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A Única Religião É A Revelação Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ao longo da história, muitas pessoas têm feito coisas terríveis em nome de Deus, e a pergunta é: foi a imoralidade delas que fez isso, ou foi uma interpretação correta de escrituras imorais que ordenou isso?

Invariavelmente, porém, apesar de serem completamente alheias à pergunta, as pessoas apontarão para os terríveis ateus ao longo da história, como Stalin, Pol Pot e Mao. E, erroneamente, Hitler.

Hitler certamente não gostava do Catolicismo, e certamente arremessou padres e católicos nos campos de concentração. Ele tentou várias vezes impor o seu tipo de Cristianismo no país durante seu regime, ele pensou em si mesmo como fazendo a obra de Deus (de acordo com o Mein Kampf e vários discursos), seus soldados tinham que fazer um juramento de fidelidade a Deus e muitos exibiam a frase “Gott Mit Uns” (Deus conosco) com destaque em seus uniformes. Seu regime até proibiu livros que “menosprezavam” a fé ou Deus, ou que defendiam o Darwinismo.

A pergunta é: Existem elementos fundamentais do Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, que resultam em tais eventos, mesmo (ou especialmente) quando corretamente aplicados?

Resposta: De acordo com a Cabalá, a única religião no mundo é a revelação direta do Criador a todas as pessoas no mundo como a única força controladora. Nós podemos revelar a força única em sua manifestação material. Esta matéria é nós mesmos.

Se nós tentamos nos transformar, do egoísmo para a doação e o amor, então, de acordo com a lei de equivalência de forma, a força superior da natureza é revelada, a qual é chamada de “Boreh“, das palavras”Bo” ou venha (alcance) e “Reh” ou veja (descubra). Tudo o resto são invenções humanas. Assim, há tantas delas, e elas não se baseiam em um estudo do mundo ou da natureza.

Chegou A Hora De Completar A Nossa História

Dr. Michael LaitmanAté agora, a humanidade ainda não escreveu sua própria história; pelo contrário, encaixa-se nela. Hoje, no entanto, no nosso novo estágio de desenvolvimento, nós seremos os únicos a completar a nossa história. Esta oportunidade está sendo dada a nós pela primeira vez depois de milhares de anos de infância.

Durante todo o curso da história, o homem desenvolveu-se sob o domínio do egoísmo, do crescimento constante que automaticamente nos obrigou a procurar os meios e maneiras de satisfazer os nossos desejos. Desta forma, a natureza dirigiu o nosso movimento, basicamente despindo-nos do livre arbítrio. O homem não mudou a si mesmo conscientemente; pelo contrário, a natureza mudou-o segundo seu programa.

Do nosso ponto de vista, parecia que mudávamos o ambiente de acordo com os nossos pedidos sempre que necessário, mas agora chegou a hora do homem mudar e corresponder à natureza. Os cientistas estão começando a concordar com isso.

Em geral, o que é “natureza”, que tentamos conquistar por tanto tempo e em vão?

Quando uma mãe deixa a creche, deixando seu filho brincando com seus brinquedos, será que o bebê sente-se livre? Sim. Ele realmente gosta do seu tempo sozinho e não entende que ela está olhando para ele com olhos atentos e amorosos. Ele sente que está livre.

É assim que a “natureza”, o sistema de governo onde existimos, também se oculta de nós. Ela gera a nossa sensação de liberdade, embora na realidade a liberdade simplesmente não exista. Esta ilusão foi especificamente planejada pela evolução, para que pudéssemos nos desenvolver livremente em nosso egoísmo, usar e seguir os nossos desejos, tanto quanto a nossa natureza, qualidades e possibilidades permitissem.

E nós achávamos que isso era bom, que podíamos e devíamos nos desenvolver desta forma. As relações sociais e as tecnologias mudaram, nós estamos constantemente mudando as coisas, correndo para algum lugar seguindo o comando de nossa essência, de nossos crescentes desejos egoístas. Ao mesmo tempo, desejávamos um poder ainda maior sobre a natureza. O homem não pensava no que estava fazendo; ele simplesmente agia em seus desejos.

