Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

A Sabedoria Da Ascensão

Dr. Michael LaitmanComentário: A moderna sociedade israelense sofre de divisão. As pessoas sentem que são estranhas umas as outras, realmente a ponto de ter aversão e ódio. Às vezes, você simplesmente quer que alguém desapareça, subir num avião com sua família e partir para sempre.

Resposta: Isso é o que nós sentimos na época do exílio egípcio. Esta é a escravidão, quando o ego nos domina, “joga” conosco de forma mais rigorosa, e cria relacionamentos como estes entre nós.

Como resultado, nós nos encontramos numa posição onde simplesmente não temos para onde ir. Hoje, alguns ainda pensam que podem fugir para algum lugar em outro país, mas nada vai ajudar.

Pergunta: Portanto, Israel se tornará uma panela de pressão onde as pessoas estão trancadas, totalmente incapazes de se tolerar?

Resposta: Certo, assim era no passado e é o que também vai acontecer no futuro. Não haverá outra escolha para nós além de alcançar a unidade. Além disso, sem achar uma saída, vamos concordar que a unidade só é possível acima do ódio.

Uma Ponte Sobre O Abismo

Pergunta: Os abismos que separam as pessoas têm tomado forma e cristalizado por anos. Hoje, a impressão é de que é impossível construir pontes sobre eles. É possível esquecer todas as diferenças e insultos? É possível ter controle sobre o potencial negativo?

Resposta: É possível. Eu não lhe pergunto quem e o que você é, a que comunidade ou partido você pertence. Não é nada disso. Eu só sei de uma coisa: eu estou com você, nós estamos com todo mundo, precisamos estar juntos, e isso é o que eu estou passando. Certamente, nós somos diferentes, opostos. Nós até nos odiamos. Tudo isso é completamente sem importância. Em vez disso, o que importa é apenas uma coisa: nós temos que começar a nos conectar e unir entre nós.

Nós demonstramos essa conexão e unidade através dos workshops, onde nos sentamos com pessoas muito diferentes, estranhas, refletindo todo o espectro social. Vamos tomar um representante de cada partido, senta-los juntos e organizar um workshop, e você vai ver que, mesmo numa composição mista como essa, eles vão descobrir maneiras de se conectar. Eles descobririam isso com a condição: de que ninguém pisoteie os outros e fomente o ódio neste chão. Pelo contrário, cada um está pronto para se unir e se conectar com os outros acima de todos os pensamentos e desejos anteriores.

Então, nós realmente realizamos isso, e no centro do círculo algum tipo de nova força é revelada, calor, compreensão mútua, capacidade de suportar e manter uma conexão mútua. Esta é a segunda força fundamental latente na própria natureza, o poder do amor. Não é o amor que irrompe entre um homem e uma mulher, mas a mesma força que penetra através das relações interpessoais.

Passos Em Frente

Hoje, nós estamos na dimensão do ódio e do egoísmo. Eu não tolero os outros; eu sempre procuro ser superior a eles e quero vê-los abaixo de mim, sob o meu controle.

Mas, é impossível continuar desta forma. Nós chegamos a um ponto em nosso desenvolvimento onde o egoísmo está nos devorando de dentro. Ele não vai nos deixar viver como antes, nem o povo de Israel, nem a humanidade como um todo. Portanto, pela primeira vez na história, a sabedoria da Cabalá foi revelado ao mundo. Sua função é nos ensinar como, sob novas condições e apesar da oposição, podemos segurar e manter uma boa conexão mútua.

Do Programa da Radio Israelense 103FM, 22/03/15

A Lei Da Criação

Dr. Michael LaitmanPergunta: A sabedoria da Cabalá fala sobre a força única que conecta todas as forças da natureza em seu interior, que gere todo esse jogo chamado de nossa vida. Como essa lei é sentida quando uma pessoa começa a reconhecer e alcançá-la?

Resposta: Essa lei geral é chamada de Arvut (garantia mútua). Todas as partes da natureza (inanimada, vegetal, animal e falante), todas as forças, toda a natureza em sua plenitude e completude estão conectadas num único sistema, e todas as partes se apoiam para construir uma forma completa.

Pergunta: Esta lei também atua no nível humano?

Resposta: Sim. Mas o problema é que a humanidade precisa preencher o seu nicho. Isto é feito intencionalmente para que possamos atingir o nível deste poder único, tornando-nos seus parceiros.

Este poder único contém toda a realidade dentro dele, todos os tempos e todos os mundos, exceto o nosso mundo. Ele está acima do tempo, espaço, movimento e acima de nossa consciência, uma esfera imensa onde apenas uma força atua. Não podemos apenas descobrir essa força, mas também podemos subir ao seu nível.

Nós devemos atingir este objetivo aqui em nossas vidas. Assim, nos tornamos livres de todas as limitações de tempo e espaço, vida e morte; para nós, nada disso existe. Nós alcançamos nosso mundo nesta vida.

