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Como Nós Nos Protegemos Da Natureza?

Dr. Michael LaitmanNós temos algo a dizer para as pessoas que querem ouvir explicações. Vamos jogar nossas cartas na mesa e avaliar de forma realista a situação. Em primeiro lugar, nós somos movidos pela natureza e existimos em seu sistema. Vocês podem ver por si mesmos que, apesar de todas as nossas tentativas vãs, nós não controlamos o mundo. Ele é dirigido por um determinado programa que age conforme certas forças. No final, nós estamos sob seu controle.

Em segundo lugar, ao nos mover desta forma, não sabemos onde vamos acabar. Portanto, como nós deciframos o programa do nosso desenvolvimento? Como podemos controlá-lo? Talvez o suavizando um pouco? Por exemplo, hoje os líderes europeus não são capazes de adoçar a pílula amarga prescrita para a zona do Euro. Eles já estão inclinados a considerar todo este mercado comum como um erro. No entanto, de que erro nós podemos falar se ele faz parte do programa? O que aconteceu, aconteceu, e nada pode ser feito sobre isso. É tolice lamentar o passado.

O homem é criado de tal forma que antes que ele possa realmente participar de uma força operacional, ele é incapaz de compreender que, em vez de representar a função, ele representa o resultado, a ação. Assim, a humanidade está descobrindo a sua impotência devido a problemas reais. Mas o verdadeiro colapso ainda não começou. A crise tem várias camadas, e sua principal característica não é nem a dívida irrecuperável ​​nem o desemprego.

Num futuro próximo (talvez em um ou dois anos a partir de agora, se o processo se acelerar), nós veremos que o mundo não poderá continuar a existir. Catástrofes climáticas, problemas econômicos e industriais vão nos colocar à beira de um precipício. Nações não conseguirão controlar o grande número de desempregados. Nós simplesmente não temos um sistema capaz de suportar algo do tipo. Depois, os desastres forçarão as pessoas a nos ouvir.

Em terceiro lugar, nós devemos nos perguntar por que a evolução nos sujeitou a tais choques poderosos? Em nossas condições atuais, diferentes tipos de nível vegetal e animal da natureza estão simplesmente se extinguindo, como os dinossauros. Talvez por isso nós também vamos desaparecer da face da terra sob a lâmina da guilhotina?

Neste caso, não temos outra solução, exceto encontrar uma terceira força que trabalhará contra a natureza, em outras palavras, contra o Criador. Não importa como nós a chamemos. Os filmes de Hollywood também estão representando ameaças globais, mas na forma de um asteróide voando em direção à Terra, pronto para nos destruir em questão de segundos.

Como regra geral, os protagonistas dos filmes conseguem salvar a humanidade. Nós também precisamos nos voltar para a humanidade com um pedido de proteção. Nós temos que encontrar a força protetora para resistir à natureza, que está nos levando à morte. Nós fazemos parte do seu programa, e se a “natureza cega” planejou acabar conosco através de uma série de cataclismos, como é que nós encontraremos uma força alternativa para o desenvolvimento? Como podemos mudar o programa?

Primeiro, nós precisamos nos elevar a um novo nível, adquirir sabedoria e entender o que implica o programa comum. Isso nos leva à quarta etapa, quando finalmente devemos perceber que a nossa essência, o desejo egoísta, é a fonte de todos os desastres. Se não fosse o ego, não estaríamos destruindo a sociedade humana, a instituição familiar, o sistema educativo, as relações entre pessoas, países e religiões; não estaríamos criando barreiras artificiais que nos separam e no final só levam à destruição mútua.

Quando nós percebermos o mal, pensaremos sobre o que chamamos de bem. Então, nós aprenderemos com a natureza, onde o mecanismo integrado de união e reciprocidade opera. Nós somos capazes de imaginar isso e observar com nossos próprios olhos. Então, o que nos falta? Apenas a capacidade de subir acima da nossa essência.

Será que nós seremos capazes de mudar o curso do nosso desenvolvimento se subirmos acima de nós mesmos, ou a natureza ainda é mais forte do que nós? Não, ela não é mais forte. Por que não? Porque a natureza nos controla através do nosso egoísmo, mas se nos apoiarmos e fortalecermos mutuamente, se construirmos um sistema comum e quisermos unir, não importa o quê, as forças da natureza nos desenvolverão no bom caminho.

