Textos na Categoria 'Workshops'

Vamos Pedir Todos Juntos!

Dr. Michael LaitmanEm nosso estado, o apelo ao Criador (a oração) só pode ser coletivo. Caso contrário, o Criador não ouve. Ele ouve apenas quando as pessoas se reúnem e chegam a mesma opinião, como um homem com um coração, uma mente, porque, assim, criam um desejo coletivo.

O que elas querem? Que Ele as corrija, eleve, satisfaça, e assim por diante.

Uma pessoa não vale nada, significa nada: que tal oração não existe. Você pode gritar o quanto quiser, mas vai ser a voz daquele que clama no deserto. Se dez pessoas se reúnem, não importa como elas gritam, mesmo falsamente, sua rogatória será levada em conta porque elas estão tentando se conectar entre si.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 17/08/12, Workshop 3

Chorando Por Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho certeza de que nesta Convenção vamos conseguir algo muito alto, poderoso. Mas, com essa confiança, eu sinto um alarme, um medo animal adicional pelo mundo, um medo de que os outros não peçam.

Resposta: Você tem que pedir por eles.

Israel está agora num estado que antecede a guerra. As bombas atômicas, milhares de mísseis, e tudo mais, estão prontos em ambos os lados. Para cada cidadão do nosso país, nós talvez tenhamos alguns mísseis de todos os lados. Nós entendemos isso; caso contrário, o nosso povo não vai mexer, e o Criador tem que agir dessa maneira, a fim de levar a nação a sua oração habitual, ao estado correto.

Mas como podemos chegar a isso? É por isso que nós, como grupo, sentimos que não somos responsáveis por mudar as ações do Criador – é um assunto que Ele decide – mas por dirigir todos nos à meta de forma máxima e, assim, de alguma forma, tentar conquistar todos os outros.

Essa é a solução para todos os problemas. Estes problemas não são resolvidos fisicamente. Nós vemos que quanto mais as pessoas se envolvem na resolução de problemas físicos, mais elas multiplicam outros problemas. Então, às vezes, basta que a pessoa peça pelo mundo. E o fato de você chorar é bom, você chora por todos nós.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 17/08/12 , Workshop 3

“Um Computador Pode Substituir Um Professor?”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da BBC News): “O Professor Sugata Mitra, da Universidade de Newcastle, queria saber o que acontece quando os adultos recuam e permitem que as crianças utilizem um PC sem vigilância.

“Este ano, o Professor Mitra está realizando uma série de experimentos em locais ao redor do mundo, incluindo o Brasil e a Índia, nos quais as crianças recebem acesso a computadores sem um professor para orientá-las.

“Um dos locais é uma sala de aula de uma escola em Kiddapore, em Calcutá, na Índia. A escola que é dirigida por uma ONG para dar aos jovens desfavorecidos mais acesso à educação.

“Em Kiddapore, o Professor Mitra pediu aos professores que recuassem e deixassem o mouse ensinar. Os professores observaram o impacto no comportamento.

“Em particular, um aluno que tinha se comportado mal estava ajudando as crianças menores a usar o PC e agindo como seu professor.

“Não é a primeira vez que o Professor Mitra pediu a acadêmicos e educadores para pensar duas vezes sobre o papel dos professores.

“Em 1999, ele lançou um conjunto de experimentos, conhecido como ‘Buraco na parede’ em uma parede de uma favela em Delhi, na Índia.

“Dando acesso a computadores, Mitra observou que as crianças começaram a aprender inglês e naturalmente acabaram em grupos organizados de aprendizagem”.

Meu comentário: Esta é a antiga tradição de estudar a Torá e a Cabalá: os estudantes devem primeiro ouvir o professor e, em seguida, discutir juntos o material estudado. O Talmude é estudado por vários estudantes em um grupo discutindo isso sem um professor.

Nossos workshops (sadna) são organizados da mesma forma: o professor ou o moderador define um tema ou pergunta, que em seguida é discutida pelo grupo de dois a dez alunos. Se houver mais de dez alunos, outro grupo é criado.

O Espaço Onde Estão Todas As Respostas

Dr. Michael LaitmanEm primeiro lugar, temos que determinar exatamente como realmente nos movemos no caminho espiritual. 

