Textos na Categoria 'Evolução'

É Hora Da Ação Espiritual!

Dr. Michael LaitmanPor milhares de anos, o nosso desenvolvimento continua nos níveis inanimado, vegetal e animal, que não são simples, uma vez que se baseiam na quebra da primeira entidade espiritual (Homem), isto é, as almas divididas. Desde o momento em que foi fragmentado, cada elemento quebrado inclui todos os outros nele. Cada partícula adquiriu a chance de viver: receber e dar, consumir e liberar.

Todas as formas de existência surgiram de duas forças: recepção e doação. O desejo por prazer em sua forma pura não pode subsistir por conta própria. Ele precisa de alguma força que atue contra ele, isto é, ele requer o desejo de doar.

É assim que a matéria (desejo) se desenvolve até atingir o nível humano (falante), que, por seu turno, também começa a progredir. O avanço do nível humano precisa de “tratamento” especial, exigindo uma maior intensidade de poder espiritual. É por isso que um grupo específico de pessoas chamado “Israel” se espalhou; a tradução direta da palavra “Israel” é “Yashar-El“, “direto ao Criador”.

Depois de sair da Babilônia, esse grupo de pessoas desceu para o Egito a fim de absorver poderosos desejos adicionais enquanto ainda estava num estado de aspiração imensa; este foi chamado de “exílio Egípcio”. Depois de receber uma parcela adicional do desejo de receber, a este grupo foi concedida a oportunidade de trabalhar com ele, a fim de transformá-lo no desejo de doar.

Naquela época, as nações do mundo costumavam estar num nível médio, do qual este grupo particular de pessoas caiu para o grau de “menos quatrocentos (400) anos”, que significa o “exílio Egípcio”. Ele caiu 400 degraus de acordo com o ciclo completo de desenvolvimento, quatro estágios descendentes da Luz Direta.

Enquanto esteve no Egito, o grupo adquiriu um desejo adicional, e junto com o desejo adicional, ele saiu do Egito, recebeu a Torá e subiu para o nível do Primeiro Templo. No entanto, este foi destruído e caiu. O Segundo Templo foi construído, mas foi novamente destruído. Como resultado, o grupo desceu para a profundidade do ultimo (atual) exílio onde todos nós estamos neste momento.

O grau da queda que aconteceu durante a escravidão Egípcia é igual ao nível quando os Templos existiam. Tudo acima aconteceu para nos fazer cair de nossa altura anterior e chegar à quebra final (exílio), que continua até hoje. A queda na qual estamos atualmente é tão profunda que nós simplesmente não podemos descer mais baixo. A partir daqui, nós podemos subir junto com as outras nações e completar nossa correção.

Cada ação espiritual provoca consequências materiais nesse mundo. Assim, somos obrigados a continuar trabalhando neste reino material durante todo o período do exílio. Exílio significa separação da espiritualidade e a incapacidade de produzir quaisquer ações espirituais. No entanto, como nós agimos de forma materialista e perseguimos desejos egoístas através de nossos corpos, ao invés de nossas almas, nós ainda cumprimos o trabalho preparatório que está associado com o período do exílio.

O último exílio está chegando ao fim e todos nós temos que mudar para a liberdade. A diferença entre o exílio (Galut) e a libertação (Geula) está apenas em uma letra “Aleph“, que representa a “revelação do Criador”. Isso significa que nós temos que chegar ao mundo superior para alcançar o estado no qual o Criador preenche todo o universo.

A realidade em que vivemos hoje vai permanecer intacta. Tudo que vamos fazer é adicionar a Luz superior, o poder de doação, às nossas sensações e pensamentos anteriores. Eles vão preencher todo o mundo no qual vamos descobrir a realidade superior, uma vez que obtivermos diferentes qualidades corrigidas.

Nesse ponto, vamos entender a essência do trabalho de preparação que fizemos anteriormente mediante o cumprimento de mandamentos materiais, uma vez que éramos incapazes de fazer qualquer outra coisa enquanto ainda estávamos no exílio. Assim, depois de conseguirmos voltar à terra física de Israel, a nossa tarefa hoje é subir para a terra espiritual (desejo) de Israel.