Na verdade, o nosso egoísmo não quer mais continuar a crescer, porque o crescimento só lhe causa mais problemas. Finalmente, nós podemos adquirir a oportunidade de controlá-lo e, além disso, usá-lo para avançar no bom caminho, mas somente se aprendermos a usá-lo para a união. A essência de todo o mal é que nós nos desenvolvemos ferindo um ao outro, enquanto a essência da bondade é desenvolver-se, unindo-se com os outros.

Impulsionada pela necessidade, a humanidade tem que mudar completamente a sua atitude perante a vida, o ambiente, a sociedade, a criação dos filhos e a educação. Nós precisamos construir tudo a nossa volta de uma maneira que nos permita estar rodeado de ternura, como as crianças. Nós tentamos colocar as crianças numa sociedade exemplar, para que elas aprendam a se comportar bem, a se importar consigo mesmas e os outros, e assim por diante. Eu gostaria de colocar meu filho na melhor creche, deixá-lo aprender reciprocidade, línguas, e que ele fosse uma boa criança.

A própria evolução implantou a atitude dos pais em nós, que nos permite compreender como tratar os outros. Não é por acaso que fomos divididos em gêneros masculino e feminino, que juntos criam a posteridade, o grau seguinte. Isso nos permite ver como construir um ambiente adequado para nós mesmos. Nosso cuidado natural pelos filhos e netos nos empurra para a mesma coisa. É por isso que hoje temos que criar uma creche universal para todos. Quem quer ser um professor é bem-vindo.

De modo geral, o único problema da humanidade é educação. Para ser mais preciso, o problema é entender que este é o principal problema. É por isso que nós explicaremos ao mundo que o poder que precisa ser despertado já está dentro de nós, está na união entre nós.

A ciência confirma que, quando as pessoas se reúnem e se unem, elas geram um novo poder, especial integrado que existe por conta própria. Por exemplo, esse poder une uma nação através da manutenção de uma abordagem, caráter e potencial comum nas pessoas. O poder de união que aparece através de anos de vida e interação mútua não vem do Alto, mas existe entre elas de acordo com a forma específica de sua união.

Da mesma forma, quando nos unirmos hoje, nós geraremos este novo poder integrado da união do mundo, que se tornará a nossa proteção, mais poderoso do que a natureza, o clima, a ecologia, ou qualquer outra coisa. Afinal, esse poder é muito maior; ele pertence ao nível humano, e o homem sobrepõe-se aos outros níveis da natureza. Por esta razão, este poder certamente nos ajudará a adoçar o nosso desenvolvimento, em vez de tremermos como coelhos que estão sendo levados para algum lugar desconhecido. Nós controlaremos o processo em ação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/11/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

A Evolução Continua

Em cada fase do desenvolvimento recebo uma “injeção” e procuro pela salvação devido ao desamparo. Dificuldades me purificam, diminuem o meu desejo egoísta, e me leva a bondade, o que significa em direção à decisão e à ação correta. Mas tudo isso acontece sob a chuva de golpes dolorosos, pelo caminho do sofrimento.

Por outro lado, eu posso usar remédios alternativos (forças e situações) que me permitem passar pelo processo de correção, sem esperar pelo problema. A diferença está na minha consciência, atenção e determinação em direção ao Criador. [Leia mais →]

O Egoísmo Na Linha De Chegada

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que a ciência da Cabalá diz sobre o momento atual? Como é que ela pode nos ajudar nesse importante período de transição?

Resposta: Nós vivemos em um momento especial. Nosso mundo está no limiar da subida para um novo estágio de desenvolvimento do ser humano dentro de nós: um estágio espiritual e interno.

Até agora, como a ciência da Cabalá explica, nós estávamos nos desenvolvendo naturalmente, obedecendo aos impulsos do nosso egoísmo. Ele nos obrigou a transformar a sociedade, mudar a vida familiar, desenvolver tecnologias, remodelar países e formações, e introduzir mudanças na educação e cultura. Nós estávamos sempre caminhando para onde o impulso natural nos arrastava.

