Do Prazer Fugaz À Felicidade Eterna
O que significa que a correção deve ser na forma de temor, em Kelim de doação? O fato é que, se sentirmos prazer no desejo de receber, esse prazer anula instantaneamente o desejo.
Por exemplo, quando estamos com fome e começamos a comer, sentimos prazer com a comida. Mas, gradualmente, à medida que nos saciamos, o prazer diminui e, mesmo com alimentos mais saborosos, já não sentimos o mesmo prazer da primeira mordida.
Tudo isso porque o prazer, ao satisfazer o desejo de receber, anula a falta (Hisaron) na mesma medida. Assim que o Kli atinge a saturação, deixa de sentir-se preenchido.
Sentimos o mesmo quando, por exemplo, corremos atrás de uma compra ou nos esforçamos por algo, sonhamos com isso por um ou dois anos, conseguimos e, depois de uma ou duas semanas, isso se torna comum. O prazer preencheu o Kli, e o Hisaron, a fome, desaparece.
Para que o prazer não seja acidental, temporário, passageiro, mas eterno, ele deve crescer com a realização e não diminuir ou desaparecer por completo.
Pelo contrário, quanto maior a plenitude, maior o prazer, e eles poderão literalmente se ajudar mutuamente, aumentando um ao outro. Como podemos fazer isso? Se a intenção, que se soma ao desejo de receber, se tornar voltada para o ato de dar, o Kli receberá um estado que transcende o tempo, o lugar e o espaço.
O que isso significa? Mesmo que meu lugar, meu Hisaron, meu “estômago”, esteja cheio, se minha intenção ao enchê-lo for dar, eu terei ainda mais apetite para dar.
Acima do tempo significa que quanto mais eu me sacio, meu Hisaron, meu apetite, minha fome, não diminuirá, mas apenas aumentará, à medida que eu for capaz de dar mais.
Portanto, além do desejo de receber, devemos acrescentar o conceito de intenção, pois as intenções tornam o desejo de receber algo eterno, algo que não se anula diante da luz que o preenche, mas, ao contrário, o transforma em uma semelhança de luz. Este é o ensinamento da ciência da Cabalá, a ciência que ensina como receber para poder dar.
Da Lição Diária de Cabalá 07/01/26, Rabash, “Sobre o Medo e a Alegria”
No caminho espiritual, existem diretrizes que nos conduzem à correção final. Esse caminho se divide em correções, a primeira das quais é chamada de Ira — medo ou temor.
Pergunta:
Um dia nos convenceremos de que toda a negatividade que existiu ao longo dos tempos entre todos os povos foi apenas sofrimento causado pelo nosso distanciamento uns dos outros e pela nossa incompreensão de como, ao contrário, deveríamos estar nos aproximando. Agora todo esse sofrimento se manifestará em nós e nos impulsionará em direção à conexão. Então seremos gratos por eles e compreenderemos que só existe felicidade no mundo e um único movimento em direção à luz.
Pergunta: