Textos na Categoria 'Família'

Porque Os Homens Não Querem Se Tornar Pais

Dr. Michael LaitmanOpinião (Leonid Maltsev, psicólogo da família ): “Despreparo psicológico para a paternidade é resultado de uma imagem distorcida do casamento. Pessoas que cresceram em famílias disfuncionais podem ter isso, porque um papel decisivo na formação da imagem da família pertence à mãe e o pai. A pessoa percebe inconscientemente o modelo de família dos pais como um exemplo.

“É por isso que patologias familiares (infidelidade, divórcio, aborto, monoparentalidade), muitas vezes não permitem que filhos crescidos criem uma família harmoniosa. Eles temem repetir os erros dos pais; eles não viram exemplos relevantes em seu ambiente e têm sido vítimas de estereótipos sociais.

“Muitos homens modernos não estão com pressa para adquirir uma prole porque têm a certeza de que os filhos são um peso, um estorvo para as carreiras, e um obstáculo no caminho para o sucesso. O medo de olhar como um perdedor aos olhos da sociedade é o resultado de uma agressiva propaganda contra família e contra filhos, travada nas últimas décadas”.

Meu Comentário: A educação integral em conjunto com os todos os seus programas e infraestrutura nos livrará de todas essas fobias e cálculos. Demografias populacionais serão criadas pelo crescimento natural.

O Poder Destrutivo Da Babilônia Na Europa

Pergunta: Por que o poder da conexão é muito bem sucedido, por vezes, e, às vezes, não? Por exemplo, nos Estados Unidos, a unidade de muitos estados levou à criação de uma nação muito forte, enquanto que à unidade da Europa não trouxe sucesso.

Resposta: Na Europa, o poder de destruição da Babilônia, a confusão e mistura de várias línguas, está ativo.

Pergunta: Como podemos ter certeza de que o poder da conexão que estamos criando não vai piorar a situação?

Resposta: Isso depende se estamos em um período em que é possível fazer circular livremente a sabedoria da Cabalá e o conhecimento sobre a correção do mundo. Já chegamos a esse tempo ou não? Para nós, essa questão não existe, porque isso foi escrito por um grande Cabalista.

Pergunta: O mundo inteiro, em todas as suas camadas, em todas as suas formas, já se tornou maduro para aceitar este método e efetivamente percebê-lo?

Resposta: O mundo está pronto na medida em que ele sente a crise: ou na educação infantil, na família, no desemprego e no trabalho, nas relações sociais, ou a crise econômica geral.

Pergunta: A crise na Europa já foi sentida e eles estão tentando pará-la. Estas tentativas já continuaram durante certo número de anos, mas sem qualquer sucesso.

Resposta: Eles nunca estarão prontos para fazer isso por si mesmos. De alguma forma, parece-nos que, se esperarmos, então, as pessoas serão capazes de obter o conhecimento correto de suas vidas e, de repente,  se tornarão mais sábias, receberão o desejo, e o compreenderão elas mesmas. Mas isso nunca vai acontecer. Elas não vão entender nada por si mesmas.

Após elas receberem mais alguns golpes, elas não vão se tornar melhores e mais sensatas, pelo contrário, elas serão mais teimosas e piores. Só através de nossas atividades conjuntas com elas e através do nosso método, será possível corrigir a situação.

[136880]

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 8/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Material Relacionado:
O Mundo Está Preparado Para Ouvir
Sem Freios
Todas As Armas Estão Em Nossas Mãos

De Modo Que Vai Esquentar Em Casa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Sem dúvida muitos casais pensam que estão sofrendo um com o outro, sem entender que eles não estão fazendo isso para a outra pessoa, mas para si mesmos, de modo que serão deixados sozinhos em paz. Então, que concessões devem ser feitas?

Resposta: A verdadeira concessão é quando eu me controlo, embora naquele momento eu esteja pronto para explodir, porque acho que estou certo, mas eu começo a reagir ao meu parceiro de acordo com a forma como ele queria que eu reagisse. Isso significa que eu estou “vestido” em outra pessoa.