Mas hoje nós chegamos a certa saciedade. O mundo como que pára de nos fornecer prazeres. Ele já não nos satisfaz economicamente: nós sentimos certas barreiras, que nos impedem de seguir em frente. A teoria americana da sociedade de consumo, com o crescimento infinito da exportação e importação, com capacidade tecnológica e produtiva ilimitada, se esgotou. Além disso, nós passamos para uma tendência descendente, em declínio, a qual, segundo os economistas, será longa e ninguém sabe quando acabará.

De acordo com a ciência da Cabalá, a forma como a entendemos hoje, a crise nunca terá fim. Nesta fase de desenvolvimento, nós percebemos o nosso egoísmo, bem como o potencial da natureza circundante, causando um sofrimento terrível. Como resultado, nós estamos à beira do colapso nas áreas de desenvolvimento social e humano, educação e ecologia.

Nesta situação, nós precisamos considerar o que aconteceu conosco. Será que nós vamos continuar dessa maneira? Nós literalmente arruinamos a nós mesmos, tendo, evidentemente, cometido um erro em nossos objetivos e metas. Nós queremos aumentar o consumo, destruindo assim o meio ambiente? Queremos ficar presos em nossa corrida “mecânica”?

Tendo utilizado muito pouco produtos manufaturados, nós os jogamos fora para comprar novos. Esta é a nossa vida. Será que queremos preencher o nosso ser com jogos similares em termos de riqueza, honra e poder? Será que o significado da vida humana reside em trocas mensais de telefones celulares e outros símbolos de consumo?

Hoje, o processo que estamos atravessando nos obriga a diminuir o ritmo e nos convida a refletir sobre ele. Evidentemente, existe um programa diferente construído na Natureza, e nós temos que olhar para ele.

A sabedoria universal, o equilíbrio geral e a homeostase que descobrimos na Natureza, permanecem fora do homem. Para a Natureza, o ser humano é um elemento estranho, um tumor canceroso, devorando seu ambiente e a si mesmo.

Nós estamos destruindo a sociedade humana, estragando a nós mesmos e nossos filhos, distorcendo tudo, sem deixar qualquer oportunidade para uma existência correta. Se olharmos para o mundo “de lado”, as pessoas parecem estar cegas, seguindo um caminho suicida. Elas continuam brincando de jogos de poder, para destruirem a si mesmas, as crianças, a sociedade e o futuro, e elas não estão cientes disto.

É por isso que nós estamos em crise. Na verdade, esta não é uma crise. Esta é a salvação. Hoje, quando todos os sistemas criados por nós estão em colapso, nós temos um sinal claro que nos leva à verdade. Finalmente, nós podemos perceber que não temos outra escolha exceto uma mudança radical de atitude perante a vida.

Em vez de continuar se dirigindo para a auto-destruição, o que ainda é pretendido por políticos, economistas e, de fato, pela maior parte da humanidade, todas as pessoas, comunidades e organizações que já percebem o que está acontecendo devem desenvolver em conjunto uma novo abordagem em relação ao mundo e à natureza, a fim de progredir de uma maneira diferente.

A Escravidão Voluntária: Executando As Leis Da Natureza

Hoje, nós estamos em um estado especial, quando pela primeira vez a humanidade já não entende o seu desejo. Uma mudança muito importante está acontecendo: toda a humanidade está se deslocando do primeiro (“inanimado”) para o segundo nível (“vegetal”). Por enquanto, isso não está claro para nós, mas é só o começo.

Aos poucos, nós entenderemos que a natureza, os nossos desejos, o govermo superior, e a nossa vida comum e familiar, tudo isso é relativo, dependente de algum fator que é desconhecido para nós, que não podemos sentir ou levar em conta. Nós chamamos este fator de sociedade, ambiente, humanidade global e integral, uma nova conexão entre nós que está sendo revelada hoje. Mas, na realidade, a pessoa descobre que é completamente dependente de toda a humanidade; nós estamos totalmente em suas mãos.

Atualmente, nós estamos saindo da subordinação inconsciente para o governo superior, sob o qual existíamos obedientemente no “nível inanimado”, acreditando que esta era a única forma de vida e que devíamos nos habituar, porque não há mais nada. Mas agora, nós estamos descobrindo nesta vida um outro componente: o ambiente. Na verdade, não é um ambiente externo, mas a força superior que está sendo revelada para nós. A pessoa começa a sentir que ela depende do ambiente, que o ambiente depende dela, e que ambos se influenciam mutuamente.