Do Programa na Rádio Israelense 103FM, 18/01/15

O Feriado Da Liberdade Dos Grilhões Do Ódio

Dr. Michael LaitmanNão muito tempo atrás, nós celebramos Purim e agora o feriado de Pessach já está se aproximando. Todos os feriados do povo de Israel simbolizam a unidade e a conexão que deve existir entre nós; eles são apenas indicados em seus diferentes níveis, sua diferente intensidade.

A ligação mais forte em toda a história de Israel é atingida em Purim. E a primeira vez que chegamos à conexão entre nós está em Pesach, o feriado da liberdade da escravidão do Egito.

A Liberdade é conhecida como a libertação do nosso ego, do ódio infundado em relação aos outros, da rejeição, dessas atitudes feias que são descobertos entre nós quando interrompemos uns aos outros na rua ou em qualquer outro caso em que os nossos interesses se chocam.

Quando conseguirmos reinar em nossa natureza má e alcançar a unidade, descobrimos que podemos corrigir todas as nossas vidas. Nós podemos diminuir o preço dos apartamentos e dos alimentos, nos dar bem nos relacionamentos familiares, transformar nossas cidades em cidades limpas, e acabar com a violência em nossas escolas.

Isso é chamado êxodo do Egito, o êxodo do exílio. Nós nos afogamos em nosso ego e não queremos ouvir mais nada. Mas, de repente, entendemos que é possível construir um bom relacionamento entre nós, chegar mais perto. Isso não é apenas possível, mas simplesmente necessário, porque é impossível continuar desse jeito.

Antes da última eleição, todos os partidos prometeram cuidar de nossas vidas em todas as áreas. Mas, na verdade, de acordo com a sabedoria da Cabalá, ninguém vai conseguir isso, a menos que se eleve acima de todas as diferenças e nos tornemos todos conectados acima delas. Está escrito em Provérbios 10:12: … o amor cobre todas as transgressões. Quando começarmos a nos unir, sem prestar atenção no benefício pessoal, essa nova forma de unidade começará a influenciar nossas vidas.

O feriado de Pessach e a história do êxodo do Egito são metáforas que indicam a saída das atitudes egoístas entre as pessoas e a formação de atitudes mais elevadas. Esta é a liberdade do nosso Faraó interior, do ego que nos domina. Se sairmos do seu controle e conseguimos amar os outros, isso é chamado de liberdade, redenção. Após o êxodo do Egito e vagando pelo deserto, o povo de Israel chega ao Monte Sinai e recebe a Torá. Eles são perguntados se estão prontos para se tornar como um homem com um coração, para viver em Arvut (garantia mútua), em unidade, em “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”. Isso é chamado de salvação, pois dentro da nossa conexão e unidade descobrimos uma força única que está escondida na natureza.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 15/03/15

As Implicações De Longo Alcance Da Briga Doméstica

Dr. Michael LaitmanNossa boa fortuna (sorte) depende do estabelecimento de boas relações entre nós. Eu tento fazer isso em todos os sentidos, mas, de repente, há uma explosão e alguém me desequilibra e me afasta da direção certa. A fim de manter esta intenção, nós devemos ter um acordo geral, um sistema de educação projetado especialmente para esse fim.

Isto é o que deve ser ensinado às crianças na escola, de modo que elas não se comportarão da maneira como fazem hoje. Este é um problema nacional que deve ser resolvido numa escala nacional, e não depende apenas do desejo ou da falta de desejo de alguém.

Ninguém quer isso, pois é contrário ao nosso ego e difícil de perceber. Portanto, nós temos que criar um sistema de educação que nos aproxime um do outro.

Toda a nossa salvação está somente nisso. Dois mil anos atrás, o povo de Israel perdeu suas terras exatamente por causa do ódio infundado. Hoje, nós nos encontramos novamente numa situação perigosa, portanto vamos nos aproximar uns dos outros.

Baal HaSulam escreve: Toda a nossa esperança está em recriar uma educação nacional que seja projetada para descobrir o amor natural que está latente em nosso povo, de modo que por todos os meios nós voltemos e revivamos os mesmos músculos nacionais que não temos operado em nós por dois milênios.

Desde os dias de nosso pai Abraão, que deixou Babilônia, até a destruição do Segundo Beit HaMikdash (Templo), ou seja, por cerca de 1500 anos, o povo de Israel viveu em completa unidade.

Pergunta: O que significa viver em unidade? Será que isso significa que não haverá brigas com a esposa em casa?

Resposta: Para isso é necessário ter uma educação que leve à boas atitudes, incluindo mulheres e crianças.

Pergunta: Isso soa como uma espécie de utopia. O que exatamente vai acontecer com as pessoas? Será que elas vão parar de ser egoístas?