Tentando descobrir onde estamos, onde devemos ir e como encontrar significado na existência, nós vemos que tudo está intimamente conectado, interligado e confuso. Ao nos voltar para a sociedade humana, podemos ver que está tudo bagunçado, confuso; todo mundo faz o que quer, tem sua própria teoria, sua própria filosofia de vida. Em geral, esta é a bagunça em que vivemos. Por outro lado, estudando a natureza, vemos que tudo é lógico, tudo acontece de acordo com leis. 

A questão é por quê?

 Porque a sociedade humana não está sujeita às leis da natureza. Nosso corpo obedece à natureza. Na vida, nós também podemos realizar as instruções da natureza, mas parcialmente. E tudo isso é humano em nós – não animal, mas especialmente humano -nós estamos totalmente sozinhos e fazemos o que queremos. 

Como é que vamos organizar este humano em todos nós? Se a humanidade fosse capaz disso, se ela entendesse como fazê-lo, tudo seria claro e correto. 

Talvez demasiado claro? Chato? Talvez, neste caso, a ilusão do livre-arbítrio desapareceria? Talvez sentíssemos menos sabor na busca, na vida, na ousadia? Ou não? Aqui está o problema que está escondido na humanidade. 

Quando eu venho para a Cabalá, quando eu finalmente tento usá-la para descobrir o significado da vida, quando eu, não só na teoria mas na prática, busco entender a profundidade, os fundamentos do mundo, entender o que o dirige, como participar nisso e tornar-me como o mundo inteiro em minha mente: perfeito, eterno, infinito, então eu descubro que estou confuso. 

Essa confusão acontece porque precisamos constantemente conectar os dois extremos opostos do universo: nós que estamos na parte inferior e recém começamos a fazer perguntas, e o ponto mais perfeito e elevado: o Criador, ou seja, a força fundamental do mundo que criou tudo. 

Entre esses dois pontos há um espaço do qual não sabemos nada. Se encontrássemos este elo, se o preenchêssemos com o entendimento correto do que está acontecendo neste espaço, saberíamos tudo. 

Da Convenção na Carcóvia  “Unindo para Ascender” 17/08/12, Workshop 3

O Destino De Uma Nação É Determinado Na Mesa Redonda

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que é possível ver um resultado rápido através de ações simples, e realmente sentir uma força nova e poderosa, evocada entre nós dentro de alguns dias, que vai se tornar nossa arma e defesa mais forte. Que ações são necessárias para atingir isso?

Resposta: Eu recomendo que comecemos a realizar o que chamamos de workshops (oficinas, seminários), discussões em círculos ou mesas redondas. Lá, vamos discutir as questões mais importantes que determinam o nosso destino.

Vamos tentar subir acima de todos os egos individuais em tais discussões nas mesas redondas, a fim de encontrar respostas que se originem do amor, da conexão e garantia mútua. Primeiro, temos que descobrir o que é o amor, o que significa a conexão e a  incorporação nos desejos dos outros, o que é a garantia mútua e o ponto comum, de modo que a partir disso, eu possa resolver todos os problemas.

Nós devemos esclarecer como podemos nos conectar mais fortemente e, assim, resolver os problemas econômicos, na educação, cultura, drogas, roubo, e, na verdade, todos os problemas que estamos enfrentando na sociedade. Não importa o que falamos. O que importa é que cada deficiência revelada é apenas uma causa que nos ajuda a esclarecer melhor o conceito de garantia mútua.

Então, vamos ver que todos os problemas, incluindo a ameaça de ataque por parte do Irã [em Israel], vêm apenas para que possamos reforçar a garantia mútua entre nós. É como se olhássemos tudo de outra perspectiva. Nós não desejamos a garantia mútua para nos livrar de todos os nossos problemas internos e externos; ao contrário, todos os nossos problemas internos e externos são revelados pela natureza para nos levar à garantia mútua, à conclusão de nossa missão, e para unir o povo de Israel na terra de Israel.

A fim de iniciar o processo de conexão e unidade, todos nós temos que sentar na mesa redonda. Pode ser uma família ou uma única pessoa sentada em casa na frente da tela da TV assistindo a um debate que ocorre na mesa redonda. O objetivo da discussão é esclarecer a questão: o que a conexão, a garantia mútua e o amor significam para nós, e qual estado devemos alcançar?