Este sistema deve ser desenvolvido e requer necessariamente o apoio do ambiente. Os casais devem falar sobre essas situações o tempo todo e praticá-las, a fim de chegar a um estado em que o hábito se torna uma segunda natureza.

Suponha que a casa esteja uma bagunça. Por que você deve repreender o outro e dizer algo supérfluo? Vá imediatamente para um terreno comum, que é recíproco e bom. Comece a abraçar e beijar no meio dessa bagunça.

A principal coisa é que você deve se sentir bem. Pois, com um sentimento de felicidade e amor, você nem vai querer mudar alguma coisa e vai viver na serenidade toda a sua vida no meio dessa bagunça.

Às vezes você entra em algum apartamento e tudo está limpo e impecável, mas não há calor. Enquanto que em casa, com você, há calor de uma atmosfera de amor, reciprocidade e contato interno.

Em um verso japonesa está escrito: “A criança morre; quão frio vai estar em casa; não há mais ninguém que fará um buraco na janela”. Isso significa que, enquanto a criança brincava, o calor prevalecia em casa. Agora, a criança não está mais, e vai ficar frio.

O mesmo ocorre aqui. Tudo depende do sentimento. Esta é a principal coisa a ser feita.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

Parceiros Espirituais

Pergunta: A família influencia cada aspecto da vida de uma pessoa. Se uma pessoa tem um problema na família, ela não pode participar ativamente do grupo ou em qualquer tipo de trabalho. Quanto mais avançamos, mais entendemos que sem o apoio do grupo, é praticamente impossível se agarrar no contexto da família. Como podemos criar um ambiente que vai apoiar uma pessoa neste aspecto?

Resposta: A família é como o grupo. Caso contrário, não poderia existir neste mundo.

Mas hoje há uma crise na família e todo mundo está se divorciando e ninguém quer viver uma vida normal. Todos entendem que a família tradicional não existe mais, o que significa que um novo tipo de família deve emergir.

No futuro, as pessoas viverão um com o outro, em parte, por causa dos filhos, pela propriedade comum, mas, principalmente, pela idéia. Se eu sentir que eu avanço e minha esposa também avança, já que o nosso objetivo está acima de todas as diferenças corporais diárias entre nós, nossa família vai resistir ao teste do tempo. [Leia mais →]

Nossos Filhos Estão Crescendo Com Um Complexo de Órfão

Dr. Michael LaitmanOpinião (Olga Makhovskaya, PhD, Instituto de Psicologia da Academia Russa de Ciências, Fellow dos programas científicos internacionais na Rússia, EUA e França, autora de best-seller para pais): “Apesar do fato de que formalmente o padrão de vida cresce, sua qualidade não é aumentada. Tal regulamento ‘órfão’, que prevê que a criança seja sustentada e tenha roupas, continua a ser a principal referência. Do ponto de vista da psicologia, é a tarefa mínima. A criança torna-se primeiramente um gasto.

“Portanto, muitas crianças crescem com um complexo de órfão, emocionalmente com fome. A infância em si tornou-se mais longa. Dando à luz filhos, nós pensamos que a principal coisa é levá-los até os 18 anos. Mas agora a adolescência é adiada até 25-27 anos. A emancipação das crianças agora é provocada principalmente pelos pais – nós começamos a ‘empurrá-los para fora’ do ninho…

Meu Comentário: Anteriormente, a família era um ambiente “natural”, com os avós, jogos no quintal, caminhadas e proximidade com a natureza. No século XX, nos separamos da natureza e da família. No século XXI, estamos confusos e perdemos nossas referências.

Afinal de contas, a família é algo muito natural, na medida em que se formou por si só. É necessário construir um novo formato de família e sociedade em um novo nível, onde tudo é construído a partir da união com e em similaridade com a natureza.

Uma Família Ideal Numa Sociedade Ideal

Eu só quero acrescentar uma coisa importante que eu disse sobre a construção de relações familiares bem-sucedidas. Isto não vai funcionar se você tentar aplicar estes métodos em determinados casos individuais.