Em essência, esta é a revelação do govermo do Criador em relação ao ser humano. De acordo com isso, a pessoa mudará para escapar dos problemas e confusões iminentes, já que ela permanece no desejo de desfrutar. Vários fenômenos estão começando a se revelar diante dela, e ela sente que é uma receptora. Ela percebe que há alguém, um grande doador, o ambiente, o mundo, do qual ela depende. Assim, a revelação da Luz, do governo superior sobre o homem, acontece.

E quando a pessoa entende que tudo depende completamente do ambiente, ela entra na segunda fase de desenvolvimento: “vegetal”. Ela tem que dar à comunidade da qual ela recebe, percebendo que a lei de reciprocidade existe, e que esta não será boa para ela ou para a sociedade se ela só recebe.

Ela não divide mais o mundo de forma rígida em duas partes: ela e “eles”, ou seja, todos os outros. Estando no “nível inanimado”, ela procurava apenas receber, mas como ela não tinha conhecimento e o fazia instintivamente, isso não contava como recepção; ela estava apenas obedecendo à sua natureza.

Agora, quando ela sobe para o “nível vegetal”, ela deve realizar ações conscientes e dar em troca. Isto é, ela tem que mudar seu comportamento, que no nível inanimado era considerado 100% correto, mesmo que ela roubasse e tomasse para si, já que a sua natureza a obrigava a fazê-lo.

Agora, ela recebe um pouco de liberdade de sua própria natureza e, por conseguinte, deve dar ao ambiente. O mundo inteiro deve chegar a isso; nós precisamos aprender a não apenas receber, mas também dar.

Assim, nós cumprimos o nível inanimado do nosso desenvolvimento. Todos os outros níveis: vegetal, animal e humano serão acrescentados ao primeiro nível (inanimado). Na medida em que eu revelo meu egoísmo acima do nível inanimado, eu corrijo a minha inclinação egoísta e retorno ao nível inanimado realizando as leis da natureza como um escravo, mas voluntariamente.

Portanto, tudo é baseado no nível inanimado. Dentro deste HaVaYaH está toda a criação e a atitude da força superior em relação a ela.

Da 1ª parte da  Lição Diária de Cabalá 26/08/11Shamati # 115

A Natureza Não Tolera O Desequilíbrio

Dr. Michael LaitmanNós estamos nos movendo em direção ao equilíbrio com a natureza. Ela busca levar todas as suas partes ao equilíbrio. A diferença entre as temperaturas se equilibra, o vento equilibra a diferença na pressão do ar, um objeto que é lançado cai num lugar onde ele encontrará o equilíbrio com a força da gravidade. O processo destina-se a um estado de equilíbrio por toda parte e em todos os aspectos. Em qualquer área, seja ela química, física, biologia e assim por diante, tudo é construído sobre esse princípio. Tudo aspira ao equilíbrio, a um alívio da pressão. Tudo se submete à lei da entropia. A natureza deseja ser apaziguada. Ela não tolera diferenças e flutuações em nenhum parâmetro.

No final, tudo tem que alcançar o equilíbrio. Agora, a lei da natureza exige o equilíbrio na sociedade humana. Nós vemos explosões e desordens, e esta é a maneira da natureza exigir o equilíbrio. Os níveis inanimado, vegetal, e animal já tiveram sua vez, e agora é a vez do nível humano. O desejo por equilíbrio está emergindo dentro de nós, mas alcançar o equilíbrio entre nós significa nos tornarmos “como um homem com um só coração”. Nós podemos ser totalmente diferentes, mas há um critério: nós somos obrigados a nos apoiar mutuamente.

Não há nada a ser feito sobre isso: quer queiramos ou não, a natureza ganhará, porque ela é uma força gigantesca.

Surge uma questão: por que nós não desapareceremos, como os mamutes e dinossauros? Por que nós simplesmente não abandonamos o palco como uma parte que não se encaixa? Afinal, a nossa discordância com a natureza é muito maior que a dos dinossauros extintos. No entanto, ao contrário deles, nós temos uma missão, uma predestinação, um objetivo: nós temos que nos corrigir e transformar nossa natureza inicial. Eles foram incapazes de fazer isso e desapareceram com o curso natural da evolução, enquanto nós somos obrigados a alcançar o equilíbrio com a fase atual de desenvolvimento.