Diz-se: “Cada ação deixa uma marca”. Isso se aplica até mesmo às ações materiais, uma vez que construimos ações espirituais acima delas. As gerações anteriores deveriam realizar a obra neste mundo material, enquanto que o nosso dever é realizar atividades espirituais. É por isso que nos concentramos apenas no trabalho espiritual: as intenções e desejos humanos, a atitude de ocultação e revelação, e a propriedade de doação que estamos prestes a adquirir.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/03/12, O Zohar

Sinais De Um Período De Transição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que uma pessoa é como uma célula cancerosa no corpo da natureza. Há quanto tempo isso ocorre?

Resposta: O nosso egoísmo se desenvolve gradualmente e nós já atravessamos algumas etapas de seu desenvolvimento. Do século V A.C. até o século V D.C., a humanidade se desenvolveu em sua aspiração pela riqueza. Do século V ao XV a humanidade se desenvolveu em sua aspiração pelo poder. Do século XV ao final do século XX o desenvolvimento foi na aspiração pelo conhecimento. Estas são as tendências prevalecentes.

No início do século XX, um acadêmico chamado Vernadsky definiu o nosso desenvolvimento como final, dirigindo-se a uma noosfera ou equilíbrio com a natureza. Mais tarde, essa idéia foi abraçada por muitos outros cientistas. Esta pesquisa foi continuada pelo famoso Clube de Roma e mais tarde outros ramos apareceram.

Basicamente, o egoísmo terminou o seu desenvolvimento na década de 1960 durante o nascimento de uma nova cultura entre os jovens: o desapego da vida, a geração “Beatles”, os hippies ou “paz e amor”, e assim por diante. Este foi o início de um ceticismo interior, o que significava que a nova geração não queria nem achava necessário esforçar-se constantemente para frente devido ao fato de que se sentia vazia.

Nós estamos constantemente nos desenvolvendo sob a influência de nossos desejos. Afinal, a pessoa é um desejo. Nós não sabemos o que fazer quando nossos desejos por riqueza, fama, ou conhecimento se esgotam e, de repente, sentimos que já não recebemos a satisfação necessária para eles.

É quando surge a depressão. Isto é o que nós vemos agora em nossa sociedade: taxas crescentes de suicídios, as famílias se desintegram, uma atitude desinteressada das crianças e assim por diante. Este é um período de transição, que deve ser relativamente rápido. Nós estamos no meio de uma séria aceleração do desenvolvimento.

Da Palestra na Universidade Šiauliai, Lituânia, 22/03/12

Dificuldades Do Período De Transição

Dr. Michael LaitmanAs transições para novos níveis de desenvolvimento sempre foram induzidas por pequenas crises: os sistemas educacional, social, financeiro e outros, gradualmente começaram a quebrar. Casamentos começaram a desmoronar-se, de forma lenta mas progressiva a propagação do uso de drogas ilícitas aumentou e superou o  alcoolismo. De repente o terrorismo veio à tona.

O nervosismo da humanidade se revela. Ele é o resultado da fraqueza e dificuldades em todas as esferas da vida, que foram construídas de acordo com as regras egoístas que fizeram com que todos se concentrassem somente em si: isto é seu, aquilo é meu, não cruze a linha!Todo mundo defende a sua liberdade e espaço pessoal. Agora, a natureza destrói fronteiras entre nós, quebra paredes, e arrasta-nos para algum tipo de vida em comunidade que nós tentamos evitar porque não estamos ainda prontos para isso.

Quando os nossos egos ainda eram muito pequenos, nós estávamos abertos a tudo. Naquela época, nós não nos importávamos se vivíamos como uma família em uma aldeia. As pessoas não trancavam as portas e eram muito simpáticas umas com as outras. Uma grande família (pais, filhos e netos) compartilhava um quarto e não ficávamos envergonhados uns com os outros.