Podemos trabalhar com muitos casais, e vai nos parecer que conseguimos ensinar-lhes o método integral. Mas eles não vão conseguir nada com esta ajuda. Eles não têm paciência suficiente para isto, e a sociedade não suporta. Nós não somos construídos de forma a nos ajudar a implementar tal ação. Para isto, a pessoa tem de se tornar um verdadeiro especialista na construção de tal sistema de relações e dedicar-se exclusivamente a isto.

Seremos capazes de ensinar as pessoas a criarem esta relação familiar interior, só no âmbito da correção de toda a sociedade, onde também vamos construir relações semelhantes. Ou seja, isto está inseparavelmente ligado à educação integral. [Leia mais →]

Como Escapar Da Solidão?

Dr. Michael LaitmanComentário: Muitas vezes, a frustração e a depressão são causadas por um medo profundo e distinto de estar sozinho neste mundo, privado de conexão com os entes queridos. Em outras palavras, há uma base sólida sobre a qual construímos os relacionamentos familiares.

Independentemente do fato de que nós podemos não precisar um do outro como antes, o declínio evidente das tradições familiares, a disponibilidade de parceiros sexuais, as portas que costumavam estar fechadas no passado estão agora amplamente abertas, e apesar do fato de que os parceiros familiares têm significativamente menos em comum nos dias de hoje, ainda há algo intrínseco em nós: o medo existencial primordial da solidão que muitos experimentam hoje.

Resposta: No entanto, as pessoas são menos propensas a encontrar uma resposta para esse medo no casamento. A confiança mútua e o apoio mútuo não estão mais associados com uma família contemporânea. O medo existe, mas as soluções ainda não são visíveis.

Por todos os meios, é melhor estar com alguém ao invés de ficar sozinho. Pessoas com muita “bagagem” sentem que os seus parceiros dependem delas, pois entendem que são responsáveis ​​por eles, pelo menos devido a hábitos que foram construídos no passado. Nós somos apenas pessoas.

No entanto, ao mesmo tempo, eu não acho que o medo de estar sozinho mantenha as pessoas dentro de uma família boa e fiel. Esta “teoria” não precisa ser provada por contradição, nem pode ser resolvida escondendo-se as desvantagens negativas. Tudo o que realmente precisamos é sermos positivos.

Pergunta: A psicologia declara que não nos apegamos a alguém apenas por causa do medo; pelo contrário, nós estamos buscando uma ligação, uma unidade interna mais profunda. No entanto, não há dúvida de que muitas pessoas são movidas pelo medo. Este é o lugar onde começa o processo, embora seja bastante óbvio que a conexão correta não venha dele. Pelo contrário, o medo dá origem a outros fenômenos, muitas vezes nos impedindo de quebrar as conexões que eram inerentemente defeituosas.

Vamos falar de uma situação em que as pessoas se esforçam em estabelecer relacionamentos, mas não sabem o que fazer. A pergunta é: Por onde começar?

Normalmente, vários métodos oferecem às pessoas meios de autoexploração que lhes permitem conhecer a sua natureza: “Que parte de mim eu posso dedicar para me conectar com o meu parceiro?” Depois de fazer esta pergunta, se faz uma “lista”: “O que eu espero do meu parceiro e da nossa vida em comum?” Então, quando a pessoa compreende o que quer e espera, ela pode ser configurada num tipo particular de relação. Este exercício é muito comum nos dias de hoje. Ele está correto?

Resposta: Eu presumo que ele é popular não só hoje. Sempre foi assim: pessoas calculavam a sua contribuição e a contribuição de seus parceiros em sua vida comum. Casamenteiros de todos os tipos sempre se comunicaram desta forma e ajudaram os jovens e seus pais a “fazer bons negócios”. Na verdade, tudo se tratava de negócio. Ambos os cônjuges em potencial eram egoístas e deviam sobriamente justificar se valia a pena viver juntos. Seus sentimentos em relação ao outro eram apenas um dos muitos componentes desta fórmula. Suas emoções tinham um “poder de compra” e eram incluídas em uma equação geral.

