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Escrutínios Mútuos

942Pergunta: Se um pensamento vem como luz, mas eu não o deixo entrar no Kli, e ele não se torna realidade, mas permanece fora como luz à qual eu não dou forma, pode-se dizer que esse vazio já contém equivalência de forma?

A doação pode começar não do desejo, mas do vazio?

Resposta: Eu não diria isso. Vamos trabalhar as perguntas e respostas juntos, e você verá que, ao final da Convenção, o caminho ficará mais ou menos claro para você, o que estamos pedindo e como planejamos chegar ao fim.

Da Convenção Mundial de Cabalá, 22/05/25, Lição 1, “Não Há Outro Além Dele”

Uma Vontade De Ouvir

267.01Se eu não estivesse envolvido na disseminação, não sairia de casa. Nunca. Se começarmos a nos perguntar se o mundo espera isso de nós, se verá isso com bons olhos…

Como o mundo poderia nos ver com bons olhos?! Desde o início, devemos descartar completamente qualquer possibilidade de tentar nos acomodar a isso! Devemos nos preocupar apenas com uma coisa: como nos apresentar da forma mais agradável possível aos olhos deles, mas sem comprometer nossa missão. Sem distorção, sem substituição da tarefa.

“Da forma mais agradável possível” significa que, como é difícil para eles compreenderem a nossa ideia, devemos facilitar ao máximo a sua compreensão. Mas, além disso, devemos ser como a pedra. É isso que nos foi confiado, e é isso que eu faço. As pessoas recebem isso muito bem.

Dei palestras em vários países para milhares de pessoas que não tinham nenhuma atitude favorável em relação a mim, a Israel ou à Cabalá.

Mas quando expliquei que há uma diferença entre mim e eles, e que eu tinha vindo falar precisamente sobre essa diferença, sobre o propósito do mundo, por que ele existe, o que eu devo fazer nele, e o que você deve fazer nele, e por que por milhares de anos estivemos nessa oposição, de onde ela vem e por qual razão — eles ouviram!

Há uma disposição para ouvir porque o problema é evidente. Além disso, eles responderam com calma, sem gritar, sem expressar oposição, nem contra mim nem contra o tema. Eles ouviram do começo ao fim. A explicação foi simples. Este deve ser sempre o nosso lema, a mensagem central de cada uma das nossas apresentações.

Caso contrário, por que você veio? Para falar sobre os mundos superiores? Por quê? Baal HaSulam diz: Que me importa quantos anjos há no céu e quais são seus nomes? Você veio para falar sobre o que realmente nos diz respeito, e que isso nos diz respeito por um motivo. E o público ouvirá.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 13/05/25, Escritos de Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

O Trabalho Do Grupo

938.01Pergunta: Por que meios alguém pode sentir que mesmo um distanciamento momentâneo da preocupação com a garantia mútua (Arvut) é uma descida?

Resposta: Somente o grupo pode nos dar tal sentimento, tal consciência, tal senso de importância, que sem Arvut eu me sentiria em um estado terrível.

Baal HaSulam escreve que tudo depende da revelação do mal. Se eu tiver um microscópio, vejo que os micróbios são uma coisa assustadora. Mas se eu não tiver um, isso não me incomoda; bebo a água com calma.

Mas se eu olhar pelo microscópio e ver o que está acontecendo lá dentro, verei criaturas terríveis! Como elas se devoram umas às outras! E elas me devorarão também! Então eu recuo. Tudo depende da revelação do mal.

Não consigo ver isso sozinho, mas se mil pessoas ao meu redor falam sobre isso, isso se torna não apenas mil vezes, mas um milhão de vezes mais tangível para mim.

Mas a pessoa deve estar pronta para ouvir o grupo. E o grupo deve ser sábio o suficiente para construir o processo de convencimento de uma pessoa de tal forma que isso realmente a penetre. Precisamos entender que cada um de nós está fechado. A pessoa não é capaz de perceber isso. É realmente necessário romper sua casca e entrar. Esse é o trabalho do grupo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá, 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Dedique-se Ao Grupo

938.07Uma pessoa escolhe um grupo com base no que sente em sua alma; essas pessoas pertencem à mesma ideia que ela deseja promover. Ninguém pode lhe dizer: “Escolha isto ou aquilo”.