Hoje em dia, a coisa é diferente. Nós estamos separados por nosso enorme egoísmo: Todo mundo quer uma sala separada, se esforça para se esconder atrás do computador ou telefone, e tende a contactar outros o mínimo possível. As pessoas não se unem mais em famílias, mas se reúnem para fazer sexo e depois ir embora.

Mas, de repente, a Natureza começa a destruir as divisórias e, ao fazê-lo, anula a nossa separação. A crise atual é a maior já experimentada por nós até agora. Fazemos de tudo para atrasar, deturpá-la, mas ela se manifesta em níveis mais baixos, onde todos ainda estão interligados.

Atualmente, não há tal coisa como uma crise familiar, já que as famílias estão simplesmente quebradas. Mais da metade das famílias não pode ser considerado uma família por si só e não tem vontade de reviver e reconstruir-se. O número de pessoas que não desejam se casar chegou a 70%! Hoje, isso é normal; uma boa família onde os seus membros tratam uns aos outros com amor e respeito tornou-se um anacronismo.

O segundo grande problema são as drogas. Estamos em conformidade com este fenômeno feio; nossa luta com ele é leve e suave. Sabemos que é uma coisa terrível que não podemos evitar, porque a sociedade em que vivemos e a própria vida nos obrigam a procurar maneiras de escapar.

O próximo problema é como criar a nossa juventude. Atualmente, dados demográficos são pobres, a população não cresce muito, e as pessoas não sabem como cuidar de seus filhos. Os pais concordam em deixar as crianças, tanto durante a noite quanto durante o dia. As crianças não estão mais ligadas aos seus pais, o fosso entre as gerações cresce. Estamos prestes a perder a próxima geração, mas ninguém se preocupa muito com isso. Nós dizemos: “Que diferença faz se a educação de nossos filhos é boa ou má, o que isso muda?”. Esta é a forma como pensamos. Nem mesmo remotamente percebemos a essência do problema.

Parece que todas as crises anteriores não foram golpes muito grandes para nós, nem acionaram o nosso entendimento que falimos em todos os aspectos de nossas vidas. O processo de desenvolvimento sempre flui a partir do pequeno e fraco até influenciar os grandes. Isto é semelhante à punição de crianças, ou seja, em primeiro lugar começamos convencendo-os e depois progredimos ameaçando com maiores problemas. Neste ponto, todos nós estamos passando por um processo muito sério; é uma questão de vida ou morte.

Estamos passando por dois ciclos graves de discrepâncias entre nós e a natureza. A integralidade nos permite perceber que somos opostos à Natureza e contrários a todos os seus sistemas, o que significa que originalmente tínhamos de estar completamente interligado, mas fazemos tudo o que pudermos para evitar ficar unidos.

Entendemos que ficar junto seria bom para nós, mas não sabemos como alcançar este estado. Todo mundo percebe que, se as pessoas se unirem para fins educacionais, técnicos, pedagógicos e culturais, isso facilitará toda a situação. Mas como podemos agir contra o nosso ego? Nós não somos capazes de fazê-lo!

Aqui está o problema: se não formos capazes de nos unir, vamos ficar com fome. Muito simples! Nós não seremos capazes de fornecer as necessidades básicas: alimentação, segurança, calor, habitação e saúde física. Estas são cinco necessidades básicas que têm de ser cumpridos a fim de sobreviver.

Neste momento, a Natureza está pressionando-nos tanto que se não correspondermos a suas exigências, não seremos capazes de fornecer nossas cinco grandes necessidades. Uma noção de como a ecologia faz parte de nossa necessidade de segurança. Vamos deixar de fornecer alimentos e manter uma boa ecologia; ambos estão interligados, visto que um influencia o outro.

Preocupação, medo, dificuldade, acabarão por forçar a humanidade a tomar medidas drásticas. Se não fizermos nada, a nossa resistência e oposição á Natureza nos levará à aflição, guerras, devastação e obliteração. Em algum momento, vamos reavaliar nossas chances de sobrevivência e chegar à conclusão de que temos que nos unir e alcançar o quarto nível de desenvolvimento: o  nível Humano.

