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Percebendo O Futuro Juntos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que os animais sentem a natureza como um sistema em que tudo está conectado?

Resposta: Sim, eles sentem isso em seu nível.

Pergunta: E eles podem sentir o futuro, exatamente por esse motivo?

Resposta: Os animais só podem sentir algum tipo de ameaça à sua vida, mas não são capazes de transcender a preocupação de sua existência regular, bestial. Isso é chamado de instinto.

Os animais sentem a conexão com o sistema geral, mas para eles este fornece apenas as informações no nível animal. Os animais sabem o que vai acontecer. Assim, eles são mais cuidadosos do que os homens e seu comportamento é mais lógico.

Os animais não cometem erros! Eles têm todas as informações necessárias para existir, o que é chamado de instinto natural. O homem não tem isso.

Pergunta: Se eu tivesse tal instinto, a minha vida poderia ser melhor? Talvez eu não estaria no vermelho no banco, não teria uma úlcera, e não estaria vivendo em constante tensão.

Resposta: Essa é uma boa pergunta. O que é preferível? Visto que se você tivesse tal instinto, você seria um animal e não um homem. Os animais têm todas as informações para uma boa vida, ou seja, o sentimento de conexão com o objetivo da criação. E o homem não tem tudo isso. Por quê? Porque no nível falante a pessoa não recebe automaticamente a conexão com o objetivo da criação, mas deve adquiri-la por meio do autodesenvolvimento.

Cada pessoa tem esse potencial, mas é preciso avançar gradualmente. Você não pode pegar um transeunte ocasional e começar a convencê-lo de que ele precisa fazer isso. A pessoa precisa estar pronta para isso. Se ela sente que deve saber o futuro, então eu sou capaz de ensiná-la a fazer isso.

Comentário: Eu estou pronto para aprender! Eu realmente preciso saber o futuro, porque isso vai resolver todos os problemas para mim, e me explicar como se comportar com relação aos meus filhos e minha esposa e que profissão escolher.

Resposta: Você vai saber tudo! Se você tem tal pergunta ardente que lhe leva a se desesperar e exigir uma resposta, então este é um sinal de que você pode fazer isso.

No final do curso de educação integral (a sabedoria da conexão), você vai chegar à sensação de que todas as pessoas são partes inseparáveis ​​de um mesmo sistema, sem qualquer diferença entre elas, incluindo você. No início, basta chegar a esse sentimento em relação a um estranho, não em relação a um membro da família.

Pergunta: Isto é, se eu sinto em relação a um estranho como sinto a mim mesmo, baseado nisso vou criar dentro de mim a capacidade de ver o futuro?

Resposta: Sim. Você vai sentir a sensação integral, sair de dentro do seu ego, e sentir a mim, por exemplo. Você deve me sentir como você faz consigo mesmo. Se você é capaz de sentir algo fora de si mesmo como a si mesmo, toda a realidade se abre diante de você. Você abre os sentidos e pode ver tudo a sua volta de uma forma real.

Pergunta: Por que eu não posso aprender o pensamento integral sozinho com a ajuda do meu intelecto, sem a necessidade de outra pessoa?

Resposta: Para quem você sai de si mesmo se não for por outra pessoa? Isso não é filosofia abstrata, mas requer muita prática e ações com cuja ajuda examinamos todos os “prós” e “contras”. Não é simples. Depois de tudo, nós precisamos existir para além do sentimento do nosso “eu”. Essa é a primeira condição do pensamento integral.

Quando eu saio do meu “eu”, eu começo a sentir quem está fora de mim, e, na mesma medida, sinto tudo o resto. Eu abro a extensão dos meus sentimentos, a partir do nível dos meus cinco sentidos até a realidade completa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/02/14

Servos Do Seu Próprio Livre Arbítrio

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 25:39 – 25:41: Quando também teu irmão empobrecer, estando ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir como escravo. Como diarista, como peregrino estará contigo, até o ano do jubileu te servirá. Então, sairá do teu serviço, ele e seus filhos com ele, e tornará à sua família e à propriedade de seus pais.

Se eu tenho desejos que não estão prontos para existir separadamente, devo mantê-los comigo e com toda a seriedade, “fazer com que caminhem com suas próprias pernas”. Depois de terminar todo o trabalho em todo o aglomerado de desejos, eles se separam e se afastam de mim de forma independente e continuam a sua existência independente.

