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“Cuidar Uns Dos Outros, Cura” (Medium)

Medium publicou meu novo artigo: “Cuidar Uns Dos Outros Cura

Por algum tempo, estamos passando por uma crise profunda que destruiu todos os aspectos de nossas vidas. Tudo o que sabíamos desmoronou. Precisamos recomeçar, mas não sabemos como. Em vez disso, aguardamos e esperamos por uma vacina. Mas protelar é muito ruim para nós; apenas torna as mudanças necessárias mais dolorosas e lentas.

O vírus atinge todos os níveis: biológico, emocional e social. No entanto, seus golpes não são aleatórios; têm uma trajetória clara: separar-nos, ou seja, exercitar o distanciamento social e reconstruir nossas relações de forma não prejudicial. O vírus pode ser um patógeno para nosso corpo, mas é um remédio para nossa sociedade.

Quanto mais cedo reconhecermos que não voltaremos às nossas vidas antes do vírus, melhor será para nós. Para fazer isso, devemos entender o que estamos passando e o que está acontecendo ao nosso redor.

O vírus atinge todos os níveis: biológico, emocional e social. No entanto, seus golpes não são aleatórios; têm uma trajetória clara: separar-nos uns dos outros, ou seja, exercitar o distanciamento social e reconstruir nossas relações de forma não prejudicial. O vírus pode ser um patógeno para nosso corpo, mas é um remédio para nossa sociedade. Pode ser difícil ver isso no momento, com todos os relatos contraditórios e desinformações que recebemos de todas as direções, mas se seguirmos as ordens dadas pelas autoridades, independentemente de serem ou não úteis na cura de nossos corpos, descobriremos que eles estão nos ajudando, talvez sem querer, a construir comunidades mais solidárias e aumentar nossa responsabilidade mútua.

Não devemos considerar as instruções para usar máscaras ou lavar as mãos, ou manter uma distância de um metro e oitenta como intuito de nos proteger. Isso apenas perpetuaria a atual atitude deletéria que nos trouxe para onde estamos. Em vez disso, devemos seguir estas instruções para não infectar outras pessoas. Se previne ou não o contágio, não é realmente importante. O que é extremamente importante, entretanto, é que isso inverte completamente nossa atitude para com os outros em comparação com a atitude que normalmente exercemos.

Se a maioria das pessoas adotar essa atitude, de pensar na saúde do próximo e tomar as medidas cabíveis para apoiá-la, isso vai revolucionar a sociedade. Não importa o que motivou a mudança, mas simplesmente o fato de que a mudança aconteceu fará milagres. E como isso não aconteceria se não fosse o coronavírus, descobriremos que é o vírus que nos trouxe a um novo nível de conexão entre nós.

Naturalmente, em tal estado de preocupação mútua, as cadeias de infecção se quebrarão e o vírus desaparecerá em questão de semanas. Mas, mais importante, descobriremos que nossa sociedade atingiu um novo nível de preocupação mútua, um novo nível de coesão, e não queremos retornar à alienação, solidão e suspeita que abrigávamos antes do início da Covid19. Em vez disso, vamos querer continuar desenvolvendo a nova agenda que cuidar uns dos outros.

Todos Em Um Barco

962.2A cada dia a situação piora em todo o mundo. Isso indica que a humanidade não está se movendo na direção certa e não está suavizando sua condição.

Em vez de seguir o caminho da luz desejada aos olhos da criação e do Criador, a humanidade, por falta de compreensão do que está acontecendo e do que precisa ser feito, segue o caminho do sofrimento, o desenvolvimento natural dos acontecimentos, ou seja, sob a pressão de forças que nos obrigam a avançar. Então, seguimos dessa forma como se não houvesse outra escolha.

Não se pode dizer que existe uma consciência real do mal, mas é claro que o estado é ruim e pode não ser mais corrigido, mas irá se deteriorar cada vez mais. A crise afeta a todos, tanto os trabalhadores comuns quanto os governantes. Muitos já entendem que não se trata apenas de um vírus, mas de um fenômeno que mudará toda a nossa vida. Isso está se tornando mais evidente a cada dia.