Da “Discussão sobre Educação Integral” #12, 16/12/11

A Aterissagem Final do Ego

Dr. Michael LaitmanDe certa forma, nós sempre soubemos o que fazer e para onde ir. A Natureza sempre nos empurrou por trás: nós queríamos evoluir, fazer mais e expandir, desenvolver a ciência e a tecnologia – tudo que podíamos.

Hoje, nós não queremos nada. Nós estamos paralisados, calados. O nosso ego, que ao longo da história era a força motriz da humanidade, deixou de funcionar. Ele não evoca nenhum desejo ou impulso em nós, não nos empurra para frente. Nós já passamos por muitas mudanças na sociedade, nos desenvolvemos, construímos, criamos e fizemos revoluções. A humanidade sempre tentou fazer algo, avançar. Nós estávamos buscando.

Atualmente não há busca. Não existe um paradigma de pensamento, nenhum plano claro e preciso do que queremos e em que direção nos desenvolver. Isto é o que caracteriza o nosso tempo.

O principal problema é que isso se aplica a todos. Nunca houve algo assim na história. Todos os países e continentes: Oceania, Ásia, América do Norte e América do Sul, Europa, Extremo Oriente, Japão, China e África, todos se desenvolveram a sua própria maneira, em seu próprio ritmo e não eram dependentes um do outro.

De repente, nos tornamos tão dependentes que este problema tornou-se global. Nós nos encontramos num mundo onde tudo está conectado. Nós não queremos isso, mas a conexão mútua é tão forte que se manifesta diariamente e afeta virtualmente cada um de nós. Se alguma coisa acontece em algum lugar do mundo, é sem dúvida imediatamente refletida em nós. Vemos o que está acontecendo nos mercados de ações em Nova York, Tóquio, Alemanha, ou Frankfurt, o que está acontecendo com o óleo ou metais… Se há um terremoto, um furacão ou um vulcão que explode em algum lugar, isso é refletido em todos. Nós estamos num mundo em transformação que sequer podemos imaginar o que fazer a seguir.

Se traçarmos um gráfico simples do desenvolvimento do ego num eixo de tempo, veremos que estávamos acostumados a nos desenvolver mais ou menos uniformemente. Somente no século XX é que o nosso ego cresceu muito rapidamente. Fizemos um grande avanço em todos os aspectos da vida: na tecnologia, educação e formação, desenvolvendo terras e conquistando o espaço. De repente nos encontramos numa “aterrissagem”. Nós atingimos o máximo do nosso ego, e isso não nos empurra a lugar algum. Chegamos a este estado no final do século passado.

Este é um problema muito sério, que grandes homens e grandes mentes estão lidando. Mas hoje nós estamos começando a pesquisar e entender, começando a perceber o que aconteceu.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

Por Que Estudar O Passado?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O curso da evolução do egoísmo humano pode ser estudado através do exemplo das quatro fases do desenvolvimento da natureza. Será que nós devemos estudar outros assuntos neste contexto evolutivo?

Resposta: Não, do ponto de vista do desenvolvimento do egoísmo, a evolução e a história são formas históricas que se acumulam gradualmente e mudam graças ao egoísmo, e o fazem de repente, por um salto. Qualquer tipo de atividade social, inter-relações, engenharia ou tecnologia, é substituído dentro de alguns anos ou décadas por outro tipo, desde que um force o outro.

As relações sociais mudam e, assim, o correio, telégrafo, telefone, notários, a interação parlamentar, etc., emergem. Isto é, tudo muda em todos os níveis, em toda a dimensão das inter-relações humanas.

Nós não estamos simplesmente estudando história, mas o desenvolvimento social, político, econômico, público e tecnológico, bem como instrumentos de trabalho e produção, e agricultura. Isso porque a agricultura determina a migração, que determina a demografia, que determina outra coisa. Tudo está em tudo, tudo está tão interconectado!

