Textos na Categoria 'Espiritualidade'

Em Harmonia Entre Bem E Mal

laitman_557Pergunta: Todo mundo está muito familiarizado com os conceitos opostos, tais como luz e trevas, amor e ódio, e outras teorias sobre a existência humana. Estes prós e contras são realmente necessários?

Resposta: A questão é que nós existimos apenas na força negativa, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal; Eu criei a Torá como tempero”. A Torá é uma luz especial que é o oposto do ego, a qual podemos atrair e, assim, equilibrar o egoísmo.

Infelizmente, nós não fazemos isso e esta é a razão do nosso mundo só existir sob a influência da força egoísta negativa. Nós temos que complementar a nossa natureza ao descobrir a outra força positiva que não faz parte do nosso mundo.

Nosso mundo avança apenas pela força do ego, enquanto nós temos que atrair a força positiva que equilibra isso com a ajuda da sabedoria da Cabala. Então, no equilíbrio e harmonia entre as duas forças, vamos começar a sentir o mundo superior, o que significa o próximo nível de reconhecimento e realização de nossa existência. É assim que podemos alcançar um estado que está além do nosso corpo, que é chamado de existência na alma. Nosso corpo, por outro lado, é uma forma de existência apenas em nosso atributo egoísta.

De uma Entrevista na RTN, Nova Iorque, 21/07/150

Como Você Descobre Sua Missão?

Laitman_003.jpgPergunta: Será que cada pessoa tem uma missão única, e como posso encontrá-la?

Resposta: Cada pessoa tem certamente uma missão única, porque cada uma tem uma raiz singular de sua alma, e só essa pessoa está pronta para realizá-la. Ninguém no mundo pode completar a sua parte em seu lugar.

Como você sabe a sua missão? Para fazer isso, você precisa vir e aprender a sabedoria da Cabalá. Somente você pode descobrir sua missão e ninguém além de você.

Mesmo que vejamos que você tem uma raiz elevada de sua alma e uma missão única, só você pode descobrir o que exatamente isso envolve e realizá-lo. Tudo está a sua frente!

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 12/07/15

Amor Eterno

laitman_934Pergunta: O nome do Criador é amor, que nos fala sobre Ele. Quando amamos, nos tornamos semelhantes a Ele. Quando morremos, desaparecemos e não podemos mais amar. O amor do Criador é eterno ou não?

Resposta: Não há nenhuma morte, mas uma mudança em nossa percepção da realidade, da percepção através do corpo, aparentemente como se através de um corpo físico, para uma percepção direta no desejo chamado de alma.

Quando adquirimos a conexão com a alma junto com essa percepção, nós transcendemos suavemente para a próxima forma de percepção. A conexão com a alma é adquirida através do nosso amor pela humanidade. Mas isso não é o que se entende por amor agora, em nosso egoísmo; isso está fora de nós mesmos, fora do egoísmo. A Cabalá ensina sobre o amor, e ele e o Criador são percebidos (no grupo de amigos).

Por Que Temos Medo Da Morte?

Laitman_504Inconscientemente, a pessoa pensa na morte constantemente. Tudo o que ela constrói e cria destina-se a anular alguma forma de morte.

Ela aspira a inventar alguma coisa, construir, descobrir, superar, fazer, e manter sua eternidade. Este é o motivo fundamental que penetra toda a nossa existência.

Se fôssemos eternos ou não tivéssemos nenhuma sensação de fim, nós iríamos morrer e não saberíamos que morremos. Então, poderíamos viver de forma completamente diferente.

Nós viveríamos cheios de inspiração, de forma sincera, e não nos sentiríamos compelidos a pensar no fim. Nosso sentimento inconsciente da inevitabilidade da morte é muito importante para nós.

Pergunta: Isso é bom ou ruim?

Resposta: Depende de como a pessoa usa essa realidade. Sem ela, seríamos bestas que são completamente integradas em cada momento de nossa existência, porque se não houvesse fim, a sensação restante é: “Se eu só existo aqui, devo extrair tudo deste momento”.

