Textos na Categoria 'Evolução'

Existe Uma Alternativa!

Pergunta: Hoje em dia existem muitos alunos novos na aula. Que conselho você daria a eles, de modo a mudar sua intenção egoísta para altruísta?

Resposta: No nosso mundo, nós estamos nos aproximando do momento da verdade: nós não temos mais nada para viver. Dia após dia, o mundo descobre que sua vida está vazia. Na realidade, porém, nós ainda não atingimos o momento decisivo, e as pessoas continuam a confundir-se e obscurecer a verdade, porque elas não têm nada que substitua a sua vida atual.

Nós temos que mostrar-lhes que existe uma alternativa, e que estamos passando por certo processo controlado pelo Alto. Nós temos que perceber isso. É um processo único e bondoso, um desenvolvimento notável, elevando-nos acima da vida corpórea, que está se aproximando da morte a cada segundo. Isto é o que devemos transmitir aos novatos.

Nós devemos nos elevar a uma nova percepção da realidade. Isso não significa que eu simplesmente substituo “a minha imagem”, que vejo de dentro do corpo. Não, eu não mudo o modo de ver externamente, mas saio para uma nova realidade, atravesso de um mundo para outro. Eu mudo a minha atitude na prática, dando-lhe um novo vetor: de dentro de mim para fora, para os outros, ou de dentro de mim para fora, para o Criador. De fato, “o outro” é um remédio, uma fase intermediária que me ajuda a me dirigir ao Criador.

Em geral, eu posso existir em meu pequeno desejo de receber prazer, perceber este mundo minúsculo e frágil. Por outro lado, eu posso me libertar dele e experimentar a vida eterna, a natureza perfeita, onde vivo sem restrições no mundo do Infinito. A sabedoria da Cabalá nos dá essa oportunidade.

Nas gerações anteriores, poucos foram capazes de experimentar essa revolução interna, a transição de um mundo para o outro. Mas hoje, todos cujo ponto no coração (ou o desejo espiritual) é revelado podem tentar realizá-la. Começando na nossa época, toda a raça humana passará gradualmente, passo a passo, por essa transição.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/11, Escritos do Rabash

Desenvolvimento Espiritual: De Embrião À Pessoa

Dr. Michael LaitmanTalmud Eser Sefirot, Volume 3, Parte 8: Na espiritualidade, tempo e espaço significa a renovação da forma . Uma vez que o Partzuf cresce somente através de uma grande quantidade de uniões (Zivugim) e transferências de Luzes, que diferem umas das outras, construindo-o juntas, elas são chamadas de “meses do desenvolvimento intrauterino” ou o período do desenvolvimento embrionário, que pode durar 7, 9 ou 12 meses dependendo da quantidade de porções de Luz que são necessárias para formá-lo.

Nós estudamos as mudanças que acontecem com o desejo de desfrutar e contamos o número de mudanças ou renovações, que são chamadas de “meses” (Hodesh, mês em hebraico, vem da palavra Hidush – renovação). Não existe tempo na espiritualidade. O tempo é determinado pelo número de mudanças que atravessamos, ao invés do movimento do ponteiro de um relógio ou as mudanças de algum fator externo. Quanto mais eu mudei, é o quanto de tempo que se passou. É assim que o tempo é definido na espiritualidade.

Portanto, o período do desenvolvimento de um embrião significa que eu passo de um estado ao outro (“Eu passo”, Over em hebraico, vem da palavra embrião, Ibur) . Eu tenho que passar por certa quantidade de mudanças para ir do desenvolvimento intrauterino dentro do Superior ao desenvolvimento fora Dele.

Agora, eu também estou no Superior e Ele me desenvolve. Durante esse processo de desenvolvimento eu não tive qualquer influência nas mudanças que atravessei.  Eu sou forçado a mudar pelos instintos e forças que experimento como sofrimento, e, assim, eu passo por essas mudanças contra a minha vontade.

Então, surge outra fase: eu começo a sentir que existe algum tipo de razão por trás disso, que existe uma necessidade elevada, e que existe um Superior que faz essas mudanças em mim, desejando que eu comece a descobrir o sistema de governança, a ordem de desenvolvimento de causa e efeito, o começo e a meta de todo o caminho. É assim como o mundo inteiro está começando a despertar em nossa época.

