Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 199

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 199

Como podemos estar neste mundo como se estivéssemos no estado do Fim da Correção?

Recebemos um estado especial vindo de cima, algo como um vislumbre do próximo mundo. Ele está um grau acima do nosso atual, sendo, portanto, considerado uma espécie de “próximo mundo” para nós. Recebemos essa pequena iluminação do fim da correção.

Então, após essa iluminação desaparecer, esforçamo-nos para preservá-la, não através do superior (já que o superior se ocultou e a iluminação se foi), mas através de nossa própria força. Aspiramos a reter essa iluminação, a alcançá-la novamente, para que ela exista dentro de nós mesmos por meio de nossos próprios esforços.

Se tivermos sucesso nisso, considera-se que atingimos o próximo nível.

Extraia Força Da Sua Raiz

938.07Pergunta: Qual a relação do grupo com a “existência a partir da ausência” (Yesh mi Ayi)? Por que ele deveria me fornecer forças com as quais não tem nenhuma conexão?

Resposta: O grupo não pertence a Yesh mi Ayin e, portanto, pode lhe dar força adicional. A força do grupo reside em sua conexão com a nossa raiz, onde todas as almas estão unidas.

Portanto, aqui em nosso mundo, por meio de minhas ações externas, posso despertar essas forças superiores nas quais o poder do meu “Eu” não é meramente uma força individual, como é no mundo corpóreo, mas está inseparavelmente conectado com outras 599.999 forças semelhantes.

Em nossa essência, eu e todas as outras almas existimos no nível de Adam HaRishon. Portanto, enquanto vivo em nosso mundo, posso extrair força da minha essência.

Da Lição Diária de Cabalá 15/07/26, Rabash, “O que significa ‘Não despreze a bênção de um leigo’ na Obra?”

O Que Se Deve Esperar Dos Mandamentos Da Torá?

533.01Pergunta: O que se deve esperar dos mandamentos da Torá?

Resposta: Um “mandamento da Torá” consiste em extrair o conceito da “Torá da vida” da Torá, alcançando a própria vida. Baal HaSulam escreve sobre isso no TES (O Estudo das Dez Sefirot). Ele se refere não ao estudo em si, mas ao seu resultado.

Pergunta: Suponha que uma pessoa esteja varrendo o chão do nosso prédio ou trabalhando na cozinha. Isso é considerado como estudo da Torá?

Resposta: Se eu fizer algo na nossa cozinha com a intenção de alcançar algo na minha vida, o desejo que surgiu em mim naquele momento, multiplicado pela coisa boa e benéfica que eu contribuí para o grupo, ou seja, multiplicado pelo desejo coletivo do grupo de alcançar a espiritualidade, torna-se o meu próprio desejo.

Ao servir meus amigos, eu adquiro seus desejos, incluo-me neles e, então, esses desejos me influenciam e direcionam meus próprios desejos para o caminho correto.

Como resultado, durante a lição, pretendo extrair a luz da Torá que reforma a partir do que estudo, não para me tornar um grande sábio ou algo do tipo.

Da Lição Diária de Cabalá 14/07/26, Rabash, “O que significa que ‘Lei e Ordenança’ é o nome do Criador na Obra”

Como Podemos Entrar Numa Disneylândia Espiritual?

760.1Comentário: Você diz que cada um tem seu próprio caminho.

Minha Resposta: Claro!

Pergunta: De que depende?

Resposta: Dentro da natureza global da humanidade, somos tão diferentes que, precisamente através da nossa futura conexão, criaremos uma estrutura universal chamada “Homem” (Adam).

Pergunta: Todos terão seu próprio lugar?

Resposta: Sim.

Pergunta: Todas as nações?

Resposta: Claro! Posso estar girando a uma velocidade tremenda, outros giram mais lentamente e outros ainda mais lentamente. É como no nosso corpo: existem sistemas que operam com velocidade e intensidade tremendas, enquanto outros funcionam muito mais lentamente. Podemos comparar as unhas das mãos e dos pés. As unhas das mãos crescem cerca de um milímetro por semana, enquanto as unhas dos pés crescem cerca de um milímetro por mês. Cada uma tem seu próprio ritmo, mesmo sendo aparentemente o mesmo tecido.