Quando a natureza nos dá certos desejos, só podemos trabalhar dentro de seus limites. Não podemos ir mais longe. Comida, sexo, família, conhecimento, fama, dinheiro e poder, cada pessoa tem sua própria combinação desses desejos e percebe-os em conformidade. A natureza nos move gradualmente desde dentro, “por trás”. Os impulsos que despertam em nós, em combinação com o ambiente, determinam tudo.

Basicamente, eu represento um mecanismo administrativo. Os desejos despertam dentro de mim, certas circunstâncias acontecem, mas eu estou limitado pela minha moral, minha capacidade física e mental, bem como pelas normas do meu ambiente, e as leis comuns de caráter global. No final, eu apenas tento perceber os meus desejos, tanto quanto possível, sob condições que não foram criadas por mim. Assim, verifica-se que eu não sou mais do que um mecanismo administrativo. Os desejos e as condições são pré-determinados, e tudo isso me empurra para a auto-realização.

Este foi o nosso caminho: os erros do homem, suas ações boas e más, tudo isso era necessário e inevitável ​​nas fases anteriores do desenvolvimento até a época atual. Contra a sua vontade, o homem recebeu qualidades inatas e encontrou-se em um ambiente particular, sem uma escolha.

Ainda assim, ele não pensa que tudo isso foi pré-determinado. Como uma criança, ele estava simplesmente brincando e se sentindo livre, devido à ausência de sua mãe, embora ela simplesmente tenha fugido de seu campo de visão.

Da Discussão sobre um Novo Livro 18/07/11

Na Zona De Escolha

Dr. Michael LaitmanNo passado, o egoísmo estimulou-nos por trás e pelos lados, sempre deixando livre o caminho à frente. No entanto, hoje as barreiras não estão surgindo pelos lados, mas na frente de nós. É como se uma parede se erguesse diante de nós, deixando-nos sem lugar para correr, não podemos fazer nada.

Este estado está se tornando cada vez mais evidente: eu realmente não quero nada, eu não sinto que possa continuar a crescer no meu egoísmo. Ele é incapaz de me dar respostas para as perguntas que surgem em mim hoje. Eu superei as fases anteriores e entrei no nível seguinte das perguntas, o nível da vida adulta e das novas necessidades.

Comida, sexo, família – tudo isso está se decompondo, tomando formas estranhas e “mutantes”. Riqueza, fama e conhecimento também não parecem me prometer muito.

A ciência está em crise e não responde às minhas perguntas, mesmo que há 50 – 60 anos parecia que ela nos daria respostas para tudo.

O poder tornou-se insignificante aos nossos olhos: nós vemos que seu único objetivo é o dinheiro. E o dinheiro… Será que realmente vale a pena desperdiçar sua vida inteira nisso? Minhas perguntas já superaram qualquer quantidade de zeros que a conta bancária possa mostrar.

Quando uma pessoa perde o “combustível” necessário, surge o vazio dentro dela e ela se vê perguntando: “Para que vale a pena viver? Para mim? Mas me falta a satisfação. Para os meus filhos? Mas, quando eles ficarem mais velhos, eles sairão do ninho. Além disso, por que criá-los? Que futuro brilhante eles têm pela frente? A desintegração das famílias e uma sociedade em decomposição?”. A pessoa não se sente ligada a nada e não tem esperança de nada. Esse é o tipo de impasse para onde nossas perguntas nos levaram.

Mas há também uma razão completamente diferente para o estado de falta de perspectiva: nós estamos esgotando os recursos naturais. Hoje, já está claro que o progresso humano não será infinito, tanto do ponto de vista de nossas exigências quanto do ponto de vista da nossa existência como um todo. Se continuarmos desperdiçando os recursos naturais no ritmo atual, muito em breve não teremos quaisquer matérias-primas, até mesmo para os produtos essencialmente necessários.

