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Podemos Permanecer Sem Aflição?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua) “: Mas devido à queda da natureza humana para o nível mais baixo, que é o amor-próprio que rege irrestritamente a raça humana, não havia mais como negociar com eles e persuadi-los a concordar em assumir, mesmo como uma promessa vazia, sair deste mundo limitado para espaços amplos de amor ao próximo. A exceção foi a Nação de Israel, pois eles foram escravizados no selvagem império Egípcio por terríveis quatrocentos anos.

Estes tormentos foram causados pelas tentativas feitas pelos filhos de Israel de subir acima do seu egoísmo (individual e coletivo), a fim de alcançar o estado de amor entre eles. Será que os babilônios realmente seguiriam Abraão se ele tivesse dito a eles exatamente o que iriam sofrer se se juntassem ao seu grupo? No entanto, aos poucos, por falta de esperança, nós chegamos a um estado em que todos nós aspiramos à doação. Nós nos esforçamos em dar, apesar disso ser irracional e ilógico. Nós simplesmente sentimos vontade de dar e pronto, uma vez que estamos sob a influência da Luz. Este desejo é tão grande que não podemos fugir dele. Nós olhamos para os nossos amigos e cada um deles parece perto, querido e amado. Depois disso, é o mundo inteiro que nós consideramos de forma semelhante.

Pergunta: Mesmo assim… Será que eu vou me livrar das aflições no meu caminho?

Resposta: Por todos os meios você vai, mas isso vai acontecer quando seus desejos e planos coincidirem exatamente com os desejos e idéias do Criador. Até agora, eles estão em oposição aos do Criador. Portanto, o que você pode esperar? Todos nós estamos em um estado de constante confronto com Ele.

Ao mesmo tempo, isso não significa que nós temos que nos render e simplesmente esperar o momento em que entramos na espiritualidade. Mesmo agora, com antecedência, nós podemos tomar uma decisão de que a partir de agora veremos o mundo do ponto de vista do Criador, do ângulo da propriedade de doação. Se agirmos dessa forma e se nos acostumarmos com esta abordagem, o mundo vai mudar de repente para um lugar benevolente aos nossos olhos.

Além disso, depois de conseguirmos nos livrar dos obstáculos, nós vamos considerar este mundo como o mundo do infinito. Hoje, nós o vemos geralmente como um lugar corrupto e terrível, mas é assim que atualmente consideramos o infinito. Esta é a maneira que encaramos o infinito… Ao mesmo tempo, nós não queremos que o Criador nos mude, mas sim a “foto” desenhada em nossa imaginação. Então, novamente, é a Luz Superior! Ela não muda! Só as nossas propriedades internas estão sujeitas à mudança.

Vamos voltar à aflição: elas não vão embora imediatamente, uma vez que não estamos “pulando” para o infinito, dando um salto enorme e poderoso. Em vez disso, nós subimos as escadas que, por vezes, estão associadas com condições materiais bastante desagradáveis. No entanto, no outro nível, há um tipo diferente de cálculos que estão interligados com o sistema em geral, não só conosco pessoalmente.

Nós vemos que até mesmo as pessoas justas sofrem, como, por exemplo, o rabino Akiva. No entanto, não podemos tomar o lugar daqueles que já estão em doação.

Quando nós assistimos seus sofrimentos de fora, não entendemos seu mundo interno e sua visão. Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo “Ocultação e Revelação da Face do Criador”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/13, “Arvut (Garantia Mútua)”

Egoístas Unidos Em Grilhões Integrais

Dr. Michael LaitmanNós não podemos influenciar a descoberta das conexões gerais no mundo moderno. Este processo continua enquanto nós fracassamos como peixes numa rede, necessariamente sentindo a nossa maior dependência mútua.

Por outro lado, internamente, nós estamos cada vez mais separados e dispersos. É assim que deve ser; caso contrário, nós perderíamos a nossa liberdade de escolha.

Este processo envolve muitos fatores e é contínuo. Ao mesmo tempo, essa conexão continua a crescer, o nosso ego se torna mais forte. Hoje, o derramamento de sangue em várias partes do mundo e o assassinato de mulheres e crianças já não despertam compaixão como antes. Nós pensamos que nos tornamos mais sensíveis e cultos, mas, na verdade, nos tornamos mais violentos e não consideramos a conexão entre nós.