Mas quando nós sentimos que o fim está escondido em algum lugar, tentamos aboli-lo. Nós nos distraímos, mergulhamos de cabeça na ciência, na busca criativa, na criação de algumas obras, etc., e tudo isso é para provar que temos que superar a morte. Em princípio, isso é o que nos impulsiona para a frente.

Isso é derivado das profundezas da consciência e é realizado não só no nível da besta, mas também em outros níveis, até os níveis espirituais mais altos onde tudo é resolvido de outra forma. Ali, a pessoa começa a descobrir a vida dentro da alma, e por conseguinte torna-se independente da vida do corpo.

Se além do meu corpo fisiológico eu descubro meu corpo espiritual, chamado de “alma”, e começo a me sentir como existindo dentro dele, eu sinto simultaneamente o quanto meu corpo bestial é temporário e finito e é obrigado a morrer em última análise, mais uma vez se tornando matéria inerte.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 17/06/15

O Mundo De Uma Única Alma

laitman_944Baal HaSulam, “A Paz”: Assim, em nosso mundo, não há novas almas da forma como os corpos são renovados, mas apenas certa quantidade de almas que encarnam na roda da transformação da forma, porque cada vez elas vestem um novo corpo e uma nova geração.

Portanto, no que diz respeito às almas, todas as gerações desde o início da Criação até o fim da correção são como uma geração que estendeu a sua vida ao longo de vários milhares de anos, até que se desenvolveu e tornou-se corrigida como deveria ser.

E o fato de que, por enquanto, cada uma mudou seu corpo milhares de vezes é completamente irrelevante, porque a essência do próprio corpo, chamada de “a alma”, não sofre nada com essas mudanças.

Pergunta: Como a população na Terra continua crescendo se o número de almas que reencarnam de uma geração para a outra é fixo?

Resposta: As almas são divididas de acordo com o número de corpos. Basicamente, há uma alma que é dividida em muitas partes, mas essa divisão não existe realmente e nós só a percebemos dessa maneira.

Na verdade, a reencarnação é uma mudança de forma do desejo de receber. Há muitas dessas reencarnações em cada momento.

Há apenas uma alma, que parece quebrada. Nós vemos que ela está dispersa em diferentes corpos e dividida em sete bilhões de pessoas e, além disso, há também animais, plantas e pedras inanimadas. O mundo inteiro é parte do desejo de receber que sofre alterações ou reencarnações em seu desejo.

Um Cabalista escreve sobre as reencarnações do desejo corrigido que está equipado com um Masach (tela) anti-egoísta.

Pergunta: Portanto, qual é o significado do mundo corpóreo que vemos, transformando-o no tempo?

Resposta: O significado deste mundo é usá-lo corretamente para ascender ao nível espiritual, isto é, adicionar a essência espiritual à imagem corporal que vemos. Com isso nós queremos santificar esse mundo e ele se torna espiritual.

Nós descobrimos as conexões entre todas as partes da criação: inanimada, vegetal e animal da natureza, e mais importante, a falante, que estão cada vez mais conectadas por laços de amor e apoio mútuo até chegarmos à imagem de uma única realidade completa.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/15Escritos do Baal HaSulam

O Que Acontece Com A Alma Após A Morte?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que acontece com uma pessoa depois que ela morre? O que acontece com a sua alma?

Resposta: Aqueles que são capazes de perceber a sua alma vivem dentro dela, porque ela não está conectada com a morte do corpo.

E para aqueles que nunca alcançaram suas almas, resta apenas Reshimot (do hebraico “roshemum registro), que é uma peça de informação semelhante ao DNA, certo código que inclui tudo o que constituiu a pessoa.

Quando o corpo morre, essa parte informativa (Reshimot) deve se conectar com um novo corpo nesse mundo e começar tudo de novo. Cada pessoa tem Reshimot, que é a partícula da qual nós finalmente desenvolvemos uma alma.