Resposta: As pessoas serão capazes de controlar seu ego. Você não vai fazer isso para tornar-se bom e não brigar com sua esposa, mas porque através das brigas, você está destruindo a vida de todas as pessoas no mundo. Isso é especificamente você, e mesmo porque você brigou com sua esposa.

Imagine que o seu relacionamento com sua esposa influencia as relações de um imenso número de homens com suas esposas, porque você é um judeu.

Pergunta: Portanto, se um francês briga com sua esposa, isso não influencia os outros tão fortemente?

Resposta: Não, isso não tem a mesma influência que um homem judeu discutindo com sua esposa. Isso ocorre porque os judeus são os primeiros no sistema geral que devem perceber a lei do Arvut (garantia mútua), a conexão entre todos. Depois disso, o mundo inteiro deve também ser incluído nesta lei do Arvut, na unidade geral. É especificamente na direção da unidade geral que a natureza está nos empurrando, para a unidade geral.

Do Programa da Radio Israelense 103FM , 08/03/15

O Pecado Existe?

Dr. Michael LaitmanSe for o Cohen (sacerdote) ungido que pecar, trazendo culpa sobre o povo, trará ao Senhor um novilho sem defeito como oferta pelo pecado que cometeu.

Quando for um líder que pecar sem intenção, fazendo o que é proibido em qualquer dos mandamentos do Senhor seu Deus, será culpado.

Se for alguém da comunidade que pecar sem intenção, fazendo o que é proibido em qualquer dos mandamentos do Senhor seu Deus, será culpado.

Quando o conscientizarem do seu pecado, trará como oferta pelo pecado que cometeu uma cabra sem defeito. (Levítico 4:3, 22, 27, 28)

Pergunta: O que é essa cadeia que começa com o sacerdote e termina com o homem comum?

Resposta: É a gradação dos desejos de uma pessoa de acordo com o ego que se revela nela.

O fato é que não existe pecado. Ninguém é culpado porque todos os pecados derivam de nosso estado original. Como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero para ela; pois a Luz nela a retornará ao bem” (Kiddushin 30b).

Se estudarmos a Torá corretamente, num círculo, em amizade, em condições especiais, através disso nós despertaremos a influência do poder único da característica de doação em nós mesmos. A Luz da Torá nos influencia e ajuda a mudar a propriedade de recepção em doação, passando de uma natureza individual para o altruísmo.

Assim, se uma pessoa se coloca numa determinada sociedade e trabalha em si mesma num círculo de amigos, todos os seus pecados são gradualmente revelados nela. No momento da recepção da Torá no Monte Sinai, ficou claro que a Luz da Torá atua sobre as pessoas apenas com a condição de que elas anseiem pela conexão, pelo Arvut (garantia mútua). “Torá” vem da palavra “Ohr” (Luz).

O círculo onde esclarecemos as coisas simboliza a posição em torno do nosso imenso ego e nosso trabalho com ele. Se quisermos subir acima do ego, então o ponto de conexão entre nós, chamado “Moisés”, vai até a montanha e entra em contato com o Criador. Este ponto é o nosso guia espiritual.

Todos os desejos egoístas são chamados de Egito. Primeiro nós saímos deles, recebemos instruções, a Torá no Monte Sinai, que é o meio para a sua correção, e começamos a nos conectar. E quando queremos nos conectar mais, descobrimos o deserto do Sinai, “ódio mútuo” (“Sina“- ódio), e junto com isso ansiamos pela conexão. No entanto, quanto mais nós aspiramos à conexão, mais forte é a rejeição que descobrimos.

Todo o Egito (o nosso ego) começa a ser descoberto em nós novamente. Isso é o que nós chamamos de “pecados” que são descobertos em nós. E todos eles foram preparados desde o início; assim, tudo que é revelado numa pessoa é o que foi preparado para ela. E nós mesmos não cometemos nenhum pecado.

Na Torá está escrito todas as leis da pureza, da correção, de nossos “pecados” internos que foram preparados para nós desde o início. Como já foi dito, “Eu criei a inclinação ao mal, Eu criei a Torá como tempero”. Essa inclinação ao mal é gradualmente descoberta em nós e nós a corrigimos em bem através do anseio pela conexão e nos aproximamos da Luz Superior.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/11/14

Seiscentos Mil Amantes Leais


Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Com essa responsabilidade coletiva, cada membro da nação se tornou livre das preocupações com as necessidades do seu próprio corpo, e pôde observar a Mitzva, “Ama ao próximo como a ti mesmo”, em toda a sua extensão, e dar tudo que tinha a cada membro necessitado, pois não se preocupava mais com a existência do seu próprio corpo, já que sabia que agora havia seiscentos mil amantes leais, prontos a lhe prover subsistência”.