Algum tipo de véu a esconde de nós; nós vemos a mesma imagem falsa da separação coletiva. Além disso, mesmo se eu estou ciente de que dependo dos outros, eu não estou preparado para considerar isso. Os resultados são muito tristes. Será que é possível explicar o que está acontecendo no mundo de forma lógica? Se alguém nos olhasse de fora, não iria encontrar qualquer lógica: “O que eles estão fazendo? Por que eles estão fazendo todos os esforços para destruir a vida um do outro?”.

A natureza humana é contrária à natureza do inanimado, vegetal e animal. O animal e o vegetal são um único complexo que constitui a vida, imersa na preocupação com o futuro. O principal desejo dos animais é reproduzir e alimentar a prole. Esta é uma lei imutável da natureza. Nós, ao contrário, desconsiderando a próxima geração, destruimos o mundo em que eles terão de viver. Não importa para nós o que será deixado para as nossas crianças. Os recursos estão se esgotando, o clima está cada vez pior, há falta de água e ar limpos, as árvores estão sendo cortadas… E daí? Nós estamos inclusive dispostos a fazer a guerra; agora nós temos arsenais nucleares para isso.

Na verdade, a nossa abordagem é irracional, desafiando toda a lógica. E aqui há uma necessidade de dar a resposta certa, de tomar uma decisão. Uma vez que na lógica e na compreensão nós estamos mais fortes do que nunca, vamos separar a mente do ego e nos tornar responsáveis pelo que está acontecendo. Como pode ser que a humanidade, embora esteja pronta para escolher uma maneira completamente diferente de ser, continue avançando em direção ao abismo?

A idéia é que, hoje, o verdadeiro inimigo é o nosso ego. Descaradamente e de uma maneira sem precedentes, ele nos engana em todos os sentidos possíveis, tanto que não há nada na vida que possa ser apreciado, que possa confortar e ser gratificante.

Vamos torcer para que possamos descobrir o verdadeiro estado das coisas o mais rápido possível e parar a espiral descendente até a guerra mundial. Vocês podem ver, hoje, que mesmo esta ameaça não tem a mesma força de dissuasão que tinha no passado. “Está tudo bem”, o ego nos diz: “Vamos lutar um pouco. Havia sete bilhões, sete milhões permanecem. Acontece…”. Nós não podemos nos controlar e já podemos vislumbrar que este cenário é bastante provável.

Enquanto isso, nós estamos descobrindo uma rede de conexão geral ao longo deste processo. Ela é descoberta na forma de duas forças: uma vem do Criador, nos ligando e juntando. A segunda força origina-se no ego, nas Reshimot (genes espirituais) quebradas. Ela nos divide e separa. A Luz Circundante que vem de um “círculo” completo nos influencia mais, mostrando-nos que também somos “redondos”. Apesar disso, sob a sua influência, o ego entra em erupção cada vez mais e, finalmente, nós estamos divididos entre essas duas forças opostas, fazendo-nos sofrer duplamente. Através do ego atual, nós poderíamos ser bem sucedidos, mas isso seria revelado como oposto a rede mundial global e nós já não extrairíamos benefícios dele. Você vê, a fim de ser bem sucedido na rede global, eu devo estar bem relacionado com todos corretamente. Isto é o que a rede exige de nós, mas ela esbarra na oposição da nossa natureza. Enquanto isso, a natureza egoísta fica mais forte.

Se eu experimento muito sofrimento por causa do meu ego, que ferve e borbulha dentro da rede coletiva que conecta todos nós firmemente, pode ser que eu mude. A experiência não impede este sofrimento; até o último momento eu vou tentar fugir e ficar longe dele. Somente através da educação integral, onde se encontra a Luz que Reforma, eu poderei elevar meus olhos e ver o que está esperando por mim com antecedência. A educação integral torna possível ligar o ego à rede global e nos mostra como usá-lo de acordo com as regras dessa rede.

Geralmente, eu preciso encontrar uma resposta para mim mesmo: o que mais pode ser feito? Para isso, cabe a nós primeiro entender aonde nós chegamos. Nós chegamos a um mundo de egoístas que estão acorrentados um ao outro. Nós queremos nos espalhar tanto quanto possível; algo interno nos atrai para fora, nos separa, mas, em contrapartida, a rede mundial nos engloba. Então, o que há para fazer? De onde você tira forças para o equilíbrio, para a calma?

