Você Não Consegue Ver O Infinito? Coloque Seus Óculos!
Nosso mundo é uma cópia do infinito, apenas no nível mais ínfimo da sensação. Percebemos e sentimos a realidade apenas em um grau insignificante; estamos o mais longe possível da percepção completa.
É como uma pessoa com visão fraca que quase não enxerga sem óculos. Ela mal consegue distinguir as pessoas ao seu redor, mesmo que estejam bem ao seu lado.
Sensações sonolentas e confusas, uma minúscula fração de consciência lúcida do infinito — assim é o nosso mundo. No entanto, sempre revelamos uma imagem completa, tal como cada fragmento de um holograma contém a imagem inteira.
Mesmo no nível mais básico, observo todo o espectro da realidade na medida em que consigo enxergá-la sem “óculos”. Quanto melhores forem esses óculos, mais nítida a imagem se torna.
Existimos em um estado imutável; simplesmente o sentimos de acordo com a clareza da nossa percepção. A percepção mais clara e desimpedida é o mundo do infinito.
Para nos aproximarmos disso, devemos primeiro corrigir nossas ferramentas de percepção (Kelim), para revelar um pouco mais de luz dentro delas. E para que isso aconteça, elas devem se tornar semelhantes à luz.
Os conselhos dos Cabalistas nos ajudam nessa correção, e quando a luz é revelada, descobrimos um “tesouro”, ou melhor, um depósito, uma nova camada da realidade que foi originalmente “colocada” em nossa conta.
Da Lição Diária de Cabalá, 02/10/09, Baal HaSulam, “Introdução ao Livro pela Boca de um Sábio”