Ao mesmo tempo, as pessoas ainda esperam que, se uma cura para o coronavírus for encontrada rapidamente, elas poderão voltar à sua antiga vida. Elas não entendem que o vírus não atinge a nossa saúde, mas muito mais profundamente. A natureza deu início a um tratamento global para a humanidade. Ele não pretendia nos confinar às nossas casas e nos distanciar a dois metros um do outro, proibindo-nos de se comunicar, celebrar casamentos juntos, sentar-se com os amigos num restaurante.

A natureza tinha uma intenção completamente diferente: ela queria nos dar espaço, espaço livre, tempo e a oportunidade de entender e sentir porque tudo isso foi feito, para que propósito. Não se trata apenas de uma epidemia, mas de um fenômeno superior, integral, global e especial. É difícil entender de imediato, mas a humanidade já está se aproximando dele.

Os golpes são a maneira mais segura de alcançar nossas mentes e corações e nos tornar conscientes de nossa condição. Devemos tentar explicar às pessoas por que a natureza faz isso conosco. A natureza é um mecanismo integral e global que atua sobre nós e nos faz avançar gradualmente ao longo do caminho da evolução, ou seja, o programa da criação. Estamos nos desenvolvendo de acordo com um plano superior.

A ciência da Cabalá nos explica que tipo de programa é e quais etapas precisamos seguir. É impossível escapar deste programa. Você só pode mudar o método de nosso progresso em direção à unificação, a meta do desenvolvimento, de ruim para bom.

Da mesma forma, ao criar os filhos, se um filho ouve os pais, ele é bem tratado, e se não quiser ouvir, você deve pressioná-lo e até puni-lo. É dito que “aquele que poupa a vara odeia seu filho” (Provérbios 13:24). A meta já foi traçada desde o início e devemos alcançá-la.

Logo ficaremos sem dinheiro, sem comida. Quanto mais cedo explicarmos o verdadeiro motivo, menos golpes receberemos com o objetivo de conduzir uma pessoa a uma nova e correta ordem de vida.

Não podemos esperar que isso seja feito pelas forças da natureza que nos golpeiam e parecem destituídas de compaixão e sentimentos. Elas vieram depois de não termos dado ouvidos às advertências da natureza e não termos feito nenhum esforço para seguir um bom caminho.

É preciso explicar a todos que não é da epidemia ou do vírus a culpa. Existe simplesmente uma força que age de forma muito severa e é forçada a nos pressionar, como um pai ou uma mãe sobre uma criança travessa. Devemos nos desenvolver, sem dúvida.

Mas podemos escolher o caminho bom, fácil, bonito e rápido se direcionarmos nossos corações e mentes para o objetivo para o qual a natureza nos conduz: para a nossa unificação e organização da vida aqui nesta terra, de uma forma simples e boa. Do lado material, você precisa guardar o que for necessário. O principal é se direcionar ao desenvolvimento espiritual, isto é, à conexão de coração a coração.

As pessoas se sentem mais infelizes a cada dia porque não conseguem ver a imagem do futuro para o qual a natureza nos conduz. Acham que é só uma doença e um dia a gente vai se recuperar. Vamos gastar dinheiro com isso, alguns ficarão doentes, alguns até morrerão, mas, no final, a epidemia acabará e voltaremos à vida normal.

Cada país está lutando para voltar à sua vida normal. Todo político nos convence de que tem uma solução para restaurar os velhos hábitos amanhã. Isso é conhecido e desejável por todos porque sabemos como viver nele.

Mas é impossível reverter o processo de evolução. Vemos pela história que passamos de um estado para outro e avançamos para os próximos estágios. Agora, a natureza exige que passemos para um novo estágio onde a humanidade deve se aproximar sensualmente. Além disso, devemos cuidar de nossa casa, de nosso planeta e, juntos, cuidarmos de nosso futuro.

Afinal, nisso todos nós dependemos uns dos outros. Não podemos fazer distinções entre povos, países, devemos pensar no estado global.