Isto é o que a educação integral precisa explicar para as pessoas: você pode se tornar sereno, relaxar num sentimento de perfeição que é difícil até de imaginar. Como podemos fazer isso? Nós não somos donos do nosso ego. Nós não podemos diminuí-lo; até mesmo no futuro ele vai continuar a crescer. Mesmo com a rede, é impossível fazer qualquer coisa; ele nos empurra para mais perto um do outro.

Somente a Luz que Corrige pode corrigir a conexão entre nós e nos levar ao equilíbrio. Ela nos eleva acima do ego e nos transforma para que possamos usá-lo de acordo com as regras da rede e ser incorporado nela.

É possível expressar isso de outra forma: quando nós começamos a nos conectar artificialmente, em última análise descobrimos que podemos fazer isso de verdade. Dentro desta unidade, nós descobrimos uma nova vida, um novo espírito, novos poderes e uma nova realidade. Na verdade, esta é a sabedoria das massas, a unidade que eleva todos a uma boa conexão. Quando nós aspiramos a unir em igualdade de condições, nesta aspiração coletiva, encontramos um poder sobre o qual não tínhamos idéia anteriormente. Isso funciona para todos, crianças e adultos, jovens e velhos, mulheres e homens. Todos podem compreender um único mosaico.

Ao mesmo tempo, cada um de nós se transforma para ser cada vez mais complexo. Nosso “quebra-cabeça” comum é realmente um sistema complexo. Mas não há nada com que se preocupar aqui; no momento em que aspiramos à unidade, os componentes do sistema começam imediatamente a revelar diante de nós um quadro geral de integração e plenitude mútua.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/13, “A Garantia Mútua”

Os Cabalistas Sobre A Nação De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 2

Direto ao Criador

Baal HaSulam “O Arvut (Guarantia Mútua)”: O Rabbi Elazar, filho do Rashbi (Rabbi Shimon Bar Yochai), esclarece mais profundamente o conceito de Arvut. Para ele não basta que todos em Israel sejam responsáveis uns pelos outros, mas que o mundo inteiro esteja incluído nesse Arvut. Realmente, não há controvérsia aqui, já que todos concordam que, no princípio, basta que uma nação observe a Torá para que se comece a correção do mundo. Era impossível começar com todas as nações de uma só vez, já que eles disserem que o Senhor foi com a Torá a cada nação e línguas, e elas não quiserem recebê-la. Em outras palavras, elas estavam imersas até o pescoço na imundície do amor próprio, algumas em adultério, outras em roubo e assassinato, e assim por diante, até que se tornou impossível conceber, naqueles dias, até mesmo perguntar se concordariam abandonar o amor próprio.

Portanto, o Criador não encontrou uma nação ou língua que estivesse qualificada a receber a Torá, exceto os filhos de Abraão, Isaac e Jacó, cuja retidão de seus antepassados refletia sobre eles, como nossos sábios disseram: “Os Patriarcas observaram toda Torá mesmo antes dela ser dada”. Isto significa que devido à elevação de suas almas eles tinham a capacidade de alcançar todos os caminhos do Senhor com respeito à espiritualidade da Torá, que se origina da Dvekut (adesão) deles, sem antes precisar da parte prática da Torá, a qual eles não tinham possibilidade de observar, como está escrito na “Matan Torá”, item 16.

Cabalistas Sobre A Nação De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 4

[Comentários entre parênteses são meus]

Baal HaSulam, “O  Arvut (Garantia Mútua):  Toda a Nação de Israel é Responsável pelo Outro”

Isso é para falar do Arvut (Garantia Mútua) [que só pode ser alcançado] quando todos de Israel se tornarem responsáveis pelo outro.

Porque a Torá não foi dada a eles [ao grupo que foi fundado por Abraão e chegou à decisão de permanecer em Arvut por Moisés] antes que a cada um de Israel fosse perguntado se concordavam tomar para si a Mitzva (mandamento) de amar ao próximo na medida plena, [como resultado de seu trabalho em alcançar a unidade] expressa nas palavras: “Amarás teu próximo como a ti mesmo”…

[A essência do mandamento é] Cada um em Israel tomaria para si a responsabilidade de cuidar [por todos os participantes do grupo] e de trabalhar por cada membro da nação, [por cada amigo] e satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que a medida impressa nele para cuidar de suas próprias necessidades.

