Aproxime-se Da Luz Circundante
Se uma pessoa se sente mal, como uma pessoa comum na rua, isso não a leva a pensar que existe alguma solução especial. Ela não pensa de onde veio esse estado ruim, com que propósito, como pode ser evitado e aonde pode chegar.
Por que essa consciência não surge neles? A razão é que a luz circundante do grau superior está, por ora, iluminando os Kelim opostos da pessoa, os Kelim que desejam apenas receber, desfrutar sem qualquer conexão com a doação do Criador, e esse estado não muda.
Contudo, se esses Kelim (mesmo que a pessoa ainda esteja completamente imersa no egoísmo, no prazer próprio) começarem a estudar livros cabalísticos, então, como escreve Baal HaSulam, mesmo através de um simples desejo de conhecer (não para se purificar, mas simplesmente para conhecer), eles atrairão a luz circundante sobre si, o que atrairá o “encanto da santidade”. Então, a pessoa começará gradualmente a entender que algo chamado “doação” existe e que talvez seja algo bom.
É a luz circundante que leva a pessoa a pensar que aquilo é algo bom. Precisamente porque essa correção já existe dentro dela (o pensamento de que a doação é algo bom), a pessoa se aproxima da luz circundante e, de certa forma, se conecta com ela. Sua direção já coincide.
Então, a pessoa pode receber as forças da luz circundante que desenvolverão essa qualidade dentro dela, o “encanto da santidade”, a qualidade da doação. Dessa forma, ao fazer esforços na mesma direção, ela ascende.
Portanto, não nos é exigido nenhum conhecimento prévio, nenhuma qualidade especial. Qualquer pessoa pode abrir um livro e desejar livrar-se de todos os seus problemas simplesmente lendo-o, sem entender nada. E isso basta. Pode-se começar do zero.
Gradualmente, à medida que se avança, a intenção se refina e a pessoa começa a compreender melhor onde está aquele ponto crucial, o ponto para o qual deve direcionar seus pensamentos a cada vez com mais clareza e precisão. Assim, a cada vez, ela se torna mais experiente.
Da Lição Diária de Cabalá de 07/04/26, Rabash, “A Conexão entre Pessach, Matza e Maror”