Eu vou ter sucesso na obtenção da garantia mútua com a condição de que vou sentir segurança pessoal. Essa segurança vem do ambiente que me mostra que está preocupado comigo, tanto que neutraliza em mim qualquer necessidade de pensar em garantir minha existência. Portanto, eu dependo do ambiente. A principal coisa é encontrar um ambiente que me influencie com o poder da garantia mútua, pois através disso, eles neutralizam meu ego e me forçam a esquecer de mim mesmo e amar os outros.

Isto significa que tudo se encontra nas mãos da sociedade que pode me transformar num amante de todo o povo, só se eu quiser isso. É possível pegar a pessoa mais cruel e incontrolável, e se todos nós a cercarmos com garantia mútua, ela será forçada a alcançar o amor ao próximo.

Uma pessoa depende cem por cento do ambiente. Mas o seu trabalho é obrigar o ambiente a influenciá-la com a ajuda do poder da garantia mútua. Na medida em que ela faz isso, conforme ela se torna sensível a receber o poder da garantia mútua dos outros, dessa forma ela atinge o amor ao próximo.

Mas este é um círculo fechado. Mesmo o melhor ambiente não vai ser capaz de transmitir o poder da garantia mútua a uma pessoa, se ela não tiver sensibilidade. Nós reconhecemos em nós mesmos o quanto somos insensíveis às influências externas. Na infância, nossos pais se esforçavam em nos influenciar, mas nós os desanimávamos. Portanto, por seu lado, a pessoa deve influenciar a sociedade, e na medida em que faz isso, ela se torna cada vez mais sensível à influência da sociedade.

A influência deve ser mútua. Não podemos tomar pessoas comuns e cercá-las com o poder da nossa garantia mútua, porque elas se tornarão ainda mais egoístas. Nós temos que educá-las para que elas entendam que isso só funciona assim: eu em relação à sociedade, e a sociedade em relação a mim. Mas se o grupo me influencia e me traz o poder da garantia mútua, ele me muda e me direciona ao amor ao próximo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/05/14, Escritos de Baal HaSulam

Como Uma Única Pessoa No Domínio Privado

Laitman_931-03Escritos do Rabash, Vol. 2, “Igrot” (Cartas) # 42: Como eles poderiam ser como um homem com um coração? Afinal, o que os sábios disseram é bem conhecido: “Assim como seus rostos são diferentes, suas opiniões são diferentes” (Talmud Yerushalmi Berachot, Capítulo 9, Coluna3, Halachah 1). Portanto, como eles poderiam ser como um homem com um coração?

Se nós estamos dizendo que todos estão preocupados com suas próprias necessidades, nós descobrimos que é impossível ser como um só homem. Certamente eles não são um como o outro. Contudo, se todos anulam seus próprios domínios, e estiverem preocupados apenas em beneficiar o Criador, então, suas opiniões não são individuais, uma vez que toda a individualidade foi anulada, e todos entram no domínio privado.

E esta é a ideia do que estava escrito, “o conhecimento dos habitantes é oposto ao conhecimento da Torá”. Isso ocorre porque o conhecimento da Torá é a anulação dos domínios privados, como os sábios disseram: “A Torá não é sustentada, exceto por alguém que se mata por ela”. Quando ele se mata por ela, isto ocorre por seu próprio benefício, e tudo o que ele faz é apenas em prol do céu. E isso é chamado de preparação para receber a Torá.

Nós sentimos a realidade dentro do nosso vaso, que é chamado desejo de prazer. Cada um serve este vaso, que ele recebe desde o início, e faz de tudo para preenchê-lo. Eu sempre faço um cálculo: quanto de esforço tenho que fazer para o benefício esperado? Vale a pena ou não vale a pena fazê-lo? Quanto eu preciso investir para ver o preenchimento dentro do meu vaso? É assim que existimos de momento a momento.

A minha dependência do meu vaso só pode ser anulada se nos conectarmos uns com os outros, e se concordarmos com isso, se começarmos a encontrar novos espaços na conexão entre nós que não sentíamos antes.

Afinal de contas, nós olhamos para tudo do ponto de vista do nosso desejo egoísta que domina toda a matéria, nos níveis inanimado, vegetal, animal e humano. Desta forma, nós obtemos impressões da nossa realidade interior, embora nos pareça ser uma realidade externa. Na verdade, este é o meu mundo interior que está gravado no meu desejo pessoal de prazer.

Os níveis inanimado, vegetal, animal e humano da natureza são os níveis 0, 1, 2, 3, 4: os níveis do meu desejo de receber onde sinto a minha realidade. Meu ego se encontra entre eu e os outros, separando-nos e fazendo com que eu me sinta só.

Se eu tento anular esta tendência de modo a poder chegar à conexão com o Criador através desta anulação eu descubro que há outro espaço que é diferente do espaço do desejo de receber egoísta. Eu começo a sentir que estou num novo espaço, num mar de forças de doação.

