Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Purim É Um Chamado Para Unir

laitman_933Purim é o grande feriado da redenção; é o feriado do êxodo do exílio. A sabedoria da Cabalá nos diz sobre a história da evolução da humanidade de Adão em diante. Antes dele havia seres humanos e civilizações, mas Adão encarna o início de uma nova história, a história do desenvolvimento espiritual da humanidade.

Ele foi o primeiro a descobrir que a vida não era apenas para sobreviver no plano deste mundo, mas para ascender deste mundo para o próximo nível, para o mundo espiritual, e para se tornar uma entidade totalmente diferente, para se tornar um ser humano.

A palavra “Adam” deriva da palavra hebraica “Edame” (assemelhar-se), assemelhar-se ao Criador que existe numa dimensão diferente. E visto que ele foi o primeiro a descobrir a possibilidade de ascensão do estado animal para o nível humano, para o nível de se assemelhar ao Criador, ele é chamado de Adão.

Mas foi só Abraão que conseguiu alcançar a equivalência com a força superior, ascendendo os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, até o nível humano, ao sentir que estava numa nova dimensão. Isso aconteceu 20 gerações depois de Adão.

Qual é a razão de Abraão ter conseguido isso? Foi porque a humanidade, que era apenas um pequeno número de pessoas que povoam a antiga Babilônia na época, de repente se viu num beco sem saída egoísta.

As boas relações entre os babilônios, que viviam como uma família, de repente se encheu de falta de confiança, roubo e abuso mútuo, tais relações egoístas a partir das quais eles não sabiam para onde ir. Eles pensaram: “Nós temos que subir aos céus e descobrir a razão para o que está acontecendo conosco”. Neste momento, na antiga Babilônia, duas personalidades líderes se destacaram representando dois pontos de vista diferentes: o ideólogo e cientista de sua época, Abraão, e o rei de Babilônia, Nimrod.

De acordo com a ideologia de Abraão, a humanidade existia para se unir acima do ego que mantém as pessoas separadas. Unindo-as, eles poderiam atingir o próximo nível de seu desenvolvimento.

O ego intencionalmente os levou a um beco sem saída, para que eles não sucumbissem a ele, caso contrário ele iria levá-los a sua aniquilação mútua. Eles não tinham outra escolha, a não ser simplesmente se conectar acima dele. Além disso, há tal força na natureza que pode ser atraída, de modo que ela pode nos ajudar a realizar esta ação.

Nimrod, por outro lado, acreditava que eles tinham que seguir um caminho diferente: se dispersar por todo o mundo como uma família que não pode viver junto e conviver uns com os outros. Eles tiveram que se dispersar e ir em direções diferentes, de modo que todos se sentiriam bem.

Milhares seguiram Nimrod e apenas alguns seguiram Abraão. De acordo com o conhecido historiador Titus Flavius ​​Josephus, os babilônios se dispersaram por todo o mundo e começaram a se estabelecer na Índia, China, África, Rússia e Europa. Mais tarde, eles cresceram em nações que lançaram os fundamentos da atual civilização global geral. Abraão, por outro lado, reuniu seus seguidores que concordavam com ele e entendiam seu ponto de vista, e que o seguiram até a terra de Canaã, a localização do atual estado de Israel.

As nações que se dispersaram por todo o mundo começaram a ser chamadas por seus locais de origem, suas famílias, suas tribos ou o lugar em que se estabeleceram: alemães, russos, etc. Os seguidores de Abraão, porém, se chamavam “Israel”, decorrente das palavras hebraicas “Yashar – El”, ou seja, direto ao Criador. Isto significa que eles se concentravam diretamente na força superior, no plano superior da natureza que une e junta tudo em um.

O grupo de Abraão era composto por representantes de diferentes comunidades que sentiam que sua ideia era certa e, portanto, se uniram a ele. É assim que nasceu a nação que se reuniu com base numa ideia comum. Esta é a diferença entre os judeus e outras nações.

Os descendentes de Abraão foram Isaac, Jacó e José, que eram os próximos níveis de desenvolvimento deste grupo, os níveis de uma conexão cada vez maior. O grupo que deixou Babilônia junto com Abraão encontrava-se diante de grandes conflitos e divergências, que é chamado de exílio no Egito. Note que nós falamos de eventos históricos à luz de ações espirituais; por isso, nós denominamos categorias geográficas e históricas de acordo com seu estado espiritual.