Comentário: No entanto, trata-se de um único organismo.

Minha Resposta: Sim.

Pergunta: Você mencionou o objetivo. Esse objetivo é o mesmo para todos ou não?

Resposta: O objetivo é o mesmo para todos. Mas quem realmente sabe qual é? Se soubéssemos que todos temos um objetivo em comum, concordaríamos uns com os outros. Começaríamos juntos a buscar como atingir esse objetivo.

Mas, em vez disso, sentimos que cada um tem o seu próprio egoísmo. O egoísmo nos divide e não nos permite sentir que todos devemos caminhar juntos em direção a um objetivo comum.

Pergunta: Podemos, mesmo assim, chegar a isso? Seremos conduzidos a esse objetivo ou não?

Resposta: Acho que isso precisa ser esclarecido internamente.

Pergunta: Qual é esse objetivo?

Resposta: O objetivo é muito simples: alcançar o sentido da vida.

Pergunta: E o que é isso?

Resposta: Qual o sentido da vida? É alcançar esse sentido.

Pergunta: Então surge a questão, e eu devo alcançá-lo?

Resposta: Quando alcanço o sentido da vida, sinto-me absolutamente realizado! Sei por que existo. Sei quem me governa, a quem devo recorrer, o que estou realizando a cada instante da minha existência e para onde estou indo. Novos horizontes se abrem diante de mim. Sinto-me como uma criança que entrou na Disneylândia. E tudo é incrível! Tudo é um conto de fadas! É assim que uma pessoa deve se sentir ao desvendar o plano do Criador.

Pergunta: Cada pessoa tem seu próprio sentido da vida, ou não?

Resposta: Cada um desfrutará individualmente, pois é assim que somos feitos. Mas cada um desfrutará pelo fato de estar constantemente se conectando com os outros. A revelação dessa “Disneylândia” espiritual vem do fato de revelarmos cada vez mais as conexões intrínsecas entre nós. E elas se revelarão precisamente como a conquista do mundo superior. É uma aventura séria.

Pergunta: Então você chegou à conclusão de que o objetivo de uma pessoa é alcançar o mundo superior?

Resposta: Sim.

Pergunta: Esse é o objetivo de uma pessoa?

Resposta: Sim.

Pergunta: E o que é o mundo superior? Estamos falando com pessoas que não estudam Cabalá. Simplificando, o que significa alcançar o mundo superior?

Resposta: Trata-se de alcançar a harmonia na interação de todas as forças completamente diferentes da natureza. E sentir essa harmonia ao observar como todos os problemas, ações, pensamentos, aspirações — tudo, em todos os tempos — se unem, e tudo se revela harmoniosamente interconectado, tão necessário um ao outro, que a revelação dessa harmonia é a revelação do pensamento da Criação, o plano do Criador.

Pergunta: E você fala constantemente sobre revelar relações harmoniosas entre as pessoas. Isso está incluído nisso?

Resposta: Claro! Naturalmente. Esse é o grau máximo de harmonia.

Pergunta: O grau mais elevado? O de que estamos todos harmoniosamente conectados?

Resposta: Sim.

Pergunta: E esse é o propósito da vida de uma pessoa — descobrir essa harmonia?

Resposta: Sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 08/07/26

Convença-nos Sem Nos Assustar!

549.02Pergunta do Facebook: Sua posição é seguir o caminho do sofrimento. Você diz que, quando estivermos encurralados, veremos que os Cabalistas estão certos. Existe outro caminho? Você pode nos convencer sem nos assustar?

Resposta: Se minha posição fosse “seguir o caminho do sofrimento”, eu não diria nada nem faria apresentações públicas. Mas eu realmente quero que a humanidade se desenvolva de uma maneira positiva.

Sou contra o caminho do sofrimento. Sou a favor de que nosso caminho seja iluminado pela luz superior e que ela nos guie adiante. Por favor, não interpretem minhas avaliações como táticas de intimidação.