Todas essas forças que são descobertas na anulação do ego, me trazem a sensação do Criador, e, apesar de eu ter uma leve impressão disso, a fim de realmente descobri-Lo, eu preciso de um meio mais forte. Afinal de contas, eu só posso anular o ego e usá-lo em prol da doação através da força superior. Eu descubro que não tenho chance, nenhuma possibilidade, de alcançar a anulação pessoal através dos meus próprios poderes e compreensão.

Assim, está escrito: “A Torá não é sustentada, exceto por alguém que se mata por ela”. No entanto, a fim de me matar em prol da Torá, em outras palavras, em prol da correção, eu exijo a força superior. Como está escrito: “E a regra dos proprietários é o oposto da regra da Torá”. Quando uma pessoa começa a obter observações através do poder da Luz, tanto suas emoções como seu intelecto se tornam novos e completamente diferentes.

Assim, ela entende que todas as contradições que tinham eram apenas estímulos para a busca de soluções. No entanto, resolvê-los só é realmente possível através da Luz Superior.

De acordo com o ramo e a raiz, nós estamos no início do feriado de Shavuot, a festa da entrega da Torá. O feriado de Shavuot começa à noite e é dividido em dia e noite. Noite simboliza os dias de exílio, que são reunidos para a noite de Shavuot, de modo que nós aprendemos na noite de Shavuot porque queremos terminar o exílio e chegar ao seu fim.

Depois disso, nós decidimos que provavelmente já investimos o suficiente na anulação pessoal, e, assim, chegamos ao dia e à noite, os mesmos Kelim se transformam em Kelim de revelação. É assim que chegamos ao festival de Shavuot, a festa da entrega da Torá, e desde então, gradualmente, podemos avançar e constantemente corrigir todos os defeitos e aprender o quanto podemos ser como o Criador quando descobrimos como somos diferentes Dele.

Essa diferença entre a verdade e a imagem nos dá profundidade na compreensão do Criador, e, a partir desta profundidade, chegamos à adesão.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 01/06/14

Numa Pequena Jangada

Laitman_716_01Pergunta: Se cada pessoa que nos deixa está fazendo um buraco em nossa conexão, será que o nosso barco não está cheio de buracos?

Resposta: Não, essas pessoas não participavam da conexão e não tinham a intenção de estar integradas nela. Portanto, nós as afastamos de nós; simplesmente as jogamos no mar, em nosso mar coletivo egoísta chamado Malchut.

Pergunta: Quem está neste barco?

Resposta: No barco estão aqueles que querem estar no navio. O navio é o Masach (tela) que nos conecta, que nos une. Este navio é o início do Kli, a primeira condição para estarmos no navio de modo a não nos afogarmos no grande mar de nossas forças impuras (Sitra Achra).

No barco estão os “pontos no coração”, e sob ele está o grande mar de nosso ego. E o navio é usado como um Masach protetor, como uma jangada em que nos conectamos com nossos pontos no coração e não afundamos. À nossa volta, as ondas agitadas do mar tempestuoso de Sitra Achra nos assolam.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/14, Escritos do Baal HaSulam

A História Da Humanidade: O Desenvolvimento Da Garantia Mútua (Arvut) – Parte 4

laitman_220As Aventuras de Abraão

Depois que Abraão alcançou tudo isso, ele começou a trabalhar com as pessoas. Ele explicou o verdadeiro bem-estar e como viver como uma família novamente, em vez do princípio do”seguro nacional”. Mas Abraão descobriu que apenas um pequeno número de pessoas o entendia. As pessoas foram atingidas pelo egoísmo que, de repente acendeu dentro delas; elas não eram capazes de entender que este egoísmo não era delas, que era, na verdade, uma força estranha no interior do homem.

Elas começaram a percebê-lo como sua própria natureza, da mesma forma que fazemos hoje. Se eu penso que alguém é ruim, então ele é ruim e eu sou bom; é isso aí. Eu não sinto que algo está me controlando desde dentro, fazendo-me pensar mal de alguém. Eu sou incapaz de me ver de fora e entender como essa força “alienígena” me move. Eu não tenho um ponto de vista objetivo. Eu não posso me isolar dos meus pensamentos e sentimentos, “afastar” e olhar para o meu comportamento, o meu caráter, a minha natureza, ou a mim mesmo de fora.

As pessoas são incapazes de se ver objetivamente de fora, como fazemos com os outros. A pessoa deve analisar criticamente a si mesma, tornar-se o seu próprio juiz. Abraão explicou esta abordagem “independente” para as pessoas: vamos sair de nós mesmos e olhar para o que está acontecendo conosco. Esta inclinação ao mal, que se tornou mais evidente, está me mostrando que eu estou separado dos demais. Então, por que não posso me separar da mesma forma e me reconectar com os outros? Hoje em dia, essas técnicas são adotadas pela psicologia moderna.