Noventa por cento do que produzimos hoje é composto de petróleo, seja energia, materiais plásticos, e assim por diante. Quando as reservas de petróleo acabarem, nós ficaremos sem nada. Ainda assim, nós continuamos esbanjando.

Assim, por um lado a natureza coloca uma barreira diante de nós sob a forma de ecologia, clima e recursos, e por outro lado o egoísmo não nos empurra mais para a frente. Ele faz perguntas que não podemos encontrar respostas aqui, no nosso mundo, nessa pequena sala para crianças, onde até agora nos divertimos muito brincando.

Hoje, a situação já se assemelha a um suicídio: nós estamos usando irracionalmente até os últimos recursos restantes.

Nós temos que entender que por causa disso, nos encontramos na zona de escolha. Este é o lugar onde emerge o livre arbítrio, a liberdade para começarmos a entender o programa do nosso desenvolvimento: “Para que nós servimos? Por que estamos aqui? Para quê?”. E junto conosco, o resto do mundo. Agora é exatamente a hora de resolvermos este desafio. Caso contrário, a humanidade vai se deparar com um impasse realmente desesperador.

Na realidade, a essência do problema não é a crise financeira, a crise de tecnologia, ou a crise familiar. Nós estamos numa crise com nós mesmos. Nós devemos entender quem somos e para que estamos aqui, tanto do ponto de vista da natureza, que nos obriga a isso, quanto do nosso próprio ponto de vista. Só então seremos capazes de arrumar as coisas dentro de nós e no mundo.

De uma conversa sobre um novo livro 18/07/1

Um Apelo Para Corrigir o Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, escrito no século II da E.C. pelo rabino Shimon e os seus estudantes, é destinado à correcção espiritual da humanidade. Neste livro, os autores revelam um sistema de controlo do universo, mas ele fizeram-no com grandes cautelas.

O livro está escrito num certo estilo para que possa ser percebido apenas por aqueles que estão na realização espiritual e que penetram no significado interno das palavras. Outros perceberam O Zohar como um livro sobre vários milagres ou como uma narrativa histórica.

A revelação inicial d’O Livro do Zohar no século X da E.C. produziu muitas consequências negativas, que são sentidas até hoje. A humanidade não entendeu este livro porque não estava preparada para o seu surgimento. As pessoas decidiram que ele falava de milagres e misticismo, e começaram a usá-lo para produzir amuletos, venenos, antídotos, e por aí fora.

Por outro lado, a disseminação d’O Livro do Zohar teve um papel positivo, acelerando o desenvolvimento interno da humanidade. A força oculta neste livro deu um impulso poderoso para colocar em marcha o desenvolvimento tecnológico e social, finalmente levando a nossa geração para a necessidade de se livrar do egoísmo.

Hoje, quando a interdependência global se revela no mundo, O Livro do Zohar se destina a ajudar a humanidade a adaptar-se ao novo sistema e a perceber a essência da sua existência. O sucesso deste processo depende da disseminação da elevada sabedoria nas massas.

As acções actuais dos Cabalistas para unir “empurram” o método de correcção pelo mundo. Uma Luz enorme emana de nós, muito embora ainda não sintamos isto sequer por nós próprios. O mundo começa a ver, sentir, e perceber em que tipo de estado está. Muitos cientistas já têm escrito acerca da necessidade de mudar a natureza humana, mas não sabem como fazer isto.

Assim, a nossa tarefa é a disseminar o método de correcção espiritual ao mundo. O artigo do Baal HaSulam, “O Chifre do Messias” (no sentido de um apelo à correcção) fala desta missão. Sem obter o conhecimento básico sobre o objectivo da sua existência, a humanidade cairá no desespero e está em risco de fazer muitos erros graves, mesmo ao ponto de deixar que outra guerra mundial comece.

