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Nós Exigimos Nossa Própria Correção!

Dr. Michael LaitmanAs pessoas saem para manifestar porque elas não têm nada. Mas todas as correções só podem vir da Luz. Hoje, nós já estamos em um processo global, mundial, onde a correção é impossível com a ajuda de qualquer governo. Eles simplesmente não têm nenhum instrumento para conseguir isso.

Os instrumentos do novo mundo globalizado vêm apenas com a Luz que corrige. É no nosso mundo que devemos perceber todas as mudanças que a Cabalá fala, e o mundo vai sentir e entender na prática como a Luz superior o influencia através de nós.

Sem a Luz, não encontraremos uma única solução para nossos problemas. Só seremos atraídos para guerras, de modo que, finalmente, este caminho nos faça revelar a necessidade da Luz. A primeira coisa que as pessoas que fazem greves nas ruas deveriam estar gritando é, “Exigimos as forças para a nossa própria correção!”. Isso porque unir-nos uns com os outros é a única maneira de recebermos tudo o que desejamos – seja você uma mãe com crianças pequenas, um idoso ou um médico.

O mundo entrou numa crise de tais proporções, que ele não tem nada para lhe dar! Por exemplo, os manifestantes na Grécia começaram com ameaças. Mas o governo não tinha nada para dar a eles, e ele não estava escondendo nada. A verdade é que o processo de desenvolvimento está se desenrolando para convencer as pessoas da necessidade de se iniciar a correção. É por isso que ele está revelando o mal de nossa existência neste mundo para nós. Esta é a essência do que está acontecendo hoje.

Agora, o mundo inteiro deve entender vários princípios novos. Em primeiro lugar, nós estamos todos conectados e a crise que estamos experimentando hoje é global. O próprio mundo tornou-se global, e nós só podemos sair da crise a partir da união.

E não há nada que possamos exigir do governo. Nós receberemos tudo somente sob a condição de que nos unamos uns com os outros. Como num grupo, eu só posso receber a força dele se eu levá-lo à união.

A crise tem uma causa maior: é a Luz influenciando-nos e revelando a quebra entre nós. Portanto, nenhuma pessoa em nosso mundo tem uma solução para esta crise.

Nós resolvemos todas as crises anteriores, encontrando um meio cada vez maior de mimar nosso crescente desejo egoísta. Mas hoje começou uma era completamente diferente. Hoje, a Luz está revelando a falta de conexão entre nós. E somente dando alguns passos rumo ao estabelecimento desse tipo de conexão é que seremos capazes de melhorar o nosso estado. Então, cada pessoa receberá o que desejava – mas isso só acontecerá através da conquista da conexão, da união, da integração e da reciprocidade.

Portanto, todas as forças que aspiram ao protecionismo, à divisão e o isolamento, estão voltadas contra a correção, e não há nada pior do que isso, porque através delas a humanidade se aproxima da guerra.

A única coisa que nós precisamos é da Luz que corrige. Uma pessoa que estuda a Cabalá atrai a Luz com seus estudos e trabalho no grupo, enquanto que uma pessoa que não estuda tem que atingir algum tipo de compreensão e consciência da situação, da necessidade da união, da garantia mútua e da fraternidade. É assim que chegaremos à bondade.

Todos devem conseguir pelo menos algum tipo de entendimento disso. Mas o trabalho principal é da competência daqueles que ativamente atraem a Luz, porque o mundo a recebe através deles. Portanto, todos os nossos alunos devem se tornar ainda mais fortes e corrigir-se mais ainda, para que a Luz que atraímos influencie a todos.

Esta é a predestinação de uma pessoa chamada “Israel” – tanto aqueles que vivem no estado de Israel, quanto todos os nossos alunos em todo o mundo. Cada pessoa cujo ponto no coração despertou e que se uniu ao nosso grupo é obrigada a pensar nisso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/08/11, Escritos do Rabash

Em Direção a Garantia Mútua

Editorial na notícia (pelo professor Y Zair): Os acontecimentos do últimos dias têm mostrado que a sociedade israelense resiste minimizando a participação do governo na gestão do país, porque as pessoas querem viver em uma sociedade unificada que não exalta a concorrência a qualquer preço, mas apoia a garantia mútua, cuidam uns dos outros, e uma sociedade muito mais humana.