Também está conectada a isso a idade glacial, a idade glacial menor, o período de vegetação, e assim por diante. Nós conectamos a ecologia com isso, incluindo o clima. Nós vemos que tudo isso é um sistema completo.

Pergunta: Por que precisamos sentir essas fases?

Resposta: Se a pessoa não souber o que aconteceu ontem, amanhã ela não conseguirá pensar corretamente. Ela precisa ver todo o enorme sistema que sempre se moveu e que nos trouxe até o nosso estado atual. Apesar de continuar movendo os nossos estados inanimados, vegetais e animais, ele nos deixa o quarto nível de desenvolvimento como o livre-arbítrio, porque devemos concluí-lo nós mesmos.

Acontece que a pessoa já consegue fazer algumas aproximações e ver que estaremos avançando. No entanto, se ela não acrescentar a sua participação pessoal, exercendo seu livre arbítrio, interagindo com os outros corretamente, e se reestruturar voluntariamente e com a sociedade com antecedência, antes de receber golpes por trás, seus componentes inanimado, vegetal e animal a empurram para frente com rigor e provocam ações correspondentes dentro dela. Estas podem ser terríveis doenças, terremotos, agitações de revoluções, e assim por diante.

Nós não temos uma visão clara deste processo, à medida que o material empírico necessário ainda não se acumulou. No entanto, nós podemos fazer uma aproximação em relação a que tipos de golpes nós passaremos que nos empurrarão por trás, “em direção à felicidade pela vara”, por assim dizer, se nós não a impedirmos através da nossa unificação, com a participação mútua e aspiração à harmonia e união.

É por isso que é muito importante estudar o passado.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 12, 16/12/11

Não Um Passo, Mas De Pernas Para O Ar

Dr. Michael LaitmanO grupo deve dar um bom exemplo a todos. Ele está praticando o que gostaríamos de ser, como uma criança que brinca de ser adulto porque sonha em ser um adulto.

Em nossa vida cotidiana, quando nós avançamos instintivamente pela evolução, a natureza nos força a avançar, empurrando-nos por trás através dos sofrimentos e puxando-nos pela frente com prazeres, mostrando-nos exemplos do ambiente, evocando o nosso orgulho, a nossa paixão, nosso desejo de controlar e outros prazeres, fazendo-nos ansiar a crescer e conseguir mais.

É assim como a natureza avança nos níveis inanimado, vegetal e animal, mas o homem, que é a criatura mais desenvolvida na Terra, avança mais do que todos os outros níveis. Para ele, não basta nascer e adquirir a forma de um adulto num par de semanas como um animal o faz. Ele tem que assumir uma nova forma a cada geração. A Natureza cuida disso e o avança.

Mas quando ele tem que crescer, como ser humano, numa forma que já é diferente em relação aos níveis inanimado, vegetal e animal, tudo se torna diferente. Nós não vemos essa diferença, porque nos relacionamos com o corpo humano como a um corpo bestial; nós prestamos atenção no rosto do amigo, na maneira como ele se comporta no mundo corpóreo, e em seu caráter. Nós não entendemos que o seu componente espiritual é totalmente separado do corpo e não pertence a ele.

Nós precisamos desse corpo a fim de atingir a espiritualidade com ele, atingir os atributos através dele, que nos permitem conectar internamente com os amigos. Mas, na verdade, a forma espiritual é totalmente diferente da forma corpórea, como dois níveis diferentes. Assim como em nosso mundo há uma diferença absoluta entre uma pedra inanimada, o vegetal e o animal, o nível humano também é cortado por uma fronteira chamada Machsom, que nos separa do nível animal. Nós só podemos nos elevar ao nível humano por impulsos que nós mesmos projetamos. Esses impulsos são chamados de “importância da meta espiritual”, que é o oposto do nosso nível corporal.

Esta oposição realmente existe entre todos os níveis do inanimado, vegetal e animal. Nós devemos entender que no processo de evolução é impossível se manter no estado atual. Então, você começa a consolidar seus poderes, a fim de sair do seu estado atual e passar para o próximo estado, que é mais avançado.