Depois disso, nós alcançamos a compreensão de que temos que despertar essas mudanças por nós mesmos. De certo estado em diante não há tempo que o Superior mude por nós, forçando-nos a nos desenvolver. Agora, o Superior somente adiciona Luz para nós, as quais percebemos como mal. Porém, isso não nos habilita a nos desenvolver, mas somente alcançar a compreensão de que devemos exigir o desenvolvimento do Superior. Isto é, nós já precisamos participar do desenvolvimento por nós mesmos e exigí-lo.

O Superior não me força a fazer a ação em si, mas somente a solicitá-la, de modo que eu peça que Ele a coloque em prática. Meu pedido tem que estar no meio. Por enquanto, esse pedido pode ser expresso como um pranto, porque me sinto mal.

Depois disso, eu me desenvolvo e sou obrigado a ter esse pranto, que surge da compreensão do bem, quando entendo que tudo isso é para meu bem. Mesmo que eu possa me sentir mal em minhas sensações, eu já compreendo que isso é bom para o meu desenvolvimento, porque tenho que ascender ao próximo nível. Então, o Superior não exige mais um pranto de mim, mas a cooperação no desenvolvimento. Isso é chamado de sociedade (parceria).

Depois, nós alcançamos o estado onde o Superior não me desperta de forma alguma, mas eu tenho que procurar pela oportunidade de despertar dentro de mim usando o ambiente. Eu tenho que despertar o Superior, de modo que Ele me desperte, e, então, eu concordo com Sua ação e digo a Ele exatamente como fazer isso. É como se eu entendesse e escolhesse a melhor forma de ação por mim mesmo, e então o Superior a faria.

No final, nós alcançamos o estado onde eu dou ao Superior todas as ordens. No começo do caminho Ele fez todas as ações em mim, desde o princípio até o fim, sem minha consciência. Eu não sabia quem estava agindo em mim, o que Ele fazia, e onde estava. Mas, no final do caminho, eu determino tudo, do princípio ao fim, e somente uso a força do Superior.

Todo nosso caminho se situa na aquisição de uma independência progressivamente maior e autossuficiente, tornando-se cada vez mais semelhante ao Superior.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/10, Talmud Eser Sefirot

No Centro De Todos os Círculos E No Final Da Linha

Pergunta: Qual é o trabalho interno no grupo entre os círculos(Igulim) e a “linha reta”(Yosher)?

Resposta: Antes eu estava satisfeito com o sucesso no mundo corpóreo, mas de repente senti que faltava algo em minha vida, e eu comecei a procurar um lugar onde eu me sentiria melhor. Graças a esta sensação que eu vim para a ciência da Cabala, mas quem foi que me levou a isso?

Minhas perguntas são chamadas de “o desejo de realização”(Hissaron). Eu (meu “ponto no coração”) tinha existido em algum lugar “redondo” e de repente me senti mal. Em outras palavras, uma certa tensão surgiu entre eu e o meu ambiente, uma diferença, um “delta.” Senti esse delta (diferença) como o mal, como eu era atormentado pela pergunta “O que eu estou vivendo?” Porque eu não me sinto satisfeito e equilibrado?

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A Ausência Precede A Existência

Dr. Michael LaitmanA evolução do desejo de receber prazer é um processo demorado. Toda a sabedoria da Cabala nos fala sobre as mudanças no desejo de receber. O Baal HaSulam explica que neste processo, o desejo (ausência) sempre antecede a satisfação (existência).

Primeiro, eu sinto falta de algo, e depois adquiro o que está faltando; assim, um após o outro. Ao mesmo tempo, a falta, ou o desejo de receber, é mais importante que a satisfação, já que o desejo determina a satisfação.

Na espiritualidade, esta lei atua de forma exata, sem concessões e favores, e se a criatura não tem a intenção de escalar o próximo nível, ela não subirá, nem chegará perto dele. Tudo depende da preparação, baseada no sentimento de falta e de ausência de satisfação. É por isso que a “ausência precede a existência.”