Que cada um de nós seja um egoísta que pensa apenas em si mesmo, que não se importa com ninguém mais no mundo, mas se quisermos sobreviver, devemos pensar em todos. Afinal, estamos todos no mesmo barco.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/08/20, Escritos de Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

“Israel – O Primeiro Em Ser O Último” (Times Of Israel)

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “Israel – O Primeiro Em Ser O Último

Israel é agora o líder mundial em novos casos de doença coronavírus. Ou seja, todos os outros países do mundo têm menos infecções por coronavírus per capita do que Israel. Dados da Universidade Johns Hopkins revelaram que Israel teve uma média de 199,3 novos casos por dia para cada 1 milhão de residentes na semana que terminou em 2 de setembro. Desde então, Israel apenas aumentou a lacuna.

Quando a COVID-19 surgiu pela primeira vez, os países fizeram fila para elogiar Israel por lidar com a pandemia. Mas, na segunda onda, a realidade se alinhou com nosso comportamento e caímos do zênite ao nadir. Mesmo se fecharmos a economia mais uma vez, colocarmos todas as cidades em quarentena e todas as famílias sob ordens de ficar em casa, não encontraremos mais do que uma recaída momentânea do contágio até que façamos o que devemos – mudar nossa atitude mútua. Então, e só então, venceremos o vírus.

Quando o vírus apareceu pela primeira vez, eu disse que não era um vírus comum. Eu adverti que não é para fechar a economia, mas para nos ensinar como nos relacionarmos uns com os outros. Até agora, falhamos miseravelmente, e por isso o vírus comemora com taxas de infecção recordes, total desamparo das autoridades e depravação sugestiva dos últimos dias de Roma.

Superficialmente, parece haver uma batalha entre aqueles que querem manter a economia funcionando e sustentar a vida das pessoas, e aqueles que querem restringir as atividades econômicas e públicas e sustentar a vida das pessoas. Em minha opinião, enquanto nos tratarmos com tanto escárnio e desdém, não iremos apoiar nenhum dos dois.

Todo o problema com as medidas que estamos tomando para evitar o contágio não são as medidas em si, mas que as estamos tomando para nos proteger em vez dos outros. Quando a motivação é tão egocêntrica, aqueles que são jovens e saudáveis, e não estão nos grupos de risco, ou que acreditam que a doença não passa de uma notícia falsa, não têm motivos para seguir as instruções. Ao fazer isso, eles não só aumentam o risco de vida das pessoas em risco, como também aumentam o ódio e a alienação na sociedade, e este é o verdadeiro problema.

Precisamos tratar as máscaras, vacinas e todas as outras medidas não como ferramentas médicas, mas como ferramentas sociais que nos ajudam a retratar nossa relação com os outros. Se mudarmos nossa relação com os outros, seremos capazes de abrir a economia sem quaisquer limitações e o vírus desaparecerá em pouco tempo. Mas, primeiro, precisamos mostrar nossos esforços para mudar nossa atitude uns para com os outros, e a maneira de mostrar isso passa por usar máscaras, manter o distanciamento social e fazer tudo o que for necessário para preservar a vida e a saúde de nossos semelhantes. Não nossas próprias vidas, mas as dos outros ao nosso redor.

O Estado de Israel está sempre no centro das atenções. Assim como os países fizeram fila para nos elogiar quando tivemos sucesso em conter o vírus no início, eles agora ficam perplexos com nossa falha colossal em fazer o mesmo na segunda onda. Se mostrarmos ao mundo que a maneira de eliminar o vírus é pela união, o mundo seguirá o exemplo e, como resultado, uma nova sociedade unida surgirá em todo o mundo.

Devemos lembrar que o Estado de Israel, assim como o povo de Israel, não é apenas outro país. Foi estabelecido para capacitar o povo de Israel a cumprir seu dever para com o mundo: dar o exemplo de unidade acima das divisões e mostrar às nações como elas também podem fazer isso. Aqui em Israel, devemos nos tornar “uma luz para as nações” ao nos unirmos “como um homem com um só coração”.

Apesar dos acordos recentes, o mundo árabe como um todo não fará a paz conosco, e o mundo não apoiará nossa presença aqui, enquanto não fizermos as pazes uns com os outros. Em vez disso, as nações nos culparão por incitar guerras e tomar uma terra que não é nossa, como a UNESCO vem dizendo há vários anos.