A disseminação do método de correcção nas massas é chamada de “chifre” (Shofar) porque é semelhante ao som de um chifre de carneiro, que expande a grandes distâncias. O estudo correcto e a adaptação da Cabalá, o tipo de trabalho correcto com os amigos no grupo produz uma Luz especial, chamada “o profeta Elias”. Esta é uma força que nos revela os segredos do universo. Sob a sua influência, o mundo superior começa a vir, a emergir do véu da ocultação. Está escrito, “Elias virá e resolverá todas as questões e problemas”, isto é, esta força abrirá os nossos olhos para a verdadeira imagem da existência.

A revelação da Cabalá nas massas é uma condição preliminar e necessária da ascensão total do nível egoísta ao nível de doação e amor. Portanto, no nosso tempo a oportunidade emergiu para criar um comentário completo ao Livro do Zohar, com cuja ajuda nós atraímos a Luz superior e percebemos o método da correcção espiritual da humanidade.

Da Lição Virtual em 31/07/11

Poderia Ser Que O Faraó Fosse Um Judeu?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu fiquei chocado com a sua afirmação de que os judeus americanos são contra Israel e sua existência como nação. No que se baseiam as suas palavras?

Resposta: Há um efeito puramente psicológico: quando uma pessoa vive em um determinado ambiente, ela quer justificar sua existência nele. Mas se ela tem um ambiente adicional, isso significa que ela não é totalmente fiel àquele na qual ela existe e, portanto, o ambiente a percebe como “não um de nós”.

Por exemplo, isso é evidente na reação das pessoas em relação ao caso Pollard, e no meu contato com muitos judeus americanos. Eles são muito críticos de Israel, porque seria mais confortável para eles se fosse diferente, mais atraente para os americanos. A opinião predominante entre eles é, “Israel não está agindo certo!”. Sem mencionar seu amor e apoio de Obama … E o que dizer de seus conselheiros judeus, que se incomodam com a própria existência de Israel no contexto de seus planos globais…

De modo geral, eu sugiro que você olhe para a história, a forma como a América se fechou à emigração dos judeus europeus, indiretamente enviando-os para as câmaras de gás. No entanto, o presidente Roosevelt era conhecido como “Presidente Rosenfeld” por causa do grande número de judeus em sua administração, e Bernard Baruch, financista e conselheiro de Roosevelt, era conhecido como o “presidente não-oficial”.

Um tempo atrás houve um documentário sobre a história da televisão, chamado “O Presidente dos Judeus”, que mostrou um conflito completo entre Bernard Baruch, do Departamento de Estado, e os judeus no Departamento do Tesouro e nos tribunais. Finalmente, o Departamento de Estado criou obstáculos burocráticos adicionais, tais como a exigência de apresentar um certificado de bom comportamento da polícia alemã.

Veja também: American refugee policy and European Jewry, 1933-1945, Richard Breitman, Alan M. Kraut, 1987

Página 102: O chamado “plano Baruch” propôs a criação de uma comunidade para a confissão de refugiados nos EUA.

Página 233: Baruch aparentemente planejou assentar os judeus (organizar colônias judaicas) em alguns territórios selvagens e abandonados, em vez da Palestina.

Uma Discrepância Sistemática

Nunca estivemos na situação que estamos hoje. Nós nunca enfrentamos uma discrepância entre os dois sistemas. Hoje todos nós, juntos, constituímos um sistema comum e integral (“Nós”), mas é egoísta. E, ao mesmo tempo, estamos dentro do sistema natural, que é permeado por doação e amor. A diferença ou falha entre estes dois sistemas é o que cria a sensação de uma crise.

Essa diferença continua a crescer porque estamos desenvolvendo-a no nosso egoísmo, enquanto o sistema superior está chegando perto de nós. Em particular, a crise está sendo expressa, precisamente devido à revelação da natureza.