E uma vez que toda a nação decidiu [estar num estado de uma unidade completa em seus desejos] por unanimidade e disse: ‘Faremos e ouviremos’, cada membro de Israel tornou-se responsável de que nada faltasse para qualquer outro membro da da nação. [Ou seja, o seu desenvolvimento espiritual] Só então eles se tornam dignos de receber a Torá, [a Luz da correção que gradualmente os levaria ao Arvut] e não antes [porque não havia disponibilidade para implementar a garantia mútua e o desejo de se unir como era antes da quebra de Alma única e unificada] .

Incorporado Num Desejo

Uma Coleção de Leis, “A Couraça do Juízo,” As Leis do Fiador, Lei 3-30: “O mais importante quanto ao observar a Torá é o desejo, e isso é alcançado com unidade. Portanto, todos devem ser incorporados na comunidade de Israel numa grande unidade. E assim, durante a receção da Torá, eles precisam tornar-se imediatamente responsáveis uns pelos outros. É assim, porque quando eles querem receber a Torá, devem ser imediatamente incorporados como um, para serem incorporados num desejo, assim certamente cada um será responsável pelo seu amigo uma vez que são considerados um.”

O que é unidade, o que é garantia mútua?

É um estado no qual o Eu “é substituído’ por todos os membros num grupo; Eu recebo a sua recompensa e punição e tudo o que lhe pertence. É como se eu tivesse feito o que quer que ele tenha feito. Você merece o que ele merece. Não há investigações, nem exames; Eu sou totalmente responsável. Isto é chamado de conexão ou incorporação definitiva.

Claro, nós não o alcançamos de imediato, mas passo a passo. No total, o navio geral deve retornar para o seu estado completo. Agora o ego separa-nos, todas as partes do navio, e nós precisamos liga-las novamente em algo homogéneo e unificado. Para fazer isso, nós ‘absorvemos’, cobrimos as fronteiras entre nós com amor, vamos para fora e conetamo-nos entre nós, como se não existissem fronteiras. Assim, nós aumentamos a intensidade da conexão entre nós em 620 vezes, que é a soma dos 613 mandamentos da Torá mais os sete mandamentos dos nossos sábios. Dessa forma somos incorporados num desejo por garantia mútua.

Da  Lição Diária de Cabalá 05.07.2013, Preparação para Convenção de S. Petersburgo, “Ama o teu amigo como a ti mesmo” 3ª Lição

Não Haverá Obstáculos Ao Longo Do Caminho

Dr. Michael LaitmanRabash, “Faça um Rav para Si e Compre um Amigo – 2”: Depois de ter se juntado a um grupo de pessoas que desejam alcançar o grau de amor do Criador, e deseja receber deles a força para trabalhar a fim de doar e ser mobilizado pelas palavras  deles sobre a necessidade da obtenção do amor do Criador, ele deve considerar cada amigo no grupo como maior do que ele. Foi escrito no livro Matan Torah (A Entrega da Torá), que ninguém será impressionado pela sociedade ou receberá a apreciação de alguma coisa, a menos que se refira à sociedade como maior do que si mesmo. Esta é a razão pela qual cada um deve sentir que é o menor de todos eles, uma vez que quem é grande não pode receber de alguém que é menor do que ele, e muito menos ficar impressionado com suas palavras. Pelo contrário, apenas o menor é impressionado ao apreciar o maior.

Esta é a principal lei e regra para abrir o mundo espiritual. Se seguirmos todas as instruções que o Rabash nos dá, não haverá obstáculos ao longo do nosso caminho. Nós temos que estar preparados para seguir essas etapas, já que o mundo precisa delas. O Criador não só nos dá a chance de estabelecer o grupo espiritual por nós mesmos e proporcionar satisfação a Ele, mas Ele também nos dá uma missão muito maior.

Ele nos permite compreender que a única maneira de proporcionar satisfação a Ele é corrigindo o Seu mundo. Portanto, Ele leva este mundo à beira do colapso, para que possamos preparar o mundo para a revelação do Criador, e, assim, proporcionar-Lhe satisfação.

Então, quando nós trabalhamos a fim de nos tornar mais unidos, não podemos esquecer que, no final, nós temos que atrair o mundo inteiro para o grupo e, assim, provocar a completa revelação do Criador às criaturas. Como o Baal HaSulam diz, estes são os “dias do Messias”, o fim da correção.

Portanto, nós temos que levar muito a sério as leis das conexões, autoanulação e autoconcessão, para nos apoiar mutuamente e fortalecer um ao outro, a fim de alcançar o espírito da vida e confiança, e sermos preenchidos com esperança pelo fato de que o mundo inteiro é impressionado pelos outros. A fim de fazer isso, todos devem ver os outros como grandes, e ao serem impressionados por eles, devem dar a eles o poder de trabalhar em nossa conexão e unidade.