A Covid-19 nos deu a oportunidade de mudar nossa relação uns com os outros, mudando assim a relação do mundo conosco e, portanto, mudando a relação das nações umas com as outras. Não devemos subestimar nosso poder de fazer o bem ou o mal para o mundo inteiro. Se enfrentarmos o desafio e nos unirmos, expulsaremos o coronavírus, o mundo também aprenderá que a solução para a pandemia está nas relações positivas e fará o mesmo, a pandemia desaparecerá e toda a sociedade global mudará para o melhor.

Blitz De Dicas De Cabalá – 07/05/20

294.3Pergunta: Se uma pessoa para de obedecer às leis da natureza no nível dos pensamentos e sentimentos, isso significa que ela realmente tem que mudar a si mesma nesse nível?

Resposta: Não precisamos de mais nada. Pensamentos e sentimentos são o que temos. Assim que percebermos que não operamos corretamente – e isso acontece em nossos pensamentos e sentimentos – começaremos a mudar. Não precisamos de nenhum movimento. Nosso futuro está finalmente além do mundo físico.

Comentário: De acordo com o que você diz, a unidade entre as pessoas é o remédio contra os vírus, pois o vírus teme a unidade entre nós. Mas vemos que é o contrário, que o remédio contra a propagação do vírus é manter distância e isolamento.

Meu Comentário: Este é o caso agora porque ainda somos egoístas. Se não quisermos impactar um ao outro negativamente e abrir espaço para o vírus entre nós, precisamos nos afastar um do outro.

Pergunta: Precisamos mudar nossa percepção dos outros e, então, diferentes ações práticas serão desenvolvidas como resultado. Isso significa que você não nos aconselha a fazer nada, exceto mudar nossa atitude. Mas isso é possível sem ações práticas?

Resposta: Não, precisamos realizar ações práticas e precisamos ajudar uns aos outros para que cada um de nós mude constantemente nossa perspectiva dos outros para melhor.

Pergunta: Se, sob a ameaça de destruição, a humanidade compreender que a solução para o problema é apenas a luta com o nosso ego, e as pessoas começarem a se relacionar artificialmente umas com as outras aparentemente com amor, o que ganharemos com isso?

Resposta: Isso nos permitirá atrair a força positiva da natureza que pode nos elevar acima do nosso ego e nos dar a força para usá-la corretamente.

De KabTV,  “A Era Pós-Coronavírus”, 07/05/20

Uma Doença Que Cura

294.2Há algum tempo, vivemos uma crise em grande escala que afeta todas as áreas de nossas vidas. Todos os modos de vida habituais desmoronaram diante de nossos olhos e agora precisamos construir uma nova realidade.

Ainda não somos capazes de parar esta crise e transformá-la em mudanças positivas. Não podemos retornar ao antigo estado nem avançar para um novo futuro bom. Não temos nenhum controle sobre esta situação e, portanto, é muito cedo para falar sobre o fim desta crise.

Até agora, não temos consciência do que estamos passando. Embora toda a humanidade esteja vivendo nas condições da pandemia do coronavírus há seis meses, ainda não entendemos por que aconteceu, de onde veio ou como esse golpe pode ser amenizado ou mesmo eliminado. Ainda não está claro como será o novo mundo da era pós-coronavírus.

É muito cedo para falar do futuro se não compreendermos o presente, que não traz alegria, mas constantemente traz novas restrições e golpes. Se pudéssemos entendê-los, veríamos uma luz no fim do túnel. No entanto, não há sinal de luz ainda. Nós nem mesmo entendemos a escuridão em que estamos.

Mesmo antes do coronavírus, o mundo estava em crise, e falava-se de uma guerra mundial iminente ou desastres ambientais. A situação era muito problemática, afinal a gente não sabia o que fazer com a geração jovem, com os desempregados. Eram muitos problemas, e não ficou claro para onde ia tudo, como uma pessoa que não sabe qual a doença que tem, mas consegue injetar analgésicos e existir de alguma forma.