Quando ele começou a ensinar os babilônios o que é em essência a psicologia materialista aplicada, Abraão encontrou apenas alguns milhares de pessoas que estavam prontas para ouvi-lo. As pessoas não viam nenhum mal no ego desenvolvendo-se dentro delas; elas ainda não se sentiam mal, só viam como podiam usar o ego para ganhar dinheiro, ter sucesso e prosperar através da construção de uma sociedade melhor, que era mais bem sucedida e próspera, que iria permitir que todos pudessem ser bem sucedidos, ter sua próprio “Torre de Babel” para os céus.

Então Abraão e seus seguidores que compartilhavam a ideia da garantia mútua, partíram e foram embora. Josephus nogrande Midrash menciona isso. Maimônides (século XII) diz que milhares de pessoas partiram com Abraão. É assim que chegaram a Canaã, hoje Israel.

Em seu grupo, Abraão continuou a construir a garantia mútua. Embora seu egoísmo crescesse continuamente, eles fizeram esforços para se manter conectados acima dele. Eles ensinavam a garantia mútua aos filhos desde tenra idade. É assim que eles apoiavam a unidade entre si e o equilíbrio com a natureza.

Isso continuou até que o egoísmo cresceu novamente dentro deles, e isso foi tão repentino que eles não poderiam evitar cair sob a sua autoridade. Isso é chamado de descida ao Egito. Eles desceram ao Egito, porque não podiam se alimentar mais em Canaã: nem terra, nem gado lhes dava comida por causa de sua separação; sem a garantia mútua, eles não poderiam alcançar a reciprocidade que antes permitia que sociedade florescesse, e a fome os levou ao Egito.

No Egito, eles experimentaram um crescimento adicional do ego até o ponto onde quase desistiram de sua reciprocidade. Quanto mais se separavam da garantia mútua e se afastavam um do outro, mais pressão sentiam dos egípcios e desde dentro. Cada pessoa sentia ódio por todos, bem como o infortúnio, já que cada um se sentia como um solitário, em vez de parte da nação, e foi difícil para todos, porque em vez de um ambiente de amor, todos se viram cercados por pessoas que odiavam. Além desta separação entre todos na nação, os egípcios os escravizaram, e encheram suas vidas com amargura. Isso fez com que eles sentissem uma escravidão dupla: sua separação dolorosa e sua escravidão aos egípcios.

Finalmente, o seu sofrimento tornou-se tão grande que eles estavam dispostos a pagar qualquer preço para se livrar dele, para voltar à garantia mútua, porque essa era a única maneira deles se sentir como uma família novamente. Eles sabiam que se eles se conectassem riam obter energia suficiente para deixar o Egito. Eles tomaram a decisão de partir, já que sua vida havia se tornado a escuridão egípcia.

Seu líder era Moisés. Ele era um homem que tinha a qualidade da misericórdia, como Abraão, que lhes ensinou essa qualidade. Uma vez Moisés levava um cordeiro perdido em seus ombros para seu rebanho do outro lado do deserto e salvou sua vida. Esta é exatamente a qualidade que o líder de uma nação deve ter.

Moisés foi criado no palácio do Faraó até a idade de 40 anos, e, depois, na casa de Jetro, sacerdote de Midiã até a idade de 80 anos. Ele não tinha quaisquer motivos religiosos ou nacionais para se tornar um líder; foi apenas devido à sua qualidade da misericórdia. Nós podemos ver a partir disso que a qualidade da misericórdia é o suficiente para seguir o caminho certo e liderar o povo.

Moisés levou a nação ao Monte Sinai, que significa “a montanha de ódio”, para fazer um acordo, a garantia mútua. Eles morreram porque estavam em frente às leis da natureza, que exigia que eles fossem iguais a ela. Eles tiveram que criar um “guarda-chuva” (tela), que eles tinham até certo ponto, a fim de se elevar sobre o ódio mútuo; só então a vida pode continuar.

Após ter assinado o acordo, o país começou a se cultivar. Eles fizeram uma promessa de se tornar “como um homem com um coração”, de obedecer à regra do “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, em garantia mútua. Enquanto isso, o seu egoísmo continuou a crescer. Durante este tempo chamado de “40 anos de peregrinação”, eles tinham que trabalhar constantemente em seu ego, subir sobre ele, “cobri-lo”.

A inclinação ao mal fervia em cada pessoa, os desacordos eclodiam, mas as pessoas se apoiavam mutuamente. Em garantia mútua, eu devo apoiá-lo, não importa o quê, para que você não se esqueça que somos ambos impulsionadas por nossos egos, e que temos que transcendê-lo. E você se importa comigo para que eu não me esqueça. É assim que ajudamos uns aos outros, todo mundo faz um esforço, mas o principal é a sociedade; o ambiente que estamos constantemente criando precisa implantar a idéia fundamental de uma garantia mútua dentro de nós, uma preocupação por todos, pensamentos por todos.