Todas as classes estão interligadas umas as outras. A juventude está nos dando uma lição maravilhosa de relações fraternas entre as pessoas.

Não há um único partido em Israel, que proclama a igualdade como um valor. Talvez o fenômeno que estamos observando em Israel é um dos primeiros arautos de uma tendência nova, em todo o mundo.

Meu comentário: Tudo o que resta é discernir como transformar essa tendência em novas relações sociais, a fim de revelar o novo mundo superior dentro das pessoas.

 

Edward Topol: Salvem Israel!


Um jornal russo publicou um artigo de Edward Topol, um famoso romancista, roteirista e ensaísta, chamado “Savem Israel!”. Abaixo estão algumas passagens do artigo.

Recentemente Barack Obama declarou que Israel tem que retornar às fronteiras de 1967. Para a maioria do mundo civilizado, isso caiu como um raio num céu claro, porque assinalou uma clara mudança dos políticos americanos para pro-Árabes, e mesmo uma posição pro-Hamas, pois retornar Israel às fronteiras de 1967 seria limitar o país a oito milhas de distância ao longo do oceano, e ele poderia ser destruído por qualquer brigada de tanques árabes em um par de minutos…

Em Setembro, isto é, imediatamente depois das férias de verão, a ONU vai organizar seu próximo encontro, onde a maioria das vozes há muito pertencem aos países muçulmanos. Uma vez que essa resolução passe, qualquer agressão contra Israel será legitimada, e mais importante – inevitável, porque Israel protegido pelos Estados Unidos e Israel abandonado pelos Estados Unidos são duas coisas bem diferentes…

Por mais estranho que pareça, a única pessoa saindo em defesa de Israel hoje é um alemão, Glenn Beck, um jornalista americano trabalhando para a “Fox News”. Alguns anos atrás ninguém sabia sobre ele, mas tão logo ele recebeu um show com uma hora de duração na Fox e começou a abrir os olhos da América para as ambições comunistas de seu líder, ele se tornou praticamente a principal estrela da televisão e um inimigo odiado de toda imprensa liberal pro-Obama…

E agora esse Glenn Beck está convidando sua América patriarcal para se levantar em favor de Israel. Em 24 de Agosto ele programou um encontro em Israel com todas as pessoas que são da mesma opinião dele: que o iminente extermínio de Israel, programado para Setembro-Outubro, vai ocasionar uma total islamização da Europa e dos Estados Unidos.

Hoje, eu me volto para todos aqueles que entendem que a morte de Israel (não importa o que você pense de Israel) irá desencadear uma total expansão árabe do sul da Rússia e Europa e será o começo da morte de toda civilização cristã, européia e russa. Vamos ajudar Glenn Beck antes que seja tarde demais e não permitamos o extermínio de Israel! E, finalmente, acreditem em minhas palavras e nas palavras de Glenn Beck: a História designou somente dois meses para essa operação de resgate…”.

Educação Integral Para Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a sua visão dos movimentos de extrema direita nas sociedades modernas?

Resposta: Eles existem nos países desenvolvidos, independentemente da política nacional e do estado de ânimo social, e são causados principalmente pela presença de um grande número de imigrantes em todos os países desenvolvidos.

Isso está acontecendo porque a crise demográfica força um país a trazer força de trabalho estrangeira, e, como resultado, ocorre uma colisão entre culturas e religiões opostas. A solução só pode vir de uma educação obrigatória para todos, que elevará as pessoas acima de todas as diferenças, reunindo-as numa união integral.

Para alcançar isso, é necessário introduzir uma educação obrigatória para todos os membros da sociedade, incluindo os imigrantes. Caso contrário, cada país terá que enfrentar terríveis conseqüências na forma de guerras civis…

Poderia Ser Que O Faraó Fosse Um Judeu?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu fiquei chocado com a sua afirmação de que os judeus americanos são contra Israel e sua existência como nação. No que se baseiam as suas palavras?