Nós temos que pedir que a força de cima nos conecte, e nós vamos fazer um pacto entre nós, a garantia mútua, o apoio mútuo e a impressão, e sermos mutuamente incorporados um no outro até que finalmente cheguemos ao poder coletivo, a pequena força espiritual com a qual nos voltaremos ao grande mundo. Então, veremos que, quando tivermos um poder espiritual coletivo, até mesmo o menor deles, o mundo estará praticamente diante de nós; ele vai estar pronto para receber de nós, uma vez que a Luz vai se derramar através de nós para o mundo todo. Nós teremos sucesso aonde quer que formos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/5/13

Elevação Acima Das Diferenças Entre Os Sexos

Dr. Michael LaitmanComentário: Há não muito tempo, provou-se cientificamente a existência da inteligência do grupo. Várias das principais universidades dos EUA organizaram um experimento no qual dividiram as pessoas em pequenos grupos. Foi estabelecido que um dos fatores essenciais que influenciou o resultado foi a quantidade de mulheres no grupo. Talvez você possa responder a isso.

Resposta: Eu não conheço estes experimentos. Por isso, não posso responder sobre eles. Eu, pessoalmente, não tenho dados sobre este assunto.

Eu só posso dizer uma coisa: uma vez que a nossa sociedade é composta principalmente de mulheres, certamente precisamos incluí-las nas discussões. Os grupos poderiam ser divididos em grupos de homens, mulheres e mistos.

A ideia é que o desejável é dividir os grupos compostos por dez pessoas de acordo com o sexo. Apesar de tudo, as diferenças entre os sexos influencia o curso do nosso pensamento muito significativamente e, portanto, é necessário tentar fazer isso para que os homens não desviem a atenção das discussões, porque eles se sentem obrigados a desempenhar um papel particular no que diz respeito às mulheres ou as mulheres quanto aos homens.

Nós precisamos adaptá-los a esse tipo de condição, em que eles não vão prestar atenção ao caráter sexual um do outro, mas verão apenas amigos na frente deles, a fim de formar um novo nível de relações mútuas que não depende dos relacionamentos sexuais. Com a palavra “sexo” estou me referindo às características tanto físicas como mentais, tudo que está ligado aos termos “homem” e “mulher”. Isso não é apenas externo, mas uma imagem completa: a forma de pensamento, a abordagem, tudo. Nós somos muito diferentes uns dos outros.

Portanto, primeiro é necessário realizar workshops separados para homens e mulheres, e apenas depois disto, na medida em que eles se elevam acima de si mesmos e se conectam a importância da tarefa, será possível ter grupos mistos. Isto só acontecerá depois de se discutir muitas vezes questões sobre educação, conhecimento, relações dentro da sociedade, relação da pessoa com a natureza, ou melhor ainda, o que é desconfortável para eles.

Se uma mulher está na minha frente, eu imediatamente passo para outro nível de comunicação. Eu tento não machucá-la, tento me relacionar com ela com respeito, em algum tipo de discussão nesse meio tempo, escutar… Este é um sistema completo. Níveis completamente diferentes de comunicação estão incluídos aqui, que não estão em conformidade com o intelecto, e nem com a natureza essencial. Nós somos diferentes e um adaptador especial de comunicação surge entre nós. Nós precisamos superar essa diferença para que ela não venha a existir nesta forma, de modo que olharei para uma pessoa com quem estou conversando como “unisex”. Isso significa que nos tornamos iguais em tudo, apesar de nossas diferenças físicas.

Às vezes é o contrário: suponha que quando estamos discutindo questões como família, nós precisamos “destacar” os problemas. Então, nós já não somos iguais em construir algo maior, que esclareça de que forma ainda permanecemos desiguais no nível da nossa unidade integral: homens – mulheres, marido – esposa. Afinal de contas nós não nos elevamos completamente sem um corpo! Nós subimos dentro da nossa natureza e isso nos dará toda uma gama de problemas. Nós esclarecemos diferenças entre homens, mulheres e crianças num formato diferente de “mesa redonda” e, gradualmente os levamos para onde eles subirão acima de suas diferenças e começarão a trabalhar para o bem do próximo objetivo, a unidade integral.

