Análise Constante

238.02A adesão ao Criador é definida como a obtenção da propriedade de doação. Mas seu desejo de receber jamais lhe permitirá obtê-la. Por ora, enquanto estiver nesse desejo, você deve imaginar que quer alcançar a doação. Contudo, imaginá-la e despertá-la como algo de vital importância só pode ser feito por meio de um grupo.

Muitas vezes tenho a sensação de que, ao proferir algumas frases, você perde o fio da meada e fica confuso; num instante você o compreende (sim) e, no seguinte, ele escapa novamente (não). Isso é o que chamamos de esforço!

Uma pessoa busca persistentemente com sua alma, em sua mente e coração, uma maneira de reconciliar essas coisas para restabelecer o que ouviu, mesmo que por um instante. E, novamente, desaparece. Pode levar horas ou dias até que você reconstrua essas frases. É necessário reconstruí-las constantemente para que se tornem claras para você. Isso significa que você está analisando o Kli.

Essas coisas são opostas ao desejo de receber; portanto, são muito difíceis e exigem um tremendo esforço interior, força, energia e até mesmo calorias extras. Somente se um grupo despertar em você a importância dessa busca é que se considera que você está buscando o Criador, essa ideia, dentro de si mesmo.

Somente um grupo pode pressioná-lo constantemente, exigindo que você comece a construir um Kli. Sem esse ímpeto, uma pessoa jamais encontraria a força interior para fazê-lo, exceto talvez através do catalisador de um sofrimento imenso. É somente quando você começa a questionar o propósito da vida que você começa a buscá-lo.

Se você prosseguir da maneira usual, levará anos para avançar. Mas o grupo pode prendê-lo a este caminho, impulsioná-lo, influenciá-lo, despertá-lo e inflamá-lo a cada instante. Se você não perceber essa influência do grupo como a coisa mais importante em sua vida, se não a sentir fervilhando dentro de você com a urgência de vida ou morte, se não se submeter a essa “lavagem cerebral”, você não conseguirá ter sucesso.

Da Lição Diária de Cabalá 07/03/26, Rabash, “O que significa ‘Não há nada que não tenha lugar’ na Obra?”