Esta abordagem é correta? Acho que não. Claro, ela funcionou por algum tempo, mas nós mudamos drasticamente. Nós não sabemos exatamente o que queremos hoje, e, especialmente, não sabemos o que vamos querer amanhã. Além disso, nossa psicologia é, em grande parte, pervertida por um enorme efeito externo que nos empurra de um lado para o lado com restrições e permissões artificiais, benefícios imaginários e perdas.

Cada “moda”, cada “mudança de estação” nos muda completamente do lado de fora, além de todas as mudanças internas que atravessamos. É por isso que o nosso cálculo das vantagens e desvantagens da nossa futura vida familiar em potencial pode estar errado. Só se definirmos um valor superior como objetivo e concordar com certo desafio, com um objetivo que nos eleva acima das interrupções que acontecem tanto na sociedade como dentro de nós, só então a sociedade e as suas células, os jovens casais, não só sobreviverão, mas prosperarão.

De KabTV “A Nova Vida” 06/09/13

“Epidemia De Solidão”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do FBII.org): “Pesquisadores americanos estudam a rápida degradação dos valores familiares nos Estados Unidos. As relações tradicionais entre um homem e uma mulher, quando o amor leva ao casamento, retrocedem. Hoje, quatro em cada dez americanos acreditam que a instituição do casamento está obsoleta. Cientistas acham difícil justificar a situação atual; no entanto, eles confirmam que a sociedade americana tende à desunião”.

“Jovens americanos muitas vezes adiam o casamento. Esta é uma tendência típica de muitos grupos étnicos e raciais nos EUA, mesmo os asiáticos, que antes tinham as mais altas taxas de casamento”.

“O divórcio é uma coisa comum na América moderna. A ‘habitação separada’ é habitual para as gerações nascidas na segunda metade do século XX. Percentual de divorciados e alienados, que romperam o relacionamento, é muito maior do que o percentual de viúvos. Isso é típico para todas as faixas etárias, tanto para homens como mulheres. A maioria dos divorciados e alienados está entre os homens (17%) e mulheres (21%) de 50-54 anos de idade”.

“A mesma pesquisa mostrou que o casar de novo não é a preferência da maioria dos americanos. Apenas 29% dos divorciados gostariam de se casar novamente. Entre os viúvos esta taxa é ainda menor: de 8%”.

“De acordo com estudos, a desintegração familiar não tem relação com a Grande Recessão de 2008-2009”.

“Como resultado, a taxa de fecundidade total (número médio de filhos por mulher em idade fértil, entre 15 e 49 anos) caiu para o nível de reprodução (taxa de substituição) – 2,1, e no final da década de 2000, durante a recessão – a 1.9”.

“Além disso, a proporção de crianças nascidas fora do casamento aumentou durante os 50 anos até oito vezes – de 5,3% em 1960 para 41% em 2010. A maior taxa de nascimentos ilegítimos está entre as mães mais jovens: 86% das crianças nascidas em 2011 por mães de 15-19 anos, 62% das crianças por mães com idade entre 20-24 anos”.

“Um recorde de 8% das famílias com filhos menores nos Estados Unidos são chefiadas por um pai solteiro, acima do pouco mais de 1% em 1960, de acordo com uma análise da Pew Research Center, do Decennial Census and American Community Survey. …Os homens compõem uma parcela crescente de chefes de famílias solteiros”.

“Como podemos ver, os valores familiares americanos enfrentam sérias dificuldades, que alteram a estrutura da sociedade e da consciência social. Surpreendentemente, quase a metade – 45% – dos americanos, em sua maioria jovens, aprova a decisão dos direitos de voto da Suprema Corte sobre a equiparação gay e hetero. Os heterossexuais representam a minoria – 40%”.

“O futuro da família americana provoca alarme, uma vez que a união tradicional entre um homem e uma mulher, que planejam com antecedência e têm muitos filhos, pode provavelmente ser classificada pelas gerações futuras como uma gozação”.