Ela própria, como resultado do seu sofrimento, com base na sua experiência de vida, mesmo sendo jovem e carente de experiência, sente que deseja tal desenvolvimento. Esta é a mão orientadora do Criador nela.

É o Criador quem encontra o grupo para ela e o traz para ela. A única responsabilidade da pessoa é tentar se dedicar ao grupo de tal forma que este lhe faça uma “lavagem cerebral” e lhe transmita todas as suas opiniões, pensamentos e desejos para progredir na direção certa.

Se uma pessoa está disposta a receber apenas isso do grupo, aqui reside sua livre escolha: situar-se em relação ao grupo para que isso lhe proporcione progresso, e não se dispersar entre várias outras coisas. Afinal, tudo o que ela faz é apenas para receber orientação do grupo, a mesma orientação pela qual ela veio inicialmente.

Então, a pessoa avança, e seu avanço vai além da razão, porque inicialmente ela não a deseja. Mas, com a ajuda do grupo, ela encontra a força para seguir em frente. Se estivesse sozinha, não teria força para se elevar acima da sua própria razão. Qualquer que fosse a razão que escolhesse, seria a sua razão; não estaria acima da sua razão.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual — 233

213Pergunta: Consegui implementar a regra “Se eu não for por mim, quem será por mim”, porque sinto que ninguém mais fará isso por mim.

Mas para cumprir “Não há outro além Dele”, eu me esforço e ajo com a força que o Criador me dá. No entanto, depois que o trabalho é concluído, não consigo concordar que não houve nenhum esforço meu e que tudo foi feito pelo Criador.

O que devo fazer com esses sentimentos? Esquecê-los? Descartá-los? Afastá-los? Porque não consigo conciliar as duas regras. E se conseguisse, não consigo imaginar qual seria o resultado.

Resposta: Sim, você tem razão. Todos enfrentam esse dilema, e cada um deve tentar resolvê-lo por si mesmo.

Pergunta: Uma pessoa é capaz de manter a intenção durante a ação?

Resposta: Não devemos dizer agora do que uma pessoa é capaz ou não. Só quando ficar claro quem somos, poderemos emitir tal veredito.

Pergunta: Realizamos ações tanto no plano material quanto no espiritual. Nós as realizamos. Então, chega a conclusão: “Tudo o que o Criador faz é para o bem”, ou seja, “Não há outro além Dele”.

Quando entramos nesse estado, ele se instala dentro de nós como se algum tipo de chip fosse implantado em nós.

Esse estado é transmitido de alguma forma a toda a humanidade? É essa a nossa maneira de contribuir para o mundo? Queremos ser ajudantes do Criador na salvação de toda a humanidade.

Resposta: Isso é doação e é transmitido.

Da Lição #3 Convenção Mundial de Cabalá 23/05/25, “Se Eu Não For por Mim, Quem Será Por Mim?”

Quando Se Quer Orar Sem Parar

938.03Pergunta: Nesta Convenção parece que não há perguntas, mas apenas um desejo forte e contínuo de orar para que esta oração chegue ao Criador.

Diga-nos, qual deve ser a oração nesta Convenção? Pelo que devemos orar?

Resposta: Isso é algo que você precisa me dizer.

Pergunta: Você diz que precisamos refinar o pedido, estruturá-lo. Há uma oração: “Una-nos, eleve-nos a Ti, ajude-nos a todos a chegarmos juntos ao palácio do rei!” Mas, de alguma forma, ela se dissipa.

Resposta: Então eleve a oração de uma pessoa, de você mesmo.

Pergunta: Como faço isso corretamente?

Resposta: Do coração.

Pergunta: Preciso sentir todos e uni-los em meu coração?

Resposta: Comece e então você verá.

Da Convenção Mundial de Cabalá de 22/05/25, Lição 1, “Não Há Outro Além Dele”