É dito que havia fome na terra de Israel e os judeus desceram para o Egito, o que significa que a nação sentia uma fome espiritual, resultante da confusão e enfraquecimento da conexão entre eles. Thomas Mann descreve muito bem os conflitos e as divergências ideológicas entre os filhos de Jacó em seu livro José e Seus Irmãos.

O estado do Egito (Mitzraim) simboliza a concentração de mal na qual os judeus sentiram a forte dominação do ego chamado Faraó (egoísmo) e tentaram romper com ele. Eles decidiram que não podiam permanecer no estado de hostilidade mútua, de ódio e de dominação do Faraó, porque isso não permitia que eles se aproximassem um do outro. Assim eles perceberam e entenderam que tinham caído da conquista daquele pequeno nível espiritual que se encontravam anteriormente. Eles perceberam que não tinham escolha a não ser fugir do estado do Egito. Isso aconteceu à noite, na escuridão, às pressas.

Mas antes disso, eles passaram pelas dez pragas do Egito, que eles sentiram em sua carne, e assim foram libertados da dominação do ego, o domínio do Faraó.

Quando eles saíram do Egito, ou seja, da hostilidade mútua, eles gradualmente se uniram e chegaram ao estado do Monte Sinai, que deriva da palavra hebraica “Sina” (ódio). Eles tinham que subir acima dele para alcançar o Criador.

Há um atributo na nação israelita chamado Moisés, decorrente da palavra hebraica “Moshech” (atrair ou puxar), que é a personificação da ligeira conexão entre eles que os tira do Egito e pode puxá-los acima do ódio, a fim de se conectar com o Criador e receber Dele o método de formação da nação. Este método é chamado de Torá.

A Torá é a Luz que corrige o ego de toda a massa do povo para criar um único desejo que está acima da separação, do ódio e das acusações mútuas, e que está, na verdade, ansiando em estabelecer boas relações acima de tudo isso.

Quando a conexão entre as pessoas torna-se homogênea, direta e igual, e todos os desejos anteriores são integrados, criando um desejo único inclusivo, no qual a pessoa dá aos outros e os ama, e todo mundo faz isso mutuamente, este desejo se volta para o estado superior, ao Criador, o que significa à natureza, com amor mútuo. O Criador (Elokim) simboliza a força superior, o atributo superior, a liderança superior.

Quando elas anseiam pela doação, pela força superior, em amá-Lo e pela adesão mútua com Ele, elas atingem esse estado. Agora elas já são chamadas de “Israel”, e começam a sentir o próximo nível de sua existência ao ascender dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza ao nível do Criador, o nível da força superior da natureza que está oculto de nós.

Elas transcendem o Machsom (barreira) de ocultação, descobrem-No e, assim, começa realmente a sentir e viver Nele a tal ponto que a existência do corpo físico se torna sem importância. É porque o corpo é uma entidade corpórea e a pessoa na verdade não se importa se ela morre ou não, uma vez que nesse nível ela já existe no seu estado pleno e eterno.

Hoje qualquer um pode chegar a este estado, assim como os nossos antepassados ​​o fizeram. Eles escreveram sobre ele na Torá cHamãdo-o de “Primeiro Templo”. Neste estado, toda a criação é revelada, a força superior, a existência ilimitada da humanidade para além do tempo e do espaço.

Eles viveram nesse estado por vários séculos, e depois o ego começou a comprometer seu estado e começou a separá-los novamente, controlando-os por acusações mútuas. Eles perceberam que isso era necessário para que eles pudessem subir ainda mais alto acima do ego e alcançar o próximo nível, mas eles não conseguiram superá-lo e caíram no estado de ódio infundado.

Este estado é chamado de “exílio na Babilônia”. Mil anos mais tarde, eles voltaram à mesma Babilônia de onde Abraão lhes tinha tirado, mas agora ela não era mais o mesmo pequeno país na Mesopotâmia, mas o império gigante do rei Nabucodonosor que governava 127 estados. Sendo um líder inteligente, o rei dispersou os judeus em todos os estados e, assim, manteve-os separados e desconectados, mas isso era ainda melhor na época.

Muitos anos se passaram até que Babilônia foi governada pelo rei Assuero e o ímpio Hamã, que surgiu com a ideia de aniquilar os judeus. Ele começou a denegri-los perante o rei: Há certo povo disperso e separado entre os povos em todas as províncias do teu reino, e as suas leis são diferentes [das de] cada povo, e eles não mantêm as leis do rei; é [portanto] inútil que o rei os deixe viver. (Livro de Ester).