Nós estamos sempre falando de desejos e não de corpos. Isso se refere a um esquema no qual um imenso desejo explodiu em 600000 partes que devem ser reconectadas umas com as outras para se transformar novamente num todo geral, embora o egoísmo e a rejeição mútua estejam queimando dentro deles. Tudo isso permanece, mas é coberto e neutralizado pelo amor.

Segue-se que este enorme ego e o enorme amor, que foi criado entre eles graças ao ego, permanecem e reúnem intensidade, realização interior, e unidade interna com o Criador. Portanto, todos os problemas só são necessários para revelar de forma mais óbvia o estado de nossa união com o Criador. Tudo gira em torno disso; não há mais nada.

Os servos são os desejos que não podem ser independentes, de modo que parecem ter sido vendidos como escravos. Ou seja, eu concordo que preciso, como uma criança pequena, ser governado por alguém grande, porque há mal em mim e eu quero alguém mais maduro do que eu para me controlar, senão vou continuar num mau caminho. Então, eu concordo com isso voluntariamente.

A pessoa que não pode servir e cuidar de seu ego por si mesma é subordinada a outra pessoa (um ego maior), e se estiver aderida a ela, está pronta para trabalhar com ela por o seu ego, porque, neste caso, aquele que é maior protegerá e cuidará dela. É como uma criança que compensa seus pais, dando-lhes prazer. É assim que a natureza nos criou. Eu dou ao meus pais prazer e em troca eles cuidam de mim. E se a natureza não tivesse me criado de tal forma que apenas com a minha existência eu desse prazer a meus pais, eles não se preocupariam em me cuidar. Portanto, o servo dá prazer ao seu dono e está pronto para trabalhar por ele. E o mestre assume a responsabilidade por ele, por sua vida e a satisfação de suas necessidades.

Em nosso mundo, nós entendemos errado a escravidão. A escravidão é um estado onde a pessoa entra por seu próprio livre arbítrio. Enquanto eu quiser ser um servo, eu continuarei a ser um servo. E se eu provar que quero ser libertado dos grilhões da servidão, isso vai acontecer imediatamente. Nós vemos isso no exemplo do Êxodo do Egito, que representa a servidão egoísta. Se você quiser abandonar o ego, então, por favor, tudo o que resta é mostrar aos seus desejos: para que você está pronto.

Eu estou pronto para viver de forma independente, sem o ego, e obter satisfação e comida para mim, para trabalhar no desenvolvimento deste processo? Eu entendo que isso não é em prol do ego, mas e prol do Criador? Como isto deve ser realizado? Se eu provo tudo isso, então, o caminho está aberto.

Pergunta: Mas, de um ponto de vista espiritual, um servo quer ter um mestre, pois isso é doce para ele, é uma boa situação. Por que ele deveria abandonar isso?

Resposta: A propósito, assim que aconteceu. A escravidão não era submissão e subjugação! Mas eu tenho que mostrar que amadureci, que quero e posso cuidar de mim e minha família. Eu já não tenho a necessidade de um mestre que me governe; eu estou pronto para me controlar. E o ego que me controla, sussurra-me: “Para que você quer isso, por quê? Viva com conforto!”

Nós vemos que sete bilhões de pessoas querem ser escravas. Não há ninguém que queira se tornar independente no lugar do Criador, ou seja, se preocupar com todos. Ninguém quer isso! Todo mundo quer a prosperidade material convencional, rodando entre eles, ajudando uns aos outros dentro de seu pequeno círculo fechado. Este é o seu pequeno mundo, e o que está fora dele não lhes interessa. Afinal, em um pequeno círculo, eu me sinto todos como eu. Enquanto que, num grande círculo, eu preciso saie dos limites do meu eu. Segue-se que a sociedade ainda não está suficientemente desenvolvida.

Eu só sinto parceria com alguém que é igual a mim e não me envergonho disso. A principal coisa é que eu vou ser como ele e ele vai ser como eu. Nós aspiramos a isso e prestamos muita atenção nisso. Todo o objetivo de nossa existência é alimentar a nossa besta (o corpo físico), e levar a pessoa a um estado de absoluta igualdade com todos. Isso cria uma situação muito interessante, um comunismo natural, onde existem pessoas de acordo com as leis da natureza, satisfeitos apenas com as necessidades mínimas de existência.