Comentário: Você tem dito que as pessoas que têm uma alma são apenas aquelas que a construíram.

Resposta: Sim, é verdade. Eles a constroem como resultado de seus desejos egoístas que são baseados em Reshimot, certa partícula de informações que funciona dentro do desejo forçando as pessoas a construir uma alma.

Pergunta: O que eu tenho? O que está faltando? O que devo construir?

Resposta: O nosso desejo egoísta de receber é tudo que temos. Mas pode ser o caso que, de repente, um desejo especial acende em nós. Esse é o desejo de perceber a nossa alma e descobrir por que vivemos, qual é o propósito de nossa existência e a fonte da vida.

Isso significa que um Reshimo, essa pequena centelha, o chamado ponto no coração desperta dentro de nós. Nesse ponto, nós começamos a contemplar o que devemos fazer em seguida, uma vez que essa aspiração nos pressiona e não nos deixa em paz.

Depois, nós abordamos nosso desejo egoísta e começamos a procurar um lugar onde podemos perceber essa centelha. Por fim, chegamos a um lugar onde a autêntica sabedoria da Cabalá é ensinada e onde recebemos uma explicação de como construir uma alma. Criar uma alma significa mudar o desejo de receber para “o nosso próprio benefício” para “o benefício dos outros”.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 10/05/15

Um Fluxo De Bondade

Dr. Michael LaitmanO capítulo semanal da Torá “Bamidbar” nos diz como o exército de Israel foi construído. Nós aprendemos como eles se reuniram ao redor do Tabernáculo e o que foi exibido nas bandeiras de cada acampamento, etc.

Isto se refere à construção da alma geral: se refere às forças, intenções e atributos dos quais ele é feito. A estrutura da alma geral nos lembra a estrutura de um átomo, onde apenas as partes que podem suportar a radiação do núcleo, a radiação de doação, pode estar perto do núcleo. É de acordo com este princípio que os campos se reúnem e são classificados.

É dito que é proibido se aproximar do Tabernáculo já que a pessoa pode morrer (“o estrangeiro que se aproximar vai morrer”). Isto significa que os seus vasos, seus desejos, podem não ser capazes de se manter, e assim se tornar egoístas, fazendo com que você morra espiritualmente.

Comentário: Mas toda a humanidade aceita essas palavras como leis rígidas e uma ameaça de morte física.

Resposta: As leis da natureza são realmente rígidas porque o sistema que governa o mundo é muito duro e intransigente, mas todo mundo ainda segue o fluxo de bondade

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/12/14

Construir Jerusalém Dentro Do Coração

Dr. Michael LaitmanJerusalém é um conceito espiritual que significa doção ao outro. Todas as definições espirituais indicam diferentes graus de doação, sair do egoísmo pessoal em relação aos outros, tornar-se incluído nos outros, aproximá-los para servi-los. Doação em prol dos outros é chamado de mundo espiritual do ser humano.

Jerusalém é um tipo especial de doação. Nós doamos através do nosso coração, de nossos desejos, dos quais existem 613. Juntos, eles estão construindo nosso novo desejo de doar. Um dos seus níveis é chamado de “Jerusalém”, uma relação especial com os outros e o nível do amor.

Pergunta: Porque essa qualidade humana é chamada de cidade?

Resposta: O ser humano consiste em quatro níveis, que são quatro graus de doação: inanimado, vegetal, animal e humano. Doação no primeiro nível, inanimado, é como uma cidade, o nosso mundo. Depois, há os níveis vegetal, animal e humano.

Os níveis vegetal, animal e humano sugerem mudanças, em contraste com o nível inanimado. Mas a cidade é uma criação das mãos humanas e, portanto, também contém os níveis vegetal, animal e humano dentro de si.