Um judeu sábio chamado Mardoqueu, que era parente da rainha Ester, a esposa amada de Assuero, vivia na Babilônia naqueles dias. Ele decidiu impedir uma conspiração e torná-la conhecida do Rei. Mas Ester disse que nem ela nem o rei poderiam fazer algo, já que os judeus estavam separados. Se vocês se reunirem eu vou contar ao Rei sobre a conspiração. Você vai começar a orar de cima e eu vou começar a agir de baixo e nós vamos destruir o ímpio Hamã e todos aqueles que conspiram contra nós. Além disso, vai ser o início de nosso retorno à nossa pátria, à terra de Israel. (Livro de Ester)

Mardoqueu disse aos judeus que viviam na cidade de Sushan, a capital do império babilônico, sobre isso. Ele os chamou para jejuar, se aproximar e ser como um homem em um só coração, de acordo com a lei judaica que foi aceita na base do Monte Sinai. Assim, elevando-se acima do ego e conectando-se totalmente, eles retornaram à sua raiz e foram recompensados ​​com a volta à terra de Israel, o que significa que adquiriram atributos que eram iguais a essa terra. Assuero libertou-os e lhes permitiu regressar à sua terra. Mais tarde, o filho de Ester e Assuero ajudou a construir o Segundo Templo e o exílio na Babilônia havia terminado.

Vários séculos depois, o Segundo Templo foi destruído por causa do ódio que mais uma vez eclodiu entre os judeus e, mais uma vez eles foram exilados da terra de Israel. Hoje nós estamos saindo desse exílio, mas cada lugar e estado ao redor do mundo tem o seu próprio Hamã e especialmente em torno do Estado de Israel.

Mas o resgate é exatamente o mesmo que foi durante o tempo da Rainha Ester: se nos unirmos, vamos facilmente nos livrar de todos os nossos inimigos. Eles vão nos libertar da sua presença má e vão nos ajudar assim como fizeram no passado para restaurar e reconstruir o Templo. Também está escrito no livro do profeta Ezequiel, que as nações do mundo vão levar os judeus em seus ombros à sua terra e construir o Terceiro Templo com eles.

Tendo retornado do exílio corpóreo e vivendo na terra de Israel, nós estamos num exílio espiritual e temos que sair dele, o que significa ascender ao nível da redenção espiritual do ego que nos despedaça, para nos conectarmos a fim de ascender ao nível da eternidade e plenitude. Este é o chamado de Purim, o feriado da unidade. Nós temos todas as condições necessárias para fazer isso aqui e agora.

De uma Palestra sobre Purim, 18/02/15

Os Caminhos Da Babilônia São Tão Diferentes

Laitman_115_04O Zohar , “ShlachLecha“(Envia), Item 83: Israel é mais feliz do que todas as nações do mundo porque o Criador o queria, chamou o Seu nome por ele, e foi glorificado nele, pois o mundo foi criado apenas para Israel, para que eles possam se envolver com a Torá. É assim porque um conecta com outro, ZA e Malchut, e Israel abaixo (neste mundo) é a Sua existência, onde por suas boas ações eles elevam MAN para o seu Zivug, e eles são a existência de todas as outras nações, que existem para Israel, que fazem a vontade de seu Mestre.

A alma geral foi dividida em duas partes: GE e AHP. Os desejos que pertencem a GE receberam as centelhas de doação durante a quebra, e, portanto, são atraídos para o Criador. Eles vivem neste mundo e se perguntam sobre o sentido da vida, sobre o seu objetivo, e sobre o propósito da nossa existência aqui.

Estas perguntas não resultam de um benefício útil e prático, mas de uma aspiração interna instintiva de descobrir o Criador, a fonte da nossa vida. Tais desejos são chamados de Israel, que significa Yashar-El (direto ao Criador), e, portanto, quando a Luz opera sobre os desejos, é este tipo de desejo que surge pela primeira vez antes de todos os outros.

O escrutínio é focado na conexão entre nós acima do nosso ego, que definimos como a força que impede a unidade. Essas circunstâncias foram reveladas pela primeira vez no estado chamado antiga Babilônia.

Lá, pela primeira vez, começaram a aparecer esses desejos sentindo o anseio de revelar o Criador, enquanto todos os outros desejos ansiavam pela revelação de seu ego. Assim, eles se afastaram em direções diferentes, de acordo com seu vetor. Alguns foram para um lado e os outros para o outro.

