmente programas de culinária ou sexo, porque as pessoas são tão limitadas…

Nós esperamos conseguir explicar a necessidade da Masach entre a deficiência e o prazer. Assim, o prazer infinito nos dará a sensação de vida eterna.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/13, “A Paz”

Percepção Da Realidade: Desde A Antiguidade Até Os Dias Atuais

Dr. Michael LaitmanA pessoa que aspira à realização espiritual começa a ver que o mundo inteiro é um sistema. É um trabalho constante e alegre, e você se acostuma com ele gradualmente. Torna-se uma necessidade. Você já existe neste nível.

Todos os outros níveis são planos, unidimensionais, e é impossível pensar neles como antes. A pessoa começa a se acostumar a pensar no espaço n-dimensional que se torna comprimido numa única força e propósito; portanto, não é difícil sentir o mundo inteiro conectado com um único objetivo, com um único pensamento, com uma única força, até o ponto em que você olha para o céu estrelado e vê o que conecta todas as estrelas.

Isto levanta algumas questões muito interessantes, tais como, “Como é que os antigos astrólogos associavam estrelas nas constelações?”. Afinal de contas, se eu olhar para as estrelas, eu sou incapaz de juntá-las em todos os signos do zodíaco, Orion, a Ursa Maior, etc. Eu não tenho uma imaginação tão grande como os antigos gregos ou os astrólogos babilônicos porque as estrelas estão longe umas das outras e em diferentes planos.

Digamos que uma estrela está a centenas milhões de anos mais perto da Terra, e a outra a milhões de anos mais longe. Mas eles as viam conectadas como num único plano. O que é isso: apenas representações primitivas ou fantasia humana? Onde há um urso com quatro ou cinco estrelas formando um quadrado com uma cauda? Como se pode imaginar isso?

É uma coisa muito interessante: a ideia que liga as estrelas nos signos do zodíaco é alcançada por uma pessoa através de sua influência sobre ele.

Os astrólogos antigos tinham um sentimento de conexão destas estrelas. Devido ao desenvolvimento do egoísmo, nós nos separamos do universo, de percebê-lo como um todo, mas eles tinham um senso de conexão relativa porque o percebiam como uma série de deuses, de forças superiores que os influenciavam. E não foi porque eles eram pequenos ou primitivos; é simplesmente uma percepção humana não torcida, não grosseira, sem o número de filtros como nós temos. Isto é, eles tinham uma percepção muito maior da Luz. Se começarmos a corrigir o nosso egoísmo, vamos começar a sentir a Luz muito mais, porque somos muito mais grosseiros do que eles.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13

A Ressurreição Dos Mortos

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar “, item 3, Consulta n º 5 : A questão da ressurreição dos mortos: Uma vez que o corpo é tão desprezível, que, imediatamente após o nascimento está condenado a perecer e ser enterrado. Além disso, O Zohar disse que antes do corpo apodrecer totalmente, a alma não pode ascender ao seu lugar no Jardim do Éden, enquanto ainda há restos dela. Portanto, por que deve retornar e subir na ressurreição dos mortos? Não poderia o Criador encantar as almas sem ele?

Na verdade, por que “o corpo” deve renascer? E sobre a alma? Será que vai descer do Céu de novo?

Ainda mais desconcertante é o que nossos sábios disseram, que os mortos estão destinados a aumentar com suas falhas, de modo que não será confundido com outro, e depois Ele irá curar as suas falhas.

Nada resta do corpo depois que apodrece. Então, por que tem que reviver? Que diferença faz se alguém diz alguma coisa?

Devemos entender por que Deus deve preocupar-se de que ele não possa ser confundidos por outro, que para isso Ele iria recriar suas falhas e depois teria que curá-las.

“O corpo”, que significa o desejo de receber, sempre foi santo e sempre esteve em adesão. A rodada que todos nós fazemos só é necessária, a fim de subir mais alto em direção ao Criador para que possamos sentir todos os 125 graus, de modo a alcançar a fineza e a sensibilidade que irá esclarecer e avivar a nossa percepção para sentir o Criador, e subirá a partir do nível do ser criado para o nível do Criador por nós mesmos.

Portanto, o desejo de receber tem que passar por todo este ciclo e no final de correção para voltar e adquirir todas as falhas. Em seguida, será capaz de comparar o que foi no início da criação, e que ela se tornou no final da criação após ter passado por todos os níveis e apodreceu.