Meu Comentário: Os valores de todos os aspectos da sociedade tradicional estão sendo reexaminados, e vão levar a uma conclusão completamente inusitada: a disponibilidade para aceitar um novo tipo de relação familiar, proposto pela Educação Integral. É quando o casamento não é baseado num desejo sexual, que já provou ser ineficaz, mas no objetivo final da vida: a unidade com o Criador e a possibilidade de alcançá-la com um determinado parceiro.

Resgatando Do Esquecimento O Amor

Dr. Michael LaitmanTodo mundo sabe que a vida familiar não é fácil, e ela não deveria ir à deriva. Se nós, como um casal, avançamos no caminho do desenvolvimento mútuo, então podemos definir três “territórios” na nossa relação:

• O território indivisível onde o amor reina entre nós.

• O território comum onde estamos de acordo e realizamos análises. Este é um local de livre escolha que também podemos preencher com amor.

• O território individual de cada um, onde o outro parceiro nunca entra. Aqui, a pessoa olha para as coisas do seu próprio ponto de vista, prefere alguma coisa, não aceita algo, mesmo em contraste com o outro, e pensa em algo privado. Afinal, todos nós somos pessoas, sistemas complexos.

Estes territórios, por sua vez, subdividem-se em partes menores, mas nós estamos limitados à divisão geral.

A questão é que não conseguimos sem o amor primário, básico. É como em casamentos reais onde os cônjuges sequer se conhecem antes e não têm um ponto de contato comum, um ponto de amor. No entanto, os jovens de hoje, como regra, casam-se com base em alguma atração pelo outro, são impulsionados por pelo menos uma centelha que acontece entre eles.

Pergunta: Como parceiros podem construir seu relacionamento corretamente, a fim de atiçar essa centelha, estender o território comum?

Resposta: Em primeiro lugar, nós nos voltamos para a mente, não para os sentimentos. Um sentimento caloroso que ocorreu uma vez já desapareceu, e a memória dele é deformada por diversas camadas de fases posteriores. As pessoas sequer percebem que isso é uma coisa natural, hormonal, material, e, além disso, está sujeita a vários hábitos e padrões, tão artificiais quanto mutáveis. Por exemplo, se eu cresci acostumado à proximidade da família, então o meu sentimento é mais estável, e se o meu parceiro corresponde a minha natureza física, ele tem um impacto maior no nível subconsciente.

Em suma, um flash do sentimento familiar foi espontâneo, sem pensar, e agora queremos envolver a mente para analisar essa explosão. Só a mente vai nos ajudar a recuperá-lo do passado, esse belo passado quando estávamos habituados a andar de mãos dadas e a viver em harmonia, incapazes de partir, e éramos tão apaixonados que parecíamos um par de idiotas com sorrisos perpétuos em nossos lábios. Nós queremos recriar esse sentimento para que ele adoce a nossa vida e lhe dê um gosto, um significado, e desta forma, também sejamos capazes de irradiar calor e envolvimento pelos nossos filhos e entes queridos. Eu sequer menciono que, de acordo com inúmeros estudos, a harmonia na família fortalece a saúde e promove a longevidade.

É por isso que precisamos nos voltar para a mente.

Primeiro de tudo, nós concordamos a respeito de quanto o meu parceiro pode exigir de mim e eu dele. Todo mundo rejeita alguma parte do seu conforto, em outras palavras, o seu egoísmo, e apóia e incentiva o parceiro no dia a dia, nos negócios e discussões. Nós demonstramos essa abordagem em relação ao outro como um bom exemplo.

Em segundo lugar, cada um de nós se transforma e se relaciona com o outro como com a melhor, mais importante, mais inteligente e única pessoa no mundo. Nós não nos afastamos do exagero, não evitamos palavras elevadas e elogios. Pelo contrário, nós as buscamos. Por exemplo, eu faço uma lista de vinte linhas, embora não seja tão fácil, e a utilizo o máximo possível. O hábito torna-se uma segunda natureza. Eu realmente começarei a ver na minha “metade” o que eu atribuo a ela.