É por isso que somos levados a estados onde a nossa falta de harmonia com a natureza será expressa nas formas mais graves, mas não chegará à extinção total. Noventa por cento do mundo pode desaparecer, mas algumas pessoas continuarão a existir, a fim de mudar a natureza humana e alcançar o equilíbrio necessário.

Este é o objetivo e não temos outro caminho a percorrer.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/08/11 , “A Nação”

Evolução Da Consciência

Dr. Michael LaitmanNós começamos a nos desenvolver e crescer a partir deste mundo, da menor realidade possível, que desceu do mundo do Infinito através de 125 níveis, em 5 mundos, até o ponto mais baixo. Tendo chegado a este nível inferior, a centelha de luz atravessou a o último grau espiritual até este mundo e começou a formar a matéria nele.

A matéria começou a concentrar, formar e unir uma partícula com a outra. Desta forma, começou o retorno à origem: a correção da quebra. A partir daí começou o nosso Universo: os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza.

Todos estes níveis são resultado da unificação da matéria em estruturas cada vez mais complexas, onde todas as suas partes agem em benefício mútuo. O poder da Luz, o poder da natureza, une elementos separados, e assim forma a matéria inanimada em toda sua diversidade interna. A matéria é formada devido à unificação das partículas opostas de acordo com leis específicas.

Então, até mesmo a matéria vegetal surge, onde partículas opostas se conectam em estruturas ainda mais complexas. Elas estão muito mais afastadas umas das outras, mas ainda assim se unem. Depois, surge a natureza animal, onde cada parte se sente separada e deseja manter a sua existência de forma egoísta. No entanto, devido à força da natureza, cada uma delas ainda se une com as demais, e todas juntas criam o animal – um corpo animal que é capaz de existir, apesar do fato de que dentro dele existe uma contradição e unificação de elementos opostos.

Eles são unidos por uma força especial, a força da Luz, a força do Criador, a força da doação mútua, apesar da força da criação, uma força egoísta que existe dentro de cada um. Estas duas forças começam a agir em harmonia comum.

A harmonia é impossível se não houver duas forças opostas que se unam em prol de um objetivo, um interesse comum, e algum estado mais elevado. Um estado mais elevado significa interesses comuns do corpo: do corpo vegetal ou animal. Então, devido ao desenvolvimento da matéria no nível animal, ela atinge o nível do ser humano deste mundo, que é uma criatura ainda mais complexa, uma criatura mais agressiva e egoísta. Toda criatura deste nível de “ser humano neste mundo” acha que é oposta a todas as outras pessoas.

E quando ela chega ao final do seu desenvolvimento egoísta, ela revela que se quiser existir mais, ela precisa de uma segunda força, de uma força oposta: a força de doação. A força do egoísmo desenvolveu-se nela, mas o que ela deve fazer com esta força agora? Ela só nos destrói.

Neste ponto, nós entendemos que devemos receber a força de doação, a força de unificação. O sentimento de falta da força de unificação, sem a qual não podemos continuar, é na verdade o sentimento de uma crise, a quebra, a destruição de valores antigos. Ele é revelado diretamente dentro de nossa existência, de nossa vida. Nós descobrimos em todas as áreas da vida, em todas as atividades de uma pessoa neste mundo, que não podemos alcançar o equilíbrio, a harmonia, e a suposta “vida”.

Afinal, a vida é construída com base em duas forças: recepção e doação. Nós não podemos existir agindo apenas com a força do egoísmo. Portanto, como resultado do nosso desenvolvimento, nossa evolução gradual, passo a passo a natureza nos leva à conclusão de que também precisamos de uma segunda força: a força da unificação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/ 08/11, Shamati

No Limiar Da Eternidade

Dr. Michael LaitmanNós temos de criar uma sociedade que permita que todas as pessoas no mundo se movam correctamente no amanhã. Caso contrário, não sobreviviremos. Vemos o que está a acontecer hoje, especialmente em países desenvolvidos. E os restantes estão aproximando-se rapidamente deles. As pessoas estão a começar a sentir que “não há amanhã”. Mas de facto, este é um estado maravilhoso onde estamos egoistamente nos desligando do passado e entrando num estado neutro, como estar num “limbo”.