Eu simplesmente observo com sobriedade as perspectivas da humanidade, sua “condição inicial”, e vejo que estamos em queda livre. O egoísmo está crescendo dentro de nós, mas não estamos compensando esse crescimento nem corrigindo nossa trajetória.

Espero sinceramente que possamos nos recompor e não afundar no sofrimento antes de iniciarmos nossa ascensão. A melhor coisa que pode acontecer à humanidade é o reconhecimento oportuno do egoísmo e a correta autorrealização que o transcende.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 19/05/23

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 198

Palestras sobre os Degraus da Escada , Parte 198

Como podemos imaginar o que é uma doação?

Quando estamos em grupo, aprendemos que o amor de amigos leva ao amor ao Criador e que a generosidade para com os amigos leva à generosidade para com o Criador. Por quê? Porque buscamos estabelecer entre nós a mesma conduta como se estivéssemos verdadeiramente entre as almas no fim da correção. Desse mundo superior, onde todas as almas estão incluídas e conectadas, extraímos a luz circundante (Ohr Makif).

Se tentarmos estabelecer essa mesma lei, esse mesmo estado, neste mundo, através dos corpos, de uma ideia, de uma atitude, da conexão e do objetivo comum de avançar juntos, mesmo em um pequeno grupo, criamos efetivamente uma semelhança do estado em que as almas existem ao final da correção, no nível espiritual dentro desse grupo. Na medida em que fazemos esse esforço, atraímos a luz circundante, que vem e corrige os vasos.

Portanto, a conexão entre amigos em um grupo afeta diretamente seu progresso espiritual. Através dessa reflexão que criamos neste mundo, gradualmente começamos a sentir o que é a conexão espiritual. É claro que nunca podemos conhecer verdadeiramente a forma superior antecipadamente. Se estamos em um determinado nível, como podemos perceber o nível acima? Mesmo na vida cotidiana, dentro do nosso estado atual, o próximo estado é sempre desconhecido e se revela repentinamente como algo novo.

Então, como podemos ansiar por algo que está acima de nós? O nível superior (o Partzuf superior ) nos mostra um pequeno exemplo de doação tal como existe em um grau superior. Isso ocorre em duas etapas.

No primeiro estágio, o nível superior nos mostra um pouco da luz interior, o prazer que contém. Então, desejamos, ansiamos por isso e nos sentimos elevados. Os Cabalistas chamam isso de “ascensão”, embora não seja uma verdadeira ascensão, pois não nos elevamos de fato. Em vez disso, o nível superior nos concede um pouco de vitalidade de um grau superior. Essa iluminação é luz no nível superior, mas apenas um brilho tênue para nós, já que não podemos receber mais em nossos corpos atuais.

No segundo estágio, após nos iluminar, o nível superior nos proporciona uma descida. Permite-nos sentir nossos próprios vasos. O que são esses vasos? São vasos de doação através dos quais sentimos a escuridão. Em outras palavras, percebemos que estamos calculando: “Como é possível dar sem pensar em nosso próprio benefício?”

Assim, por meio dessas duas impressões do nível superior, experimentamos dois extremos: o que é a luz (mesmo que apenas parcialmente percebida) e o que é o vaso de doação. Então, vemos o quanto amamos a luz e o quanto resistimos ao vaso. A partir desses dois polos, por meio do estudo, do esforço e do trabalho persistente, alcançamos gradualmente o nível superior.

Quando atingimos e compreendemos esse estado, um nível ainda mais elevado revela tanto a plenitude quanto o vaso que a contém. Esses dois estados nos dão, mais uma vez, uma noção dos extremos dentro do nível superior, e novamente nos esforçamos para alcançá-los, passo a passo, ascendendo ainda mais.

Portanto, nosso caminho é construído a partir de subidas e descidas:

  1. Ascensões — a sensação da plenitude que existe em um nível superior.
  2. Descidas — a sensação dos vasos (a natureza da doação) do nível superior.

O esforço mútuo reside no nosso desejo constante de adquirir essas qualidades, seja em maior ou menor grau, até as alcançarmos plenamente.