Inicialmente, ninguém exige sentimentos sinceros de mim. Eu imagino uma bela rainha no meu estilo: Uma bela, altamente sensível e maravilhosa anfitriã, uma mãe perfeita, atraente, sexy, e assim por diante. Eu me identifico com a minha mulher como se ela atendesse a todos esses parâmetros, até que realmente reconheço todas essas qualidades nela.

Em essência, nós usamos o mesmo princípio no grupo de trabalho com os amigos, elevando-os aos nossos olhos.

Portanto, eu descrevo mentalmente uma imagem da melhor esposa do mundo, a imagem que engloba todos os aspectos da vida, todas as situações. No entanto, ela não se limita a fantasias. Eu trabalho em mim mesmo para realmente tratar minha esposa como se ela fosse essa imagem. Eu literalmente “programo” a mim mesmo e a nossa relação.

Pergunta: Então, eu tenho que ignorar a realidade?

Resposta: Não há nenhuma realidade objetiva. Eu sempre vejo as coisas que descrevo na “tela” da minha consciência. Na verdade, eu não noto minha parceira, apesar de vivermos juntos. Eu estou tão acostumado com ela que, apenas ocasionalmente, não vou me concentrar nas fronteiras mais importantes por trás da aparência externa. Além disso, por natureza, os homens são mais superficiais, enquanto a mulher parece mais profunda, e, nesse sentido, é mais fácil para ela superar obstáculos externos.

De qualquer forma, depois de ter descrito um ideal para mim, eu o “visto” na minha parceira. De agora em diante, ela é exatamente assim para mim e a questão não está na aparência. Eu infundirei internamente todas as suas qualidades com perfeição. Deixe que seja egoísta. “Esta é minha esposa, e, assim, é o melhor que pode existir”.

Claro, isso exige esforço. Eu gero esta atitude como se visse um ideal descrito diante de mim. Todas as virtudes do mundo se concentram nele. Eu a coloco mentalmente num pedestal, sobre o trono da rainha, e não a desço desta altura, não importa o quê. Tudo nela é perfeição, e se eu não gosto de algo, é porque o egoísmo cobre meus olhos.

Eu repito: a principal coisa nessa imagem não são os detalhes externos, mas o respeito, a reverência, com os quais estou imbuído, o valor dos ganhos ideais aos meus olhos. Precisamente este valor, esta atitude, eu transfiro para minha parceira. Nada impede que a minha imaginação seja transformada na direção certa e torne-se programada com certa visão.

Nós estamos mutuamente envolvidos com um parceiro neste trabalho interior, de forma deliberada e consciente. Nós discutimos isso. Nós mostramos uns aos outros exemplos em todas as situações, aceitamos o outro como perfeito. Na verdade, os nossos olhos vêem uma imagem diferente, embora mais tarde isso mude. No entanto, nós mudamos para um novo relacionamento, por enquanto planejado, mas sério.

Por exemplo, a casa está uma bagunça e eu não suporto. Ao mesmo tempo, eu me comporto com minha esposa como se ela tivesse colocado tudo em seu lugar. Eu aceito a ordem do jeito que ela vê. Eu não estou procurando por desculpas. Inicialmente, eu quero e me obrigo a ver tudo nela, e tudo o que depende dela, como perfeito.

Estas são as nossas concessões conscientes, mútuas, a rejeição da atitude egoísta. Trabalhando desta forma, em uma semana eu de repente descubro que tudo mudou. Acontece que eu realmente a vejo como perfeita em tudo, como ela me vê. O amor floresce em nosso território comum.

Em uma palavra, “sem dor, sem ganho”. O amor vem quando eu mostro ao meu parceiro um exemplo que eu o aceito, que ele é muito bem-vindo, apesar de todo o negativo que vejo nele. Eu demonstro amor, o mesmo amor em relação ao meu próprio bebê, que é sempre irresistível aos meus olhos, seja do jeito que for.