De KabTV “Sabedoria das Massas” 14/05/13

Eu Vivo Num Mundo Que Vive Em Mim

Baal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”, item 25: … sobre a razão pela qual a Torá não foi dada aos nossos pais, porque a Mitzva, “Ama teu próximo como a ti mesmo”, o eixo de toda a Torá e em torno do qual giram todas as Mitzvot, de modo a esclarecer e interpretá-la, não pode ser observada por um indivíduo, mas apenas através do consentimento de uma nação inteira.

E é por isso que demorou até que eles saíram do Egito, quando se tornaram dignos de observá-la. E então eles foram convidados primeiro, se cada uma das nações concordou em assumir essa Mitzva sobre si mesmo. E uma vez que eles concordaram com isso, eles receberam a Torá.

Eu não posso chegar a qualquer coisa em um grupo de dez, se todos os outros amigos não me apoiam e não cooperam comigo. Na verdade, devemos ser “como um homem em um só coração.” Meus esforços pessoais serão ineficazes se os outros não participam nos esforços.

Isto pode parecer um grande obstáculo, mas, na verdade, não é um obstáculo. Se eu não posso incorporar em um quadro chamado “grupo de dez corrigido”, isso significa que eu não tenha alcançado a minha correção pessoal e ainda não me tornei aquele que doa, aderido ao Criador, pelo menos até certo ponto.

A percepção da realidade espiritual já opera aqui. Eu não preciso ver nada do lado de fora como um fator externo. O padrão dos dez está dentro de mim como uma réplica do meu mundo interior, que é destinado apenas para que eu possa trabalhar com meus atributos que parecem ser do lado de fora, nos amigos. Isto ajuda a aproximar-me à correcção de uma forma mais prática.

O Criador não é revelado para ser criado individual, mas apenas num grupo de dez. Isso corresponde à estrutura da nação e do mundo inteiro. Portanto, eu preciso trabalhar em toda a ampla dimensão da realidade.

É porque tudo isso sou realmente eu. Eu vejo meus atributos internos do lado de fora, como uma radiografia, na natureza inanimada, vegetativa e animal e nos seres humanos. É como se tudo o que é, é transmitido para fora. De mim.

Então, eu preciso ver como todos os outros estão avançando para correção e até que ponto eu posso ajudar a avançar cada parte que é externa a mim. Num lugar, eu introduzo a educação integral, e em outro lugar, eu apresento material introdutório para a educação integral. No entanto, de uma forma ou de outra, ela se origina apenas de mim, da mesma fonte, e destina-se apenas numa direção, para a educação integral e na direção aos círculos mais internos, o que significa os desejos que estão mais perto do meu ponto no coração. Aqui, eu posso participar na sabedoria da Cabala e trabalhar em um grupo de dez, o que significa num ambiente que está mais próximo da centelha espiritual no meu ponto no coração.

Esta é a forma como eu deveria ver o quadro geral. Através dessa percepção, eu entendo que se eu restrinjo a minha percepção e não me preocupo com o mundo inteiro, isto vai levar a nada.

No entanto, uma pessoa avança ao longo deste caminho pela luz que reforma que, gradualmente, o ajuda a perceber as coisas corretamente. Então, devemos fazer apenas o que somos obrigados a fazer, e eventualmente vamos mudar. A luz virá iluminar, e depois vou ver e entender que a minha abordagem e minha percepção deve ser geral. A Luz vai me deixar sentir e entender o que o atributo de doação é, e eu vou aceitá-lo e continuar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 5/23/13, “A Garantia Mútua”

Amigos Quem Nunca Vão Decepcioná-Lo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …cada membro de Israel tornou-se responsável de que nada faltasse a qualquer outro membro da nação. Só então eles se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com esta responsabilidade coletiva, cada membro da nação foi liberado de se preocupar com as necessidades de seu próprio corpo e pode manter a Mitzva, “Ama a teu próximo como a ti mesmo” de forma plena, e dar tudo o que tinha a qualquer pessoa necessitada, uma vez que ele não se importava mais com a existência do seu próprio corpo, pois sabia com certeza que estava cercado por seiscentos mil amigos fiéis, que estavam prontos para prover-lhe.

Se nós conseguirmos nos conectar, e através disso alcançar a garantia mútua, ninguém será capaz de abalá-la. Você vê, o poder do Arvut influência a todos, e se cada um sente que seu ego foi neutralizado, vai parar de se preocupar consigo mesmo e simplesmente não vai estar pronto para ser egoísta. O poder do Arvut neutraliza necessariamente o narcisismo em todos, e neste tipo de ambiente ninguém pode permanecer sem correção, ou seja, sem autoanulação em relação aos outros. O ambiente anula as necessidades egoístas da pessoa fornecendo-lhe tudo o que ela precisa.