Israel é aqueles que descobriram o método de correção e o realizaram. Todo este método é sobre alcançar o “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, com a ajuda da Luz que Reforma. Assim, a pessoa se assemelha ao Criador e quer agradá-Lo com todas essas ações.

Todos os outros desejos não ansiavam por isso na época, mas só queriam preencher o seu ego e começaram a se desenvolver de forma capitalista. Eles viviam uma vida simples em grupos, como uma nação, como uma comunidade na antiga Babilônia antes do ego entrar em erupção neles. Eles só se preocupavam com seu simples bem-estar e sobre como fornecer o seu pão e as necessidades básicas para a existência humana.

No entanto, quando o desejo egoísta de desfrutar cresceu neles, e algumas das pessoas começaram a aspirar pela revelação do Criador, a outra parte continuou a desenvolver o seu desejo de desfrutar, o ego. Este ego empurrou-os para adquirir mais do que precisavam. Este é o lugar onde a evolução da sociedade humana começa na forma em que ela tem evoluído até o dia de hoje, a fim de adquirir uma maior riqueza além das necessidades básicas de uma pessoa.

Isso determinou um estilo e objetivo de vida totalmente diferente, em comparação com a meta da vida daqueles que anseiam pelo Criador, os de Israel. Por isso, os dois grupos ficaram cada vez mais distantes. Os babilônios que se chamavam Israel se concentraram direto no Criador e começou a realizar este trabalho e, assim, afastaram-se dos outros.

Com o tempo, as partes mais novas dos babilônios começaram a se juntar a Israel, na medida em que a Luz agia nelas e esclarecia os desejos de uma geração para a outra. Assim, mais e mais pessoas começaram a sentir o anseio pelo Criador de acordo com a correção do desejo “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Da Preparação para a LiçãoDiária de Cabalá 29/05/14

Unidade Ou A Torre De Babel?

Dr. Michael LaitmanPergunta: A atual conexão integral entre as pessoas não pode ser considerada como a Torre de Babel?

Resposta: Não há conexão entre as pessoas. Há unificações dos mercados, bancos, etc., e isso é a construção da Torre de Babel (egoísmo). Mas isso corre o risco de entrar em colapso e nos enterrar sob suas ruínas.

A Cabalá oferece a mesma solução proposta por Abraão há 3.500 anos para o mesmo problema. Nós devemos chegar à unidade acima do nosso egoísmo e apesar dele. Nós vamos dominar este método no bom caminho, ou seja, pela Luz, ou num mau caminho, pelo sofrimento. Não há outro caminho. O objetivo pré-determinado da natureza está diante de nós, que é o de revelar o Criador através da união com todos.

Como Um Feixe De Juncos — Eu Quero, Logo Existo, Parte 2

Como um Feixe de Juncos, Por que Unidade e Garantia Mútua são Urgentes Hoje, Michael Laitman, Ph.D.

Capítulo 2: Eu Quero, Logo Existo

A Vida Como Uma Evolução Dos Desejos

Os Quatro Níveis Dentro De Nós

Além disso, nossos sábios afirmam, os níveis do inanimado, vegetal, animal, e falante não são exclusivos da natureza exterior. Eles existem dentro de cada um de nós, formando a base dos nossos desejos e até mesmo a estrutura interna de cada desejo. O Rabino Nathan Neta Shapiro escreveu: “Há quatro forças no homem – inanimado, vegetal, animal, e falante – e Israel têm ainda outra, quinta parte, pois eles são os piedosos falantes.” [i]

Baal HaSulam forneceu uma explicação mais elaborada da maneira que estes níveis de desejos trabalham dentro de nós: “Podemos distinguir quatro divisões na espécie falante [seres humanos], dispostas em gradações uma sobre a outra. Essas são as Massas, os Fortes, os Ricos, e os Sagazes. Elas são iguais aos quatro graus em toda a realidade, chamados ‘Inanimado’,‘Vegetativo’, ‘Animal’, e ‘Falante’.

“O inanimado… induz as três propriedades, vegetal, animal, e falante. … A menor força entre eles é o vegetal. A flora opera atraindo o que é benéfico para ela e rejeitando o prejudicial, quase da mesma maneira como os seres humanos e animais. No entanto, não há nenhuma sensação individual, mas uma força coletiva, comum a todas as plantas do mundo…

“Acima deles está o animado. Cada criatura em si sente, atraindo o que é benéfico para ela e rejeitando o prejudicial. … Esta força sentida no Animal é muito limitada no tempo e no espaço, uma vez que a sensação não funciona até mesmo a menor distância fora do seu corpo. Além disso, ele não sente nada fora do seu horizonte temporal, ou seja, no passado ou no futuro, mas apenas no momento presente.

