O Desejo Que Leva Ao Objetivo

231.01Pergunta: Se uma pessoa se sente inspirada pelos livros e pelo grupo enquanto estuda, isso não é uma forma de prazer?

Resposta: Tudo depende da causa subjacente. Muitas pessoas chegam a este caminho porque se sentem mal. Elas procuram um lugar onde se sintam bem. Em geral, existem inúmeras razões, mas, no fim das contas, tudo se resume à falta de perspectiva de futuro. Elas precisam de confiança. E a confiança é resultado da conquista da fé.

Sim, é verdade que isso nos coloca em movimento, e agimos movidos pelo fato de nos sentirmos mal agora e nos sentirmos bem depois. Mas a verdadeira questão é: “Será que eu mudo meus valores ao longo do caminho? Eu permaneço com o mesmo desejo de me sentir bem nos mesmos vasos de antes? Ou meus vasos melhoram continuamente? Eu começo a buscar algo além da matéria? Eu começo a me aproximar do encanto da santidade?”

Se assim for, já não interpreto “bom” como fazia no início, como me preencher com vários prazeres corporais. Para nós, os “prazeres animais” são essencialmente honra, poder e conhecimento. Eu começo a perceber que o poder e o conhecimento não me conduzem ao objetivo, e sinto o quanto são vazios em si mesmos.

Se esse processo estiver ocorrendo, a pessoa está se desenvolvendo. Caso contrário, ela permanece como estava e acaba deixando o grupo. Uma pessoa que não muda seus valores não pode permanecer aqui. Ela sentirá como se o grupo a estivesse expulsando, a empurrando para fora.

E assim continua até que o único prazer que me resta é alcançar a conexão com o Criador. Ainda não O conheço, não O conheço precisamente, mas é como uma espécie de “loucura”. Ninguém O vê, e nem eu, mas é algo que me atrai.

Este é o resultado da influência da luz circundante que brilha de longe e cria em mim um anseio por ela, até que, nas palavras de Yehuda Ashlag (Baal HaSulam), “ela não me deixa dormir”. Isso se chama persistência, firmeza.

Da Lição Diária de Cabalá 19/03/26, Rabash, “Sobre Chesed [Misericórdia]”