Com o suficiente apoio cuidadoso do ambiente, as minhas preocupações comigo mesmo desaparecem. É assim que funciona a rede que nos conecta e é impossível livrar-se dela. Eu estou ligado com todos eles através de milhares de laços e inúmeros fios. O ambiente me ativa. Não faz diferença se eu quero ou não. Os mecanismos da rede são um fato, e, portanto, uma vez que o grupo fornece as minhas necessidades, elimina o meu desejo egoísta. Então, eu sou livre.

Portanto, se a pessoa está conectada ao grupo, ela deve receber dele toda a força que precisa, a fim de relaxar. Ela não tem mais preocupações consigo mesma. Ela simplesmente não está preparada para “fazê-los”, porque o grupo os apaga imediatamente.

Mesmo hoje eu estou numa rede coletiva, mas sinto que não estou recebendo nada dela, como isso ou qualquer outra coisa que eu precise. Todos os receios são derivados disso. Nós estamos totalmente ligados. Dentro da rede de fios que nos ligam, se eu sinto que me falta alguma coisa, então eu fico apreensivo. Eu temo por mim mesmo, pensando: “O que vai acontecer comigo?”.

No entanto, no grupo certo, depois que eu organizo as conexões entre nós, eu acho que estou totalmente seguro. Isso neutraliza todos os meus medos e eu já estarei livre para além das limitações do nosso mundo.

Afinal, o “nosso mundo” é a realidade em que nos sentimos mais ou menos ligados, dependentes uns dos outros e influenciando uns aos outros de forma negativa. Aparentemente, todo mundo aqui não se encontrada em seu lugar. Esta mútua conexão negativa nesta rede comum é o nosso mundo egoísta.

Por outro lado, quando eu entro num grupo de Cabalistas, eu construo a conexão correta com os componentes mais próximos do sistema. Não é por acaso que vim para um grupo; pelo contrário, como eu estou realmente ligado aos amigos, eu não estou apenas passando o tempo com um grupo de pessoas que são como eu. Agora que eu sou atraído à Fonte, isso me direciona para me conectar com alguém próximo a mim na rede espiritual, e mesmo que eles vivam a milhares de quilômetros de distância de mim na rede física, apesar disso, eu os encontro.

Assim, de acordo com o grau de proximidade, um sistema de relações é desenvolvido entre nós até que isso me supra com um estado onde eu me sinta livre de preocupações comigo mesmo. Isto já é a primeira fase de autoanulação. Na segunda etapa, os amigos elevam o superior aos meus olhos: o grupo, o Criador, o Doador.

Por conseguinte, a influência do grupo está dividida em duas partes: a primeira é que ela neutraliza o desejo egoísta dentro de mim. Os amigos me dão a sensação de que estão preocupados comigo o tempo todo, não importa o que possa acontecer. No passado, as minhas preocupações comigo mesmo formaram um futuro terrível para mim. Agora, os amigos me dão um futuro seguro. Apenas um grupo está pronto para fazê-lo. Ele me supre com Luz Circundante que corresponde aos meus desejos voltados para o futuro. Somente os amigos podem extinguir isso e, assim, a sensação de amanhã desaparece de tal forma que eu sinto além do tempo. Esta é a primeira condição. O grupo neutraliza a preocupação egoísta com o presente e o futuro em mim.

Em segundo lugar, eu também preciso de uma força que me atraia para o superior. Em nome disso, com toda a sua força, os amigos elevam a importância da meta, o Criador, o professor, o grupo aos meus olhos; em outras palavras, a importância de todos os meios ao quais devo me segurar.

Desta forma, através da rede coletiva que desenvolvemos no grupo, eu atinjo a autoanulação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Um Desejo Independente De Qualquer Coisa

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: E você, evidentemente, descobre que a entrega da Torá teve que ser adiada até que eles saíssem do Egito e se tornassem uma nação própria, de modo que todas as suas necessidades fossem previstas por eles mesmos, sem depender de outros. Isso os qualificou a receber o Arvut acima e, assim, eles receberam a Torá.