“Acima deles está o falante, que consiste em uma força emocional e uma força intelectual, juntas. Por esta razão, o seu poder de atrair o que é bom para ele e rejeitar o que é prejudicial é ilimitado pelo tempo e espaço, como é no animal. Por causa da ciência, que é uma faculdade intelectual, sem limite de tempo e espaço, pode-se ensinar aos outros onde quer que eles estejam em toda a realidade, no passado ou no futuro, e ao longo das gerações”. [ii]

[i] Rabbi Nathan Neta Shapiro, Revela Coisas Profundas, Parashat Shemot [Êxodo].

[ii] Rav Yehuda Leib HaLevi Ashlag (Baal HaSulam), Os Escritos de Baal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot [Rosto Brilhante E Acolhedor]” ( Instituto de Pesquisa Ashlag, Israel, 2009), 134.

A Nação De Cohanim

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é “a nação de Cohanim (sacerdotes)?”

Resposta: Imagine aqueles que passaram por ascensões espirituais, começando com Abraão, Aarão e Moisés, e depois quebraram e caíram neste mundo. Agora, eles devem se tornar a nação de sacerdotes, ou seja, intercalar entre todas as nações do mundo.

Na verdade, não sabemos onde se encontra parte de nossas dez tribos, visto que elas desapareceram entre as outras nações. Agora, elas estão inconscientemente prontas para retomar o trabalho espiritual.

Assim que começarmos nosso trabalho de estabelecer uma interação correta, equilíbrio, similaridade e integração do desejo de receber com o desejo de doar, incluindo propriedades opostas que obviamente existem no povo de Israel, imediatamente veremos um surto dos Cohanim no mundo (nossas dez tribos) e o início da sua missão espiritual. É como se um enorme ímã agitasse a periferia. Ele vai atrair e elevar a outras nações.

Pergunta: Como se pode determinar que alguém vem da nação de Cohanim?

Resposta: Pode-se fazê-lo em conformidade com as aspirações internas. A nacionalidade de alguém não importa, nem sua origem ou parâmetros. De repente, se tornará evidente que a pessoa vem da tribo perdida. É uma consequência da quebra da estrutura espiritual.

Existem certas partes da alma geral que sabem exatamente de onde vêm. Estas são os judeus. No entanto, há partes que desconhecem porque são dominadas por uma rejeição interna aos judeus. Ainda assim, elas estão conectadas muito firmemente com os judeus, e isto explica sua negatividade. Em qualquer antissemitismo, há sempre um pouco de judeu.

Pergunta: É dito que Aarão constantemente se esforçava para reforçar a paz no mundo e isso por que o Criador ordenou-lhe para ser o sumo sacerdote, para que ele trouxesse paz à congregação superior. O que significa a congregação superior?

Resposta: A congregação superior são as almas dos que já alcançaram o estado de fusão com o Criador e servem como canais entre Ele e aqueles a quem eles supostamente ensinam, unem, estimulam e auxiliam. Eles são grandes mestres espirituais que representam uma unidade de interação entre nós e a força superior do universo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 14/05/14

As Raízes Do Antissemitismo, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o fato dos judeus terem duas forças, recepção e doação, dá-nos flexibilidade e inteligência especial que não está disponível para os outros?

Resposta: Vamos supor que você tenha um olho que lhe permite ver tudo, mas de uma forma superficial, sem profundidade ou visão periférica. Essa é a imagem que se formaria se você fechasse um olho e se o cérebro não completasse a imagem em sua forma usual.

O judeu tem dois olhos, duas forças que ele usa para ver a profundidade das coisas. Ele vê como elas funcionam de forma mútua e como utilizar uma força com a outra para o benefício do progresso. Ele entende de antemão o que pode resultar do plano.

Os judeus têm um grande potencial, em comparação com outras nações, mas não sabemos como usar esse potencial. De fato, após o povo judeu vir para a terra de Israel da antiga babilônia há 3500 anos, os judeus alcançaram amor e união entre as pessoas, e quase imediatamente, nós começamos a nos deteriorar e a descer do nível de preocupação e conexão mútua.

Isso é chamado de destruição do Templo Sagrado. Toda santidade e doação mútua que tínhamos alcançado começaram a desaparecer gradualmente. Depois de 1000 anos, em vez de amor ao próximo, o que foi revelado entre nós foi o ódio infundado. Isto é chamado de destruição.