Nós devemos falar menos sobre os problemas; caso contrário, nós simplesmente nos afogamos neles. Em vez disso, devemos superá-los e falar de forma mais positiva sobre conexão, amor e cooperação mútua, sobre o que constrói e não sobre o que destrói. Portanto, nós deveríamos falar tanto quanto possível sobre os fatores positivos e o mínimo possível sobre os negativos.

Eu sugiro que tenhamos tais debates em todos os lugares: em casa e no trabalho. Hoje, todo mundo está falando sobre a ameaça atual, mas “a pessoa está onde seus pensamentos estão”. Eu não quero mergulhar na ameaça; eu quero subir acima dela, usar as forças positivas que nos elevam acima do perigo, e anulá-lo. Elas agem de tal forma que todas as ameaças à nossa segurança e à segurança de nossa sociedade simplesmente desaparecem.

Não é um tipo de psicoterapia e sedativo para as pessoas. Desta forma, as pessoas vão evocar uma nova força que está acima de nossas vidas. Esta é a força de conexão, que atua contra o ego, contra a natureza humana comum.

Nós podemos esclarecer e encontrar essa força que nasce da nossa unidade e conexão, e que não existe apenas na natureza. É por isso que houve uma condição na reunião antes do Monte Sinai. Como está escrito: “Se vocês aceitarem a lei, ótimo. Se não, este vai ser o seu local de sepultamento”.

Da “Conversa sobre a Nova Vida”, 12/08/ 12

A Oficina É Uma Conversa De Coração Para Coração

A oficina (workshop) é uma ação especial. Diria sagrada. Vamos esclarecer uma questão, ou seja, para esclarecermos, não para respondermos, de modo que seja claro para nós. Então, vou falar sobre isso e explicar em poucos minutos. E então, sentados em círculo, vamos discutir como encontrar uma solução lógica, a verdadeira solução para essa questão, mas não o que está descrito em nossos livros. Em nenhum caso devemos contar com as sábias palavras dos  Cabalistas; em vez, disso comunicamos do nosso coração para manter a conexão com o outro.

Entretanto, devo aceitar um amigo como infalível, ótimo. Não importa o que ele diz de bobagens. É o meu sentimento que ele é estúpido, eu sinto e vejo isso porque não estou suficientemente ligado a ele. Se eu o amasse, eu teria sentido que através dele é que o Criador fala comigo.

Assim, enquanto estamos sentados em um grupo de dez, temos de compreender claramente como se relacionar com o próximo. Representantes do Criador estão sentados em frente de mim, e eles me dizem a verdade absoluta. Eu tenho que suprimir qualquer crítica, qualquer desconfiança, qualquer coisa que possa afastar-me deles. Eles estão, sem perceber, dizendo as coisas que eu não posso concordar. Eu sou contrario a isso, eu não quero ouvir isso, eu vejo tudo estúpido, como ultrapassado, padrão e idêntico. Parece tudo tão a mim para que eu suba acima de mim mesmo.

Então, aqui estamos diante de um enorme trabalho interno.

Da lição Preliminar da Lição Diária de Cabalá de 16/8/12, da Convenção da Carcóvia, “Unir Para Ascender”.

Material Relacionado:
Uma Profusão De Perguntas Sobre Os Workshops
O Workshop Deve Acender a Centelha Da Vida
No Turbilhão de Sentimentos

Nunca Houve Uma Convenção Como Essa!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos nos convencer de que estamos à espera de uma Convenção incomum, e que realmente haverá algo de especial nesta Convenção?

Resposta: Em primeiro lugar, nós chegamos ao estado em que o mundo exige isso. O mundo está a muito tempo em “estado de desespero”, mas tudo isso é apenas mascarado, obscurecido. Não importa como você esconde os problemas, eles já vieram à tona. É por isso que, enquanto eles ainda estão tentando esconder alguma coisa, isso já não ajuda.

Assim, por um lado, nós vemos que o mundo nos obriga. Esta é a coisa mais importante, visto que a Cabalá foi revelada porque o mundo está começando a alcançar a interdependência integral. Mas ninguém, exceto a Cabalá, tem o método de preservar a sociedade, a paz, família, e a si mesmo nessa interação integral.

É por isso que a Cabalá estava esperando esse momento para se revelar e se tornar o método de construção de uma nova sociedade. Nós temos que mostrar a nós mesmos como fazer isso e aprender com palestras e oficinas como ensinar isso, de modo que seja muito claro e simples.