O livre-arbítrio é necessário para ser independente de qualquer coisa e eu devo senti-lo como meu. Ele é um desejo que me obriga a estar conectado com os outros, mas não para conquistas e outras coisas, tais como resultados, como acontece com um comando, equipes esportivas e assim por diante. Eu quero estar conectado com os outros para descobrir a força superior. Eu necessito de um desejo preciso e claro para descobrir a doação mútua e o amor mútuo dos amigos, de modo que o Criador seja revelado entre nós e, dessa forma, sintamos que estamos dando a Ele satisfação.

Tudo isso é “retratado” e realizado entre nós, especificamente se realmente temos isso como uma deficiência. Isto não vem de alguém de fora. Ninguém me obriga a nada. Eu não tenho nenhum benefício pessoal. É só para o bem comum.

O que nós queremos é que através do amor ao próximo, alcancemos o amor do Criador. Esse desejo nos levará à “recepção da Torá”. Em outras palavras, nós temos a oportunidade de perceber isso, não tudo de uma vez, mas gradualmente, é claro. Eu descubro esta necessidade de forma clara. Eu recebo o poder de desenvolvê-la. Assim, através do eleo link com o grupo, o Criador é descoberto em seu centro. Assim é como nós avançamos.

Pergunta: Como um desejo pode ser independente de algo?

Resposta: A ideia é que eu escolho o caminho sozinho. Não é apenas que a recepção da Torá é adiada até a “saída do Egito”. Eu sempre fui dominado por um ego que não tem conhecimento do mundo espiritual. Não se trata de escravidão a um senhorio; não se trata de trabalhar de manhã até de noite para sustentar a minha família. Nisso, eu não sou livre. Em vez disso, eu devo ser livre em meu desejo de escolher o caminho certo. O Faraó ainda me prende, ainda é revelado durante o exílio no deserto, mas eu já tenho o poder de ser direcionado ao Criador, à doação, e meu desejo é livre.

Como pode ser isso? Eu já me corrigi? Como é possível a libertação do ego? No entanto, apesar de tudo isso, o meu desejo de ser direcionado ao Criador na forma correta é verdadeiramente independente.

Pergunta: Do que depende a força deste desejo? Há pessoas em quem ele queima, e há aqueles em quem ele ferve em fogo lento.

Resposta: Claro, o despertar vem de cima, e a questão é: a pessoa realizará isso com a escolha certa? A escolha certa é realmente o ambiente certo, um grupo de amigos. Enquanto eu não entro num grupo, o Criador escolhe para mim, como nós escolhemos para uma criança o que ela precisa comer e o que ela vai fazer. No entanto, enquanto a criança amadurece, nós deixamos um pequeno espaço para ela, permitimo-lhe escolher jogos, oferecemos a ela escolher uma omelete ou mingau. Nós entendemos que a individualidade é despertada nela conforme o seu grau de maturidade.

Além disso, no caminho espiritual, de acordo com o grau de maturidade, uma escolha mais consciente é formada. É dada à pessoa esta escolha muito simples: através da adição de algum mal, um sentimento ruim. Como está escrito, “Eu criei a inclinação ao mal”. O Criador diz: “Se você quiser, eu vou transformá-lo em bom. Basta pedir por isso”. Assim, segue-se que, para mim, a questão é: Eu deveria pedir a Ele ou não?

Em geral, o poder superior controla tudo. Todas as forças do mal, todos os distúrbios, todos os fatores externos, tudo está nas mãos Dele. Todos os estados bons, todas as forças da Luz, também vêm Dele. Eu estou no meio. Para mim, o mais importante é entender que estou conectado com o poder superior, e ele me controla, me abraça e me envolve por todos os lados. Portanto, como eu serei de querer a conexão com Ele em todos os estados com os quais Ele me confunde?

O problema encontra-se no limite da minha percepção, no limiar da minha consciência. Se eu sinto uma dor fraca, eu posso concordar que ela vem do Criador e me estimula a me voltar a Ele. Diz-se que o Criador é “invejoso”. Parece que Ele está com ciúmes se eu voltar minha atenção para outra pessoa. No momento em que eu O esqueço, Ele imediatamente me lembra Dele mesmo, dando-me a oportunidade de escolher.

Portanto, aqui, é necessário entender onde encontrar o limite de separação: que tipo de dor ou de prazer eu devo sentir por estar separado do Criador? Com isso, o ser humano em mim é medido. Quanto eu vou colocar a restrição e a tela em mim para que nada nos separe?

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, “A Garantia Mútua”