Todo mundo pode encontrar Jerusalém dentro de si. No livro do ARI, A Árvore da Vida, está escrito que se uma pessoa alcança a revelação da força superior, atitudes para com os outros, que são amor e doação no grau chamado de mundo de Yetzira, dentro desse estado ela descobre um lugar especial que é a qualidade chamada Jerusalém.

Dentro desta qualidade, ela revela subqualidades: o Monte do Templo, o Templo, o Santo dos Santos. Todas essas são qualidades de doação de uma pessoa, na medida em que ela sai de si mesma em direção aos outros. Jerusalém é uma atitude especial da pessoa para com as pessoas e, portanto, todos devem construir essa Jerusalém espiritual dentro de seu coração.

De KabTV “Uma Nova Vida” 07/05/15

Será Um Dia De Descanso Para Você

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” 35:1 – 35:3: Então Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e disse-lhes: “Essas são as palavras que o Senhor ordenou que se cumprissem. Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”.

Inicialmente, nós lidamos com os desejos egoístas de uma pessoa ou sociedade.

A Torá nos diz que tudo o que precisamos fazer é superar o nosso ego e nos reunir acima dele num único conjunto. Portanto, essa Parasha (porção da Torá) é chamada de “VaYikahel” (reuniu).

Ela fala sobre a reunião de todas as partes separadas, distantes e hostis da alma coletiva, que são encontradas em todos nós e que temos que reunir como um quebra-cabeça, numa única alma.

Através da conexão dessas partes, nós começamos a organizá-las sob a influência da Ohr Makif (Luz Circundante), a característica de doação e amor do Criador. Se tentarmos ser como Ele, na medida dos nossos esforços, Ele vai nos influenciar e ajudar nossa reunião numa conexão integral mútua.

Então veremos como nossas características mútuas criam certo todo, algum tipo de imagem completa, que na sabedoria da Cabalá é chamada de Partzuf, ou seja, um bloco ou estrutura.

Esse Partzuf é composto de Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, Malchut. Nas primeiras seis Sefirot, que simbolizam os seis dias da semana, nós precisamos trabalhar na reunião das partes separadas da alma. Se conseguirmos isso, a Luz terminará a reunião completa, trabalhando em nossos esforços ao longo dos seis dias de trabalho. Então não precisamos fazer mais nada, uma vez que no sétimo dia o nosso trabalho está terminado.

Nós possibilitamos que Luz termine essa soldagem entre nós, na qual a unidade completa da alma emerge das partes separadas que se reuniram.

Nós terminamos uma semana, e começamos uma nova semana. Uma parte e depois outra parte é recolhida, e, dessa forma, nós reunimos toda a nossa alma comum. Dentro de um determinado número de ações como essas, nós alcançarmos a reunião espiritual de todas as partes tornando-se uma unidade completa, à semelhança de Adam (homem), o qual significa Domeh (semelhante ao Criador). Com isso, nós alcançamos a correção completa da humanidade, a qual temos que alcançar.

Portanto o Shabat é o dia mais sagrado, pois nesse dia a Luz age, influencia os nossos esforços, e os termina. É como se ao longo dos seis dias nós criássemos o trabalho a ser feito, e no sétimo dia a Luz o realiza.

Se no sétimo dia nós continuarmos esse trabalho, é como se estivéssemos felizes com essa quebra da alma de Adão, porque estamos tentando fazer o trabalho em vez da Luz. Essa é a maior violação de todo o sistema de correção.

Em geral, nós fazemos parte do trabalho e a Luz faz parte do trabalho. Se nós mesmos fazemos todo o trabalho, estamos adicionando ainda maior destruição no sistema e até mesmo rejeitando mais fortemente a reciprocidade de todas as partes que se reuniram durante a semana. Geralmente, é preferível não fazer nada do que reunir toda a semana e continuar isso mesmo no sétimo dia. Desta forma, nós negaríamos todo o método de correção do sistema e todo o seu progresso.