Depois nós entramos num estado chamado de exílio, porque entre nós não havia mais a força de conexão, mas apenas a força egoísta. No entanto, isso nos mantém juntos, mas só por causa do nosso medo do mundo, das nações do mundo que estão dispostas a nos atacar e destruir. Elas nos expulsam de um país para outro, porque nós somos uma nação que ninguém entende. No início, elas recebem todo o possível de nós, e mais tarde nos expulsam. E tudo isso é porque caímos do amor ao próximo ao ódio infundado.

Isso significa que agora há apenas a força egoísta que age dentro de nós, como no mundo todo. Apesar disso, ainda há o potencial em nós de voltar ao estado em que possuíamos duas forças, para subir acima do ego e cobri-lo com uma cúpula de amor.

Apesar de estarmos no exílio e realmente não possuirmos a segunda força, uma vez que ela só existe em potencial, certa iluminação age sobre nós, porque muitas gerações atrás, nós estávamos na espiritualidade. Algo permanece em nós: essa iluminação que agirá sobre nós quando voltarmos à espiritualidade. Esta é a razão de termos conseguimos mais do que o resto das nações do mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/11/14

A Formação Do Povo Do Livro

O Primeiro Encontro com o Criador

Pergunta: Ao falar sobre a identidade do povo de Israel, sobre a sua especificidade única, é impossível ignorar o Tanach. Seu legado está no coração do povo e determina em grande parte a nossa essência. A importância deste património é clara para quase todo mundo, mas as razões, os mecanismos deste fenômeno, não são claros, o que gera muitas opiniões e conceitos.

O Tanach escreve sobre a exclusividade do povo judeu. O livro “Êxodo”, 19:3-19:6, fala sobre os eventos no Monte Sinai, e cita as palavras do Criador dirigidas a Moisés: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: “Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim.

Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo”. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.

A ideia de que o Criador escolheu o povo de Israel foi originalmente baseada neste versículo.

Isso é verdade? Nós podemos considerar o Tanach como prova real? Ou é apenas uma narrativa histórica? Talvez ele seja um código legal, que nos escolheu dentre os outros povos? [Leia mais →]

Da Superstição Para O Verdadeiro Conhecimento Da Natureza

O ser humano sempre foi muito dependente de seu ambiente da natureza inanimada, vegetal e animal, bem como de outras pessoas, sejam elas bons ou maus vizinhos e nações vizinhas. Assim, todo mundo quer saber o que lhe espera no futuro.

Ao longo da história, as pessoas têm estudado diferentes sinais que existem na natureza e notado como isso está relacionado com o nosso destino.

Existe uma literatura rica e extensa sobre este tema que se estende desde os tempos mais antigos até os dias atuais. Na verdade, até hoje nós não resolvemos um único quebra-cabeça e o futuro ainda permanece envolto em mistério para nós.

Há pessoas que podem prever o futuro, e você pode ver e sentir isso como se elas vivessem dentro dele. Elas alcançar certo estado interno especial e se elevam sobre si mesmas ao entrar em contato com o fluxo de informação que está acima da nossa percepção. Este estado não está disponível para uma pessoa comum, mas essas pessoas podem compreendê-lo e nos dizer o que percebem. [Leia mais →]

As Raízes Do Antissemitismo, Parte 1

Laitman_043Pergunta: Recentemente, o tema do antissemitismo se tornou muito agudo. Nós ouvimos falar de sua manifestação em todo o mundo. O que deve ser feito para que ele desapareça?

Resposta: O antissemitismo é um ódio natural pela nação judaica que começou na época de Abraão. É explicado que Abraão foi em outra direção e decidiu obter a natureza oposta à natureza do mundo todo. Ele escolheu a natureza do amor e unidade, e o resto do mundo ficou com o seu ego no que diz respeito à competição mútua.

O ódio natural pela conexão está escondido dentro do ego, enquanto o grupo de Abraão estava sempre disposto a aceitar qualquer um que quisesse se juntar a eles. Desde a antiga Babilônia, esses dois grupos têm evoluído. Como resultado, o grupo de Nimrod se espalhou por todo o globo, e hoje inclui 7 milhões de pessoas.

O grupo de Abraão, no curso do desenvolvimento, tornou-se a nação de Israel. Este grupo era muito menor do que o resto da humanidade, mas incluía pessoas que conseguiram superar o seu ego e se unir.