Em princípio, cada pessoa que vem ao Congresso é um potencial distribuidor, que será capaz de dar palestras, organizar workshops, mesas-redondas, etc. Pelo menos, se a pessoa não consegue aprender tudo, ela ainda será capaz de absorver algo e, depois, concluir seus estudos em nossos cursos. Estou muito ansioso com isso.

Nós temos que passar por todos os estados que uma pessoa deve passar, começando do zero e terminando com a conexão completa com o outro.

Da Lição Virtual 29/07/12

O Workshop Deve Acender a Centelha Da Vida

Estamos todos conectados/ligados, pois não se pode ser impressionado sem os outros. Suponha que eu não ainda tenho duas Sefirot para completar as dez Sefirot, e estou totalmente fechado, sentindo absoluta escuridão. Se eu adicionar os atributos que eu preciso, tudo é, de repente, revelado e iluminado.

É suficiente incluir um item que está ausente no sistema para que comece imediatamente a operar, embora seja um de um milhar de itens idênticos. Se a impressão colectiva atingir o nível de ligação necessário, esta determina o nosso próximo nível, um novo mais elevado.

Num ponto muito elevado, um grande número de desejos deve ligar em maior mutualidade, numa grande impressão colectiva através da Luz. De que é feita essa impressão coletiva? Eles estão impressionados com a ligação entre eles, pela unidade e os benefícios que recebem dessa cooperação mútua. Todos dão a vida aos outros: a luz de Ruach.

Nenhum de nós tem essa luz, ela é criada como um resultado de nossa conexão. É o Criador (Boreh) que nós revelamos, é por isso que Lhe chamamos de “vem e vê” (“Bo-reh”).

A vida é criada pela ligação de células mortas. Se elas se conectam corretamente, de repente ganham vida. Há uma certa força a partir do interior que impele à vida, mas em si é invisível. Nós descobrimos essa força superior apenas se nós “viermos e vermos” o Criador entre nós.

Espero que durante os workshops comecem a descobrir esta impressão interior na ligação entre vocês. As palavras por si só têm pouco sentido, a chave está na ação da Luz que Reforma. A história por si só inspira para nos conectarmos, para pesquisarmos, não mais do que isso.

Queremos atingir a impressão pela conexão. Esta emoção é chamada Luz que irá fluir entre nós, nesta conexão correta, num círculo. Então este círculo vai se transformar num mecanismo que gera Luz, vida!

 

Nós, sendo assim tão diferentes uns dos outros, ligamo-nos num sistema, tal como um sistema eléctrico com um cabo, uma resistência, um íman, e uma bateria que gera a tensão em circuito. Se todas as partes não se conectarem umas com as outras, o sistema não funciona. Quando essa cadeia está ligada corretamente, começa a gerar a força da vida nela. Começamos a descobrir que existe vida: a Luz da NRNHY!

A Luz geral NRNHY é o Criador, “vem e vê”, a Sefira superior, Keter. Quando alcançamos vida, alcançamos a sua fonte, o elemento da vida chamado o Criador. Ele é revelado no sistema através da conexão correta entre nós.

Isto é o que eu espero dos Workshops e vamos conseguindo chegar lá gradualmente. Enquanto isso, tendemos a discutir diferentes coisas teóricas. Mas com a ajuda das passagens que eu leio, eu quero trazê-los para a impressão emocional. Às vezes peço uma questão teórica, mas em qualquer dos casos, espero que vocês se conectem. Este é o único resultado do workshop – até que ponto conseguimos nos conectar através do processo pelo qual passamos.

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A partir da 3 ª parte da Lição Diária da Cabala 7/30/12, TES

Como Podemos Tornar O Material Mais Fácil De Ser Percebido?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos de integralidade, essa ideia é tão nova para as pessoas que elas não podem percebê-la. A inovação e a simplicidade da informação, apesar da urgência, tornam a sua percepção muito difícil, mesmo para uma pessoa educada. Como nós podemos superar esse obstáculo?

Resposta: Eu acredito que devemos fornecer menos informação. Em geral a pessoa tem que sentir a ideia. Numa breve conversa, a pessoa deve receber a quantidade de informação que será capaz de entender e perceber imediatamente; isso significa que cada palavra deve ser pesada e as ideias devem ser expressas numa linguagem simples como toda a ideia: muito simples. Então, as pessoas devem discutir essa ideia nos círculos integrais, uma vez que cada pessoa deve ter a chance de se expressar.