Suponha que eu plantei cenoura, repolho e batata no meu jardim. Para o inverno, eu tenho cinco sacos de batatas, dois sacos de repolho e não preciso de mais nada. Por que eu deveria trabalhar mais e trabalhar para outra pessoa? Seria pelo modo como os vizinhos olharão para isso?! Por que, de repente, eu deveria derrubar os limites do meu círculo? É assim que vivemos.

Comentário: É incrível, mas 70% – 80% das pessoas realmente não querem nem expandir seu lote de terra, porque o que elas têm é suficiente para elas.

Resposta: E este é um comunismo natural que se revela no nível animal. Afinal, os animais na florestal procuram sua comida para aquele dia, e no dia seguinte eles procuram outra coisa. Enquanto que, entre as pessoas, isso é revelado um pouco diferente. Elas sabem de antemão o mínimo que precisam para viver.

É possível superar esse estado? Deve-se tentar fazê-lo com a ajuda da sabedoria da Cabalá, que começa a desenvolver os desejos não no sentido negativo, no sentido do ego, mas no sentido positivo, no sentido do altruísmo. Componentes igualmente altruístas e egoístas vão crescer nas pessoas. É assim que elas gradualmente crescem.

Comentário: É interessante que os sociólogos têm tentado despertar as pessoas, convidando-as a desenvolver um negócio, e percebendo que não podem motivá-las a fazer isso.

Resposta: Negócios para pessoas como essas simboliza sair do seu equilíbrio normal. Elas sentem que estão na situação certa que é boa para elas; elas não precisam de mais nada. Elas têm algo para vestir, o que comer, e isso é o suficiente. E se algo está quebrado em algum lugar, elas vão fazer um pequeno concerto, colocar algum tipo de placa e é assim que vão continuar a viver. Como é dito num provérbio russo: “Um camponês não vai atormentar-se antes de começar a trovejar”. Somente uma necessidade urgente irá forçá-lo a fazer alguma coisa.

A sabedoria da Cabalá fala precisamente deste nível, mas não de uma forma tão anarquista, quando a pessoa é completamente irrelevante. Ela explica que o próximo estado corrido da humanidade é a preocupação consigo e com os outros. Mas isso é apenas num nível de existência necessário para a vida; tudo o resto é dirigido para o desenvolvimento espiritual.

Portanto, se os Cabalistas chegam a essas pessoas e trabalham em seu desenvolvimento interior, sem tirá-las da mesma boa situação em que estão, a alma começará a ser desenvolvida nelas. Se uma pessoa trabalha para si mesma, acreditando que não tem mais nada, ela vai continuar a trabalhar para si mesma, e os Cabalistas irão desenvolver a sua alma, acrescentando o egoísmo espiritual, não físico.

Pergunta: É possível chamar a presente existência dessas pessoas de escravidão?

Resposta: Não, pois essas pessoas têm uma sensação de liberdade. Eu cuido de mim, eu ajudo meu próximo porque ele vai me ajudar, por sua vez. Nós dependemos uns dos outros. Nós somos como uma família. Eu não penso em nada além disso. Portanto, eu sou livre!

Pergunta: E se adicionarmos um componente espiritual a isso, é possível expandir o círculo gradualmente?

Resposta: Não. Não é necessário expandir o círculo, mas apenas aumentar a conexão entre as pessoas. Afinal de contas, as pessoas vivem para se sentir bem em si mesmas e apreciar uma a outro. Mas, na verdade, é especificamente os Cabalistas que criam esse componente de prazer entre elas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/11/14

Ao Pé Da Montanha

Dr. Michael LaitmanA porção semanal da Torá BaHar (Sobre a Montanha) nos fala sobre as leis que o Criador deu à nação através de Moisés. Estas são as leis que uma pessoa tem que cumprir dentro dela. Há uma montanha de egoísmo em cada um de nós, que é a mesma Torre de Babel, mas que agora é retratada a nós como o Monte Sinai (Sina – ódio).

A força superior está acima de seu cume e nos ajuda a satisfazer o ego e transformá-lo numa montanha sagrada, no Monte do Templo. Então nós construímos o Templo em cima dele, o Criador é revelado no vaso acima do nosso ego.