Resposta: Há um efeito puramente psicológico: quando uma pessoa vive em um determinado ambiente, ela quer justificar sua existência nele. Mas se ela tem um ambiente adicional, isso significa que ela não é totalmente fiel àquele na qual ela existe e, portanto, o ambiente a percebe como “não um de nós”.

Por exemplo, isso é evidente na reação das pessoas em relação ao caso Pollard, e no meu contato com muitos judeus americanos. Eles são muito críticos de Israel, porque seria mais confortável para eles se fosse diferente, mais atraente para os americanos. A opinião predominante entre eles é, “Israel não está agindo certo!”. Sem mencionar seu amor e apoio de Obama … E o que dizer de seus conselheiros judeus, que se incomodam com a própria existência de Israel no contexto de seus planos globais…

De modo geral, eu sugiro que você olhe para a história, a forma como a América se fechou à emigração dos judeus europeus, indiretamente enviando-os para as câmaras de gás. No entanto, o presidente Roosevelt era conhecido como “Presidente Rosenfeld” por causa do grande número de judeus em sua administração, e Bernard Baruch, financista e conselheiro de Roosevelt, era conhecido como o “presidente não-oficial”.

Um tempo atrás houve um documentário sobre a história da televisão, chamado “O Presidente dos Judeus”, que mostrou um conflito completo entre Bernard Baruch, do Departamento de Estado, e os judeus no Departamento do Tesouro e nos tribunais. Finalmente, o Departamento de Estado criou obstáculos burocráticos adicionais, tais como a exigência de apresentar um certificado de bom comportamento da polícia alemã.

Veja também: American refugee policy and European Jewry, 1933-1945, Richard Breitman, Alan M. Kraut, 1987

Página 102: O chamado “plano Baruch” propôs a criação de uma comunidade para a confissão de refugiados nos EUA.

Página 233: Baruch aparentemente planejou assentar os judeus (organizar colônias judaicas) em alguns territórios selvagens e abandonados, em vez da Palestina.

A Europa Enfrenta Um Novo Desafio

Editorial na mídia, Por A. Rar, membro do Conselho Económico Alemão: O ataque terrorista na Noruega forçar-nos-à a pensar sobre a situação. Os políticos estão impotentes. Eles não sabem o que fazer e agarram-se às suas ideias liberais. O Ocidente luta pela democracia na Líbia, supondo ingenuamente que é possível dar aos Árabes um modelo liberal. Na Europa as pessoas lutam para salvar o Euro, acreditando que ele possa continuar a fazer toda a gente feliz. Esta é a fraqueza dos políticos da Europa.

Isto é assustador porque a União Européia é uma aliança política que foi mal e laboriosamente estabelecida, mas que trouxe paz e estabilidade à Europa, e os seus problemas têm de ser resolvidos. Mas não vejo qualquer forma de os resolver.

A Europa teve sempre a certeza que tinha construído um bom modelo liberal que não tinha alternativa. Cada pessoa pode fazer o que quer que deseje desde que não quebre a lei. Portanto, ninguém prestou atenção quando os imigrantes começaram a criar a sua própria cultura e construir mesquitas. Mas quando as mesquitas começaram a aparecer em cada cidade, as pessoas começaram a sentir-se desconfortáveis. Há mais e mais imigrantes que não falam a língua do país. Sem saberem a língua ou terem uma educação, eles não conseguem arranjar emprego, e por isso surge um número crescente de criminosos. Isto causa protesto das nações titulares.

Este é um problema na Rússia também: ela perdeu o seu império. Imigrantes da Ásia Central e os Caucasianos consideram Moscou a sua capital, da forma como foi durante a União Soviética. E é o mesmo na Europa: a terceira geração de Árabes que vive na França considera a Europa a sua terra natal, e pode viajar onde quer que queiram. Os Europeus têm dificuldade em perceber o conceito de que eles têm de tolerar o facto de que a população cresceu à conta dos imigrantes. E é por isso que escolheram uma vida confortável para si próprios, onde não têm filhos ou têm apenas um filho, e que os imigrantes mudarão a cultura da Europa.