Tudo isso é cumprido pelo nosso trabalho no final do qual, após a “ressurreição dos mortos”, adquirimos um novo discernimento do desejo e com isso podemos aderir ao Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala de 27/02/13, “Introdução ao Livro do Zohar

O Fim Da Era Da Informação

Dr. Michael LaitmanNós estamos entrando num novo estado onde a “barra superior” que foi definida para a humanidade está mudando. Na período que está chegando ao fim, era a informação: quem tem informação governa o mundo. Não é por acaso que os bancos se tornaram uma espécie de empresa industrial: eles também estão lucrando, mas diretamente, no nível da “informação”. E isto está de acordo com as leis da natureza. Na verdade, se eu tenho a informação, eu não preciso de mais nada. A informação por si só se tornou um objeto que nós fabricamos, projetamos e vendemos, apenas como mercadoria real.

Agora, este período está chegando ao fim, e quem tiver mais informações não pode mais “mover montanhas”. Antes a informação era simplesmente “linear”, formada por uma cadeia de “bits” que se conectam a um tubo de egoísta. Agora, no entanto, entramos num mundo “redondo”, o período de uma humanidade integral, e os estados não mudam sem percalços, mas por meio de uma crise. Isso decorre do fato de que não controlamos essa transição e não sabemos o que vamos encontrar.

Antes tudo era claro, e até mesmo as revoluções construíam a estrutura do raciocínio lógico. As pessoas sabiam como acelerar o desenvolvimento da tecnologia e da ciência e trabalhavam a todo vapor. Mas hoje nada mais é claro.

Enquanto isso, a próxima fase da designação humana geral, o próximo princípio chave, o próximo critério principal da sociedade, a sua intensidade e desenvolvimento, é a realização. É a realização de um novo sistema. Quem alcança-lo será uma “grande” pessoa.

Na prática, isso significa que na época atual nós temos que mudar o homem e não o mundo. Pela primeira vez, nós temos que nos adaptar ao sistema que está sendo revelado a nós. Mas desta vez não somos nós que estamos construindo o sistema de acordo com o nosso ego interior. O Criador não nos exorta internamente, mas só nos revela a deficiência e nos mostra um exemplo à frente para que possamos construir a nós mesmos de acordo com o exemplo. A humanidade deve se tornar integral e “redonda” como toda a Natureza. Quanto mais rápido entendermos isso, menos sofreremos.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/02/13, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar

Quando Você Ficar Sem Combustível

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu encontro pessoas ultimamente, vejo que elas não estão buscando sucesso como faziam antes e não estão tentando conseguir algo. É como se o ego parasse de crescer e está inclusive indo para trás; as pessoas decidem ter menos, por que é assim?

Resposta: Não é uma pergunta simples. Por que o ego parou de crescer? Além disso, por que o ego “admite e desiste”, ficando mais fraco? Será que realmente fica mais fraco?

A questão é que o ego muda; ele se torna “redondo”, integral. Nós estamos nos movendo de um tipo de ego (individualista, simples e “direto”, com a abordagem “agarre tanto quanto você pode”) para outro tipo de ego que não compreendemos ainda. Ele ainda não foi totalmente revelado em nós. É um tipo de ego integral que é acompanhado por uma conexão mútua geral. Nós já o sentimos e não sabemos como gerenciar e lidar com ele.

Até agora nós desenvolvemos tecnologias, ciência e conhecimento, mas agora é hora da realização, que se caracteriza por um novo tipo de desejo. Antigamente o mundo era dominado pelo poder, depois pela tecnologia, e depois foi a vez da ciência. Por fim, a informação se tornou a chave, e agora o mais importante é a compreensão. Todos os métodos anteriores, não nos ajudarão mais; eles deixarem de ser eficazes.

Isso nunca aconteceu antes. Todos os níveis anteriores eram utilizados para apoiar os novos e mais avançados níveis, mas hoje é diferente. É como se tudo o que conseguimos se foi, deslizando entre nossos dedos, não causando qualquer resposta interna. É realmente assim. É porque o “mundo” são os vasos (desejos) com as Luzes neles. Estes vasos desaparecem e gradualmente se transformam em vasos diferentes. Pela primeira vez não há um atributo discreto que é revelado neles, de um vaso e outro vaso, mas a conexão com as primeiras dez Sefirot, o primeiro nível espiritual.

Por isso, não conseguimos identificar esse estado. Não temos o necessário padrão interno de percepção, o “sensor”, o sentido correto que nos permite ver a nova realidade. Assim, as pessoas param a sua busca e nada mais as atrai. Elas sentem o resultado do processo: o vaso começa a “arredondar” para se conectar com todas as dez Sefirot.