Se ficarmos ao pé da montanha e estivermos prontos para amar um ao outro, ser mutuamente responsáveis um pelo outro e ser como um homem em um só coração, recebemos a Luz da correção, chamada de Torá, e podemos transformar toda a montanha de ódio numa montanha de amor. É somente em cima dela que podemos construir a casa do Senhor.

Durante a entrega da Torá, apenas Moisés pôde subir o Monte Sinai. Então ele perde completamente sua santidade, pois o Monte Sinai é sagrado somente quando a pessoa recebe a Torá. Caso contrário, é apenas uma pilha de egoísmo. É por isso que a Torá nos diz alegoricamente como transformar a montanha de ódio numa montanha onde construímos o Templo.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno”12/11/14

A Situação Na Europa É Uma Reminiscência Dos Dias De Hitler

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (riafan.ru): “ O Ombudsman para Direitos Humanos no Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a tolerância mostrada pelo Ocidente em relação ao aparecimento do antissemitismo, do nazismo e da xenofobia tornou-se o motivo da renovada partida dos judeus das nações europeias hoje.

“A situação está se desenvolvendo em larga escala e já está perto de uma situação crítica. Ativistas de direitos humanos alertam especificamente que o antissemitismo se tornou a razão para a fuga dos judeus dos países da União Europeia para Israel. O Ocidente, juntamente com neo-nazismo, é uma reminiscência dos anos 1930 na Alemanha durante o último século.

“Durante o tempo de Hitler e do regime nazista, os judeus não tinham para onde fugir, enquanto que a tolerância ao aparecimento da xenofobia e o nazismo dos governos e de muitas potências ocidentais levou à morte de milhões de pessoas. Os políticos da União Europeia e dos Estados Unidos devem se lembrar das lições da história e não ajudar cientistas mentirosos e o resto dos extremistas, falsificando a história”.

Meu Comentário: Eu acho que tudo está acontecendo de acordo com o plano do desenvolvimento geral egoísta da humanidade, que deve trazer uma onda de antissemitismo e ódio mútuo geral. O povo de Israel será o foco desse ódio universal. Essa aparição do egoísmo como o mal total é necessária para ativar a pressão sobre os judeus, obrigando-os a implementar o método de unir a humanidade, e nessa unidade, a descoberta do Criador.

Pessach É Uma Festa Especial

Pergunta: Como podemos adquirir a força chamada Moisés? Afinal de contas, você diz que isto não existe na natureza.

Resposta: Moisés (da palavra hebraica “Moshech” – puxar) é o atributo que desperta em nós e nos eleva do fundo do Monte Sinai até o cume, ao cume do ódio geral. Quando uma pessoa sobe acima dele, ela atinge o Criador que está no cume da montanha.

É impossível transpor esta montanha; temos de escalá-la. É assim para todo o mundo. Hoje, toda a humanidade está no sopé do Monte Sinai, cercada pelo enorme ódio que nos separa. Mas, ao mesmo tempo, o método chamado a Tora é revelado. A Torá é a Luz que Reforma no cume da montanha.

Não temos de fazer nenhum esforço especial, e não há nada a temer. Quando adquirimos o enorme ódio, estamos na base da montanha, onde recebemos o método pelo qual gradualmente podemos subir, ao complementar e ajudar mutuamente um ao outro. [Leia mais →]

Pessach Mostra-nos Que Não Há Espaço Para A Separação

O início deste post pode ser encontrado em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

O Grupo de Abraão mudou-se para Canaã. O ego então cresceu de uma geração para a seguinte, mas o principal era manter a conexão geral, a irmandade espiritual.

Mais tarde, as disputas e conflitos cresceram a tal ponto que os filhos de Jacó, mesmo os irmãos, não poderiam superá-los. Este processo é descrito na Torá como o início da fome. Os irmãos vendem José como escravo no Egito, (Mitzrayim), que simboliza a própria natureza do mal (Yetzer-Ra). Quando eles caíram do nível do amor fraterno, eles encontraram-se sob o domínio do ego, o Faraó.

A princípio esta dominação era boa: O Faraó elevou José e a vida estava cheia de prazeres diferentes, mas depois as coisas mudaram e as pessoas começaram a sentir que benefícios e prazeres corporais não eram tudo na vida.