As autoridades européias perceberam isto de repente mas não sabem o que fazer. É impossível expulsar alguém da Europa. Estas pessoas vieram aqui muito tempo atrás, elas têm passaportes destes países, elas são parte da Europa e parte da nova cultura Européia. É possível assimilá-las, torná-las Européias, e conectar nossas tradições?

Depois do ataque terrorista na Noruega, não é tão urgente combater o terrorismo de direita, os Nazis e fascistas, quanto suas causas, ou seja, remover os motivos para o terrorismo extremista e de direita.

O Que Pode Substituir O Dinheiro?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os jornais dizem que o terrorista que cometeu um crime horrível na Noruega era viciado em jogos de computador cruéis e shows sobre assassinos em série. Por que as pessoas não entendem um conceito tão pequeno e trivial, de que a mídia moderna está criando esses assassinos e colocando pensamentos psicopatas em suas cabeças? Afinal, isto é tão claro….

Resposta: O mundo é governado por pessoas que sabem como ganhar dinheiro. São elas que governam os tribunais, os sistemas de educação e formação, e os governos. E elas não planejam “fechar a loja”, uma vez que ganham dinheiro. É rentável para elas criarem jornais sensacionalistas e sensações que enganem as pessoas, escrever sobre os terroristas e bisbilhotar as vítimas de atos terroristas a fim de ganhar dinheiro com elas. É rentável para elas produzir e vender o máximo possível de armamento para manter focos de guerras e hostilidades. E é rentável para elas publicar notícias de “edição especial” sobre tragédias e catástrofes.

Elas não se importam com nada. Cada uma quer ganhar o que é seu. Uma produz e vende armas, e outra organiza escutas e reúne materiais para que possa vender todos os tipos de informações, mesmo que seja chocante e inaceitável para a divulgação pública.

Por trás de todas essas ocorrências está o lucro de alguém. As pessoas que recebem esse lucro estão no controle dos meios de comunicação de massa, do governo e do comércio, e, como resultado, nosso mundo aparece da forma que está.

Afinal, há uma enorme quantidade de pessoas no mundo que pensam exclusivamente no dinheiro. Elas não sentem mais nada. A questão aqui não é o cinismo, porque um cínico percebe que há algo maior aqui, mas observa isso de cima. Uma pessoa que tira proveito não observa nada. Ela simplesmente não tem consciência disso. Sua faixa de percepção é muito estreita, ela está totalmente mergulhada em uma atividade e nada mais existe para ela.

Portanto, essas pessoas são muito poderosas. Isso porque, em essência, elas têm apenas um desejo. Se elas precisam da cooperação do governo para lucrar, elas se infiltram no governo. Se elas precisam de um exército, elas se infiltram no exército. Se elas precisam da polícia, elas se infiltram na polícia. Se elas precisam do jornal central para escrever o que querem, elas compram o jornal. Nos bastidores, tudo pertence a elas.

Portanto, é rentável para essas pessoas ter um ambiente com uma sensibilidade atualizada e os prazeres que são ditados a ele. Precisamente essas pessoas formam a opinião pública, direcionando-a para a crueldade, drogas, prostituição, terrorismo, e assim por diante. Não é que os governos sejam fracos em comparação com elas, mas é que eles agem em conjunto.

A questão em jogo é o dinheiro, e dinheiro é poder. Veremos quão fraco o dinheiro se provará agora. Mas o que irá substituí-lo? Deve haver uma moeda, um valor, ou uma medida da contribuição  e sucesso de uma pessoa. O que você pode dar às pessoas em vez de “dinheiro vivo”, pelo qual elas medem tudo? É o equivalente e o critério de quaisquer esforços.

Assim, verifica-se que nós precisarmos de “dinheiro espiritual” – a medida de doação, de proximidade com o Criador. Isto é o que nós usaremos para medir as nossas contribuições e a nossa renda, enquanto todas as coisas materiais serão reduzidas às necessidades básicas.