Este é o guarda-chuva que abrimos acima de nós. Esta é a nossa única livre escolha: continuar no caminho acima do ego ou continuar escravizados por ele. E a construção de um ambiente é a única coisa necessária; esta é a garantia mútua.

Juntos, nós formamos uma força geral que afeta a todos, não permitindo que a pessoa evite este objetivo, esta mensagem, este método. A pessoa tem que permanecer em união com os outros, como um órgão do corpo que funciona em interacção completa com os outros. Nesse meio tempo, o corpo cresce, novas partes e órgãos se desenvolvem no seu interior, e cada um tem que se incluir no sistema geral. O sistema deve estar preocupado com cada pessoa, nunca permitindo que alguém fuja ou caia.

Embora o ego continue fervendo sob esse guarda-chuva, o nosso nível humano, a nossa auto-consciência e compreensão existem acima dele. Desta forma, nós estamos constantemente acima do nível da resistência do ego, e essa força é chamada de “tela” (Masach) .

Nesta fase, a essência do método não é prejudicar os outros e preservar a unidade, apesar de nosso ego crescente: “Aquilo que é odioso para você, não faça ao seu amigo”. Não se preocupe em fazer o bem, porque você não é capaz disso ainda, mas pelo menos não prejudique ninguém de uma maneira que você odiaria. Esta correção geral é chamada de “peregrinar pelo deserto por quarenta anos”.

Agora nós estamos chegando mais perto da terra de Israel, a próxima etapa da nossa história. Estamos realmente prontos para se tornar uma nação. E é por isso que temos que formar uma conexão entre nós de acordo com um novo princípio. A condição de não prejudicar os outros tem sido alcançada. Todo o nosso ego foi corrigido devido a nossa garantia mútua, a interconexão, o que nos mantém juntos. Sem dúvida, não iremos prejudicar o outro. Depois, vamos chegar à “terra de Israel” e conquistá-la. Para colocar de forma diferente, vamos começar a trabalhar com o nosso ego, para transformá-lo em bem, de modo que a pessoa pode amar ao próximo como a si mesma.

Nós vamos construir o “Templo”, a casa de santidade, porque a obtenção da qualidade de doação, garantia mútua, cresceu graças a isso. “Santidade” é doação, amor mútuo. Durante um determinado período da nossa história nós realmente alcançamos esse estado, em que estávamos conectados uns com os outros como um só homem, como um todo. Nesse estado, nos sentíamos conectados com a natureza, sua eternidade e perfeição.

Mas o programa da natureza é levar toda a humanidade à unidade e garantia mútua, para uma comunidade geral. Abraão só podia cuidar de vários milhares de babilônios, mas os outros babilônios, a humanidade inteira, vai ser cuidada pela nação que inicialmente chegou à garantia mútua.

Mas para que isso aconteça, eles precisam estar nas mesmas condições que Abraão estava na Babilônia. Isso significa que têm que cair de seu grau totalmente corrigido ao grau anterior, passando do “Ama o teu próximo como a ti mesmo” ao egoísmo puro. Mas, mesmo nessa descida, eles mantêm a sua centelha da qualidade de misericórdia e garantia mútua.

Assim, a nação passou da destruição do Primeiro Templo, ao exílio, à queda do grau de “Ama o teu próximo como a ti mesmo” para o nível de “O que é odioso para você, não faça ao seu amigo”, e nesta qualidade, eles construíram o Segundo Templo dentro de si.

Rav Akiva, o grande sábio do período do Segundo Templo, chamou o povo a subir mais uma vez ao nível do “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Mas ele sabia que, ao fazer isso, estava só acelerando a destruição do Segundo Templo, que também foi necessária. O aumento do ego é o que causou a destruição do Segundo Templo; a nação caiu no egoísmo e perdeu sua conexão. Isto é o que é chamado de exílio, não geográfico ou histórico, mas interno, exílio da garantia mútua, a partir da qualidade que uma vez conectou a nação após Abraão construiu-la num todo.

E, desde então, o país esteve no exílio. Este exílio era para ser longo e difícil, porque o mundo inteiro tem que chegar ao mesmo estado que Abraão chegou na Babilônia. E agora, na nossa geração, estamos exatamente no mesmo estado. Nós vivemos em Israel, mas não somos uma nação ainda. Agora temos que nos unir para alcançar a mesma qualidade que Abraão quando ele reuniu uma nação dos babilônios.