Portanto, ainda não reconhecemos o mal de nossa situação o suficiente para sermos capazes de sair dela. Somos como uma pessoa que sofre de dores, mas ainda não sabe o que há de errado com ela, qual é a causa de sua doença e como pode ser curada.

Precisamos coletar todos os dados disponíveis, analisar tudo o que a humanidade vem fazendo há milhares de anos e tentar entender o que está acontecendo com a sociedade, com as pessoas, com o país e com toda a Terra em geral. Onde podemos encontrar, se não uma solução, pelo menos uma explicação do que está acontecendo?

O vírus nos atinge no nível biológico e também no nível da sociedade e da família. Portanto, devemos tentar entender a tendência: por que a natureza nos trata assim e o que podemos fazer para não nos escondermos desse tratamento, mas para nos curarmos.

Qual é o propósito do coronavírus que atingiu nossa sociedade, famílias, crianças e todos os nossos sistemas com tanta força e paralisou metade do mundo? Para encontrar uma solução, você precisa saber de onde veio o vírus, para que finalidade e o que fazer para mitigar esse golpe e curar suas consequências.

Em toda doença, há a parte da recuperação, toda doença cura. Precisamos ver para onde o coronavírus está nos levando e tentar chegar a esse estado saudável. No entanto, para fazer isso, precisamos entender esse golpe em toda a sua profundidade em todas as escalas. Há uma força por trás disso que não quer apenas nos vencer, mas nos curar de uma doença grave.

Afinal, mesmo antes do coronavírus, o mundo estava aos poucos caindo no abismo e não estava claro quanto tempo ainda lhe restava. Era óbvio que a natureza estava preparando um golpe sério para nós. Eu só não esperava que fosse um vírus, mas esperava algum tipo de convulsão social, desastres nacionais ou ambientais, ou um terremoto que sacudisse toda a Terra. Ou o globo pode se desviar ligeiramente de sua trajetória no espaço e colocar em perigo toda a vida.

A situação poderia ter sido muito pior do que uma epidemia de coronavírus. Comparado ao que poderia ter acontecido, o coronavírus é como um leve resfriado. Felizmente, a natureza e o Criador não usaram métodos mais rígidos. Afinal, a natureza tem um objetivo – levar-nos à conexão correta. Vivemos em uma época em que a Torá deve ser claramente implementada diante dos olhos de todas as pessoas.

O coronavírus é o menor golpe que vem do amor e da misericórdia para as pessoas que não entendem suas vidas. Precisamos entender por que chegamos a tais golpes. Por que não ouvimos o primeiro aviso de um pai, como bons filhos, para mudar nosso comportamento e viver bem, para receber presentes em vez de punição?

Não ouvimos os avisos da natureza de que devemos ser mais integrais e tratar bem uns aos outros. Por meio de nosso comportamento, determinamos o comportamento de toda a natureza, evitando que ela se torne um sistema global e entre em equilíbrio. Desequilibramos a natureza e, portanto, é claro que o homem está destinado a sofrer mais do que qualquer outra pessoa. Na verdade, o golpe está chegando; este ainda não é o fim da pandemia, e nem mesmo é o seu início.

A natureza não vai recuar. Estamos vivendo em uma nova era de correção geral. Assim, não teremos permissão para viver em paz por várias dezenas de milhares de anos. Dia após dia, estaremos revelando que estamos continuamente rolando para baixo. A natureza nos mostra o quanto nos opomos, nos odiamos e nos repelimos. Todos pensam apenas em si mesmos e não podemos continuar assim!

Em primeiro lugar, devemos entender esse requisito da natureza. Devemos nos educar para nos aproximarmos uns dos outros até chegarmos à unidade completa: no campo, na família, entre pais e filhos. Precisamos aprender a nos conectar e, se não fizermos isso, a natureza não vai parar de nos golpear.