Eles sentiram uma deficiência para uma conexão espiritual, a que o Faraó, é claro, opôs-se e resistiu. Agora, todos os esforços do ego não eram para permitir-lhes manter mesmo um pouco de unidade interna.

Parecia que não havia nenhuma maneira de sair, mas na verdade é o desespero que gerou a força que os puxou para a Unidade – Moisés. Ele foi criado na casa do Faraó, o ego, e, portanto, pronto para enfrentar o rei do Egito. Esta centelha que manteve a essência da alma judaica vive em cada um de nós. É o ponto de vista geral, inclusive de um mundo unido em que não há espaço para a separação.

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Material Relacionado:
Pessach: Irmãos Em Espírito
Pessach É Um Lembrete Do Futuro
Contos: Cruzar A Fronteira Egípcia

Babilônia Moderna

Dr. Michael LaitmanPergunta: A nação Judaica tem passado por uma transformação especial, a transição da escravidão à liberdade, à qual dedica-se a festa de Pessach (Páscoa Judaica). Qual é o significado desta transformação?

Resposta: O significado da libertação da escravidão é adquirir o poder do amor devido à saída do egoíismo pessoal. Nós estamos sob o controle do sistema que nos avança, especialmente dado sob o poder do nosso egoísmo, que é chamado de Faraó.

Primeiro, nós nos sentimos bem nesta escravidão, mas depois percebemos que estamos no exílio e que somos escravos do egoísmo que nos governa de forma absoluta. Nós não concordamos com essa autoridade e desejamos escapar dela, das más atitudes em relação ao outro, porque vemos que desta forma é impossível seguir em frente e existir.

Depois que muitas tentativas fracassadas, nós nos convencemos de que nada pode ser feito e que só um milagre pode nos salvar. Com efeito, o egoísmo está nos matando na medida em que não vemos sucesso em nada em nossas vidas de forma alguma. Deste modo, a lei do Faraó se manifesta entre nós.

Essa é a situação que vemos hoje em Israel. Existem 23 partidos políticos em um pequeno país, enormes lacunas entre diferentes camadas da população, a crise no sistema de ensino, uma crescente taxa de divórcio e de uso de drogas. Metade dos cidadãos estaria disposta a mudar para outro país se tivesse a chance.

Nossa atitude indelicada para com o outro pode ser vista no comportamento nas estradas e em outros lugares. Nós estamos divididos pela indiferença para com os outros e o orgulho. O egoísmo reina dentro de nós e nos faz agir desta forma. Não é nossa culpa, mas é nossa natureza que joga com a gente.

A pessoa deve perceber que nossa natureza é a inclinação ao mal, que nos escraviza. Se não sairmos dessa situação, nossas vidas vão acabar e não deixaremos para trás nada de bom para nossos filhos. A vida vai se tornar pior e eles não terão nem aquelas migalhas de felicidade que tivemos uma vez.

Isso é escravidão, e a Hagadá de Pessach nos diz como escapar para alcançar a liberdade. Mas, acima de tudo, precisamos entender que estamos na escravidão. Afinal, enquanto você se vê na escuridão do egoísmo que nos separa através do ódio mútuo, é impossível entender a realidade da liberdade deste anjo da morte.

Nós temos que querer nos tornar um povo livre em nosso país, independente da nossa vontade. Nós precisamos querer alcançar o amor, a conexão, a garantia mútua e a unidade entre todos acima da nossa natureza egoísta.

O povo de Israel uma vez escapou de seu egoísmo e subiu a uma altura de unidade e amor, que se chama a construção do Templo. Mas depois não fomos capazes de permanecer naquela altura e caímos dela.

Rabi Akiva ensinou que você não pode deixar o princípio do “ama o próximo como a ti mesmo”; caso contrário, cairemos novamente no ódio infundado. O Egito é o estado de ódio sem causa entre nós. Após a destruição do Segundo Templo há 2000 anos, nós voltamos a esse estado de ódio, que é chamado de Egito.

Após milhares de anos vivendo na unidade e na conexão, o povo Judeu foi novamente ao Egito, ao ódio infundado. Mas hoje o mundo inteiro deve perceber que estamos no Egito.

Uma vez, um pequeno grupo liderado por Abraão deixou a babilônia e se tornou unido no povo de Israel. Mas depois, ele voltou para Babilônia e se misturou com todos os babilônios. Hoje, nós nos encontramos novamente diante da mesma torre de Babel e somos confrontados com o ódio contra os outros e a falta de vontade de conhecer e compreender os outros. Isto é chamado de confusão das línguas.