Por algum tempo eles existiram em tal estado de unidade, mas o ego cresceu constantemente; o ego, o desejo de desfrutar, é toda a matéria da criação. A força do amor, da conexão, tem que ser adicionada ao desejo egoísta o tempo todo. E isso depende das pessoas e de seu trabalho. Esse trabalho é chamado de trabalho espiritual do Criador.

A força do ego nos empurra para desconectar. E nós precisamos vestir a força do amor e da unidade sobre ela. O grupo de Abraão trabalhou nisso. Eles não estavam satisfeitos com o seu ego crescente, o que lhes permitiu ficar mais forte, conquistar mais e ter sucesso na ciência, nas novas tecnologias, na vida cotidiana, e ganhar guerras.

E até hoje, países e cada pessoa jogam com seu ego, todos, grandes e pequenos, sem exceção. Mas o grupo de Abraão recebeu uma orientação diferente. Ele ensinou-lhes como o mundo está organizado e eles começaram a sentir isso.

Se nós formos apenas com a força do ego, veremos toda a nossa vida só através do ego. Nós estamos construídos de tal forma que compreendemos a realidade através do nosso ego. Esta realidade é unilateral porque por trás de todos os nossos sentidos só existem forças egoístas. É por isso que todos nós vemos o mundo do jeito que está agora.

Mas se ultrapassarmos essa força do ego, dominando-a com a ajuda da força altruísta, receberemos a conexão mútua. Então, começaremos a vestir o mundo egoísta de uma forma diferente, altruísta. E revelaremos forças adicionais neste mundo que não conhecíamos antes. Essa força desconhecida adicional é a força do amor e da doaçaõ.

Assim que desenvolvermos essa força dentro de nós, começaremos a ver a sua presença ao nosso redor. Esta força é chamada de “Criador”. Ele criou e mantém toda a criação, e não a deixa se espalhar para todos os tipos de direção. Ele a mantém como algo inteiro e unificado sob o controle da lei única em que existimos. Esta é a força da criação.

Portanto, aquelas pessoas que seguiram Abraão compreenderam e sentiram a realidade de outra forma. Elas viram que a realidade é perfeita e que duas forças estão trabalhando nela: positiva e negativa (mais e menos), altruísmo egoísmo.

Por isso, elas se tornaram mais inteligentes. Elas foram capazes de compreender mais e de alcançar resultados maiores e com maior sucesso em comparação com o resto das nações. Elas perceberam a realidade completa e a alcançaram. Elas revelaram forças adicionais que outras nações não observam. Um desenvolvimento adicional aconteceu dentro dessas pessoas. Além da razão e da ciência para ajudar a tirar mais proveito do nosso egoísmo, elas alcançaram a sabedoria e um método que lhes permitiu trabalhar acima do egoísmo, sob a forma oposta, em doação.

A nação de Israel era mais flexível do que resto das nações e, portanto, mais bem sucedida. Por isso, os antigos hebreus se desenvolveram muito bem e escreveram a Torá. Mais tarde, na Idade Média, filósofos alemães, franceses e italianos escreveram que toda a ciência vem dos judeus.

Pergunta: Como isso está relacionado ao antissemitismo atual?

Resposta: As nações do mundo têm a sensação de que os judeus têm uma abordagem especial da natureza, da nossa vida. Eles veem, entendem e sentem internamente as forças da natureza e fenômenos complementares; eles conseguem mais do que outros.

Mais do que isso, com o seu sucesso, é como se eles roubassem do resto das nações as conquistas que elas deveriam alcançar. Tudo vai para os judeus, porque eles são capazes de saber mais sobre a vida graças à sua astúcia e com as duas forças que possuem, em vez de uma; eles veem mais e entendem o que acontece de uma forma mais ampla.

Desta forma, os judeus procuraram a vitória sobre a vida, e, no final, sobre todas as outras nações. Todas as nações assistem a esta situação de um ponto de vista competitivo, do lado do ego, e é por isso que ele parece tão escuro para elas.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/11/14

Viver Com O Criador Entre Nós

Dr. Michael LaitmanRumo a Revelação do Criador

A sabedoria da Cabalá é a essência da revelação do Criador e da conexão entre nós. Na verdade, mesmo os antigos babilônios quiseram revelá-Lo e a Torre de Babel se tornou o símbolo de sua tentativa, seu esforço, de fazê-lo. Porém, naquela época, a maioria pretendia ter sucesso no âmbito do seu egoísmo e só muito poucos perceberam que era necessário ascender acima do amor-próprio.