Agora é exactamente o tempo para mostrar o próximo sistema de relações que nos levará à sensação de um estado completamente diferente. Estamos a entrar na próxima etapa do nosso desenvolvimento. Tal como desenvolvemos a partir de macacos e gradualmente nos desenvolvemos dentro do nosso estado animal, de forma semelhante, hoje começamos a nos desenvolver dentro do nosso estado interior, humano.

Hoje elevamo-nos ao nível chamado “Adão” – o ser humano, que é semelhante à Força Superior da natureza. Esta força quer ensinar-nos a tornarmo-nos integrais com ela, e é por isso que esta crise é global, integral.

Temos de tornar-nos semelhantes à natureza. Concretizando isto, começamos a perceber o mecanismo interno que nos move. O programa interno da natureza está a levar-nos em direcção a um objectivo específico, embora não estejamos conscientes disso. Morremos sem percebermos para que é que vivemos. Nascemos sem saber onde e porquê. Fazemos coisas intuitivamente porque a natureza nos força a fazê-las, e nada mais.

Em realidade, existe todo um programa de acções, uma relação causal! Cada parte da natureza tem uma causa, consequência, e objectivo. Nada existe sem propósito. E da mesma forma, nós também não existimos sem razão. Podemos ver isto porque a natureza está agora a elevar-nos a este nível – ao próximo nível de desenvolvimento.

No nível actual, estamos apenas agora a perceber o nosso egoismo animal no qual fomos criados e que se desenvolve em nós. Ao ascender ao nível seguinte, que é global e integral, e ficando globalmente conectados à natureza, mudando-nos de acordo com ela, começamos gradualmente a apreender o mecanismo interior, o pensamento interno da Força Superior da natureza. Como os astrofísicos dizem, o universo inteiro é um pensamento. Quando uma pessoa se torna consciente disso, ela começa a sentir a eternidade.

Vamos Tomar o Bom Caminho para a Unidade

Pergunta: O que você acha sobre os acontecimentos atuais e da tendência atual, e , em particular, como você se sente sobre os eventos que foram desvendados nos últimos dias na Inglaterra e no Chile?

Infelizmente, o mundo inteiro em breve estará envolvido em um incêndio de caos, porque não há remédio para o que está acontecendo, e ninguém vai encontrá-lo também. Por que você espera até que as pessoas vejam que nada ajuda, e então concordem em ouvir a sua opinião?

Muitos anos atrás, durante seu cargo de PM da Grã-Bretanha, o historiador britânico, Gordon Brown, juntamente com muitas outras pessoas influentes, disseram que o mundo é um. Eles entenderam que só a unificação de todas as pessoas vão dar a este mundo a solução para todas as suas dúvidas e crises. Por que, então, que eles não resolvem essas questões por meio da unificação, através da introdução de um novo tipo de educação e promulgação da garantia mútua, como você está fazendo?

Resposta: Ao longo de toda a história, a humanidade foi empurrada para frente pelo egoísmo que se desenvolveu individualmente dentro cada um de nós. Queríamos perceber e preenchê-lo. Toda existência totalizaou isso. Mas, no nosso tempo a natureza não está nos guiando para desenvolver ainda mais o nosso egoísmo, porque já desenvolveu ao máximo e foi nos mostrando seu vazio em 50 anos. [Leia mais →]

Por Que os Manifestantes São Tão Agressivos

Pergunta: De onde os desordeiros e saqueadores na Inglaterra e mais cedo – na França, arranjam uma força tão grande de agressão?

Resposta: Pela primeira vez na história, a geração mais jovem, juntamente com a geração anterior – seus pais, perceberam ambos que a geração mais jovem terá uma vida pior do que a anterior. E, além disso, é incerto se ela vai viver e por quanto tempo.

As pessoas sempre acreditado que a vida de “nossos filhos será melhor do que a nossa.” Particularmente a partir de meados do século 20 em diante, a geração seguinte viveu muito melhor do que a anterior. Mas essa tendência terminou com a conclusão do crescimento do egoísmo e seu fechamento em um sistema integral, que não corresponde. Portanto, não sabemos como viver daqui em diante.