A Força Que Nos Separa Do Criador

260Pergunta: Por um lado, a pessoa sente que não tem forças para a tarefa e pede ao Criador que lhe dê forças. Contudo, isso é considerado orgulho. Por outro lado, ela pode se voltar ao grupo, receber dele a consciência da grandeza do Criador e só então voltar-se a Ele.

Qual é a diferença? Em ambos os casos, estou me voltando ao Criador.

Resposta: Você não é capaz de se voltar ao Criador com as forças que possui atualmente. O Criador lhe dá um despertar inicial, mas somente com ele você não consegue enxergar a profundidade do problema nem apreciar a grandeza do Criador em sua solução. Você ainda não tem discernimento interior suficiente para se voltar a Ele.

Imagine que exista um homem rico que possa resolver todos os seus problemas, mas você não consegue se aproximar dele porque está dominado pelo seu orgulho. Não importa o que aconteça, você é incapaz de se voltar diretamente a ele em busca de ajuda. Você sente uma vergonha tão forte que precisaria se superar completamente, mas não consegue.

Essa é a natureza humana. Uma pessoa está disposta a morrer em vez de permitir que seu “eu” interior seja ferido. Esse “eu” é parte do eterno; é a sua alma, e por ela a pessoa está pronta para sacrificar o próprio corpo. Para muitas pessoas, esse “eu” interior é muito mais importante do que a própria vida.

Por exemplo, pode haver alguém que me daria um milhão de dólares se eu simplesmente pedisse, mas sou incapaz de fazê-lo. Ou pode haver alguém que poderia me ajudar a construir minha vida, mas não consigo me obrigar a me voltar a ele. Encontramos isso constantemente. Revela a força do nosso orgulho, a força do nosso “eu” interior, a própria força que nos separa do Criador.

Da Lição Diária de Cabalá 15/07/26, Rabash, “O que significa ‘Não despreze a bênção de um leigo’ na Obra?”

De Acordo Com A Abertura Dos Olhos Na Torá

243.04Pergunta: Aprendemos que se uma pessoa que estuda a Torá direciona a intenção correta para o seu estudo, ela passa do estado de Lo Lishma para Lishma (em prol do Criador). Como isso acontece?

Resposta: Diz-se que não se pratica verdadeiramente a Torá enquanto se está no estado de Lo Lishma. Se uma pessoa permanece egoísta, por que deveria estudar a Torá? Se você é um “animal”, então viva como um animal. Mas se uma pessoa usa a luz da Torá para se corrigir e retornar à fonte, ela pode verdadeiramente praticar a Torá.

No entanto, para quem estuda sem esse objetivo, tudo acontece ao contrário. Seus olhos ficam cegos, a luz se transforma em escuridão e a escuridão em luz.

Pergunta: Se uma pessoa se esforça apenas pelo Criador, isso é chamado de Lishma?

Resposta: O que significa dizer: “Eu quero o Criador”? O que eu quero ganhar com isso? O que você quer do Criador? Você quer trazer-Lhe contentamento? Se uma pessoa deseja dar algo ao Criador, isso se chama Lishma, em prol do Criador.

Isso é determinado de acordo com a abertura dos olhos na Torá. Se o Criador se revela a você, e como resultado de sua aspiração a Ele você está em comunhão com Ele, e se, de acordo com seu desejo de se doar a Ele, Ele o preenche com Sua presença e Sua luz, isso significa que, por equivalência de forma, seu desejo verdadeiramente tem a intenção de doar a Ele.

Mas se você ainda não alcançou tal estado, está apenas dizendo que deseja doar algo ao Criador. Na realidade, você está se enganando.

Da Lição Diária de Cabalá 14/07/26, Rabash, “O que significa que ‘Lei e Ordenança’ é o nome do Criador na Obra”

Eu Não Sou O Mestre Dos Meus Desejos

232.08Pergunta: Como transformar meu Hisaron em um pedido me ajudará?