Assim, antes do sétimo dia, é necessário terminar os nossos esforços, o que significa que vamos parar no sexto dia e possibilitar que a Luz solde todas as partes, juntando-as. É dito: “Será um dia de descanso para você”. Basicamente, a pessoa está fazendo um trabalho e não apenas descansando. Nesse momento, nós finalmente sentimos a unidade gradual de todas as seis partes num todo geral e terminamos a correção do nível espiritual atual. Depois disso, nós corrigimos o próximo nível e o próximo, e assim por diante, semana após semana.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

De Modo A Não Permanecer Um Pedaço De Ego

Dr. Michael LaitmanO mundo inteiro é um estado egoísta da matéria. Tudo o que está nos níveis inanimado, vegetal e animal só existe a fim de se preservar da melhor maneira possível.

Na matéria humana isso é ainda mais exagerado, visto que eu quero me manter na melhor forma possível em comparação com o resto do ambiente dos níveis inanimado, vegetal, animal e humano. Eu tenho que estar no estado mais confortável para que todo o universo se envolva em servir ao meu ego. Essa é a inclinação natural de uma pessoa. Se pudéssemos apenas ver como nos restringimos internamente só porque não queremos sofrer. Eu me pergunto por que eu deveria me torturar só porque não sou Einstein ou Picasso. Eu não quero sentir pena como se estivesse cortando uma parte de mim, aceitando que não serei um Tolstoy ou Shakespeare…

O ego tem uma reação defensiva para cada desejo que não é cumprido, mas sempre que posso, eu quero agarrar e dominar tudo para o meu próprio benefício. Essa é a nossa natureza; a pessoa está pronta para engolir o mundo inteiro.

Nós não podemos mudar nossa natureza por nós mesmos. Ela foi criada e é mantida em nós e em todo o universo, graças a uma força chamada a Luz. Essa força é invisível e não é sentida de forma alguma por nossos sentidos, pois constantemente cria, desenvolve e sustenta o ego.

Mas dentro do ego, há um ponto separado que não pertence a ele, um ponto que analisa o egoísmo. A Luz que age sobre o ego também afeta esse ponto. Ele começa a se desenvolver e a sentir onde está, perguntando-se: “Eu estou em algum tipo de natureza? Quem sou eu? Onde estou?”.

Se esse ponto se desenvolve seriamente numa pessoa (na verdade esse ponto existe em todos nós, em alguns mais e em outros menos), ela começa a se perguntar: “Para que serve isso, por que, e de onde? Por que eu fui criada? Eu fui criada para sofrer? Se assim for, eu os amaldiçoo como a fonte que me condenou a tal existência. Se for por outro propósito, o que é ele exatamente? Eu exijo uma explicação de Você!”.

Quando a pessoa exige uma explicação da Luz (o Criador), ela entra em contato com essa Luz através do ponto no coração, porque esse ponto é o homem e tudo o mais existe no estado animal.

O que realmente pode me interessar? Pode ser minha própria natureza e como eu existo dentro dela no máximo de conforto durante vários anos e faço o mínimo de esforço possível e recebo tanto prazer quanto possível. Ou, eu anseio por minha raiz, por minha fonte, perguntando: “Quem és Tu, que me criou e me gere?” Essa é a mais alta forma de anseio no dipolo do ego e do ponto que pode se desenvolver dentro dele.

No momento em que o ponto no coração começa a se desenvolver, ele pode receber imediatamente o seu método não egoísta de desenvolvimento que se realiza apenas sob a influência da Luz superior. Se é isso que eu quero, que ele venha a mim com mais frequência, para ter maior influência sobre mim, isso é revelado a mim na minha razão, compreensão e sentimentos, em suas metas e planos para mim, porque essa é a fonte de poder, informações: tudo.

Isso é realmente o que o ponto no coração ou o ser humano em mim exige. Então eu recebo a Torá e começo a trabalhar com ela. Qualquer um em quem essa inclinação é invocada deve valorizá-la e verdadeiramente temer que ela possa desaparecer e que ele continuará a ser um pedaço de pedra do ego ou da besta.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/09/14