De KabTV, “Mulheres no Novo Mundo”, 30/08/20

“Estamos Todos Lutando Contra O Mesmo Inimigo”

Dr. Michael Laitman

Da minha página do Facebook Michael Laitman 07/09/20

Está ficando mais claro a cada dia que estamos lutando contra o mesmo inimigo. Esse inimigo convence alguns de nós de que os democratas são maus e convence outros de que os republicanos são desumanos. Sussurra nos ouvidos de alguns que não há coronavírus e não há necessidade de usar máscaras, e sussurra nos ouvidos de outros que aqueles que não usam máscaras são irresponsáveis ​​e egoístas e colocam a vida de outras pessoas em risco. Este inimigo nos diz que os negros são anarquistas e uma série de outros “elogios”, e ainda diz a outros que os brancos são racistas imorais. Mas, acima de tudo, diz a todos nós: “Sou seu amigo, estou do seu lado”.

Não é. É contra todos nós como sociedade e contra cada um de nós como indivíduos. Ele se preocupa apenas consigo mesmo e não deseja nada além de nossa servidão. É o nosso ego e ele dominou a técnica de “dividir para conquistar”. É hora de nos unirmos e destroná-lo, antes que todos nós nos matememos uns aos outros.

O ego nos cega para nossa dependência mútua. Ele nos faz pensar que estaríamos muito melhor se o outro lado não existisse. Mas um sem o outro, sem nossos opostos, nós mesmos não existiríamos. Somos os dois lados da mesma moeda; você não pode remover um lado da moeda, mas deixar o outro lado. Se você tentar, não sobrará nada.

Assim como não existe um único sistema em todos os níveis da realidade que não dependa de seu oposto, o mesmo ocorre com as pessoas. Não seríamos capazes nem de pensar na vida se não houvesse morte. Não saberíamos o significado da luz se não houvesse escuridão, sentiríamos amor se não houvesse ódio ou sentiríamos compaixão se não sentíssemos crueldade.

Além disso, não conheceríamos nossas opiniões, qualidades e gostos e desgostos se não tivéssemos outras pessoas com quem pudéssemos nos comparar. Os opostos em nosso mundo não apenas o sustentam, mas também o tornam tão rico e belo quanto ele é. Amamos a diversidade e as contradições na natureza, então por que as odiamos em nossa própria sociedade? Porque desfrutar e apreciar nossas diferenças vai contra nosso ego, que nos diz que só nós importamos, e ninguém mais.

Como resultado, nosso ego nos faz interpretar a oposição de pontos de vista, aparência e fé como negativa. É assim que ele destrói nosso mundo. Se não tomarmos cuidado, ele logo nos destruirá, colocando-nos uns contra os outros em uma guerra que ninguém vai vencer, exceto o ego.

Me Dói Saber Que O Mundo Inteiro Está Sofrendo

523O mais importante é sentir que a crise atual é o problema comum que nos une e nos ajuda a entender que estamos conectados uns com os outros.

Vamos todos jurar que a partir deste momento, quando pensarmos no coronavírus em relação à nossa família, nossa cidade, a escola que nosso filho vai, e nosso trabalho, vamos nos preocupar com toda a humanidade.

Desejaremos que toda a humanidade seja curada do coronavírus, que é causado pelo nosso egoísmo que se revela mais e mais a cada dia. Se nos sentirmos próximos uns dos outros e formos capazes de nos conectar e abraçar, todos os vírus desaparecerão.

Assim que pensarmos em nosso infortúnio pessoal, vamos expandi-lo um pouco e pensar sobre nosso problema global comum.

Os egoístas geralmente ficam felizes porque o mundo inteiro está sofrendo, porque seu próprio problema não parece mais tão terrível, como se diz: “Um problema compartilhado é um problema dividido pela metade”. Mas aqui é exatamente o contrário: eu sofro pelo mundo inteiro. Meu sofrimento é muito maior se eu ver que não estou apenas sofrendo por meus filhos, família, parentes, conhecidos, mas toda a humanidade está sofrendo.

Precisamos começar a tratá-la de forma diferente. O fato de todos estarem sofrendo comigo não me faz sentir melhor, pelo contrário, dói muito mais porque o mundo inteiro está sofrendo.

Da Lição para Mulheres, 29/08/20

Rachaduras No Coração

527.01Por que o coronavírus apareceu? Devido ao fato de que não há conexão correta entre todos os elementos da criação, em todos os níveis: inanimado, vegetativo, animal e humano.