Resposta: Estamos constantemente fazendo pedidos. Sempre que surge uma necessidade (Hisaron), pedimos. O desejo de uma pessoa é chamado de oração. O desejo que está em meu coração é a oração, porque meu coração está conectado diretamente ao Criador, sem intermediários.

Tudo o que sinto em um dado momento (o desejo de descansar, de comer, de roubar, de me apaixonar) é imediatamente sentido pelo Criador e, consequentemente, na forma de uma resposta, a direção dos meus desejos é corrigida por diversos meios: seja internamente — através do que o Criador faz dentro do meu coração — seja externamente.

Em geral, através do sistema interno e externo que me cerca, o Criador gradualmente me ensina qual desejo é o correto. Então, qual é o meu trabalho? Buscar, de forma independente, quais desejos são corretos e quais aspirações são verdadeiras. E quando alcanço esses desejos genuínos que estão em meu coração, isso é o que eu chamo de orar.

Uma oração é o que eu sinto, o que eu desejo, sem ter qualquer capacidade de controlá-la. O desejo foi criado antes de mim. Mesmo antes de eu começar a senti-lo, investigá-lo, estudá-lo, distingui-lo dos outros e lhe dar um nome, ele já existe dentro de mim.

A criatura é o desejo de receber. Portanto, sou incapaz de mudá-la. Posso apenas revelá-la, esclarecer o que ela é e o quanto ela é correta em relação ao propósito da criação. Então, de acordo com isso, eu providencio diversos meios externos para mim, utilizando toda a ajuda possível (o grupo, os livros, o professor) para que esse desejo, que me parece não estar devidamente direcionado ao propósito da criação, se transforme.

No entanto, isso só pode ser feito por meio de esforços externos e não entrando em meu coração e começando a girar alguma pequena chave ou chave de fenda lá dentro. Isso eu não posso fazer. Eu não sou o mestre do meu desejo de receber.

Da Lição Diária de Cabalá 14/07/26, Rabash, “O que significa que ‘Lei e Ordenança’ é o nome do Criador na Obra”

Corrija Sua Alma

238.02Ao nos envolvermos em trabalho espiritual, identificamos cada vez mais todos os tipos de estados aos quais éramos completamente indiferentes antes; simplesmente não os percebíamos com nosso sexto sentido pouco desenvolvido.

Agora que o sexto sentido dentro de cada um de nós começa a se desenvolver, mesmo que ainda não tenha atingido o limiar da percepção que o abre completamente à espiritualidade, podemos detectar certas mudanças nele. Ele se expande com a presença de uma vasta gama de revelações e distinções emergentes.

Isso se chama alma, algo que desenvolvemos literalmente por meio de nossas ações. A livre escolha reside apenas no desenvolvimento voluntário da alma, e a pessoa é obrigada a fazer essa escolha por si mesma.

A luz de cima não virá até você a menos que você queira que ela venha e corrija sua alma, isto é, dê a ela definições internas (Avhanot) e dote você com sensibilidade que lhe permita experimentar o mundo espiritual.

Essa luz lhe trará sofrimento, fazendo com que sinta cada vez mais uma carência espiritual. Mas ela jamais o corrigirá a menos que primeiro eleve uma oração, a menos que primeiro peça para perceber a espiritualidade, aproximar-se dela e, posteriormente, igualar-se a ela em qualidades e aderir a ela.

A alma não pode se desenvolver sem o trabalho intenso da própria pessoa. Em que consiste esse trabalho? Consiste na súplica, chamada oração, na elevação de MAN, em resposta à qual a luz circundante corrige a alma. Na medida da sua correção, de acordo com as qualidades que nascem na sua alma, em relação a isso, você começa a perceber as qualidades do Criador.

Se você corrigiu alguma das 620 propriedades da alma, você sente o Criador nessa propriedade corrigida. Ao cumprir o mandamento, realizando uma ação correspondente à propriedade corrigida, você se conecta com o Criador, sente que Ele preenche sua propriedade, ou seja, a luz preenche o Kli — a parte corrigida da alma.

Da Lição Diária de Cabalá 14/07/26, Rabash, “O que significa que ‘Lei e Ordenança’ é o nome do Criador na Obra”