Pela primeira vez revelou-se o primeiro nível do mundo superior, por enquanto nos vasos posteriores, mas isso já está sendo revelado. Por sermos incompatíveis a ele, encontramos o vazio, e o sofrimento vai crescer mesmo se não aprendemos a nos adaptar à realidade. Esta situação pode realmente fazer as pessoas se sentirem impotentes, não querendo nada, não querendo trabalhar, enquanto a alma se sente sem esperança e a pessoa sente desespero.

O avanço linear nos permitiu encontrar um substituto para algo que tínhamos perdido a esperança. A força de proteção do ego ainda nos empurrava para frente. Mas hoje, muitos não têm a energia para se levantar de manhã e começar um novo dia, “eu não preciso de nada e tudo o que será, será”. Na verdade, isso decorre da desorientação na rede de conexão global que está sendo revelada agora. A pessoa ainda não sente a rede, mas vê que os vasos anteriores não funcionam mais. Esta é realmente uma situação muito triste…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/02/13, “Discurso Para a Conclusão do Zohar

O Segredo Do Sucesso

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que resulta dos workshops da educação integral?

Resposta: As pessoas começam a sentir melhor umas às outras e começam a revelar um sistema integrado que realmente as une, porque estamos num sistema das forças da natureza que nos conectam. Até agora, o princípio deste sistema era: “quem é mais rápido, quem é melhor, quem é mais forte, quem é mais inteligente”, e agora é a interconexão. A interconexão torna as pessoas iguais.

Hoje, você pode ser inteligente, rico ou especial em algo, mas, ainda assim, não tem sucesso na vida, porque o sucesso — contentamento, felicidade, um sentido de resultado — vem da correta interconexão. Devemos levar as pessoas para isso.

Elas começarão a sentir como a interconexão, a boa vontade, o sentimento de destino comum, e o movimento comum dão à pessoa a satisfação que faz com que ela queira estar na equipe.

De KabTv, “Segredos Pessoais” 03/02/13

Um Alto Salário Não Ajuda Na Depressão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Digamos que durante o curso de educação integral as pessoas tenham sentido muito bem uma a outra e se tornado amigas. Como isso é benéfico para o empregador? A amizade é algo bom, mas o que vai acontecer com a produtividade?

Resposta: Atualmente, os dados disponíveis mostram como a teimosia das pessoas, a sua hostilidade interior, a sua falta de vontade de trabalhar e progredir, trava qualquer produtividade e pesquisa científica. As estatísticas mostram que a produtividade de um empregado descontente é 40% menor do que a produtividade de um feliz, e estes são bons resultados, porque, normalmente, as “pedras escondidas,” os diferentes obstáculos, e a falta de vontade de trabalhar travam ainda mais a produtividade.

No entanto, a vantagem da inteconexão integral vem através de uma melhoria direta da produtividade, uma diminuição nas faltas por doença, melhores atitudes mútuas, uma família estável, e melhoria em todos os aspectos. A pessoa não apenas sente uma melhoria geral no seu humor e, portanto, trabalha melhor, e não apenas se torna mais amigável com os outros, mas, juntas, todas elas sentem que o seu trabalho comum lhes dá alguma coisa. A pessoa fica tão satisfeita que o salário se torna menos importante para ela do que o prazer que ela recebe do trabalho, mesmo que seja um emprego mal remunerado.

O homem é um ser simples; ele não é um mecanismo, nem um animal que obedece cegamente a seus instintos. É por isso que, quando nos referimos a um “salário”, isso implica toda a combinação do prazer que a pessoa recebe do trabalho, da criatividade, e sua união com os outros, a partir do fato de que gosta de trabalhar, que não esteja tão cansada, uma vez que não há mais conflitos, que há bondade geral em sua família, já que ela chega em casa do trabalho de bom humor.

Desta forma, as pessoas começam a se sentir tão satisfeitas pelo complexo geral de sensações que conforme a dinâmica do desenvolvimento da humanidade elas não vão trabalhar por um salário. Na realidade, será um comunismo, não o tipo de comunismo que a sociedade Soviética praticava, mas o tipo que realmente vai fornecer às pessoas o normal necessário, a existência racional. No entanto, todo o seu prazer virá realmente do sistema integral, porque a pessoa vai receber satisfação, o sentimento de bondade, e muitas sensações agradáveis de todas as outras pessoas.

A pessoa muda e, portanto, precisa de uma maior satisfação. Não há como evitar isso. Nós vemos que particularmente nos países que têm altos salários e assistência social, como por exemplo, os países da Europa do Norte, uma grande porcentagem de pessoas está deprimida. E que tal o número de suicídios nos países desenvolvidos? Isto é porque as pessoas ainda não recebem a satisfação que necessitam no final do seu desenvolvimento evolutivo.

Do Programa de TV “Segredos Profissionais” 03/02/13