No passado, ampliamos o nosso sistema ao longo da história, até chegar hoje. Integralidade e interligação. No entanto, cada pessoa continua a operar dentro dos seus interesses estreitos, mesmo que ela não possa mais esconder a fusão mundial e é totalmente dependente das outras. [Leia mais →]

A Fruta Amadureceu

Por que precisamos da ciência da Cabalá? Qual a necessidade disso?

Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. Nós vemos a “imagem” deste mundo, vivemos nele, e organizamos nossas vidas nele. Nós desenvolvemos as ciências, a fim de atingi-lo. Temos mente suficiente e sensação para isso. Nós estudamos o mundo e nos acomodamos a ele tempos alegres e difíceis. Então, por que precisamos da ciência da Cabalá, mesmo se não for fantasias ou mentiras? É para saber quantos anjos existem no céu? Ou se familiarizar com a força superior, o mundo superior? …. Talvez seja hora de ir visitar um médico?

 

Não entendemos por que precisamos disso. Mesmo as pessoas que admitem que a Cabalá fala sobre o mundo espiritual ainda não sentem uma necessidade para ela. Algumas pessoas tem um pouco de medo dela, alguns sentem repulsa por ela e estão negativamente dispostas a isso. Há uma abundância de obstáculos. E ninguém os coloca lá deliberadamente. É que é assim que somos construídos, esta é a nossa natureza. Erguemos os obstáculos no caminho nós mesmos: nós negligenciamos, não desejamos, e rejeitamos. Afinal de contas, somos movidos pelo desejo egoísta, que está longe do mundo espiritual e oposto a ele.

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Viver Para Escapar À Pergunta Sobre O Significado

Dr. Michael LaitmanEstamos em uma realidade onde nós nos temos desenvolvido ao longo de milhares de anos. No principio, éramos selvagens, sem saber para quê, como e por que – animais de verdade. Então começamos a ter relações humanas com os outros, formamos uma sociedade, e começamos a desenvolver tecnologia.

Assim, gradualmente, através de todos esses eventos, nós estamos descobrindo um processo que foi pré-orientado desde o início. Novas facetas do desejo sempre foram reveladas na humanidade, empurrando-nos de forma contínua para um novo rumo em nosso desenvolvimento, a fim de nos satisfazer. Entretanto, uma vez que alcançamos um estado específico, um determinado nível de desenvolvimento, começamos a ter desejos que não poderão ser realizados em nosso mundo.

De repente, o homem está contemplando coisas que não pode encontrar aqui. Comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento, em diferentes variações e combinações – esta é toda a seleção. Pareceria: O que mais pode haver? No entanto, num dia de sol o homem começa a ter novos questionamentos: sobre a sua raiz e a razão de existência. De repente, ele percebe que cada objeto tem um motivo, um processo, e um resultado – um começo, desenvolvimento e fim. Aparentemente, eu não sou uma exceção?

Esta pergunta não pertence mais ao nível animal, mas ao nível humano em nós. Até que ela apareça, as criaturas que têm a forma de seres humanos não perguntam sobre a vida, ou se elas fizeram perguntas sobre isso, elas ficaram satisfeitas com diferentes métodos de auto-apaziguamento. Mas estamos falando da pessoa que deseja saber, “O que sou? Por que estou aqui? De onde vim e para onde vou?”. Portanto, como ela pode receber respostas para suas perguntas?

Primeiro ela tem que descobrir a verdadeira pergunta, porque ela não é simples. Qualquer pessoa pode pedir por ela, mas toda a questão aqui é a profundidade da pergunta, a sua direcção. Afinal, uma pergunta é um vaso, um Kl .

No final a pessoa torna-se completamente confusa. Além disso, pela nossa natureza, nós aspiramos ao auto-apaziguamento, que nós realizamos por meio de todos os tipos de ações, costumes e hábitos. Eu faço algo e me sinto bem. Então, vamos estabelecer costumes que nos ajudam a receber uma compensação psicológica e satisfação. É assim que nos acalmamos, não querendo revelar a nossa pergunta em toda a sua profundidade e usá-la para nos desenvolver, para chegar à verdade. Nós não nos importamos com a verdade, mas com o conforto.