Um enorme sentimento de incerteza tem surgido, que evoca sentimentos de medo e, em seguida, a agressão e a vontade de fazer qualquer ação só para trazer o que está acontecendo à luz. A solução para o problema reside na educação, ou seja, uma explicação do fato de que, se nos tornamos semelhantes à natureza, nos tornamos onipotente como ela.

Equivalência à natureza significa trazer a nossa unificação, involuntária egoísta para uma altruísta, voluntária, mútua, até que alcancemos o amor universal. Dentro desse amor, vamos revelar nossa eternidade e perfeição, que estão presentes na fundação da natureza.

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Chegou A Hora De Completar A Nossa História

Dr. Michael LaitmanAté agora, a humanidade ainda não escreveu sua própria história; pelo contrário, encaixa-se nela. Hoje, no entanto, no nosso novo estágio de desenvolvimento, nós seremos os únicos a completar a nossa história. Esta oportunidade está sendo dada a nós pela primeira vez depois de milhares de anos de infância.

Durante todo o curso da história, o homem desenvolveu-se sob o domínio do egoísmo, do crescimento constante que automaticamente nos obrigou a procurar os meios e maneiras de satisfazer os nossos desejos. Desta forma, a natureza dirigiu o nosso movimento, basicamente despindo-nos do livre arbítrio. O homem não mudou a si mesmo conscientemente; pelo contrário, a natureza mudou-o segundo seu programa.

Do nosso ponto de vista, parecia que mudávamos o ambiente de acordo com os nossos pedidos sempre que necessário, mas agora chegou a hora do homem mudar e corresponder à natureza. Os cientistas estão começando a concordar com isso.

Em geral, o que é “natureza”, que tentamos conquistar por tanto tempo e em vão?

Quando uma mãe deixa a creche, deixando seu filho brincando com seus brinquedos, será que o bebê sente-se livre? Sim. Ele realmente gosta do seu tempo sozinho e não entende que ela está olhando para ele com olhos atentos e amorosos. Ele sente que está livre.

É assim que a “natureza”, o sistema de governo onde existimos, também se oculta de nós. Ela gera a nossa sensação de liberdade, embora na realidade a liberdade simplesmente não exista. Esta ilusão foi especificamente planejada pela evolução, para que pudéssemos nos desenvolver livremente em nosso egoísmo, usar e seguir os nossos desejos, tanto quanto a nossa natureza, qualidades e possibilidades permitissem.

E nós achávamos que isso era bom, que podíamos e devíamos nos desenvolver desta forma. As relações sociais e as tecnologias mudaram, nós estamos constantemente mudando as coisas, correndo para algum lugar seguindo o comando de nossa essência, de nossos crescentes desejos egoístas. Ao mesmo tempo, desejávamos um poder ainda maior sobre a natureza. O homem não pensava no que estava fazendo; ele simplesmente agia em seus desejos.

Quando a natureza nos dá certos desejos, só podemos trabalhar dentro de seus limites. Não podemos ir mais longe. Comida, sexo, família, conhecimento, fama, dinheiro e poder, cada pessoa tem sua própria combinação desses desejos e percebe-os em conformidade. A natureza nos move gradualmente desde dentro, “por trás”. Os impulsos que despertam em nós, em combinação com o ambiente, determinam tudo.

Basicamente, eu represento um mecanismo administrativo. Os desejos despertam dentro de mim, certas circunstâncias acontecem, mas eu estou limitado pela minha moral, minha capacidade física e mental, bem como pelas normas do meu ambiente, e as leis comuns de caráter global. No final, eu apenas tento perceber os meus desejos, tanto quanto possível, sob condições que não foram criadas por mim. Assim, verifica-se que eu não sou mais do que um mecanismo administrativo. Os desejos e as condições são pré-determinados, e tudo isso me empurra para a auto-realização.

Este foi o nosso caminho: os erros do homem, suas ações boas e más, tudo isso era necessário e inevitável ​​nas fases anteriores do desenvolvimento até a época atual. Contra a sua vontade, o homem recebeu qualidades inatas e encontrou-se em um ambiente particular, sem uma escolha.

Ainda assim, ele não pensa que tudo isso foi pré-determinado. Como uma criança, ele estava simplesmente brincando e se sentindo livre, devido à ausência de sua mãe, embora ela simplesmente tenha fugido de seu campo de visão.

Da Discussão sobre um Novo Livro 18/07/11