A fim de fazer essa transição, o mundo deve virar de cabeça para baixo. Para aqueles que hoje sustentam a roda e estão à frente da sociedade, a coisa mais importante é produzir produtos para lucrar. E eles terão que cair do seu Olimpo, ou tornar-se corrigidos e aceitar a nova “moeda” como seu pagamento.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11,Arvut

A ONU Na Crise Global

Dr. Michael LaitmanDas Nações Unidas “Pesquisa Mundial Económica e Social 2011“:
Embora a humanidade tenha feito enormes progressos na melhoria do bem-estar material ao longo dos últimos dois séculos, este progresso veio com o custo da degradação constante do nosso ambiente natural. Cerca de metade das florestas que cobriam a terra se foram, recursos hídricos subterrâneos estão sendo esgotados e contaminados, enormes reduções na biodiversidade já ocorreram e, através da maior queima de combustíveis fósseis, a estabilidade do clima do planeta está sendo ameaçada pelo aquecimento global… A incidência de desastres naturais aumentou cinco vezes desde 1970… Para que as populações dos países em desenvolvimento alcancem um padrão de vida decente, especialmente os bilhões que ainda hoje vivem em condições de extrema pobreza, e o adicional de 2 bilhões de pessoas que terá sido adicionado à população mundial até meados do século, será necessário um progresso econômico muito maior.

A continuação ao longo de caminhos anteriormente trilhados de crescimento económico agravará as pressões exercidas sobre os recursos e o ambiente natural do mundo, que se aproximariam de limites cujo sustento não seria mais sustentável…  A utilização de energia está se expandindo rapidamente, impulsionada principalmente pelos combustíveis fósseis, o que explica a razão da humanidade estar à beira de romper fronteiras planetárias de sustentabilidade através do aquecimento global, perda de biodiversidade e perturbação do equilíbrio do ciclo de nitrogênio e outras medidas de sustentabilidade do ecossistema da Terra. Uma ampla transição energética global é urgentemente necessária a fim de evitar uma grande catástrofe planetária. …

A redução do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, associada ao crescimento e aumento das populações urbanas, exigirão mudanças drásticas nos padrões de consumo, sistemas de transporte, infra-estrutura de casas e edifícios, e sistemas de água e saneamento.

Meu comentário: É impossível fazer a transição para qualquer economia prudente de consumo sensato sem corrigir a natureza do homem. Mas a correção da natureza do homem, de egoísta para altruísta, é contrariada por parte das autoridades e do sistema porque, assim, eles perderão o seu poder sobre o mundo.

Portanto, enquanto for possível, a principal tarefa das autoridades e dos bancos é evitar que as pessoas pensem na crise – mesmo à custa do aumento da dívida nacional, como os EUA está fazendo. E todos os governos concordam com isso.

Tendas Nas Ruas

Pergunta: Durante os últimos dias, casais em Israel começaram um protesto contra a crise imobiliária. Eles estão construindo cidades de tendas em locais públicos para protestar contra os preços da habitação que dispararam. Isso vai levar a correção?

Resposta: Isso é uma coisa boa. No entanto, o que pode o nosso pobre governo fazer por eles? Nós atribuímos grandes capacidades para ele, pensando: “Eles vão decidir alguma coisa hoje e farão amanhã”. Mas isso não é assim. O governo não sabe sobre esses problemas? Os ministros só querem se reunir para uma conferência e tomar uma decisão para que a partir de amanhã, de novo, casas baratas comecem a ser construídas?

Isso não pode acontecer, porque estamos lidando com um grande complexo de problemas sociais interligados, e este é apenas um deles. Não podemos corrigir qualquer um deles, a menos que corrigirmos a conexão entre as pessoas no país. Ninguém será capaz de ajudar: Não o primeiro-ministro ou o governo, os parlamentares, e nem mesmo as pessoas que estão sentados nas barracas espalhadas pelas ruas da cidade.