Onde já deveria aparecer uma conexão, de acordo com o programa geral de desenvolvimento, que nos move para o fim da correção, mas ainda não existe, a partir desses lugares de ruptura, como de rachaduras nas paredes, os vírus rastejam.

Os vírus são o desejo de receber que já deveria ter sido corrigido, mas que ainda não corrigimos. É por isso que esses vírus aparecem. Tentamos combatê-los em todos os níveis, em todas as formas, mas, na realidade, temos que tratá-los no mais alto grau onde se manifestam, ou seja, no grau humano.

Além do coronavírus fazer mal à saúde, pior ainda, leva ao distanciamento uns dos outros, fecha locais de trabalho, creches, escolas, etc. Nos lugares onde o vírus tem um impacto negativo na sociedade humana, precisamos fazer uma correção por meio de nossa conexão correta.

Não podemos deter a epidemia colocando máscaras, nos escondendo em nossas casas, fechando escolas, creches e cinemas – tudo isso não é obrigatório. Só precisamos fazer uma correção no mais alto grau, ou seja, nas relações entre as pessoas. Vamos começar a nos corrigir fazendo a conexão correta um com o outro e, assim, neutralizaremos o coronavírus. Está escrito: “O amor cobrirá todos os crimes (isto é, todos os vírus no nível humano)”.

Então veremos como, com a ajuda das armas mais poderosas, começamos a ordenar toda a criação de cima para baixo, cada vez mais, até que esses vírus desapareçam dos níveis inferiores: dos corpos humanos, dos animais, de absolutamente tudo. Este deve ser o nível de nosso impacto sobre todos os problemas que revelamos na natureza hoje; toda correção é somente por meio de nossa unidade.

Por meio de nossa conexão, vedaremos todas as rachaduras das quais os vírus, essas pequenas víboras, sairão, e a epidemia irá parar. A doença está cada vez mais aguda, mas tem cura!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/08/20, Escritos do Baal HaSulam, “ O Arvut (Garantia Mútua)”

Quem O Vírus Atinge Mais: Homens Ou Mulheres?

198Comentário: O coronavírus atingiu quase todos: presidentes, pessoas comuns, de pescadores a acadêmicos. Milionários, sem entender o que está acontecendo, ficam todos trancados.

Por outro lado, as estatísticas mostram que duas vezes mais homens do que mulheres morrem de coronavírus. Existem muitas explicações diferentes. As mulheres supostamente têm um sistema imunológico melhor e são menos viciadas em maus hábitos. Como você explicaria isso?

Minha Resposta: Eu acho que os homens são mais ligados e mais responsáveis ​​por corrigir o mundo do que as mulheres. Eles se opõem mais à natureza integral do que as mulheres. Eles são mais egoístas. Portanto, nessa medida eles são mais afetados pelo vírus.

Pergunta: Os homens são mais egoístas do que as mulheres?

Resposta: Claro. Em suas manifestações em relação à natureza, à sociedade envolvente, etc. As mulheres têm ainda mais probabilidade de compartilhar, de alguma forma equilibrar. Sua essência animal interior é assim. Não é assim com os homens. Ele é um conquistador, tudo se resume à competição e assim por diante. Então, o vírus se refere mais a eles. Portanto, eles são mais suscetíveis a vírus, mais fracos. Mulheres são mais fortes. Acho que isso está claro para todos. O corpo da mulher é muito mais forte, muito mais resistente.

Pergunta: É porque eles têm esse calor, casa, nascimento?

Resposta: sim.

Pergunta: E os homens têm beligerância, ódio e desejo de matar, capturar?

Resposta: Este é um tipo diferente de egoísmo. Claro.

Comentário: Você disse algo muito importante. Os homens têm uma responsabilidade maior para com o sistema superior, para com a natureza.

Minha Resposta: Sim, para se tornar igual a ela, precisamente porque eles são mais egoístas. Este é um sistema muito complexo, e é impossível começar a examinar agora em que medida as mulheres e os homens são o oposto de uma natureza altruísta, cada um à sua maneira.