Dito de outra forma, eu não estou feliz com o surgimento dessa nova pergunta ou novo desejo em mim, que me leva a procurar alguma coisa, me obriga a fazer uma análise, e evoca o sofrimento interior. O ideal seria que eu estivesse gostando – porque é assim que eu me desenvolvo, e o desenvolvimento é mais importante do que sensações transitórias. No entanto, porque eu preciso disso se sou capaz de me realizar e supero o meu ardor sem isso? O que eu tenho é suficiente para mim.

E logo depois eu sou vencido pelo cansaço e me irrito com as dificuldades da vida. A velhice está se aproximando e a pessoa concorda com os pequenos em vez dos grandes.

Assim, o nosso problema, e também um grande obstáculo para nós, reside em elevar-nos do nível normal de desenvolvimento para o nível espiritual – o nível humano.

Da 5ª parte da Lição Diária de cabalá 06/07/11, Matan Torah

Uma Questão De Proporção

Dr. Michael LaitmanPergunta: A vida em nosso mundo parece uma dor de cabeça sem fim, com pequenos intervalos para dar tempo à pessoa de se pôr novamente em pé depois do golpe, só para receber o próximo golpe. Essa é a história humana e a vida de uma pessoa em particular. Que tipo de progresso é esse e onde estão os presentes que o Criador dá à criação?

Resposta: Imagine que eu estou em uma galáxia distante onde comtemplo uma extensão infinita de espaço e procuro por algo nesse infinito. Eu acelero na velocidade da luz e lentamente atravesso bilhões de anos luz, aproximando-me da nossa galáxia, do nosso sistema solar, e da nossa terra. Eu aterrizo na superfície da terra, e aqui descubro pessoas.

É difícil imaginar a escala com a qual eu possa comparar proporções tão diferentes. Analogamente, nós não entendemos em que tipo de sistema estamos. Nós sabemos como tirar medidas e como pesquisar em nossa própria escala, de acordo com nossas proporções. Nós comparamos peso com o quanto podemos levantar, distância com o quão longe podemos ver, bom e mal – com o que é bom ou mal para nós. Todo nosso espectro é um pequeno fragmento de uma enorme escala, e nossas distinções são minúsculas.

Porém, agora nós estamos falando do sistema espiritual no qual todo o nosso universo é imperceptivelmente pequeno. Estamos falando de mecanismos que são enormes em relação a suas características qualitativas. Comparado a elas, o nosso mundo está em uma qualidade – um pequeno desejo egoísta que é animado por uma pequena centelha de luz. A matéria desse desejo é criada como “algo do nada” pela Luz que penetrou aqui, delineando uma projeção exata da criação espiritual.

E, agora, desde esse estado, você está discursando sobre o sofrimento de toda a humanidade. É verdade, é assim como nós sentimos. Cada pessoa refuta coisas de acordo com sua própria imperfeição e julga de acordo com o que seus olhos vêem. Mas, o que você pode fazer?  É assim que nós temos que avançar, e nesse momento nós somos incapazes de perceber algo além disso. Existe uma gigantesca lona desemaranhada diante de você, mas você não consegue decifrá-la.

Nós somente somos capazes de entender um pouco o simples fato de que existe uma falta de desejos, uma falta de vasos. As questões abundam: “Podemos modificar uma mudança do Criador? Ele pode criar uma pedra que Ele não possa levantar? Por que Ele nos fez inicialmente imperfeitos?”. Porém, todas essas charadas são inúteis.