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Últimas Notícias: Treze Minutos Sobre A Coisa Mais Importante

Dr. Michael LaitmanA crise que envolveu o mundo era muito evidente nas últimas convenções que realizamos, incluindo uma realizada na Itália há três semanas e, especialmente, há uma semana em Madrid, Espanha. Lá, a crise é muito evidente. As massas estão em desordem, e a taxa de desemprego entre os jovens é de 40%. E as coisas só pioram a cada dia. Há manifestações e protestos na rua, e muito mais.

Eu deliberadamente andei pelas ruas lá e conversei com as pessoas. Elas não sabem o que fazer e estão fazendo os protestos em frente a prédios do governo. Mas o governo também não sabe o que fazer. Todo mundo está confuso e ninguém é culpado. E tudo isso porque nós estamos diante de desafios da natureza.

Postos de trabalho não podem ser criados do nada. E para quê? Ao fazer isso nós só esgotamos ainda mais rápido os recursos naturais remanescentes, arruinamos o solo e poluímos o ambiente ainda mais. Nossos recursos hídricos e aéreos vão diminuir ainda mais rápido. Então, por que deveríamos estimular a economia que se deteriora? Só para dar trabalho às pessoas? Com este tipo de conseqüências, é melhor não lhes dar!

Na Espanha eu apareci no canal de TV mais popular no horário nobre. Em vez de falar por alguns minutos, o que foi planejado de acordo com o programa, a entrevista durou 13 minutos. Você pode imaginar – treze minutos nas notícias matinais, entre os relatos dos acontecimentos mais importantes da atualidade! Eles simplesmente não conseguiam terminar a entrevista.

Minha sugestão foi simples tornou-se um conselho prático: nós temos que sentar as pessoas para estudar. Eles devem receber subsídios do desemprego (que também será a estratégia mais eficaz para poupar dinheiro) e devem aprender sobre o tipo de mundo que vivemos, o que existe na nossa frente, e que tipo de desafio a natureza está nos lançando.

Isso não é capricho de alguém ou os interesses de determinado partido ou líderes de governo. Isto não é senão a natureza, que nos desafia. E o desafio é para nós mudarmos. Nós não temos que mudar nada além de nós mesmos.

Temos que nos tornar integrais  e globais, em conformidade com a actual crise. Afinal, a crise é a sensação da própria falta de conformidade com a natureza circundante. Portanto, se nós corrigirmos a nós mesmos dessa forma, tudo se tornará equilibrado e atingirá a harmonia. Isso é o que as pessoas devem aprender.

A entrevista recebeu uma resposta positiva generalizada em toda a Espanha, bem como na América Latina e América do Norte, e isso porque esta realmente é a única forma sensata de sair da situação que foi criada. E a Espanha não está sozinha. Grécia, Islândia, Itália e outros estão em uma situação semelhante, e há muitos outros países gradualmente entrando nesta crise. Em outros lugares a crise está vindo de diferentes maneiras.

É assim que a natureza coloca uma tarefa clara diante de nós: nós temos que mudar. Nós temos que ser parte integrante da natureza como tudo que ela contém: os níveis inanimado, vegetal e animal. O homem não deve pensar que está acima da natureza e que pode fazer tudo que deseja. Sua tarefa mais importante é tornar-se, de forma consciente, parte integrante do todo.

Ao tornar-se parte integrante da natureza, ele começa a entender o que ela é e, de repente, descobre novas profundidades nela: os mundos de Assiya, Beria, Yetzirah, Atzilut, Adam Kadmon, e o mundo do Infinito. Ele já não se esconde da natureza com seu egoísmo, mas começa a senti-la como transparente. Ele finalmente entende e torna-se consciente das forças que controlam tudo, inclusive ele próprio.

Esta é a tarefa que estamos enfrentando hoje. Portanto, se desejarmos isso e usarmos a força da aspiração para frente, que existe em muitas pessoas no mundo, nós realmente aspiraremos à auto-correção, a revelação do mundo, para sair do estado de sonho, do estado de inconsciência. Então, nós atingiremos a igualdade total com a natureza, o nível do Criador.

Da 1ª lição na Convenção de Moscou 10/06/11