A mesma coisa acontece em nosso desenvolvimento. A Natureza nos leva a este ponto quando sentimos a necessidade do desenvolvimento espiritual. Quando sentimos o ponto no coração dentro de nós, nós chegamos ao grupo. Mas depois nós temos que encontrar a força para o nosso desenvolvimento por nós mesmos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/12, Escritos do Rabash

O Começo De Todos Os Começos

Pergunta: Qual é o quinto ou estágio zero do desenvolvimento evolutivo?

Dr. Michael LaitmanResposta: Nós vemos que todas as leis da natureza são originárias de uma única lei do sistema fechado, e assim assumimos que o estágio zero do desenvolvimento evolutivo é o que existia antes do Big Bang ou durante o Big Bang como o Pensamento da Criação.

Pergunta: Ou seja, tudo o que acontece conosco é um determinado programa que está sendo realizado agora?
Resposta: Se ao estudar o ambiente e nós mesmos, nós descobrimos relações, lógica, e certas leis, isso sugere que nós existimos dentro de um sistema de leis e interações. Se nós não conseguirmos ver algumas delas, ou vemos e não podemos conectá-las, este é o nosso problema.

Porém, a cada dia nós descobrimos dependências mais abrangentes, ricas e interconectadas.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 12, 16/12/11

Quando Surge A Tranquilidade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: As transições anteriores do desenvolvimento humano, por exemplo, do nível vegetal ao animal, também foram acompanhadas por crises e sofrimentos?

Resposta: As transições anteriores foram mais suaves, mais prolongadas. O primeiro período (inanimado) foi o mais longo, porque a quantidade de natureza inanimada é muito maior do que a vegetal.

Há um tipo de projeção de um nível da natureza para o próximo, mas ela retém as suas proporções. É por isso que o nível inanimado do desenvolvimento humano durou dezenas de milhares de anos, o vegetal durou milhares de anos e o animal durou centenas de anos, talvez cinco séculos ou até menos. Nosso período deverá ser superior em apenas algumas décadas.

A Natureza dirige todas as suas partes desde o Big Bang, que começou tudo, até o repouso absoluto, a plena correspondência com o outro. Esta tranquilidade ocorrerá quando o homem alcançar seu nível mais elevado e concluir toda a imagem integral.

Nós não estamos falando de estrelas, galáxias, e assim por diante. Isso não importa. O que importa é que no nível mais elevado, o homem estará completamente fechado em seu interior, incluindo tudo dentro de si. Este é a exigência da natureza. Sua lei mais importante é a lei do equilíbrio de todas as suas partes. Qualquer ação tende ao equilíbrio, para gastar a menor quantidade de energia, a mínima entropia, distúrbio mínimo.

Aqui nós encontramos o homem, que causa o maior transtorno. Ele é o único elemento da natureza que tem livre-arbítrio. Isso significa que devido ao livre arbítrio ele deve entender que precisa disso apenas para alcançar o equilíbrio, a harmonia com a natureza.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 12, 16/12/11

Os Quatro Estágios Do Desenvolvimento Humano

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podem ser caracterizados os níveis inanimado, vegetal e animal do desenvolvimento humano?

Resposta: O nível inanimado é o período em que a pessoa tem um egoísmo muito pequeno que ainda não a desperta para se conectar com os outros. Ela existe passivamente na natureza, sem mudar praticamente nada em torno de si, apenas trabalhando a terra um pouco com as mãos e ferramentas primitivas (na verdade, mesmo isso ainda não existe) e conseguindo comida para si mesma. Este é o nível do desenvolvimento inanimado, ou seja, que ela não se aperfeiçoa e permanece no mesmo nível o tempo todo; ela ainda não está crescendo, como o próximo nível.