De KabTV, “Notícias com Michael Laitman”, 20/04/20

“Fé E Crença Em Tempos De Crise” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo “Fé E Crença em Tempos de Crise

Quando as coisas dão errado, as pessoas olham para o céu em busca de respostas e conforto. Desde os tempos antigos, as pessoas procuram algo em que se agarrar em momentos de crise e angústia, por isso é natural que esta pandemia tenha desencadeado a procura de uma força superior, como confirmam os estudos. Esse clamor vai acelerar nossa descoberta do sentido da vida e nos ajudar a internalizar uma resposta que será encontrada no poder do amor entre nós.

Esse clamor vai acelerar nossa descoberta do sentido da vida e nos ajudar a internalizar uma resposta que será encontrada no poder do amor entre nós.

Um quarto dos americanos afirma que a COVID-19 fortaleceu sua fé religiosa, enquanto apenas 2% afirmam que a enfraqueceu, de acordo com uma pesquisa do Pew Research Center. Outros estudos confirmam uma ligação direta entre desastres naturais e momentos de crise e uma tendência crescente de recorrer a um poder superior. O número de pesquisas no Google pela palavra “oração” em 75 países quase dobrou desde o início da crise do coronavírus.

As pessoas precisam sentir que têm uma âncora, que há algo em que confiar ou em que se agarrar.

Como uma criança agarra sua mãe e não a solta porque ela é vista como o lugar mais seguro, nós também, adultos como somos, precisamos de uma fonte de segurança. No mundo ao nosso redor, não encontramos essa fonte.

A humanidade uma vez se voltou para as forças inanimadas da natureza, como o sol e a lua, como poderes governantes. Hoje, sem nenhum lugar para se voltar e nada mais em que acreditar, apenas um poder superior permanece. Mas exatamente quem ou o que é, não temos certeza. Existem inúmeras discussões, hipóteses, percepções e crenças em torno dessas questões. Afinal, nossos corações anseiam pela certeza de que algo está administrando e organizando tudo na vida.

No final do dia, podemos perguntar se a natureza exata de um poder supremo importa, contanto que sua própria existência nos ajude a nos sentir mais seguros em nossas curtas vidas neste mundo. Enquanto nossa fé acalma a psique cansada, optamos por nos apegar a ela.

E quando uma pessoa se sente melhor, é bom para as pessoas ao seu redor, porque as pessoas calmas são mais gentis umas com as outras. Elas estão menos dispostas a brigar ou magoar os outros. Embora as especificidades e costumes em torno da crença possam diferir, cada um dos oito bilhões de pessoas no mundo acredita em algo, e essa fé é aceita como normal por quase todas as pessoas.

Essa noção de fé também está relacionada ao conceito de oração. Desde a eclosão da pandemia do coronavírus, as crenças das pessoas as uniram em orações comuns que foram transmitidas ao vivo às massas nas redes sociais. As consequências das orações coletivas também são positivas porque quando as pessoas acreditam que podem acessar uma força poderosa unindo-se em um apelo comum, elas o fazem por meio do processo de conectar-se e pedir como um. E se houver algum problema em nossas vidas, esse problema nos liga uns aos outros. Quando estamos mais unidos, nossa unidade certamente atrai uma resposta.

Quando superamos a distância entre nós e expressamos a disposição de nos reunir para nos unirmos em um pedido comum, transcender acima do ego individual – o único fator que nos mantém separados -, assim melhoramos o destino de todos.

Enquanto pedirmos pelo bem de todos, e não em detrimento de alguém, nossa oração será aceita. No final, não importa em absoluto por que acreditamos, a quem nos voltamos, à religião ou a um método específico que praticamos, ou mesmo em que língua oramos. O que importa é o nosso desejo e pedido comuns.

Como resultado da pandemia, alcançamos um novo estágio em nosso desenvolvimento, que nos levará a um novo nível de vida, uma nova visão de mundo da humanidade como uma família. Os problemas que enfrentamos estão nos empurrando para frente. Eles estão nos ajudando a descobrir que o poder supremo é um e é para todos e que pode ser acessado por meio da conexão entre nós. A humanidade está descobrindo o poder do amor que se revela em nossa unidade.