Mais uma vez, nós temos que realizar a mesma ação como a que foi realizada na antiga Babilônia. É dito que os atos dos pais são um exemplo para seus filhos. Hoje, nós precisamos mais uma vez sair do Egito, mas este será o último exílio antes da libertação final.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 22/03/15

O Gene Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: A celebração de Pessach é uma oportunidade especial para aprender algo novo sobre si mesmo, sobre o nosso povo, sobre a nossa sociedade, e fazer uma mudança qualitativa em nossos relacionamentos mútuos.

O Rav Kook escreveu que se o povo de Israel não tivesse feito essa transição da escravidão para a liberdade, o mundo inteiro nunca teria sido capaz de fazer tal mudança. É verdade que o povo de Israel afeta tanto o mundo inteiro?

Resposta: O povo de Israel é um grupo especial de pessoas que foram selecionadas de todo o mundo e que saiu da antiga Babilônia para se unir.

Hoje, o mundo inteiro está no mesmo ódio mútuo, que foi revelado anteriormente somente entre os judeus durante a destruição do Templo. Devido a esse ódio, os judeus caíram da altura da unidade para o nível deste mundo, e isso significa ir para exílio .

Hoje, o povo judeu está misturado com o mundo inteiro, e todos nós estamos no mesmo estado, chamado de Egito ou escravidão do ódio mútuo.

Uma vez que os judeus já saíram essa escravidão, nós temos memórias, os genes (Reshimot) daquele estado anterior. É por isso que temos que tirar todos os outros desse terrível estado em que toda a humanidade existe agora e estabelecer um exemplo para todos, ou seja, ser “uma Luz para as nações do mundo”.

Agora esta tarefa é para o povo de Israel que vive na terra de Israel. É por isso que nós fomos capazes de voltar aqui. Nós temos que entender a nossa missão em benefício do mundo inteiro. Afinal, o propósito da criação é que toda a humanidade se torne um povo, uma família, como está escrito nos profetas.

De KabTV “Uma Nova Vida” 22/03/15

O Fogo Perpétuo É Um Chamado À Ação

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Tzav”, item 50: Ele não vai sair. É claro que o fogo da Torá não se extinguirá, uma vez que a transgressão não extingue a Torá, mas uma transgressão extingue uma Mitzva, e aquele que comete uma transgressão extingue uma Mitzva, o que é chamado de “uma vela”. Assim, a pessoa extingue sua vela de seu corpo, ou seja, a alma, da qual foi dito: “A alma do homem é a vela de Deus”.

Se uma pessoa peca na espiritualidade, ela pode extinguir o fogo da Mitzva (mandamento) como resultado. Mas seu ego e a Luz Circundante (Ohr Makif) ainda acarretarão o surgimento da vela, a conexão entre os atributos do Criador e os atributos da pessoa. Então o atributo da pessoa será gradualmente corrigido de acordo com o Criador.

Este estado é muitas vezes mencionado na Torá, como na história dos Macabeus, por exemplo, que tinham apenas um pequeno frasco de óleo que durou oito dias, embora, logicamente, ele deveria ter sido suficiente apenas para um dia. Isso significa que o fogo perpétuo simboliza o desejo permanente pela meta, a conexão contínua, a compreensão contínua, assim como o fogo perpétuo que é aceso em memória daqueles que já não estão entre nós.

Esta é a memória eterna, que deve ser um chamado à ação para nós. Nós temos que proteger este fogo em nós e estar em contato permanente entre a Luz Superior, o Criador, e o nosso desejo egoísta. É porque a Luz ilumina por causa do nosso desejo, que gradualmente diminui e serve como combustível para a Luz.

O Criador (a Luz) aparece somente quando podemos subir ao seu nível e nos transformarmos num fogo ardente. Até então não há um Criador e esta é a razão pela qual Ele é chamado de “venha e veja”, Bo-re.

Quando tentamos nos transformar no atributo de amor e doação, uma névoa sobe do óleo através do pavio e a vela é acesa Assim, a forma da vela não é apenas a forma do Criador, Seu atributo, mas também a forma da pessoa, a forma de Adão (homem/ser humano), que se assemelha ao Criador, já que agora eles combinam e estão em adesão.

