Textos arquivados em ''

Esforce-se Pela Conexão Da Alma

942Esforçar-se pela espiritualidade significa esforçar-se pela conexão com todas as outras almas, pois esse é o nosso estado espiritual. É impossível imaginar a espiritualidade fora dessa ação. Todas as outras representações e estados que podemos imaginar não são espirituais.

Como está escrito, “Ame o seu próximo como a si mesmo” é uma grande regra da Torá. Isso significa construir um vaso no qual a luz, a Torá e o Criador possam certamente entrar.

No artigo “A Agenda da Assembleia”, Rabash descreve as expectativas que se deve ter ao participar do grupo, bem como os pensamentos que se deve cultivar e o resultado que se almeja alcançar com o encontro. Todos os desejos, toda a grandeza que se sente, devem ser “plantados” no solo do grupo para que deem frutos. Portanto, devemos garantir que o encontro entre amigos proporcione força para todas as outras horas do dia e da semana.

A grandeza que se sente pelo grupo leva ao louvor do grupo e ao louvor e à grandeza do Criador. Uma pessoa deve sair de uma reunião de grupo com a sensação de ter adquirido a força que a ajudará a alcançar o objetivo da criação.

Uma pessoa não tem outra fonte de força além do grupo. Ela deve trabalhar na construção de seu Kli, e seu Kli deve necessariamente incluir todas as outras almas.

Da Lição Diária de Cabalá 11/01/26, Rabash, “A Agenda da Assembleia – 2”

Dois Fatores Na Escolha Dos Amigos

942Pergunta: Se eu escolher um amigo com base na grandeza do objetivo que ele me propõe, posso contar com ele ao longo do caminho?

Resposta: Nós nos unimos segundo um único critério: o grau em que nos compreendemos mutuamente no desejo de nos fundirmos com o Criador. Não tenho exigências quanto a você. Escolho você apesar da sua aparência, educação e tudo o mais.

Escolho o grupo unicamente de acordo com o seu desejo pelo Criador. Esse desejo também possui diversas expressões externas. Se as ignorarmos e considerarmos apenas o desejo puro pelo Criador, podem todas elas ser iguais para mim? Não!

Na verdade, cada pessoa tem um caráter próprio que se manifesta externamente de maneiras diferentes. Uma se expressa com mais calma, outra com frivolidade, uma terceira com raiva, uma quarta com alegria e até mesmo com risos.

Mas eu deveria encontrar amigos em quem não haja apenas um anseio pelo Criador, mas em quem esse anseio se manifeste de uma forma próxima a mim, porque estou apenas começando a me conectar com eles, no início da jornada. Não consigo romper com estereótipos externos e enxergar o coração afetuoso do amigo.

Ou seja, o anseio pelo Criador e a forma como ele se expressa são os dois fatores na escolha de amigos.

Da Lição Diária de Cabalá 11/01/26, Rabash, “A Agenda da Assembleia – 2”

Temor Verdadeiro

259.02Se uma pessoa estuda a ciência da Cabalá corretamente, ela começa a receber prazer contínuo, passa de vitória em vitória, ascende nos degraus da elevação espiritual e obtém un Chisaron cada vez maior.

Ela o corrige cada vez mais com a intenção de doar e o preenche cada vez mais. Ainda mais Chisaron, mais intenção de dar, mais preenchimento, e assim ela progride para a plenitude ilimitada, que é chamada de correção final (Gmar Tikkun).

Mas Gmar Tikkun não significa que completamos tudo. Não pode haver uma doação constante. A doação deve aumentar constantemente; caso contrário, não é dar. Portanto, uma pessoa gradualmente atinge um estado chamado Ein Sof, infinito, quando não tem limitações em sua capacidade de aumentar continuamente seus Kelim com intenções e plenitude.

Então, a pessoa alcança o que se chama de temor verdadeiro e genuíno. Esse temor surge da preocupação em saber se ela é capaz de doar, ou seja, até que ponto ela consegue assumir necessidades adicionais, se será capaz de se corrigir por meio delas, de criar uma barreira e de receber para poder doar. Esse é o significado do verdadeiro temor.

Como resultado, ela recebe plenitude do alto — a luz da Torá. Essa luz e temor que a preenchem, juntos, criam um sentimento chamado alegria da Torá. Disso, está escrito que estar em alegria é um grande mandamento. Afinal, a pessoa que corrigiu seus Kelim, recebeu a plenitude e a luz superior chamada Torá, alcança a alegria.

Da Lição Diária de Cabalá 07/01/26, Rabash, Artigo 23, “Sobre o Medo e a Alegria”

A Velocidade Está Em Nossas Mãos

506.2Pergunta: Como posso verificar se, ao avançar em direção ao Criador, não estou enganado na forma como O imagino?

Resposta: O fato de uma pessoa ficar confusa e nada lhe parecer claro são estados que precisam ser superados. Em outras palavras, são correções indispensáveis; elas devem ser feitas uma após a outra ao longo do caminho. Não tente pular vários graus de uma só vez; em todo caso, você não conseguirá.

O progresso só é possível gradualmente, como subir uma escada, um degrau de cada vez. Isso leva anos porque o caminho que percorremos antes do retorno do Machsom se repete depois do Machsom, e assim por diante, até a completa adesão ao Criador. Estudamos que as mesmas transgressões e erros resultantes da ocultação dupla e simples se transformam posteriormente em mandamentos e, então, conduzem ao amor eterno.

Permita-se absorver essas coisas. Sem incluir todos os detalhes e particularidades que existem em você antes do Machsom, você não o atravessará. Eles serão necessários mais tarde.

Isso não significa que devemos tentar pular todos os estágios intermediários. Um “salto” significa fazer um esforço, atravessá-lo rapidamente, porque a velocidade depende de nós. Só podemos aplicar esforços para avançar ainda mais rápido, porque a velocidade está em nossas mãos.

Da Lição Diária de Cabalá 08/01/26, Rabash, Artigo 32, “Sobre a Recompensa dos Receptores”