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Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 246

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 246

Qual a diferença entre sentir-se mal e reconhecer o mal?

Já foi mencionado aqui como escapar do mal, de um sentimento ruim para um sentimento bom. Devemos pedir ao Criador não que nos dê o mal, mas o reconhecimento do mal. Qual a diferença entre os dois? São completamente diferentes. Num caso, sentimos que o Criador nos atinge sem motivo, e nos sentimos mal por isso. No outro caso, compreendemos intelectualmente, através da razão e do entendimento, que esses golpes não são dirigidos a nós, porque já nos identificamos com um ponto diferente. Em vez disso, são dirigidos àquelas qualidades em nós que são opostas às qualidades do Criador.

Quando nos sentimos mal por causa dos golpes que recebemos, somos como uma criança que passou por algo desagradável, por exemplo, não ganhou um doce (um golpe não é necessariamente físico), e nos identificamos com esse sentimento de mal. Estamos imersos no mal. Na Cabalá, diz-se que, se sentimos o mal, devemos escapar desse sentimento. Devemos emergir desse mal e observá-lo de fora, de um ponto distante, o que se chama de “praticar uma restrição”. Ou seja, o “eu” que sente e o “mal” que é sentido são duas coisas separadas e opostas. E de quem recebemos o mal? Do Criador.

Em outras palavras, colocamos nosso “eu” fora tanto do Criador quanto do corpo que sente o mal, e isso é chamado de “reconhecimento do mal”. Caso contrário, não reconhecemos o mal, apenas o sentimos. Os Cabalistas enfatizam fortemente que isso se chama “reconhecimento do mal”, não apenas sentir o mal. Além disso, quando observamos esse mal de fora, já entendemos por que nos sentimos assim, com que propósito ele chegou até nós e o que devemos fazer com ele. Então, o reconhecimento do mal realmente nos leva à correção. Portanto, quando estamos no processo de reconhecimento do mal, aparentemente pedimos para reconhecê-lo ainda mais profundamente, a fim de receber a força para emergir dele e pedir correções. Não pedimos para sentir mais mal. Pedimos para reconhecer mais o mal.

É possível que o mal traga consigo uma sensação agradável. Uma pessoa que gosta de fumar, por exemplo, continua fumando e apreciando o cigarro, mas, ao mesmo tempo, gostaria de desenvolver aversão ao fumo. Como alguém chega a reconhecer o mal no cigarro, que lhe dá prazer? Gradualmente, essa pessoa começa a sentir que fumar lhe faz mal. Ela tosse e sua saúde se deteriora. Ela adquire uma compreensão cada vez mais profunda do quanto o cigarro é prejudicial, até que fumar se torna tão ruim que ela o teme, se cansa dele e está pronta para abandoná-lo. O reconhecimento do mal não é o mesmo que senti-lo. São duas coisas completamente diferentes.

A “sensação do mal” é o que um animal sente. O “reconhecimento do mal” já é um trabalho espiritual realizado por um ser humano. Começamos a discernir que algo é mau e a compreender em relação ao que é mau, em relação ao progresso, à aproximação ao Criador. Não é por acaso que sentimos o golpe, mas não sabemos quem o está infligindo. Percebemos que, por meio desse golpe, o Criador nos mostra a qualidade que nos impede de nos conectar a Ele e de nos unirmos a Ele. Não é mau porque sentimos dor, mas porque a qualidade com que sentimos a dor nos distancia do Criador. O reconhecimento do mal é o reconhecimento do nosso distanciamento do Criador, não a sensação de sofrimento em um órgão corporal específico.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 245

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 245

Como podemos imaginar a imagem do Criador e suas qualidades?

Não precisamos imaginar a imagem do Criador. Qual é a imagem do Criador? Uma barba branca? Olhos grandes? Como podemos imaginar qualidades como a eternidade? A eternidade é longa? Alta? Grande? Não temos uma imagem do Criador dentro de nós. Em nosso trabalho, nenhuma imagem se forma. A busca pelo ponto de conexão com o Criador é a busca por uma espécie de ponto interior com o qual gradualmente começamos a sentir o desejo de nos conectar. Mas o que esse ponto é e como ele se apresenta não pode ser explicado, pois é, de fato, um ponto no qual nenhuma dimensão é ainda sentida que permita dizer o que ele é. Queremos nos conectar com esse ponto, que imaginamos ser o Criador dentro de nós.