O nível vegetal é caracterizado pelo fato de que a pessoa já está “crescendo”, mas, como dizemos, “ela ainda é uma planta”. Isso significa que ela ainda não tem movimento, não é capaz de grandes realizações ou de várias transformações. Ela organiza o espaço em torno de si, mas como uma planta que espalha suas raízes e absorve um pouco de tudo. Ela conquista algo, mas de uma forma muito limitada já que seu egoísmo, sua capacidade não está deixando-a “engolir” o que conquistou. É por isso que não faz sentido arriscar, esforçar-se e sofrer.

O nível animal é, antes de tudo, o desenvolvimento da tecnologia, isto é, o que está fora do homem. Nós começamos a desenvolver instrumentos que nos ajudam a conquistar o mundo até o espaço. Esta etapa começou na Idade Média com a invenção das máquinas de impressão e outras novidades.

Na verdade, a Idade Média não é um simples nível de desenvolvimento. Ela foi um período agitado concebido de forma um tanto interna. No entanto, quando se estuda o processo de evolução nós entendemos que, naquela época, processos de concepção muito interessantes, poderosos, embora ocultos, da fase seguinte estavam ocorrendo.

Deve-se ressaltar que isso não foi observado nas fases anteriores, porque há muito pouca diferença entre a terra e uma planta, e sua conexão é muito forte. Elas contêm uma a outra, elas transformam uma na outra, e assim por diante. Enquanto que há uma enorme diferença entre o vegetal e os estados animais: no livre-arbítrio, movimento, espaço pessoal, conquista do espaço, e assim por diante.

O desenvolvimento humano interno continua de acordo com isso. As pessoas literalmente correram para conquistar a natureza e as áreas, e para descobrir novas terras. Tudo mudou: trabalhar a terra, a agricultura, as ocupações, as cidades, a divisão das pessoas em grupos e clãs, e assim por diante. Então, o movimento por um parlamento começou, por liberdade, e assim por diante. A humanidade tornou-se mais ativa em todos os níveis relativos a estados passados, e esta atividade tem crescido cada vez mais.

Durante o último século, ela alcançou a união. Nós chegamos à integração, à interação egoísta. Isto se tornou o pressuposto para a concepção do novo nível, que começou a se manifestar em meados do século XX. O Clube de Roma, o acadêmico Vernadsky na Rússia, e várias organizações internacionais começaram a notar que um nível holístico da natureza está sendo revelado e que influencia a sociedade nesse sentido. Se não o seguirmos, vamos sofrer com o desequilíbrio com a natureza.

Naquela época, muitas pessoas começaram a escrever e falar sobre isso. Cada uma em seu nível: no nível da biologia, sociologia, ciência política, mineralogia, desenvolvimento social, ou mesmo no desenvolvimento econômico e financeiro (economia e finanças são duas funções diferentes do homem). Tudo isso vem se acumulando gradualmente e levou ao surgimento de pré-requisitos para passar ao próximo nível. No entanto, o surgimento desses pré-requisitos, como qualquer movimento no desenvolvimento, inicia-se com pequenas revoltas que estão em constante crescimento até atingirem estados onde é impossível parar, permanecer no estado anterior, e, em seguida, um novo estado nasce em um salto.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 12, 16/12/11

Na Virada Da Evolução

Dr. Michael LaitmanNós mudamos de geração em geração no processo de evolução, e após milhares de anos do nosso desenvolvimento, chegamos a um estado especial onde existimos nesta terra como uma sociedade global e integral, comandando conhecimento e capacidade. No processo do nosso desenvolvimento, nós recebemos força, intelecto e habilidade de perceber e sentir muitas coisas, tudo o que não tínhamos antes.

Sejam quais forem as formas, embora desagradáveis, que possamos assumir durante todos os estados que experimentamos, elas nos levam a alguns estados perfeitos no final do caminho. Nós não vemos seu fim, uma vez que ainda estamos no processo de desenvolvimento, mas vamos esperar que em breve consigamos sentir esses estados.

Nós precisamos aprender a fazer o que precisa ser feito em determinado momento, a fim de assegurar um processo fácil e confortável de desenvolvimento para nós, que nos levará a uma vida futura brilhante, segura, próspera e feliz.

