Dois Extremos
Como podemos imaginar o que é doar? Você faz parte de um grupo. Quando você está nele, dizem-lhe que amar seus amigos o levará a amar o Criador. Dar aos seus amigos o levará a dar ao Criador.
Por quê? Porque quando você age entre eles como se estivesse realmente no nível das almas, na correção final, você atrai para si a luz circundante do mundo superior (Ohr Makif).
O grau superior, ou seja, o grau mais elevado, chamado de “Partzuf superior”, mostra à pessoa um vislumbre da doação em uma forma que existe em um nível superior. Isso se manifesta em dois estágios. Primeiro, o grau superior mostra um pouco da luz que existe nele, do prazer que ele proporciona. Se você se sente inspirado por ele, o deseja, se sente atraído por ele, chamamos isso de ascensão.
Depois disso, ele lhe traz a descida e lhe dá uma leve noção de seus Kelim. E o que são seus Kelim? Seus Kelim são em prol da doação.
Essas duas impressões do exterior oferecem dois extremos. Que tipo de luz existe ali? Suponha que haja luz, mas não é exatamente isso que está lá. E que tipo de Kli existe ali? Então você percebe o quanto ama a luz e o quanto detesta aquele Kli.
Entre esses dois extremos, por meio de estudo e esforço, uma pessoa realiza uma série de ações e chega a um estado em que atinge o superior.
Da Lição Diária de Cabalá 07/01/26, Rabash “Sobre o Medo e a Alegria”
Pergunta:
Existem recomendações que não são nem proibidas nem permitidas. É precisamente aí, como escreve Baal HaSulam, que reside a batalha entre a santidade (Kedusha) e as forças impuras (Sitra Achra).
Não há conexão entre o trabalho de executar fisicamente os mandamentos e o trabalho interior que estudamos
Pergunta:
Na sabedoria da Cabalá, o aluno enfrenta um problema: para compreender o que o professor está dizendo, ele precisa estar em um nível espiritual elevado. O professor pode estar falando de graus muito altos, mas como, por natureza, todos os graus são semelhantes entre si e contêm os mesmos detalhes, o aluno pode, no mínimo, entender o que é dito de acordo com o grau espiritual em que se encontra. Mas se o aluno ainda não ascendeu a nenhum grau espiritual e existe apenas neste mundo, ele é incapaz de compreender a linguagem dos ramos espirituais.
Parece que precisamos orar por plenitude: “Preenche-me, preenche-me!” Mas o mundo espiritual é o oposto, o antimundo, porque nele a plenitude é o próprio trabalho, o esforço, a busca por um objetivo, o desejo de amar!
Pergunta:
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