Mais tarde, quando esse ponto se expandir, sentiremos dez Sefirot dentro dele, e ele se tornará nosso vaso. A alma é uma parte do Criador que vem do alto. Portanto, sentiremos o Criador nesse ponto expandido, e sentiremos o próprio ponto como nossa atitude em relação ao Criador. Podemos visualizá-lo como uma esfera: a própria esfera é nossa atitude em relação àquilo que a preenche. O que preenche a esfera é o Criador, e as paredes da esfera são nossa atitude em relação ao Criador.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 244

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 244

Essa prática deve se tornar um hábito?

Não se tornará um hábito, mas sim algo semelhante a um hábito, com uma base habitual. O hábito se forma em um nível anterior, e cada vez que surge uma oportunidade, estabelece-se o ponto de conexão com o Criador em um nível superior, onde o hábito ainda não existe.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 243

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 243

O que significa construir um sistema interno e um sistema externo?

É necessário construir um sistema interno e um sistema externo para que nosso pensamento mais elevado seja o de que estamos conectados com o Criador em cada ação, pensamento e desejo dentro de nós. Como isso se faz? Através de um pensamento, um desejo, uma ação ou uma atividade em qualquer nível.

Como podemos manter isso o tempo todo? É muito difícil, mas só é possível depois que o Criador nos ilumina. No entanto, podemos aspirar a permanecer nisso constantemente, e isso se chama dar a medida de esforço exigida pelo Criador para abrir nossos olhos e podermos vê-Lo. Como podemos praticar esses exercícios com a maior frequência possível? Como podemos retornar à conexão no exato momento em que ela desaparece, sem perder tempo? Para isso, são necessárias tanto a preparação interior quanto a exterior.

A preparação interior consiste na reflexão constante sobre isso, na medida em que formos capazes. A preparação interior é uma espécie de exercício interno. A preparação exterior consiste em garantir que haja vários sinais ao nosso redor que nos lembrem sempre que a conexão for interrompida. A cada poucos minutos, deveria haver algum tipo de “sinal sonoro”, algo que nos desperte e nos faça vibrar, lembrando-nos disso. O problema é que somos feitos de tal forma que, se ouvirmos um sinal sonoro a cada poucos minutos, começamos a ignorá-lo e, no final, deixamos de ouvi-lo. Esquecemos do que aquele sinal sonoro deveria nos lembrar.

É exatamente como ler um artigo com impaciência, querendo passar para a próxima página. O motivo da leitura é esquecido. Precisamos constantemente criar sinais para nós mesmos, buscar apoio (o que se chama dar a medida certa de esforço), que nos reconduzam ao ponto de conexão com o Criador por meio de algum sinal externo.

A prática interior e exterior nos permite alcançar o nível necessário de esforço. Através dessas repetidas conexões com o Criador, retornando sempre a esse ponto, em todos os tipos de pensamentos, ações e desejos, de todas as maneiras, persistimos continuamente nesse ponto. Na página 70 do livro Pri Hacham — Cartas, isso é chamado de desejar a mesma mulher, no mesmo lugar, ao mesmo tempo, até que o próprio tempo traga à pessoa Kedusha (santidade). Ou seja, até que se abra para ela e ela entre na espiritualidade.

A mensagem que Baal HaSulam transmite ali é que devemos nos concentrar nesse ponto o tempo todo. Ele escreve que uma pessoa deseja a conexão com o Criador da mesma forma que um homem lascivo deseja apenas esse amor, e é cego para o resto. Todos os exemplos de Baal HaSulam são extraídos da vida física e animal, pois nos ensinam a partir do plano em que existimos atualmente.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 242

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 242

O que podemos fazer para priorizar a conexão com o Criador em todos os momentos?

Precisamos compreender constantemente que, além da conexão com o Criador, tudo o mais — sentimentos bons e ruins, eventos bons e ruins, tudo o que acontece — tem o propósito de fortalecer nossa conexão com Ele. Em um nível mais elevado, precisamos permanecer constantemente conscientes e no âmago da busca por essa conexão com o Criador, mantendo-nos firmes nesse ponto. Devemos saber que tudo o que acontece visa ampliar essa conexão com Ele. Para manter isso, precisamos construir um sistema tanto interno quanto externo.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 241

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 241

É possível fortalecer a conexão com o Criador sem sofrimento? Como podemos nos conectar com Ele somente através da bondade?

Parece que, através do sofrimento, ao menos nos lembramos do Criador. Vale a pena compreender que o nosso sofrimento nos é enviado pelo Criador, e através dele sentimos o Criador. O sofrimento tem esse propósito, mas não é o objetivo final. O objetivo não é sentir o Criador através do sofrimento, mas sim senti-lo através da adesão, da proximidade.