Temos que entender um princípio de nossas vidas: nós temos que ir através de estados opostos. Somente através desses opostos, ao reconhecer a superioridade da Luz sobre a escuridão, nós formamos os vasos para uma sensação mais alta, mais elevada. Quando eu adquiro os vasos que estão prontos para ela, o mundo se abrirá para mim. Nada está oculto de mim atrás de um muro de pedras. Eu preciso simplesmente construir os vasos dentro de mim para ver a realidade.

Esse desenvolvimento é necessário e o Criador não pode fazê-lo acontecer antes do tempo. Por quê? Por enquanto, eu não sei por quê. Eu posso fazer algumas conjecturas, mas isso não me dará nada. Eu vou varrer tudo de lado, dizendo: “Eu não acredito nisso! Ele poderia fazer isso!”. E não há outros fatos diante de você.

Todavia existe uma regra: a superioridade da Luz é alcançada a partir da escuridão. Qualquer coisa é avaliada somente a partir do seu oposto. Por isso, nós precisamos passar por esses estados passo a passo, formando os vasos para revelar a realidade em que estamos.

Nós estamos no mundo de Infinito, mas não sentimos. Portanto, desenvolva seus vasos. Você recebeu a oportunidade de desenvolvê-los, ou dito de outra forma, de corrigi-los. Você deliberadamente recebeu desejos quebrados que são opostos aos corrigidos. Para que? Para que assim você cresça e os reúna, entendendo e revelando o mundo.

Não há outra forma de avançar. Mais tarde você irá justificar a criação. O processo lento, de milhares de anos, através dos quais nós sofremos, é a verdade em nossa escala. Porém, na realidade, nós não entendemos em que tipo de proporções nós estamos. Além dessa pequena “sala”, existe todo um mundo lá fora que você jamais viu. Você é como um verme vivendo dentro de um rabanete – esse é o exemplo que o Baal HaSulam dá.

Pergunta: Mas por que esse verme está falando sobre o Doador e Seu amor?

Resposta: Para aspirar a isso, para fazê-lo entender que existe uma meta para a qual vale à pena sair do rabanete. Além disso, não somente você recebe o entendimento disso, mas também os meios para fazer isso. Somos como vermes dentro de um rabanete, mas se cada um de nós começar a empurrar os outros para fora, nós realmente sairemos.

Assim, existe uma solução. Enquanto você estava satisfeito com a vida nesse mundo, ninguém oferecia essa solução você. Mas, agora você está sendo colocado num sistema novo e global, recebendo a solução. 

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/11, “Matan Torah (A Entrga da Torá                )”

A História Acabou

Dr. Michael LaitmanA Cabalá fala sobre o desejo. Não existe tempo, espaço ou movimento, mas apenas um estado de ser. E quanto ao passado e o futuro? E quanto aos mundos espirituais? Eu não os sinto.

Então, existem outros estados de existência além do atual, além do nosso mundo? Eu não sei, porque eu não os experimentei. Eu não tenho sensações ou Reshimot de lá. Eu não posso alcançá-las agora e confirmar sua autenticidade.

Uma pessoa julga tudo pelo que ela vê. Este não é apenas um axioma, mas o resultado do que o desejo sente quando se desenvolveu ao nível do ser, onde é consciente de si mesmo e entende o que sente. Caso contrário, nós nos isolamos da realidade e caímos em fantasias.

Eu não falo sobre a mesmo dimensão mais elevada por mim mesmo. Os Cabalistas, os quais eu confio, me fazlam sobre ela. Eu considero suas palavras verdadeiras quando me dizem que é possível existir em diferentes estados. “Aspire a eles, ascenda até eles”, me dizem os Cabalistas. “Eles são melhores do que o que sinto agora”. Então, eu passo de um estado para o outro em meu desejo ao corrigir e melhorá-lo. Ao revelá-lo como doador, eu revelo novos estados nele.

Na nossa época, toda a humanidade está atravessando este eixo vertical, a fim de ir de baixo para cima. Nós completamos o eixo horizontal da história e não há como continuar nos movendo sobre ele. Daqui para frente, nosso caminho é para cima.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”