Segundo esta lei, todos os níveis da criação estão em desenvolvimento: do inanimado ao vegetal, animal, e falante. O homem, também, nasce no nível animal, e depois evolui e sobe ao nível designado. O mesmo ocorre no desenvolvimento do nosso mundo interior. Tão diversos quanto a humanidade, são os seus desejos, que também são classificados em quatro níveis: inanimado, vegetal, animal, e falante (dentro do ser humano).

Portanto, como se parece o nível falante na humanidade? São as pessoas ou desejos que visam a equivalência com o Criador, na ascensão ou adesão a Ele. A fim de obter um forte desejo, aspirando a essa meta elevada, nós devemos existir em ambos os lados: por vezes, rejeitando o mundo espiritual, não compreendendo, sentindo, ou concordando com ele, e outras vezes, ansiando por ele e vendo algo profundo, bom e vital nele.

Assim, a ausência e a existência rendem-se uma a outra, Luz e Escuridão, e somente graças a ambas é que se forma o desejo corrigido e benéfico. Por este motivo, nós entramos no grupo com o entendimento de que não há outro caminho, exceto o processo de unificação. Somente entre os amigos é que eu desenvolvo um novo desejo de tornar-me equivalente ao Criador, e não apenas apelando a Ele egoisticamente. No grupo eu absorvo o valor da doação, e, ao mesmo tempo, descubro o quão intensamente eu odeio isso.

Se eu não tenho medo, e estou disposto a suportar a revelação do meu próprio mal, isso é chamado de ausência que precede a existência, a preparação para a libertação. Ao encontrar-se na montanha do seu próprio ódio, a pessoa exige a existência, a equivalência com o Criador. Assim, a Luz que Corrige vem para levá-la de volta à Fonte.

Da Lição de 22/10/10, Artigos do Rabash

Passos Cuidadosos Sobre O Vazio Escuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: De onde vem o sofrimento? Eu o provoco através da minha falta de equivalência com o Criador, ou Ele o envia até nós?

Resposta: Definitivamente, todo sofrimento é enviado pelo Criador, já que “não há outro além Dele”. A humanidade sofre no caminho de sua evolução, e o sofrimento destina-se a desenvolver as criaturas nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante, de modo que elas venham a necessitar a satisfação correta e o bem-estar.

No final, de uma forma ou de outra, todos sentem uma necessidade, devido à falta de uma existência boa e realizada. E tudo isto é necessário para completar o quadro, corrigindo-se a quebra. Afinal, tudo é causado pela falta de união, ou ausência de Luz no vaso.

Assim que nós começamos a corrigir o Kli, o Criador nos é revelado e, então, seguindo o nível falante, todos os outros níveis se elevam, libertando-se dos infortúnios e problemas. Nós somos treinados pelo sofrimento enviado pelo Alto, até que começamos a nos corrigir. E não há nenhum culpado por isso, exceto o programa da criação.

Por que então nós temos que sofrer no caminho em direção ao amor? Verdade seja dita, no início o desejo de receber deve sentir que está vazio, e somente então ele experimentará a plenitude. Nesse ponto surge uma questão: se o Criador preparou o prazer eterno para mim, isso significa que eu devo primeiro sentir um sofrimento infinito? Nesse caso, eu prefiro continuar sendo uma besta.

Entretanto, na realidade, nós começamos de forma lenta e avançamos por etapas, continuamente, corrigindo e preenchendo com Luz uma nova camada do nosso desejo. Nenhum de nós seria capaz de suportar o sentimento do vazio escuro e infinito. É-nos dada a porção exata que podemos suportar, avançando de forma lenta e suave.

Este “atraso intencional” é necessário justamente porque somos incapazes de tomar uma grande quantidade de uma só vez. A quebra está sendo revelada a nós gota a gota, de acordo com nossa capacidade.