Quando nos referimos à revelação do Criador, nos referimos à força superior que gerencia toda a nossa realidade e a leva ao estado mais sublime que é chamado de revelação do Criador às Suas criaturas neste mundo. Este é o objetivo da sabedoria da Cabalá.

Todo o processo evolutivo, o desenvolvimento de toda a nossa realidade, é destinado somente a revelar o Criador e a alcançar a adesão completa com Ele, até nos tornarmos equivalentes a Ele, quando toda a humanidade, a natureza inanimada, vegetal, animal e humana e o mundo inteiro estão unidos com Ele.

Pergunta: O que é exatamente essa equivalência?

Resposta: Isso significa que a pessoa gradualmente atinge o atributo completo de doação que é revelado pelo amor. Assim, a pessoa sente amor por todos.

Um Modelo para a Humanidade

Adão, que viveu vinte gerações antes de Abarão, foi o primeiro a falar sobre o Criador. Ele foi o primeiro ser humano em nosso mundo que descobriu o método de revelação do Criador e o cumpriu.

Quanto a Abraão, ele cumpriu o método com um grande grupo de pessoas. De acordo com o Rambam, dezenas de milhares de pessoas seguiram Abraão da Babilônia para a terra de Canaã.

Eles são os que lançaram as bases para a nação judaica, aprendendo a formatar o atributo do amor dentro deles, alcançar assim a equivalência em relação à força única que opera na natureza. Esta é a razão da nação de Israel ser chamada de povo escolhido, porque foram escolhidos para servir os outros, ou seja, liderar outros povos para o estado sublime do amor.

Pergunta: Todos no mundo são capazes de se assemelhar ao Criador?

Resposta: No final sim. A questão é quando e em que condições, mas, de um jeito ou outro, há uma centelha oculta em todos que precisa ser acesa para atrair a pessoa à revelação do Criador.

Pergunta: Portanto, qual é o significado exato da nação judaica ser escolhida?

Resposta: Isso significa que ela é obrigada a revelar o Criador a todo o mundo, a atrair todos ao Criador, a dar o exemplo, e a mostrar como viver com o Criador em nosso ambiente.

Não Acredite, Revele

Pergunta: O que devemos fazer com aqueles que não acreditam em Deus?

Resposta: O que nós falamos não se relaciona com pessoas religiosas ou ateus. Talvez eu tenha sido criado com a crença de que Deus existe. Na verdade, isso pode ser parte da minha educação que foi enraizada em mim desde a minha infância e que eu aceito como um axioma para a vida. No entanto, nem meus professores nem eu, na verdade, revelamos o Criador.

Na verdade, o Criador não é o que a humanidade pode imaginar no âmbito das religiões e crenças. É o atributo de doação que é a base de todo o universo, de cada ser humano e de toda a matéria. Ele inclui toda a realidade, a controla e desenvolve, até que ela revele esses atributos, até que o absorva desde fora. Assim, o atributo de doação irá despertá-la a desde dentro, e todo mundo vai se unir com essa força externa.

O atributo de doação está atualmente oculto em toda a nossa realidade e nós temos que remover o véu para revela-lo. Isso é chamado de “revelação do Criador”.

Para esse fim, nós somos atraídos ao atributo do amor e doação e nosso impulso nos ajuda a descobri-lo dentro de nós na matéria do nosso desejo. Portanto, não temos que acreditar no Criador, mas revela-Lo.

Nós Fomos Escolhidos Pelo Nosso Desejo

Pergunta: Portanto, quem nos escolheu se não foi Deus no sentido tradicional?

Resposta: O nosso desejo de revelá-Lo é o que nos torna escolhidos, visto que temos esse desejo. Este desejo motivou Abraão, um homem educado muito bem conhecido, um tipo de homem público que costumava adorar ídolos. De repente, ele começou a falar de forma diferente: Por que sofremos, qual é o nosso objetivo, etc.?

De repente, outros sentiram que, de alguma forma, respondiam a sua mensagem, pois o mesmo desejo tinha despertado nelas. É assim que o grupo foi formado, que mais tarde tornou-se o povo escolhido.

Pergunta: Então, qual é o papel deste país hoje?

Resposta: Hoje ainda estamos falando de um grupo de pessoas cujo objetivo é revelar o Criador a toda a humanidade e, assim, levar a humanidade ao nível da totalidade, beleza, amor, eternidade e paz.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/12/14