À medida que passamos por vários estados no processo do nosso desenvolvimento, vemos que não somos realmente capazes de controlá-los. Certamente, nós tentamos tornar nossa vida mais confortável, mudamos a sociedade, a estrutura familiar, o sistema de formação e as nossas relações mútuas, enquanto tentamos o tempo todo alcançar um estado melhor, mais confortável. Nós nos esforçamos exatamente para isso, já que somos apenas o “desejo de receber prazer da vida”, e tentamos ao máximo obter estes prazeres. Este processo acontece de forma gradual, e a cada vez nós utilizamos os meios disponíveis no momento.

Sempre que nós queremos mudar a nossa vida, nos inclinamos sobre as realizações científicas. Nós estudamos para ver o que podemos extrair da natureza, e acima de tudo, de que forma podemos imitá-la a fim de organizar a nossa vida; quais as leis da natureza que podem ser usadas para proteger a nós mesmos. Por exemplo, é útil para nós saber a previsão do tempo: que condições nos aguardam em cada estação. Nós precisamos estudar a natureza do homem a fim de termos saúde, medicamentos, desenvolver tecnologias que tornam o trabalho de limpeza mais fácil, como máquinas de lavar, processadores de alimentos e outros aparelhos domésticos.

Em outras palavras, acima de tudo, nós nos preocupamos em garantir condições confortáveis ​​para a nossa existência. Ao mesmo tempo, tentamos evitar o sofrimento o máximo possível, tanto o sofrimento particular de pequeno porte, como o sofrimento grande e global, e com isso, procuramos ter prazer em cada estado. Essa é a natureza do homem, e todos os nossos esforços estão direcionados no sentido de satisfazer as nossas necessidades naturais.

Nós nos desenvolvemos através da influência de impulsos internos. Em cada momento, em qualquer fase de desenvolvimento, um novo desejo surge em cada um de nós e nós nos esforçamos para satisfazê-lo. Se olharmos para nós mesmos de fora, veremos que nos comportamos como criancinhas na quais os desejos mudam a cada minuto. Agora eu quero comer, agora beber, depois dormir e depois assistir algum programa interessante na TV. Acima disso, eu também sou obrigado a trabalhar…

Em outras palavras, estou constantemente me desenvolvendo sob a influência de algumas forças. Uma delas me empurra por trás: eu tenho que trabalhar e preparar as necessidades da vida para mim; afinal, nada acontece por um toque de varinha mágica, e o prazer que eu desejo não é chega a mim por conta própria. Isso só acontece no paraíso, não na vida real.

Aqui, em primeiro lugar, surge a pergunta: De onde é que vêm os nossos desejos? Parte deles é determinado pela fisiologia do nosso corpo, que em certos momentos deve se encher de alimentos, descansar e dormir. E, no meio, ele deseja se deliciar com algo interessante.

Nós dividimos todos os nossos desejos em desejos por comida, sexo e família. Esta é uma base sem a qual não podemos existir, assim como qualquer outra parte do mundo animal. Além desta vida animal, nós desejamos ter interesses dignos de um ser humano. E isso inclui dinheiro, poder, honra, conhecimento, cultura, educação, religião, e muitas outras coisas semelhantes, que nós mesmos desenvolvemos e precisamos, não menos do que comida, sexo e família. Às vezes, nós estamos prontos a sacrificar a comida, sexo, família, apenas para receber uma educação melhor, para fazer descobertas científicas, para enriquecer nossa vida cultural. Há pessoas que estão dispostas a literalmente se sacrificar, a fim de se tornar ricas, para alcançar a fama ou ganhar poder. Então, o alimento, sexo e família não são tão importantes para elas; elas mal prestam atenção nisso, apenas o suficiente para alcançar o que desejam.

Todos estes desejos são misturados no interior de cada um de nós, e todo mundo tenta realizá-los de acordo com suas possibilidades. Mas há um conjunto completo deles em qualquer pessoa, e os meios através dos quais ela está pronta para realizá-los depende da educação da pessoa e do ambiente.