Da Lição de 22/10/10, Artigos do Rabash

Você Irá Cair e Levantar Novamente Mil Vezes

Laitman_100_01“Arrependimento” significa que eu senti que pequei, mas ainda não fui capaz de progredir no caminho correto. Eu não pedi ao Criador por força para subir acima das sensações de prazer ou de desprazer e para sempre me relacionar com Ele como ao Único que faz o bem. Eu não pude tolerar isso e descendi.

Agora, para subir novamente, eu preciso do “despertar desde abaixo” e do “despertar desde o Alto”. Para esse propósito, um estímulo especial vem durante períodos particulares de tempo chamado feriados: o mês de ELUL, que é a abreviatura de “Eu sou para meu amado, e meu amado é para mim”. Esse estímulo conduz a novas decisões, sensações e impressões.

E, então, eu peço por correção dos pecados que não me permitiram alcançar a bondade, elevação, peço a força da fé, e avanço espiritual. Ao invés, eles me conduzem ao um descenso que, claro, foi planejado pelo Criador. É necessário que eu constantemente tropece e caia? Sim é. Não há outra maneira. Como está escrito: “Os justos cairão mil vezes e se erguerão novamente”.

A sensação de um pecado, mesmo pela segunda vez, é ainda insuficiente para o avanço e para senti-lo em toda sua profundidade. Na segunda vez, me é mostrada a tela contra meu desejo de satisfação. Quando eu peco pela terceira vez, eu começo a revelar a atitude do Criador acima dos desejos.
Assim, não há outra escolha: todos precisam se tornar completamente malvados. De outra forma, é impossível ser corrigido e se tornar um completo justo. Porém, só é possível se tornar malvado quando se tem a aspiração de se tornar justo.

Um Ano Novo: Um Passo Na Escada Espiritual

A ascensão espiritual ocorre quando nós passamos do receber para nós mesmos à doação aos demais. Isso é considerado como um ato de “fé acima da razão”, isto é, preferir doar a receber e receber prazer para doar. Eu tenho que sentir inspiração e alegria de subir acima do meu egoísmo, quando eu não olho para o que posso ganhar com esse ato. Mas, eu preciso da força da Luz para fazer tal mudança em mim!

Isso se chama “Eu sou para meu Amado, e meu Amado é para mim”, quando nós começamos uma conversa com o Criador e nos entendemos mutuamente. Eu compreendo porque Criador fez minha vida vazia e me deu a oportunidade de me deixar levar pelo grupo assim eu posso discernir o que é doação. Ele me ilumina um pouco, como se me dissesse: “Escolhe isso!” para me ajudar a dar o primeiro passo. Mas, a realização disso depende de mim.

Malchut do Superior (a propriedade de doação) é mostrada ao meu egoísmo como Keter (Rosh, a cabeça), escura e vazia. Mas, se eu decido que meu Keter (aspiração) é aderir a ela com meu desejo de doar, então Malchut do Superior não me parece como vazia, e eu me uno a ela como a um grau espiritual Superior.

Esse é o significado de um novo caminho. O começo é reconhecido como um Ano Novo (Rosh Hashanah, a cabeça do começo) que chega depois do mês de Elul (acrônimo para “Eu sou para meu Amado e meu Amado é para mim”).

Impulsionado Pela Língua Da Serpente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que todos os prazeres desaparecem imediatamente? Eu fico tão feliz quando compro um carro novo, mas uma semana depois eu me acostumo e não me preocupo mais com ele. O que faz com que o prazer vá embora? Se tudo o que existe é a Luz e os vasos, o prazer não deveria ser eterno? Por que ele desaparece?

Resposta: É porque o Kli (vaso) muda. O carro não desaparece, mas o meu desejo se torna maior e o prazer recebido pela posse do carro já não o satisfaz. A mudança no desejo é qualitativa e não quantitativa. Na espiritualidade, o crescimento é mais qualitativo do que quantitativo.

O carro estacionado em minha casa ainda é bonito e novo, mas não me empolga como antes, embora tenha se passado apenas uma semana. Isso ocorre porque um desejo adicional (a “língua da serpente primordial”) se formou dentro de você, fazendo com que o “ser humano” em você pergunte: “O que esta compra me deu?”. Você nem percebe que tem este questionamento, mas mesmo assim ele desperta em você e estraga todo o seu prazer.

