Quando Não Há Para Onde Correr
Não acredito de forma alguma em uma mudança positiva no mundo. Acredito apenas que a humanidade chegará a um ponto, espero que não ao final, em que compreenderá que precisa mudar, e de verdade.
Pergunta: Então você está dizendo que a humanidade só mudará quando estiver horrorizada?
Resposta: Sim, precisa chegar ao fim.
Pergunta: Mas você certamente tem alguma esperança? Afinal, você está transmitindo algo, de uma forma ou de outra. Muitas, muitas pessoas estão observando você.
Resposta: Espero que as pessoas percebam que estão caminhando para um fim rápido e inevitável. Então, talvez, entendam que deve haver alguma saída. Mas elas não enxergam essa saída.
Diga às pessoas hoje: “Vamos nos tratar bem uns aos outros”. E depois?
Comentário: Para elas, isso soa como algo infantil. E para você, é algo muito elevado.
Minha Resposta: É uma meta muito ambiciosa, mas infelizmente parece inatingível. Embora eu não a desdenhe e entenda que, em princípio, ela deva acontecer, quanto sofrimento a humanidade ainda terá que suportar antes de dizer: “Basta!”?
Pergunta: Mas, um passo antes do abismo, que pensamento virá subitamente à mente da humanidade ou de uma pessoa? Que pensamento? Um passo antes do abismo.
Resposta: Acredito que quando as pessoas entendem que estão perdendo tudo, por exemplo, seus filhos, algo tão terrível que não há para onde fugir, nenhum refúgio, e elas precisam tomar uma decisão.
Nesse caso, talvez elas concordem em mudar algo. Porque a mudança ainda virá de cima, mas somente quando estivermos preparados para ela. E estar preparado significa o seguinte: quando crianças e netos estiverem sob a ameaça de morte, desaparecimento, extermínio, então seremos capazes de fazer algo por nós mesmos.
Comentário: Entendo. Mas esta é uma fórmula em que não posso parar no meio do caminho, preciso chegar a esse ponto.
Minha Resposta: Sim. Estamos caminhando nessa direção e não podemos parar.
Comentário: Portanto, nem minha razão nem minha lógica funcionarão.
Minha Resposta: Deve haver um sentimento, um sentimento muito profundo, de que um beco sem saída é inevitável.
Mas esperemos que, por um lado, através da nossa disseminação, consigamos alcançar algo. Por outro lado, a humanidade deve enxergar o seu próprio fim e decidir por si mesma.
Deve haver uma saída. Caso contrário, toda a nossa existência perde o sentido. Mas como podemos fazer isso acontecer de forma rápida, tranquila e, talvez, até mesmo controlada? Esse é o problema.
De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 14/11/25