Nós recebemos todas as condições necessárias para atingir a garantia mútua de acordo com a nossa raiz, para se tornar uma nação mais uma vez, em vez de estranhos, como um homem com um coração, para amar uns aos outros como a nós mesmos, em garantia mútua, que é o meio exato para alcançar o amor entre nós. A garantia mútua significa que temos que continuar a construir a influência do ambiente, de modo que ele irá manter cada pessoa acima do seu ego. Depois, ao atingir esta qualidade, nós vamos ser capazes de cuidar dos outros babilônios que se espalham por todo o mundo e não aderiram a Abraão.

Não há dúvida de que podemos fazer isso porque todas as outras pessoas se encontram num estado de ruína e desamparo, sem saber o que fazer. Hoje em dia elas também estão começando a entender que o caminho do desenvolvimento não as afastou da Babilônia. Nada mudou, apenas que agora está se manifestando em sua forma verdadeira, de forma mais distinta e clara.

Uma grande devastação está rapidamente se aproximando de nós. Nosso egoísmo está  literalmente nos matando, e nós devemos corrigi-lo. Caso contrário, não vamos mais existir, porque a humanidade está se devorando por dentro, enquanto a natureza está nos empurrando por fora, uma vez que estamos nos comportando como um órgão que é alheio ao seu corpo. É por isso que continuamos a receber mais golpes a cada dia.

Portanto, não há outra saída; nós temos que perceber esta garantia mútua entre nós. Nós temos os meios, a energia e o método que nos foi passado desde o tempo de Abraão. Vamos torcer para que sejamos capazes de cumprir a tarefa, que o mundo vai entender qual o nosso propósito e porque somos diferentes.

Embora sejamos odiados pelas nações, isso é apenas porque até agora temos sido incapazes de passar o método de correção para elas. Em primeiro lugar, elas têm que se conscientizar do mal, de modo que terão a capacidade de concordar com isso, sem ter outra escolha. É por isso que nós tivemos que esperar até a nossa hora para revelar o método de garantia mútua e entender como realizá-lo, como levar toda a humanidade à harmonia com a sua natureza interior. Ao fazer isso, vamos todos nos elevar sobre o nosso ego geral e atingir um grau mais elevado do que antes, porque agora toda a humanidade será como um todo.

Como órgãos num só corpo, vamos atingir o nível “humano” da existência, o nível de “humano” (Adão). Vamos entender o objetivo da natureza, todo o processo, e ir além do horizonte para o estado perfeito. Afinal de contas, nós estamos nos aproximando de uma vida perfeita, uma sensação de eternidade, inerente à própria natureza. Diante de nós há uma bela meta permitindo a cada pessoa a oportunidade de se realizar perfeitamente, através do investimento nos outros, conectando-se com eles, e através da implementação de todas as suas qualidades e habilidades naturais. Não há supressão ou limitações, e há apenas uma condição: dar tudo aos outros como uma célula num corpo, e então você será recompensado com a vida de todo o corpo.

A História Da Humanidade: O Desenvolvimento Da Garantia Mútua (Arvut) – Parte 3

Laitman_051A Base do Arvut na Natureza

Onde nós podemos encontrar essa abordagem? Ao estudar a nós mesmos, nós podemos observar quão inteligentes fomos criados; todos os nossos órgãos e sistemas dentro do nosso corpo são completamente interconectados. Nem um só sistema, órgão ou célula em um corpo existe por si mesmo; tudo é dirigido para as necessidades do corpo. Apesar de todas as partes do corpo estarem no nível animal de existência, ao se conectar criam um nível mais elevado de desenvolvimento, o “homo sapiens”. Quando todas essas partes trabalham em harmonia, elas sobem mais alto do que o nível animal, acima do corpo vivo.

Se fizéssemos essa analogia com a sociedade humana, é assim que nós precisamos existir. Mesmo dentro do corpo, cada órgão é egoísta e quer existir por si só, mas ele “sabe” que a vida só é possível quando todos os órgãos interagem juntos, quando cada um cuida do resto. É por isso que o coração fornece sangue, os pulmões fornecem oxigênio, os rins e fígado limpam o sangue e o cérebro “monitora” tudo isso. Em essência, cada órgão está preocupado em servir os outros, em vez de si mesmo. Esta é a “garantia mútua” dentro do nosso corpo.

Em nosso corpo isso acontece naturalmente, mas na sociedade nós temos que formar conscientemente essas relações. É por isso que não devemos destruir o mal dentro de nós; nós apenas temos que colocá-lo para um bom uso, em benefício de toda a sociedade.

Nós precisamos mostrar a cada pessoa, cada grupo, cada setor da sociedade, cada escola de pensamento ou movimento, como a pessoa pode usar suas qualidades para beneficiar toda a sociedade, e, assim, as pessoas vão ver que, ao ajudar os outros, podem se realizar plenamente. Então as nossas diferenças e contrastes se conectam; nós subimos à próxima dimensão, e começamos a entender toda a natureza, a sua finalidade, programa e objetivo. Assim, nós podemos revelar a ciência de uma ordem superior.