Após a quebra ou a queda da Árvore do Conhecimento, um ponto de conexão com o Criador surgiu em todo o tipo de prazer. Quando seu desejo é satisfeito, esse ponto pergunta se você alcançou o prazer eterno. Ele força você a procurar imediatamente uma outra forma de satisfazê-lo. Nós avançamos desta forma ao longo de toda a história, e não teríamos nos desenvolvido se não fosse assim. É isso que distingue a pessoa de um animal: o nascimento de novos desejos.

A necessidade inconsciente de se tornar semelhante ao Criador tem nos impulsionado continuamente desde o momento que saímos das cavernas até os dias de hoje, e este é o resultado do pecado primordial. Nossos desejos (Adão e Eva) teriam permanecido como animais  se o “ser humano” em nós não tivesse crescido constantemente. Nós começamos a sentir vergonha em relação ao Criador, pois percebemos como somos diferentes Dele. A vergonha é que nos leva a perguntar: “O que eu ganho com isso?”. Inconscientemente, nós pensamos conosco mesmo: “Por que eu preciso de um carro se estou tentando alcançar o Criador?”. Mesmo que nós não estejamos cientes de nossa conexão com o Criador, este vazio que nos rói por dentro vem Dele .

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 02/9/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Um Guia Para O Livro Do Zohar: A Entrada No Mundo Espiritual

No nosso mundo nós nascemos e crescemos próximos a adultos que nos amam. Nós não entendemos o que eles querem de nós, mas tomamos exemplos deles. Nós imitamos todas as suas ações e palavras sem entender seu significado, e o entendimento vem depois. Isso é organizado pela natureza. Nós aprendemos mais da participação do que com nossas mentes.

Esse é o meio mais natural que nos permite aprender sobre o mundo no qual existimos, e é como nós entramos no mundo espiritual também. O mesmo sistema é preparado para nós: temos “pai e mãe” espirituais que mostram o texto do Livro do Zohar para nós.

Mesmo que nós não entendamos o que lemos, a leitura em si mesma junto com o desejo de entender e uma aspiração para o crescimento espiritual nos desenvolve como bebês, e gradualmente começamos a perceber o texto. Todos os nomes e títulos que nós não compreendemos a princípio se tornam claros. Começamos a entender a linguagem do mundo espiritual tal como aprendemos a linguagem corporal através de nossas mães.

Assim, é necessário saber que “não só os inteligentes aprendem” e alcançam o mundo espiritual, mas somente aqueles que insistentemente se recusam a deixar O Livro do Zohar e tentam voltar a ele novamente para revelar e entender o que ele está tentando lhes dizer.

Não Espere Até Que Tu Seja Forçado a Evoluir

Se falharmos em despertar o mundo para a evolução espiritual, em direção à Luz que brilha à frente, o mundo vai ser forçado por trás pelo sofrimento e, assim, forçado a avançar. Esse caminho é muito longo, até que o tormento force o homem a contemplar porque ele sofre e o que fazer. Imagine quanto tempo vai levar e quanta dor que vai trazer!

No entanto, se ajudarmos um pouco no desenvolvimento da humanidade através da divulgação da ciência da Cabala, rapidamente infundirmos avanço, evitaremos todos esses golpes. Sabemos que tudo o que ocorre no Reino do nível inanimado (ainda) equivale a um ato único, o vegetal. Tudo o que acontece no nível vegetal é igual a um único ato do animado. Basta pensar sobre a diferença entre essas situações.

Tem de haver guerras, tormento e catástrofes terríveis, a fim de mover-nos um passo para Cima, para o nível mais elevado. Em vez disso, podemos chamar a Luz do Alto e evitar todos esses problemas a nível deste mundo. Podemos substituir uma década de sofrimento com o nosso esforço individual para o minúsculo avanço espiritual com a ajuda da Luz.

Este é o quão grande é a diferença entre o nível parado, vegetal, animado e os níveis de fala da natureza. Por isso, devemos assumir a séria responsabilidade para com as oportunidades que nos foram entregues.

Da 4a.  parte da Lição Diária de Cabala de 4/8/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

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