O Criador nos lembra de Si mesmo através do que é chamado de “caminho do sofrimento”. Através do sofrimento, Ele nos lembra o quanto precisamos Dele. Contudo, o que acontece depois que percebemos que precisamos Dele? Se dissermos a nós mesmos que vale a pena sofrer para não nos esquecermos do Criador, são as Klipot que nos dizem isso, deixando-nos no sofrimento. A situação pode ser descrita como o Criador nos lembrando de Si mesmo através do sofrimento. Esta é a Sua ferramenta, ou seja, o Criador colocou um espinho em nós, e nós nos lembramos Dele. Mas o que pensamos? Pensamos que o Criador nos faz mal, e permanecemos com esse pensamento? É esse o tipo de conexão em que devemos permanecer?

Agora estamos no sistema da Klipa, que, por meio dessa conexão e de nosso acordo em permanecer no sofrimento, se nutre de nós e se fortalece. Pois o que é uma Klipa? É o mal que sentimos como vindo do Criador, e isso é precisamente o oposto do que deveríamos sentir. Então, como podemos nos convencer, enquanto estamos sob o domínio das Klipot, a sentir bondade e deleite vindos do Criador? Como podemos rejeitar a conexão com o Criador através do mal e, em vez disso, estar com Ele em equivalência, em adesão e conexão, através de uma alegria comum?

A dor não pode ser compartilhada. Até mesmo a Klipa afirma: “Assim como a Shechina está em sofrimento, eu também estou em sofrimento”, como se aspirasse a nos elevar ainda mais na linha esquerda. Portanto, devemos buscar uma conexão que corresponda às qualidades do Criador, pois, de acordo com tais qualidades, é impossível permanecermos no mal.

Então buscamos como trazer prazer ao Criador. Nosso sofrimento não traz prazer ao Criador, e tentamos nos livrar desse sentimento de tristeza. Contudo, no instante seguinte, a Klipa nos lança novamente na tristeza, e esquecemos a alegria. De um momento para o outro, tudo é apagado, e isso é chamado de “estilingue”, quando somos arremessados ​​de um lado para o outro.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 240

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 240

Será que o sofrimento nos faz voltar os pensamentos para o Criador?

Sim, e é por isso que o Criador permite o sofrimento. Caso contrário, simplesmente vagaríamos em nossos próprios mundos, esquecendo tudo e todos. O Criador usa o sofrimento como uma ferramenta para nos despertar.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 239

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 239

Por que a resistência do corpo seria removida se ela é, na verdade, uma parte necessária do processo?

A resistência do corpo não desaparece simplesmente dizendo que tudo é para o melhor. Ao dizer isso, estamos, por assim dizer, impondo uma restrição. Não queremos receber apenas o corpo. Em vez disso, queremos recebê-lo juntamente com as qualidades do Criador que se posicionam em oposição a ele, de modo que nós, o Criador, e todo o Seu método existamos juntos. Então, obtemos benefício desse estado.

Não conquistamos nada mergulhando unicamente na resistência e em qualidades negativas quando nada se opõe a elas. Às vezes, parece que o grande sofrimento traz resultados, mas isso não é verdade. Não há mandamento para sofrer nem por um segundo. O sofrimento é um problema do corpo, das Klipot (cascas/peles), que constantemente nos confundem e nos levam a pensar que, através do sofrimento, conseguimos alcançar algo.

A afirmação “É uma grande Mitzva estar em alegria” é absolutamente verdadeira. No momento em que conseguimos alcançar a alegria, não devemos pensar que ainda não sofremos o suficiente, que precisamos nos afundar ainda mais no sofrimento, nas profundezas da inclinação ao mal, nas profundezas da criação. Nada se conquista com a inclinação ao mal ou com o sofrimento.

Devemos nos alegrar e não julgar a alegria como frivolidade. Se, diante do sofrimento, imediatamente nos entregamos à alegria, isso não é frivolidade. De qualquer forma, o sofrimento logo retornará, e dele emergiremos novamente, e assim o ciclo se repete indefinidamente. “E de Sião…”, isto é, da superação do sofrimento, “surgirá a Torá”. Caso contrário, causaremos destruição.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 238

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 238

Como devemos nos relacionar com os diversos estados?

Primeiramente, aceitamos o estado que se apresenta, observamos e desejamos examiná-lo em nós mesmos, sem julgar se nos fez bem ou mal. Nós o examinamos a partir do reconhecimento de que tudo o que o Criador faz, Ele faz para o bem. Damos-lhe um lugar, conscientes de que veio para nos corrigir, mesmo que seja tão difícil que “uma espada afiada repouse sobre o meu pescoço”. Não devemos nos desesperar nem nos afogar em autopiedade. Tudo é uma correção.