Primeiro, os participantes devem discutir uma ideia que vem da educação integral, por exemplo, “o ego como a fonte do mal”, e depois discuti-la. Em seguida, eles devem tomar o próximo tópico, “um atributo que é o oposto do ego”, ou seja, altruísmo, ajuda mútua, e discuti-lo. A discussão deve ser breve para que eles fiquem com uma boa impressão no final e, mais importante, para que eles sintam a união entre si, com uma ênfase que não há pressão, há coerção, nem tendência a algum partido ou jogo de mentiras, mas uma ferramenta essencial para a sobrevivência.

Quando uma pessoa vive com esse sentimento, é um resultado sério e desejável. Assim, cada aula deve avançar um passo a mais.

Várias lições provavelmente serão necessárias para coletar e processar as ideias sobre o ego humano, o mundo, a vida pessoal e a família, e cada hora para mostrar alguma forma que possamos resolver os nossos problemas elevando-nos acima deles, ou seja, ensinar às pessoas a técnica de crescimento.

Todas as opiniões, sentimentos, rejeições e a negatividade permanecem abaixo. Respeitando cada indivíduo, nós avançamos para a unidade geral coletiva, e a partir daí começamos a resolver os nossos problemas. Estas aulas devem terminar com um workshop de cada vez, e as pessoas devem ficar com uma impressão emocional que deriva de algo que elas aprenderam.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 31/05/12

Tudo É Alcançado Pela Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a nossa conexão se torna a base para a revelação dos níveis espirituais?

Resposta: Cada nível é um mundo que você sente, um mundo que é tecido pela conexão entre todas as almas. A primeira conexão que veio do mundo de Ein Sof (infinito) gradualmente diminuiu até que foi destruída e tornou-se totalmente independente em nosso mundo. Agora, a partir deste ponto, começa a subida nos mesmos níveis de conexão e é a única coisa que você tem que revelar.

A “matéria” das almas é o desejo de receber, e a conexão entre elas é o sistema que nós estudamos. As dez Sefirot, os Partzufim espirituais, são toda a essência dos diferentes métodos de conexão mútua entre as almas.

Em geral, um corpo inteiro é assim formado à medida que subimos à Malchut de Ein Sof, e todas as conexões são 100% doação sem quaisquer obstáculos e deficiências. Então, desaparece toda a resistência na transição entre nós e a conexão é imediatamente cumprida em velocidade infinita. Este é o estado de Ein Sof.

A adesão indica uma única coisa: o que eu tenho num determinado momento, você também tem e vice-versa. Esta comunicação é ilimitada. Ela não se limita ao tempo e à resistência do ego. A “resistência” entre nós desaparece e nossos desejos cooperarem livremente e em toda a sua extensão.

Pergunta: Como isso deve ser expressado nos workshops?

Resposta: Nossa adesão durante os workshops é um esforço: nós queremos nos unir tão fortemente, tanto quanto pudermos imaginar, para que cada um perca o seu sentimento do eu e sintamos um desejo, um pensamento, um todo. Por esses esforços, desde o ponto de união, nós pensamos numa solução para a questão que nos foi dada pelo professor. A solução está dentro da conexão.

Portanto, durante o workshop, nós ansiamos encontrar a resposta através da união. Cada vez que procuramos por uma solução, queremos alcançar a união, sem usar nossa lógica. Afinal, não vamos analisar logicamente as palavras dos Cabalistas.

Sem conexão, não há nenhum sentido em sentar num círculo. Então, para que nós precisamos dele? Para uma conversa intelectual ou um debate científico? Não, a missão é dada apenas para criar uma nova qualidade. Então, sentindo a qualidade coletiva, você encontrará a solução.

O workshop serve apenas para criar um vaso coletivo que pertence a um nível superior. Vamos tentar alcançá-lo com todo o esforço possível, mas se não há nenhuma solução, isso significa que não conseguimos.

Não tem nexo mencionar a conexão enquanto estamos no processo. Ela deve ser o objetivo desde o início. Será que nós podemos vir a um wokshop não para nos conectar, e nesta conexão encontrar o próximo nível ou pelo menos encontrar a solução para a questão que leva a ele?

Da 1a parte da Lição Diária de Cablaá 13/07/12, Escritos do Baal HaSulam