Como resultado, o elemento que não queima por natureza começa a queimar. Sem ele não há fogo, mas ele só aparece quando anseia em alcançar a equivalência de forma com o Criador. A Luz realmente surge como resultado disso, porque sem ela, não há nível superior e nem mundo superior.

O mundo espiritual surge quando o criamos dentro de nós a partir dos materiais que temos. Primeiro é o grupo que anseia pela conexão, a fim de descobrir o atributo de amor e doação na conexão entre si. Se tal atributo desperta entre nós, então, como resultado da compressão entre nós, da pressão e do desejo de se conectar, existe uma ignição. Então, surge a Luz, que é a imagem do Criador que surge entre nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/11/13

O Desaparecimento Do Rei Do Egito

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati 159, “E Aconteceu No Decorrer de Muitos Dias:” Este é o significado de “o rei do Egito morreu”, que todas as dominações do rei do Egito, que ele estava fornecendo e nutrindo, tinham morrido.

O rei do Egito morreu dentro de nós e o controle do ego sobre nós desapareceu. Portanto, não fomos mais capazes de trabalhar. Nós estávamos sempre trabalhando a fim de receber e, depois, doar a fim de receber. E, de repente, não há ninguém para quem trabalhar, uma vez que o desejo de receber desapareceu. E se não há desejo, não há nada a fazer, nenhum desejo de doar ou receber. O ego desaparece, nós chegamos ao desespero e não sabemos para onde ir.

Não temos uma razão para nos mover, nos sentimos desconectados da vida, que de repente se torna em vão. Mas, certamente essa é exatamente a passagem para o próximo nível. Se neste momento somos impotentes, isso indica precisamente a nossa dependência da força do desejo e como ela nos mantinha em seu completo controle.

“O rei do Egito morreu”, isto é, o nosso ego deixou de ser importante para nós. Nós já não tentamos satisfazê-lo como antes, nem sentimos que há alguma vitalidade nesta realização.

Na vida comum, é claro para nós que se estamos fartos de um jogo, ele não é tão importante quanto antes, ou seja, que o rei do Egito, o ego, que era parte do jogo e nos satisfazia, não nos satisfaz mais. Portanto, nós devemos procurar outro jogo, mudando o nosso local de trabalho ou estilo de vida.

Mas, no trabalho espiritual não sabemos como mudar um problema. Na vida normal, temos TV, Internet, anúncios, e estamos constantemente escolhendo onde mais podemos encontrar prazer e o que mais pode ser experimentado. Nós entramos no supermercado e vemos infinitas variedades de vinho, queijo e carne nas prateleiras. Se você não quer uma coisa, toma outra. Isso confunde as pessoas e cria uma ilusão de uma variedade de prazeres, e isso acalma as pessoas, mostrando-lhes que há sempre algo para satisfazê-las. No entanto, vemos que com todos os sofrimentos, uma grande porcentagem de pessoas sofre de depressão, desespero completo e uso de drogas.

Como nós progredimos em direção ao trabalho espiritual mútuo, hoje em nosso mundo as pessoas não entendem para onde o rei do Egito desapareceu. Antes ele fornecia aspiração ao trabalho, do qual recebíamos diferentes realizações. Mas hoje, tudo desapareceu e este é um problema em nossas vidas.

Nós entendemos que não podemos mais mudar de emprego; não há lugar para onde escapar, e vamos precisar nos concentrar em encontrar um novo rei. Ou seja, devemos receber o controle da força de doação sem qualquer recompensa, receber força de cima e executar ações que são direcionadas para cima e às pessoas fora de nós.

Nós só precisamos pedir para nos desconectar de qualquer benefício pessoal, de nosso futuro, da satisfação e de sentimentos bons ou ruins dentro de nós.

E depois, quando eles caminharam no deserto e chegaram a um estado de Katnut, (pequenez), eles desejavam a servidão que tinham tido antes da morte do rei do Egito.

Quando o homem já se desconectou de trabalhar para o seu ego e subiu acima dele, ele é novamente trazido de volta ao sentimento dos desejos, intenções, prazeres e realizações que teve no passado! Isso é feito para que, acima de seu sentimento de desconexão, ele construa o mesmo estado num nível espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Shamati # 159