No final, um conto de fadas vai se tornar realidade, e o amor que cresceu e ficou mais forte entre nós não exigirá nenhum truque. Qualquer problema nos proporcionará novas oportunidades para concessões, comprometimentos, e ainda mais amor.

É por isso que se diz que o amor cobre todas as transgressões. Ele só pode crescer com a sua ajuda. Se não fosse por ele, eu sequer teria olhado para a minha esposa. Desta forma, qualquer olhar revela algo ruim para mim. Esta é a natureza humana.

Este é o lugar onde o trabalho começa, onde devemos aprender a olhar a vida objetivamente, sem a dependência de nossos próprios desejos, fantasias e paixões. Nós estamos construindo o mundo por nós mesmos, sem ansiedade. Com nossa atitude conjunta nós recuperamos o desejo esquecido até que ele substitua a realidade anterior.

De “Conversas sobre uma Nova Vida”, 30/07/13

A Sociedade Como A Casa Dos Pais Para Toda A Família

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em minha opinião, é muito importante que esclareçamos que o verdadeiro “eu” está especificamente dentro do grupo, pois muitas vezes nós podemos tentar esclarecer os nossos verdadeiros desejos só por nós mesmos, e nós nos enganamos. Nós descobrimos amanhã que já queremos algo diferente do que queríamos ontem.

Resposta: É impossível esclarecer isso sozinho. Só uma discussão compartilhada pode nos fornecer os valores avançados, corretos.

Pergunta: E aí? Será que vai haver um padrão único para todos?

Resposta: Cada um vai encontrar o seu próprio padrão, pois não há duas pessoas que sintam o mesmo mundo. É como se nós víssemos um mundo, mas cada um o compreende de forma diferente.

Pergunta: Como eu posso preservar minha individualidade se eu trabalho dentro do grupo e ouço os desejos de todo o resto?

Resposta: As outras pessoas me mostram as fases pelas quais devo avançar para descobrir a minha natureza, descobrir meu verdadeiro espaço. Especificamente, graças a tudo isso, eu ouço dos outros. Eu finalmente esclareço qual é o meu espaço.

Agora, nós queremos construir um relacionamento com um parceiro, mas depois, nosso casal terá que trabalhar em relações mais amplas com casais, com toda a humanidade. O grupo é o modelo de toda a humanidade e me ajuda a descobrir o meu espaço interior. Este espaço exige não só a conexão com um parceiro, mas, em última análise, o desenvolvimento e a conexão com toda a humanidade como uma família, transformando-nos numa única pessoa.

Sem o grupo, é impossível se dar bem, já que o Kli externo, o vaso, a força externa, deve me ajudar a abrir o Kli interno, meu sistema interno de conexão com alguém. Deve haver um nível superior adicional, com a ajuda do qual eu posso esclarecer o meu nível, como um pai e uma mãe fazem por um filho.

Todo o grupo fala e esclarece a necessidade interior da pessoa de estar em contato com os outros. O contato com os outros começa com aquelas pessoas que estão naturalmente mais próximas de nós, como um parceiro, mas nós não podemos construir uma verdadeira conexão entre os cônjuges, se não nos encontrarmos dentro de uma sociedade. A sociedade nos ajuda a descobrir essa deficiência da forma correta: se eu quiser olhar para a minha parceira corretamente, para vê-la por dentro, e ela quiser me ver para que nós dois realmente nos conectemos.

Se nós quisermos descascar todas as Klipot de nós mesmos e verdadeiramente estar conectados desta maneira, onde eu a satisfaço e ela me satisfaz, nós precisamos de um ambiente que nos sustente e nos ajude a encontrar todos os espaços e esclarecer a forma de preenchê-los. Tudo isto só é possível com a ajuda do ambiente.

Os amigos num grupo me ajudam a ver o que eu quero. Eles revelam isso em mim para que eu comece a ver isso, mas eles não veem isso. Eu sinto a mim mesmo; ninguém pode sentir outra pessoa.

Da Palestra sobre Educação Integral 20/06/13