Naturalmente, nem sempre é fácil aceitar os estados dessa maneira. Mas, depois de nos relacionarmos com eles dessa forma uma vez, haverá momentos em que nos sentiremos incapazes, cheios de resistência e desejo de destruição, e então, refletindo melhor, começaremos a nos relacionar com o estado corretamente. A resistência desaparecerá no momento em que nos lembrarmos de que o estado tem a intenção de nos corrigir, e a partir daí devemos passar para o terceiro estado: “Não há outro além Dele”. De dentro desse estado, através da tristeza e da dor, começaremos a descobrir “Não há outro além Dele” e chegaremos imediatamente à doçura, ou seja, ao abrandamento dos julgamentos.

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 237

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 237

Por que novas percepções nos trazem uma sensação familiar?

Os novos discernimentos parecem novos, mas quando examinamos a forma como são expressos, vemos que as palavras são as mesmas palavras familiares. Na sabedoria da Cabalá, aprendemos que toda a realidade consiste apenas nas dez Sefirot originais. Não há nada além disso. Os mundos e as almas estão dentro delas. Tudo existe nas dez Sefirot. A diferença reside na forma como esses novos discernimentos nos fazem sentir essas dez Sefirot, que é diferente e mais profunda. A profundidade de sua percepção consiste em 125 graus.

Ainda estamos antes do grau zero de realização. Além disso, mesmo antes de começarmos a alcançar as dez Sefirot, antes da barreira, existem etapas e discernimentos. No entanto, em princípio, o quadro é o mesmo, como aprendemos na Cabalá, que todos os mundos são construídos segundo o mesmo padrão: cinco Partzufim e dez Sefirot. Ou seja, tudo é igual e repetimos a mesma coisa. Uma criança de três ou quatro anos aprendendo a ler a Torá e um Cabalista como o Rabino Shimon leem a mesma Torá, mas cada um compreende diferentes camadas dela.

O que uma criança que lê a Torá diz à sua mãe? “Mamãe, olha, Abraão queria matar Isaac”. Era assim que ela entendia a Torá. Um Cabalista, porém, conhece a correção que a Torá descreve no caso de Abraão e Isaac, uma correção que transcende este mundo, e a alcança, a vê por meio de forças espirituais, por meio de uma visão eterna. Contudo, a expressão permanece a mesma, com as mesmas letras e palavras.

Quando começamos a estudar, descobrimos que a cada vez enxergamos algo novo no material de estudo. Imagine que os alunos estão em uma aula lendo um artigo com seu professor Cabalista. Depois, um dos alunos pergunta ao professor sobre o significado do texto. Como o Cabalista sabe algo além do que eles já sabem? Porque o Cabalista enxerga profundidades adicionais no artigo que estão ocultas aos olhos dos alunos. O Cabalista não consegue transmitir ao aluno o que sente, mas explica o que vê com outras palavras.

Para os estudantes, o artigo é revelado apenas até certo ponto. Para o Cabalista, revela camadas mais profundas, e há aqueles para quem nada será revelado. Eles lerão o artigo e não haverá resposta em seus corações porque ainda não possuem um vaso espiritual. Entre os estudantes, tal vaso já começa a se formar. Então, qual é a diferença entre o estudante e o Cabalista? A diferença é que, quando o Cabalista explica algo ao estudante, ele lhe oferece um pouco de iluminação da profundidade em que ele próprio reside, elevando-a ao nível em que o estudante se encontra. Em outras palavras, o Cabalista adiciona sua própria luz à luz circundante que o estudante desperta durante o estudo.

Um grupo também pode adicionar luz. Em um grupo, cada pessoa compreende com uma profundidade maior do que a de uma pessoa que não estuda a sabedoria da Cabalá. Portanto, quando estudam juntos com a intenção de compartilhar tudo uns com os outros, todas as luzes ao seu redor se unem e influenciam a todos. Disso podemos compreender o quanto o grupo é um poderoso amplificador de força espiritual.

Não importa que haja diferenças de conhecimento entre as pessoas do grupo, nem que haja um Cabalista entre eles e todos os outros saibam menos do que ele. As diferenças decorrem do fato de que cada pessoa possui um caráter único e uma essência singular. Mesmo assim, o Cabalista se beneficia dessa integração e dela recebe algo a mais. Há coisas que o Cabalista não conseguirá compreender sem a presença de certos amigos no grupo, cada um contribuindo com algo único.